SWU: MSTRKRFT e o melhor da tenda eletrônica no sábado

Figurando entre as atrações mais esperadas – e que melhor corresponderam às expectativas – da tenda eletrônica do SWU no sábado (9), o duo canadense MSTRKRFT fez um show enérgico e mais do que simplesmente dançante, apresentando interessantes referências à música brasileira e remixes insanos de boa parte das faixas do Fist of God, seu álbum mais recente.

All I do is party! (Foto: InPress)

Ao contrário do que vimos na morna apresentação do Kings of Leon (e a proximidade de um show numa tenda eletrônica só explica EM PARTE essa diferença), o MSTRKRFT esteve verdadeiramente à vontade e entregue ao palco. Enquanto Al-P parecia mais concentrado, Jesse F. Keeler acendia alguns cigarros com frequência, arremessava latas de Heineken rumo ao público e apreciava algum wiskhy a goles violentos direto da garrafa. Apesar da significativa distância entre palco e público (Rage Against the Grade?), cada gesto da dupla ali em cima contribuía para tornar a ocasião ainda mais divertida e intimista.

O live começou impactante, com uma tempestade de beats eletrônicos em meio a uma furiosa percussão africana. O set, nitidamente crescente e recheado de hits, viveu seus melhores momentos na hora da daft-punkesca “1000 Cigarettes”, que apareceu logo no início, e da carismática “BOUNCE”, quando o coro “All I do is party! Ha-ha-ha-ha” se misturou a aplausos, gritos insandecidos e uma poeira quase cinematográfica por toda a tenda.

O ar romântico de “Heartbraker”, bela música do duo com o John Legend, finalizaria dignamente a apresentação, mas o que ouvimos foi um remix barulhento que pareceu não agradar tanto e passou rápido pelo set. E foi justamente aí que entrou a tacada de mestre dos canadenses. A música que fechou o show e coroou a passagem do MSTRKRFT pelo SWU foi um remix agressivo de “Roots Bloody Roots”, clássico do Sepultura. O efeito na pista foi um mix de bate-cabeça, pulos descontrolados e um “hands up” quase sincronizado. No palco, a expressão tensa do manager e a circulação de alguns técnicos de som evidenciavam um provável estouro do tempo da apresentação. Difícil dizer se a tenda eletrônica do festival viveu momento mais intenso do que esse, como você pode ver no vídeo abaixo.

Como se estivessem compensando a ausência de última hora no Skol Beats 2007, quando deixaram milhares de fãs na mão por não conseguir chegar da Argentina a tempo para tocar, o MSTRKRFT entregou um show simpático e memorável, que deu fim ao fôlego do público e se destacou de longe como o melhor da Heineken Greenspace no primeiro dia do festival.

  • Eduarda Verrino

    Eles tocaram Heartbraker como uma forma de me agradar, rs
    Fiquei uns 10min pedindo essa música, afinal viajei de SC só pra ver eles e essa música. Então, acredito que foi um “para de encher sua chata” hahaha
    Melhor atração sem dúvida do Heineken Greenspace!

  • Pirei quando tocaram WARP do Bloody Beetroots!

    Eu só fico revoltado com o público que se empolga justamente quando o set sai do eletrônico e vai pro heavy metal…. Deveria ser o contrário!

  • Gabriel Montañola

    Eles tocaramHeartbraker como uma forma de me agradar, rs
    Fiquei uns 10min pedindo essa música, afinal viajei de SC só pra ver eles e essa música. Então, acredito que foi um “para de encher sua chata” hahaha
    Melhor atração sem dúvida do Heineken Greenspace!

    oi eduarda 😉

    eu era o menino de oculos que ficou pulando feito um louco com o diário escrito heartbreaker pra chamar atenção dos caras! e conseguimos!

    enfim!

    to no video! hahahahah o remix do sepultura foi foooda!