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Mar 09 2010

Fonografando #3: das bazucas ao SXSW

O post tá atrasado, mas tá com tudo! Fonografando #3 no Move That Jukebox.

Love Bazucas passou por aqui – O lançamento do Love Bazucas, união evidente do Black Drawing Chalks com Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys), fez o barulho que a gente esperava. Só nas primeiras 24 horas, o portal Nagulha registrou mais de 500 downloads do EP – são 1667 neste momento (já fez o seu, né?).

Ninguém esperava menos. As músicas soam orgânicas, como se alinhassem o trabalho de bandas que já marcaram a história do chamado “novo rock nacional” e estão com absolutamente tudo – apelo hype, mídia e público – para marcarem ainda mais. O EP é redondinho, mas quatro músicas não parecem suficientes. “Destroy This Little Boy”, a faixa mais dançante, parece funcionar como um aquecimento para todo o resto da festa. “Down On Me” é 75% instrumental e claramente o retrato sonoro da união dos dois projetos. “Hug Me Once Again” é a faixa-videoclipe, o hit mais certo, do refrão grudento e da melodia hipnótica. Ouça “Little Crazy” e imagine-se apreciando o final de um show quente, no meio de uma platéia insana, suado até às meias, quase mudo pelos berros involuntários, quase surdo com a tempestade de riffs. Não tem erro: Love Bazucas está fervilhando e não veio para ficar, mas suas rápidas passagens pelo indie nacional sempre estarão acompanhadas de um rebuliço histórico, como o que vimos agora.

O fim do QUASE – A furiosos 320kbps, o novo (e cheio de firulas) álbum do Ecos Falsos está finalmente na íntegra para download. Tá certo que 10 das 15 músicas do álbum nós já conhecemos desde novembro do ano passado, mas o QUASE só está oficialmente lançado agora, em março/2010, quando sua quinta e última parte (“E”) chegou à internet. Baixe tudo aqui.

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1 – Ok. O South by Southwest é historicamente conhecido pelo apoio a apostas musicais do mundo todo e isso é muito legal, mas a gente precisa combinar que ter em mãos o passaporte para o festival texano não basta para coroar banda nacional alguma com o título de “the new brazilian music”. Toda semana reservo algum tópico mais analítico da Fonografando (como o que vem logo abaixo) para mostrar que o que caracteriza a “nova música brasileira” vai muito além de, por exemplo, tocar fora do país. De qualquer forma, essa compilação da BM&A, com músicas das bandas brasileiras que se apresentam no SXSW 2010, merece a sua atenção. Copacabana Club, The Name, Lucy and the Popsonics, Garotas Suecas, L.A.B., Érika Machado e outros dez promissores nomes compõem o disco – inteiramente disponível, veja só você, para download gratuito.

21 minutos dedicados à nova música brasileira… na Globo – É Globo News, mas tá valendo. Uma reportagem de 21 minutos e 38 segundos sobre os novos rumos da música brasileira foi exibida no canal exclusivo de jornalismo da Rede Globo na semana passada. A chamada (“Nova cena do rock brasileiro vai além do trio guitarra, baixo e bateria”) fez pensar que se trataria de uma discussão puramente estética, sobre instrumentos e inovações sonoras, mas os dois minutos iniciais já evidenciam que o foco da produção logo cairia para a revolução comportamental, o “do it together”, as ações coletivas e as relações políticas que caracterizam esse novo momento da música nacional. Os personagens? Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, Hurtmold, Cidadão Instigado.  A voz condutora? Pena Schmit, superintendente do Auditório Ibirapuera, que no início do ano sediou o encontro mais simbólico do indie nacional em tempos. Vamos lá, acredite uma única vez nas matérias musicais da Globo e assista logo ao vídeo.

E o Violins voltou – A gente tem muito a falar sobre isso, mas por hora você só precisa clicar na imagem abaixo e fazer um ou dois downloads para entender.

Só para esclarecer: a partir dessa semana, a Fonografando dá as caras no Move That Jukebox! toda segunda, religiosamente, antes da meia-noite, valeu?

Então até a próxima.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1

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Feb 21 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

EMI afirma que não venderá Abbey Road – Terra, 21 de fevereiro

‘Virei o bonzinho’, diz líder do Coldplay - Veja, 20 de fevereiro

Cantor do Kasabian diz que internet “matou” estrelas do rock - Terra, 20 de fevereiro

The Who want Liam Gallagher for Teenage Cancer Trust showsNME, 20 de fevereiro

Beck to Guest on New Tobacco AlbumPitchfork, 19 de fevereiro

Animal Collective cria projeto multimidia para museuRock’n'Beats, 19 de fevereiro

Noel Gallagher cotado para substituir Simon no American IdolOasis News, 19 de fevereiro

As 10 melhores versões de grandes hits dos BeatlesVeja, 19 de fevereiro

Pixies admite estar mais preocupado com cachê do que com arte - Terra, 19 de fevereiro

The Fall Releasing ‘Your Future – Our Clutter’ in AprilPrefix, 18 de fevereiro

Deftones Announce New Album DetailsSpin, 18 de fevereiro

Thurston Moore, blogueiroTrabalho Sujo, 18 de fevereiro

Making of: Ecos Falsos – Verão de 69 - YouTube, 18 de fevereiro

New Girls Track – Exclusive MP3 DownloadNME, 18 de fevereiro

Exclusive: Courtney Love on Hole Album & DaughterSpin, 17 de fevereiro

Los Hermanos não-oficialTrabalho Sujo, 17 de fevereiro

Novo disco do Limp Bizkit terá um toque de Daft PunkNoize, 17 de fevereiro

Paul McCartney diz ter plano para salvar Abbey Road - O Globo, 17 de fevereiro

Britânicos querem transformar Abbey Road em patrimônio nacionalG1, 17 de fevereiro

EMI Thinking About Selling Abbey Road Studios - Prefix, 16 de fevereiro

Rivers Cuomo Digs Female Tribute Band, SheezerSpinner, 16 de fevereiro

Fiona Apple participa de projeto beneficenteRolling Stone, 16 de fevereiro

Music Journalism is the New PiracyElectronic Frontier Foundation, 16 de fevereiro

Florence And The Machine singer reveals she’d ‘like to work with Thom Yorke’NME, 15 de fevereiro

