Arquivo para 'florence and the machine'

Feb 21 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

EMI afirma que não venderá Abbey Road – Terra, 21 de fevereiro

‘Virei o bonzinho’, diz líder do Coldplay - Veja, 20 de fevereiro

Cantor do Kasabian diz que internet “matou” estrelas do rock - Terra, 20 de fevereiro

The Who want Liam Gallagher for Teenage Cancer Trust showsNME, 20 de fevereiro

Beck to Guest on New Tobacco AlbumPitchfork, 19 de fevereiro

Animal Collective cria projeto multimidia para museuRock’n'Beats, 19 de fevereiro

Noel Gallagher cotado para substituir Simon no American IdolOasis News, 19 de fevereiro

As 10 melhores versões de grandes hits dos BeatlesVeja, 19 de fevereiro

Pixies admite estar mais preocupado com cachê do que com arte - Terra, 19 de fevereiro

The Fall Releasing ‘Your Future – Our Clutter’ in AprilPrefix, 18 de fevereiro

Deftones Announce New Album DetailsSpin, 18 de fevereiro

Thurston Moore, blogueiroTrabalho Sujo, 18 de fevereiro

Making of: Ecos Falsos – Verão de 69 - YouTube, 18 de fevereiro

New Girls Track – Exclusive MP3 DownloadNME, 18 de fevereiro

Exclusive: Courtney Love on Hole Album & DaughterSpin, 17 de fevereiro

Los Hermanos não-oficialTrabalho Sujo, 17 de fevereiro

Novo disco do Limp Bizkit terá um toque de Daft PunkNoize, 17 de fevereiro

Paul McCartney diz ter plano para salvar Abbey Road - O Globo, 17 de fevereiro

Britânicos querem transformar Abbey Road em patrimônio nacionalG1, 17 de fevereiro

EMI Thinking About Selling Abbey Road Studios - Prefix, 16 de fevereiro

Rivers Cuomo Digs Female Tribute Band, SheezerSpinner, 16 de fevereiro

Fiona Apple participa de projeto beneficenteRolling Stone, 16 de fevereiro

Music Journalism is the New PiracyElectronic Frontier Foundation, 16 de fevereiro

Florence And The Machine singer reveals she’d ‘like to work with Thom Yorke’NME, 15 de fevereiro

Peter Morén of Peter Bjorn and John to Release Swedish Language Album - Pitchfork, 15 de fevereiro

Bonnie ‘Prince’ Billy announces new album for MarchYou Ain’t No Picasso, 15 de fevereiro

Goldfrapp Talk “Jubilant” New Album, Van Halen, Pink Spandex - Pitchfork, 15 de fevereiro

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Feb 18 2010

BRITs 2010: Os vencedores e o balanço da noite

Nessa semana, mais exatamente na terça-feira, o Reino Unido recebeu a 30ª edição de sua mais relevante premiação musical: O Brit Awards – ou, como é mais conhecido, simplesmente BRITs. A transmissão foi feita ao vivo, mas contando com um curto atraso para que imprevistos, como palavrões, pudessem ser cortados. A noite foi quente – principalmente pro Kasabian (com Tom Meighan de cabelo cortado, finalmente), que surpreendeu tocando “Fire”, de seu último disco, sobre um palco em chamas. Mais empolgante que a apresentação, só ver o grupo desbancando Muse, Arctic Monkeys, Dove s e JLS no prêmio de Melhor Banda Britânica. Merecido, achei:

Embora nada supere a apresentação tripla de Mark Ronson com Daniel Merriweather, Adele e Amy Winehouse no ano passado, os palcos do BRITs 2010 agradaram, com destaque para o estilo de musical da Broadway que soterrou “The Fear”, da Lily Allen. A cantora, que trocou de cabelo no mínimo três vezes (1, 2, 3) durante a noite (nenhum deles ficou realmente bom) e não esperava ganhar nenhum prêmio, ainda teve a honra de desbancar a provável vencedora Leona Lewis na categoria de Melhor Cantora Britânica – e falou que vai comemorar bebendo, como de costume.

