SWU: virtuosismo e peso marcam passagem do The Mars Volta

Encaixar The Mars Volta entre Los Hermanos e Rage Against The Machine não foi das mais sábias decisões do SWU – mas os olhares de estranhamento que esperavam pelos 2, hm, revivals da noite não intimidaram a banda texana. Pelo contrário. Omar Rodríguez-Lopez e Cedric Bixler-Zavala comandaram um petardo sonoro que deixou muitos ali presentes boquiabertos por horas após o fim da apresentação.

Foto: Carol Zaine

Tocando por cerca de uma hora, o Mars Volta fez um setlist de apenas 6 músicas – que incluiu até, veja bem, um cover de Marianne Faithful. A abertura ficou por conta da urgente e pesada “Cotopaxi”, que chamou a atenção de muita gente que só tava “fazendo hora” até a chegada do RATM. O debut da banda, De-Loused In The Comatorium, ganhou destaque e ocupou metade do set, incluindo a trinca de fechamento, com as geniais “Eriatarka”, “Cicatriz ESP” e “Roulette Dares (The Haunt Of)”.

Único ponto negativo do show foi o elenco reduzido que subiu ao palco. Geralmente com vários músicos e instrumentos, incluindo metais e percussão, a apresentação contou apenas com 5 dos integrantes, que, diga-se de passagem, supriram bem qualquer ausência. Omar e sua guitarra hipnotizaram boa parte da Maeda com um virtuosismo quase exagerado – e que foi muito bem sustentado pela cozinha mais do que competente, composta pelo baixista Juan Alderete e pelo monstro-que-toca-pra-caralho David Elitch, baterista que integra o Mars Volta há quase 2 anos e que se fez ouvir martelando seu instrumento como se não houvesse amanhã. Uma pena que muitos, àquela altura, só quisessem saber de Tom Morello e cia. Pelo menos os (poucos) fãs não se decepcionaram com a mistureba de prog rock, jazz e experimentalismo proporcionada pelo Mars Volta.

  • Juarez Rodrigues

    Discordo de muita coisa aí.

    Não sei se era pela minha expectativa exagerada por esse show (o mais aguardado do festival por mim), mas achei muito fria a apresentação da banda. Não sei se por causa da falta de outros instrumentistas, ou seja lá o que foi, mas a energia não foi das maiores.

    A execução das músicas foi ok, mas aqueles improvisos no meio delas eram todos muito parecidos. Chega um tempo que começou a cansar e já era esperado o que eles iriam fazer.

    Mas em todo caso, cantei todas as músicas, pulei nas mais agitadas, e curti o show. Só acho que deixou a desejar.

  • claudio

    Essa foi a grande surpresa do SWU. Um dos melhores shows, mesmo escalado para o show mais aguardado do festival, que era o do RATM. Na verdade, tirando a expectativa, os anos de sucesso e tudo mais, achei o show do Mars até melhor do que o do RATM. E o que era aquele baterista??? Agora to na procura desse show para download. Alguém facilitaria isso pra mim???

  • Cayo

    O show deles foi bom, não entendi o tecladista que subiu no palco (não era o negão de sempre, que tem uma presença maneiraça) e não curti muito a performace do Cedric… Acho que ele não manda tão bem assim nos vocais ao vivo. Em compensação, Omar Rodriguez BRINCOU.

  • Eu curti o show. Pra caralho. Não sei se era a expectativa (quase fui pra Bs As de fuscão preto na última tour sulamericana deles) ou minha adoração quase que religiosa pela banda, mas o negócio foi do caralho. Reconheço que já tiveram fases muito melhores, tanto em arranjo quanto em composições, mas o resultado final me agradou bastante.. pirei muito em todas e saí felizão.

    Isaiah Ikey Owens, o tecladista negão que tem uma presença maneiraça, diz sentir falta de tocar com o Volta. Não sei se saiu definitivamente da banda ou se tava ocupado com correrias do Free Moral Agents ou sei-lá-o-que. Quem tocou teclado e afins foi o irmão do Omar, Marcel Rodriguez-Lopez; muito menos virtuoso mas o moleque é multi-instrumentista de mão cheia.

    Só acho triste que uma parte da galera não entenda que a quebraceira do TMV é conceitual e não física, formando vários moshpits pentelhos. Mas enfim, cada um cada um..

  • Gustavo Visconti

    Foi fudido essa porra!
    Omar chuta muito.

  • Daniel de Lavor Vieira

    DEMAIS! Até mesmo quem não conhecia a banda ficou surpreso com a performance.

  • André Amorim

    Foi fudido essa porra!
    Omar chuta muito.

    ótimo resumo.. hahahhaha

    tb gostei

  • eu fui nesse show e foi incrível!
    o do Rage Against the Machine também foi épico!