Peter Morén of Peter Bjorn and John to Release Swedish Language Album - Pitchfork, 15 de fevereiro

Bonnie ‘Prince’ Billy announces new album for MarchYou Ain’t No Picasso, 15 de fevereiro

Goldfrapp Talk “Jubilant” New Album, Van Halen, Pink Spandex - Pitchfork, 15 de fevereiro

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Feb 07 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Vampire Weekend no La Blogotheque6 de fevereiro, Bloody Pop

Thom Yorke participa do novo Flying Lotus5 de fevereiro, RRAURL

Bjork Working On Secret Project With Michel Gondry5 de fevereiro, Prefix

Nick Zinner does artwork for limited edition Yeah Yeah Yeahs release5 de fevereiro, NME

Dent May se apresenta em São Paulo, em março5 de fevereiro, MTV

Vampire Weekend: Saiba como fazer uma ‘Horchata’5 de fevereiro, MTV

Liars reveal next-level artwork for Sisterworld4 de fevereiro, Drowned In Sound

Great Expectations 2010: She & Him4 de fevereiro, Paste

O Radiohead, o Twitter e os rumores3 de fevereiro, Bloody Pop

Jay Reatard Killed by Cocaine and Alcohol Overdose3 de fevereiro, Spin

“Honey Bunny”, nova do Girls3 de fevereiro, YouTube

“O @ecosfalsos grava clipe de “Verão de 69″ nesse final de semana”3 de fevereiro, Twitter

Dia 13 de fevereiro vai ter gravação do primeiro video clipe do Database no Glória” - 3 de fevereiro, Twitter

Radiohead Drummer Phil Selway Announces Solo Tour3 de fevereiro, Pitchfork

!!! to play first European gig since drummer Jerry Fuchs’ death3 de fevereiro, NME

Vampire Weekend no La Blogotheque

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Jan 20 2010

Move That Jukebox na Campus Party

2010 começou bem pra esses que vos escrevem. No dia 28 de janeiro, uma quinta-feira, eu – representando toda a equipe do Move, vale ressaltar – serei o moderador do debate “Fãs: Os Novos Divulgadores” na Campus Party, em São Paulo. Fazem parte da mesa Carla Bastos, representante da Warner Music, Marie Bastos, do fã-clube Green Day Brasil, Flávio Saturino, do Popline, e Régis Tadeu, colunista do Yahoo! Música.

O bate-papo acontece no espaço Debate MTV entre 11:30 e 13:00 e vai abordar temas como, por exemplo, a relação de gravadoras com blogs e a importância dos fãs na construção da reputação de novos artistas.

A Campus Party acontece entre os dias 25 e 31 de janeiro e, no espaço musical, ainda recebe palestrantes como Tatá Aeroplano (Cérebro Eletrônico), Alexandre Matias (Link Estadão), Gustavo Martins (Ecos Falsos), Brunno Constante (MTV) e Borbs (Judão). A agenda musical do evento pode ser conferida aqui.

E aí, você vai nos ver?

UPDATE: Todas as palestras da Campus Party estão sendo disponibilizadas no canal do evento. Através desse link, inclusive, você poderá acompanhar nosso debate. Não perde! :)

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Dec 24 2009

Os 10 melhores discos nacionais de 2009

Antes de começar, vou relembrar a frase de um colega blogueiro: “Nunca uma lista, seja ela qual for, vai agradar a todo mundo”. É por isso que, pela segunda vez na semana, encaminhamos você pra esse post antes de sair nos apedrejando. E vale ressaltar que a lista destaca apenas álbuns completos, EPs não entram na disputa. Agora, o que interessa:


10. Céu – Vagarosa

Sem as vinhetinhas incômodas de seu primeiro álbum, Céu aparece em Vagarosa fazendo menos questão de exibir o samba que a apresentou ao mundo em 2007. O caminho foi o mesmo tomado por Cibelle, que se jogou no tropicalismo enquanto sua colega surpreende com claras referências ao dub. Se a Música Popular Brasileira está renascendo, pode-se dizer que Céu é um dos principais propulsores desse movimento.

Escute: “Bubuia” e “Cangote”.

9. Pullovers – Tudo Que Eu Sempre Sonhei

Mais brasileiros do que nunca, os Pullovers entraram em um mundo novo para Tudo Que Eu Sempre Sonhei: Pela primeira vez na carreira da banda, um disco seria composto apenas por canções em português. A voz de Luiz Venâncio, mais madura, experimenta pela primeira vez a perfeita homogeneidade com o rock ‘n’ cello ‘n’ piano do sexteto. Dá pra lembrar dos Hermanos, até.

Escute: “Tudo Que Eu Sempre Sonhei” e “O Que Dará o Salgueiro?”.

8. Poléxia – A Força do Hábito

Há um corte em A Força do Hábito que faz o disco soar como o resultado da união de dois EPs distintos: O primeiro deles (“O Capa Dura” – “Hedonismo de Um Matador”) tem guitarras fortes, programações eletrônicas e uma pegada agitada e dançante, enquanto o segundo (“O Inimigo” – “A Balada da Contramão”) abandona os sintetizadores e se orgulha de ares mais acústicos, misturando Pato Fu, Ludov, Anacrônica e Sabonetes em um único registro. A banda acabou, mas o legado continua.

Escute: “O Capa Dura” e “Cá Entre Nós (com Vanessa Krongold)”.

7. Numismata – Chorume

É provável que, atualmente, o Numismata tenha uns dos melhores letristas do Brasil – e, obviamente, não é só isso que traz o grupo paulistano a essa posição. Com convidados de destaque em seu segundo disco, como Kassin, Tatá Aeroplano e Luiz Melodia, os rapazes misturam carnaval (“A Vida Como Ela É”), cabaré (“Vira-Latas”) e flertam com o electro (“Prejuízo”), tudo com a constante presença de guitarras. Dá até orgulho.

Escute: “Todo Céu e Essas Pequenas Coisas” e “O Inferno e Um Pouco Mais (com Kassin)”.

6. Ecos Falsos – Quase

Menos depressivo-agressivo que na época de Descartável Longa Vida (frases como “Eu só sou sentimental quando eu me fodo” e “o meu coração nunca vai ver a luz do dia” viraram passado), o Ecos Falsos voltou com canções grudentas, mais limpas e, em alguns casos, que não poderiam se identificar mais com os perfis de grandes rádios. Destaque para os sintetizadores, sempre em alta.

