25 mar 2010

Ecos Falsos fala sobre ‘Quase’ e mostra teaser de novo clipe

Por  @16:47

Foram quatro meses desde o lançamento do “pacote básico” (com 10 músicas) de Quase, novo disco do Ecos Falsos. Desde então, a banda lançou 5 singles: cada um representando uma letra do nome do CD e contendo três músicas, sendo uma delas inédita. Ou seja, hoje temos 15 músicas do Ecos para curtir e baixar pelo site oficial da banda. E o Move That Jukebox não só recomenda com todas as forças esse novo trabalho dos paulistanos, como também teve a curiosidade de saber como foi a receptividade dos fãs – e da própria banda, por que não? – com Quase e todo o mecanismo que envolveu sua divulgação e lançamento. Para isso, recrutamos o vocalista Gustavo Martins, que respondeu pronta e gentilmente nossas perguntinhas envolvendo o álbum e otras cositas más. Não perde:

12 mar 2010

Entrevista: João Brasil

Por  @18:49

João Brasil é um dos maiores presentes que o Rio de Janeiro deu para a cena musical brasileira nos últimos anos. Fazendo os mashups mais loucos e inusitados ever, João espalhou sua genialidade aos sete ventos – sempre sem medo de ser brega demais – quando lançou Big Forbidden Dance, que trazia misturas como “Sensual Roll” (Snoop Dogg, Roberto Carlos e Madonna na mesma música) e “This Is How We Dance” (um mix com Sepultura, Digitalism e Britney Spears).

26 fev 2010

Thiago Pethit fala sobre seu CD de estréia, “Berlim, Texas”

Por  @14:44

Thiago Pethit já foi assunto no Move That Jukebox várias vezes: Inclusive, seu primeiro e único EP, Em Outro Lugar, foi muito mimado por aqui. É justamente por isso que anuncio, com frenesi, que o músico paulistano lança seu primeiro e aguardado álbum em março, de forma independente. O trabalho, intitulado Berlim, Texas, contou com a produção de Yuri Kalil, co-produtor do aclamadíssimo UHUUU!, do Cidadão Instigado.

1 fev 2010

“Há Um Perdido Entre Nós”, o documentário do Garotas Suecas

Por  @13:54

O Garotas Suecas está de volta. Depois de mais de vinte shows na terra do Tio Sam, o grupo paulistano volta ao Brasil e, como o Bloody Pop já havia alertado, deve aparecer com seu primeiro álbum completo no segundo semestre de 2010. Sumidos há algum tempo, o sexteto preparou um documentário para avisar aos fãs que ainda não saiu do mercado – e não pretende fazê-lo tão cedo.

“Há Um Perdido Entre Nós” leva no título uma referência a Perdido, baixista do Garotas, mas o curta não se trata sobre isso: “O filme tem cenas das nossas três primeiras turnês nos Estados Unidos, [que aconteceram em] julho de 2008, janeiro de 2009 e março e abril também de 2009″, explicou o grupo ao Move That Jukebox. O documentário mistura entrevistas e gravações de shows da banda, que podem vir a ser reaproveitadas – “O problema é que o áudio ficou, digamos, selvagem, mas temos um show inteiro gravado com um som OK no Brooklyn, quem sabe vamos jogar aí”.

Mesmo tendo passado por “alguns perrengues”, o Garotas Suecas se prepara para embarcar em sua quarta turnê norte-americana, que começa em 18 de março no SXSW. Por ora, 14 apresentações já foram agendadas. Mas, enquanto o dia de arrumar as malas não chega, o grupo se antecipa e começa a gravar uma porção de inéditas hoje, 1º de fevereiro. “É soul pra caralho”, dizem sobre as novas músicas.

