Arquivo para 'Copacabana Club'

Mar 10 2010

Igor Filus’ Jukebox (Charme Chulo)

Por Neto

Algumas semanas atrás, tive o prazer de presenciar o show dos paranaenses do Charme Chulo (@charmechulo). A banda, famosa por misturar estilos tão díspares como o rock e o sertanejo, fez uma apresentação bem digna, divulgando seu segundo disco, Nova Onda Caipira. Pouco antes da performance, bati um papo com o simpático vocalista Igor Filus, que me contou um pouco sobre seu background musical:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Gosto muito de um pessoal de Curitiba que anda fazendo um som por lá e despontando, como Bonde do Rolê (apesar de não ser mais novidade), Copacabana Club, Sabonetes. Tô sempre apoiando toda essa galera de lá. Já de fora, cara…eu sou muito eclético – por exemplo, acabei de baixar um disco do Serge Gainsbourg, mas não é nada novo, entendeu?

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Pra mim é sagrado: Leonard Cohen. Nunca deixo de ouvir. É quase religioso.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
New Order. Dos anos 80, dentre essa galera de Manchester aí, é o que eu mais gosto.

Esta deve ser a pergunta que você mais responde, provavelmente, mas que não poderia faltar por aqui: de onde veio essa ideia inusitada de misturar rock independente com música caipira?
Tem mais a ver com a cidade. É tipo uma busca pelas suas raízes. O principal, a essência da banda é a seguinte: Curitiba tem fama de ser européia, sabe? Mas isso é uma grande farsa, é uma coisa mais política. É algo que foi divulgado mais na mídia. E a gente gosta de zoar com isso, entendeu? A gente quer mostrar que isso é uma farsa. Por exemplo, Copacabana Club combina muito com esse estereótipo da cidade, de ser cult e tal. Eu gosto, acho que deu certo e eles estão aproveitando. E é bem por aí o motivo pelo qual a gente resolveu flertar com a música caipira: porque no Paraná tem muita gente que curte isso, muita gente que veio do interior. E as pessoas não sabem que essa é a essência da banda: zoar, mas de uma maneira séria. E também é uma busca de identidade, por uma coisa mais regional. E o que mais rola no Paraná é o sertanejo e o caipira. Então é isso, é flertar com o caipira de um jeito legal, explorando as raízes do estilo, lá dos anos 50 e com uma pegada folk também.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Pet Shop Boys e Madonna, por exemplo, são coisas que não dá pra ouvir junto com a banda.

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Feb 24 2010

Claudinha Bukowski’s Jukebox (Copacabana Club)

Por Neto

Baterista de uma das bandas nacionais mais promissoras do momento, Claudinha Bukowski (@claubukowski)- a mulher por trás das baquetas que conduzem o Copacabana Club – nos contou como começou a tocar bateria, as bandas de sua vida, os guilty pleasures e muito mais:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Tenho escutado muito o Two Door Cinema Club, acho que foi uma das bandas mais legais que apareceu nos últimos tempos. Eles e o Little Comets. Também gostei bastante do último do Hot Chip, One Life Stand, e do Transference, do Spoon.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Durante um bom tempo, o The Jesus & Mary Chain foi minha banda favorita de todos os tempos. Infelizmente, depois do show do Radiohead eles caíram pro segundo lugar, hahaha. Mas de qualquer maneira, acho que essas são as duas bandas que sempre fazem parte da “trilha sonora da minha vida”.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Acho que minhas músicas favoritas pra pista nesses ultimos tempos são: Julian Casablancas – 11th Dimension, The Gossip – Love Long Distance, Hot Chip – One Life Stand, Phoenix – Lisztomania e Peter Bjorn & John – It Don’t Move Me.

Meg White, do The White Stripes, Hannah Billie, do Gossip, Sandy West, do The Runaways e por aí vai: mesmo com fortes exemplos como estes, a bateria ainda é um campo dominado quase que exclusivamente por homens. No entanto, você é hoje uma das bateristas mais cool do país. O que te levou até isso?
Livre e espontânea pressão do meu melhor amigo, hahaha. Quando eu estava na faculdade, eu tocava violão e um pouco de guitarra. O Rafael Dal-Ri, guitarrista do White Strippers, minha primeira banda – dá pra adivinhar pelo nome que era uma banda cover do White Stripes, hahaha -, um dia veio e me disse que eu tocava terrivelmente mal e que eu deveria aprender a tocar bateria pra gente montar uma banda. Na semana seguinte, ele marcou uma aula de bateria pra mim. No mês seguinte, ele achou uma bateria por um preço legal e a “reservou” pra mim. Eu não sabia nem segurar a baqueta direito quando ele resolveu que tava na hora da gente começar a ensaiar. Mas, como não conseguimos convencer ninguém de tocar com a gente, resolvemos montar uma banda cover do White Stripes, assim poderia ser só nós dois. Minha primeira banda com músicas próprias só veio algum tempo depois, que foi o Constanza. Também tive uma banda que cantava em alemão, o Autobahn (eu fazia backing, e até hoje não faço a menor idéia do que eu estava cantando). E finalmente o Copacabana Club.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ultimamente eu não tenho me entregado muito aos guilty pleasures. Mas tem algumas coisas no meu passado que definitivamente me condenam. Acho que a pior delas é que eu gostava de Bon Jovi, hahahaha. Fui no show e tudo. Mas tudo bem, já superei isso. Eu também gosto de uma ou outra música da Kylie Minogue. E minha coleção de CDs do Red Hot Chili Peppers é bem mais extensa do que o recomendado.

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Dec 17 2009

Qual foi o melhor festival musical do ano?

O ano praticamente acabou mas as listas de melhores do ano não param. Em um futuro muito próximo, inclusive, o Move vai soltar alguns rankings de melhores discos de 2009 – mas, enquanto eles não aparecem, a gente quer saber de vocês: Qual foi o melhor festival musical do ano? Antes de linkar pra enquete, fazemos uma rápida retrospectiva do que aconteceu de melhor nas terras tupiniquins. Olha aí:

Just a Fest na Praça da Apoteose e na Chácara do Jockey: Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos – 20 (RJ) e 22 (SP) de março.

