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		<title>Tortoise &#8211; Beacons of Ancestorship</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Jul 2009 13:16:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Correa</dc:creator>
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										</div><p style="text-align: left;"><em>Por Filipe Torres</em></p>
<p style="text-align: center;"><img class="alignnone" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/1/17/Beacons_of_Ancestorship_cover.jpg" alt="" width="302" height="302" /></p>
<p style="text-align: justify;">Um tanto estranho esse álbum do Tortoise. A começar pelo título. Mas é compreensível ver uma banda que estava há tanto tempo sem gravar um disco de inéditas recorrer ao passado (e a questão é saber qual “ancestralidade” eles se referem) para sobreviver ao futuro. Há muito da antiga sonoridade, mas também há muita inovação. E muito a se explorar nessa mistura – tão essencial para curtir o som dessa banda.</p>
<p style="text-align: justify;">Para quem não conhece, Tortoise é um quinteto instrumental de Chicago que mistura pitadas de jazz, rock e dub em suas composições. <em>Beacons of Ancestorship</em>, sexto álbum da banda (o último, <em>It’s All Around You</em>, é de 2004), traz de volta algumas influências exploradas em dois de seus melhores discos, <em>TNT</em> (98) e <em>Standards</em> (01), juntando guitarras, sintetizadores e instrumentos inusitados de percussão, criando climas e ritmos surpreendentes para quem ouve o som dos caras pela primeira vez.</p>
<p style="margin-bottom: 0cm; text-align: justify;">O disco já abre com a hipnótica e extensa “High Class Slim Came Floatin’ In” e seus mais de oito minutos, misturando um baixo grooveado, ritmo pulsante e teclados até então inéditos na obra da banda. Logo após, o primeiro single “Prepare Your Coffin” e a bateria de John McEntire reinam entre a melodia da guitarra e a levada punk da música – outra marca inédita na história do Tortoise. “Northern Something” lembra um pouco os experimentos das b-sides lançadas no Box Set de 2006, <em>A Lazarus Taxon</em>,  que trouxe a banda ao Brasil no mesmo ano.</p>
<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/6zRJftR_508&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/6zRJftR_508&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p style="text-align: justify;">Curiosamente, as duas faixas seguintes são nomeadas em português: “Gigantes” e “Penumbra”. A primeira dessas é divida em dois momentos distintos, com um ritmo que nos remete ao nordeste brasileiro e um segundo com guitarras à la Zii &amp; Zie, do Caetano Veloso, que lembram o tal “transamba” proposto pelo baiano. &#8220;Penumbra&#8221;, uma pequena vinheta arrítmica, cria um certo desequilíbrio no ouvido que procura um padrão dentro da loucura sonora.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, tente pronunciar o nome da próxima faixa: “Yinxianghechengqi”. Não entendeu nada? Talvez tenha sido este mesmo o propósito, já que a faixa é a mais destoante do álbum, acelerada, suja, distorcida, com uma parada abrupta e um loop de microfonia alterado por computador que atinge seu clímax na próxima música, “The Fall of Seven Diamonds Plus One”, a composição que mais lembra o padrão Tortoise, com  direito a clima de Western (confirmado pela percussão feita com correntes e pancadas num piano). O contraponto exato de toda loucura da faixa antecedente.</p>
<p style="text-align: justify;">As últimas faixas (“Minors”, “Monument Six One Thousand”, “de Chelly” e “Charteroak Foundation”) não se destacam tanto quando a primeira metade do disco em termos de inovação musical, mas para os não iniciados em Tortoise, são as faixas que fazem mais sentido para conhecer a banda: samples eletrônicos, a presença tímida do vibrafone – marca registrada no som da banda – e guitarras mais limpas, fazendo-se de base para os outros instrumentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode até se dizer que este seja um disco de ruptura para o Tortoise, afinal de contas já eram mais de cinco anos sem lançar material inédito. A banda determinante para o post-rock dos anos 90 precisou desse tempo para repensar no que construiu até agora e olhar pra frente. E o disco é isso, é proposto ao ouvinte uma nova viagem musical entre as várias etapas que a banda já percorreu em seus mais de 15 anos.</p>
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