Escute: “O Boi” e “Spam do Amor”.

5. Zémaria – The Space Ahead

Passando pelo mesmo processo de europeização do CSS, o Zémaria abriu mão do ar brasileiro de 11 Trax e apareceu no meio do ano com o incrível The Space Ahead, inspirado nos grupos de synthpop que brilham por lá. O disco carrega nove músicas potentes que soam bem nos headphones, no hometheater da sala de estar, nas caixinhas podres do seu notebook e, principalmente, nas noites de sexta-feira. Um álbum que precisa ser descoberto pelos brasileiros.

Escute: “Hit do Porto” e “Any Distance”.

4. Pública – Como Num Filme Sem Um Fim

Em Como Num Filme Sem Um Fim, o Pública se esquiva do rótulo de “banda de rock gaúcho” e faz músicas quase universais, que poderiam ser produzidas tanto em Porto Alegre quanto em, sei lá, Recife. Lançado digitalmente no final de 2008, o álbum foi relançado em formato físico no início desse ano, o que lhe dá total direito de aparecer na lista de Melhores de 2009. Pra quem ta cansado do hype do rock regional.

Escute: “Casa das Armas” e “Casa Abandonada”.

3. Móveis Coloniais de Acaju – C_mpl_te

C_mpl_te pode ser incrível por mostrar a perfeita sintonia de nove pessoas com gostos musicais divergentes, por não deixar seus 1001 elementos se atropelarem entre si e, claro, por ser a casa de 12 deliciosas músicas – mas, acima de tudo, C_mpl_te é incrível justamente por ser incrível sem repetir um acorde de Idem (2005), que já exibia a receita certa do sucesso. Um baita passo para a consagração dos brasilienses.

Escute: “Adeus” e “Sem Palavras”.

2. Banda Gentileza – Banda Gentileza

Origem? Curitiba, berço de grandes talentos musicais dos anos 2000. Produção? Plínio Profeta, que guarda um troféu do Grammy Latino em sua estante. Nem os mais inexperientes dos músicos teriam a ousadia de jogar fora tantos benefícios, e foi dessa forma que a Banda Gentileza deu origem a um disco de “valsambolerockaipira”eficiente, rápido e jovial. Um dos melhores representantes dessa nova safra.

Escute: “Coracion” e “Pseudo Eu”.

1. Black Drawing Chalks – Life Is a Big Holiday For Us

Se o stoner rock andava em baixa no Brasil, o Black Drawing Chalks saiu de Goiânia para fazer o barulho que a cena independente precisava. Recebendo mais destaque do que em seu debut, o BDC mostrou ao Brasil que o stoner ainda tem espaço – e muito. Agradando o público de diversas tribos, o boom do quarteto provou que o gênero ainda pode se popularizar em grandes escalas no Brasil. E que não deve demorar.

Escute: “My Favorite Way” e “My Radio”.

Leia também:

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Alex Correa;

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Neto Rodrigues.

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Dec 14 2009

Fotos: Move That Jukebox Party (20/11)

Com quase um mês de atraso, finalmente tô postando algumas fotos da Move That Jukebox Party, que rolou na Livraria da Esquina (SP) em 20 de novembro. As fotos dos shows-loucura do Ecos Falsos e do Hierofante Púrpura e do público bonito que conseguiu chegar vivo ao local da festa foram gentilmente tiradas pela Kaly Cunha. Olha aí:

ecos falsos

Ecos Falsos

hierofante púrpura

Hierofante Púrpura

mtj party 4

mtj party 2

mtj party 5

Ana Freitas arrasando a multidão

Se você estava por lá no dia e quer tentar se achar em alguma foto, existem mais de 100 no Flickr da Kaly. O Danilo, do Hierofante, soltou um vídeo da festa no YouTube. Vale conferir. Ah, e o que vocês achariam de ver o Move That Jukebox em ação uma vez por mês, em um dos pontos mais agitados de Sâo Paulo? Pois é, parece que vai rolar. Conto mais depois.

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Dec 10 2009

Mix That Jukebox #7

Por Neto

cover

Imagem via We heart it

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Lado A – Top 7 dos últimos dias

01 – Ecos Falsos – Deadline
Na faixa, que é uma regravação da banda JazzBlaster e que se encontra no novo disco do Ecos, se destaca o vocal feminino contrastante de Julia Jups, cantora da banda Condessa Safira.
02 – Shout Out Louds – Walls
Um dos melhores produtos de exportação da Suécia volta com a primeira música tirada do novo disco, esperado para março de 2010.
03 – The Dead Weather – A child of a few hours is born
A música, encontrada no recém lançado single de “I cut like a buffalo”, não só é melhor que qualquer uma do debut da banda, como ainda conta com uma guitarra matadora à la Jimmy Page.
04 – Jónsi – Boy lilikoi
O líder do Sigur Rós soltou essa prévia de como pode ser seu debut. A música se encaixaria muito bem no último trabalho de sua banda.
05 – The Cribs – We share the same skies
Uma das melhores criações do trio de irmãos ingleses, que agora contam com a companhia do ex-Smiths Johnny Marr na guitarra.
06 – Mallu Magalhães – My home is my man
Não, não vou falar que a Mallu cresceu. Mas que esse segundo disco da cantora está beeeem mais interessante que o primeiro, isso é verdade.
07 – Charlotte Gainsbourg – Heaven can wait (ft. Beck)
A canção em si já é muito boa, mas fica melhor ainda com o clipe sensacional que foi dado à ela.

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Lado B – Liberte o headbanger que existe dentro de você!

01 – Alexisonfire – Drunks, lovers, sinners and saints
Post-hardcore canadense de primeira!
02 – Rage Against the Machine – Sleep now in the fire
“Se rebelando aos 15 anos” feelings.
03 – At the Drive-In – One armed scissor
A banda que deu origem ao The Mars Volta.
04 – Metallica – Ain’t my bitch
Dispensa comentários, né?
05 – Rise Against – Prayer of the refugee
Hardcore americano com vocais e guitarras poderosas.
06 – Avenged Sevenfold – Bat country
Música feita sob a influência de Medo e delírio em Las Vegas, de Hunter C. Thompson.
07 – Slipknot – Before I forget
Essa é da época em que eu ainda curtia um new metal. Não me julguem. É boa, vai.