Just a Fest

Planeta Terra Festival no Playcenter, São Paulo: Iggy Pop, The Ting Tings, Sonic Youth, Primal Scream, Patrick Wolf, Maxïmo Park, Metronomy,  Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Copacabana Club, EX!, N.A.S.A., Anthony Rother e Etienne de Crécy – 7 de novembro.

Festival Planeta Terra

Maquinária Festival na Chácara do Jockey: Faith No More, Evanescence, Panic at the Disco, Deftones, Jane’s Addiction, Sepultura, Dir En Grey, Danko Jones, Nação Zumbi, Duff McKagan, Maldita, Silicon Fly, Terceira Edição, Comodoro e Volantes – 7 e 8 de novembro.

Maquinária Festival

Festival Indie Rock no Via Funchal e na Fundição Progresso: Gogol Bordello, Super Furry Animals, El Mató a un Policía Motorizado e Holger (os dois últimos tocaram apenas no Rio de Janeiro) – 10 (SP) e 13 (RJ) de novembro.

Festival Indie Rock

Goiânia Noise Festival: Dirty Projectors, Móveis Coloniais de Acaju, MQN, Hermeto Pascoal, Violins, Black Drawing Chalks, Walverdes, Volver, Vivendo do Ócio, Devotos, The Name, Jorge Mautner, Porcas Borboletas, Siba + Roberto Corrêa e Mugo – de 25 a 29 de novembro.

Goiânia Noise Festival

Agora sim! Lembrou dos melhores do ano? Então dá um pulo na enquete pra dizer qual foi seu preferido – e, se o seu favorito não foi listado, não hesite em deixar um comentário na outra página para computarmos o seu voto. O resultado sai no final de janeiro.

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Oct 21 2009

Festival Eletronika, em BH, conta com line-up de destaque

Por Neto

CC

Os curitibanos do Copacabana Club são um dos destaques do Eletronika

Entre os próximos dias 5 e 7, acontecerá, em Belo Horizonte, o já tradicional e respeitado festival Eletronika – que, aliás, completa uma década de existência em 2009.

E, para comemorar tamanha longevidade, a organização do evento trouxe atrações de peso, numa ótima mescla de música eletrônica e rock.

Tocarão na capital mineira os grupos Black Drawing Chalks, Garotas Suecas, Copacabana Club, entre outros. No quesito “eletrônica”, se destacam Killer on the Dancefloor, Zémaria e a dupla N.A.S.A.

Para saber mais informações, como preços de ingressos, locais de vendas e horários dos shows, é só conferir o site oficial do festival.

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Aug 25 2009

MTJ e Copas juntos novamente, agora em Campinas – quer ingressos?

Há um tempo rolou uma festa no Inferno Club, em São Paulo, que teve show do Copacabana Club e discotecagem do Marçal aqui do Move. Agora nos juntamos novamente, na festa Rock ‘n’ Beats, que vai acontecer em Campinas no próximo sábado (29/08). Além do show dos Copas e discotecagem do Move That Jukebox, a festa vai contar também com discotecagens dos Rock n’ Beats DJs, Alê Mercado e Cello Zero, aquele mesmo do Bonde das Impostora e NRK.

flyer

A festa vai ter muita música e diversão garantida, e nós vamos sortear aqui dois pares de vips, para sortudos que irão curtir a balada na faixa. Pra concorrer é só comentar nesse post até quinta-feira às 18h, com nome completo e e-mail. O resultado sai na quinta mesmo ou no mais tardar na sexta.

UPDATE: Esquecemos de avisar os vencedores, sorry. Por sorteio, quem leva os dois pares de ingressos que anunciamos aqui são Luiz Paulo Mariano Pereira e Jessica Morais.

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Aug 07 2009

Camiseta do Friendly Fires – dá tempo pra usar no show!

People, a Reverbcity lançou hoje, há algumas horinhas, a camiseta do Friendly Fires. A t-shirt ficou bem bonita, mas tem que ser pro pra achar as referências à banda (o que é bom, acho eu): A estampa faz uma alusão à música ‘Skeleton Boy’, com o desenho de um esqueleto e, claro, com um trechinho da faixa: “I close my eyes on the dancefloor, forget about you. I lose myself in flashing colors…”. Ficou bem legal e ainda brilha no escuro:

Aproveita pra comprar porque, por enquanto, o frete é grátis. Lembrando que o Popload Gig 2 acontece nos dias 15 (Circo Voador, RJ) e 17 (Studio SP) de agosto. Além do Friendly Fires, o Copacabana Club e o Brollies & Apples farão parte do mini-fest.

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Aug 06 2009

Tupinambox: Concorra a nove discos nacionais autografados!

tupinambox

Com o apoio de diversas bandas e da Agência Alavanca, juntamos, em um único pacote, nove álbuns (eram pra ser 10, mas…) de destaque lançados no Brasil em 2007, 2008 e 2009, que serão sorteados aqui no blog. E, o mais legal: Todos são autografados! Ok, quase todos, porque Tiê esqueceu de botar sua marca no disco. São CDs que você não encontra em qualquer lugar. O do Superpose, por exemplo, foi feito exclusivamente pra nossa promoção (a versão física, claro). Quer conhecer mais sobre as bandas participantes? Continue lendo.

apanhador so

Apanhador Só – Apanhador Só EP
Melodias leves, letras bonitas e cantadas com naturalidade, somadas a instrumentos de percussão criados a partir de qualquer objeto. Um indie rock tipicamente brasileiro é o que mostra o último EP deles, lançado em 2008. (Ver autografado)

superpose

Superpose – Aurora EP
Depois da grande onda de bandas de música eletrônica no Brasil em 2008, continuou com força quem tinha qualidade e talento pra isso. O Superpose foi um desses, e prova isso no novíssimo EP Aurora, que teve edição especial só para nossa promoção! (Ver autografado)

copacabana club

Copacabana Club – King Of The Night EP
O maior hype do Brasil em 2009, depois de alegrar baladas, festivais e até o Kanye West, agora pode animar seu dia ou sua festa, com o comentadíssimo EP King Of The Night original e autografado. (Ver autografado)

ecos falsos

Ecos Falsos – Descartável Longa Vida
Enquanto os já bem conhecidos paulistas gravam disco novo, o primeiro álbum aparece por aqui para levar à casa do feliz ganhador um ótimo indie rock com aquele jeitão freak típico do Ecos. (Ver autografado)

stela campos

Stela Campos – Mustang Bar
Com um bom tempo de estrada, Mustang Bar é o quarto álbum da cantora paulista, que não tem medo de misturar instrumentos, influências e estilos. Sua bela voz foge da tendência “pé no chão”, tornando a audição mais profunda e também mais interessante. (Ver autografado)

luisa
Luisa mandou um beijo – Luisa mandou um beijo
O já conhecido jeito minimalista e inocente de fazer música do Luisa mandou um beijo continua nesse segundo álbum, também homônimo. Uma ótima pedida para tardes ensolaradas a dois, com amigos ou só. (Ver autografado)

tie

Tiê – Sweet Jardim
Uma das vozes mais bonitas da nova safra de cantoras brasileiras, que embala canções marcantes e doces, como o jardim que nomeia o álbum.

