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Mar 09 2010

Fonografando #3: das bazucas ao SXSW

O post tá atrasado, mas tá com tudo! Fonografando #3 no Move That Jukebox.

Love Bazucas passou por aqui – O lançamento do Love Bazucas, união evidente do Black Drawing Chalks com Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys), fez o barulho que a gente esperava. Só nas primeiras 24 horas, o portal Nagulha registrou mais de 500 downloads do EP – são 1667 neste momento (já fez o seu, né?).

Ninguém esperava menos. As músicas soam orgânicas, como se alinhassem o trabalho de bandas que já marcaram a história do chamado “novo rock nacional” e estão com absolutamente tudo – apelo hype, mídia e público – para marcarem ainda mais. O EP é redondinho, mas quatro músicas não parecem suficientes. “Destroy This Little Boy”, a faixa mais dançante, parece funcionar como um aquecimento para todo o resto da festa. “Down On Me” é 75% instrumental e claramente o retrato sonoro da união dos dois projetos. “Hug Me Once Again” é a faixa-videoclipe, o hit mais certo, do refrão grudento e da melodia hipnótica. Ouça “Little Crazy” e imagine-se apreciando o final de um show quente, no meio de uma platéia insana, suado até às meias, quase mudo pelos berros involuntários, quase surdo com a tempestade de riffs. Não tem erro: Love Bazucas está fervilhando e não veio para ficar, mas suas rápidas passagens pelo indie nacional sempre estarão acompanhadas de um rebuliço histórico, como o que vimos agora.

O fim do QUASE – A furiosos 320kbps, o novo (e cheio de firulas) álbum do Ecos Falsos está finalmente na íntegra para download. Tá certo que 10 das 15 músicas do álbum nós já conhecemos desde novembro do ano passado, mas o QUASE só está oficialmente lançado agora, em março/2010, quando sua quinta e última parte (“E”) chegou à internet. Baixe tudo aqui.

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1 – Ok. O South by Southwest é historicamente conhecido pelo apoio a apostas musicais do mundo todo e isso é muito legal, mas a gente precisa combinar que ter em mãos o passaporte para o festival texano não basta para coroar banda nacional alguma com o título de “the new brazilian music”. Toda semana reservo algum tópico mais analítico da Fonografando (como o que vem logo abaixo) para mostrar que o que caracteriza a “nova música brasileira” vai muito além de, por exemplo, tocar fora do país. De qualquer forma, essa compilação da BM&A, com músicas das bandas brasileiras que se apresentam no SXSW 2010, merece a sua atenção. Copacabana Club, The Name, Lucy and the Popsonics, Garotas Suecas, L.A.B., Érika Machado e outros dez promissores nomes compõem o disco – inteiramente disponível, veja só você, para download gratuito.

21 minutos dedicados à nova música brasileira… na Globo – É Globo News, mas tá valendo. Uma reportagem de 21 minutos e 38 segundos sobre os novos rumos da música brasileira foi exibida no canal exclusivo de jornalismo da Rede Globo na semana passada. A chamada (“Nova cena do rock brasileiro vai além do trio guitarra, baixo e bateria”) fez pensar que se trataria de uma discussão puramente estética, sobre instrumentos e inovações sonoras, mas os dois minutos iniciais já evidenciam que o foco da produção logo cairia para a revolução comportamental, o “do it together”, as ações coletivas e as relações políticas que caracterizam esse novo momento da música nacional. Os personagens? Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, Hurtmold, Cidadão Instigado.  A voz condutora? Pena Schmit, superintendente do Auditório Ibirapuera, que no início do ano sediou o encontro mais simbólico do indie nacional em tempos. Vamos lá, acredite uma única vez nas matérias musicais da Globo e assista logo ao vídeo.

E o Violins voltou – A gente tem muito a falar sobre isso, mas por hora você só precisa clicar na imagem abaixo e fazer um ou dois downloads para entender.

Só para esclarecer: a partir dessa semana, a Fonografando dá as caras no Move That Jukebox! toda segunda, religiosamente, antes da meia-noite, valeu?

Então até a próxima.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1

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Feb 23 2010

Fonografando #2: calor, frescor e a nova música b(r)azuca

Olá. Esta é a Fonografando, o independente nacional em destaque no Move that Jukebox.

Black Drawing Chalks + Chuck Hipolito = Love Bazucas – Você já deve ter notado alguma semelhança entre o que hoje fazem os goianos do Black Drawing Chalks e o que no final dos anos 90 faziam os Forgotten Boys.  A forma como esses dois grupos trabalharam, explodiram e até se promoveram como banda se correspondem. Acontece que Chuck Hipolitho (vocalista dos Forgotten) sempre foi um grande parceiro do quarteto goiano e a sua vontade de fazer música em conjunto com eles nunca foi segredo para ninguém. Essa relação parece ter amadurecido quando, no final do ano passado, Chuck Hipolitho começou a fazer participações especiais em alguns shows do Black Drawing Chalks – pude presenciar o encontro durante o Goiânia Noise Festival em dezembro de 2009 e posso garantir que é de tirar o ar. Agora, para o bem do rock nacional, Chuck Hipolitho e Black Drawing Chalks investem oficialmente na parceria e começam a fazer (ainda mais) barulho como Love Bazucas.

No blog do Estúdio Costella, de Chuck Hipolitho, você pode conferir um relato técnico e algumas fotos das gravações. Pelo tom das expectativas gerais, o Love Bazucas deve ser tudo isso mesmo: sincero, quente e cru. Como BDC e Forgotten Boys soaram (soam?) em suas respectivas épocas.

E falando em Nagulha… – Diz o teaser que o primeiro registro fonográfico oficial do Love Bazucas sai dia 1º de março pelo portal Nagulha.com.br. Mas o Nagulha nasceu hoje, às 14h, como um projeto que “quer ser referência para a informação e discussão sobre a nova música jovem produzida no Brasil” – palavras deles próprios. Uma iniciativa de Alex Antunes (Bizz, Rolling Stone, General, Folha Ilustrada, Veja), Anderson Foca (DoSol) e Bruno Nogueira (Pop! Up), o portal já traz, em menos de 24 horas de atividades, resenhas musicais, textos analíticos e matérias de cobertura que só confirmam o nível de profissionalismo da história toda – as impressões de Alex sobre o circuito nacional de festivais independentes é a minha recomendação inicial de leitura.

