Arquivo para 'Cachorro Grande'

Jan 21 2010

Clipe: Cachorro Grande – Por Onde Vou

Por Neto

A oasisiana “Por Onde Vou” é o segundo single que os gaúchos do Cachorro Grande lançam de seu mais recente disco, Cinema.

Baladinha discreta mas eficiente, a música ganhou um vídeo em preto e branco onde os integrantes ensaiam a mesma em um estúdio de Porto Alegre:

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Jan 12 2010

Mix That Jukebox #8: As melhores músicas de 2009

A oitava edição da Mix That Jukebox veio gorda: Pela primeira vez, fugimos do formato de 14 faixas (7 no Lado A e outras 7 no Lado B) para expandir – dessa vez, nossa mixtape vem com 10 músicas de cada lado. A causa é nobre: Compilamos as composições que, em nossa opinião, fizeram parte da elite musical de 2009. Selecionamos dez músicas internacionais para o Lado A e dez nacionais para o B, com o objetivo de traduzir o que houve de melhor no cenário alternativo/independente do ano passado.

A novidade é que tentamos evitar a repetição: Fazem parte da mixtape apenas músicas de álbuns que não foram rankeados por aqui anteriormente, o que significa que “Crying Lightning”, dos Monkeys, “Crystalised”, do XX, ou “1901″, do Phoenix, foram automaticamente excluídas da lista, assim como qualquer outra faixa que conste nesses, nesses ou nesses discos. Também vale notar que a tracklist não constitue um ranking, ou seja, as músicas não foram organizadas por sua qualidade – o que, tecnicamente, as põe em pé de igualdade. É isso. Agora é hora de baixar:

Lado A – As Melhores Músicas Internacionais de 2009:

1. Tommy Sparks – I’m a Rope

A blogosfera brasileira mal teve notícias, mas Tommy Sparks passou a maior parte de 2009 viajando por casas de show de todo o Reino Unido pra cantar frases como “So maybe words can’t represent us, so we can put them all together” enquanto o público dançava como se não houvesse amanhã. Foi mais ou menos o que aconteceu na decaDance, inclusive. Alex Correa

2. N.A.S.A. – Gifted (feat. Kanye West, Santigold & Lykke Li)

O N.A.S.A. pode ficar orgulhoso por ter feito uma das melhores – se não a melhor – músicas pop do ano. Sem a pretensão de uma Lady Gaga e a previsibilidade de uma Britney, a faixa tem um refrão pra te manter chacoalhando na pista a noite inteira. Obs: Alguns consideram o N.A.S.A. um duo nacional, outros o põe no patamar internacional. Na dúvida, ficamos com a segunda opção. Neto Rodrigues

3. Julian Casablancas – 11th Dimension

Julian goes 80’s! Porque pelo menos uma das oito faixas do insosso Phrazes For The Young tinha que ser digna do vocalista do disco da década. Neto Rodrigues

4. Matt & Kim – Daylight

A dupla vinda do fértil solo do Brooklyn fez um dos discos mais divertidos e descompromissados do ano – e até fizeram show em nossas terras. “Daylight” é só um aperitivo do potencial do disco, que deve ser ouvido por quem não deu ainda uma chance para o duo americano. Neto Rodrigues

5. Muse – Uprising

Apesar do Muse ter tentado atingir patamares desnecessários para uma banda de rock no último trabalho, Matt Bellamy e cia. ainda conseguiram fazer boas músicas que entrariam em praticamente qualquer um de seus discos anteriores – e “Uprising” é uma delas. Neto Rodrigues

6. Grizzly Bear – Two Weeks

Melhor que os coros de “Two Weeks”, só o teclado de “Two Weeks” – e, melhor que essas duas coisas, só o conjunto da obra. Menos experimental que os trabalhos mais antigos do grupo, a faixa exala romantismo em forma da maior chill-out-melody de 2009. Congrats. Alex Correa

7. Why? – January Twenty Something

Pra uma banda que já recebeu tags de hip hop, o Why? se desvirtuou bastante. “January Twenty Something”, ápice de Eskimo Snow, é filha de um folk rock upbeat e prima próxima do Grizzly Bear, que aparece logo acima. Californianos nunca soaram tão Made In Brooklyn. Alex Correa

8. One For The Team – Ha Ha

Com menos de dois minutos de duração, “Ha Ha” é das músicas mais eficientes feitas em 2009. A banda, que é de Minnessota, mostra ótimo senso de criatividade com apenas 2 (ou 3) violões e sobreposição de vocais, culminando numa descontraída música que te faz apertar o repeat e só perceber depois de muito tempo. Neto Rodrigues

