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Mar 15 2010

Charlotte Gainsbourg – IRM

Meu primeiro contato com o trabalho artístico de Charlotte Gainsbourg foi no filme Anticristo, de Lars Von Trier, onde pude perceber que ela tinha ousadia. Desde então, quando penso em Gainsbourg, é o filme do diretor dinamarquês que me vem à cabeça. Não tem jeito.

Sendo assim, quando vi que a atriz também dava uma de cantora e, ainda por cima, estava vindo com um álbum produzido pelo Beck, logo me interessei. Não por ele ser o produtor (afinal nem sou profundo conhecedor de seus álbuns), mas porque imaginei que a ousadia que vi na carreira cinematográfica de Charlotte poderia ser explorada também na música. E eu não estava errado.

O que se pode perceber logo nas três primeiras músicas de IRM é o toque pessoal de Beck. Nunca ouvi um álbum onde a presença do produtor fosse tão perceptível quanto esse. Isso, porém, não faz com que os créditos fiquem só pra ele. A atmosfera de algumas músicas de Charlotte são dignas dos filmes de Lars Von Trier – principalmente, como repito, as três primeiras. “Master’s Hands” é bem marcada pela batida, baixo e a leveza da voz da cantora, além de samplers misturados aqui e ali. IRM é como o encontro de Beck e Portishead: há o toque do cantor, mas a associação é feita automaticamente com “We Carry On”, da banda de Beth Gibbons. Já “Le Chat Du Café Des Artistes”, uma das músicas em francês do álbum, mistura partes tensas com outras melódicas e mais “doces”, prevalecendo os sons orquestrais, que dão toda a profundidade da música.

“In The End” lembra novamente o Third, do Portishead: é a “Deep Water” de IRM. Em seguida vem “Heaven Can Wait”, a melhor do álbum e também a mais Beck. Incrível como funciona bem o conjunto vocal dos dois. Batida ótima, violão empolgante: um grande acerto. “Me and Jane Doe” é um bom folk e “Vanities” é a uma das mais intimistas, com um violão dedilhado durante toda a faixa e uma orquestração novamente competente. “Time of the Assassins” é uma música interessante: se enquadraria perfeitamente na trilha sonora de um western (talvez do próprio Lars Von Trier, quem sabe). “Trick Pony” é ótima e radiofônica, possivelmente um single, com guitarra destoando e a voz de Charlotte Gainsbourg cheia de eco e expressividade. “Greenwich Mean Time” parece o resultado de uma brincadeira, de tão “informal”, e “Dandelion” é simples e funcional, com baixo bem marcante. “Voyage” é o que, nesse álbum, mais se pode chamar de épico, sendo também um dos destaques. “La Collectionneuse” tem um clima meio fantasmagórico e um piano repetitivo que dá todo esse tom. Pra fechar com chave de ouro vem a cool “Looking Glass Blues”, a faixa mais rock do CD, com contratempos pra dar e vender.

Confesso que Charlotte Gainsbourg é uma cantora mais interessante do que imaginava. Uma inquietação artística positiva (e sempre necessária, é bom ressaltar) permeia o álbum inteiro, possível também pela presença do próprio Beck. Com uma música tão despojada de convenções e modismos, só me resta mesmo esperar que Lars Von Trier tenha ouvido IRM e se lembre de Charlotte quando for pensar na trilha sonora de algum dos seus próximos filmes.

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Jan 29 2010

Charlotte Gainsbourg e Beck se apresentam em rádio americana

Por Neto

Nos estúdios da famosa rádio californiana KRCW, a ilustre presença de Beck e Charlotte Gainsbourg resultou numa linda performance de 40 minutos, onde a atriz/cantora e o criador de “Loser” cantam e tocam como se fossem parceiros há tempos e tempos. Para o desavisado que ainda não sabe, o último disco da cantora, IRM, foi produzido pelo cantor americano e, caso você ainda não teve o prazer de escutar o álbum, não perca mais tempo, por favor.

Abaixo está o vídeo de “Heaven Can Wait”. Lembra? Aquela cujo clipe é um dos melhores de 2009?

No player da KRCW é possível ver toda a apresentação. Já no Youtube, o profile do StepOutAgain também traz alguns trechos da sessão.

