13 mai 2010

Muse, Vampire Weekend, Florence e muito outros na trilha do filme Eclipse

Por Neto Rodrigues @2:00

Para os hipsters de plantão que fecharam a cara e não aceitaram o filme Lua Nova ter uma trilha sonora tão legal, preparem-se: o quesito “hype” foi multiplicado várias vezes para o disco que terá as músicas do próximo filme da saga vampiresca, Eclipe.

Band Of Horses

O CD terá 15 músicas e será, aparentemente, ainda mais interessante do que seu antecessor. Tendo uma faixa inédita do Muse como single principal, o tracklist da trilha sonora do filme ficou assim, de acordo com a NME:

Metric – ‘Eclipse (All Yours)’
Muse – ‘Neutron Star Collision (Love Is Forever)’
The Bravery – ‘Ours’
Florence And The Machine – ‘Heavy In Your Arms’
Sia – ‘My Love’
Fanfarlo – ‘Atlas’
The Black Keys – ‘Chop And Change’
The Dead Weather – ‘Rolling In On A Burning Tire’
Beck And Bat For Lashes – ‘Let’s Get Lost’
Vampire Weekend – ‘Jonathan Low’
UNKLE (Featuring The Black Angels) – ‘With You In My Head’
Eastern Conference Champions – ‘A Million Miles An Hour’
Band Of Horses – ‘Life On Earth’
Cee-Lo Green – ‘What Part Of Forever’
Howard Shore – ‘Jacob’s Theme’

Bem, pelo menos alguma coisa boa tinha que vir dessa franquia, certo? O álbum chega às lojas no próximo dia 8. Já o filme deve invadir os cinemas em 30 de junho, que será um ótimo dia para não ir ao shopping.

5 mar 2010

Resenha: Coldplay marca passagem pelo Brasil com superprodução

Por Alex Correa @16:23

A saga foi intensa para os jornalistas que compareceram na Apoteose nesse último domingo. Isso porque faltavam informações sobre a retirada de credencial no sambódromo: O staff, que tinha sua maior parte formada por terceirizados, não sabia dar as orientações necessárias. A reclamação seria boba, não fosse o ping-pong que fizeram comigo por quase uma hora – ao todo, atravessei o Sambódromo inteiro três vezes seguidas (um total de 2100 metros percorridos) até me encaminharem para o portão correto e, nessa rota, encontrei dois representantes de grandes veículos cariocas que também estavam perdidos e indignados.

Vanguart – Praça da Apoteose, 28 de fevereiro
Por Alex Correa

Ok, a raiva passou e houve tempo para recuperar as energias até o inicio – e durante – o show do Vanguart, que abriu a sequência de apresentações antes mesmo do sol se por. O setlist, que mesclou as músicas do homônimo de 2007 com faixas gravadas apenas no Registro Multishow, ainda teve direito a uma inédita que pegou o público de surpresa (“A Patinha da Garça”, “Colorful Thoughts of Existance”? Não sei dizer). Apesar da pouca empolgação do público, seus olhos não precisavam estar muito atentos para ver dúzias de pessoas remexendo o corpo e estalando os dedos – foram essas mesmas pessoas que mandaram sinais ainda maiores de aprovação quando os mato-grossenses apareceram com “Semáforo”, seu single mais popular.

Foto: Rodrigo Barreto

Se o folk rock dos Vangs não convenceu a maior parte dos presentes, Hélio Flanders, vocalista do grupo, ganhou o público com palavras. Dividindo o título de “coxinha do rock” com Chris Martin, que tomou o palco mais tarde, Flanders agradecia as milhares de pessoas que já haviam chegado, à produção e aproveitou o momento para incentivar novos artistas independentes, o que lhe rendeu palmas e ovações. Mas, ainda assim, muitos pareciam guardar suas energias para a maior atração da noite: O Coldplay.

Bat For Lashes – Estádio do Morumbi, 2 de março
Por Vitor Gonçalves

Antes de o quarteto inglês entrar em cena, Natasha Khan teve seu momento no palco assinando com o nome de Bat For Lashes – que, ao vivo, conta com três músicos de apoio, sendo que dois deles são mulheres. O projeto teve aproximadamente 30 minutos para mostrar o motivo de ter vindo ao Brasil e, durante esse tempo, se viu uma apresentação bem aplicada, mostrando toda a entrega que Natasha e sua banda expressam em suas canções. Iniciando com “Glass”, o público já pode sentir qual era a vibe da cantora, que poucos conheciam. E, pelo que se pôde perceber, a recepção não foi das mais empolgadas.