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Dec 03 2009

Vídeo: Move That Jukebox Party (20/11, SP)

O Danilo Sevali, do Hierofante Púrpura, fez um vídeo-resumo muito legal da Move That Jukebox Party, que aconteceu no último dia 20 na Livraria da Esquina, São Paulo. Dá pra dar uma sacada no público, no show do Ecos Falsos e no do próprio Hierofante, que aproveitou pra jogar a inédita “Qualquer Um Toca Isso Hoje Em Dia” no final do vídeo. Assiste aí e aproveita pra ficar ansioso pras nossas próximas festas, que estão começando a se concretizar:

Ah, também dá pra ver em High Quality. Genial.

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Nov 22 2009

A gente não postou, mas você precisa saber

Por Neto

Metallica confirma shows no BrasilRolling Stone, 22/11

Em show intimista e acústico, Alex Turner toca 2 músicas novasNME, 20/11

Produtora libera mais um lote de ingressos para o show do AC/DCRolling Stone, 19/11

Presidente da Mondo diz que shows, em 2010, se concentrarão em marçoTwitter, 19/11

Ecos Falsos libera seus 2 discos para downloadTwitter, 19/11

Novo álbum do Belle & Sebastian a caminho?Bloody Pop, 18/11

NME solta lista dos melhores discos da décadaNME, 17/11

Lady Gaga e Beyoncé juntas em novas músicasBeatsbox, 17/11

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Nov 19 2009

Ecos Falsos – Quase

ecos falsos - quaseSe o debut “Descartável Longa Vida” misturava guitarras e letras agressivas (“Sobre Ser Sentimental”) a melodias fofas (“Zero a Zero”) em gravações quase experimentais, “Quase”, recém-lançado pelo Ecos Falsos no maior estilo web 2.0, aposta numa produção mais uniforme e madura, tornando as guitarras hiperativas de “O Boi” mais facilmente tragáveis do que as que apareciam no primeiro álbum do grupo. É ela, inclusive, uma das melhores faixas do álbum, disputando espaço com o single pop “Spam do Amor”. Outras grandes músicas de “Quase” são “Verão de 69”, com uma vibe à lá Holger, “Cafè La Petite Mort”, refinada pelo som dos metais, a romântica “Nós” e “O Segredo do Sucesso…”, com suaves backing vocals femininos.

Escrita por mim para a 29º edição da Revista Noize

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Nov 12 2009

Move That Jukebox Party!

- Promoção encerrada! Os vencedores foram Gustavo Bresler e Rafael Onori. Chequem seus emails! -

Depois de muita espera, todos nós ficamos muito felizes em anunciar a primeira edição – de muitas, espero – da Move That Jukebox Party, que, dessa vez, irá comemorar o aniversário de dois anos do nosso blog. A festa acontece em 20 de novembro, em São Paulo, em um lugar maravilhoso: A Livraria da Esquina (Lado B), na Barra Funda.

Quem produz o evento é a Tronco Produções, agência que representa grandes talentos da música nacional. Inclusive, é um dos artistas deles, o Hierofante Púrpura, que abre a nossa grande noite com um rock experimental elaboradíssimo e um show que é sempre muito elogiado. Quem também faz a nossa noite é o DJ Cello Zero, ex-NRK responsável pelo lançamento de um dos melhores discos nacionais de electro do ano passado e, fechando, nossos amigos do Ecos Falsos, representantes do rock brasileiro que acabaram de lançar seu segundo (e brilhante) álbum, Quase, via web. Também vai rolar DJ Set do Move comigo e Marçal Righi nas pickups, mesclando os novos hypes com grandes clássicos da música mundial.

O flyer de divulgação ficou por conta do designer gráfico Flávio Franko (flickr | twitter | contato), olha aí:

move that jukebox party

A festa começa às 22 horas e, simultaneamente ao nosso aniversário, o Lado A da Livraria da Esquina receberá a Noite Alavanca com Bruno Morais e Zeca Viana, além de um DJ set do Marcelo Costa, do Scream & Yell – e, com 15 mangos, você vai poder circular entre as duas livrarias.

Pra comemorar o início de divulgação da festa, já vamos começar sorteando dois pares de ingressos para os leitores – é só deixar seu nome completo nos comentários. E entre na página do evento no Last.Fm!

Update: Os cem primeiros a chegar na festa ganham um button + cartão da Reverbcity! Cheguem cedo.

Serviço:
Move That Jukebox Party

Com Ecos Falsos, Hierofante Púrpura, Cello Zero e discotecagem do Move That Jukebox nos intervalos
Quando: Dia 20 de novembro, a partir das 22 horas
Onde: Livraria da Esquina, Lado B – Barra Funda, Rua do Bosque, nº 1236
Entrada: R$10 | R$15 (com entrada na Noite Alavanca, que acontece simultaneamente no Lado A da Livraria)

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Nov 09 2009

Clipe: Ecos Falsos – Spam do Amor (Versão não-interativa)

Depois do sucesso virtual do clipe interativo de “Spam do Amor”, primeiro single do recém-lançado Quase (download aqui), chegou a hora do Ecos Falsos divulgar uma versão padrão (pra não falar simples) do vídeo, em que as câmeras de cada set se mesclam. Olha aí:

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Nov 02 2009

A gente não postou, mas você precisa saber (26/10 – 2/11)

Enquete: Planeta Terra ou Maquinária?Poll Daddy, 2 de novembro

Latest Weezer WTF Collaborations: Gossip Girl star, Adam LabertPitchfork, 2 de novembro

“Quase”, disco novo do Ecos Falsos, já tá na rede - Twitter, 1 de novembro

Mostra de Andy Warhol chega ao Brasil em marçoRolling Stone BR, 1 de novembro

Novo do Spoon em janeiroBloody Pop, 31 de outubro

Vazou a nova do Paul McCartney!With Lasers!, 30 de outubro

Hipsters: Superficialidade ou atitude?mycool, 30 de outubro

Calango 2009: CoberturaPop up!, 30 de outubro

Yeasayer release free downloadNME, 30 de outubro

Patrick Wolf to Lecture at OxfordPitchfork, 30 de outubro

Os 50 melhores álbuns de 2009 pela Q Magazinemycool, 30 de outubro

New Video: No Age – Losing FeelingGorilla Vs. Bear, 29 de outubro

Por que o PopMata morreu?PopMata, 29 de outubro

Júpiter Maçã entrevista Wander WildnerMTV Brasil, 28 de outubro

Festival Universitário MTV terá The Walkmen, Móveis e bandas cariocasBloody Pop, 28 de outubro

Lightspeed Champion to release comeback single “Marlene”NME, 27 de outubro

Dark Was The Night project raises £400.000 for charityNME, 26 de outubro

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Oct 21 2009

Ecos Falsos anuncia novidades sobre o novo disco

Por Neto

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Dia 1 de novembro! Essa é a data do lançamento virtual do novo disco da banda Ecos Falsos. O grupo vai liberar as 10 músicas de Quase para streaming no Myspace da banda. No mesmo dia o primeiro single do disco poderá ser baixado no site do grupo paulista e, 5 dias depois, o álbum completo estará à disposição dos usuários do Trama Virtual.

