16 jun 2010

Rafael Ramos’ Jukebox (Deckdisc)

Por  @16:40

Você com certeza já ouviu algum trabalho de Rafael Ramos (@rafaprod). Desde 95, quando foi um dos responsáveis pela descoberta dos Mamonas Assassinas, o produtor e músico da gravadora Deckdisc já colocou a mão em vários discos importantes do rock nacional. Já passaram por sua mesa de som artistas como Dead Fish, Ultraje a Rigor, Los Hermanos, Matanza, Relespública, Pitty e Cachorro Grande, entre outros. No meio de tanto trabalho – ainda mais com os lançamentos e novidades do recém-lançado Vigilante, selo da Deck -, Rafael se dispôs a falar um pouquinho com a gente. Perde não:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Hype? Não conheço essa banda não (risos). Tenho ouvido muita banda bacana aqui do Brasil. Curitiba está com uma cena forte. Homemade Blockbuster é demais! As Vespas Mandarinas eu também curti muito. Tem duas músicas nesse primeiro EP deles que são uma aula de composição rock em português.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Mike Patton, Blur, Metallica… sou farofeiro? Sim! Artistas que conseguem manter a carreira com criatividade me fascinam – e não são poucos. Bem, o Neil Young e o Bob Dylan também fazem discos maravilhosos até hoje.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
As coisas da (gravadora) DFA e pós punk bem produzido. Quando toca um Primal Scream na pista, o bicho pega. Não que eu solte a franga e dance feito um louco, cheio de ginga. É mais aquele comportamento de entrar uma música foda, dar um gritão, um gole na cerva e ficar batendo o pé.

Qual é o disco que você escuta e pensa “Pootz, que orgulho de ter produzido isso!”?
Eu não fico ouvindo o tempo todo, lambendo a cria. Senão, ia querer mexer em tudo. Mas os discos da Pitty, Cachorro Grande, Dead Fish… são bons resultados. Fã mesmo eu sou é do disco Carne, que fiz com o Mukeka di Rato, um grande disco de hardcore.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Não tenho last.fm e não desabilitaria mesmo quando entra um “Toxic”, da Britney, “I’m not In Love”, do 10cc, sambas de Agepê (Deixa eu te amar….), Alcione “Sufoco”, Tim e Gal com “Dia de Domingo”. Tenho muitos guilty pleasures, mas ouço sem culpa. Música tem que emocionar, te fazer sentir diferente de alguma forma. Aí, vale desde o Arcade Fire até o Iron Maiden.

19 fev 2010

Ana Freitas’ Jukebox (Olhômetro/Link)

Por  @16:21

De certa forma, todas as edições da Jukebox Weekly são consideradas homenagens – afinal, estamos querendo saber mais sobre pessoas que admiramos e que, em alguns casos, até nos influenciaram em determinados momentos da nossa vida. Mas, mesmo assim, essa Jukebox tem um sabor especial: Ana Freitas, além de ser uma das moças mais inteligentes que já conheci, é uma grande amiga. Das melhores. E, vale lembrar, também já assinou uma coluna por aqui (não repare em problemas de diagramação e afins, nosso layout era outro), além de ter resenhado o Dig Out Your Soul, de seu tão amado Oasis, para o qual deu nota máxima (na época em que ainda usávamos um sistema de notas).

Ana, além de admiradora de boa música, é dona de um sucesso intergalático gerado pelo Olhômetro, blog de reflexão/cotidiano/tragicomédia, é repórter do caderno de tecnologia Link, do Estadão, comanda o blog LOL, também do Estadão, e – surprise! – relata suas aventuras sobre rodas (as de um skate) no Caindo e Levantando, que também conta com os textos da Gabriela Hesz (grande amiga, as well) e do oficialmente comediante Nigel Goodman.

Sobre música, ela raramente escreve. Então nada mais apropriado do que deixar ela falar um pouco sobre o que ela tem achado dessa LOUCA CENA MUSICAL ALTERNATIVA.

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Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?

A banda aqui é provavelmente The Who. Eles me acompanham desde que eu comecei a ouvir rock, e apesar de a maioria das bandas de quando eu tinha 12 anos ter passado, essa não passou.

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?

Nevilton, os paranaenses de Umuarama que fazem o rock nacional nacional mais legal dos últimos tempos. A coisa gringa mais recente que ouvi foi The XX e Phoenix, que aliás só fui conhecer em janeiro, nas férias, quando tive tempo de baixar todas as bandas que me recomendaram ao longo do ano.

Atualmente você comanda blogs sobre skate, tecnologia e cotidiano ao mesmo tempo. Qual é o próximo plano de Ana Freitas? Não vale responder “dominar o mundo”.

Eu deveria responder “fazer menos coisas”, mas a verdade é que ainda em março devo estrear um projeto REVOLUCIONÁRIO. Mentira, é só um podcast cujo tema ainda é mistério. Guardem essa frase.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Michael Jackson. E Britney Spears, que não há mulher que consiga ficar impassível ao som de “Toxic”.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.

Eu sou dessas pessoas chatas que só ouve aquilo de que tem orgulho, porque blá blá blá. Mas uma coisa que eu acho bem farofinha e gosto é Incubus. E tenho todos os CDs do System Of A Down.

