24 abr 2012

Entrevista: o novo disco e os novos riscos do Holger

Por  @14:13

Um ano e meio se passou desde o último disco do Holger. Sunga posicionou os cinco garotos de São Paulo como uma das novidades mais autênticas e efervescentes da música brasileira nos últimos anos. Uma dezena de shows, uma centena de novas descobertas sonoras e 34 mil quilômetros rodados em turnê depois, o Holger é outra banda. Vestiu de vez a camisa verde e amarela, passou a compôr em português, deixou de querer ser o Pavement brasileiro e voltou a escutar axé – não num contexto tosco, debochado, ou coisa parecida.

Em entrevista ao Move That Jukebox, quatro dos cinco caras falaram sobre o processo de criação e gravação do novo álbum, que viagens de carro e experiências praianas foram fundamentais para o novo trabalho e que “o melhor grupo indie é aquele que surge sem a pretensão de ser propriamente indie”. Além de escancarar uma certa falta de afinidade com o Foster the People.

A entrevista abaixo aconteceu na varanda da casa do Pata, vocalista do Holger, enquanto o Move ouvia com exclusividade à versão demo do próximo disco, que será lançado em agosto deste ano. É a primeira vez que a banda fala abertamente sobre o novo trabalho após o término das gravações, nos estúdios da Trama. É também a segunda entrevista deste blog com o Holger – a primeira foi em setembro de 2010, dois meses antes do Sunga. Uma avalanche de coisas mudaram desde então – mas os anseios, a ginga e o espírito de moleque tropical do grupo continuam exatamente os mesmos.

- – - – -

Não dá pra começar a entrevista sendo menos direto: o que vocês querem com o disco novo?

Pata: A gente só quer ser livre. Estamos nos arriscando de várias formas, trabalhando com um monte de gente diferente, caminhando pra lados que a gente nunca imaginou antes. Esse disco chega junto com um novo contexto pro Holger, nós mudamos pra caramba como pessoas e como músicos desde então e o Sunga não é exatamente o trabalho mais coerente com que a gente tá vivendo como banda agora…

5 abr 2012

Baterista do Band of Horses revela, em entrevista exclusiva, que novo disco chega em setembro

Por  @18:10

A caminho do Brasil e uma das principais atrações deste sábado do Lollapalooza BR, o Band of Horses traz na bagagem 3 discos com misturas belíssimas de rock, folk, indie e influências de alt. country.

Creighton Barrett (primeiro à esquerda) e o Band of Horses

Antes de embarcar para São Paulo, Creighton Barrett, homem das baquetas do quinteto de Seattle, separou uns minutinhos para falar por telefone com o Move That Jukebox, cortesia da Som Livre – que, aliás, já colocou Infinite Arms, trabalho mais recente do BoH, nas lojas do país. Se você ainda não conhece o disco, comece agora pelo ótimo single “Laredo”, disponibilizado para download gratuito como Single da Semana no iTunes.

Barrett, de bom humor e bem comunicativo, explicou por que o grupo tem deixado de lado as músicas de seu terceiro álbum. De acordo com o baterista, a maioria das faixas de Infinite Arms são mais elaboradas, cheias de camadas de som e não seriam adequadas para a primeira visita da banda à América Latina, principalmente participando de um festival cheio de bandas bem roqueiras como Foo Fighters e Cage The Elephant.

Sobre a banda de Dave Grohl, Creighton revela que se dá bem com os integrantes e que já tocaram juntos algumas vezes – o Band of Horses, aliás, chegou a abrir shows do Foo Fighters na Wembley Arena no começo de 2011.

Assista à banda apresentando “Laredo” no palco de David Letterman

Questionado sobre como é tocar em uma banda que já tem 10 ex-integrantes, Barrett foi político. “Às vezes leva tempo até chegar na formação ideal, com pessoas com as quais você se dá bem e gosta de tocar junto”, esclarece. Apesar das várias mudanças no line-up do grupo, Chreighton é o segundo membro mais antigo, ficando atrás apenas do vocalista e fundador Ben Bridwell.

E pra quem está curioso pra saber quando o quarto disco de estúdio do Band of Horses irá sair, boas notícias. De acordo com Barrett, a banda já tem bastante material pronto e irá retomar as sessões e a produção, em Los Angeles, logo após os shows latinos. A previsão é que o novo trabalho seja lançado em setembro, novamente pela Columbia Records.