O novo disco, ainda sem nome, vai ser lançado no exterior pelo selo American Dust, que trabalhou com o Department of Eagles em 2007. Mas, enquanto o material novo ainda não dá as caras, fique com “Há Um Perdido Entre Nós”:

11 jan 2010

Vocalista do Black Drawing Chalks conta ao MTJ detalhes sobre disco ao vivo da banda

Por  @23:03

Que ano foi 2009 para o Black Drawing Chalks! Não só ganharam o topo da nossa seleção de melhores discos nacionais de 2009, como também encabeçaram a lista da Rolling Stone de melhores músicas brasileiras do ano, com o hino “My Favorite Way“.

Foto por Hick Duarte

Com todo esse reconhecimento e adoração, tanto pela mídia quanto pelos fãs, a banda resolveu gravar e lançar um disco ao vivo. E foi sobre essa nova empreitada do grupo que o vocalista, Victor Rocha, falou um pouco com o MTJ, com exclusividade:

Foi uma ideia que surgiu para tentar levar a impressão de como é nosso show a quem consome a nossa música. Muita gente fala bem [do show] e, depois que o vê, realmente abraça a banda, pois é fruto de algo que fazemos com todas as nossas forças, sempre tentando nos superar na questão da presença [de palco] e da música.

A apresentação ao vivo acontecerá no dia 11 de março, no Bolshoi Pub, em Goiânia, obviamente: “Claro tem que ser em Goiânia. Pelo menos o primeiro [disco ao vivo], hehe. Onde tudo começou. [...] E queremos também filmar o show inteiro. Quem sabe fazer um “Preto e Branco” foda e, depois, disponibilizá-lo na net.”

Sobre o repertório da apresentação, Victor nos disse que será uma grande mescla entre músicas dos 2 álbuns que a banda já lançou, mas também terá inclusões de canções inéditas que estarão em um terceiro disco: “Não faz sentido gravar um disco ao vivo com muitas músicas de um CD apenas. E nós estamos com músicas novas, doidos pra mostrá-las ao público!”, acrescenta o animado frontman do Black Drawing Chalks.

O lançamento da performance em vinil, de acordo com Victor, “seria um sonho”. Mas, com certeza, não faltarão opções do registro em CDs convencionais e como links disponibilizados internet afora, ato que a própria já fez com seus discos anteriores.

O ótimo Urbanaque divulgou, além de um rápido e divertido bate papo com o guitarrista dos Chalks, Renato Cunha, um vídeo com um trecho de uma música inédita da banda, chamada “Red Love”, que você confere logo abaixo:

15 set 2009

Entrevista: Projeto Rain Down

Por  @18:16

Março de 2009. Depois de anos de espera, Thom Yorke, Ed O’Brien, Phil Selway e os irmãos Greenwood finalmente chegam ao Brasil para dar forma a primeira turnê do Radiohead no país, que fez um baita barulho em todos os cantos dessas terras,  mesmo com o Just a Fest – festival que, além dos ingleses, recebeu Kraftwerk e Los Hermanos – sendo realizado apenas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Quem teve a oportunidade de assistir a banda sabe que a experiência foi inesquecível – e, pra nossa sorte, teve gente que resolveu eternizar essa lembrança em vídeo. O paulistano Andrews Guedis, empolgado com a sensação pós-show, colecionou as melhores gravações da passagem do Radiohead por São Paulo e as juntou, arquivo por arquivo, editando áudio e vídeo, num trabalho que levou cerca de quatro meses para ficar pronto. O resultado acabou sendo um “DVD de fãs para fãs”, onde diversos registros postados no YouTube foram aproveitados para fazer nascer o Alive 2007 do rock. Afinal, quem precisa de gravadoras e super produções? Yorke ficaria orgulhoso.

Os 4GB de projeto já estão na web para quem quiser baixar e, de quebra, você ainda pode mandar uma retribuição financeira pro cara pelo PagSeguro, In Rainbows style. Andrews já é quase uma celebridade: Seu trabalho foi divulgado em veículos como MTV, Folha de São Paulo, Estadão, Popload e Brainstorm #9. Pra acompanhar essa vibe de novidade, o Move That Jukebox entrevistou o garoto. Confira abaixo.

