Nosso show completo de hoje será a lendária apresentação solitária de Neil Young no estúdio Shepherd’s Bush, da BBC, em 1971. Entre as canções do repertório, constam algumas que fariam parte do álbum Harvest, lançado um ano depois. É um belo concerto, em que o deus canadense interage bastante com o público. Combina com a terça-feira pré-natal. Espero que gostem.
Aproveitando a onda de boas notícias envolvendo o retorno do Stone Roses, nosso documentário do dia será “Blood On The Turntable”, mais uma produção da BBC – com direção de Steve Crabtree.
Glen Matlock e Noel Gallagher são apenas algumas das participações especiais que ajudam a ilustrar o doc musical – que aborda de maneira muito bem estruturada a trajetória completa do grupo. O idioma é inglês, sem legendas.
Nunca é demais citar os dois shows agendados por Ian Brown, John Squire, Gary “Mani” Mounfield e Alan “Reni” Wren para 29 e 30 de junho de 2012, no Heaton Park, Manchester, para depois partir em turnê mundial (que deve durar um ano). A banda fez até um novo website para a ocasião. Confere aê: http://www.thestoneroses.org/
O documentário de hoje é sobre um dos grupos mais importantes de Nova Iorque. Estou falando do Blondie, uma das tantas bandas que tiveram origem no auge do Punk Rock, passaram a frequentar o CBGB, foram levados pela onda New Wave, até se tornar uma das instituições musicais mais respeitadas da Big Apple. Sempre com Debbie Harry e Chris Stein à frente, o grupo entrou para o Rock ‘n’ Roll Hall Of Fame em 2006. Quem assina a produção de “One Way Or Another” é a BBC. O idioma é inglês, sem legendas. Boa sessão.
Em maio, foi feito o anúncio que o Radiohead executaria, na íntegra, o The King of Limbs no programa From The Basement, da BBC. Ok, o programa só será exibido no começo de julho, mas que tal curtir uma prévia com uma música inédita da banda?
Gil Scott-Heron faleceu sexta-feira passada. Aqui no blog, já reverenciamos o legado do poeta diversas vezes, mais recentemente com a mixtape The Revolution is being televised, do coletivo espanhol Cookin’ Soul. Agora, uma semana depois, é um bom momento para postar o documentário “The Revolution Will Not Be Televised”, uma produção da BBC, de 1996. Espero que gostem. O idioma é o inglês, sem legendas.
O som de Jessie J flerta na mesma intensidade com o pop e o R&B, sustentado por uma base eletrônica não muito criativa. “Do it Like a Dude”, o hit que está vendendo a garota para o mundo (segundo lugar no iTunes, quinto no Midweek Chart), era pra ter sido entregue a Rihanna, mas Justin Timberlake, com quem ela já trabalhou, deu o toque de ouro e recomendou que ela mesma gravasse. A música soa muito mais interessante nesta apresentação exclusiva para a BBC, com uma performance vocal invejável e músicos de responsa dando conta do recado. E tem também o clipe oficial que, apesar das referências manjadas (lesbianismo sujo, movimentos corporais animalescos, blábláblá), é uma produção incontestavelmente forte e preparada para o topo das paradas.
O lance é que 2011 deve ser um ano mais justo com os compositores que sempre estiveram nos bastidores da música pop mundial. Se Bruno Mars – que co-produziu “Fuck You”, do Cee Lo – começa a estourar agora, o terreno de sucesso para Jessie J parece fértil. Ela já escreveu pra Miley Cyrus, Justin Timberlake, Christina Aguilera, Chris Brown e grava o seu próximo single com o B.o.B, rapper queridinho do Rivers Cuomo. No alto de seus 22 anos, recém-recuperada de um derrame e sem poder beber e fumar, Jessie J está tentando inovar. Contudo, se essa releitura levemente mais agressiva do que já estourou no ano passado carrega potencial suficiente para virar o grande hit de 2011, aí já é outra história.