Do nada, surge um novo supergrupo na Inglaterra: Carl Barât (Libertines), Drew McConnell (Babyshambles), Andy Nicholson (ex-Arctic Monkeys), Seb Rochford (Acoustic Ladyland) e Adam Ficek (Babyshambles) se uniram para formar a The Bottletop Band. O grupo se reuniu por uma causa beneficente: arrecadar fundos para a Bottletop, instituição britânica que mantém projetos sociais em regiões pobres.
Veja abaixo a banda ensaiando em estúdio o primeiro single, “The Fall of Rome”, que estará disponível para download gratuito na semana que vem:
E não é só: em seu canal no YouTube, a banda se descreve como “uma combinação dos sons e estilos da música brasileira com um elenco de músicos britânicos”. Isso porque a arrecadação com as vendas do primeiro álbum, Dream Service, que sai dia 11 de abril, serão revertidas a projetos da Bottletop no Brasil.
Em um dos vídeos, é possível ver os músicos brasileiros Domenico e Kassin, da Orquestra Imperial, em estúdio ao lado da banda, além do produtor Mario Caldato Jr. Outras participações incluem Matt Helders (do Arctic Monkeys), Get Cape. Wear Cape. Fly, VV Brown, Sam Sparro, Fink, John McClure (do Reverend And The Makers), Eliza Doolittle e Tim Burgess (do Charlatans).
Pelos vídeos, o álbum deverá ir bem além do simples indie rock, fazendo uso de metais e orquestra, além de ter momentos acústicos. Soa promissor!
Miles Kane, ex-The Rascals, confirmou que o The Last Shadow Puppets, sua banda com o vocalista dos Arctic Monkeys, Alex Turner, deve retornar às atividades.
Em entrevista à revista britânica NME, Kane afirmou que o duo deve retomar os trabalhos após o lançamento de seu álbum solo, que deve acontecer na primavera do Reino Unido (entre março e maio). O primeiro (e fraquíssimo) single já foi disponibilizado para streaming.
Engraçado que, atualmente, os Arctic Monkeys estão em estúdio gravando seu quarto álbum. As agendas de Kane e Turner só estarão livres ao mesmo tempo se os Monkeys trabalharem muito rápido (o que não foi o caso do último disco, Humbug), lançarem seu álbum junto ao de Kane e saírem em turnê na mesma época. Difícil, hein?
Mas não há nada oficialmente planejado mesmo. As palavras exatas de Kane foram: “sim, sim, sim, definitivamente [os Puppets irão voltar]. Depois que eu terminar isso [o disco solo], acho. Tenho algumas coisas na manga”. Previsão pessoal: vai demorar…
Os Arctic Monkeys nunca chegaram a encontrar o samba, de fato – ou, se o fizeram, eu não fiquei sabendo. Também não sei de nenhum motivo para lamentarmos a inexistência de um encontro como esse, já que trataram de fazer essa fusão (a do Alex Turner de 2006 com alguma coisa que o Cartola tenha escrito) em São Paulo, sob o nome de Cabana Café – ou Copacabana Café, um tempo atrás, já que o bairro carioca e a praia de lá são lugares em que o som do grupo poderia se encaixar.
Em época eleitoral, o septeto – formado por uma menina, Rita Oliva, tentando se encontrar entre seis rapazes – pegou a deixa para fazer alusão aos políticos mais SAGAZES no clipe de “Jogo de Malandro”, batizado carinhosamente como “Porco Estupra Mas Não Mata” no YouTube. Mas a banda avisa: “Esse vídeo não faz parte da campanha de ninguém. Ele serve pra te entreter. Assim como o Tiririca faz rima pra divertir o povo e foder todo mundo depois.” As tags do vídeo (“Netinho”, “Mulher Pêra”, “Maluf” e “Mensalão”, entre muitas outras) dão a dica de quem as máscaras de porcos querem atingir.