Continue se esbaldando aí: www.nagulha.com.br

Transmissor, Eu & Você – O pop-rock mais refinado do país vem de Belo Horizonte. Outro tesouro musical da capital mineira, o Transmissor faz um som suave e soa como fonte de verdadeiro frescor para o pop nacional. Depois da idéia de exibir ao vivo as gravações de seu próximo disco via site oficial (o criativo transmissor.tv), a novidade da vez é o clipe de Eu & Você, certamente a melhor música do álbum Sociedade do Crivo Mútuo (inteirinho no Trama Virtual, baixa que compensa).

Os tons amarelos, a leveza da voz de Jeninha e a obsessão por televisores fazem desse clipe uma síntese bem justa do que é o Transmissor. Só assistindo pra entender:

O Holger vem aí – Depois de inúmeras demos, um bom videoclipe (logo abaixo) e da deliciosa Caribean Nights, o Holger entra em estúdio para gravar o seu primeiro disco. Apontados por muita gente grande como uma das apostas musicais mais certas para 2010, os paulistas estão experimentando e registrando tudo num home studio, orientados pelo produtor Roger Paul Manson (uma indicação do baterista do Dirty Projectors). O trabalho, que vai ter um título “que soe bem em qualquer língua”, pode ser lançado a qualquer momento entre maio e junho desse ano.  As gravações estão sendo documentadas por Guilherme Passos, membro do Bossa Nova Filmes e diretor de “The Auction”. Tudo pode mudar, mas o setlist do primeiro disco do Holger até o momento é esse aqui:

- Toothless turtles
- Beaver
- She dances
- No brakes
- Caribean nights
- Eagle
- Undesirable Regrets
- Who Knows
- Axé
- Transfinite
- Geneçambique

Você viu, nada de The Auction. Uma injustiça com o maior hit da banda?

Para fechar:

  • Não importa onde você está na América do Sul, é fevereiro e o Grito Rock continua.
  • Nevilton e seu Pressuposto continuam insinuantes, tentadores e disponíveis para download lá no Compacto.rec.

A Fonografando promete cumprir os prazos e está de volta na próxima sexta-feira.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio

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Feb 10 2010

Ingressos aqui: Black Drawing Chalks + Chuck Hipolitho, no Inferno Club

Por Neto

SORTEIO ENCERRADO! As sortudas que assistirão Black Drawing Chalks tocando com Chuck Hipolitho HOJE, no Inferno Club, serão Giselle Zurita e sua acompanhante, Luciane Guzmán. Cheque seu email, Giselle. E bom show! E ah, obrigado a todos que participaram, ok? Já, já, voltamos com outras promoções e sorteios pra vocês. =)

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Imagine juntar a bagagem musical de Chuck Hipolitho, ex-guitarrista do Forgotten Boys, com a energia e o peso dos goianos do Black Drawing Chalks?

Denis, do BDC, e Chuck, em recente foto divulgada no Flickr da banda

Pois, a banda dona do Melhor Disco de 2009 na lista do MTJ receberá Chuck no palco do Inferno Club, na noite desta quinta-feira (11), como parte da festa Engata Quinta. E você acha que será “apenas” mais um show do BDC com um guitarrista extra? Nada disso! A noite marcará a estreia de músicas novas que o grupo goiano gravou e produziu com Hipolitho no estúdio Costella, em SP. Se isso já não fosse o suficiente, os fãs ainda poderão curtir “velhas conhecidas” como, por exemplo, a já clássica “My Favorite Way”.

E aí, vai ter a audácia de perder esse encontro? Pra facilitar sua vida, o Move That Jukebox conseguiu, junto com a Tronco Produções e o Inferno, um par de ingressos NA FAIXA pra você curtir o show. E, para tentar ganhar, basta, como de praxe em nossos sorteios, deixar seu nome nos comentários com um email de contato MAIS o nome de seu acompanhante, ok? Você tem até às 13h00 de amanhã para tentar concorrer. ENTÃO, CORRE!

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Jan 27 2010

Scream & Yell libera lista de melhores de 2009 – e o MTJ marcou presença

Por Neto

O site Scream & Yell, capitaneado pelo querido Marcelo Costa, colocou no ar sua habitual e sempre esperada lista dos melhores do ano que passou. 68 convidados – incluindo este que vos fala - foram chamados para dar seus pitacos em categorias que vão desde Melhor Música Nacional até Melhor Site – passando ainda por Melhor Capa de Disco, Melhor Filme e Melhor DVD, entre outras.

Céu e Them Crooked Vultures abocanharam os prêmios de melhores álbuns nacional e internacional, respectivamente. Já a melhor música nacional foi, obviamente, a praticamente-unanimidade “My Favorite Way”, do Black Drawing Chalks, sendo seguida por “Zero”, do Yeah Yeah Yeahs, como equivalente internacional.

A grande surpresa, pelo menos pra nós do Move That Jukebox (sem falsa modéstia), foi nosso blog ter conseguido o quarto lugar na categoria Melhor Blog, dividindo a tela com ninguém menos que Trabalho Sujo, With Lasers, André Forastieri, Bloody Pop e Lúcio Ribeiro. E foi uma honra imensa já que, entre os votantes, estão grandes formadores de opinião, jornalistas conceituados e gente que entende tudo de cultura pop.

Como diria se isso aqui fosse o Twitter: “Obrigado a todos os envolvidos, abs“. E que ano que vem a gente possa estar aqui agradecendo mais uma vez – quem sabe até comemorando um avanço na posição? E ah, parabéns pra galera parceira do Urbanaque, que também emplacou o site como um dos melhores que há por aí.

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Jan 11 2010

Vocalista do Black Drawing Chalks conta ao MTJ detalhes sobre disco ao vivo da banda

Por Neto

Que ano foi 2009 para o Black Drawing Chalks! Não só ganharam o topo da nossa seleção de melhores discos nacionais de 2009, como também encabeçaram a lista da Rolling Stone de melhores músicas brasileiras do ano, com o hino “My Favorite Way“.

Foto por Hick Duarte

Com todo esse reconhecimento e adoração, tanto pela mídia quanto pelos fãs, a banda resolveu gravar e lançar um disco ao vivo. E foi sobre essa nova empreitada do grupo que o vocalista, Victor Rocha, falou um pouco com o MTJ, com exclusividade:

Foi uma ideia que surgiu para tentar levar a impressão de como é nosso show a quem consome a nossa música. Muita gente fala bem [do show] e, depois que o vê, realmente abraça a banda, pois é fruto de algo que fazemos com todas as nossas forças, sempre tentando nos superar na questão da presença [de palco] e da música.