Mas calma! Tá achando que é tão simples assim? O Ecos Falsos preparou toda uma mecânica de lançamento que, não só vai possibilitar o lançamento de Quase daqui 10 dias, como também irá lançar, até março de 2010, uma música inédita por mês mais um montão de itens personalizados como camisetas, mini-CDs e até um livro!

A explicação é meio longa, então vou deixar o link explicativo do site da banda aqui, para quem estiver curioso em saber mais detalhes. E ah, nesta quinta-feira (22), às 21h, o quinteto vai responder as perguntas dos internautas que estiverem ligados no Twitter do Ecos Falsos.

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Oct 13 2009

Gustavo’s Jukebox (Ecos Falsos)

Por Neto

Uma semana após sua estréia, a coluna Jukebox Weekly volta com outro representante de peso dentro do cenário de rock independente no país. Gustavo Martins (@gbmartins), vocalista e guitarrista do Ecos Falsos, respondeu nossas perguntinhas e descobrimos o que inspira o líder da banda do “Spam do Amor“:

Gustavo Martins

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Temo não poder responder essa pergunta com total sinceridade, porque meu gosto mudou radicalmente algumas vezes antes de se estabelecer no indie/grunge/BRock na adolescência (e evoluir timidamente a partir daí). Quer dizer, meus primeiros momentos bons foram ao som das “7 Melhores da Joven Pan”, não levei isso muito adiante. Mas hoje, acho que Wilco é o que consegue ser mais versátil para o meu humor. Se está tudo muito bem, Frank Zappa. Se está tudo muito mal, “Videotape” do Radiohead no repeat, hahaha.

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Acho que qualquer novidade que eu tentar dizer vocês vão rir, porque já deve ter uns três… MESES de idade, hahaha. Bom, eu não acompanho muito os hypes, infelizmente. Gosto de ouvir hypes de dois anos atrás, pra ver se ainda grudam: acho um exercício bacana. Eu também gosto muito de enrolar antes de responder a uma pergunta. Uma banda nova que eu ouvi e, segundo o Mininova, é hype, é um grupo holandês chamado The Gasoline Brothers. Eu baixei porque dizia que parecia Pavement, o Pavement tinha anunciado que ia voltar, fiquei empolgado. De primeira ouvida achei uma merda, falei isso no twitter, eles me acharam e vieram pedir desculpas. Fiquei emocionado, dei uma segunda chance pro disco (“Tsk!”) e agora estou gostando.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Músicas sem muita virada de bateria: Ting Tings, coisa do Pinkerton, Flaming Lips das antigas… Aquela “Magick” do Klaxons também vai bem. Não tocando a maldita música do Le Tigre, tá ótemo. Se não tiver só homem na pista ajuda, também.

Toca Raul – não importa a hora nem o lugar, clássico é classico (e vice-versa).
Pixies, Zappa, Malkmus, Weezer, Ultraje… e Engenheiros do Hawaii.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Eu faço isso com Ecos Falsos! Que mais… Gostei do último do Fall Out Boy, e toda vez que eu ouvia me zoavam lá. Tem os supracitados Engenheiros… E muitas bandas independentes nacionais, que eu não vou falar o nome pra não arranjar mais inimigos! Hahahaha.

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Sep 22 2009

Ecos Falsos lança segundo disco em novembro

Uma das coisas mais legais do Ecos Falsos, depois da boa música e da simpatia dos caras, é o projeto gráfico de tudo que eles fazem. Saca o teaser do Quase, próximo disco da banda:

O disco, conforme a banda conta no site oficial, será o primeiro trabalho do Ecos com metais. Quem produz é o músico Clayton Martin, baterista do Cidadão Instigado. Novembro vem aí, galere.

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Aug 06 2009

Tupinambox: Concorra a nove discos nacionais autografados!

tupinambox

Com o apoio de diversas bandas e da Agência Alavanca, juntamos, em um único pacote, nove álbuns (eram pra ser 10, mas…) de destaque lançados no Brasil em 2007, 2008 e 2009, que serão sorteados aqui no blog. E, o mais legal: Todos são autografados! Ok, quase todos, porque Tiê esqueceu de botar sua marca no disco. São CDs que você não encontra em qualquer lugar. O do Superpose, por exemplo, foi feito exclusivamente pra nossa promoção (a versão física, claro). Quer conhecer mais sobre as bandas participantes? Continue lendo.

apanhador so

Apanhador Só – Apanhador Só EP
Melodias leves, letras bonitas e cantadas com naturalidade, somadas a instrumentos de percussão criados a partir de qualquer objeto. Um indie rock tipicamente brasileiro é o que mostra o último EP deles, lançado em 2008. (Ver autografado)

superpose

Superpose – Aurora EP
Depois da grande onda de bandas de música eletrônica no Brasil em 2008, continuou com força quem tinha qualidade e talento pra isso. O Superpose foi um desses, e prova isso no novíssimo EP Aurora, que teve edição especial só para nossa promoção! (Ver autografado)

copacabana club

Copacabana Club – King Of The Night EP
O maior hype do Brasil em 2009, depois de alegrar baladas, festivais e até o Kanye West, agora pode animar seu dia ou sua festa, com o comentadíssimo EP King Of The Night original e autografado. (Ver autografado)

ecos falsos

Ecos Falsos – Descartável Longa Vida
Enquanto os já bem conhecidos paulistas gravam disco novo, o primeiro álbum aparece por aqui para levar à casa do feliz ganhador um ótimo indie rock com aquele jeitão freak típico do Ecos. (Ver autografado)

stela campos

Stela Campos – Mustang Bar
Com um bom tempo de estrada, Mustang Bar é o quarto álbum da cantora paulista, que não tem medo de misturar instrumentos, influências e estilos. Sua bela voz foge da tendência “pé no chão”, tornando a audição mais profunda e também mais interessante. (Ver autografado)

luisa
Luisa mandou um beijo – Luisa mandou um beijo
O já conhecido jeito minimalista e inocente de fazer música do Luisa mandou um beijo continua nesse segundo álbum, também homônimo. Uma ótima pedida para tardes ensolaradas a dois, com amigos ou só. (Ver autografado)

tie

Tiê – Sweet Jardim
Uma das vozes mais bonitas da nova safra de cantoras brasileiras, que embala canções marcantes e doces, como o jardim que nomeia o álbum.