14 jan 2010

Ondei’s Jukebox (Podcast de Cinema da MTV)

Por  @11:56

Grande responsável pela parte de cinema da MTV, Bruno Ondei (@ondei) comanda o divertido Podcast de Cinema, que ainda conta as participações de Borbs, do Judão, e da lindacuticuti Sophia Reis, entre outros. Ondei ainda faz algumas entradas ao vivo em programas da emissora e cultiva um ótimo gosto musical, como pode ser ouvido em seus casts – e agora lido na mini entrevista abaixo:

Bruno (esquerda), ao lado de Chris Wolstenholme, baixista do Muse

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Olha, se tem um disco de um artista novo que me conquistou no ano passado foi o do Emicida. Fazia muito tempo que eu não ouvia rap. Muito mesmo. Quando o Pra Quem Já Mordeu Um Cachorro Por Comida, Até Que Eu Cheguei Longe caiu na minha mão, não saiu mais do rádio do meu carro. Sensacional!

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Complicadíssimo isso, né? Gosto muito de samba, por isso ouvi muito Candeia, Paulinho da Viola e Cartola na minha vida. De uns anos para cá, me apaixonei perdidamente pela música jamaicana. E, entre dezenas (centenas?) de artistas geniais, Toots and the Maytals é o que eu mais ouço. Mas, se você apontar uma arma pra minha nuca e mandar eu escolher um, grito: “Muse“!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Depende muito da pista, né? Normalmente, a intensidade da franga solta varia em torno da quantidade de doses de tequila. Daft Punk talvez seja a banda que mais mexa comigo, no sentido literal da palavra.

Cinema e música (quase) sempre andaram juntos, certo? Qual é o exemplo máximo de que essa combinação é realmente perfeita?
Quentin Tarantino. Simples assim. Todas as trilhas do cara, além de se encaixarem perfeitamente com os filmes, foram ouvidas insanamente por mim. Claro que temos ainda trilhas incidentais absolutamente apaixonantes. Destaco a de “O Senhor dos Anéis”, feita pelo Howard Shore. Se Tolkien pudesse ouvir, ficaria muito satisfeito. Agora, se eu tivesse que destacar um momento específico de um filme: o enterro do Comediante, em “Watchmen”, ao som de “Sound of Silence”, do Simon & Garfunkel. Emocionante.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Putz…Eu gosto demais de “Toxic”, da Britney Spears. Mas não é um “guilty pleasure”, né? A música é foooooooda! Então vai: tem umas paradas do Chitãozinho e Xororó que eu acho bonitaças!

17 mar 2009

O que Sid Vicious e Britney Spears têm em comum?

Por  @0:56

Fichado!

Fichado!

O site Orange fez uma pesquisa entre seus leitores para eleger o rockstar mais controverso da história. E deu Sid Vicious na cabeça!

O ex-baixista do Sex Pistols morreu por overdose de heroína, em 1979. Ele faleceu durante uma festa na casa da sua mãe, onde comemoravam a libertação do músico após 55 dias preso por agressão. Era um momento complicado na vida do roqueiro, que era acusado de ter assassinado a própria namorada, Nancy.

Até hoje, 30 anos depois, não se sabe quem desferiu a facada no abdomen da moça. Como ambos usavam drogas, versões apontam para a culpa de Sid, bem como de um traficante, que teria roubado cerca de 24 mil dólares do casal. 

Em fevereiro foi lançado o documentário “Who killed Nancy?”, pergunta que aparentemente ficará sem resposta.

Britney Spears já apareceu sem calcinha, raspou a cabeça, prendeu o filho no closet e bateu em fotógrafos, mas ainda não tem nenhuma acusação de assassinato sob a cabeça. Mesmo assim, ela ficou em oitavo lugar na mesma lista encabeçada por Sid. 

A nona colocada, porém, já foi acusada de homicídio por defensores de uma certa teoria da conspiração. Alguns juram que Courtney Love causou a morte do então marido, Kurt Cobain.

Segue a lista:

1. Sid Vicious
2. Ozzy Osbourne 
3. Keith Richards 
4. Amy Winehouse
5. Michael Jackson 
6. Marilyn Manson 
7. Pete Doherty
8. Britney Spears 
9. Courtney Love 
10. Madonna

Nádia Lapa

14 jan 2008

Síndrome de Britney Spears

Por  @19:49

É, parece que a ex-musa pop, ex-careca, ex-loira, ex-timberlake, ex-clube do mickey e ex-pessoa sã anda influenciando muita gente. A última delas foi a cantora islandesa Björk. Ao chegar no aeroporto na Austrália, Björk foi assediada pelos paparazzo. Seu segurança pediu para que não tirassem fotos. Obviamente, eles não concordaram e prosseguiram. Minutos depois, Björk se virou contra um desses fotógrafos, segurou-o pela camisa, chegando a rasgá-la.

Não é a primeira vez que a islandesa se envolve com agressões, em 1996 ocorreu a mesma coisa, mas em aeroporto da Tailândia.
Mas esses tablóides exageeeram que é uma beleza.