A apresentação ao vivo acontecerá no dia 11 de março, no Bolshoi Pub, em Goiânia, obviamente: “Claro tem que ser em Goiânia. Pelo menos o primeiro [disco ao vivo], hehe. Onde tudo começou. [...] E queremos também filmar o show inteiro. Quem sabe fazer um “Preto e Branco” foda e, depois, disponibilizá-lo na net.”

Sobre o repertório da apresentação, Victor nos disse que será uma grande mescla entre músicas dos 2 álbuns que a banda já lançou, mas também terá inclusões de canções inéditas que estarão em um terceiro disco: “Não faz sentido gravar um disco ao vivo com muitas músicas de um CD apenas. E nós estamos com músicas novas, doidos pra mostrá-las ao público!”, acrescenta o animado frontman do Black Drawing Chalks.

O lançamento da performance em vinil, de acordo com Victor, “seria um sonho”. Mas, com certeza, não faltarão opções do registro em CDs convencionais e como links disponibilizados internet afora, ato que a própria já fez com seus discos anteriores.

O ótimo Urbanaque divulgou, além de um rápido e divertido bate papo com o guitarrista dos Chalks, Renato Cunha, um vídeo com um trecho de uma música inédita da banda, chamada “Red Love”, que você confere logo abaixo:

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Jan 11 2010

Customizando seu All Star no Goiânia Noise

Já faz um tempinho que rolou o Goiânia Noise, né? Lááá no final de novembro, o evento levou à capital goiana uma penca de artistas legais, passando pelos brasileiros do Black Drawing Chalks, Móveis Coloniais de Acaju e MQN até os gringos do Dirty Projectors – deixando escapar, por pouco, o pessoal do Supersuckers, que cancelou a apresentação em cima da hora. Mas você deve saber que não é só de música que se faz um festival (não nesse caso, pelo menos).

Além de sessões estrondosas de rock, rolou toda uma vibe artística por lá. Cortesia da Converse, que montou um mini-ateliê dentro do festival onde o público (ou, melhor dizendo, os vencedores de uma certa promoção) pôde criar all-star customizados e FOR FREE. No vídeo da campanha você confere o pessoal botando a mão na massa (o nome da campanha é Hands On, ou seja, eles não estão de brinks) e montando uma porção de tênis ali, na hora, out of nothing. No background,”Don’t Take My Beer”, do Black Drawing Chalks. Olha aí:

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Dec 24 2009

Os 10 melhores discos nacionais de 2009

Antes de começar, vou relembrar a frase de um colega blogueiro: “Nunca uma lista, seja ela qual for, vai agradar a todo mundo”. É por isso que, pela segunda vez na semana, encaminhamos você pra esse post antes de sair nos apedrejando. E vale ressaltar que a lista destaca apenas álbuns completos, EPs não entram na disputa. Agora, o que interessa:


10. Céu – Vagarosa

Sem as vinhetinhas incômodas de seu primeiro álbum, Céu aparece em Vagarosa fazendo menos questão de exibir o samba que a apresentou ao mundo em 2007. O caminho foi o mesmo tomado por Cibelle, que se jogou no tropicalismo enquanto sua colega surpreende com claras referências ao dub. Se a Música Popular Brasileira está renascendo, pode-se dizer que Céu é um dos principais propulsores desse movimento.

Escute: “Bubuia” e “Cangote”.

9. Pullovers – Tudo Que Eu Sempre Sonhei

Mais brasileiros do que nunca, os Pullovers entraram em um mundo novo para Tudo Que Eu Sempre Sonhei: Pela primeira vez na carreira da banda, um disco seria composto apenas por canções em português. A voz de Luiz Venâncio, mais madura, experimenta pela primeira vez a perfeita homogeneidade com o rock ‘n’ cello ‘n’ piano do sexteto. Dá pra lembrar dos Hermanos, até.

Escute: “Tudo Que Eu Sempre Sonhei” e “O Que Dará o Salgueiro?”.

8. Poléxia – A Força do Hábito

Há um corte em A Força do Hábito que faz o disco soar como o resultado da união de dois EPs distintos: O primeiro deles (“O Capa Dura” – “Hedonismo de Um Matador”) tem guitarras fortes, programações eletrônicas e uma pegada agitada e dançante, enquanto o segundo (“O Inimigo” – “A Balada da Contramão”) abandona os sintetizadores e se orgulha de ares mais acústicos, misturando Pato Fu, Ludov, Anacrônica e Sabonetes em um único registro. A banda acabou, mas o legado continua.

Escute: “O Capa Dura” e “Cá Entre Nós (com Vanessa Krongold)”.

7. Numismata – Chorume

É provável que, atualmente, o Numismata tenha uns dos melhores letristas do Brasil – e, obviamente, não é só isso que traz o grupo paulistano a essa posição. Com convidados de destaque em seu segundo disco, como Kassin, Tatá Aeroplano e Luiz Melodia, os rapazes misturam carnaval (“A Vida Como Ela É”), cabaré (“Vira-Latas”) e flertam com o electro (“Prejuízo”), tudo com a constante presença de guitarras. Dá até orgulho.

Escute: “Todo Céu e Essas Pequenas Coisas” e “O Inferno e Um Pouco Mais (com Kassin)”.

6. Ecos Falsos – Quase

Menos depressivo-agressivo que na época de Descartável Longa Vida (frases como “Eu só sou sentimental quando eu me fodo” e “o meu coração nunca vai ver a luz do dia” viraram passado), o Ecos Falsos voltou com canções grudentas, mais limpas e, em alguns casos, que não poderiam se identificar mais com os perfis de grandes rádios. Destaque para os sintetizadores, sempre em alta.

Escute: “O Boi” e “Spam do Amor”.

5. Zémaria – The Space Ahead

Passando pelo mesmo processo de europeização do CSS, o Zémaria abriu mão do ar brasileiro de 11 Trax e apareceu no meio do ano com o incrível The Space Ahead, inspirado nos grupos de synthpop que brilham por lá. O disco carrega nove músicas potentes que soam bem nos headphones, no hometheater da sala de estar, nas caixinhas podres do seu notebook e, principalmente, nas noites de sexta-feira. Um álbum que precisa ser descoberto pelos brasileiros.