the nameThe Name – Assonance EP
Rock dançante, electrorock, pós-punk revival? O The Name não liga pro rótulo, só está preocupado em colocar todo mundo pra dançar com seu EP Assonance. A banda ainda mandou um button de brinde e um conjunto de porta-copos. (Ver autografado)

thiago pethit

Thiago Pethit – Em Outro Lugar EP
O Pethit Prince já apareceu por aqui várias vezes, e não poderíamos deixar seus belos versos e melodias de fora. Em Outro Lugar une músicas calmas e bem instrumentadas, que apresentam uma beleza incontestável. (Ver autografado)

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Pra ganhar toda essa bagatela é fácil. ATENÇÃO: TEREMOS APENAS UM VENCEDOR!

Como participar?

É fácil, galera. Vamos fazer um passo-a-passo.
1°: Se você ainda não tem Twitter, crie um. É por lá que nossa promoção vai acontecer.
2°: Esteja seguindo o @movethatjukebox.
3°: Twitte o seguinte: RT @movethatjukebox – Eu quero o pack de CDs autografados que tá sendo sorteado aqui: www.migre.me/4Mrm. Sobram 37 caracteres, caso você queria comentar alguma coisa.
4°: Espere para saber se você é o vencedor. A promoção só acaba quando tivermos 1822 followers.
5°: Sim, 1822. É o ano em que o Brasil se declarou independente. Pegou a ligação?
6°: Valendo!

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Jul 28 2009

Assistir novo clipe do Ecos Falsos é como jogar Guitar Hero

Eu não quero nem imaginar o trabalho que deu, mas o novo clipe do Ecos Falsos não é só um clipe. ‘Spam do Amor’ (que, por si só, já é ótima) funciona como uma versão brasileira de Guitar Hero, onde não só a guitarra está em jogo: Quem quer assistir ao clipe direitinho, da forma que ele veio ao mundo, tem que seguir um guia central para sincronizar voz, teclado, guitarras, bateria, violão, baixo e backing vocals. Ao todo, são nove vídeos para o espectador comandar.

O divertido é que, se você preferir, pode ouvir cada instrumento individualmente – e, de quebra, ainda tem como “jogar” no modo mais difícil. Pra conhecer o clipe/game, clique aqui. Não deixe de reparar na pinta de galã do Gustavo e nas piadinhas que aparecem durante o vídeo.

E aí, será que a Mallu gostou da idéia?

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Apr 29 2009

Ecos Falsos no Programa do Jô

Nessa madrugada (28/29) foi ao ar uma das edições mais simpáticas do Programa do Jô que já vi. A lista de convidados era ótima: Fernanda Honorato, uma repórter com Down que faz rir por sua falta de escrúpulos; Maria Clara Gueiros, aquela humorista que era ótima no teatro, boa no Zorra Total (rs) e decepcionante em uma novela das 8 qualquer; e Gustavo Martins, jornalista, ex-prodígio e, principalmente, o vocalista do Ecos Falsos.

Em poucos minutos de entrevista, Gustavo já tinha o público nas mãos falando sobre sua tese de faculdade, um estudo sobre “as rimas mais manjadas da música brasileira”. Daí pra frente, foi só alegria – graças ao rostinho bonito de à simpatia arrasadora do rapaz, que a gente já conhecia desde o bate-papo que publiquei.

Sem mais ladainhas, deixo o vídeo da conversa de Guto (hihi) com o Jô – dividido em duas partes e capturado pela própria banda – aí embaixo, ó:

No último bloco do programa Gustavo voltou para o palco, dessa vez com toda a trupe do Ecos Falsos. A banda tocou uma música que havia acabado de sair do forno, aprovada com todas as letras por mim e pelo público que assistiu lá, ao vivo. Ladies and gentleman, ‘Spam do Amor’ (o nome é brega, né?):

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Oct 20 2008

Entrevista: Ecos Falsos

Ecos Falsos – formada em São Paulo, difundida por [quase] todo o país. Foi no ano passado que a banda lançou seu primeiro álbum, Descartável Longa Vida que, segundo Gustavo Martins (guitarra e voz), é um álbum muito pop e que “ainda tem que ser ouvido por muita gente”. Concordo plenamente – exceto com a primeira afirmação, que se mostra contraditória assim que fazemos uma visita ao MySpace. De qualquer forma, os fãs do grupo preferem inclui-los em suas playlists de música alternativa nacional ou, mais resumidamente, indie rock.

Daniel Akashi, Davi Rodriguez e Felipe Daros dão fim à formação da banda que, no início da carreira, contava com mais um membro. A saída deste foi conturbada, e fez com que o poder de três guitarras no mesmo palco chegasse ao fim, ocasionando em adaptações ao vivo das músicas que haviam sido gravadas em estúdio com quatro instrumentos de corda.

Ambicioso, o quarteto sustenta o sonho de viver só da arte que fazem, que certamente estaria mais parte, não fosse a língua afiada que cada um tem. Enquanto aquecíamos para dar início a entrevista, Gustavo reconheceu que seu “mau-hábito de falar demais em entrevistas e arrumar confusão” mata, aos poucos, a carreira que podia ter no mainstream – “não que eu ache que teremos uma carreira no mainstream”, se adianta. É claro que eu adoro publicar uma bomba (e quem não gosta?), e é claro que tentei alongar ainda mais a língua do rapaz, numa tentativa frustrada. Bem ou mal, prolongamos nossa fama de bons moços e estabelecemos laços amigáveis com mais uma banda, o que no fundo é o que importa.

