11 mai 2010

Noize #33: Entrevista com Cibelle e LCD Soundsystem em destaque

Por  @11:12

Em 2003, samba. Em 2006, tropicália. Em 2010, exótica, finalmente. Não é tão difícil resumir as três mais importantes fases da carreira de Cibelle, brasileira radicada em Londres há quase uma década, mas explicá-las pode ser um pouco complicado. Foi por isso que, a pedido da Revista Noize, conversei com a cantora por telefone. Super simpática, Cibelle falou sobre a mudança para a terra da rainha, apropriação de música dos outros, canções colaborativas e, claro, sobre seu novo álbum, Las Vênus Resort Palace Hotel, que circula na internet desde o mês passado: “Passaram sete anos me chamando de exótica só por ser brasileira. Me chamariam de exótica até se eu tocasse death metal, então resolvi fazer um álbum realmente exótico.”

A matéria completa você lê nas páginas 40~43 da Noize. Até chegar lá, você ainda esbarra com a tradicional coluna do Move That Jukebox, com o desabafo imperdível do Neto sobre não ter ido no Coachella. No final da revista, na área de resenhas (página 65), você ainda se depara com a resenha dele para o This Is Happening, do LCD Soundsystem, que aparece em destaque nessa edição. A revista está disponível para download gratuito no site.

15 abr 2010

Ouça novo disco de Cibelle na íntegra

Por  @15:46

A brasileira Cibelle, apesar de radicada na Inglaterra há uns bons anos, não desaprende a ser brasileira. Seu terceiro álbum, Las Vênus Resort Palace Hotel, chega nas lojas britânicas em meados de maio e carrega uma onda tropicalista e exótica ainda mais acentuada do que em seu último trabalho, The Shine of Dried Electric Leaves. Mas vou guardar as palavras pra um momento mais oportuno – porque, por enquanto, o momento é de alegria, já que tá rolando um streaming completo do novo disco nesse link. Update: O link que tava rolando era só pra imprensa. Vamos ficar devendo :/

Em Las Vênus Palace Hotel, Cibelle adota o alter-ego Sonja Khalecallon, enquanto sua banda foi rebatizada como Los Strobscopious Luminous. O álbum carrega três covers, foi produzido por Cibelle em parceria com Damian Taylor e teve as participações de Kristian Craig Robinson (Capitol K), Mocky, Sam Genders (Tunng), Fernando Catatau (Cidadão Instigado) e do engenheiro de som Thom Monahan (Little Joy, Au Revoir Simone, Devendra Banhart).

4 fev 2010

Clipe: Cibelle – Lightworks

Por  @18:57

Ela está de volta! Depois de se jogar no samba em seu debut homônimo e na tropicália em seu último álbum, The Shine of Dried Electric Leaves, Cibelle entra em um universo completamente novo em “Lightworks”, clipe da primeira música divulgada de Las Venus Resort Palace Hotel, novo disco da cantora. Na nova faixa, Cibelle – ou Sonja Khalecallon, seu novo alter-ego – usa percussões de forma inédita na sua carreira, deixando-as em destaque. A cantora também brinca com um sotaque latino para reforçar sua nova personagem. Olha aí:

“Lightworks” é um dos três covers de Las Venus Resort Palace Hotel e homenageia Raymond Scott, conceituado produtor dos anos 50. O clipe foi produzido pela Dínamo Filmes e o novo álbum tem lançamento agendado para abril desse ano.

14 jan 2010

Cibelle volta com novo álbum em breve

Por  @16:12

Quatro anos depois de lançar seu mais recente trabalho, The Shine of Dried Electric Leaves,  a cantora e multi-instrumentista Cibelle pretende lançar mais um disco, o terceiro de sua carreira, em abril desse ano.

Cibelle nasceu no Brasil e mora na Inglaterra, mas não foram os dois países que inspiraram suas novas composições: “é que nem cantora de Las Vegas com guitarra de garagem”, explicou à Babi Mattivy, do MyCool. Já o site português Body Space, que deu a notícia, define o disco como “a trilha sonora punk de um cabaret tropical pós-nuclear”. Agora, o que isso quer dizer…

Cibelle e Devendra Banhart, que canta no cover de “London, London” em seu segundo CD

Intitulado Las Venus Resort Palace Hotel, o álbum foi gravado em Londres, São Paulo e Vancouver, mixado por Thom Monahan (Little Joy, Au Revoir Simone, Devendra Banhart) e teve a produção da própria Cibelle e de Damian Taylor, que se juntou à banda de Björk em sua última turnê. Também participam do disco Kristian Craig Robinson (Capitol K), Mocky, Sam Genders (Tunng) e Fernando Catatau, líder do Cidadão Instigado.