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Jan 26 2010

Charlotte Gainsbourg leva “Trick Pony” ao programa de Letterman

Por Neto

Charlotte Gainsbourg, mesmo com 2 discos nas costas e participações em diversos filmes de língua inglesa, nunca havia se apresentado nos EUA, musicalmente falando.

Mas, nos últimos dias, a refinada e talentosa filha de Serge Gainsbourg, não só fez seus primeiros shows em território ianque, como também fez seu debut na TV americana. E logo onde? No concorridíssimo programa de David Letterman, onde a atriz cantou “Trick Pony”, uma das melhores músicas de seu mais recente disco, IRM.

Sobre a experiência de ter que tocar em um dos programas mais icônicos para os americanos, Charlotte disse ao LA Weekly: “Estou absolutamente apavorada”. Pois não parecia:

P.S.: Sim, o percurssionista é um lobo/urso/monstro.

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Dec 10 2009

Mix That Jukebox #7

Por Neto

cover

Imagem via We heart it

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Lado A – Top 7 dos últimos dias

01 – Ecos Falsos – Deadline
Na faixa, que é uma regravação da banda JazzBlaster e que se encontra no novo disco do Ecos, se destaca o vocal feminino contrastante de Julia Jups, cantora da banda Condessa Safira.
02 – Shout Out Louds – Walls
Um dos melhores produtos de exportação da Suécia volta com a primeira música tirada do novo disco, esperado para março de 2010.
03 – The Dead Weather – A child of a few hours is born
A música, encontrada no recém lançado single de “I cut like a buffalo”, não só é melhor que qualquer uma do debut da banda, como ainda conta com uma guitarra matadora à la Jimmy Page.
04 – Jónsi – Boy lilikoi
O líder do Sigur Rós soltou essa prévia de como pode ser seu debut. A música se encaixaria muito bem no último trabalho de sua banda.
05 – The Cribs – We share the same skies
Uma das melhores criações do trio de irmãos ingleses, que agora contam com a companhia do ex-Smiths Johnny Marr na guitarra.
06 – Mallu Magalhães – My home is my man
Não, não vou falar que a Mallu cresceu. Mas que esse segundo disco da cantora está beeeem mais interessante que o primeiro, isso é verdade.
07 – Charlotte Gainsbourg – Heaven can wait (ft. Beck)
A canção em si já é muito boa, mas fica melhor ainda com o clipe sensacional que foi dado à ela.

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Lado B – Liberte o headbanger que existe dentro de você!

01 – Alexisonfire – Drunks, lovers, sinners and saints
Post-hardcore canadense de primeira!
02 – Rage Against the Machine – Sleep now in the fire
“Se rebelando aos 15 anos” feelings.
03 – At the Drive-In – One armed scissor
A banda que deu origem ao The Mars Volta.
04 – Metallica – Ain’t my bitch
Dispensa comentários, né?
05 – Rise Against – Prayer of the refugee
Hardcore americano com vocais e guitarras poderosas.
06 – Avenged Sevenfold – Bat country
Música feita sob a influência de Medo e delírio em Las Vegas, de Hunter C. Thompson.
07 – Slipknot – Before I forget
Essa é da época em que eu ainda curtia um new metal. Não me julguem. É boa, vai.

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Nov 19 2009

Clipe: Charlotte Gainsbourg and Beck – Heaven Can Wait

Por Neto

Que parceria! Que música! Que vídeo!

Vi no Bloody Pop.

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Oct 14 2009

Charlotte Gainsbourg libera nova música de trabalho

Por Neto

Charlotte

Depois do elogiado 5:55, de 2007, a cantora/atriz Charlotte Gainsbourg se prepara para o lançamento de seu novo disco, IRM – que teve como produtor o incrível Beck.

Esperado para o começo de dezembro, o novo álbum da cantora – que é filha de Serge Gainsbourg e atriz dos sensacionais 21 gramas e The Science of Sleep – já tem seu primeiro single disponível para download. É só ir no site oficial da charmosa inglesa (sempre achei que ela fosse francesa) de 38 anos e digitar seu email para ter acesso à música (ou você pode só clicar direto aqui e ouvi-la).

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