9. Pete Yorn & Scarlett Johansson – Relator

Só mesmo com um talentoso músico pra Scarlett dar um novo gás à carreira de cantora – que não havia colhido muitos elogios em sua primeira tentativa de incursão no meio fonógrafico. Neto Rodrigues

10. Wilco – You and I

É impossível não se sensibilizar com essa linda balada conduzida pelo preciso violão de Jeff Tweedy e que conta ainda com a brilhante participação de Feist, dando contornos vocais femininos que deixam a música irresistível. Neto Rodrigues

Lado B – As Melhores Músicas Nacionais de 2009:

1. Rockz – Paramédicos

Queridinhos do Kassin, os cariocas do Rockz sabem fazer rock como [quase] ninguém da região. A Tão Sonhada Bicicleta carrega músicas que priorizam o peso da bateria combinado a notas de guitarra que beiram o stoner, mas soam – por pouco – mais tranquilas. Alex Correa

2. The Outs of Outland – Long Sweet Lullaby

Liam e Noel Gallagher fizeram escola no Brasil e a banda, que já foi entrevistada por nós, suga boas qualidades do grupo de Manchester e imprimem características próprias para criar um dos bons EPs de 2009. E ficamos a espera de um disco completo para 2010. Neto Rodrigues

3. Cachorro Grande – Dance Agora

Cinema não agradou tanta gente. O disco partiu para um lado mais folk-rock-psicodélico e, com isso, “Dance Agora” não só virou o primeiro – e único, até agora – single do disco como também uma das únicas que lembram o estilo roqueiro e dançante que a banda consolidou com o Pista Livre, de 2005. Neto Rodrigues

4. Júpiter Maçã – Modern Kid

Se o Glam ainda existe, Júpiter Maçã assumiu o posto de guardião do gênero no Brasil. Em “Modern Kid”, o músico brinca feito criança com os elementos que fizeram a alegria de Bowie nos anos 70, com um respeitável quê de vanguarda. Tudo junto e misturado. Alex Correa

5. Holger – The Auction

A música, que é trilha de um dos clipes nacionais mais divertidos do ano, faz parte do único EP lançado por esta banda que é uma promessa e tanto para 2010. A baladinha com traços de The Cure privilegia muito bem as guitarras e os vocais sincronizados do grupo. Neto Rodrigues

6. The Name – Can You Dance, Boy?

Perguntar “Can you dance, boy?” no refrão de um jam tão grudento como o dessa música é um baita desperdício de palavras. Quem consegue não se deixar levar pelo som groovy dos paulistas, afinal? Alex Correa

7. Mickey Gang – I Was Born In The 90’s

O Mickey Gang pode ter acabado, mas o seu legado ficou guardado em nossos HDs. Parte dessa história é representada por “I Was Born In The 90’s”, música que, celebrando a juventude – estampada em suas letras – não deixa uma alma viva sem dançar. Alex Correa

8. Arnaldo Antunes – Invejoso

Minha simpatia pelo Arnaldo Antunes sempre foi grande mas, quando Iê Iê Iê saiu, no segundo semetre de 2009, mal dei bola. Até “Invejoso” cair nos meus headphones. Com a participação de Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, a faixa agrega um instrumental pop-rock-meio-nordestino a uma letra com cara de crítica social. Viciante. Alex Correa

9. Volantes – Um Pouco Disso

O sintetizador começa gritando, esbanjando alegria, até guitarras, voz, bateria e baixo entrarem em sincronia com um clima soturno, misterioso e quase tenso, tipo o The Cure. Tente não se identificar com a letra. Ou parte dela. Alex Correa

10. Hotel Avenida – Eu Não Sou Um Bom Lugar

Giancarlo Rufatto, o nome por trás do Hotel Avenida, é um dos workaholics mais discretos da cena indie brasileira. O cara tem dezenas de trabalhos lançados com pseudônimos diferentes e, em meio a tantas composições, “Eu Não Sou um Bom Lugar” se destacou. Melancolia de primeira. Alex Correa

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Dec 14 2009

#musicmonday

Banda: Marujo Cogumelo;
Origem: Santa Catarina;
Integrantes:
Kassion Canan, Lucas Dal Magro, Lucas Martello, Vinícius Lovatel e Vinícius Rama;
Tags no MySpace:
Rock ‘n’ Roll, Classic Rock, Rockabilly;
Semelhantes:
Cachorro Grande, Oasis, The Redwalls;
Desde:
2008;
Em até 140 caracteres: Uma trupe de adolescentes tocando como gente grande – ou, como eles mesmos dizem, fazendo “classic rock”. Minha aposta nacional pra 2010.
Uma música: “Boa Viagem”, com instrumental grudento, letra bonitinha e um PUTA clipe. Olha aí:

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Sep 24 2009

Sexta-feira tem Cachorro Grande no Circo Voador. Quer ingressos?