the nameThe Name – Assonance EP
Rock dançante, electrorock, pós-punk revival? O The Name não liga pro rótulo, só está preocupado em colocar todo mundo pra dançar com seu EP Assonance. A banda ainda mandou um button de brinde e um conjunto de porta-copos. (Ver autografado)

thiago pethit

Thiago Pethit – Em Outro Lugar EP
O Pethit Prince já apareceu por aqui várias vezes, e não poderíamos deixar seus belos versos e melodias de fora. Em Outro Lugar une músicas calmas e bem instrumentadas, que apresentam uma beleza incontestável. (Ver autografado)

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Pra ganhar toda essa bagatela é fácil. ATENÇÃO: TEREMOS APENAS UM VENCEDOR!

Como participar?

É fácil, galera. Vamos fazer um passo-a-passo.
1°: Se você ainda não tem Twitter, crie um. É por lá que nossa promoção vai acontecer.
2°: Esteja seguindo o @movethatjukebox.
3°: Twitte o seguinte: RT @movethatjukebox – Eu quero o pack de CDs autografados que tá sendo sorteado aqui: www.migre.me/4Mrm. Sobram 37 caracteres, caso você queria comentar alguma coisa.
4°: Espere para saber se você é o vencedor. A promoção só acaba quando tivermos 1822 followers.
5°: Sim, 1822. É o ano em que o Brasil se declarou independente. Pegou a ligação?
6°: Valendo!

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Aug 03 2009

Queria ver o Friendly Fires em São Paulo?

Tarde demais. Os 400 ingressos que foram à venda para a edição paulista do Popload Gig 2 acabaram hoje, segunda-feira. O jeito é correr e assistir Brollies & Apples, Copacabana Club e Friendly Fires no carioca Circo Voador, que tem capacidade para 3.000 pessoas. Os tickets custavam R$70 (150 primeiros) e R$90 (250 restantes) e acabaram em apenas dez dias.

O show acontece no Rio de Janeiro em 15 de agosto e dois dias depois em São Paulo. Os cariocas, fluminenses e afins pagam 50 reais nos ingressos antecipados. Lúcio Ribeiro adverte: “No Rio está vendendo bem, mas é supertranquilo”. Se quiser garantir o seu de uma vez, é só passar no ingresso.com.br.

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Jul 25 2009

Corre! Os ingressos para o Popload Gig 2 já estão a venda

Ontem, sexta-feira 24, os ingressos para a segunda edição do Popload Gig começaram a ser vendidos. O mini-festival do Lúcio Ribeiro trás ao Rio e a São Paulo o povo do Friendly Fires (UK), Copacabana Club (PR) e Brollies & Apples (SP), como já cansei de falar por aqui, nos dias 15 e 17 de agosto, respectivamente. Os cariocas vão assistir às apresentações no excelente Circo Voador, na Lapa, enquanto o Studio SP fica incumbido de receber os paulistanos, que vão correr para conseguir os 400 ingressos disponíveis.

Com 50 mangos você já garante o seu ticket para assistir os incêndios amigáveis (rs) no Circo, pelo ingresso.com.br. Em Sampa, com valores mais salgados (R$70 para os 150 primeiros, R$90 para os restantes), os ingressos estarão disponíveis na American Apparel de Jardins e na Japonique da Vila Madalena. Nos encontramos lá?

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Jul 22 2009

Nomeados os próximos Reis da Noite

Como todos já sabem, o fim da tarde de sábado em São Paulo já tem um bom programa. Copacabana Club e Bazar Pamplona no Centro Cultural. E como prometemos, dois leitores levarão pares de convites para o show. As melhores respostas para a pergunta “Por que você quer ser o rei da noite?” ganhariam. E aqui estão as vencedoras:

“Pra poder levar minha coroa na faixa”, por Lucas

e

“Porque a vaga de rei do pop já está ficando muito concorrida”, por Esdras Oliveira

Os ganhadores devem retirar seu convite na bilheteria do Centro Cultural São Paulo, lembrando que os shows começam às 19h.

UPDATE: Ainda rola o sorteio de outros dois pares de ingressos no Bloody Pop. Corre que não vai durar.

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Jul 13 2009

Ganhe um par de ingressos pra ver o Copacabana Club no CCSP, dia 25

Você já deve ter ficado sabendo do show que o Copacabana Club faz no dia 25 com o Bazar Pamplona no Centro Cultural São Paulo, né? Mais uma vez, a Agência Alavanca leva os Copas à capital paulista por um preço ultra camarada: 15 reais (e estudante paga meia!). Nunca fui ao CCSP, mas dizem que lá é o lugar perfeito pra, digamos, balançar o esqueleto. Imperdível.

copas

Pra te ajudar a conferir os Copas bem de perto, o Move That Jukebox, em parceria com a Alavanca, lança hoje a promoção que vai premiar os dois leitores mais criativos com um par de ingressos pra cada, porque a gente sabe que economizar dinheiro é sempre bom. Você tem até o dia 20 – ou seja, uma semana – pra responder aqui, pelos comentários, à seguinte pergunta:

Por que você quer ser o rei da noite?

Então já sabe: Pra participar, é só comentar com a resposta mais criativa que sair da sua cabeça e lembrar de preencher o formulário com seu email certo. É por lá que vamos te contactar. O resultado sai até o dia 24, véspera do show. Boa sorte!