Sobre influências recentes e novidades em seu iPod, o baterista deu algumas sugestões. O cantor americano A. A. Bondy, o músico Andrew Bird e seu belíssimo novo disco, e St. Vincent, banda liderada por Annie Clark, são alguns dos sons que têm mais mexido com a cabeça do carismático músico, e são também as recomendações dele pros leitores do Move That Jukebox. Se fosse vocês, seguiria as dicas.

O Band of Horses se apresenta às 17h deste sábado (07), no palco Butantã da primeira edição brasileira do Lollapalooza.

(Não conte pra ninguém, mas Barrett revelou a POSSIBILIDADE de um jam session acústica da banda no palco Kidzapalooza em algum dos dois dias. Então, fique esperto!)

5 mar 2012

Entrevista: Francisca Valenzuela

Por  @20:34

Francisca Valenzuela nasceu em San Francisco, Califórnia, mas se mudou para Santiago, Chile, aos treze. Já tem dois discos na bagagem e atualmente divulga o independente Buen Soldado. Ano passado ela foi atração do palco principal do Lollapalooza Chile e nos próximos dias se apresentará no SXSW, no Texas, onde tocou também em 2011.

Seu som vai do pop ao rock alternativo, com influências de jazz e folk. O piano é seu principal instrumento, mas ela também se aventura pelo violão, sempre acompanhada por uma banda completa nos shows. Antes de ser uma cantora profissional, publicou 2 livros, um em inglês e outro em espanhol. Conversamos com ela via e-mail e você confere a entrevista a seguir.

Move That Jukebox: Qual é a melhor coisa em ser uma artista?

Francisca Valenzuela: Fazer coisas tão diversas; ser criativa, criar conteúdo, o desafio de ter uma carreira independente tão dinâmica e com tantas mudanças; liberdade.

MTJ: Você é conhecida como a princesa do rock chileno. Você concorda com esse título?

FV: Esse título veio de um artigo da Rolling Stone depois que eu participei de um grande festival chamado Vive Latino. Eu acho que se o título vem numa situação de reconhecimento, à capacidade de compor e executar, feminilidade e humor, está ok ;) . Eu realmente não me apoio no que eles me chamam, apenas me sinto sortuda o suficiente por haver interesse em minhas músicas, minhas palavras, meu projeto.

27 out 2011

Entrevista: SILVA

Por  @18:04

Quem diria: um músico brasileiro acaba de ter o seu EP de estreia masterizado pelo mesmo produtor que finalizou os discos do James Blake. Descobrimos há vinte dias que o convite a Matt Colton foi feito por Lúcio SILVA Souza, um capixaba inspirado de 23 anos, de quem você deve ouvir falar bastante nos próximos meses.

Se já não está ouvindo. Desde que SILVA disponibilizou seu EP homônimo para download, comentários tão empolgados quanto consistentes não páram de aparecer por aí. Seja via blogs, grande mídia, fãs (acredite, já rola) ou via gente descrente com a música nacional. O Globo chamou de “música contemplativa para espreguiçar”, o Party Busters falou em “meio chillwave, meio brazuca”, o Miojo Indie comemorou como “um dos mais cuidadosos trabalhos que surgiram ao longo do ano em solo tupiniquim” e a gente, pra entender melhor o fenômeno (experimental? sinestésico? submerso? indie-regionalista?), preferiu conversar diretamente com o rapaz e debulhar o contexto estético que pariu SILVA. O papo rendeu:

19 out 2011

Entrevista – John Ulhoa (Pato Fu)

Por  @18:44

O Pato Fu surpreendeu o público e a crítica com o álbum Música de Brinquedo, de 2010. Totalmente gravado com instrumentos de brinquedo ou em miniatura, o disco foi um sucesso de vendas. A banda saiu em turnê com todas essas traquitanas  e acaba de lançar um registro do show, o álbum Música de Brinquedo Ao Vivo. Conversamos com o guitarrista John Ulhoa que, além de ser o principal compositor do Pato Fu, também é o produtor dos álbuns da banda.