PROMOÇÃO ENCERRADA

Tá no Rio de Janeiro e procurando algo pra fazer nessa sexta? Que tal dar uma passada na Lapa pra conferir o Cachorro Grande tocar com o Nervoso e os Calmantes no Circo Voador? O show faz parte da turnê de lançamento do Cinema (álbum novo do CG que, segundo nossos leitores, é o melhor lançamento nacional do ano) e vai rolar à partir das 22:00. A abertura do Nervoso, grupo carioca que concorre na categoria de rock alternativo do VMB, vai deixar tudo mais radiante e imperdível. É exatamente por isso que vamos sortear aqui dois ingressos para você poder aparecer por lá. Pra participar, é só responder pelos comentários:

O que faria você dançar AGORA?!

Os autores das duas respostas mais criativas ganham, cada um, uma entrada para o show. Você tem até as 14 horas de amanhã (25/09) pra participar. Então corre!

VENCEDORES: No meio de tantas frases bregas e pouco criativas, Julie e Vitor se destacaram e, por isso, levam os ingressos. Parabéns e chequem suas caixas de email!

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Sep 22 2009

Até agora, qual foi o melhor disco nacional lançado em 2009?

A questão estourou logo que saiu no Twitter (@movethatjukebox, segue?): Até agora, qual foi o melhor disco nacional do ano? Na lista estão Banda Gentileza, Móveis Coloniais de Acaju, Céu, Black Drawing Chalks, Pullovers e muitos outros. Eu sei, pode ser cedo demais para fazer a pergunta – afinal, bandas promissoras como Mombojó, Ecos Falsos e Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta estão para lançar seus novos trabalhos até a virada do ano – mas a curiosidade fala mais alto. Afinal, se já tem gente querendo decidir qual é o melhor disco da década, eu estou no meu direito.

capas

E aí, o que você acha? LET US KNOW! VOTE!

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Sep 22 2009

Jô Soares entrevista Cachorro Grande

Hoje, bem no início da madrugada, a Globo transmitiu uma entrevista com os gaúchos do Cachorro Grande no Programa do Jô – e, confesso, fiquei bastante surpreso com a simpatia dos caras. A qualidade do áudio não é tão boa, mas serve de quebra galho:

Parte 1:

Parte 2:

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Sep 02 2009

Clipe: Cachorro Grande – Dance agora

Por Neto

Dois meses depois do lançamento de Cinema, os gaúchos do (da?) Cachorro Grande lançaram o vídeo do primeiro single do disco, a animada “Dance agora”.

Eu geralmente gosto de clipes simples e com a banda tocando. Mas confesso que achei esse simples até demais. E também achei os caras meio desanimados, não? Esperava mais desse vídeo da banda que tem no currículo uma videografia sem muitos exageraos visuais mas com resultados finais bem melhores, como “Sinceramente“, “Bom brasileiro“, “Você me faz continuar” e “Roda gigante“.

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Jul 28 2009

Cachorro Grande e a produção de Cinema

Por Neto

CG

Eu adoro vídeos de bastidores de gravações de disco, sabe? Vídeos que mostram parte do processo criativo,  quais instrumentos e pedais foram usados, os membros da banda trocando idéias sobre o que ter ou não numa certa música, o produtor do disco na mesa de som se empolgando com o resultado e tudo mais.

E foi justamente um vídeo nesse estilo que a Cachorro Grande acabou de divulgar, via Twitter. O clipe, de 13 minutos, mostra um pouco dos bastidores da produção de Cinema, último disco do quinteto gaúcho (resenhado por mim aqui, e pelo Iberê aqui). Destaque para a parte por volta dos 7 minutos e 50 segundos, quando o guitarrista Marcelo Gross, o baterista Gabriel “Boizinho” e o vocalista Beto Bruno entram numa cabine de gravação e começam a gritar coisas nonsense enquanto tomam uma cervejinha – aliás, essa gritaria foi, divertidamente, incluída na edição final da música “A alegria voltou”, um dos destaques do álbum.