Escute: “Hit do Porto” e “Any Distance”.

4. Pública – Como Num Filme Sem Um Fim

Em Como Num Filme Sem Um Fim, o Pública se esquiva do rótulo de “banda de rock gaúcho” e faz músicas quase universais, que poderiam ser produzidas tanto em Porto Alegre quanto em, sei lá, Recife. Lançado digitalmente no final de 2008, o álbum foi relançado em formato físico no início desse ano, o que lhe dá total direito de aparecer na lista de Melhores de 2009. Pra quem ta cansado do hype do rock regional.

Escute: “Casa das Armas” e “Casa Abandonada”.

3. Móveis Coloniais de Acaju – C_mpl_te

C_mpl_te pode ser incrível por mostrar a perfeita sintonia de nove pessoas com gostos musicais divergentes, por não deixar seus 1001 elementos se atropelarem entre si e, claro, por ser a casa de 12 deliciosas músicas – mas, acima de tudo, C_mpl_te é incrível justamente por ser incrível sem repetir um acorde de Idem (2005), que já exibia a receita certa do sucesso. Um baita passo para a consagração dos brasilienses.

Escute: “Adeus” e “Sem Palavras”.

2. Banda Gentileza – Banda Gentileza

Origem? Curitiba, berço de grandes talentos musicais dos anos 2000. Produção? Plínio Profeta, que guarda um troféu do Grammy Latino em sua estante. Nem os mais inexperientes dos músicos teriam a ousadia de jogar fora tantos benefícios, e foi dessa forma que a Banda Gentileza deu origem a um disco de “valsambolerockaipira”eficiente, rápido e jovial. Um dos melhores representantes dessa nova safra.

Escute: “Coracion” e “Pseudo Eu”.

1. Black Drawing Chalks – Life Is a Big Holiday For Us

Se o stoner rock andava em baixa no Brasil, o Black Drawing Chalks saiu de Goiânia para fazer o barulho que a cena independente precisava. Recebendo mais destaque do que em seu debut, o BDC mostrou ao Brasil que o stoner ainda tem espaço – e muito. Agradando o público de diversas tribos, o boom do quarteto provou que o gênero ainda pode se popularizar em grandes escalas no Brasil. E que não deve demorar.

Escute: “My Favorite Way” e “My Radio”.

Leia também:

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Alex Correa;

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Neto Rodrigues.

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Dec 17 2009

Qual foi o melhor festival musical do ano?

O ano praticamente acabou mas as listas de melhores do ano não param. Em um futuro muito próximo, inclusive, o Move vai soltar alguns rankings de melhores discos de 2009 – mas, enquanto eles não aparecem, a gente quer saber de vocês: Qual foi o melhor festival musical do ano? Antes de linkar pra enquete, fazemos uma rápida retrospectiva do que aconteceu de melhor nas terras tupiniquins. Olha aí:

Just a Fest na Praça da Apoteose e na Chácara do Jockey: Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos – 20 (RJ) e 22 (SP) de março.

Just a Fest

Planeta Terra Festival no Playcenter, São Paulo: Iggy Pop, The Ting Tings, Sonic Youth, Primal Scream, Patrick Wolf, Maxïmo Park, Metronomy,  Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Copacabana Club, EX!, N.A.S.A., Anthony Rother e Etienne de Crécy – 7 de novembro.

Festival Planeta Terra

Maquinária Festival na Chácara do Jockey: Faith No More, Evanescence, Panic at the Disco, Deftones, Jane’s Addiction, Sepultura, Dir En Grey, Danko Jones, Nação Zumbi, Duff McKagan, Maldita, Silicon Fly, Terceira Edição, Comodoro e Volantes – 7 e 8 de novembro.

Maquinária Festival

Festival Indie Rock no Via Funchal e na Fundição Progresso: Gogol Bordello, Super Furry Animals, El Mató a un Policía Motorizado e Holger (os dois últimos tocaram apenas no Rio de Janeiro) – 10 (SP) e 13 (RJ) de novembro.

Festival Indie Rock

Goiânia Noise Festival: Dirty Projectors, Móveis Coloniais de Acaju, MQN, Hermeto Pascoal, Violins, Black Drawing Chalks, Walverdes, Volver, Vivendo do Ócio, Devotos, The Name, Jorge Mautner, Porcas Borboletas, Siba + Roberto Corrêa e Mugo – de 25 a 29 de novembro.

Goiânia Noise Festival

Agora sim! Lembrou dos melhores do ano? Então dá um pulo na enquete pra dizer qual foi seu preferido – e, se o seu favorito não foi listado, não hesite em deixar um comentário na outra página para computarmos o seu voto. O resultado sai no final de janeiro.

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Dec 16 2009

Noize #30

Black Drawing Chalks, N.A.S.A., Emicida e muito mais na última Noize do ano. A revista só volta a circular em março de 2010, por isso os caras capricharam ainda mais. Segue:

Indo no site da revista, você pode fazer o download do .pdf pra ler mais tarde.

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Nov 19 2009

Ganhe um tênis Converse personalizado no Goiânia Noise

Por Neto

Você já sabe que a edição de 2009 do Goiânia Noise vai ser imperdível, certo? Afinal de contas, não é todo dia que se tem um festival cujo line-up conta com nomes como Black Drawing Chalks, Supersuckers, Móveis, MQN e, talvez a principal atração do evento, os norte-americanos do Dirty Projectors.

hands-on-promo

E que tal andar pelos espaços do festival com um tênis da Converse? Sim, eu sei que você provavelmente já iria com o seu par sujo e velho que tá no fundo do guarda-roupas, mas o que eu quero dizer é: que tal andar pelos shows fodásticos do Goiânia Noise com um par da Converse customizado por você? Gostou da idéia, né? Pois bem, durante o festival, é só você ir no espaço Hands On Converse – um ateliê onde os vencedores da promoção (falo sobre ela ali embaixo) irão inventar estampas sobre tudo o que vier em suas cabeças e, de quebra, ainda levarão um par do nosso inseparável companheiro de lona pra casa.

Pra saber como participar da promoção e tentar ser um dos felizardos, basta clicar no Blog Oficial da Converse All Star e seguir as instruções. Fácil, fácil. E ah, se não conseguir ter a oportunidade de “tunar” seu tênis ao vivo, passe no espaço Hands On mesmo assim e pegue alguns brindes exclusivos feitos à mão. Corre lá!