Las Venus Resort Palace Hotel conta com doze músicas, nove originais e três covers. Um deles, inclusive, é “Mango Tree”, da trilha sonora de 007. Enquanto a gente não ouve a Cibelle incorporando a vibe caribenha, que tal [re]conhecer a versão original? Clica aqui.

13 set 2008

Cibelle – The Shine Of Dried Electric Leaves

Por  @11:30

A resenha que você lê a seguir, como sugere o título, é sobre o álbum The Shine Of Dried Electric Leaves, da cantora Cibelle. O disco foi lançado em 2006 mas, como fiz a resenha para um trabalho de escola, aproveito e publico aqui.

Cibelle: Nascida no Brasil, criada na Inglaterra. Mesmo tendo crescido cercada pela cultura inglesa, a jovem paulista não só resgata suas origens como faz questão de exibi-las em seus trabalhos para todos que quiserem ouvir, em português, inglês e até francês – para atingir um maior público, talvez.

Seu primeiro álbum solo, um homônimo lançado em 2003 e com perceptíveis influências de Tom Jobim, Jackson do Pandeiro e da notável islandesa Björk, revelou a cantora como uma das novas representantes da Bossa Nova e do Tropicalismo, ritmos que foram levados por ela a diversos cantos da Europa, da Irlanda à Rússia.

Entretanto, foi seu segundo trabalho de estúdio que mais chamou a atenção da imprensa européia. Diferentemente do primeiro disco de Cibelle, The Shine Of Dried Electric Leaves (O Brilho das Folhas Elétricas Secas, em português) chegou às lojas carregado de covers e duetos, ainda com a mesma doce e apaixonante essência electro-samba-tropical de seu disco de estréia. O disco é introduzido por Green Grass, faixa originalmente escrita pelo californiano Tom Waits, que certamente é o melhor cartão de visitas que o álbum em questão poderia ter.

Cantando em sua língua nativa, Cibelle consegue ser suave e inspiradora na amorosa Instante de Dois e nas igualmente cativantes Lembra e Cajuína, que fecham o álbum. O ecletismo da multiétnica cantora explora a sonoridade relativamente selvagem de instrumentos africanos, mais uma vez fazendo uma mistura inusitada com suas resguardadas influências eletrônicas, dando um toque à lá Portishead a Minha Neguinha e Arretê La, Menina. Nessa segunda, Seu Jorge completa a melodia dando a virilidade que certamente a faltaria com apenas uma voz feminina.

Em The Shine Of Dried Electric Leaves, Cibelle também mostra que pode suportar a responsabilidade de encarar um vasto público apenas com sua guitarra e um banco, como fazem grande parte de suas colegas de gênero. Tal fato fica em evidência nas ótimas Phoenix e City People, composições próprias da musicista.

Uma aparição de muito destaque é a do latino-americano Devendra Banhart, um músico considerado louco por muita gente – também, não é por menos, o rapaz faz uma espécie de folk psicodélico muito difícil de se entender ou explicar. A faixa é London, London, que você certamente conhece na voz de Caetano Veloso. O protesto gerou um dos mais maravilhosos duetos que já tive notícias, entrando para a lista que inclui Valerie (da problemática e genial Amy Winehouse com o guitarrista e produtor Mark Ronson), Love Cats (dos jovens cantores Katie Melua e Jamie Cullum), Tranquilize (do americano The Killers com a lenda-viva Lou Reed) e What Can I Do? <(do Anthony and the Johnsons com o cantor folk canadense Rufus Wainwright).

Os suspiros, o estilo vocal arrastado e a sonoridade leve das folhas secas e elétricas de Cibelle vão continuar te acompanhando mesmo depois do fim da última faixa do CD. Falo por experiência própria.

Autor: Alex Correa