13 out 2010

Terceiro dia de SWU: superpopulação, a fofura do Pixies e os atrasos de minutos e anos

Por  @16:14

Depois de um domingo sem sal, com poucos momentos marcantes e com o Kings of Leon entregando menos do que o especulado, a segunda chegou com, provavelmente, o line-up mais esperado do festival – afinal de contas, tinha para todos os gostos, já que a esquizofrenia musical da escalação chegou a possibilitar shows do Yo La Tengo e Pixies acontecendo muito perto de apresentações do Cavalera Conspiracy, Linkin Park e Avenged Sevenfold. Isso também resultou no maior público entre os 3 dias – essa informação é baseada pura e simplesmente no “olhômetro”, ok?

Como cheguei tarde na Fazenda Maeda, me mantive perto dos palcos principais durante praticamente todo o dia, pra evitar algum risco de perder a sequência Incubus-Queens of the Stone Age-Pixies. O resultado foi, infelizmente, perder Yo La Tengo (cheguei quando já tinha acabado), CSS, Josh Rouse, Autoramas e Mixhell. Ao fim do som ensurdecedor do Avenged Sevenfold (com Mike Portnoy DES-TRU-IN-DO na bateria), me dirigi ao Palco Água para tentar um lugar ao sol frio diante do Incubus. Na última hora, decidi assistir à banda pelo telão do Palco Ar, para onde, TEORICAMENTE, Josh Homme levaria sua banda dentro de alguns minutos. Depois de quase uma hora de atraso, o todo poderoso Queens of the Stone Age subiu ao palco e entregou um dos melhores shows do festival, facilmente. Apesar do setlist encurtado em uma ou duas músicas, deu pra quase perder a voz com “Go With The Flow” e “No One Knows”.

Foto: Carol Zaine

Corre-corre pro palco ao lado, onde o Pixies já se aprontava pra abrir a apresentação com “Bone Machine”. Apesar das poucas palavras, a banda de Kim Deal e Frank Black mandaram todos os seus hits, que foram proferidos quase em uníssono pelos tiozinhos que tomavam boa parte da Pista Premium. Showzaço – e com direito a um sensacional bis, composto por “Planet of Sound”, “Where Is My Mind?” e “Gigantic”. Uma pena a banda ter servido, para muitos (não todos, veja bem), apenas como mero aquecimento para o grandioso Linkin Park.

Com o acúmulo de cansaço e frio pesando nos pés, após a maratona do fim de semana, o jeito foi aproveitar as lembranças da adolescência assistindo ao Linkin Park lááááááá de longe, de onde só se viam pontinhos se mexendo no palco. Até que deu pra ficar empolgado com hits como “Numb” e “One Step Closer”, mas a sensação era de que o show estava alguns anos atrasados. Acho que uma banda como Foo Fighters ou Pearl Jam desempenharia melhor a função de fechar o SWU. Depois da última nota gritada por Chester Bennington, Tiesto fez a trilha sonora para a caminhada de volta pra casa.

E voltar pra casa foi um exercício de pesar vários aspectos sobre o “grande movimento da sustentabilidade na América Latina” – ou algo que o valha. No que coube às bandas, pelo menos EU não tenho muito do que reclamar. Shows com muita pontualidade e qualidade de som praticamente impecável. Quanto à organização, bem, digamos que Eduardo Fischer e sua turma têm um LOOOOONGO caminho pela frente. Um caminho pelo qual o transporte seja decente e minimamente planejado, pelo qual pizza crua não seja a última opção de comida, pelo qual a sustentabilidade não entre em contradição com as cervejas em copo de plástico (é o dobro do lixo, por Cristo!), pelo qual alguns mililitros de água não custe um absurdo, pelo qual maquininhas de cartão de crédito funcionem (já que foi anunciado que essa facilidade estaria disponível), pelo qual filas e mais filas não sejam onipresentes, etc, etc, etc, etc.

“Mas você é um ingênuo/mimado por esperar que, em um festival desse porte e com tanta gente, a água, por exemplo, não custasse mais que 4 reais.” A questão é que, quando se faz tanto barulho em torno de um movimento que vai mudar a cabeça das pessoas em relação à sustentabilidade e a um futuro onde o mundo é um lugar melhor para se viver, o mínimo que você espera de quem propõe a ideia é que tal pessoa dê o exemplo a ser seguido – o que, infelizmente, não aconteceu. A intenção foi boa e a experiência valeu a pena, mas tem muito o que melhorar para uma possível edição em 2011 (com System Of A Down e Alice In Chains? WHAT?).

A partir de hoje, mini-resenhas de alguns shows vistos pela tchurma do Move That Jukebox irão ao ar. Por isso, por exemplo, que não falei muito sobre os shows do Pixies e do QOTSA neste post. Fique no aguardo. =)

10 dez 2009

Mix That Jukebox #7

Por  @17:21

cover

Imagem via We heart it

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Lado A – Top 7 dos últimos dias

01 – Ecos Falsos – Deadline
Na faixa, que é uma regravação da banda JazzBlaster e que se encontra no novo disco do Ecos, se destaca o vocal feminino contrastante de Julia Jups, cantora da banda Condessa Safira.
02 – Shout Out Louds – Walls
Um dos melhores produtos de exportação da Suécia volta com a primeira música tirada do novo disco, esperado para março de 2010.
03 – The Dead Weather – A child of a few hours is born
A música, encontrada no recém lançado single de “I cut like a buffalo”, não só é melhor que qualquer uma do debut da banda, como ainda conta com uma guitarra matadora à la Jimmy Page.
04 – Jónsi – Boy lilikoi
O líder do Sigur Rós soltou essa prévia de como pode ser seu debut. A música se encaixaria muito bem no último trabalho de sua banda.
05 – The Cribs – We share the same skies
Uma das melhores criações do trio de irmãos ingleses, que agora contam com a companhia do ex-Smiths Johnny Marr na guitarra.
06 – Mallu Magalhães – My home is my man
Não, não vou falar que a Mallu cresceu. Mas que esse segundo disco da cantora está beeeem mais interessante que o primeiro, isso é verdade.
07 – Charlotte Gainsbourg – Heaven can wait (ft. Beck)
A canção em si já é muito boa, mas fica melhor ainda com o clipe sensacional que foi dado à ela.

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Lado B – Liberte o headbanger que existe dentro de você!

01 – Alexisonfire – Drunks, lovers, sinners and saints
Post-hardcore canadense de primeira!
02 – Rage Against the Machine – Sleep now in the fire
“Se rebelando aos 15 anos” feelings.
03 – At the Drive-In – One armed scissor
A banda que deu origem ao The Mars Volta.
04 – Metallica – Ain’t my bitch
Dispensa comentários, né?
05 – Rise Against – Prayer of the refugee
Hardcore americano com vocais e guitarras poderosas.
06 – Avenged Sevenfold – Bat country
Música feita sob a influência de Medo e delírio em Las Vegas, de Hunter C. Thompson.
07 – Slipknot – Before I forget
Essa é da época em que eu ainda curtia um new metal. Não me julguem. É boa, vai.