The Trinity Orchestra interpreta clássicos do Daft Punk
A Orquestra Trinity, da univesidade irlandesa de mesmo nome, fez um medley com várias sonzeiras do álbum Discovery, do Daft Punk. Já imaginou o duo francês orquestrado? Então assista:
A Orquestra Trinity, da univesidade irlandesa de mesmo nome, fez um medley com várias sonzeiras do álbum Discovery, do Daft Punk. Já imaginou o duo francês orquestrado? Então assista:
Com o lançamento reagendado para o início de novembro, parece que não veremos Phrazes For The Young na rede por mais algum tempo – mas, depois do gostinho de electro-rock que sentimos em “11th Dimension”, é a vez de “Rivers of Brakelights” nos deixar ainda mais ansiosos. A música flerta um pouco mais com a sonoridade dos Strokes do que sua antecessora, mas ainda passa longe do rock que consagrou a banda de Julian Casablancas. Me avisa se você sentir um cheiro de Discovery?
Uma boa alma já nos fez o favor de subir a música no Megaupload. Aproveitem!
Quando duas bandas legais se juntam para fazer um disco, pode ter certeza que dessa parceria sairá um dos melhores álbuns do ano. No caso em questão, porém, aconteceu algum erro de percurso. Girando em torno de dois grandes grupos (embora ambos sejam bem recentes), o duo foi formado por Rostam Batmanglij, do Vampire Weekend, e por Wes Miles, do Ra Ra Riot e, depois de quase quatro anos de muito estudo e adaptação, finalmente saiu LP, primeiro disco da carreira do Discovery.
Achar algum som realmente parecido com o desses caras não é fácil. De fato, é uma ladainha total falar que o VW inspirou de alguma forma esse projeto – nada, repito, NADA dos vampiros aparece nessa obra. Além da voz de Miles, também não dá pra apontar muitos elementos em comum entre LP e The Rhumb Line, que traiu minhas expectativas em 2008. Os efeitos eletrônicos lo-fi reincidentes tem um ar de Passion Pit, principalmente na chatinha ‘Osaka Loop Line’. ‘Can You Discover’ parece pegar algo do Junior Boys, mesmo sem ser muito animadora – alguns versos, como “baby, I think about you night and day”, ajudam a empurrar ainda mais pra fossa. Mas não é só um popzinho medíocre (sem querer ofender as bandas que citei, porque realmente gosto delas) que estrutura esse disco.

Uma salvação aparece com a voz de Angel Deradoorian, a amável vocalista do The Dirty Projectors. O convite angelical, suspeito eu, foi feito às pressas, já que a faixa nem foi adaptada para um vocal feminino – o título continua sendo ‘I Wanna Be Your Boyfriend’, o que soa um pouco estranho quando cantado por uma mulher. Rápida, distorcida e se identificando com muitos dos remixes alegres feitos pelo CSS, a música conta com uma batida funky-brooklyn-style para ficar na mente do ouvinte. E a receita até que dá certo, mesmo considerando que a dupla não tem qualquer vínculo com o distrito nova-iorquino.
Outra ótima participaçã (bem mais previsível) é a de Ezra Koenig, o frontman com nome de judeu do Vampire Weekend. Digo mais: A não-participação do cara causaria um desgosto eterno em minha pessoa. ‘Carby’ é, justamente, a música mais divertida daqui e, don’t ask me why, é a pedida da semana para quem vai andar de trem em tardes ensolaradas. Dá pra imaginar todas aquelas cores, luzes e brilhos que o Mika usa saindo feito purpurina da boca de Ezra, não importa o quão gay isso soe.
Também é ótimo saber sentir a vibe Of Montrealesca e Super Furry Animalitana de ‘So Insane’ e ‘Swing Tree’, que dividem espaço com a essência das danceterias (essa era a palavra, né?) dos anos 70/80. Quem gosta de Hot Chip vai gostar de saborear ‘It’s Not My Fault (It’s My Fault)’. Fora essas e as faixas supracitadas, todo o resto pode parar na lixeira sem ressentimentos.