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Nov 04 2009

Victor’s Jukebox (Black Drawing Chalks)

Por Neto

Vocalista de uma das bandas preferidas aqui da casa, Victor Rocha (flickr.com/victorjam) é o frontman do Black Drawing Chalks (@blackdrawing) – banda goiana que…bem, você já os conhece, certo? Dispensa apresentações.

Para os pecadores que ainda não são familiarizados com a mistura de stoner com rock n’ roll do quarteto, basta ir no Trama Virtual e baixar o primeiro disco da banda completo. Já no Myspace dos caras é possível escutar o segundo trabalho, o excelente Life is a big holiday for us.

Foto: @hickduarte

Foto: @hickduarte

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E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
O novo CD do Arctic Monkeys, Humbug (“Crying Lightning” é uma das músicas mais lindas que ouvi recentemente);
The Dead Weather (banda do Jack White com a linda vocalista do The Kills), só timbres fodas!!!
O último CD do Eagles of Death Metal, Heart On (“Anything ‘Cept The Truth”, essa música é pra ouvir na estrada), só letras safadinhas!!!!
PJ Harvey – pra mim a melhor cantora do universo, seu último disco solo, White Chalks, é bem lento, mas é maravilhoso.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Queens of the Stone Age! Músicas como “Autopilot” e “Long slow goodbye”, são ótimas para momentos mais relax! Mas, ao mesmo tempo, eles possuem as melhores canções pra quebrar tudo!!!! “Millionaire”, “Quick at the Pointless”, “Six Shooter”…e por aí vai! Uma das bandas com discografia mais invejável, não deu uma fora!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Ixe, tem coisa boa demais – o próprio Justice fez um remix de MGMT, da música “Electric Feel”, que eu choquei! Entrou pra minha discotecagem. Hahahha!
DVNO” do Justice, também – que música foda, viu. Vale conferir o clipe, aula de design!
E um Cansei de Ser Sexy não faz mal a ninguém! Hehehe.

Toca Raul – não importa a hora nem o lugar, clássico é classico (e vice-versa).
Led Zeppelin – When The Levee Breaks. Dá mais onda que qualquer droga. Hahaha!

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem absolutamente NINGUÉM por perto e, por garantia, só com fones de ouvido.
Duran Duran, apesar de que não rola vergonha da minha parte, mas sempre rolam piadinhas dos amigos! Ah, os caras tem altos hits, vai!!!

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Oct 29 2009

Goiânia Noise leva dezenas de bandas ao cerrado

Por Neto

GN

Finalmente foi divulgado o line-up da 15ª edição do Goiânia Noise – provavelmente o maior festival de música alternativa do país.

Serão 5 dias de muito rock espalhado pela capital goiana e que terão inúmeras atrações internacionais e nacionais.

Começando na quarta-feira, dia 25 de novembro, o festival se alonga até o domingo (29). No meio disso tudo, a galera poderá curtir os americanos do Supersuckers, MQN, Guizo (banda chilena), Móveis Coloniais de Acaju, Vivendo do Ócio, Cassin & Barbária e ainda, fechando a noite do sábado, Black Drawing Chalks (com participação do ex-Forgotten Boys Chuck Hipholito) seguidos da banda americana Dirty Projectors!

Para conferir a programação detalhada do evento, incluindo preços e horários dos shows, é só ir no site oficial do festival.

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Oct 28 2009

Jambolada – Impressões gerais

Por Neto

Aproximadamente 10 mil pessoas (!!) foram assistir aos mais de 30 shows que o festival Jambolada realizou ao longo de três dias, durante o último fim de semana, em Uberlândia – MG. Com um line-up bem variado e englobando desde a MPB até o heavy metal, o evento primou pela organização, pela variedade de atividades “off-stage” e pela quase pontualidade dos shows.

Pato Fu

Privilegiado com um local de shows enorme (Acrópole), os produtores do festival souberam utilizar bem os espaços e montaram, além de dois palcos, um ambiente chamado “Jambo Mix”, onde estavam stands de bandas, dos coletivos que organizaram o festival, de estúdios e marcas locais e um espaço chamado “Cine Jambolão”, onde filmes eram exibidos.

Na sexta-feira (23), os principais destaques ficaram para as duas últimas bandas: Black Drawing Chalks e Pato Fu. Apesar de ter esperado um show mais redondo dos uberlandeses do Ophelia and the Tree, a banda foi um pouco prejudicada pelo som chiado de sua apresentação, o que dificultou a nitidez da voz de Camila Franco, vocalista do Ophelia. Mas, ainda assim, o grupo conseguiu contornar a situação e terminou a apresentação sob vários aplausos. Em seguida, para o penúltimo (e mais esperado, pelo menos por mim) show da noite, veio a maior revelação do rock nacional em 2009: Black Drawing chalks. Em pouco mais de 30 minutos de show, o quarteto goiano incendiou a Acrópole e deixou muita gente rouca e surda (eu, inclusive) com suas guitarras pesadas e o vocal rasgado do vocalista Victor. Pessoalmente, achei o melhor show do festival, apesar de ter sido curto. Para finalizar a noite, o Pato Fu entrou no palco já com o jogo ganho e foi só Fernanda Takai e cia. seguirem o protocolo para ganharem as graças de todos presentes e fazerem uma apresentação digna de headliner, com muitas interações com o público e hit atrás de hit compondo o setlist.

BDC

Segundo dia de shows e a casa lota de tal forma que bate o recorde de público de todas as edições do festival, com 4500 pessoas indo ver, principalmente, a segunda passagem dos mineiros do Sepultura por Uberlândia – 18 anos depois, como bem lembrou Andreas Kisser, quando foi agradecer ao mar de metaleiros fanáticos que surgia em sua frente. Mas antes dos berros guturais de Derrick Green, o festival ainda presenciou, no sábado, dois momentos fantásticos: 1) o incrível show de Tatá Aeroplano e seu Cérebro Eletrônico. Lançando mão de artifícios como extintor de incêndio, pistolas futuristas de brinquedos e “mini-explosões de confete”, a banda paulista fez uma apresentação animadíssima e mostrou uma nítida entrega de todos os integrantes quando viam a platéia cantando e pulando junto com eles. 2) misturando rockabilly com surf music e ska com rock n’ roll, os cariocas do Canastra fizeram um dos shows mais dançantes do festival, e só pararam quando a organização pediu para Rodrigo “Hermano” Barba e cia. encerrarem a apresentação porque o tempo tinha esgotado – uma pena.