Projeto Rain Down

Pra começar, fale um pouco sobre você e sobre o porquê de fazer um projeto desse porte.

Bem, sou Andrews, um webdesigner e um aficionado por tecnologia e arte. Desde pequeno abrindo e destruindo aparelhos eletrônicos até ganhar meu violão e descobrir o que era música. Depois disso sempre descobrindo coisas novas até chegar à minha nova realização, que foi a edição de vídeos unida ao poder espantoso da internet.

O projeto não nasceu antes do show, mas sim poucos dias depois. Devo agradecer aos fãs que apoiaram e contribuíram para isso acontecer, se não fosse eles não tomaria a grandiosidade que tomou.

Você tem idéia de quantos downloads já foram feitos?

Não consigo estimar quantas pessoas conseguiram fazer o download até o final, mas se fosse fazer uma conta seriam mais ou menos umas 500 pessoas no mundo que já assistiram esse projeto. Olhando para o torrent neste momento, existem 100 pessoas semeando e 460 na fila de download. É muita gente, sem contar o formato de download direto que também é uma outra opção. E isso cresce a cada dia.

Existe um botão do pagseguro no site pra arrecadação de fundos. Tem bastante gente doando? Pode falar a quantia que conseguiu arrecadar até agora?

Sim, mas só recebi uma doação pelo pagseguro no valor de R$ 30,00. Que foi o valor referente ao domínio ww.raindown.com.br, da qual eu pedi uma ajuda no blog para adquirir este endereço. Foi apenas isso.

Foram quatro meses de projeto, né? Em algum momento você achou que não daria certo, pensou em desistir?

Mais ou menos isso. Uma semana após o show já comecei a me movimentar editando o primeiro vídeo de Paranoid Android. Claro, sem intenção nenhuma de fazer algo grandioso, era apenas uma ideia qualquer, que nasceu vendo os trechos dessa música no YouTube.

Você também tem uma banda chamada Refink, que arrumou espaço pra um pouco de divulgação na página do projeto. Houve um grande aumento de procura?

Sim, sou guitarrista e backing vocal nessa banda que tem muita importância em tudo que faço. Aprendi a editar vídeos utilizando o material de bastidores de shows e isso teve uma grande importância para o projeto Rain Down. Eu acredito que divulgar minha banda era uma forma de mostrar outro trabalho, que também tinha um grande valor. A procura cresceu um pouco, mas existe uma realidade muito triste no cenário que tocamos que impede qualquer banda como a nossa de crescer, ela é envolvida por modismo, falta de respeito com as bandas, interesses financeiros, grandes panelinhas e pessoas que não tocam pela música. Se não fosse por amor ao que faço, já teria desistido faz tempo.

No Brasil, você é um dos assuntos preferidos não só dos blogueiros, mas também de jornais e TV. Como você sente a repercussão internacional do Rain Down?

Acredito que por ter feito um projeto envolvendo uma banda tão revolucionária e criativa com o Radiohead, o conceito do projeto tomou um rumo de inovação. Não que eu tenha feito nada inédito, canso de ler que pessoas já fizeram o que eu fiz antes e não tiveram tanta repercussão. A questão é que eu mesmo não planejei isso, tomou corpo, aconteceu e ponto. Já a repercussão internacional não foi tão intensa como a brasileira, mas tenho acompanhado muita gente de fora dizendo que isso poderá chegar ao Radiohead se continuar assim. Eu já me sinto muito bem pelo reconhecimento que obtive até o momento.

Pra muita gente, é quase um castigo baixar 4.5GBs por torrent/rapidshare. Existe a idéia de fazer a distribuição em formato físico, mesmo que com uma edição bem básica, pra facilitar o acesso dessas pessoas?

