Melhores de 2011 – Top 10 Discos

Ao ver a imagem acima, você pode estar pensando “quanto descaso com um momento tão importante do ano!”, ou “nem pra pagarem um designer”, ou até mesmo “ai, esses hipsters achando que menos é mais”. O lance é que quisemos, de alguma forma, passar que a n-o-s-s-a lista de Melhores de 2011 não tem, nem de longe, a pretensão de ser uma opinião definitiva do que houve de mais fino e com maior qualidade na música em 2011. É simplesmente a – novamente – nossa opinião do que mais passou pelos nossos ouvidos nesse prolífico ano.
Vários colaboradores do blog deram seus pitacos e, no final, tudo foi unificado em um pacotinho que reflete bem o gosto dos que aqui escrevem. Para os “Como assim não teve James Blake? Cês tão loucos?”, “Não respeito lista que não tenha Destroyer e The Weeknd” e afins, um conselho: monte sua lista nos comentários e compare, debata, dê suas dicas. Listas são brincadeiras pra serem discutidas entre amigos. Não leve elas a sério demais.
Três adendos: 1) a lista individual de cada votante será liberada perto do fim da semana. 2) não houve divisão entre categorias nacionais e internacionais. 3) é dezembro e ninguém quer/merece ler novamente resenhas sobre o que rolou por aí durante o ano. Então, os comentários sobre cada item serão na base do tweet: nada passou dos 140 toques.
10 – TV On The Radio – Nine Types Of Light

O baixista Gerard Smith se foi, mas deixou sua colaboração em um dos melhores discos do ano.
9 – Metronomy – The English Riviera

Só com “The Bay” e “She Wants”, o Metronomy já ganharia destaque – mas resolveu implacar outros 9 hits em um dos CDs mais agradáveis do ano.
8 – PJ Harvey – Let England Shake

Os dotes políticos, musicais e historiadores da cantora culminaram em seu álbum mais maduro. Definitivamente, a PJ de 93 ficou para trás.
7 – Bon Iver – Bon Iver

A voz cortante de Justin Vernom, juntamente ao minimalismo instrumental, fez do disco presença constante nos dias chuvosos do ano.
6 – The Vaccines – What Did You Expect From The Vaccines?

Cancelaram o show no Brasil, mas ainda gostamos de vocês. Por enquanto.
5 – Arctic Monkeys – Suck It And See

Disco de digestão mais difícil até agora dos Monkeys, Suck it and See vislumbra uma banda madura, com Alex Turner mais enigmático que nunca.
4 – Noel Gallagher’s High Flying Birds – Noel Gallagher’s High Flying Birds

Era meio óbvio que o Noel Gallagher ia caprichar mais que o Liam, né?
3 – Foster The People – Torches

Uma das estreias mais elogiadas com o hit da temporada. Se você não dançou Foster The People em 2011, é melhor adentrar 2012 com mais humor.
2 – The Black Keys – El Camino

Haja fôlego para entrar na lista de melhores do ano duas vezes seguidas. 2012 tem tudo pra ser deles.
1 – Foo Fighters – Wasting Light

Teve pra mais alguém? Um disco de rock pesado e pop como há muito não se via. Impossível ter passado incólume à barulheira de Dave Grohl.
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Veja também:
Melhores de 2011 – Top 10 Shows
Melhores de 2011 – Top 10 Músicas
Melhores de 2011 – Top 10 Clipes
Melhores de 2011 – Votação individual
Aos 15 anos de idade, Birdy desponta como a grande aposta da música britânica

No último dia 7 de novembro, a cantora britânica que mais me surpreendeu lançou seu álbum de estreia, intitulado simplesmente como Birdy. O repertório é composto por versões intimistas de canções indies bem conhecidas, como é o caso de “Skinny Love”, do Bon Iver (divulgada no começo desse ano).
Outra faixa que me chamou a atenção foi “1901”, originalmente gravada pelos franceses do Phoenix. Aqui, as guitarras e sintetizadores foram substituídos por piano e uma interpretação levemente dramática, o que dá outra visão sobre a música. Birdy tem apenas 15 anos, mas canta como uma veterana. Isso não se aprende no conservatório.
O Soundcloud e a página oficial de Birdy oferece algumas músicas para audição completa e, dependendo, até para download gratuito. Fica a dica.
Fonte: Degenerando Neuronios
Bon Iver no palco do Later Live… with Jools Holland
Recentemente, Justin Verson levou o Bon Iver até o palco do programa de Jools Holland. O grupo interpretou a faixa “Towers”, diretamente de seu álbum auto-intulado. O programa foi exibido na noite de ontem e aqui você assiste à performance completa. Bom dia!
Kathleen Edwards divulga prévia do novo single produzido por Justin Vernon, do Bon Iver

“Wapusk”, o novo single de Kathleen Edwards sai no dia 27 de setembro, via Zöe/Rounder e tanto a faixa que dá nome ao compacto quanto o lado b (“Change the Sheets”) foram produzidos pelo saudoso Justin Vernon, cabeça pensante do Bon Iver. Além de assumir o controle da mesa de som, Vernon fez backing vocals na faixa-título. O resultado ficou belíssimo (com a cara do Bon Iver), e pode ser ouvido aqui.
Ouça “Fall Creek Boys Choir”, colaboração entre James Blake e Bon Iver

James Blake e Bon Iver resolveram juntar seus conhecimentos em sons minimalistas com suas vozes marcantes na canção “Fall Creek Boys Choir”. A colaboração deve agradar em cheio os apreciadores dos dois nomes em questão – mas se você, assim como eu, acha o burburinho em cima de Blake um pouco [muito] exagerado, muito cuidado pra não cair no sono no meio do caminho.
Assista ao documentário da 4AD Records
Fundada em 1979 por Ivo Watts-Russell e Peter Kent (na época ainda como Axis Records), a 4AD Records possui uma história bem peculiar quando o assunto são capa de discos, além do belo catálogo de bandas, é claro. Cocteau Twins, Dead Can Dance e This Mortal Coil são alguns dos exemplos lançados pela gravadora que, graças ao talento dos designers Vaughan Oliver e Nigel Grierson, tiveram tanto a música quanto a arte consagrados.

Ainda nos dias de hoje a 4AD Records pertence ao Beggars Group (do qual faz parte também as empresas Matador Records, XL Recordings e Rough Trade Records). Bandas como The National, Bon Iver, Iron & Wine, entre outras feras, compõem o atual quadro do selo, que ganhou um audiovisual bem bacana chamado “23 Envelope Documentary” focado justamente no design, na arte e por aí vai. A década em questão é a de 1980. Assista na sequência.