“Jogo de Malandro” é uma das cinco faixas do EP Jangada Elétrica, que pode ser baixado de graça nesse link e, pelo o que ouvi, tem muito mais a oferecer do que acordes de guitarras indie-rock e trejeitos de samba clássico (“Garoa” faz lembrar da Céu, aliás). Vale tirar a prova real fazendo o download ou, se você estiver em São Paulo, vendo ao vivo: os próximos shows são no Tapas Club (9/10), na Livraria da Esquina (21/10), no Asteroid Bar (22/10 em Sorocaba, que é logo ali) e no Parque da Aclimação (23/10).
Se tem uma coisa que eu tava esperando há um tempo em relação ao Arctic Monkeys era um show da banda com a participação de Josh Homme. E isso finalmente aconteceu (já aconteceu antes? Não que eu tenha ouvido falar).
O produtor de um dos melhores discos de 2009 subiu ao palco no último dia 18, durante apresentação dos Monkeys na Califórnia. Além de batucar uma meia-lua na perna durante a excelente “Dance Little Liar”, Josh também entoou gritinhos e backing vocals durante a música:
Além disso, o quarteto de Sheffield mais o líder do Queens of The Stone Age ainda mandaram a pesada “Pretty Visitors”, cujo refrão contou com a ajuda de Alain Johannes, guitarrista que acompanha o Them Crooked Vultures. Coisa fina, ó:
O terceiro single de Humbug, “My Propeller” (viu o clipe?), já está pronto para ser lançado – tanto que já conhecemos um de seus b-sides, “Joining The Dots”, há bastante tempo. A novidade da vez é “The Afternoon’s Hat”, mais uma semi-obra-prima que foi deixada de lado em Humbug, mas que finalmente chega ao público como lado B. A música vem num formato quase western, como se Josh Homme estivesse ajudando o Arctic Monkeys a compor a trilha sonora de um faroeste soturno. Você pega “The Afternoon’s Hat” nesse link(botão direito, salvar como…).
Uma terceira inédita, “Don’t Forget Whose Legs You’re On”, foi selecionada para acompanhar o lançamento físico de “My Propeller”. Tá rolando um preview curtinho da música na Amazon.
Terceiro clipe de Humbug, disco mais recente dos Macacos:
E vai falar que você prefere 3 minutos de parede branca com o vocalista fingindo que canta em um mini-gravador? Sou da opinião que, se você não tem uma ideia criativa pra um clipe, coloca a banda tocando, joga uns efeitinhos e pronto. Eficiente, seguro e evita umas jogadinhas cool-wannabe como “Cornerstone”, que é linda de morrer, mas seu vídeo…
Indo em encontro a todas minhas expectativas com relação a um quarto disco, membros do Arctic Monkeys revelaram que podem repetir a dose e chamar novamente Josh Homme para produzir o próximo trabalho da banda: “Nós adoraríamos trabalhar com ele novamente. Nos divertimos muito [na primeira vez]. Depende. Quando estivermos prontos para gravar novamente, ele talvez também esteja, mas você sabe como é, ele é um homem muito ocupado e muito procurado”, revelou o baterista Matt Helders a BBC Radio 6 Music.
Sobre a vontade de voltar aos estúdios, Matt acrescenta: “É estimulante estar no estúdio. É a parte que mais gostamos. Claro que sair em turnê é fantástico, então eu não teria um sem o outro, mas acho que já estamos prontos para voltar”. E ainda teve declaração até do sempre calado baixista dos Monkeys, Nick O’Malley, que aproveitou a chance para dar alguma dica da possível sonoridade do sucessor de Humbug:
Temos falado sobre algumas ideias, como, por exemplo, fazê-lo [soar] bem rápido. Quem sabe? Definitivamente o vento está favorável, então quem sabe?
Com uma turnê pelos EUA marcada pra abril, a banda só terá tempo para pensar em voltar ao estúdio depois das datas dos shows norte-americanos. E nada de Brasil, por enquanto. Infelizmente.