É, com a internet que temos no Brasil, baixar 4.24 GB por torrent ou download direto é realmente duro. Eu sei por que baixo DVDs do mesmo tipo e chega a levar dias.

Sobre a distribuição em formato físico, eu deixei bem claro que não posso comercializar o DVD, mas me coloquei a disposição para enviar para quem precisasse desde que a pessoa banque os valores de frete, mídia, porque eu não tenho como fazer isso tirando do próprio bolso. Para isso a pessoa pode entrar em contato comigo via e-mail ou comentando no blog.

23 ago 2009

Entrevista: Zémaria

Por  @16:25

Pode-se dizer que, hoje, o Zémaria é uma das maiores bandas do Espírito Santo, senão a maior. Com cerca de meia década de carreira, NegoLéo, Sanny Lys, Marcel Dadalto e Michel Spon já têm um baita histórico: Além dos dois CDs e vários EPs lançados até agora, o grupo arquivou quatro turnês na Europa nesses últimos anos. Em Julho, inclusive, a banda embarcou em sua quinta visita aos palcos do continente, que se extende até o final do ano. A viagem ainda leva o quarteto ao Neutronix Stage do festival Electric Picnic, um dos maiores eventos culturais da Irlanda que, nesse ano, vai contar com um line-up maravilhoso.

Mas, claro, não é só isso que forma o Zémaria – e, por isso, fui atrás dos caras para descobrir mais.

zemaria

Onde vocês estão nesse exato momento?

Marcel: Estamos em Dublin, ótima cidade! Fizemos alguns shows na Irlanda, também fomos pra Cork, tocamos lá e o povo tava muito animado, cara! Não acredito em como eles se agitam. Tocamos aqui em Dublin muitas vezes, também, e depois vamos tocar em Berlim, aí vamos pra Londres e voltamos pra Dublin.

Quem compõe na banda?

Sanny: Eu e Marcel. A gente faz muita coisa junto. Não temos regras!

Marcel: É, a gente costumava tocar com uns amigos também, a Sanny trouxe muita coisa dos amigos dela, eu trouxe muita coisa dos meus. Compor pra gente é tipo uma festa.

Mas vocês são um quarteto, na verdade.

Marcel: Sim, temos o baterista, NegoLéo, que também compõe e já escreveu bastante coisa pro Zémaria e o Michel, que é o baixista.

Mais cedo você me falou que foi o dia de lavar a roupa do Zémaria. Não deveria ser um dia pra aproveitar, conhecer a cidade e tudo o mais?

Marcel: A gente gosta de conhecer os locais em que a gente toca, falar com as pessoas. Fazer turnê não é só tocar em clubes com luzes e flashes. A gente tem essas festas, também amamos tudo isso, mas…

Sanny: É sempre bom ver os castelos. Amo castelos. Acho incrível poder ver prédios tão velhos, as igrejas…

Marcel: Verdade! A gente não tem muitos castelos no Brasil… tipo, eu olho e penso: “nossa, esses castelos são mais velhos do que o meu país!”

*Nego Léo entra na sala*

Há quanto tempo vocês estão na Europa, nessa turnê?

Sanny: A gente ta completando a terceira semana hoje!

Mas não é a primeira vez do Zémaria aí, né?

Sanny: Não, já é a quinta vez!

E como é o esquema? Vocês pagam tudo por aí ou existe alguém pra dar uma força na parte financeira?

NegoLéo: A gente recebe um apoio cultural do governo do Espírito Santo, mas só para as passagens de avião. O esquema aqui é bem parecido com o do Brasil.

Marcel: Fazemos tudo como uma banda independente. Temos ajuda também de uns amigos por aqui, de umas casas de shows, mas é tudo bem indie, como sempre fizemos, e funciona muito bem!

Como anda o feedback do público europeu? Vocês vêem muita diferença do brasileiro?

