O segundo dia de festival veio com tudo. Atrações como Prince, Kraftwerk e Portishead atraíram o público ao palco principal, além dos iniciantes The Teenagers e MGMT nos palcos menores.
Prince
A presença do rei do funk e da soul music americana foi confirmada de última hora, e logo se tornou o grande headliner do festival. Prince, que é mais conhecido por seus hits ‘Kiss’ e ‘Purple Rain’ fez um grande show (de 4,8 milhões de dólares :O), com direito à covers de Radiohead e Beatles. Tá, não combinou nem um pouco, mas eu respeito o Prince porque ele é fodão. Opiniões do Rraurl:
Quase meia hora de atraso, uns dez músicos no palco e ele chega, nanico num salto de plástico, distorcendo suas guitarras e convidado o Coachella a participar de uma festa, pedido refeito a toda hora – “agora vocês estão no lugar mais legal do planeta!”. De fato, o clima é contagiante apesar da breguice latente – quem não gosta ou não entende a importância daquela fanfarra funk, ao menos estava com um sorriso no rosto, já que o carisma deste showman é indefectível.
Pra ter uma leve noção da grandeza de Prince, o cantor ganhou um cartaz especial, só dele. Clique aqui para ver.
Abaixo, o cover de ‘Come Together’, que não me convenceu muito, mas dá pro gasto. Adoro backing vocals animadas.
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Kraftwerk
É, novamente os pais da música eletrônica não decepcionam, com seus show robóticos, quase industriais, e dessa vez não foi diferente. Os alemães do Kraftwerk usaram a habitual formação dos 4 integrantes em frente à computadores, com telões enormes atrás, levando o público ao delírio.
O Kraftwerk fez em compactos 50 minutos o seu clássico show audiovisual que explicita bem seus dogmas – o quarteto de Dusseldorf, ao vivo, representa nada menos que a origem de tudo que conhecemos na eletrônica. Do sintético mundo de tags ”Man Machine” (robot – entertainment – human being – machine e afins) ao ego sutil de seus passos robóticos (“We teach you how to dance”), está tudo ali nos calmos blips dos tiozões alemães: em “Autobahn” tem a essência minimal tão fundida hoje, e Radioactivity mistura em breaks e espamos hipnóticos a raíz do que, por exemplo, o dubstep, outra sonoridade também bem comentada hoje.
Clique aqui para ver o Kraftwerk tocando ‘Tour de France’. É lindo.
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M.I.A.
O show da inglesa nascida no Sri Lanka foi um dos mais disputados da noite e causou confusão. Usando uma peruca branca, M.I.A. abusou das cores fosforescentes, o que deixou claro a vertente Hip-Hop/New Wave que ela resolveu seguir no disco novo, ‘Kala’. E seu show foi quase que completamente focado nesse disco novo, passando por hits como Boyz e Paper Planes. Ah, esqueci de falar, teve até confusão generalizada durante a apresentação:
A rapper britânica causou tumulto ao chamar geral para dançar no palco: houve empurra-empurra e a grade da fila do gargarejo cedeu, causando tumulto e até alguns feridos entre os fotógrafos do fosso.
Selecionei um vídeo de M.I.A. cantando ‘World Town’, acompanhada do DJ Afrikan Boy.
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Portishead
Por útlimo, mas não menos importante, o melhor show da segunda noite, segundo o Rraurl, o da major band do trip-hop/downtempo, Portishead:
Beth Gibbons e sua trupe que expressam a beleza através da melancolia de sua música. O show foi ideal, misturou música dos três álbuns, com destaque para a versão acústica de “Wandering Stars” e a magnânima “Glory Box”, esticada no final em uma jam industrial e bizarra de tão grandiosa, mostrando que a nova fase experimental e barulheira do recente Third no fundo não é novidade alguma – no fundo a banda sempre foi subestimada pelo estigma trip hop da cadência e dos scratchs de suas músicas iniciais.
De fato, foi um show bonito, a voz de Gibbons pareceu acalmar os ânimos dos mais festeiros, e deu aos fãs tudo o que esperavam.
Veja aqui o vídeo de ‘Sour Times’, música que está no álbum ‘Dummy’.
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E assim terminou o segundo dia de festival. Além das atrações citadas, apresentaram-se neste dia o Hot Chip e o inglês Calvin Harris, além do Boyz Noise e a re-união do Bonde do Rolê, sem Marina.
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