UPDATE: Olha que coincidência. Acabei de anunciar a promoção e, do outro lado, Lúcio Ribeiro confirmou a presença do Copacabana Club no Popload Gig 2, nos dias 15 (Circo Voador, Rio de Janeiro) e 17 de agosto (Studio SP, São Paulo), abrindo para o Friendly Fires. Eu bem que tinha adivinhado isso em junho, lembra? No Rio, o Brollies & Apples também entrou pra festa, enquanto em São Paulo ainda há uma vaga pendente, que pode ser ocupada por uma atração nacional ou internacional. Vamô vê.

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Jun 26 2009

Coca-Cola reúne adolescentes e enrugados em festival de Porto Alegre

Texto: Fernando Corrêa e Ana Luiza Bazerque

Foto: Coca-Cola PARC

cocacola

Coca-Cola Parc

Porto Alegre, 5 a 7 de Junho

O Coca-Cola PARC reuniu, ao longo de três dias, programação para todos que tivessem um mínimo de curiosidade por música pop, de pré-adolescentes a velhos fãs de rock, de gente que só queria curtir o embalo hype do electro a pensadores do mercado independente. Além de shows muito bacanas, um ciclo de palestras sobre música levou produtores e envolvidos com o mercado fonográfico ao auditório do Museu Iberê Camargo, de frete para o Lago Guaíba, cartão postal de Porto Alegre. A produção trouxe gente de peso como o músico e produtor Benjamin Taubkin, o presidente da MTV Brasil, Zé Wilson, e o produtor Carlos Eduardo Miranda. Cada sessão relacionava música a outros temas, como tecnologia, economia, sociedade e internet. Ao contrário do que se poderia temer, cada um dos participantes soube trazer, dentro de seus conhecimentos, propostas para o novo mercado em transição da música. Como é o caso do Espaço Cubo, criado na cidade de Cuiabá, que desenvolveu uma série de estratégias visando o desenvolvimento do mercado cultural no Mato Grosso, onde a cena independente era inexistente na década de 1980. Após os debates, a melhor coisa a se fazer era curtir os shows que rolaram no Circuito Noturno: o californiano No Age, o nova-iorquino Matt and Kim, o cuiabano Vanguart e o curitibano Copacabana Club foram alguns dos grupos que, na sexta feira à noite, ocuparam diversos bares da cidade.

O som do No Age é rápido, tosco e direto. Randy Randall toca guitarra como um adolescente, Dean Spunt canta com um ar niilista, um tanto geek, enquanto espanca sua bateria. O som transita entre o Descendents, o Black Flag e o indie rock. Por pouco tempo, já que o show explosivo dos caras não durou muito mais que meia hora.

Donos de músicas bacanas, de veia punk pulsante por trás da estética eletrônica dos teclados, não é a veia musical, no entanto, que impulsiona a performance dos nova-iorquinos Matt and Kim. É a alegria, tão intensa nos sorrisos constantes da dupla, que faz do show deles uma experiência tão empolgante. Ao fim dos curtos 40 minutos em que enfileiram canções como o hit “Yeah Yeah” e a contagiante “Daylight”, ainda sobrou muita energia. No melhor estilo “free hugs”, a paz e amor cool do Brooklyn acolhe a todos em abraços calorosos. Antes do fim com gosto de prematuro, Kim surfou em cima do público ao som do riff clássico de Sweet child o mine.

Foram seguidos pelo Copacabana Club. Enquanto fãs do CSS podem implicar com a performance inspirada em Lovefoxxx da vocalista Caca V, basta tomar isso como uma característica positiva e o show se torna uma surpressa muito boa. O que falta no CSS e sobra no Copacabana? Uma pegada brasileira escondida por trás do som super contemporâneo do quinteto. Por vezes lembra mais Jorge Ben, noutras, mais soul, e muita gente nem deve se dar conta disso. Intencional ou não, a caracterísitca torna o som dançante mais acessível aos ouvidos menos habituados ao electro rock.

O Vanguart, representante folk do festival, fez uma apresentação grandiosa num palco diminuto. Cada vez que uma canção era executada, era entoada como fosse um hino. Se destacaram “Cachaça” e “Robert”, que tiveram a participação de Arthur de Faria na gaita, “O Mar”, obra prima de Dorival Caymmi e, como jamais poderia faltar, a fina ironia de “Semáforo”. Sem contar o encerramento primoroso com um cover de “Dig a Pony”, dos Beatles. Talvez a estrela do PARC tenha sido o palco Underage, voltado para o público de 12 a 18 anos. A galera de espinha na cara pôde conferir bandas de renome daqui e de fora, como Pitty, Cachorro Grande, os franceses The Teenagers e os ingleses The View. Foi música demais.

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Jun 10 2009

Entrevista: Copacabana Club

A entrevista abaixo foi feita por mim para a edição de maio da Revista Noize. Com um pouco de atraso – cof -, posto ela pra vocês. Aproveitem.

copacabana-club

Pouco tempo depois do surgimento repentino, o Copacabana Club já é uma das bandas mais estouradas do Brasil. Foi só lançar o EP King of The Night, produzido e distribuído de forma completamente independente, que, num piscar de olhos, Curitiba ficou pequena demais para o quarteto. Conversamos com eles pela segunda vez, agora com Camlia e Tile (vocalista e baixista, respectivamente), para entender a nova fase da banda, em que os sinais da fama já borbulham.

Para começar, o que era o Copacabana Club no início de 2008 e o que é ele agora, depois de ter conquistado certa fama pelo país?

Caca V: Exatamente um ano atrás estávamos colocando o nosso EP para download no Myspace. E não imaginávamos de maneira alguma chegar até aqui. Um ano depois, temos um vídeo clipe na bagagem, e mais de 100.000 plays no Myspace. Isso é incrível.

T. Douglas: acho que o Copa está mais maduro como banda, temos mais músicas boas na bagagem também… Acho que todos estão levando mais a sério a banda.

No ano passado, vocês não tinham muita pretensão de lançar um álbum “completo”, pelo o que percebi na entrevista que fiz com vocês. Isso já mudou?