Sanny: Na verdade, não. A gente já tem muita história no Brasil, então acompanhamos o crescimento do público. No início, a gente sentia que tinha um povo meio no “what the hell, isso é música eletrônica ou não? Não sei se eu gosto”. Aí, de repente, o electro ficou muito popular, e agora todo mundo acaba dançando nos shows. Aqui é um pouco diferente, as pessoas são mais rápidas.

Marcel: Aqui acho que ta todo mundo mais acostumado com isso tudo. Quando terminamos o show, sempre tem um pessoal que procura a gente pra bater um papo e eles aparecem com uma lista enorme de artistas pra compararem com a gente – e eles acertam! Eles realmente sabem do que estão falando! No Brasil temos uma resposta completamente diferente, nosso gênero não é muito popular.

Bem, vocês provavelmente ouvem muito electro. O que vocês têm pra recomendar pra gente?

Marcel: Eu tenho ouvido muita coisa antiga… Pixies, Fugazi, um dia desses eu tava ouvindo Metallica, as coisas antigas deles.

Sanny: Golden Filter, que ta com coisa nova…

E produto nacional?

Marcel: É difícil dizer, cara. Adoro todos os meus amigos de Vitória, todo o pessoal do Smoke Island. Controle Technique, F.U.E.L., Trepax, Joe.Zee, Mickey Gang. Recomendo todos eles!

Fala mais pra gente do Smoke Island.

Smoke Island é um grupo de caras malucos de Vitória que produzem música todos os dias. Esses caras só querem um jeito de espalhar suas canções pelo mundo. No site a gente tem um blog, notícias sobre a cena local, sobre a cena do Brasil… É nossa casa, é onde começamos, e de repente o negócio ficou muito grande.

E é tudo lançado por lá virtualmente, né?

Pois é, tudo online. Só fazemos alguns CDs fisicamente quando o Zémaria entra em turnê, por exemplo, pra vende-los nos shows e tal. Não acredito em venda de álbuns em lojas, não acredito nessa merda. Só queremos espalhar nossa música para podermos tocar mais

A gente não costuma ler muito sobre o Zémaria por aqui, tanto em blogs quanto na “grande mídia”. Porque vocês acham que isso acontece?

Sanny: Acho que a gente tem um pouco de culpa nisso. Temos trabalhado muito na Europa e tal. Quando a gente ta em Vitória, nos preocupamos em nos divertir lá, tocar e etc., aí acho que ficamos meio preguiçosos! Agora que o CD novo ficou pronto vamos tocar no Rio, São Paulo, Belo Horizonte, enfim, lugares que adoraremos tocar, já que estamos fora por algum tempo.

Quais artistas vocês acham que influenciaram e influenciam o som do Zémaria?

Sanny: Eu não sei… ouço muita coisa, adoro mulheres cantando. Ouço desde New Young Pony Club até Nina Simone, então eu meio que não sei dizer o que acaba influenciando.

NegoLéo: Acho que somos muito influenciados por nós mesmos. Passamos muito tempo produzindo, então acho que ficamos sem tempo pra pegar influência de outras bandas.

Vocês mudaram bastante do 11 Trax (2007) pro The Space Ahead, que saiu no mês passado. O que causou isso?

Marcel: Eu não sei… a gente é diferente. Coisas acontecem porque têm que acontecer e acreditamos nisso. Não tentamos forçar nada. Acho que a gente sofre influência das cidades, também. O 11 Trax foi feito em São Paulo, então a cidade levou bastante dessa vida 24 horas, de segunda-a-segunda, de boates e de música para dançar até o disco. Enquanto fazíamos o novo álbum estávamos tocando pela Europa, queríamos fazer boas canções e só.

Mas ele também se encaixa bem quando se quer dançar…

Marcel: É, o dancefloor ta no nosso sangue, eu acho. Não sei o que acontece. Eu, NegoLéo e Michel viemos da escola do rock, tocávamos em bandas de rock. Essas coisas acontecem naturalmente.