Recentemente, o hábito pouco conveniente de Gustavo fez com que surgisse uma grande reprovação da parte de alguns produtores a respeito de uma declaração dada à Rolling Stone pelo músico.

Com ou sem declarações prejudiciais à integridade de qualquer pessoa, a entrevista ficou bem divertida. Para ler, é só rolar a página.

MTJ: No início do clipe de Nada Não, você dá um recado dizendo que deve-se desistir do rock enquanto há tempo. Qual é o motivo disso?

Gustavo: Na verdade, a idéia é fazer as pessoas pensarem, tomarem um susto mesmo. De vez em quando, a gente gosta de causar um estranhamento, e achamos que botar isso no começo do clipe pareceu uma maneira interessante. O povo recebe informação de maneira tão acrítica ultimamente, até mesmo no imprensa que, para você ter uma idéia, é o primeiro que me pergunta isso (risos). É uma espécie de conselho paradoxal, já que a gente não desistiu do rock, mas é também uma ironia com toda dificuldade que existe em ter uma banda, fazer as coisas por conta própria, do seu jeito, em um país que, convenhamos, não é muito fã de rock (pelo menos não do tipo que achamos interessante). Então fica como um presságio: Se você não está a fim de sofrer, desista logo do rock, porque depois vicia e não tem volta (risos).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=YsdRvuTCsZE]

Nada Não

MTJ: Depois de toda aquela confusão que rendeu a piada sobre o Acre, você pretende parar de fazer humor com os destinos da banda?

Gustavo: (Risos). Primeiro, quero deixar bem claro que nem eu, nem ninguém da banda fizemos piada com o Acre – foi o povo da nossa comunidade, que é muito ativo e brincalhão, que começou uma piada. Como eles fazem com qualquer cidade, aliás. Por essas maravilhas da inclusão digital, a coisa tomou uma proporção bizarra, a ponto de ter metaleiros nos jurando de morte na nossa própria comunidade. Mas no fim foi tudo ótimo lá, a organização foi super gentil, o público aplaudiu e comprou um monte de coisa, fomos muito bem tratados e gostamos muito de Rio Branco. Agora, respondendo a sua pergunta, eu já evito fazer piadas desde que chamei Natal de João Pessoa sem querer, em 2006 (risos). Foi o suficiente para me jogarem uma lata de cerveja (risos).

MTJ: E, com o Acre, vocês estão cada vez mais perto de ter passado por todos os Estados do país. Quais faltam?

Gustavo: Tem Tocantins, Ceará e Pará, que têm gente interessada e de 2009 não devem passar. Daí vão ficar faltando os muitos difíceis: Espírito Santo, Maranhão, Amapá, Piauí e Roraima, que eu nem sei com quem devo falar pra tocar (se você que está lendo conhece alguém, fale pra gente!)

MTJ: Com tantos shows por aí, o saldo do Ecos deve estar positivo. Você pode contar pra gente quanto a banda está rendendo?

Gustavo: (Risos). Não posso, segredo comercial. Eu que controlo o fluxo de caixa da banda, e posso te dizer que está no azul, em grande parte por um milagre do Bom Amigo Inibié que eu não posso contar em muitos detalhes por impedimento jurídico (risos). Dá uma graninha, mas ainda não é o suficiente pra nos sustentar sem empregos paralelos. A gente gasta o que sobra com brinquedinhos novas, guitarra, samplers, pedais e coisas do gênero. E viajar pelo Brasil é muito caro, também, raramente a gente ganha nessas turnês pelo Norte e Nordeste, é mais uma luta pra empatar os gastos e divulgar o disco no processo. O bom é que viajamos o país todo de graça!

MTJ: Com certeza isso já é uma grande vantagem. Falando nisso, quais são seus empregos paralelos?

Gustavo: Eu sou jornalista, o Daniel é designer, o Felipe é publicitário/designer e o Davi trabalha com vídeos.

MTJ: E as economias para gravar mais material já começaram?

Gustavo: Ah já. Não queremos que demore tanto para gravar como o primeiro, que foi no esquema faz uns shows, gasta gravando, faz mais shows, gasta de novo… A gente fez uma reserva pra poder se internar no estúdio.

MTJ: E essa internação tem data pra acontecer?

Gustavo: Bom, a gente vai se reunir amanhã pra fechar um cronograma, mas a intenção é passar janeiro e fevereiro gravando o disco. E, se der, já fazer umas prés esse ano ainda, no estúdio-caverna do Davi.

MTJ: Por ora, vocês estão cogitando a participação de outros músicos nesse próximo trabalho?

Gustavo: Não, não temos nada em mente. Ao mesmo tempo, tem uma música que talvez precise de um coral gigante, então existe a possibilidade de chamarmos todas as pessoas que conhecemos (risos). Pode ser que role também, no primeiro disco tiveram três participações e foi muito legal, mas por incrível que pareça foi coincidência, cada uma rolou por um motivo.

MTJ: O Tom Zé, que participou, foi convidado por ser fã de vocês. E como foi com a Fernanda Takai e com o Sérgio Serra?

Gustavo: O caso da Fernanda foi que a música era um dueto, e precisávamos de uma voz feminina “tipo Fernanda Takai”. Só que a gente não conhecia ninguém disponível no perfil, então resolvemos mandar email pra ela mesmo (risos). Ela, que é absurdamente gentil, pediu pra ver a letra e topou, gravou no estúdio deles em Belo Horizonte mesmo. já o Sérgio Serra, guitarrista do Ultraje que toca em “Isso Me Cansa”, tinha visto um show nosso e participado de um tributo ao Ultraje que a gente fez com o Rock Rocket. Ele pediu pra tocar uma música nossa nesse show, e foi essa daí. Ficou tão bom que a gente resolveu gravar com ele.

MTJ: Ainda sobre esse futuro álbum, vocês já tem composições prontas, semi-prontas ou quase semi-prontas?

Gustavo: Temos em todos esses estados (risos). Eu diria que umas duas prontas, seis semi-prontas e umas trinta quase semi-prontas. Ainda temos um bom trabalho pela frente, eu diria. Mas tá ficando legal, bem mais… irreverente musicalmente, eu diria. Eu diria, eu diria…

MTJ: Ahn… Consegue definir “mais irreverente musicalmente”?