P.S.: Alguém poderia me dizer que tipo de violão o Gross usa pra fazer a introdução de “Luz”? Ele tem um som que parece o de um banjo e é mostrado no vídeo por volta dos 11 minutos e 55 segundos.

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Jun 18 2009

Coluna PopMata: The Rumble Strips, Cachorro Grande e Regina Spektor

The Rumble Strips - Welcome To The Walk Alone

The Rumble Strips – Welcome To The Walk Alone (2009)
Com a produção de Mark Ronson e orquestração de Owen “Final Fantasy” Pallet, qual a possibilidade de um álbum dar errado? Pequena, cá entre nós. E, sabendo disso, o Rumble Strips não economizou, preparou logo um álbum cheio de composições pop que não cabem a um determinado estilo ou a uma determinada época. Como isso? Trabalhando com diversas influências que atravessam décadas. É possível ver influências desde o mais novo indie-rock ao mais clássico tema de um filme lançado nos anos 40. Prepotente demais? Pretensão absurda? O quinteto inglês não parece ter se preocupado com isso.

Se no primeiro álbum o foco era na mistura que o ska permitia, eles voltaram mais focados no soul e nos hits grandiosos. Não, não parece como uma banda envelhecida para grandes estádios. É mais como um grande passo para um banda que tinha tudo para se perder, mesmo depois de uma grande estreia.

Charlie Waller se afirma como um grande compositor e mostra porque é uma das vozes mais bacanas do cenário atual. E o Rumble Strips prova que a síndrome do segundo disco pode ser o melhor pretexto para sair de linha e dar um grande salto. E que salto.

Cachorro Grande - Cinema

Cachorro Grande – Cinema (2009)
Os gaúchos do Cachorro Grande não pensam em fazer diferente, eles vão continuar explorando as vertentes do rock e os grandes clássicos para criar seus discos. Que bom para nós.

Claro, nem sempre isso é sinal de sucesso. Quantas bandas dizem fazer “classic-rock” ou algo do tipo? Quantas são desprezíveis? Não sei o que você pensa sobre o Cachorro Grande, mas é certo de que este é o melhor de seus álbuns. Experimentando no rock mais psicodélico e indo em direção ao mais dançante, eles não vacilam. As influências de Stone Roses, Beatles, Oasis e Who ainda estão lá, mas melhores trabalhadas. As letras sobre assuntos aleatórios, ainda são marca registrada. Então, o que realmente mudou?

Mais dinâmico, direto e bem produzido, o Cachorro Grande parece querer mostrar que não são apenas uma bandinha tendência ou algo assim. Mostram que são uma verdadeira banda de rock e que estão dispostos a não se preocupar com preconceitos ou com o que as críticas se preocuparão em apontar. Se trata de música e rock’n'roll, e isso basta pra eles.

Regina Spektor - Far

Regina Spektor – Far (2009)
Se Regina Spektor era a pecinha esquisita que completava o quebra-cabeça que une o mainstream e o indie-pop, este é o álbum em que ela se mostra madura suficiente pra aceitar isso. O sucesso alçado com “Begin to Hope” não foi o suficiente para Regina abandonar aquela veia mais excêntrica. “Far” é a obra fundamental da russa-estadunidense, onde ela visita e passeia pelas rádios ou pelo mundinho underground mas que, acima de tudo, apresenta as suas melhores canções, independente do universo em que está.

As melodias pops açucaradas são ótimas para dias mais melancólicos, mas há também aquelas canções divertidas e ensolaradas. Há, na verdade, um álbum completo. A voz suave de Regina Spektor e os arranjos de piano proporcionam diversas sensações e momentos interessantes. Se há um álbum para representar a figura que ela se tornou, este é o álbum. Não há irregularidade, mas há um pouco de cada álbum dela até agora, e há momentos que não são perfeitos pra rádio (quanto aos outros, são mais radiofônicos do que nunca).

Depois de fazer tema pra filme da Disney, trilha-sonora para novela e seriados, e arrebatar críticas mais que positivas de diferentes meios, faltava um trabalho apenas para reunir toda a personalidade da cantora. Esse trabalho deveria conter lapidadas canções e toda a beleza que ela é capaz de produzir. E esse trabalho, é a obra “Far”.

