17 nov 2009

Esdras and Beto’s Jukebox (Móveis Coloniais de Acaju)

Por  @15:55

Jukebox Weekly dessa semana não só conta com a participação da banda com um dos melhores shows do Brasil como também conta com respostas de dois membros do Móveis Coloniais de Acaju (@moveis) para as nossas perguntinhas usuais.

São eles: Esdras Nogueira, um dos saxofonistas da super-banda, e Beto Mejía – responsável pela flauta transversal nas músicas do grupo brasiliense.

móveis coloniais de acaju

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao lado de vocês, como trilha sonora de suas vidas, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Beto – Beatles ; Beach Boys; Tom jobim.

Esdras – Pixinguinha e Hermeto.

E o hype? – o que vocês tem escutado de novidade?

BetoHarlem Shakes – ótima banda americana; O novo disco do Phoenix; Uma banda canadense chamada Gentleman Reg; O novo do Animal Collective; Danger Mouse and the Sparklehouse; The Asteroids Galaxy Tour; O novo da Céu; O novo do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta e Maia Hirasawa.

EsdrasPomplamoose. Conheci há pouco tempo. Músicas e vídeos bem legais.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Beto – Putz, coisas dos balcãs são bem legais. Tem umas coisas boas do Balkan Beat Box. Tava meio na moda isso, né? Curto a vibe dos mashups, tem coisas bacanas, também. Ah, claro, Michael Jackson talvez seja a resposta na lata!

Esdras – Tecnobrega é a vibe da franga louca total. Tem o FIRME, versão de “Beat It dos” Karinha, de Belém. À disposição no nosso site. Recomendo.

Quais são os ingredientes ideais para uma deliciosa feijoada búlgara?
Beto – Música de qualquer lugar do mundo temperada com música de qualquer lugar do mundo. Sem frescura mesmo, o que soar bem aos ouvidos tá valendo!

Esdras – Eu gosto com muita pimenta e todas as sobras.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem absolutamente NINGUÉM por perto e, por garantia, só com fones de ouvido.
Beto – Rapaz, não tenho isso, não. Legião Urbana, talvez!

Esdras – Laura Pausini é bom pra treinar o italiano e emociona.

8 mai 2009

Coluna PopMata: The Maccabees, Danger Mouse and Sparklehorse e Sonic Youth

Por  @17:31

Olá, leitores do Move That Jukebox!
Eu sou Iberê Borges, autor do blog PopMata, e a partir de hoje sou responsável por uma coluna de resenhas para novos discos aqui nesse espaço.
Aparecerei de quando em quando com algumas dicas de álbuns interessantes para vocês e espero que gostem!
Opiniões e sugestões são sempre bacanas, então sintam-se a vontade.

E aproveitem!

The Maccabees - Wall Of Arms (2009)

The Maccabees – Wall Of Arms (2009)
Crescer sem aborrecer? O Maccabees parece entender muito bem do assunto. Deixando de ser apenas mais uma das bandas que apostam em influências pós-punk para criar um som dançante, a banda inglesa utiliza das mesmas influências porém, agora, insere novos elementos e oferece novas atmosferas que remetem a um art-pop muito bem elaborado, chegando a lembrar Arcade Fire e Broken Social Scene, em alguns momentos e não é por menos. O produtor do álbum, Markus Dravs, já trabalhou com Arcade Fire e Björk, então soube coordenar bem o trabalho do Maccabees para que o som não se tornasse chato ou cansativo. Acertou em cheio, o quinteto de Londres faz um som cheio de energia e ainda divertido, mesmo abordando temas mais sérios e criando momentos mais tensos.

Sabendo que caminho seguir, o The Maccabees exibe a melhor forma de se evoluir e crescer. Consequentemente, lançam um dos álbuns mais interessantes do ano, até então.

Danger Mouse and Sparklehorse - Dark Night of the Soul

Danger Mouse and Sparklehorse – Dark Night of the Soul (2009)
Contando com intépretes como Wayne Coyne, Gruff Rhy, Jason Lytle , Julian Casablancas, Black Francis, Iggy Pop, James Mercer, Nina Persson e Vic Chesnutt, Danger Mouse (a metade mais interessante do Gnarls Barkley) e Sparklehorse (introspectivo compositor americano) criaram um álbum de atmosfera maravilhosa, onde se é possível ouvir músicas de diferentes segmentos, mas com uma única proposta, com uma interpretação única. Isso porque encontraram uma unidade entre os intérpretes, e conseguiram fechar uma obra completa.

Essa obra, será lançada junto com um conjunto de fotos produzidas pelo diretor de cinema David Lynch. Veja como é um projeto grandioso… mas não se engane achando que grandiosidade num projeto como esse é sinônimo de um trabalho pretencioso, pelo contrário. Os climas das canções são intimistas ao máximo, criando momentos melancólicos e, mesmo quando mais “agitado”, cria momentos bem solitários.

Mas a tristeza que “Dark Night of the Soul” carrega é tão bela, que realmente insere boas sensações no fundo de sua alma, e isso tudo é consequência do trabalho competente da dupla Danger Mouse e Sparklehorse, que mesclando rock com eletrônico, conseguem criar momentos que vão de pop-psicodélico ao proto-punk. Momentos melancólicos ao extremo, até um pop saboroso. Mas, definitivamente, esse não é um álbum pop, por mais que conte com importantes entusiastas. É uma obra completa, cheia de grandes momentos, feita para se apreciar por inteiro.

Sonic Youth - The Eternal

Sonic Youth – The Eternal (2009)
O tempo só faz bem ao Sonic Youth e, digo isso, não como uma opinião. Digo como um fato. Com quase 30 anos de carreira, a banda, que praticamente inventou o rock-alternativo e toda sua abrangência, continua mexendo com o mercado, mesmo que inconsequentemente. Isso ficou claro quando o vazamento do álbum deixou o WebSheriff louco. E não é por menos. O Sonic Youth acaba de voltar a lançar discos por selo independente (Matador Records), depois de anos trabalhando para a Geffen, do grupo Universal. E mesmo quando o assunto é música, em sua forma absoluta, o Sonic Youth continua impressionando.

Depois de “Rather Ripped”, álbum de 2006 elogiadíssimo pela crítica e adorado pelo público, que apresentava a face mais coesa e madura da banda, “The Eternal” traz de volta antigas experimentações e guitarradas sem fim, de uma banda que melhor soube aproveitar os sons desse instrumento até hoje. Porém, a maturidade ainda se mostra presente, e se era preciso um toque mais adulto em todo barulho que ecoava de suas músicas, o SY encontrou a fórmula correta que une o antigo e o coeso lado da banda.

Para antigos fãs da banda, não há decepções e há boas surpresas. Para tripulantes de primeira viagem, saibam que não há muito o que compreender no Sonic Youth. A banda é assim como o tempo, não é preciso compreende-la. É preciso aproveitá-la.

Coluna PopMata