Na noite dessa quarta-feira, dia 24, a Brixton Academy londrina foi a casa de mais uma edição do Shockwaves NME Awards, promovido anualmente pelo mais importante semanário britânico: O New Music Express – ou, como a maioria de nós conhecemos, NME. Como costuma acontecer todo o ano, a revista deu prêmios para quem não deveria dar, o que significa que deixou de premiar quem realmente merecia, mas nada que supere a tradicional porcentagem de erros que uma premiação pode cometer. As contradições, já muito íntimas das premiações da NME (que parece achar isso tudo muito engraçadinho), também não deixaram de aparecer.
The Specials, um dos homenageados da noite
É claro que não dá pra condenar tudo que aconteceu na noite passada: O Muse, por exemplo, levou o prêmio de Melhor Banda Britânica (e, mais tarde, Matt Bellamy foi nomeado o Homem Mais Sexy do Ano), Bombay Bicycle Club saiu como Melhor Nova Banda (derrubando de vez o The XX, que não ganhou nada) e o West Ryder Pauper Lunatic Asylum, do Kasabian, foi nomeado Álbum do Ano, além de ter levado o título de Melhor Capa (categoria que apareceu com indicações fracas, acho). Também é louvável o fato do Big Pink, que teve pouco destaque em 2009, sair na frente de “Crying Lightning” (Arctic Monkeys), “Rabbit Heart (Raise Up) ” (Florence and the Machine), “Sticks n’ Stones” (Jamie T) e “My Girls” (Animal Collective, minha favorita) e arrebatar a estatueta de Melhor Música com “Dominos”. O Bify Clyro também passou por situação parecida, desbancando todos os favoritos ao levar o Melhor Vídeo com “The Captain”.
As surpresas negativas começaram com o Arctic Monkeys saindo vencedor na categoria de Melhor Banda ao Vivo. A banda é boa, de fato, mas beira a apatia em suas apresentações. E meus argumentos ficam ainda mais bem sustentados quando reparamos que também concorriam Kasabian, que estarreceu o público do Planeta Terra 2007, Them Crooked Vultures, que reune três das bandas mais impactantes que já existiram, Muse – faltam palavras para descrever o que foi a passagem do grupo pelo Brasil – e, choquem, Radiohead.
Também parece ter faltado critério para a galera que decidiu que o site do Muse é melhor que páginas como YouTube, Facebook e Twitter. Passando para as categorias desnecessárias, Lady Gaga levou os títulos de Melhor e Pior Roupa – piadinha que achei idiota, na verdade. A NME poderia ter passado sem essa e outras contradições, que não fazem muito sentido. Na categoria de Pior Banda concorriam Oasis, Green Day e Paramore, todos indicados também como Melhor Banda – o Paramore, inclusive, venceu na categoria internacional. O Arctic Monkeys passou pela mesma experência, tendo o Humbug indicado como Melhor e Pior Álbum. Pelo menos, foram os Jonas Brothers que sairam vencedores (se é que pode-se chamar assim) na Pior Banda E no Pior Álbum.
Os garotos do The Drums foram lembrados como a maior novidade do ano
As apresentações, pelo menos, parecem ter compensado as gafes: Lily Allen tocou com o Big Pink, Marina and the Diamonds participou do show do Biffy Clyro e o Hole voltou. Mas, como o evento só foi transmitido pela rádio, não temos vídeos no YouTube para conferir tudo isso. Opa, parece que achei uma outra gafe.