Aí os holofotes se voltaram para o Sepultura e a partir daí foi uma catarse metaleira que até os indies ficaram curiosos para assistir. E que apresentação! Misturando competência com MUITO barulho e peso, a banda superou as expectativas até dos mais xiitas. Destaque para o “monstro” da bateria, Jean Dolabella (ex-Udora).

sepultura

No domingo, apresentações de artistas mais voltados para a MPB e ritmos regionais fecharam o festival na Praça Sérgio Pacheco, onde várias pessoas puderam assistir, gratuitamente, as apresentações de artistas como Os Seminovos, Graveola e o Lixo Polifônico e a carioca Maria Alcina, que fechou o festival e nos deixou, além de orgulhosos por um evento de tal magnitude ter dado certo na cidade, ansiosos para a edição de 2010 do Jambolada!

Créditos das fotos: Hick Duarte

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Oct 21 2009

Festival Eletronika, em BH, conta com line-up de destaque

Por Neto

CC

Os curitibanos do Copacabana Club são um dos destaques do Eletronika

Entre os próximos dias 5 e 7, acontecerá, em Belo Horizonte, o já tradicional e respeitado festival Eletronika – que, aliás, completa uma década de existência em 2009.

E, para comemorar tamanha longevidade, a organização do evento trouxe atrações de peso, numa ótima mescla de música eletrônica e rock.

Tocarão na capital mineira os grupos Black Drawing Chalks, Garotas Suecas, Copacabana Club, entre outros. No quesito “eletrônica”, se destacam Killer on the Dancefloor, Zémaria e a dupla N.A.S.A.

Para saber mais informações, como preços de ingressos, locais de vendas e horários dos shows, é só conferir o site oficial do festival.

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Oct 19 2009

Ingressos aqui: Festival Jambolada, em Uberlândia

Por Neto

Falamos aqui sobre o Festival Jambolada e seu line-up para a edição deste ano. Para quem ainda não sabe, o festival acontece em Uberlândia, no próximo fim de semana e é um dos maiores de Minas Gerais.

jambs

A edição de 2009, entre vários nomes de destaque, terá a presença de Pato Fu, Black Drawing Chalks, Canastra, Porcas Borboletas e Sepultura!

Tá a fim de ir nos dois dias de festival totalmente na faixa? Pois o Move That Jukebox descolou dois pares de ingressos para sorteamos para quem quiser ir assistir aos shows.

Para participar, usaremos a mecânica de sempre – comente neste post, nos informando seu nome e email para contato. Fácil, fácil. A divulgação dos nomes dos dois felizardos ocorrerá no fim da tarde de quarta-feira, ok? Boa sorte!

[UPDATE] Promoção encerrada!

Do sorteio, feito por um programa de sorteio do Excel, saiu a seguinte dupla de ganhadores: Leandro Fernandes Araújo e Samuel Tadeu Rocha. Chequem seus emails para saber como, quando e onde pegar seus ingressos. Parabéns aos dois e bom festival! E o blog agradece a participação de todos. Em breve teremos mais sorteios.

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Oct 08 2009

Divulgado o line-up da quinta edição do Jambolada

Por Neto

This...is...not...my...favorite waaaaay!

This...is...not...my...favorite waaaaay!

Essa é pro pessoal que também é daqui de Uber(rrrr)lândia, interior de MG: finalmente, depois de adiamentos devido à gripe suína, saiu o line-up do Festival Jambolada 2009 – um dos maiores festivais independentes do estado.

A edição 2009 do evento resolveu dar mais destaque para as bandas regionais, aparentemente. Os grandes nomes do festival que acontece entre 23 e 24 de outubro são Black Drawing Chalks e Pato Fu, fechando a noite de sexta-feira (23), e Canastra e Sepultura fechando a noite do dia seguinte. A programação completa você confere a seguir:

Sexta-feira – 23 de outubro
Local: Acrópole

01h20 – Pato Fu (MG)
00h40 – Black Drawing Chalks (GO)
00h10 – Ophelia And The Tree (MG)
23h40 – DJ Tudo e a Garrafada (SP)
23h00 – Devotos (PE)
22h30 – U-Ganga (MG)
22h00 – Dissidente (MG)
21h30 – Snorks (MT)
21h00 – Maldito Sudaka (MG)
20h30 – Seu Juvenal (MG)
20h00 – Os Patto (MG)
19h30 – Soprones (MG)
19h00 – Waldi e Redson (GO)

Sábado – 24 de outubro
Local: Acrópole

01h20 – Sepultura (MG)
00h40 – Canastra (RJ)
00h00 – Porcas Borboletas (MG)
23h30 – Mini Box Lunar (AP)
23h00 – Krow (MG)
22h30 – Dom Capaz (MG)
22h00 – Cérebro Eletrônico (SP)
21h30 – 4instrumental (MG)
21h00 – Mata Leão (MG)
20h30 – Johnny & Alfredo & Seus Neurônios Mongóis (MG)
20h00 – Erbert Richard (MG)
19h30 – Cães do Cerrado (MG)
19h00 – Aura (MG)

Domingo – 25 de outubro
Jambolada Especial Arte na Praça
Local: Praça Sérgio Pacheco

17h00 – Maria Alcina (RJ)
16h00 – Anelis Assumpção (SP)
15h00 – Os Seminovos (MG)
14h00 – Graveola e o Lixo Polifônico (MG)
13h00 – Manolos Funk (MG)
12h00 – Cidadão Comum (MG)

Para mais informações: jambolada.blogspot.com

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Oct 06 2009

Festival Calango leva mais de quarenta atrações a Cuiabá no final do mês

Foi de Cuiabá que saíram os meninos de ouro do folk rock brasileiro: David Dafre, Reginaldo Lincoln, Luiz Lazarotto, Douglas Godoy e, claro, Hélio Flanders – ou, em outras palavras, o Vanguart. Mas não são eles que comandam o Festival Calango desse ano, maior evento musical de Mato Grosso – dessa vez, os headliners que representam o Estado na festa são Macaco Bong, banda instrumental mais querida do país, e Linha Dura, rapper pouco conhecido na cena nacional.