Foto: Rodrigo Barreto

O que acontece é que o tipo de som que o Bat For Lashes faz é uma coisa mais intimista, propício a ser executado em ambientes menores, onde há maior conexão entre o público e a cantora – clima muito comparado ao dos shows da mais irreverente Björk. Mesmo tocando seus singles mais radiofônicos como “What’s A Girl To Do”, “Pearl’s Dream” e a sempre ótima “Daniel”, Natasha não conseguiu levantar a galera. Porém, pelo menos, deixou bem claro que não é só um rostinho bonito, mas que tem talento e personalidade. Além desses singles, ainda foram ouvidas “Horse and I”, “Trophy” e “Prescilla”, as três do CD Fur and Gold, e “Siren Song”, linda música do Two Suns, seu álbum mais recente.

Agora o jeito é esperar a volta da cantora, num lugar mais adequado e com um público mais compatível com suas (incríveis) viagens artísticas.

Coldplay – Praça da Apoteose, 28 de fevereiro
Por Alex Correa – Fotos de Henrique Sauer

Com um atraso pouco relevante, o Coldplay subiu no palco a tempo de não deixar a energia do público (um total de 30 mil pessoas) ceder. Quando o show começou, boa parte dos espectadores já estava na Praça da Apoteose desde cerca de quatro horas. O inicio do espetáculo se anunciava com a valsa “O Danúbio Azul”, de Strauss, representando com vigor a classe que a apresentação atingiria nos próximos minutos. Ao final do ícone vienense, a banda emendou “Life In Technicolor”, canção instrumental com cara de boas vindas. De surpresa, a sequência inicial deixou o público extasiado: Ao passar de “Violet Hill”, single fraco do último disco do Coldplay, vieram “Clocks”, com raios de luzes passando por toda a Apoteose, “In My Place”, que teve seus refrões cantados a plenos pulmões pelos cariocas, e a fulgida “Yellow”, em que a manjada presença de balões de ar – as bexigas também apareceram nas turnês do grupo pelo Brasil em 2003 e 2007 – alegrou os fãs novamente.

Dessa vez, a cia. de Chris Martin não trouxe às terras tupiniquins sua maior estrutura: Na América Latina, foi o palco B do Coldplay que manteve o público entretido – o que, convenhamos, já foi zuper bacana. Ao todo, o palco contava com três setores: O maior, em que foi feito a maior parte do show; Um menor, à direita, em que um piano aguardava por Martin (nele foi executado um medley de mais dançantes “God Put a Smile Upon My Face” e “Talk”, além de uma nova versão de “The Hardest Part”, sem cordas ou bateria) e outro à esquerda, ainda menor e mais próximo ao público, em que o grupo teve a ousadia de aparecer com uma versão acústica de “Shiver”, hit que desceu por água abaixo pela falta dos acordes de guitarra. A localização do palco lateral fez com que boa parte do público tivesse de trocar de posição – na pista comum, as pessoas se voltavam para a esquerda; na vip, todos viraram para trás, proporcionando uma interatividade bem legal – e, por desleixo da produção, a inédita “Don Quixote” (“olê olê olé” consta nos refrões, cantados com gosto pela platéia), assim como a upbeat “Death Will Never Conquer”, estrelada pelo baterista da banda nos vocais, acabou sendo abafada pelo falatório do público (para quem estava nas arquibancadas, principalmente, o som estava baixo e impedia que os presentes se empolgassem. O mesmo aconteceu dois dias depois em São Paulo, em que o técnico de som foi vaiado).

“Interação”, assim como “chuva de cores” (e “garoa”, já que uma chuva fina não parou de cair), foi o termo da noite. Até mesmo os globos que simulavam meras lâmpadas de teto e as estruturas de iluminação se moviam, como se tentassem acompanhar o ritmo do aceleradíssimo Chris Martin, que corria de um lado para o outro sem cansar e se jogava no chão quando achava apropriado. A soma desses fatores acabou fazendo com que “Lovers In Japan” representasse um dos momentos mais memoráveis do show, quando chuvas de borboletas brilhantes foram lançadas duas vezes por todos os lados da pista. E “Lovers…” não é a única música de Viva La Vida or Death and All His Friends que funciona bem ao vivo: A própria “Viva La Vida” acertou o público em cheio, sem que a banda precisasse fazer muito – eram os espectadores que davam o clímax ao vociferar “oooh ooooh oh”. “Politik”, a minha preferida, deixou boa parte da platéia apática, mas a também formidável “The Scientist” quebrou o clima estático no segundo bis, logo antes do final do show. A apresentação ainda foi cortada por um remix brega de “Viva La Vida” (a esse ponto, “ooohs” já haviam cansado) uma rápida reprodução da temática “Singing In The Rain”, em que o quarteto deu uma espécie de Volta Olímpica pelas passarelas montadas.