Move That Jukebox: Quando vocês gravaram o MTV Ao Vivo, quase todos os arranjos foram refeitos, e quatro músicas inéditas foram incluídas no repertório. Com o Música de Brinquedo Ao Vivo foi diferente, pois a gravação foi um retrato fiel dos shows da turnê. Qual foi a motivação para gravar os novos CD e DVD ao vivo?

John Ulhoa: O MTV Ao Vivo é aquele tipo de registro ao vivo especialmente ensaiado e montado pra ser gravado, pra virar um disco de carreira, com “musica de trabalho”, etc… É como são feitos a maioria dos disco ao vivo hoje em dia. O Música de Brinquedo Ao Vivo é feito no estilo mais “old school”: um registro de uma turnê no seu auge. Eu gosto muito mais assim. Não sou um grande fã de discos ao vivo, mas acho que eles fazem mais sentido desse jeito. No caso desse disco, o aspecto visual é muito forte. Assim que fizemos os primeiros shows percebemos que era quase que uma obrigação nossa fazer um DVD, não podíamos deixar passar. E realmente não fizemos nada de diferente, mostramos o show como ele é. Ele já é bizarro o suficiente.

MTJ: As plateias dos shows do Música de Brinquedo sempre estavam repletas de crianças, com seus pais. Como você sente a mudança do público do Pato Fu?

John: É engraçado, porque dependendo do horário e local, praticamente só vão adultos! O que prova que realmente dessa vez bagunçamos o coreto… Percebemos também que estamos atraindo um tanto de músicos curiosos com o aspecto técnico do show. De toda forma, tocar pra essa platéia misturada de todas as idades é muito bom, o clima é muito feliz. E ao mesmo tempo continuamos fazendo nossos shows “adultos” normais também. Acho que agora estamos atingindo uma geração anterior à nossa, e umas duas gerações posteriores!

MTJ: Quais foram as principais dificuldades e desafios de sair em turnê com instrumentos de brinquedo ou em miniatura?

John: Eles se quebram, param de funcionar do nada, disparam na hora errada… Além de serem mesmo difíceis de se tocar. E também de se captar o som, pois têm um volume muito baixo. Fizemos um monte de gambiarras e testes com microfones pra aprender como fazer isso, e o resultado é espetacular, pois o que estes instrumentos têm de deficiência, eles têm em dobro em personalidade. E ao mesmo tempo, é um show que tem uma tolerância maior ao erro e à desafinação, não precisa ser perfeito, afinal é uma turnê de brinquedo. Mas quase toda passagem de som tem brinquedo sendo consertado…

13 out 2011

Entrevista: Database

Por  @10:02

Já prestou atenção nos novos amigos do Database? Além dos novos trabalhos com o French Horn Rebellion, o duo brasileiro apresentou nos últimos meses o remix oficial que produziu para o novo single do Mark Ronson e outro para o hypado Is Tropical, fora a coletânea da Kitsunè em que apareceram ao lado do The Twelves e da Icona Pop. Fato é que o Database está decolando e, entre uma e outra festa pra promover o EP New Disco, parou para conversar com o Move That Jukebox. Vê só:

Move That Jukebox: O Database está certamente vivendo o melhor momento de sua carreira agora. Como surgiu a oportunidade de lançar o EP “New Disco” pela Kitsunè?

Database: Depois do convite para remixar o Is Tropical, foi tudo muito rápido, mandamos as demos e eles já curtiram. Logo depois nos chamaram pra fazer o remix do Mark Ronson.

MTJ: Esteticamente, o que o EP significa para vocês? Quais as principais referências e quais as intenções do Database com “New Disco”? Se vocês pudessem escolher um featuring para a música, qual seria o ideal?

D: Foi uma longa jornada. A “New Disco”, em si, teve 9 versões diferentes. Foi trabalhoso e muito prazeroso chegar à versão final. A intenção foi juntar elementos de disco com eletrônico. Se pegar para ouvir, o baixo fica dançando, ele não é preciso. Para um featuring nós convidaríamos o Gilberto Gil. Consigo imaginar como seria.

MTJ: A música eletrônica parece estar vivendo um momento nostálgico interessante. A cada dia mais produtores incorporam elementos da disco, da dance music e do R&B dos anos 90 aos seus trabalhos atuais. Vocês curtem esse resgate estético?

