17 nov 2011

Ouça quatro músicas da trilha do filme This Must Be The Place, composta por David Byrne e Will Oldham

Por Raul Ramone @12:57

Foi no mês de janeiro que David Byrne e Will Oldham se uniram para criar a trilha sonora do novo filme estrelado por Sean Penn, nomeado This Must Be The Place. O tracklist é composto por 17 canções, sendo que 4 delas já podem ser ouvidas aqui, graças ao 24Bit. Três faixas são inéditas, interpretadas pelo Pieces of Shit (trio formado por Byrne, Oldham e Michael Brunnock), enquanto a mais que familiar “This Must Be the Place”, CLÁSSICO do Talking Heads, que dá nome ao filme, aparece em versão ao vivo no trailer do longa, conduzida por David Byrne. Todas são belíssimas, como vocês podem conferir logo abaixo.

The Pieces of Shit: “Lay & Love”

The Pieces of Shit: “Open Up”

The Pieces of Shit: “Eliza”

David Byrne: “This Must Be the Place (Naïve Melody)” (Live)

24 mai 2011

Arcade Fire lança 2 faixas inéditas para edição de luxo do disco “The Suburbs”

Por Neto Rodrigues @0:44

No dia 27 de junho, chega às lojas a esperada deluxe version de The Suburbs, obra-prima quase unânime que dominou todas as listas de 2010. Pra isso, o Arcade Fire firmou parceria com Spike Jonze na inclusão do filme Scenes From The Suburbs no pacote. Além disso, a versão pimpada do disco também terá 2 faixas inéditas – que foram tocadas hoje no programa de Zane Lowe, na BBC Radio 1.

27 fev 2011

David Byrne e a questão da beleza

Por Raul Ramone @15:26

O texto a seguir relata o contato de David Byrne com o artista/designer Stefan Sagmeister, em Berlim, durante  um jantar com Matthias Arndt, um galerista local. Em um certo momento, surge uma conversa pra lá de maluca (e construtiva), que, mesmo não tendo muito a ver com ciclismo, é uma das passagens mais interessantes do livro Diários De Bicicleta – em que o talking head David Byrne compartilha conosco suas visões e interpretações do mundo, enquanto passeia de bicicleta por diversas cidades do planeta.

Espero que gostem tanto quanto eu:

O problema da beleza

Matthias menciona um jovem pintor formado em Leipzig que agora está fazendo muito sucesso – um artista que ele preferiu não agenciar alguns anos atrás. Na época, ele achou que as pinturas era “bonitas demais”. Ele me explica que tem alguns problemas com a beleza – e sabe que esse preconceito nem sempre age em seu favor. Stefan cita o falecido Tibor Kalman – o designer para quem trabalhava e que também já trabalhou comigo muitas vezes – que costumava dizer: “Não tenho nada contra a beleza, mas ela não é muito interessante”.
Matthias diz que a beleza, por ser efêmera, frágil e inconstante, nos lembra a morte. Eu nunca teria feito esse tipo de conexão – isso me parece romântico demais, como os poemas de Rilke, mas entendo o que ele quer dizer. A morbidez da beleza. Hum. Acho que tratando-se de pessoas – um homem ou uma mulher de incrível beleza – isso me parece verdadeiro, já que essa beleza tende inevitavelmente a se exaurir até algum dia desaparecer por completo. Então, por esse prisma, folhear uma revista de moda é em essência, uma experiência trágica e melancólica. Bom, e pode ser mesmo, mas por outros motivos. Mas e as pessoas que envelhencem com dignidade – que com o passar dos anos ficam mais interessantes ou mais bonitas de um jeito menos tradicional? Para Matthias, uma visita ao Louvre seria deprimente. Muitas vezes, penso na beleza de uma música (algo que desaparece assim que você acaba de ouvir), da imagem efêmera de uma paisagem que irá se renovar (esperamos nós) ou de alguns tipos de objetos que às vezes ficam ainda mais bonitos conforme envelhecem e começam a mostrar sinais de uso e desgaste. Minha amiga C diz que o mesmo acontece com as pessoas – algumas delas demonstram o crescimento em suas feições, tendo um rosto muito infantil quando jovens, por exemplo, sem serem muito interessantes, mas que se firmam melhor como si mesmas assim que começam a mostrar mais idade. Elas não são muito bonitas quando jovens, não profundamente, pelo menos.
Algumas pessoas acham difícil definir a beleza – muitas vezes, as coisas que a princípio achamos feias ou estranhas acabam nos conquistando e descobrimos uma dimensão e uma beleza que podem ser muito mais profundas do que um mero encanto. A definição de beleza é complexa, incostante e muda conforme o tempo. Ela não é absoluta, não pode ser determinada. Se isso for verdade, ninguém pode olhar para alguma coisa ou pessoa e dizer inequivocamente: “É belo”.
Em uma tentativa de defender a noção de um tipo absoluto de beleza, eu li que existem motivos evolucionários e biológicos que explicam nossos critérios para definir a beleza física das pessoas. Nascemos com preferências visuais inatas que tanto as pessoas como os animais usam para julgar a atratividade e a boa forma. Estudos indicam que a simetria, por exemplo, é evidência de um bom desenvolvimento fisiológico – ou seja, que feições faciais simétricas sinalizam uma maior chance de genes mais saudáveis e vigorosos. A implicação inerente nessa teoria é  que nós podemos estar biologicamente programados para identificar certas coisas – bem como pessoas – bonitas. A outra implicação é que nós achamos essas pessoas bonitas na verdade por elas serem adequadas e desejáveis como parceiro reprodutivos. Nós a vemos como bonitas, mas estamos pensando em outra coisa.
Suspeito que se essa teoria for verdadeira, isso poderia se estender também a outras áreas estéticas – paisagens e decorações, por exemplo. Por que não? Afinal, algumas paisagens, com seu ambiente tão particular e único, não teriam motivado algum tipo de critério atemporal que serviu de indício para os nossos ancestrais de que ali seria um bom lugar para se viver, caçar, cultivar alimentos e conhecer um parceiro?
O rumo da conversa desvia em certo sentido para o antônimo da beleza – (…)