Caca V: Sim. Naquela época acho que o nosso repertório tinha 8 ou 9 músicas. Hoje temos 13, e mais algumas pra fechar. Não acho que o álbum sairia dessas 13, mas de qualquer maneira já pensamos em gravar um disco. Ainda queremos amadurecer algumas canções. Mas acho que até o início do ano que vem, sai.

T. Douglas: É bem o que a Caca falou, vamos fazer mais algumas músicas e deixar essas que temos agora mais redondas, lapidadas… Acho que o álbum seria pro início de 2010 mesmo.

O clipe de “Just do It” ajudou o Copacabana Club a rodar o mundo. Até o Kanye West assistiu (risos). Esse estouro foi muito súbito para vocês?

Caca V: Demais. O vídeo ficou com uma qualidade incrível. Não imaginava ter um primeiro video tão bom e tão bonito. É muito bom sentir que as pessoas estão curtindo. E o lance do Kanye West foi engraçado. Levei um susto quando vi o post.

T. Douglas: Para mim foi uma surpresa muito grande. Claro que quando vimos o clipe pela primeira vez a gente sabia que estávamos com um material muito bom nas mãos, mas toda a repercussão, inclusive o lance do Kanye West nos surpreendeu bastante. Sobre o processo criativo do clipe, bom, foi todo do Banzai [Studios, estúdio curitibano que trabalhou com o Coletivo Atalho no vídeo].

Vocês tocaram na MTV e têm feito shows cada vez mais freqüentes. Tem sido difícil aliar suas atividades pessoais com as da banda?

Caca V: Minha agenda de trabalho é um pouco mais flexível. As vezes fica mais difícil mesmo. Tenho trabalhado bastante. Para o Tile é um pouco mais complicado, porque ele tem um emprego normal, de escritório. Hora pra chegar e sair. E faltar por causa dos shows prejudica um pouco. Mas levamos até onde dá.

T. Douglas: Tem sido um pouco, sim… Tenho sorte do meu chefe até curtir a banda e notar que o lance é um pouco mais sério [risos]. Tenho conseguido negociar com ele umas faltas [risos].

E, com todo esse hype, tem aparecido muita tietagem?

Caca V: [Risos] Mais ou menos. Esses dias fui reconhecida, duas vezes. Foi engraçado. Inesperado. Não estou acostumada com isso. Ainda acho um pouco estranho.

T. Douglas: Sou o baixista, o que menos aparece [risos]. Mas assim, já me reconheceram na rua e tal, é legal…

Suas apresentações são bem animadas. Vocês são daqueles que acham que fazer ao vivo é mais importante do que a parte do estúdio?

Caca V: Acho que os dois são importantes, e bem distintos. Tem que haver dedicação no estúdio. E as apresentações são animadas, mas espontâneas. Tem que ser um processo natural… Eu me divirto muito nos shows.

T. Douglas: Acho que a gravação do estúdio é só uma versão da música, não a definitiva, apenas uma versão… Ao vivo tem que ser para valer, é ali que se faz a diferença.

Sobre o CSS, certa vez vocês disseram que o som das duas bandas não tem nada a ver. Quais foram as influências na composição do King of the Night?

Caca V: As faixas do King Of The Night são nossas primeiras de todas. E acho que elas têm uma levada bem semelhante. Mais disco. Depois delas fizemos umas novas, que acredito serem bem diferentes dessas. Mas ainda com a mesma proposta dançante.

T. Douglas: Cara, eu não sei te dizer por que foi o Alec quem escreveu toda a música, mas quando ele apresentou ela para a banda, pensamos em deixá-la dançante e pesada ao mesmo tempo. Acho que conseguimos o resultado.

O King of The Night foi lançado em formato físico, totalmente independente e por R$10. Esse esquema funciona bem no Brasil?

Caca V: Mais ou menos. Ele não é efetivo. Não temos distribuidor, então tem que ser da maneira mais lenta e complicada: depósito bancário e envio.

T. Douglas: É, não funciona, é apenas para divulgar um pouco mais e pagar o custo da prensagem.

Vocês estão gravando uma inédita, não?

Caca V: São duas! “Mrs. Melody” e “Sex Sex Sex”. Acho que finalizaremos elas neste mês. Ainda não temos previsão do formato em que vamos lançá-las. Mas queremos disponibilizá-las no Myspace o quanto antes.

T. Douglas: São duas músicas que eu gosto muito… Vai ser legal lançá-las, porque vai ajudar a dar uma outra imagem da banda, mais madura.

O Copa já passou por vários clubes do país, em diversos estados. Já dá pra vislumbrar a banda em palcos internacionais?

Caca V: Acho ainda um pouco cedo pra isso. Mas claro que se rolar vai ser demais. Queremos percorrer uns trechos pra cima do eixo Rio-SP que ainda não fizemos, e que deve ser bem legal.

T. Douglas: Acho importante tocarmos mais aqui no Brasil, o lance para fora vai ser conseqüência do que rolar aqui. Quero que as pessoas daqui conheçam a gente mais antes de sairmos do país.

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Jun 09 2009

Lúcio traz Friendly Fires em agosto

Lúcio Ribeiro está, pouco a pouco, conquistando quem já quis decaptá-lo ou apedrejá-lo em praça pública. Depois de juntar os gringos No Age, The View e Matt & Kim com Holger e Mickey Gang no Popload Gig desse final de semana, Lúcio está investindo na segunda edição do festival, dessa vez com o Friendly Fires.

Revelação de 2008 com ‘Jump In The Pool’, ‘Skeleton Boy’ e ‘Paris’ (vídeo acima), o FF ainda vai ter três colegas de palco: Um segundo grupo internacional e dois nacionais para abrir o mini-fest, nenhum confirmado até agora. Algo me faz apostar que Copacabana Club e/ou Jennifer Lo-Fi aparecerão entre os brazucas.

A parte mais legal (para cariocas e fluminenses como eu) é que o Popload Gig 2 também vai chegar ao Rio de Janeiro, que anda esquecido no circuito de shows internacionais. As datas são 15 de agosto no Rio e 17 em São Paulo.

No mesmo post em que confirma a segunda edição do Popload Gig, Mr. Ribeiro conta que Tricky e Simple Minds têm passagem certa pelo Brasil. Os Killers, que fizeram três apresentações divinas no Tim Festival de 2007, também voltam até o fim do ano, segundo ele. E, mais uma vez, o Coldplay aparece como proposta para 2009, com cinco shows supostamente confirmados no final de novembro. E aí, dessa vez rola?