D: O resgate é sempre bom, faz com que tudo saia um pouco da mesmice, mas também faz com que alguns produtores sigam muito a mesma linha, o que acaba ficando chato. Ultimamente vejo muitos produtores bebendo do house 90′s… e já tá começando a encher! Hahaha!

MTJ: Como é viajar pra tocar pelo mundo? Qual a diferença (a experiência pra vcs, a reação das pessoas) desses lugares mundo afora com as cidades em que vocês se apresentam no Brasil?

D: Uma das melhores coisas de trabalhar com musica é viajar e poder conhecer pessoas novas e lugares novos, mas vai de cada lugar. O público brasileiro está acostumado a chegar na balada a 1h da manhã e ir embora às 6h. O americano das 23h às 2h, eles têm menos tempo de balada e acabam querendo aproveitar até o último segundo. Qualquer coisa que você faça no set eles vão gritar, pular e etc. Aqui já é algo diferente, dá pra notar que a pegada é outra, você não vê o público se esguelando, mas sabemos que o público está gostando porque a pista continua cheia. Bom, é diferente de lugar pra lugar.

MTJ: A segunda parte do clipe que vocês produziram para “New Disco” lembra o de “Barbra Streisand”, do Duck Sauce, mostrando registros de festas e estrelandos algumas figuras da noite paulistana. Inclusive o vovô dançante. Parece ter sido bem divertido gravar aquilo. De onde surgiram as ideias?

D: A idéia surgiu em um bar, os meninos da Granada Filmes e do Coletivo FilmeFácil lembraram do Dunzan na balada, fizeram o roteiro e produziram tudo.

MTJ: Sobre Record Collection 2012. Como foi produzir um remix oficial para o Mark Ronson? Eles procuraram vocês ou foi o contrário?

D: Eles nos procuraram, foi tudo muito rápido e acabou sendo super legal.

MTJ: Entre os novos produtores de eletrônica no Brasil, em quem vocês mais apostam hoje? E no resto do mundo?

D: Bom, o Brasil está no melhor momento na safra de música eletrônica. Temos EP novo do SirSir, EP novo do Club Soda pela Work it Baby (selo do Kris Menace), coisas novas do The Twelves, Roots Rock Revolution, Kamei (produtor que tem uns 17 anos), álbum novo do Killer on The Dancefloor e muito mais.

MTJ: Não é o caminho que vocês seguem, mas o que pensam sobre essa “tropicalização” da música indie nacional?

D: Achamos que, independente de tropicalização ou indie brasileiro, só queremos que todos continuem produzindo e mantendo as pessoas prestando atenção na música, com isso deixando o mercado aquecido.

7 out 2011

Entrevista: A contribuição dourada de Boss in Drama para a música pop brasileira

Por  @9:46

Você consegue entender o tamanho do Boss in Drama? O jovem Péricles Martins, produtor por trás de todo o projeto, precisa ser reconhecido pelo mérito de ter criado um disco divertido, conciso e, com o perdão do trocadilho, realmente precioso na história da música brasileira. Pioneiro nacional numa sonoridade que vem conquistando clubes no mundo inteiro, Boss in Drama lança o seu álbum de estreia posicionando o Brasil na rota produtiva de nu-disco, electro-funky, electro-pop ou algo que vague nesse universo – e soe como uma autêntica lembrança de Daft Punk, Chromeo ou Breakbot em poucos segundos. Pode parecer que estamos a frente de mais uma trilha praquela festa ensolarada na piscina, mas foi por acreditar que “Pure Gold” é muito maior que o Move bateu um segundo papo sério (lembra do primeiro?) com o cara. Acompanhe.

6 out 2011

Entrevista: Dave Monks, do Tokyo Police Club

Por  @12:34

Antes do animado show do Tokyo Police Club no dia 28/09 em São Paulo, o vocalista David Monks recebeu o repórter do Move That Jukebox no backstage para esta entrevista. Enquanto Monks falava sobre cabelo, rua Augusta e Miley Cyrus, a banda e os roadies improvisavam um esporte que consistia em arremessar uma bolinha de borracha na parede e rebatê-la antes dela quicar pela segunda vez. David parecia ansioso para voltar ao jogo, mas foi bem simpático com a gente. Confira.

