SWU: Rage Against The Machine e o show quase perfeito

“Cara, confesso que não sabia por que o Rage tinha sido escalado pra ser headliner. Mas agora eu sei”, disse, ao final do show do Rage Against The Machine, um boquiaberto e quase sem palavras Alex Correa, cujo conhecimento sobre a banda de Los Angeles até aquele momento beirava o zero, de acordo com o próprio. E foi assim a passagem da banda pelo SWU – até as pouquíssimas almas vivas que não sabiam diferenciar “Testify” de “Guerrilla Radio” saíram de lá espantadas com a barulheira e a fúria (quase exagerada) promovidas por Zack De La Rocha, Tom Morello, Brad Wilk e Tim Commerford.

Foto: Carol Zaine

O show só não foi histórico pra todo mundo por conta de algumas falhas no som e de um tumulto que resultou na pausa da apresentação por alguns minutos. Zack foi ao microfone e pediu pra galera dar um passito pra trás para que todos pudessem curtir o show numa boa. Ainda assim, minutos depois, presenciamos uma cena incrível: um camarada, no meio de seu trajeto camicase da Pista Comum para a Premium, foi abordado por uns 3 seguranças – que não conseguiram segurar a criatura, requisitando, assim, o auxílio de outros 3 homens para contenção. Sim, foram necessários 6 seguranças para imobilizar o maluco possesso.

Voltando à parte musical da coisa toda, o Rage Against The Machine não desperdiçou nenhuma das 13 faixas de seu rápido set e mandou hit atrás de hit. Zack raramente parava quieto e, entre um pulo e outro, Tom mostrava por que é um dos guitarristas mais influentes de sua geração. E fazendo uma parede de graves absurdos estava Commerford, que fazia tremer metade da Maeda a cada nota dedilhada em seu baixo. Fechando a conta, veio ela, uma das músicas mais esperadas pelos brasileiros fãs de rock. “Killing In The Name” lavou a alma dos 50 mil presentes (ou algo aproximado), que enfrentaram caos e desordem na saída do primeiro dia de festival. Enquanto isso, a banda principal, que citou o MST (Tom Morello usou um boné do movimento no palco) durante o show, voltava para casa – ou para a continuação de sua turnê – confortavelmente e com a consciência tranquila de que expôs bem a postura de rebeldia que sempre pregou. Contradições aparentes à parte, isso é assunto pra outra hora, devido à sua complexidade. Afinal, o zunido de Fuck You/ I Won’t Do What They Tell Me ainda ecoa nos ouvidos.

  • Jean

    KKKKKKKK ESSE SEU AMIGO SÓ PODE ESTAR DE BRINCADEIRA… TUDO BEM QUE A PESSOA NÃO CURTA O SOM DOS CARAS OU NÃO CONHEÇA, MAS É SÓ DAR UM GOOGLE QUE VAI ENTENDER, AGORA A PERGUNTA CABE BEM AO LINKIN PARK SER HEADLINER… ISSO SIM É UMA PIADA! ABRAS!

  • Carla

    Concordo! RATM é das melhores bandas! Agora Linkin Park de headliner é de fato UMA PIADA!!!