Coluna PopMata

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Jun 15 2009

Cachorro Grande disponibiliza disco novo

Por Neto

Os gaúchos do Cachorro Grande colocaram nesta ressaca de feriadão segunda-feira (15) todas as músicas de seu novo álbum no Myspace da banda para os fãs ouvirem.

cinema

Cinema, quinto disco de estúdio dos caras, tem lançamento físico previsto pra segunda quinzena de junho e foi todo gravado em Porto Alegre, usando um gravador analógico que os integrantes da banda fizeram questão de usar, querendo emular uma sonoridade diferente no novo trabalho.

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Apr 07 2009

Cachorro no oásis

cachorrogrande

Os sulistas do Cachorro Grande foram confirmados para a abertura de três dos quatro shows do Oasis no Brasil, que acontecem em maio. Os integrantes chegaram a achar que a notícia, dada no dia 1º de abril, era uma pegadinha. “Ainda não estamos acreditando”, disse o vocalista do grupo.

O quinteto acompanhará a trupe dos Gallagher em São Paulo (dia 9, Anhembi), Curitiba (10, Expotrade) e Porto Alegre (12, Gigantinho). No Rio de Janeiro a apresentação acontece no dia 7 do mesmo mês, no Citibank Hall e, por enquanto, não tem uma banda de abertura escalada. Ainda há a possibilidade dos brasileiros esquentarem o público argentino e chileno.

Alex Correa

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Mar 12 2008

Impressões de Interpol 11/03

Até ontem, 11/03/2008, não me considerava um fã assíduo de Interpol. Mas após a excepcional apresentação da banda em São Paulo, tive que rever os meus conceitos. O quarteto nova-iorquino maestrou um show adulto, mas ao mesmo tempo enérgico e obscuro. Se são chatos? Mau-humorados? Sérios demais? Pode até ser que sim. Mas convenhamos, eles têm toda a moral. E ainda por cima, já no encerramento, a frase dita por Paul com toda a sinceridade do mundo deixou claro que o Interpol é uma grande banda e com carisma sim! “You guys are fucking awesome, thank you very much”.

Cachorro Grande — 21:30. Em ponto. A banda de abertura entra, sem nem se apresentar, não que seja preciso. Eles foram curtos e grossos, os caras do Cachorro Grande. Afinal, houve um certo conflito entre a banda e o público, uma vez que ambos estavam ansiosos para ver a atração principal da noite. Clichês de mais, animação de menos, eles fizeram um show até que divertido, conseguiram chamar a atenção das pessoas e se retiraram após 30 minutos do início, aproximadamente.

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A Entrada — 22:10. Sobe a cortina traseira do palco do Via Funchal, revelando os instrumentos já montados e as luzes de apoio já posicionadas. Apagam-se as luzes do ambiente e o público vai ao delírio. Em um telão enorme, é projetada um imagem, a foto que está na capa do ‘Our Love to Admire’. Mais gritos (inclusive os meus). Finalmente entram, nessa ordem: primeiro o baterista Sam Fogarino, depois o guitarrista Daniel Kessler, Paul Banks e por último o baixista Carlos D. Paul solta um tímido ‘oi’ em português e o show começa. E começa muito bem, diga-se de passagem, com “Pioneer to the Falls”.

E lá se vão, 90 minutos de repertório, passando por composições célebres como C’mere, No I in Threesome, Evil e NYC. Mas o ápice do show foi na transição das 2 últimas músicas. Após tocar a décima sétima música (Stella Was A Diver And She Was Always Down), já no encore, os 4 integrantes se juntaram no palco e iniciaram uma espécie de ‘jam session’ instrumental, que foi emendada na ótima PDA. Foi nesse momento que eu me dei conta, que show foda.

Tá, a qualidade de som não foi das melhores. Mas, quem se importa? O Interpol fez o seu papel com excelência. Nunca me esquecerei desse dia, do cigarro interminável de Carlos D., do sorriso de Paul beirando a simpatia e da sensação de poder cantar junto com mais de 5.000 pessoas músicas como Evil ou Slow Hands.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rB27X5x_fm8&rel=0&hl=en]

Muito obrigado por existirem e por serem tão bons, Interpol.

Tracklist final:

1. Pioneer to the Falls
2. Obstacle 1
3. NARC
4. C’Mere
5. The Scale
6. Say Hello To The Angels
7. Mammoth
8. No I In Threesome
9. Hands Away
10. Slow Hands
11. Rest My Chemistry
12. The Lighthouse
13. Evil
14. The Heinrich Maneuver
15. Not Even Jail
16. NYC
17. Stella Was A Diver And She Was Always Down
18. PDA

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