Gustavo: Droga, eu odiava quando lia esses termos vagos nas entrevistas, mas eles são tão bons pra explicar (risos). Digamos que não é mais uma coisa tão baseada em riff de guitarra como foi o primeiro disco. Tem mais experimentação com tempo, com outros instrumentos, com mudanças de andamento dentro da música. É meio clichê dizer isso, mas acho que estamos compondo coisas mais para conjunto mesmo, todo mundo junto. Antes um chegava com uma música pronta e os outros tinham que tentar arranjar seu lugar na estrutura. Além do mais, nesse nosso primeiro disco são músicas compostas para três guitarras, que tivemos que adaptar ao vivo, porque saiu um integrante durante a gravação (pra ver como foi demorada (risos). Mas é bizarro porque, ao mesmo tempo em que está ficando mais complexo, eu tenho composto coisas cada vez mais simples, até pra dar espaço pra todo mundo criar em cima também… Coisas bem cantáveis. Não estou ajudando muito com essa explicação, estou?

MTJ: Por “Coisas bem cantáveis”, entendi que o Ecos está experimentando algo de pop. Errei?

Gustavo: Não, não, acho que é certo dizer isso. Mas não quero criar falsas expectativas nas pessoas, porque sem dúvida vai acabar saindo com o “twist” Ecos Falsos, ou seja, vai sair tudo meio estranho (risos). Mas se for um estranho que as pessoas cantem junto, acho que teremos chegado ao nosso objetivo.

MTJ: É, o Descartável Longa Vida não é exatamente normal.

Gustavo: (risos). Pois é, já ouvi várias opiniões sobre isso. Pra mim ele é super pop (risos), mas acho que ainda falta essa questão do “cantabile”, como dizem os italianos. A gente se concentrou muito nas letras e nas guitarras. Apesar de que tem coisas como “Nada Não”, que me parecem super pops, sei lá… (risos). As vezes eu acho que o problema é que a gente quer que o ouvinte preste atenção nas letras, e isso não é exatamente pop. Pop é você falar uma coisa imbecil tipo “under my umbrella”, mas com uma melodia muito boa.

MTJ: (Risos). Nunca tinha pensado dessa forma…

Gustavo: É uma teoria, (risos). Enfim, é uma discussão quase técnica, mas mais no sentido de que você tem que pesar o que tem mais importância numa música, letra, melodia, ritmo… tipo Marcelo D2, tá cantando a mesma coisa praticamente desde 1994: “eu sou o D2, eu tenho o microfone, agora eu vou falar, você sabe meu nome”. Acho muito pop. Inclusive a gente pensou em fazer um rap estilo D2 no disco, mas acho que a idéia foi descartada (risos).

MTJ: Esse negócio de hip hop com indie está na moda. Poderia render…

Gustavo: (Risos). É, vamos chamar o Pharrell [Williams, do N*E*R*D] pra participar, ele participa de tudo mesmo… Vou ligar pro Rent a Rapper e pedir um daqueles gordos, “Ecos Falsos feat. Daddy Yo-Yo”, aí o cara entra e faz uma rima merda qualquer no meio. Se eu morasse nos EUA eu tinha patenteado o Rent a Rapper, ia ficar rico.

MTJ: Poderia dar certo. Passando pra próxima pergunta… O Paulo Terron, que fez um ótimo texto sobre vocês, incluiu o Ecos Falsos na “nova geração do rock autoral brasileiro”. O Vanguart, que supostamente estaria nessa tal geração, embarcou em sua primeira mini-turnê européia há uns dias. Dá pra ter uma idéia de quando chegará a vez do Ecos?

Gustavo: Você diz o texto do nosso release?

MTJ: Esse mesmo!

Gustavo: (Risos). Vou falar pra ele… Olha, eu fiquei muito contente pelo Vanguart, acho que os caras merecem mesmo, e conseguiram isso com o apoio da Prefeitura de Cuiabá e da própria produtora deles, a Barravento, que já tem um trabalho de uns anos com essas feiras de música e tal. Então é uma questão de talento + oportunidade + apoio, e eu ainda não sei dizer quando esses três fatores conjuminarão para nós (risos). Mas eu diria que, bem ao estilo Ecos Falsos, estamos planejando uma turnê internacional também. Não vou ficar cantando de galo porque pode muito bem não dar em nada, mas seria um lance totalmente insano, DIY [“do it yourself”, ou “faça você mesmo”], milhares de quilômetros de van, algo que provavelmente vai custar os empregos e a vida pessoal de todo mundo (risos). Mas se der certo, vai ser tipo fora do comum. Estilo Ecos Falsos (risos). Pensando bem, pra quem já foi do Acre a São Leopoldo [Rio Grande do Sul], uma turnê internacional não é tão insana.

MTJ: (Risos). Não muito…

Gustavo: É que a gente, por bem e por mal, tem essa coisa de fazer tudo sozinho. Somos super-controladores (risos). Então só mês passado que finalmente concordamos em ter um produtor. Até hoje fui eu quem marcou todos os shows, itinerários, turnês, entrevistas… O Daniel que fez todas as capas, o Davi que fez os clipes, e o Felipe que atraiu as garotas, mas no futuro teremos tudo isso terceirizado. Acho que até a música, vamos ser como o Bloc Party.

MTJ: Cara, terminamos por aqui. Alguma coisa que você jamais teve a oportunidade de falar mas que adoraria comentar?

Gustavo: Deixe-me ver… Bom, vamos lançar um novo clipe dia 7 de novembro, com um show no Outs, com o Rockz. E começamos a colocar teasers no YouTube, é o clipe de Bolero Matador, que envolve dança, multimídia, traição e cenas chocantes de liberação sexual. Que mais… Gostaria de deixar registrado que estou muito feliz de dar entrevista para o MTJ, porque em geral os indies não levam a gente a sério por causa desse papo de boyband (risos). A gente é super sério, super indie, eu ouvia Vampire Weekend na demo.

MTJ: (Risos). Conquistaram os indies agora.

Gustavo: Torçamos. Eu acho que esse disco ainda merece ser ouvido por muita gente. Mas enfim, o Sílvio Santos também acha que todo mundo deveria assistir à novela da filha dele. Podemos estar os dois completamente errados.

Por Alex Correa

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