Saulo Duarte e a Unidade brilham em lançamento de disco em SP

Saulo duarte e a unidade - José de Holanda

Saulo Duarte e a Unidade e o público rebolante no Centro Cultural Rio Verde. Foto: José de Holanda/Divulgação

Demorou. O show previsto para começar às 0h, só foi iniciar depois da 1h da manhã. O que poderia ter sido um problema, nem atingiu a Saulo Duarte e a Unidade ou ao público na noite fria de sábado (16), no Centro Cultural Rio Verde.

Saulo mostrava pela primeira vez o show do Cine Ruptura, disco que acaba de lançar com apoio da Natura Musical e pela YB Editora. Se fosse levar em consideração o álbum, esta apresentação seria mais chocha, pois aqui Saulo optou por trazer canções mais sérias, menos dançantes, mais “paulistanas”. É ele mudou do Pará para a grande cidade cinza e isso, com certeza muda alguém.

Só que não! O show foi animadíssimo, com um ou outro espaço para as canções mais lentas com uma plateia já quente das maravilhosas músicas tocadas pelo DJ Ricardo Magrão.  Ele mostrou grande parte do terceiro álbum e algumas dos anteriores e celebrados pela crítica, Saulo Duarte e a Unidade (2012) e Quente (2014).

Saulo estava entregue. É tão bonito ver no palco um artista presente, cantando, tocando, rindo e se divertindo no palco. Na sua mistura reggae, afro, groove, e com influência direta de Jorge Bem Jor (sério, escuta “Meu Sangue” e “Jorge da Capócia”, que você vai entender do que eu estou falando), ele brincou com todas as músicas. Jogou versos de Anelis Assumpção, Curumin e Russo Passapusso no ar e ainda emendou versões de “Brilho de Beleza”, de Negro Tenga e eternizada em tantas vozes baianas, como Gal Costa, Margareth Menezes e até mesmo com Chiclete com Banana.

O momento aconteceu já ali no final do show, já em dava mais para lembrar que Ava Rocha tinha feito uma participação cantando “Angorá” (de Saulo), “Acabou Chorare” (Novos Baianos) e “Mar ao Fundo” (de Ava). Saulo brilhou e jogou um monte de boas energias em cima daquelas sortudos que escolheram sair de casa naquela noite de sábado. Axé!

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