Florence and the Machine, uma das minhas queridinhas do BRITs 2010, não saiu de mãos abanando: Indicada em três categorias, Florence, de surpresa, ganhou o prêmio de Melhor Álbum Britânico – e quase chorou nos agradecimentos. Lungs era o único álbum de estréia do grupo de indicados, que também carregava Kasabian, Paolo Nutini (blergh), Lily Allen e Dizzee Rascal. Esse último, vale notar,  brilhou MUITO com Florence em “You’ve Got The Dirtee Love”, um mash-up ao vivo de “You’ve Got The Love”, da garota, com “Dirtee Cash”, do rapper. O palco da dupla, constituído por uma série de harpas, um globo espelhado gigante e uma iluminação perfeita, foi uma das coisas mais bonitas da noite:

Apesar disso, a moça de maior destaque na premiação não foi Lily, Florence e muito menos uma britânica. Lady Gaga, atual super star do mundo pop, provou que merece ser valorizada – mesmo se estiver parecendo uma tortinha de chantilly (compare) – saindo vitoriosa nas TRÊS categorias em que concorria (Melhor Álbum Internacional, por The Fame, Melhor Cantora Internacional e Revelação Internacional). A apresentação da cantora também surpreendeu: Principalmente se você, assim como eu, não dava a mínima pra ela. Homenageando Alexander McQueen, estilista que se suicidou no início de fevereiro, Gaga apareceu com uma belíssima e inédita versão de “Telephone” – que, ao lado de “Dance In The Dark”, integrou um medley perfeito.

Quem sentiu falta do The XX tocando com a Florence no live mash-up supracitado, não deixou de reparar a ausência da criançada na premiação. Apesar de ser considerado o maior hype inglês de 2009, o grupo não teve uma indicação sequer. Mas nem tudo está perdido: É provável que a banda seja citada na próxima edição do evento, da mesma forma que aconteceu com o Friendly Fires nesse ano. E, por falar em FF, os críticos também ficaram devendo alguma coisa para o Franz Ferdinand, que passaram 2010 sem qualquer indicação nos BRITs.

E essa não foi a única decepção do dia. A JLS, nova boyband britânica de dar nos nervos, arrematou duas estatuetas e desqualificou um bocado de gente boa. Mais vergonhoso que isso, só Liam Gallagher recebendo o prêmio de Melhor Álbum dos Últimos 30 Anos por (What’s The Story) Morning Glory? em nome Oasis, e lembrando de agradecer a todos os integrantes da banda – menos ao irmão, Noel, em forma de provocação. Ainda parecendo um adolescente retardado de 15 anos, o cara simplesmente jogou o microfone E O TROFÉU para o público, sem dar a mínima.

Vale comentar, ainda, sobre a patética seleção dos supostos “melhores álbuns dos últimos 30 anos”. Nomes como Duffy e Dido aparecem enquanto grandes clássicos britânicos, como os discos do Radiohead (sempre ignorados pelos BRITs), Muse ou Blur, passam despercebidos. A escolha final, pelo menos, não foi tão injusta.

Poupando comentários sobre a sonolenta apresentação de Robbie Williams, o homenageado da noite, boto, na sequência, a lista completa de indicados e ganhadores:

Melhor Cantor Britânico
Calvin Harris
Dizzee Rascal
Mika
Paolo Nutini
Robbie Williams

Melhor Cantora Britânica
Bat for Lashes
Florence And The Machine
Leona Lewis
Lily Allen
Pixie Lott

Revelação Britânica
Florence And The Machine
Friendly Fires
JLS
La Roux
Pixie Lott

Melhor Grupo Britânico
Doves
Friendly Fires
JLS
Kasabian
Muse

Melhor Álbum Britânico
Dizzee Rascal – “Tongue ‘n’ Cheek”
Florence And The Machine – “Lungs”
Kasabian – “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”
Lily Allen – “It’s Not Me, It’s You”
Paolo Nutini – “Sunny Side Up”

