1 out 2010

O Sigur Rós não quer mais ser plagiado

Por  @0:21

Beleza, título besta – não é como se alguém realmente quisesse ser plagiado um dia. Mas tem algumas cópias que a gente vai deixando passar, faz de conta que não viu e, quando nos damos conta, BOOM, todo mundo já roubou um pouquinho. O Sigur Rós que o diga: entre os publicitários gringos, a banda é conhecida por não vender suas músicas a preço algum, apesar de ser mega requisitada para propagandas de TV.

A solução que os publicitários geralmente procuram é bem simples: chamar outra banda qualquer para reproduzir as músicas do Sigur Rós com mudanças bem, mas BEM sutis. O tema virou pauta do Stereogum depois que os islandeses escreveram sobre o infinito histórico de plágios em seu blog oficial, compilando vídeos de propagandas que os fãs enviaram. Entre eles, aparece uma campanha de Belo Horizonte que chupinhou “Go Do”, do Jónsi (vocalista do Sigur Rós), na cara dura.

Até agora, “Hoppípolla” parece ter sido a mais copiada, com quatro vídeos listados. Olha aí a falta de vergonha na cara do HSBC chinês:

A lista continua aqui e mal dá pra acreditar na cara de pau alheia.

14 fev 2008

Shows em Belo Horizonte?

Por  @15:44

Vagando por blogs parceiros (não gosto de Chico!), encontrei uma informação no mínimo interessante ao público mineiro.

Em notícia divulgada pelo jornal O Tempo, Belo Horizonte parece que finalmente será inserida na rota dos grandes shows internacionais.

Para os moradores dessa pacata cidade, esse é assunto antigo. Dificilmente podemos nos deparar com grandes eventos musicais por aqui. A culpa sempre acaba caindo no público mineiro, outras vezes devido às poucas casas de shows para eventos de grande porte (vá dizer que a acústica do mineirinho é boa…), ou até na falta de produtores para trazê-los.

Nos últimos anos, esse situação já tem mostrado melhoras, devido aos esforços isolados de alguns produtores. Mas agora, as notícias parecem boas.

As quatro principais produtoras da cidade resolveram se unir para reverter a situação (Art BHZ, Electra Produções, Malab e Nó de Rosas). De acordo com as cabeças por trás das empresas, todas continuarão com suas atividades normais, sem efetivar ‘amarras’. No entanto, se unirão para garantir que Belo Horizonte não fique fora dos circuitos internacionais.

Gegê Lara, da Electra Produções, Lúcio Oliveira, da Art BHZ, Aluízer Malab, da Malab, e Márcia Ribeiro, da Nó de Rosas

Lúcio Oliveira (Art BHZ) evita revelar alguns nomes para 2008, já que muitos ainda não estão confirmados. Mas Gegê Lara (Electra Produções) entrega algumas atrações com boas chances de passar pela capital mineira.

A data 1° de abril (não é mentira), está pré-reservada para a canadense Alanis Morissette. No mesmo mês, poucas semanas depois (16 de abril), Lenny Kravitz pode dar o ar da graça em beagá. Esses parecem ser os mais prováveis no momento, mas também revelam ter feito propostas para Seal, John Fogerty (Creedence) e Rufus Wainwright, além de estudarem as possibilidades de trazer Joe Cocker, All Jarreau, Michel Bublé, Halloween e Gamma Ray. Considerando os últimos tempos, uma revolução está por ocorrer em BH, não? O público alvo das atrações parece bem variado.

Até Bob Dylan quase fechou datas por aqui. O que atrapalhou foi o cachê do camarada, de U$ 150.000, de quebrar qualquer um. Como os ingressos teriam preços muito elevados, a exemplo de São Paulo, sua vinda vai ficar pra próxima.

“Estamos estudando Linkin Park ou Foo Fighters. Também existe a possibilidade de termos o Rage Against the Machine, que já anunciou turnê pela América do Sul, mas ainda sem especificar se vem ao Brasil. Fizemos, ainda, propostas para o America, que pode voltar ao país, e para o Boy George com seu grupo, o Culture Club.”

O que pode ter incentivado esses quatro santos a se juntarem, é a crescente participação do público mineiro, a exemplo do Jethro Tull no ano passado, no Chevrollet Hall. Apesar de todo o otimismo, não economizam nas críticas para algo já citado, a falta de casas de shows decentes para grandes públicos.

O melhor lugar parece ser mesmo o ginásio Mineirinho, o maior da América Latina, onde já foi realizado o show do Silverchair em 2003 (uma boa organização, diga-se de passagem). Mas a acústica realmente não colabora. Talvez a hora do governo de Minas Gerais investir em uma grande reforma tenha chegado.

“É um espaço amplo, o acesso é fácil, tem estrutura de estacionamento e no entanto está ocioso porque precisa ser reformado. Aliás, isso é algo que até está previsto, por conta da Copa do Mundo no Brasil, mas resta saber se essa reforma vai se prestar também à realização de espetáculos ou se vai ser algo voltado só mesmo para eventos esportivos”, diz Lúcio Oliveira, da Art BHZ.

As duas atrações internacionais atualmente marcadas, Interpol (15 de março) e Dream Theater (9 de março), não fazem parte dessa parceria.

Com tanta notícia boa, resta torcer para que essas promessas sejam verdadeiras, incluindo Belo Horizonte nas rotas de shows internacionais.

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