As viagens visuais nos telões eram experiências à parte. “Glass of Water”, b-side lançada no EP Prospekt’s March, ganhou um dos backgrounds mais legais da noite, apesar de ser pouco conhecida. Outras músicas do EP causaram estranhamento ao público, mesmo tendo sido ouvidas com paciência e, ao que parece, admiração: Foi o caso da piano lullaby “Postcards From Far Away” e da deliciosa “Life In Technicolor II”, que se difere da primeira pela adição de vocais. Foi essa última, inclusive, que fechou o show em clima de réveillon, com uma digníssima e generosa (pra combinar com o setlist de 24 músicas) chuva de fogos. Ao fim do show, depois de tantos LEDs, neons, luzes e cores gritantes, tudo parece mais apagado, como se enxergássemos em preto branco. É sério.

26 fev 2010

Thom Yorke confirma nova banda, toca inéditas e Radiohead ganha covers

Por Neto Rodrigues @14:55

Lembra daquela banda formada por Thom Yorke, certo? Também presumo que você ainda não se esqueceu daqueles pontos de interrogação que apareceram na frente do nome do músico no cartaz do Coachella, não é? É que na última quinta-feira (25), o músico foi o alvo principal de blogs mundo afora: Nigel Godrich, Mauro Refosco, Flea, Joey Waronker e Yorke são os integrantes da banda Atoms For Peace. O anúncio foi feito pelo frontman do Radiohead, que também aproveitou para mostrar algumas datas dos próximos shows de sua mais nova menina dos olhos. Será que rola um disco de inéditas com essa formação? De acordo com o Bloody Pop, por que não? Um site ainda compilou vídeos do Thom Yorke tocando as músicas novas ontem a noite, em Cambridge, com direito as inéditas “Give Up The Ghost” e “Mouse Dog Bird”. Veja.

Bem, deixando um pouco de lado o Atoms, outra notícia que pôs Yorke e sua turma mais antiga, o Radiohead, em destaque nas discussões online foi o cover de Natasha KahnBat For Lashes, pra quem preferir – para a intensa “All I Need”, que está no In Rainbows, de 2007. Natasha, que abrirá os shows do Coldplay no país no fim de semana, foi acompanhada por um competente quarteto de cordas, fazendo uma emocionante releitura da pérola que é a música do Radiohead. Perde não, ó:

E agora, pra finalizar, ainda no tema “cover + Radiohead”, deixo vocês com “Karma Police“, cantada por uma certa menina de 13 anos, algum tempo atrás. Quem? Kesha, digo, Ke$ha. Sério. Daqui a pouco tá aparecendo vídeo antigo da Lady Gaga mandando um Sonic Youth.

10 fev 2010

Cariocas terão wi-fi de graça em show do Coldplay

Por Alex Correa @20:50

É isso aí, geeks do meu Rio de Janeiro: Quem for passar o dia 28 de fevereiro na Praça da Apoteose para ver Vanguart, Bat For Lashes e Coldplay terá o direito de twittar, acessar seus emails e ler seus blogs preferidos (não esqueçam da gente!) durante os intervalos das apresentações. Nesse Carnaval, a Sapucaí – como é mais conhecida a praça – terá oito transmissores instalados em seus 800 metros de extensão, todos conectados à Rede Rio, considerada de “alta velocidade”.

A Apoteose vai ficar assim, ó, mas com um show bem mais legal no palco

A rede wi-fi, pra nossa sorte, não será removida no final do Carnaval e faz parte de um projeto governamental que pretende “expandir a cobertura de rede e popularizar o acesso à internet de banda larga nas diversas regiões da cidade” e, nos próximos meses, deve chegar ao Porto carioca e cobrir toda a Avenida Presidente Vargas.