Melhor Single Britânico
Alesha Dixon, “Breathe”
Alexandra Burke featuring Flo Rida, “Bad Boys”
Cheryl Cole, “Fight For This Love”
Joe McElderry, “The Climb”
JLS, “Beat Again”
La Roux, “In For The Kill”
Lily Allen, “The Fear”
Pixie Lott, “Mama Do”
Taio Cruz, “Break Your Heart”
Tinchy Stryder featuring N-Dubz, “Number 1″

Melhor Cantor Internacional
Bruce Springsteen
Eminem
Jay-Z
Michael Bublé
Seasick Steve

Melhor Cantora Internacional
Lady Gaga
Ladyhawke
Norah Jones
Rihanna
Shakira

Revelação Internacional
Animal Collective
Daniel Merriweather
Empire of the Sun
Lady Gaga
Taylor Swift

Melhor Álbum Internacional
Animal Collective, Merriweather Post Pavilion
Black Eyed Peas, The E.N.D.
Empire of the Sun, Walking on a Dream
Jay-Z, The Blueprint 3
Lady Gaga, The Fame

Escolha dos Críticos
Ellie Goulding
Delphic
Marina and the Diamonds

Melhor Álbum Britânico dos Últimos 30 Anos
Coldplay – “A Rush of Blood to the Head”
Dido – “No Angel”
Dire Straits – “Brothers in Arms”
Duffy – “Rockferry”
Keane – “Hopes & Fears”
Oasis – “(What’s the Story) Morning Glory?”
Phil Collins – “No Jacket Required”
Sade – “Diamond Life”
The Verve – “Urban Hymns”
Travis – “The Man Who”

Melhor Performance Britânica dos Últimos 30 anos
Bee Gees – “Stayin’ Alive/How Deep is Your Love”
Bros. – “I Owe you Nothing”
Coldplay – “Clocks”
Eurythmics & Stevie Wonder – “Angel”
Girls Aloud – “The Promise”
Kanye West – “Gold Digger”
Kylie Minogue – “Can’t Get You Out of my Head”
Michael Jackson – “Earth Song”
Paul McCartney – “Live & Let Die”
Pet Shop Boys – “Go West”
Robbie Williams & Tom Jones – “The Full Monty Medley”
Scissor Sisters – “Take Your Mama”
Spice Girls – “Wannabe/Who Do You Think You Are”
Take That – “Beatles Medley”
The Who – “Who Are You”

Prêmio de Contribuição à Música
Robbie Williams

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Jan 26 2010

Premiação da NME divulga seus indicados

Por Neto

Mais uma premiação divulga sua lista de indicados. Dessa vez é a Shockwaves NME Awards 2010, premiação da publicação britânica NME, obviamente.

Com 6 indicações cada – incluindo Melhor Banda, Melhor Álbum e Melhor Banda Ao Vivo -, Kasabian e Arctic Monkeys lideram a briga entre os concorrentes. Muse, Lily Allen e Oasis, entre outros, também estão em destaque nas categorias do evento – que são tantas que eu escolhi somente algumas para postar:

Best British Band (sponsored by Shockwaves)
Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian
Muse
Oasis

Best New Band (sponsored by USC)
The Big Pink
Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux

Best Live Band (sponsored by Tuborg)
Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures

Best Album (sponsored by HMV)
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’

Best Track (sponsored by NME Radio)
Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’
The Big Pink – ‘Dominos’

Best Video (sponsored by NME TV)
Arctic Monkeys – ‘Cornerstone ‘
Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
The Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’

Hero Of The Year
Beyoncé Knowles
Noel Gallagher
Rage Against The Machine
Matt Bellamy
Alex Turner

Villain Of The Year
Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell
Kanye West
Lady Gaga

Best Dressed
Lady Gaga
Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O

Worst Dressed
Lady Gaga
Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux

Worst Album
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady Gaga – ‘The Fame’
The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’
U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’

Worst Band
Green Day
Oasis
Jonas Brothers
Paramore
JLS

Best Album Artwork
Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘

.