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Sep 06 2008

Entrevista: Copacabana Club

Os meus leitores mais antigos já conheceram o Copacabana Club em junho, quando fiz um artigo sobre eles aqui no Move That Jukebox. Desde então, a banda curitibana não para de fazer shows, ganhar fãs e ficar cada fez mais íntima do sucesso.

Com menos de um ano de formação, o Copa fez seu primeiro show fora do Estado na semana passada, no Rio de Janeiro. O público adorou, e a banda não fez por menos.

Bang Bang

Por MSN, conversei com as meninas de Copacabana: Claudinha (baterista) e Cami (vocalista e semi-tecladista), que falaram por Alec, Luli e Tile sobre passado, presente e futuro . O resultado quilométrico dessa divertida conversa você confere abaixo e, insisto, caso ainda não conheça o Copacabana Club, corra no MySpace e escute as primeiras gravações da banda, lançadas em formato digital e físico pelo EP King of The Night.

MTJ: Pra começar, queria saber quantos anos vocês tem…

Claudinha: Eu tenho 27.

Cami: E eu tenho 25. Os meninos estão na faixa dos 30. Não sei certinho a idade cada um.

MTJ: Alguns de vocês são casados, não?

Cami: Eu sou casada!

Claudinha: Eu sou solteira. Alec e Luli também. O Tile tem namorada.

Cami: Os três meninos já tinham uma banda antes, o ESS. A Claudinha tinha uma outra banda com o Luciano, o Autobahn. Eu era a única que nunca tinha tido banda. Não sabia tocar nada, nenhum instrumento, nem sabia cantar. Meio que me convidei pra entrar na banda…. Quando o Luli, Alec e Claudinha conversavam sobre começar a ensaiar e fazer outra banda foi bem assim: “Poxa, nunca tive uma banda, sempre quis ter uma” – e eles disseram: “Beleza, vem ai!”. O Tile entrou uns meses depois, porque o Alec e Luli ficavam revezando o baixo, e estávamos sentindo falta de alguém que tocasse bem o baixo. No primeiro email de divulgação, não sabíamos mesmo o que colocar, porque eu só tocava instrumentos fáceis.

Claudinha: É verdade. A gente não sabia muito bem o que a Cami ia fazer… Provavelmente cantar. Tivemos a idéia de que ela poderia tocar “instrumentos de percussão portáteis” (cowbell [sino de vaca], meia lua [um tipo de pandeiro]…). Só que como a gente não tinha nada disso eu peguei um teclado muuuuuuuito antigo que tava jogado lá em casa só pra ela usar o som dos instrumentos de percussão, mas ela se empolgou e resolveu tocar teclado também.

Cami: Duas notas no teclado, cowbell, e meia lua. até hoje eu só sei duas notas. Mas eu finjo bem, no show do Rio um menino pediu pra conhecer a tecladista! O Alec [também] toca teclado.. Queremos, a partir de agora, inserir mais teclado nas músicas. Essa semana vai chegar um sintetizador que compramos, então poderemos trazer alguns elementos que tem na gravação para o show ao vivo. Vai ser demais!

MTJ: Esse sintetizador foi comprado com as economias pessoais de vocês ou com o dinheiro que a banda está rendendo?

Cami: Cada um ajuda como pode, claro. Ainda estamos usando o dinheiro de shows pra gravar, imprimir CDs, pagar nossa viagem pro Rio, essas coisas. Aliás, lançamos o EP físico ai no Rio. Quem quiser comprar, está a venda. A Claudinha já tinha a própria bateria. Os meninos tinham as guitarras e os baixos. Eu era a única que não tinha nada, afinal, como disse, nunca toquei nada. Comprei meu próprio microfone, para os shows, e agora comprei o sintetizador, mas tudo pelo bem da banda!

Claudinha: O Luli comprou um amplificador de guitarra recentemente, o Alec tem guitarra, o Tile baixo, eu dei um upgrade nos pratos da bateria dois meses atrás. Agora vem o mesmo bla bla bla de sempre: Não é fácil ser musico independente no Brasil – nem em nenhum lugar do mundo (risos).

MTJ: Saindo do assunto, por que uma banda curitibana recebeu o nome de um bairro carioca?

Cami: A história do nome começou com uma votação (!). Ficamos meses ensaiando sem pensar num nome para a banda. Combinamos por email uma lista gigante com nomes horrendos, mas depois de um tempão ficamos de saco cheio da lista sem fim. Durante um ensaio ficamos conversando sobre o nome, e eu achava que por causa das coisas que a gente gostava e pela nossa origem (Brasil, não Sul), o nome devia ter um aspecto tropical. Algo que qualquer pessoa no mundo identificasse que somos do Brasil. Aí comecei a soltar palavras tropicais: abacaxi, Ipanema, havaianas, Copacabana, banana. Quando falei Copacabana, pensei em Copacabana Boys. Ninguém gostou do “boys”, todo mundo achou um nome meio pedófilo (risos), mas gostaram da primeira palavra. Daí o Tile soltou “Copacabana Club”, todo mundo gostou na mesma hora. Foi o único nome que foi unânime.

“Já pensou? O nome poderia ter sido Clube do Abacaxi…”, brincou Claudinha.

MTJ: Ah, e o que aconteceu com o show que vocês fariam em São Paulo nessa vinda ao Sudeste?

Cami: Quando marcamos o Rio de Janeiro, pensamos em marcar em São Paulo porque já era metade do caminho, mas as baladas em SP têm que ser marcadas com muuuuita antecedência.

Claudinha: E a gravação do Poploaded já estava confirmada, então, como estaríamos em SP sexta de manhã, queríamos agendar um show quinta ou sexta.

Cami: o Lúcio Ribeiro, que é nosso amigo, tentou marcar no Vegas [Clube, boate paulista] na noite que ele toca, mas ele ia viajar e já tinha outra festa marcada no Vegas, então não rolou. Mas ele marcou a gente no programa dele, o Poploaded! Então fomos pra SP gravar no estúdio do IG, quatro músicas – que vão ao ar (em vídeo) no mês que vem, quando ele voltar. dessas quatro uma é inédita no MySpace!