Calango 2009

Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, o Calango também leva para Cuiabá as bandas argentinas Norma e Proyecto Gomez, além dos ascendentes brasileiros Emicida, Black Drawing Chalks, Holger, Wander Wildner, Venus Volts e Nevilton. O line-up completo fica listado abaixo, via Meio Desligado:

SEXTA, 30 de outubro
Macaco Bong (MT)
Norma (Argentina)
Wander Wildner (RS)
Rhox (MT)
Emicida (SP)
Rinoceronte (RS)
Calistoga (RN)
Caldo de Piaba (AC)
O Garfo (CE)
Snorks (MT)
Venus Volts (SP)
Vinil Laranja (PA)
Herod Layne (SP)
Self-Help (MT)

SÁBADO, 31 de outubro
Devotos (PE)
Falsos Conejos (Argentina)
Venial (MT)
Mini Box Lunar (AP)
Holger (SP)
Veniversum (MT)
Black Drawing Chalks (GO)
Jonas Sá (RJ)
N3cr (MT)
Plastique Noir (CE)
Mugo (GO)
Proyecto Gomez (Argentina)
Raiva em Paz (MT)

DOMINGO, 1° de novembro
Linha Dura (MT)
Marku Ribas (MG)
Ebinho Cardoso (MT)
Toninho Horta (MG)
Paulo Monarco (MT)
Cassim & Barbaria (SC)
Nevilton (PR)
Facas Voadoras (MS)
Dom Capaz (MG)
Vitrolas Polifônicas (MT)
Somero (RR)
Black Sonora (MG)
Inimitáveis (MT)
O Melda (MG)
Sincera (PA)

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Sep 22 2009

Até agora, qual foi o melhor disco nacional lançado em 2009?

A questão estourou logo que saiu no Twitter (@movethatjukebox, segue?): Até agora, qual foi o melhor disco nacional do ano? Na lista estão Banda Gentileza, Móveis Coloniais de Acaju, Céu, Black Drawing Chalks, Pullovers e muitos outros. Eu sei, pode ser cedo demais para fazer a pergunta – afinal, bandas promissoras como Mombojó, Ecos Falsos e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta estão para lançar seus novos trabalhos até a virada do ano – mas a curiosidade fala mais alto. Afinal, se já tem gente querendo decidir qual é o melhor disco da década, eu estou no meu direito.

capas

E aí, o que você acha? LET US KNOW! VOTE!

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Sep 21 2009

Em outubro, Festival Mundo leva Black Drawing Chalks, Guizado e mais a João Pessoa

Em 2009, o festival paraibano Mundo realiza sua primeira edição como integrante da Abrafin, a Associação Brasileira de Festivais Independentes. Para comemorar a união, a produção do evento leva a João Pessoa, além de diversas bandas da capital e do interior do Estado, o pessoal do Black Drawing Chalks (Goiás), Guizado (São Paulo) e Mundo Livre S.A (Pernambuco). Os shows acontecem nos dias 3 e 4 de outubro na Usina Cultural Energisa.

guizado

Guizado

Confere o line-up (via Pop up!):

Sábado (3 de outubro)

R.I.D. | PB
Soturnus | PB
Dissidium | PB
Cerva Grátis | PB
Distro | RN
The Baggios | SE
Sacal | PB
Burro Morto | PB
Eklips, Dj Nelson e Marko 93 | França

Domingo (4 de outubro)

Blue Sheep | PB
Malaquias em Perigo | PB
Nublado | PB
AMP | PE
Black Drawing Chalks | GO
Chico Correa & Eletronic Band | PB
Guizado | SP
Mundo Livre S.A. | PE

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Sep 01 2009

Clipe: Black Drawing Chalks – My Favorite Way

Não satisfeito em lançar um dos melhores discos nacionais de 2009, o Black Drawing Chalks acaba de aparecer com o clipe de ‘My Favorite Way’, que, com certeza, está entre os três melhores brasileiros do ano. Confere aí:

Lembrando que a banda está concorrendo em duas categorias do VMB, Rock Aternativo e Aposta MTV, onde disputa os prêmios com Holger, Mickey Gang, Móveis Coloniais de Acaju, Nervoso E Os Calmantes e Pública. Difícil votar.

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Jul 21 2009

Vai estar vagabundando em SP no dia 31?

MySpace: Jennifer Lo-Fi

Ainda não conhece as bandas? Os MySpaces estão linkados no banner, é só clicar.

As AA Sessions são produzidas pela American Apparel, e não pelos Alcoólicos Anônimos – até porque as reuniões dos ex-bebuns costumam ser um pouco mais tarde. Dá pra curtir dois ótimos shows e ainda emendar numa noitada ali por perto. Recomendo.

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Jul 18 2009

Tom Jobim é fã de Black Drawing Chalks – COMASSIM!?

Tom Jobim, mesmo estando meio… morto, aproveitou o tempo livre pra falar bem do Black Drawing Chalks. Simpático.

Falamos do Black Drawing Chalks aqui há pouco tempo, lembra? A banda faz um stoner rock que chega perto da perfeição, principalmente quando a gente se lembra que, no Brasil, não se faz muito desse rock sem rodeios – ou se faz, mas as bandas são um lixo. Quem parece concordar com a gente é Tom Jobim que, mesmo morto (!), declarou seu amor à ‘My Favorite Way’, uma das faixas do último disco dos Chalks, na revista Vice. Algum jornalista tem o mesmo nome do compositor? Alguém explica?

They come from the countryside of Brazil and do something rare for the country: well-played rock. They don’t slip into heavy metal, don’t add any elements from other genres, and don’t have a DJ. It’s plain, straight, and fast rock, which sounds even more powerful onstage. The single “My Favorite Way” is music to fuck. Or drink. Or drink and fuck. – Tom Jobim

Pedro D’eyrot e Gorgy, do Bonde do Rolê, também foram convidados para falar sobre Boss In Drama, Mixhell e… Faby Hilton, o que eu imagino ter sido mais uma das brincadeiras de mal gosto da banda. Tomara. Luísa Mandou um Beijo também foi resenhado no artigo, mas não ganhou muita aprovação. A Xuxa, parece, também apareceu pra falar mal do Glória (irra!). Ok, provavelmente não foi ela quem escreveu aquilo. Enfim, você vê tudo em viceland.com – e não deixe de reparar nos comentários, no fim da página, onde os brasileiros foram escorraçados pelos gringos. Mal educados.