Pra ver toooooda a lista, é só ir direto na página da NME. E ah, eu vou respeitar muito a pessoa que conseguir ganhar da Lady Gaga na categoria Worst Dressed.

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Dec 22 2009

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Alex Correa

O Neto começou o trabalho de listar álbuns e mais álbuns ontem, então continuo hoje. Segue:

15. Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz!

Três anos depois do lançamento-estouro de Fever To Tell, o Yeah Yeah Yeahs surpreendeu ao aparecer com um disco marcado pela presença de sintetizadores e com muito pouco da essência garage que, até então, havia marcado a carreira do grupo de Karen O. Com It’s Blitz, o som dosnova-iorquinos continuou delicioso, mas perdeu as origens que sempre deram destaque ao trio.

Escute: “Zero” e “Heads Will Roll”.

14. Juliette and the New Romantiques – Terra Incognita

Com nova banda, a atriz Juliette Lewis radicalizou ainda mais ao lançar Terra Incognita, disco com uma pegada progressiva que os Licks jamais a deixaram experimentar. Com a produção de Omar Rodríguez-Lopez, um dos fundadores do The Mars Volta, Lewis conseguiu alcançar um público que, por muito tempo, não acreditou no potencial musical de rostinhos conhecidos de Hollywood.

Escute: “Terra Incognita” e “All Is For Good”.

13. The Big Pink – A Brief History of Love

Apontado como um dos hypes de 2009 no ano passado, The Big Pink acabou não conquistando muitos fãs – pelo menos no Brasil – quando A Brief History of Love caiu na internet. Mesmo assim, o shoegaze moderno e convidativo (mas pouco inovador) da dupla serve como uma luva em dias chuvosos, noites obscuras e momentos introspectivos em geral.

Escute: “Too Young To Love” e “Dominos”.

12. The Gossip – Music For Men

Foi um barbudo estranho o contratado para cuidar da produção de Music For Men, com a proposta de sair da semi-mesmice que o Gossip provocou ao lançar três discos com poucas diferenças entre si. O barbudo em questão é ninguém menos que Rick Rubin, que teve a idéia de masterizar o disco em um volume acima dos padrões, gerando algumas distorções. Mesmo assim, as tendências punk do grupo conseguiram assumir uma forma mais digerível ao longo do disco – ou, se assim preferirem, mais pop. Aprovado.

Escute: “Heavy Cross” e “Spare Me From The Mold“.

11. Weezer – Raditude

Rivers Cuomo errou ao tentar, em 2007 e 2008, surpreender o público com dois discos solo. Mas, pra nossa sorte, algumas das músicas de pouco efeito de Cuomo acabaram por se tornar hits em potencial quando regravadas por todo o Weezer em Raditude, mais bem sucedido que o também recente Red Album. As canções são tão cativantes que até mamãe já canta junto.

Escute: “(If You’re Wondering if I Want You To) I Want You To” e “The Girl Got Hot”.

10. Sonic Youth – The Eternal

Quem ainda não se apaixonou pelo Sonic Youth só pode ter perdido todas as apresentações do grupo em terras tupiniquins (em 2000, 2005 e em 2009, no Planeta Terra Festival). Ver Kim Gordon exalando energia ao lado de seus quatro parceiros ao vivo é a prova real de que cada minuto de The Eternal precisa ser ouvido com atenção. A terceira idade já pode estar chegando pra eles, mas The Eternal não poderia soar mais juvenil e experimental.

Escute: “Sacred Trickster” e “Antenna”.

9. Kid CuDi – Man On The Moon: The End of The Day

Existem poucos artistas que, assim como Kanye West, tentam salvar o hip-hop de músicas fúteis e videoclipes com mulheres suadas e carros possantes – e Kid CuDi, com certeza, é um deles. Em seu primeiro disco, a aposta da BBC mesclou o ritmo das ruas, o electro das boates e o som dos adolescentes descolados. Destaque para os arranjos instrumentais do Ratatat, que deveriam ser mais frequentes.

