Barbiekill: Mostrando que no Nordeste também tem electrorock!
Nascida em uma festa de amigos, como uma brincadeira, acabou crescendo e a cada dia ganha mais visibilidade. Essa banda é o Barbiekill. Mas qual é o motivo desse crescimento tão rápido? Talvez as músicas animadas com letras debochadas, ou então estavam na hora certa, no lugar certo.
O momento é o melhor possível, coma febre da New Rave. Já o lugar talvez não seja o mais propício para o estilo. A banda é de Natal, RN, que digamos, não é um berço do electrorock, mas talvez isso a ajudou. A banda veio como uma inovação, diferente de todas as outras do local, e isso agradou a muitos.
As claras influências de outras bandas brasileiras como CSS e Bonde do Rolê fazem das músicas do Barbiekill uma animação geral. Eles têm um EP lançado, “Ai Meu
Edy!”, que pode ser baixado aqui.
Conversamos com o vocalista, Daniel, e o baterista, Waldemar, e eles nos contaram mais sobre a banda e essa ascensão rápida. A entrevista você confere logo abaixo.

MTJ!: Como nasceu a banda?
Waldemar: Daniel, responde essa, eu não lembro. (risos)
Daniel: A gente tava tomando banho de piscina e bebendo e então a gente começou a falar de como ia ser legal se a gente tivesse uma banda que tocasse nas nossas festas. Nós costumamos fazer muitas festas. Daí a gente se juntou de brincadeira e como eu disse que ia cantar todo mundo começou a rir, porque quando eu cantava musicas do ‘É o Tchan!’ eu desafinava pra cacete .Waldemar já sabia tocar bateria e tinha um menino que não é mais da banda que tocava guitarra. A banda nem tinha a mesma formação de agora.
MTJ!: Em pouco tempo de banda, quais são as vitórias que já tiveram?
Daniel: O mais legal foi o reconhecimento, as pessoas ficam perguntando as novidades. Temos shows marcados em outros estados.
Waldemar: Acho que gravar nosso EP pagando a maior parte com nosso dinheiro de cachês foi uma.
Daniel: Ah é, gravar o EP com o dinheiro que conseguimos de shows. Acho que foi o melhor! (risos)
MTJ!: Como banda nova, quais são as dificuldades que vocês encontram?
Daniel: Falta lugar legal pra tocar.
Waldemar: Pra falar a verdade eu nem vejo muitas dificuldades.
Daniel: Acho que por sermos novos, somos pouco levados a sério por quem organiza alguns dos eventos que tocamos. Questão de som e tal. Mas acho que só isso. As coisas tão vindo fácil, até. Somos chamados pra tocar nos lugares.
Waldemar: Acho que isso seria mais a falta de estrutura, porque já tocamos praticamente em todos os locais que a cidade dispõe. O som, nunca tem um som de qualidade.
Daniel: Acho que o som é o pior. Às vezes tem [um som de qualidade], mas não é sempre. Já tocamos sem passar o som e foi uma bosta, um grande dum cu.
MTJ!: Como ocorreu essa inserção de vocês nas boates e clubes natalenses?
Waldemar: Uma das primeiras vezes que tocamos foi no Avesso, boate gay daqui.
Daniel: Fomos indicados por uma amiga pra abrir o show o Montage, daí depois desse show fomos super bem comentados e passamos a ser chamados pra vários outros.
Waldemar: Fomos convidados porque a atração principal era Montage, e como éramos a única banda que tem um som eletrônico aqui em Natal tivemos um crédito.
Daniel: Também tinha o Dusolto, mas eles estão de férias desde que foram no programa do Jô. Mas eles não têm nada a ver com o Montage. A gente ainda combina um pouco.
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MTJ!: E tem alguma proposta pra tocar em algum lugar maior, fora de Natal?
Daniel: Fomos a primeira atração confirmada pro MADA, um festival grande, mas é aqui em Natal. Fora daqui tem, mas disseram pra a gente não mencionar ainda, só estaremos liberados após o carnaval.
MTJ!: Como é o cenário musical alternativo do Rio Grande do Norte?
Daniel: Aqui proliferam bandas que fazem rock naquele estilo antigão, 60’, 70’, sabe? O pessoal daqui adora. E tem hardcore, uó. Tem muita banda de hippie também.
Waldemar: Não tem um incentivo muito grande, mas também as bandas não fazem por merecer.
Daniel: É, tem muita gente que faz qualquer coisa e sai dizendo que tem banda, sabe? Mas isso não quer dizer que não tenha uma galera competente.
Waldemar: É claro. Tem gente que faz um som bacana aqui também.
MTJ!: Alguma banda recente que vocês consideram ‘um achado’?
Daniel: Você lembra de alguma?
Waldemar: Rapaz…
Daniel: É que eu gosto de muita coisa nova… É complicado dizer e lembrar de uma especifica. Anteontem conheci o MySpace de uma menina chamada Mallu Magalhães e achei muito legal, ando ouvindo de vez em quando. Acho até que vocês deveriam entrevistá-la.
Waldemar: Tiveram umas bandas que nos adicionaram no MySpace que são até legais. Aquela lá Daniel…?
Daniel: A gente gosta do New Rave Kids On The Block. E tem uma chamada ‘The Man’ que é muito legal, mas eles não são do Brasil. Mas sei lá, é difícil dizer agora.
MTJ!: Querem falar mais alguma coisa?
Daniel: Só mandar um beijo pra mamãe, pro papai, pros meus amigos e pros fãs. (risos)
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Se você tem uma banda e quer ver ela no blog, mande um e-mail para movethatjukebox@hotmail.com
Autor: Marçal Righi