Cami: A gente já tinha tentado filmar um show, mas é díficil. Em show normalmente tem pouca luz, ou muuuuita luz, fumaça, captação de áudio ruim. Vai ser nossa primeira boa imagem em vídeo.

Claudinha: Pois é, o que é bacana num show ao vivo as vezes fica muito confuso e poluído em vídeo. A captação de som também é sempre complicada, ainda mais em bares com todo mundo gritando junto.

MTJ: Falando em gritaria, uma vez a Cami me contou que, pelo menos aí em Curitiba, as pessoas que vão ao show já têm as letras das músicas na ponta da língua. Então vocês já estão caminhando pro trono de sensação indie nacional, não?

Claudinha: (Risos). Difícil dizer.

Cami: Nossa, tomara (risos)! Também não sei…

Claudinha: O que eu sei é que, aqui em Curitiba, temos visto um grupo que sempre está nos shows. Começamos a perceber que o pessoal tem cantado em coro, pra nossa surpresa e alegria.

Cami: É muito bom e ao mesmo tempo estranho que as pessoas saibam as músicas. Quando começamos, não esperávamos que as coisas ficassem assim.

Claudinha: Como a gente tem tocado bastante, os shows estão cada vez mais animados – por isso estávamos ansiosos pra ver a reação no show do Rio. Eu não sei dizer se as pessoas conheciam ou não a gente através do MySpace, mas eu sei que o público estava super animado e várias pessoas faziam coro com a Cami. Isso foi bem bacana, ver que os shows com um público novo podem ser tão animados quanto (senão ainda mais animados) do que com o público de Curitiba, que assiste o Copacabana ao vivo com mais frequência.

MTJ: Então o show fora foi parecido com os de Curitiba?

Cami: É verdade. Eu sou bem realista em relação a banda, então minhas expectativas são sempre mais baixas. Eu achei que o show ia ser menos animado, normal, e foi muito legal. Ou seja, sim e não (risos). Em Curitiba temos um público legal e fiel, são sempre as mesmas carinhas, o que nos deixa confiantes – é fácil!

Claudinha: Eu acho que tocar pra um público novo sempre deixa você mais apreensivo… em Curitiba a gente tem a impressão que pelo menos aquele grupo de pessoas que sempre vai aos shows vai segurar a onda de qualquer jeito.

Cami: E ir pro rio, ver gente estranha, que pode gostar ou não, faz com que a gente tente se superar pra cativar esse público!

Claudinha: A gente não tinha a menor idéia do que esperar, mas acho que depois da ótima recepção vamos estar ainda mais seguros nos próximos shows fora de Curitiba.

MTJ: O setlist de vocês tem quantas músicas?

Cami: Agora, finalmente, dez! Temos algumas pra terminar.

MTJ: Mais perto de gravar um disco completo então?

Cami: não tem como, infelizmente.

MTJ: Por quê?

Cami: as horas de estudio são caras. Temos que fazer de pouco a pouco, em breve gravaremos mais três!

Claudinha: Mas um dia o disco completo chega…

MTJ: Pode entrar para a lista “promessas para 2009″.

Claudinha: (Risos). Quem sabe, quem sabe… Olha, pelo menos mais uma música inédita podemos garantir!

Na entrevista, Cami criou o MPB – “Movimento pro-blog”. Continue lendo e entenda o porquê.

MTJ: Muitos dos fãs que vocês ganharam chegaram ao Copacabana por meio de blogs de música. O que vocês acham da idéia de serem promovidos por um grupo que é majoritariamente formado por pseudo-jornalistas?

Claudinha: Eu acho genial. Boa parte das bandas que eu descobri nos últimos anos foi através de blogs. Acho que é um dos meios de divulgação mais significativos, seja para bandas do Brasil ou de fora.

Cami: Bom, eu tenho um programa de rádio aqui em Curitiba. Se não fossem os blogs eu estava morta.

Claudinha: não temos muitas revistas de música no Brasil. a Bizz foi pro pau, a Rolling Stone tem feito um trabalho ok nos últimos tempos, mas é pouco. Sem os blogs as bandas novas estariam no escuro e o pessoal que se interessa por música completamente perdido.

Cami: É até estranho, porque as vezes acho que uma banda está ficando grande, de tanto ver em blogs, e de repente você começa a ler notícias em mídias mais expressivas, aí você tem certeza: Os blogs meio que prevêem o que vai dar certo.

Claudinha: Outra coisa bacana é que o fato de ser “pseudo-jornalismo”. Isso dá liberdade pra você falar o que realmente acha da banda (e os comentários do pessoal que lê pra concordar ou discordar de você). Geralmente quem escreve nos blogs pode dar sua opinião real e não fica medindo palavras, ou simplesmente ignorar a existência de uma banda que não gosta. Por isso é tão bacana ver o Copacabana sendo citado (geralmente com ótimas críticas) em tantos blogs.

MTJ: O Copa realmente está tendo um ótimo destaque em blogs…

Cami:Nós agradecemos!

Claudinha: pois é, e afinal, não são só os jornalistas que entendem de música, certo? É bacana ter esse espaço para o pessoal que se interessa por bandas discutir, independente de ser jornalista ou não, ou de colocar todos os acentos no lugar certo (risos).

MTJ: E, gente, como andam as vendas do formato físico do EP e das camisetas?

Claudinha: Ainda está muito no começo. Nosso primeiro dia de vendas foi sábado no Rio. Aos poucos algumas pessoas que viram o show e não nos procuraram na hora têm mandado emails ou scraps pedindo informações e vendo o custo do SEDEX. Acho que teremos uma idéia melhor depois da festa de lançamento do EP aqui em Curitiba, no domingo, e no dia 13 de setembro em Floripa. Mas acho que a venda de CDs, de um modo geral, diminuiu bastante. Eu pessoalmente não tenho grandes expectativas de venda. Mas tem pessoas que gostam de fazer o download, tem pessoas que gostam de ter o CD pela capa, tem pessoas que tem preguiça de internet. Nossa idéia é conseguir atingir todo mundo, por isso acho importante o EP físico.

Cami: Gente, vou dar um intervalo… maridinho fez macarrão bolonhesa, já volto!

