Como irritar um fã de Senhor dos Anéis
Cena do filme “O Balconista 2″, de Kevin Smith.
Cena do filme “O Balconista 2″, de Kevin Smith.
Elvis não morreu. Ele foi parar em um asilo, após trocar de lugar com um sósia e ter o seu quadril quebrado, de tanto dançar. Acontece que o tal sósia de Elvis Presley tinha o coração fraco e acabou morrendo, enquanto o verdadeiro Rei caiu no ostracismo. Parece loucura, mas é o que se passa no filme “Bubba Ho-Tep”, dirigido por Don Coscarelli.

O roteiro foi escrito pelo próprio Don Coscarelli, inspirado no premiado conto homônimo de Joe R. Lansdale. Nos papéis principais, Bruce Campbell e Ossie Davis. É um filme que mistura terror e surrealismo, com uma história bem interessante e criativa. Editei algumas cenas que resumem o que poderia ter acontecido com o Rei do Rock, na visão de Don Coscarelli e Joe R. Lansdale. Espero que gostem.

Na noite de ontem, o Iron & Wine apresentou a canção “Flightless Bird, American Mouth (Wedding Version)” no programa de Jay Leno. A faixa faz parte da trilha sonora do filme “The Twilight Saga: Breaking Dawn, Pt. 1″ (no Brasil: “A Saga Crepúsculo: Amanhecer” ECA). Bom dia.

Foi no mês de janeiro que David Byrne e Will Oldham se uniram para criar a trilha sonora do novo filme estrelado por Sean Penn, nomeado This Must Be The Place. O tracklist é composto por 17 canções, sendo que 4 delas já podem ser ouvidas aqui, graças ao 24Bit. Três faixas são inéditas, interpretadas pelo Pieces of Shit (trio formado por Byrne, Oldham e Michael Brunnock), enquanto a mais que familiar “This Must Be the Place”, CLÁSSICO do Talking Heads, que dá nome ao filme, aparece em versão ao vivo no trailer do longa, conduzida por David Byrne. Todas são belíssimas, como vocês podem conferir logo abaixo.
The Pieces of Shit: “Lay & Love”
The Pieces of Shit: “Open Up”
The Pieces of Shit: “Eliza”
David Byrne: “This Must Be the Place (Naïve Melody)” (Live)
O título em português do filme é “A Solidão dos Números Primos”, e foi dirigido por Saverio Costanzo. Trata-se de uma adaptação do livro homônimo de Paolo Giordano, publicado em 2008.

O longa-metragem não é de agora, ele até já passou no Festival de Cinema do Rio do ano passado. A questão é que o responsável pela trilha sonora é ninguém mais ninguém menos que Mike Patton. Daí você pode tirar as mais ousadas das conclusões. Pra começar, a lista das faixas do disco segue uma sequência de números primos (alusão ao título puramente matemático do filme). A música que iremos ouvir, além de ser o tema de abertura da trama, é em sua maior parte instrumental “Twin Primes” (não fosse por algumas melodias vocais feitas por Patton). Fiquem com o som, seguido do tracklist. Enjoy:
2. Twin Primes
3. Identity Matrix
5. Method of Infinite Descent
7. Contrapositive
11. Cicatrix
13. Abscissa
17. Isolated Primes
19. Radius of Convergence
23. Separatrix
29. The Snow Angel
31. Apnoea
37. Supersingular Primes
41. Quadratix
43. Calculus of Finite Differences
47. Zeroth
53. Weight of Consequences
A trilha sonora de “The Solitude of Prime Numbers” está sendo lançada hoje, nos Estados Unidos.

Na noite de ontem, Amanda Palmer e seu ukulele homenagearam o tema de abertura de um dos grandes musicais da história do cinema: “The Rocky Horror Picture Show”, de 1975. Mas não foi só isso, a banda de apoio da cantora contou com ninguém menos que Moby, Stephin Merritt e o maridão Neil Gaiman. Bela performance. E se você ainda não conhece o filme, tá esperando o quê?
O que Hip Hop e as Artes Marciais têm em comum? Aparentemente nada, não é mesmo? Pois é aí que você se engana…

O Wu-Tang Clan foi formado em 1993, na cidade de Nova Iorque. Seus fundadores são Ol’ Dirty Bastard, GZA e RZA. O nome do grupo é uma referência à cultura oriental e suas artes marciais (“Wu-Tang” vem da montanha “Wu Dang” [Wudang Shan] localizada no noroeste da província de Hubei, centro da China, com longa história associada ao taoísmo, medicina e às artes marciais). Mas a principal ligação dos manos do clã com o Oriente vem do filme hong-konguiano Shao Lin Yu Wu Dang (1981). Mas é sobre o primeiro disco do grupo que trataremos a seguir, um LP que revolucionou o modo de pensar e fazer hip hop.

O primeiro disco do grupo, intitulado Enter the Wu-Tang (36 Chambers), foi lançado em novembro de 1993. Nunca o tema “artes marciais” tinha sido tão explorado dentro música pop, e para entender o conceito do disco é preciso repassar o básico da história e o conceito desse tipo de arte.

Existem diferentes tipos de artes marcias dentro do Kung Fu e o primeiro deles é um movimento composto que consiste em uma série de ações segundo os modelos regulares de ataque e de defesa. Os combates e ataques geralmente são programados,e todos os movimentos interligados. Esta é a base da prática arte marcial chinesa. Além desse estilo, existem artes marciais com armas (que podem ser facas, espadas, paus, cacetes, etc). Ao longo dos tempos, as espadas passaram a ser cada vez mais utilizadas nos combates, e a mais difícil de ser manuseada é a Wu-Tang (para você ter uma ideia, o lutador que consegue dominar a técnica da Wu-Tang é considerado invencível). Cada nível do aprendizado das artes marciais é chamado de Chamber, e a cada Chamber ultrapassado, o aprendiz fica mais próximo da invencibilidade e da perfeição, além de ter um de seus dentes normais substituído por um dente de ouro. O lutador que se tornar mestre na espada Wu-Tang terá passado por 36 Chambers, se tornando assim, invencível. Uma vez atingido esse estágio, os novos mestres recebem uma aplicação de platina em seus dentes (de ouro) frontais. Complexo, eu sei, mas disso tudo veio o conceito e o nome do primeiro disco do Wu-Tang Clan, revolucionando não só o hip hop, mas toda uma cultura em torno do movimento. O nome do grupo virou uma espécie de congregação, passando a envolver centenas de pessoas, e abrangendo marcas de roupas, tênis, games, livros e até quadrinhos.

Fruto dessa escola, RZA é o melhor exemplo de versatilidade e talento aliados à esperteza. Altamente ligado ao cinema, já produziu diversas trilhas sonoras, entre elas dos filmes Ghost Dog, Kill Bill (vol. 1 e 2) e do anime Afro Samurai.

Já que falamos de cinema, deixo aqui uma de Sobre café e cigarros (filme do diretor Jim Jarmmusch) em que RZA e GZA trocam uma idéia pra lá de maluca com ninguém mais ninguém menos que Bill Murray.