SWU: Sublime With Rome, o pôr-do-sol, a fumaça e a felicidade

O sol começava a se por na Fazenda Maeda quando o Sublime With Rome subiu ao palco. Sem grandes firulas, a banda postou-se em frente ao cenário feio do Kings of Leon e, antes que alguém percebesse, o baixo nervoso de Eric Wilson começou a ecoar pelas caixas de som. Nessa nova versão, ativa desde 2009, o Sublime trouxe o fã Rome Ramirez, de apenas 22 anos, para tocar no lugar de Bradley Nowell, o vocalista original que morreu em 1996. Bem aceito pelos fãs, o gordinho Ramirez é simpático e canta as músicas do Sublime de um jeito que remete às originais com lealdade. A formação com Rome é, provavelmente, o mais próximo que o Sublime poderia chegar de si mesmo.

Foto: Terra – Música

O show começa animado, com os hits “Date Rape” e “Smoke Two Joints”. O cheiro de maconha sobe mais rápido que as filas do cheeseburguer e logo boa parte da platéia está fumando, cantando e pulando junta. O frio congelante ainda não chegou e todo mundo pula para o reggae-funk do Sublime, aos pés do pôr-do-sol mais bonito dos três dias de SWU. Do lado esquerdo da platéia, um maluco numa cadeira de rodas se enfia no meio de uma roda de pogo e começa a se bater com outros fãs, sorrindo. É uma festa diferente da dos outros shows – é menos sobre a música e mais sobre a confraternização.

Não que a música decepcione. Estão lá clássicos como “Wrong Way”, “40. Oz To Freedom”, “Under My Voodoo”, “What I Got” e, claro, “Santeria”, o clássico maior, anunciado como última música, mas seguido por “Bad Fish” e “Let’s Go Get Stoned”. No meio disso tudo, uma inédita, “Panic”.
No final, gente chapada não faltava – e gente realizada também não. Conheço pessoas que consideraram Sublime With Rome O show do SWU. Não concordo, mas, como um não-fã, confesso que me diverti muito mais do que esperava. E achei até bom que colocaram eles antes das bandas principais do dia (os chatíssimos Dave Matthews e Kings of Leon). Show do Sublime é pra curtir sem frio e sem apertos, com a alma leve. Leve como a fumacinha que, em uma hora de show, não parava de subir.

2 Comentários para "SWU: Sublime With Rome, o pôr-do-sol, a fumaça e a felicidade"

  1. O show foi sensacional, melhor doque eu esperava, a galera toda cantando e confraternizando. O Rome canta bem parecido com o Bradley sendo que algumas musicas até pareciam playback do cd Live deles.
    Em fim ,para mim que sou puta fã o show foi inesquecivel e me fez esquecer de toda a desorganização do Swu

  2. Sou daqueles que acham este o melhor show do festival (disparado). E acho que só consigo entender alguem que discorde disso se falar que o do Rage foi melhor (que eu não fui mas pareceu ser muito bom). Tirando isso, achei horrível as atrações principais como Regina Spektor (????????????), Linkin Park, Dave Matthews, Los Hermanos, etc…

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