MTJ: Muito se fala sobre a ligação de vocês com o bar James, onde rola “uma das melhores baladas de Curitiba”, segundo muita gente. Afinal, qual é a real relação Copa-James?

Claudinha: O Luli é dono do James. Nós nos conhecemos há dez anos atrás, quando ele ainda trabalhava no balcão do bar e eu era “cliente-frequente”. Sempre falamos de música, e eu virei DJ do bar. Toco lá já fazem 5 anos, e o DJ que tocava comigo (Alexandre) um dia apareceu com uma namorada nova e ficamos amigas, era a Camila. Na época eu tinha uma banda cover do White Stripes (o nome da banda era white strippers [risos]) e o luli tocava no ESS.

MTJ: Eu nunca perguntei das influências de vocês. Conte.

Claudinha: Olha, cada um que você perguntar vai te falar uma coisa completamente diferente e discordar dos outros quatro (risos). Então, acho que antes de tudo, é legal lembrar que o Copacabana surgiu principalmente porque nós queríamos nos divertir. O Alec queria uma banda com músicas dançantes, o Luli ficou empolgado e eu, como tocava direto como DJ, acabava querendo fazer coisas que agitassem a pista. A Cami também ja teve projetos como DJ e se encaixou perfeitamente nessa linha, e quando o Tile se juntou a banda trouxe linhas de baixo sensacionais.

Cami: Bom, eu já passei por todas as fases. Começando pelos meus pais, que sempre escutaram muita música. Eu nasci e cresci ouvindo música, da minha infância o que mais me lembro é The Cure, The Clash, The Police, The Smiths… 70’s e 80’s em geral. Depois tive uma fase muito MPB, tem muita música que eu sei de cor por osmose – acho! Mas não durei muito… Quando adolescente, por causa de amigos e namorados, escutei muito hardcore, mas indo ao James comecei a gostar mais de indie. Sempre adorei pesquisar som, meio que por isso comecei a fazer esse programa na rádio. Já faz um ano que tá no ar, e eu adoro fazê-lo.

MTJ: Finalizando, o espaço é de vocês.

Claudinha: Uia, essa é a parte mais difícil. Deixo pra Camila, que ela é melhor do que eu nisso (risos). Saída pela tangente.

Cami: Just do it ’cause you want it, not because you saw it!

Autor: Alex Correa

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Jun 07 2008

Recomendação: Copacabana Club

Por Neto

Ao contrário do que se pode pressupor através do nome do grupo, o recém-nascido Copacabana Club é natural lááá do sul do Brasil, de Curitiba.

Logo no iniciozinho de 2008, eles lançaram seu EP de estréia. E que estréia! Composto por apenas cinco faixas, o “King of The Night” lhe propõe diferentes sensações, passando pela agitação de uma balada-indie (feito o Bo$$ In Drama ou o NRK mas, se quiser minha real opinião, posso dizer que os paranaenses são ainda melhores), dando um “olá” para o róquenrou e, como todas as outras bandas nacionais que têm surgido, cantando em inglês.

A diferença é que o “Copacabanda” (como escutei certa vez) não é apenas mais uma banda nacional, da mesma forma que não é só mais um grupo que conta com a [linda] voz de uma [linda] mulher. Falo de Camila que, na maioria das músicas, é acompanhada pela voz igualmente cativante do guitarrista Alec. Dando mais um toque feminino ao grupo temos Claudia, atrás de todos aqueles tambores e pratos, feito a menina quase-estrela-pornô White (falo de Meg), nos lembrando que a bateria não é um instrumento restrito aos homens.

O interessante é que, como se já não estivesse bom o bastante, recentemente as músicas do quinteto – que podem ser ouvidas e baixadas no MySpace – ganharam novas mixagens, dando ainda mais personalidade e realçando o talento dos curitibanos. Agora, clique nesse link e escute as faixas – estou errado ao falar que o Clube de Copacabana é um dos maiores achados do ano?

Vamos lá, faixa a faixa.

- Come Back

Logo no início do EP nos deparamos com essa incrível composição, que acaba funcionando como um convite do tipo “come on! Entre no universo do Copacabana Club!”. Ao mesmo tempo em que Claudinha, Lulli, Tile e Alec cuidam para que a melodia soe perfeita, eles abrem as portas para que “Cami” domine o espírito da música – e, diga-se de passagem, todos fazem seu papel perfeitamente; Alec que o diga, tanto na guitarra quanto nos vocais, o rapaz consegue se sair brilhantemente bem.

A canção é levada nas vozes desses dois últimos, que cantam sobre os problemas de um casal: O rapaz quer reatar e lembra dos bons momentos que já teve junto de sua parceira; a menina, bem, ela parece não dar a mínima.

- It’s Us

Não parece uma das melhores do “King of The Night”: é menos dance/electro/rave (use a palavra que achar melhor) do que as demais faixas desse trabalho. Já o remix….bem, o remix é fodão! A versão “Dance Floor” dessa faixa realmente me agrada mais.

- Just Do It

“Ready to the miracle?” é a frase que marca a introdução da terceira faixa do CD. “Pronto para o milagre?” – perguntam eles, e eu, no conforto do meu quarto, respondo – “Isso é talento, e não milagre”. A letra provavelmente teve como inspiração todos esses seguidores assíduos e sem escrúpulos da moda e, se preferir, pode chamá-los de modistas. “Faça porque você quer, e não porque você viu”, diz a voz doce de Cami, dessa vez sem o acompanhamento vocal de seu amigo.

Destacando mais ainda o modernismo do gênero musical da banda está a letra da música, lembrando a liberdade que cada cidadão tem de fazer o que bem entender: Botar piercing no nariz, trocar de amigos, de mulher, trocar de peito ou de rosto e até trocar de sexo.

- King of The Night

A música que emprestou seu nome para o EP é, sem dúvida, a maior balada do mesmo. Muito boa. Excelente. O tema central dessa, como pode-se deduzir pelo próprio nome da faixa, é o rei da noite. A música tem a ele e ele ama dançar, ele sabe como mover-se e sabe “bang-banguear”, ele acredita na música, ele se perde na música; Me parece que, acidentalmente (ou não), os integrantes do Copacabana Club acabaram escrevendo uma música sobre eles mesmos.

Autor: Alex Correa

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