Move That Jukebox – Por que você cortou seu cabelo?

David Monks – Um amigo meu raspou minha cabeça. Eu estava pensando em coisas às quais você dá muito valor. Às vezes você ama muito onde você mora, ou ama muito…  às vezes eu amo muito uma música em que estou trabalhando, e acabo gastando muito tempo com ela. E é tipo “nunca vai dar certo”, mas eu continuo trabalhando, “eu consigo, eu vou fazer funcionar”. Você começa a se apegar muito às coisas e elas começam a te segurar um pouco. É como se você estivesse tão acomodado em algum lugar que não quisesse se aventurar e ir para outro. É como se eu dissesse “oh, eu gosto muito do meu cabelo”, mas se eu realmente sou aventureiro, eu poderia simplesmente cortá-lo fora, certo? E meus amigos ficaram falando “é, você poderia”, e aí eu não queria falar uma coisa e não fazê-la. E também estava ficando muito quente, então…

Move – É como Jimi Hendrix, que dizia queimar sua guitarra porque a amava.

David – Quem me dera ser tão cool. Eu cortei meu cabelo porque eu gosto do Jimi Hendrix (risos).

Move – A última vez em que vocês estiveram aqui foi em 2007. Vocês nem tinham lançado seu primeiro álbum. Era muito diferente de agora?

David – Foi tão maluco. Eu me lembro de tocar algumas músicas no palco, músicas novas que estariam em Elephant Shell, e estar animado por está-las tocando. E foi maluco estar aqui. É sempre maluco pra gente vir pro Brasil. É bem divertido. Mas nós nos divertimos tanto com aquele show. Éramos uma banda diferente. Éramos mais crus. Sinto que estamos mais focados agora, juntos.

19 ago 2011

Entrevista: Emicida

Por  @14:33

Na última quarta-feira, Emicida, Projota e Rashid tocaram no Estúdio Emme, em São Paulo. O show, nomeado Três Tenores da Z/N In Concert, deu início à série de apresentações que terá vários convidados pra lá de especiais, sempre dividindo o palco com Emicida. Antes de rolar o som, trocamos uma ideia rápida com o rapper, que, mesmo correndo e mega ocupado, nos recebeu muito bem.

Foi mais ou menos assim:

7 jul 2011

Entrevista: 8bit Pipe

Por  @18:58

O 8bit Pipe é uma banda paulistana de electrorock que mistura guitarras e sintetizadores aos barulhinhos típicos de videogame. Recentemente a banda lançou um álbum homônimo, e teve uma música produzida pelo Zegon (N.A.S.A., Planet Hemp) como parte do projeto Garage Project. A festa de lançamento do desse projeto no mês passado teve um intenso show do The Cribs que, inclusive, foi entrevistado pelo Move That Jukebox. O 8bit Pipe fez o show de abertura e resolvemos bater uma papo com os guitarristas Guile e Thithio.

Como surgiu a banda?

A gente surgiu em 2007. Começamos com três músicas feitas no porão de casa mesmo e na hora de transformar isso num show ao vivo começamos a pensar numa dinâmica de banda. Chamamos o pessoal com quem já tocávamos juntos, do selo da Elvira Records e formamos o 8bit Pipe a partir dessas 3 músicas.

Quando vocês gravaram o primeiro CD e quanto tempo levou até ele sair?

A gravação foi concluída em 2009, mas o disco saiu só agora por problemas financeiros etc.

Vocês já estão preparando um próximo disco?

Sim. Esse a gente vai lançar por módulos, por etapas. Vamos lançar 3 ou 4 singles, e depois um EP, compilar tudo isso e masterizar no próximo disco. A gente vai com calma, porque o último disco a gente acabou fazendo muito rápido.

Como vocês se sentem sendo a banda de abertura do The Cribs?

A gente acabou dando uma sorte grande de cair num projeto como o Garage Project. Fizeram vários trabalhos com gente, no estúdio, colocando a gente pra tocar aqui, divulgando a banda.

E sobre trabalhar com o Zegon?

Ele é tranquilo pra ca***. Foi do ca**, ele é do ca**. Ele é um cara tranquilão, que conseguiu pegar muito bem o nosso clima e aplicar no som que a gente tinha. Fazer um som mais garagista, rock and roll.