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Jun 18 2009

Black Drawing Chalks – Life is a big holiday for us

Por Neto

Depois dos incríveis Gimme More e Stand by the D.A.N.C.E, discos que os Forgotten Boys lançaram na primeira metade da década, eu não escutei muita coisa que me empolgasse tanto dentro do cenário rock n’ roll nacional (não que eu tenha escutado muitas outras bandas ou mesmo procurado, então já adianto um meaculpa, hehe). Claro, tirando consideráveis exceções como Cachorro Grande, Rock Rocket, Faichecleres e mais uma ou outra banda que eu provavelmente esqueci. Mas a mesma empolgação sentida escutando os álbuns do Forgotten Boys, uma mistura de orgulho com surpresa, voltou há algumas semanas, escutando o disco de estréia do Black Drawing Chalks, Big Deal. Meu lastfm contabilizou aproximadamente 140 audições das músicas do disco e quando eu, desinformado que só, achei que iria enjoar do disco de tanto ouvi-lo, sou surpreendido com um NOVO álbum da banda!

bdc

Life Is A Big Holiday For Us é o novo lançamento dessa banda de goiânia que já foi mencionada por mim aqui, alguns dias atrás. Com guitarras distorcidas no último volume , o Black Drawing Chalks cria riffs poderosos e criativos em suas canções, que esbanjam vitalidade e peso durante todo o álbum.

Entre os muitos pontos altos de Life…, vale a pena destacar: “My favorite way”, cuja responsabilidade de abrir o disco não só é feita com muita competência como também a transforma na melhor do CD. “I’m a beast I’m a gun” junta as guitarras pesadas (E afinado em C!!!) do Queens of the Stone Age com vocais rápidos e rasgados que lembram Backyard Babies. Já “Finding another road” nos convence facilmente a procurar por outra estrada mas sem deixar de tocar rock n’ roll! Outra ótima dupla de músicas são “Don’t take my beer”, cujos versos são impossíveis de serem escutados sem balançar a cabeça, e “Leaving home”, última faixa do disco, encerrando-o da mesma forma que começou: mostrando que ainda há bandas por aí fazendo rock n’ roll de primeiríssima qualidade e que, por vezes, estão mais perto do que a gente imagina.

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Life is a big holiday for us está disponível para audição no Myspace da banda e também no site do TramaVirtual, para download. Aproveitem e baixem também o primeiro disco dos caras, Big Deal, que, se não for até melhor que o novo, está no mesmo nível.

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May 29 2009

Yes, we have rock n’ roll

Por Neto

Em meio a tanto experimentalismo, folk, “jovem-guarda-revival” e batidinhas eletrônicas que estão na moda na cena independente brasileira, descobri recentemente 3 bandas que tem o rock n’ roll e suas raízes e ramificações como base fundamental, sem frescuras e que mantêm o nível de decibéis lá no alto. Das 3 que serão citadas, uma já tem um certo tempo na estrada, outra já começa a colher os frutos do ótimo som que fazem e a última acaba de lançar seu primeiro EP, com 4 excelentes músicas.

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-> Lenzi Brothers

Os Brothers (oi, bial?!) são de Santa Catarina e, como um ótimo power-trio, fazem uma notável barulheira calcada na essêncial do rock. Há claras influências de Jimi Hendrix, Beatles, Stones, Led Zeppelin e até dos “recentes” Supergrass e Cachorro Grande. Na última sexta (22), tive a oportunidade de conferir um (curto) show do trio e gostei muito da energia que eles botam no palco, com bons backing-vocals da cozinha da banda enquanto o vocalista e guitarrista, Marzio, canta em alto e bom som letras como, por exemplo, “Sou menos complicado que a tabela periódica/Sou simples como um beijo ou refrigerante e vodka”.

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Pra ouvir essa (“Tabela Periódica”) e mais algumas da banda, é só entrar no Myspace dos caras. Se quiser baixar, o site da TramaVirtual disponibilizou os 3 discos que os Lenzi Brothers já lançaram até o presente momento. Minha dica é pra baixarem o último, chamado, convenientemente, Trio.

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-> Black Drawing Chalks

Essa banda de Goiânia está na ativa desde 2004 e seu disco Big Deal foi descoberto por mim há uma semana e eu simplesmente o escuto umas 2 vezes por dia, no mínimo, desde então. O negócio é sério! Fazia tempo que uma banda nacional de rock n’ roll não me surpreendia tão positivamente. Até porque as influências da banda, além do rock n’ roll clássico, vão também de grunge até o hardrock, passando ainda pelo stoner.

BDC

Com uma produção que privilegia guitarras sujas e distorcidas, o BDC nos remete muito a áurea fase “Gimme more” do Forgotten Boys, fazendo um rock n’ roll digno de comparações com The Black Crowes, Hellacopters e até um pouco de Queens of the Stone Age. E pensar que o quarteto goiano já passou pela minha cidade (Uberlândia – MG) algumas vezes de um ano pra cá e eu nem dei moral.

Enfim, pra quem se interessou, o Myspace da banda é este aqui. Já no site da banda no TramaVirtual, há mais músicas para download. Corre lá!

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-> The Outs of Outland

Pra quem acha que já ouviu falar neles (talvez na época em que eram só The Outs) e não sabe onde foi, a resposta pode ser aqui: numa entrevista que o Alex fez com o Dennis, membro do The Outs of Outland. A banda, que foi escolhida pela NME e pelos irmãos Gallagher, do Oasis, para assistirem qualquer show dos britânicos nessa atual turnê (mais detalhes na entrevista), acaba de lançar seu primeiro EP.

Confesso que fiquei, literalmente, de boca aberta ao final da quarta e última música do tal EP. Talvez pela influência principal dos caras ser o rock inglês e especialmente o Oasis (minha banda favorita, claro!). Minha reação foi de instantânea ansiedade pra ver como será um disco inteiro desses garotos cariocas que conseguem emular brilhantemente as melhores qualidades do Oasis (a voz, principalmente), passando por influências de The Verve, Beatles, Kasabian, entre outros grandes do rock inglês. Destaque para a m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a “Bright new rainy day”.

outs

No Myspace da banda dá pra ouvir as 4 músicas do EP, que aliás, se chama Maybe Pleasing. Pra quem quiser baixar, o Dennis postou um link na comunidade da banda. É só passar lá e fazer o download, tá falado?

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