SUCK THAT, SÃO PAULO!

6 jan 2010

Shows do Coldplay no Brasil também terão abertura do Vanguart

Por Alex Correa @23:07

Repetindo a fórmula milionária que tornou o show do Radiohead ainda mais especial no inicio de 2009, a Time 4 Fun – empresa responsável pela produção do Just a Fest e, agora, pelos shows do Coldplay no Brasil – acrescentou uma banda nacional ao evento sem nome que leva a banda de Chris Martin ao Rio de Janeiro e a São Paulo em fevereiro e março desse ano.

Além de Bat For Lashes, aquela britânica bonitinha que lançou seu segundo (e overated) álbum no ano passado, o evento terá a abertura de Hélio Flanders e seu Vanguart, que pode aparecer com faixas inéditas nas apresentações.  A informação foi confirmada pelo site do Coldplay e pelo Twitter de Flanders. As noites seguirão o mesmo molde do brilhante tripé que fez março brilhar com Los Hermanos, Kraftwerk e Radiohead tocando na mesma noite, mas agora com uma versão mais econômica.

Vanguart, Bat For Lashes e Coldplay tocam na Praça da Apoteose (RJ) em 28 de janeiro e seguem viagem para São Paulo, onde serão acolhidos no Estádio do Morumbi em 2 de março. Os ingressos ainda estão sendo vendidos no site da Ticketmaster.

8 dez 2009

Entre Coldplay e Franz Ferdinand, Massive Attack pode vir ao Brasil

Por Alex Correa @19:45

Conforme havia nos alertado William Crunfli, presidente da Mondo, março de 2010 é o novo novembro de 2009, já que diversos shows internacionais estão sendo agendados para esse período do ano que vem. A nova possibilidade é que o Massive Attack, grupo britânico primo do Portishead, entre para o time de atrações gringas que dividirão a atenção dos brasileiros no terceiro mês de 2010 – Coldplay, Franz Ferdinand, Bat For Lashes e até o The Gossip, possivelmente, já estão nesse grupo.

massive attack

A fonte é Lúcio Ribeiro, que acabou de sair do hospital e anda tomando alguns medicamentos que podem ter botado algumas minhocas em sua cabeça – mas, mesmo assim, ainda merece credibilidade pela dezena de boatos lançados por ele que andam se concretizando. Segundo Lúcio, uma data da turnê sul-americana do grupo já vazou: 2 de março, no Chile.

Se o Massive vier mesmo, o Brasil será um dos primeiros países do mundo a receber a nova turnê da banda, que servirá como ferramenta de divulgação do álbum Heligoland, programado para chegar às lojas no início de fevereiro. E aproveitem, viu, porque não é sempre que temos essa mordomia.

29 out 2009

Divulgados os preços dos ingressos para o show do Coldplay

Por Neto Rodrigues @13:08

Coldplay

Fechando a turnê mundial que fizeram para promover o disco Viva La Vida, o Coldplay se apresenta na América do Sul em fevereiro e março de 2010.

A partir do próximo dia 7, quem quiser conferir Chris Martin e sua trupe já pode garantir um dos 68 mil lugares do Morumbi, em São Paulo, ou um dos 38 mil lugares do local do show no Rio de Janeiro, que será realizado na Praça da Apoteose. Lembrando que o show de abertura ficará por conta de Bat For Lashes.

Para os paulistanos, que assistirão ao show no dia 2 de março, existirão 6 opções de ingressos: R$ 160 (arquibancada laranja), R$ 180 (arquibancadas azul e vermelha), R$ 200 (arquibancada vermelha especial), R$ 250 (pista e cadeira inferior), R$ 300 (cadeira superior) e R$ 600 (pista vip). Já os cariocas terão que pagar mais se quiserem ver a banda ao vivo, no dia 28 de fevereiro: R$ 250 (pista e arquibancada) e R$ 600 (pista vip).

No site da Ticketmaster você pode encontrar mais informações, como pontos de vendas e e números de telefone para a compra de ingressos.

E aí, quem vai pagar 600 dinheiros para ficar grudado no Coldplay? Prefiro gastar com o Franz Ferdinand, duas semanas depois.

[UPDATE] Na noite de ontem (sexta-feira, 30), a Time For Fun, produtora responsável pela vinda dos caras, modificou o preço do ingresso para a área vip em ambos os shows. De 600, para míseros 500 reais, a inteira.