A partir daqui fica por conta de vocês. No mais, leiam Diários De Bicicleta, de David Byrne.

18 mar 2010

Clipe: David Byrne e Fatboy Slim – Please Don’t (feat. Santigold)

Por Alex Correa @18:03

Que musiquinha mais ou menos vocês fizeram, hein, David Byrne/Fatboy Slim/Santigold?

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“Please Don’t” faz parte do álbum duplo Here Lies Love, gravado por David Byrne e Fatboy Slim em parceria com mais de duas dezenas de colaborações especiais. O trabalho faz constantes alusões à Imelda Marcos, ex-primeira-dama das Filipinas. O disco ganha lançamento internacional em 6 de abril com o seguinte tracklist:

CD1

1 – “Here Lies Love” (Florence Welch, do Florence + The Machine)
2 – “Every Drop of Rain” (Candie Payne & St. Vincent)
3 – “You’ll Be Taken Care of” (Tori Amos)
4 – “The Rose of Tacloban” (Martha Wainwright)
5 – “How Are You” (Nellie McKay)
6 – “A Perfect Hand” (Steve Earle)
7 – “Eleven Days” (Cyndi Lauper)
8 – “Whe She Passed By” (Allison Moorer)
9 – “Walk Like a Woman” (Charmaine Clamor)
10 – “Don’t You Agree” (Róisín Murphy)
11 – “Pretty Face” (Camille)
12 – “Ladies in Blue” (Theresa Andersson)

CD2

1 – “Dancing Together” (Sharon Jones)
2 – “Men Will Do Anything” (Alice Russell)
3 – “The Whole Man (Kate Pierson)
4 – “Never So Big” (Sai)
5 – “Please Don’t” (Santigold)
6 – “American Troglodyte” (David Byrne)
7 – “Solano Avenue” (Nicole Atkins)
8 – “Order 1081″ (Natalie Merchant)
9 – “Seven Years” (David Byrne e Shara Worden, do My Brightest Diamond)
10 – “Why Don’t You Love Me” (Cyndi Lauper e Tori Amos)

6 out 2009

Refosco, brasileiro da nova banda de Thom Yorke, também gravou com o Vampire Weekend

Por Alex Correa @12:31

O mundo realmente não é mais tão grande quanto pensávamos. Em entrevista recente, o vocalista do Vampire Weekend, contou que o brasileiro da nova banda de Thom Yorke também teve seus dias de vampiro e gravou as percussões de “Horchata”, música que o grupo lançou ontem pela internet: “O percussionista que gravou várias coisas em ‘Horchata’ é um brasileiro chamado Mauro Refosco. Acabamos de ouvir que ele entrou pra banda de Thom Yorke. Ele é um percussionista maravilhoso e também já tocou com o David Byrne“, contou Ezra Koenig ao britânico NME.

mauro refosco

Mauro Refosco

Ah, e parece que “Horchata” é o nome de um drink mexicano feito com arroz. Não que isso vá fazer alguma diferença.