Melhor Banda Britânica
Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian Muse
Oasis
Melhor Festival
Download Glastonbury
Reading & Leeds Festivals
T In The Park
V Festival
Melhor Nova Banda
The Big Pink Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux
Prêmio de Contribuição à Música:
The Specials
Melhor “Enchedor” de Pistas
Dizzee Rascal & Armand Van Helden – ‘Bonkers’
Florence And The Machine – ‘You’ve Got The Love’ La Roux – ‘In For The Kill’ (Skream remix)
Lady Gaga – ‘Poker Face’
Yeah Yeah Yeahs – ‘Zero’
Prêmio de Retribuição ao Fã
Kasabian and Noel Fielding for free ‘Vlad The Impaler’ video
Danger Mouse for leaking ‘Dark Night Of The Soul’ Lily Allen for her Twitter ticket treasure hunt
Arctic Monkeys for their Oxfam Golden Tickets
Vampire Weekend for giving away ‘Horchata’ from new album ‘Contra’
Melhor Banda ao Vivo Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures
Philip Hall Radar Award:
The Drums
Melhor Evento Blur at Hyde Park
Jay-Z at Alexandra Palace
Muse at Teignmouth
Oasis at Heaton Park
The Dead Weather at Shoreditch Church
Melhor Programa de TV The Inbetweeners
Never Mind The Buzzcocks
Peep Show
Skins
True Blood
Melhor Banda Internacional
Green Day
Kings Of Leon Paramore
Vampire Weekend
Yeah Yeah Yeahs
Melhor Faixa
Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’ The Big Pink – ‘Dominos’
Melhor Artista Solo
Dizzee Rascal
Florence And The Machine Jamie T
Julian Casablancas
Lady Gaga
Melhor DVD
Kings Of Leon – Live At The O2, London, England
Flight Of The Conchords – Complete HBO Second Season
The Killers – Live From The Royal Albert Hall The Mighty Boosh Live – Future Sailors Tour
Nirvana – Live At Reading
Melhor Vídeo
Arctic Monkeys – ‘Cornerstone’ Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’
Melhor Álbum
Arctic Monkeys – ‘Humbug’ Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’
Godlike Genius Award:
Paul Weller
Melhor Filme:
(500) Days Of Summer
In The Loop Inglorious Basterds
The Twilight Saga: New Moon
Where The Wild Things Are
Herói do Ano Beyonce Knowles
Noel Gallagher Rage Against The Machine Matt Bellamy
Alex Turner
Vilão do Ano
Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell Kanye West Lady GaGa
Melhor Roupa Lady GaGa Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O
Pior Roupa Lady GaGa
Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux
Pior Álbum
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady GaGa – ‘The Fame’ The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’ U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Pior Banda Green Day
Oasis Jonas Brothers Paramore
JLS
Melhor Site Muse.mu YouTube
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Greenday.com
Melhor Capa Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’ Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’ The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘
Melhor Blog de Banda Muse (Muse.mu and Twitter.com/muse) Radiohead (Radiohead.com/deadairspace) Noel Gallagher (Oasisinet.com)
Los Campesinos! (Loscampesinos.com)
Paramore (Paramore.net)
Para baixar essa versão desplugada de “Joining The Dots”, basta dar um clique aqui. Já a versão de estúdio da música será lançada no dia 22 de março, junto com a faixa de abertura de Humbug.
Depois de “Crying Lightning” e “Cornerstone”, o Arctic Monkeys revelou que o terceiro single de Humbug será faixa de abertura do CD, “My Propeller”.
A data de lançamento está agendada para o dia 22 de março e o single será disponibilizado em duas versões: a de 7’’, com apenas uma B-side, e a versão de 10’’, que contará com 3 músicas que não entraram na mixagem final do último disco da banda.
A versão simples do single terá a faixa “Joining The Dots” como complemento – a música também estará na versão mais completa de “My Propeller”, que ainda virá com as B-sides “The Afternoon’s Hat” e “Don’t Forget Whose Legs You’re On” (que nome ótimo!).
E o vídeo do novo single? Será que podemos esperar por algo à la “Cornerstone”? Como fã, espero que não, mas não seria de todo mal, já que não é sempre que conseguimos mais de 100 comentários em um único post (/interesseiro).