Escute: “Pursuit of Happiness (feat. Ratatat and MGMT)” e “Make Her Say (feat. Kanye West and Common)”.

8. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum

É provável que o Kasabian seja uma das melhores bandas de rock da atualidade, título que, depois de Kasabian e Empire, ficou ainda mais consistente como lançamento de The West Rider Pauper Lunatic Asylum. Misturando suas vozes com menos frequência do que no último trabalho, Tom Meighan e Sergio Pizzorno ficaram mais obscuros, sentimentais e cativantes nesse novo registro.

Escute: “Fire” e “Vlad The Impaler”.

7. Dirty Projectors – Bitte Orca

No Brasil, pelo menos, o Dirty Projectors nunca recebeu tanto destaque quanto em Bitte Orca – e não é pra menos. O oitavo disco capitaneado por Dave Longstreth flerta mais com o pop do que seus antecessores, fazendo com que guitarras desafinadas e vozes não muito potentes sejam aceitas com mais facilidade pelo público. A produção é fina e limpa, enquanto as fofíssimas Angel Deradoorian e Amber Coffman dão o clima cute das composições.

Escute: “Cannibal Resource” e “Stillness Is The Move”.

6. The XX – The XX

Uma das melhores coisas que aprendemos em 2009 foi que um grupo de adolescentes recém-saídos do colégio não só pode fazer música, mas também consegue atingir uma maturidade sonora surpreendente e inspiradora logo em seu primeiro disco. Em pouco tempo de carreira, o The XX pode ter perdido um membro, mas ganhou o respeito de meio mundo. Introspecção e talento são com eles mesmos.

Escute: “Crystalised” e “Heart Skipped Beat”.

5. Arctic Monkeys – Humbug

Três anos e dois álbuns depois de seu debut, os Monkeys atingiram um nível de reconhecimento que garotos de Sheffield jamais imaginariam. Humbug prova que todas as fichas creditadas ao indie rock moleque da turma de Turner valeram a pena e que, hoje, refletem na criação de rock de gente grande. Uma salva de palmas para Josh Homme, que produziu o trabalho.

Escute: “Crying Lightning” e “Pretty Visitors”.

4. Florence and the Machine – Lungs

É verdade que a cena indie européia já está saturada de mocinhas com vozeirão de cantoras históricas, mas Florence Welsh conseguiu – e honrou – o espaço que conseguiu com seu álbum de estréia. Sua voz, ao invés de ficar em evidência, compartilha o plano de um apoteótico instrumental com piano, rock e orquestrações, já que egocentrismo feminino é muito last week.

Escute: “You’ve Got The Love” e “Kiss With a Fist”.

3. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix

A referência à música clássica pára em seu título, já que Wolfgang Amadeus Phoenix é, basicamente, uma das melhores crias da mistura de rock e sintetizadores da atualidade. Soando como garotos de escola, os caras do Phoenix (que já somam dez anos de carreira) fabricaram dez hits que descem bem em qualquer balada, pré-balada, pós-balada ou até mesmo quando você não tem planos para o final de semana.

Escute: “1901″ e “Lasso”.

2. Animal Collective – Merriweather Post Pavillion

Pode-se dizer que, depois do Radiohead e dos Strokes, o Animal Collective foi um dos grupos que mais influenciaram a criação de uma nova geração de músicos nessa década. Merriweather Post Pavillion veio para fechar com chave de ouro os anos 2000, inundado pelo experimentalismo rápido e inteligente que dominou toda a carreira dos caras. Ame-o ou odeie-o.

Escute: “My Girls” e “Brother Sport”.

1. Franz Ferdinand – Tonight: Franz Ferdinand

Um dos lançamentos mais esperados do ano veio cedo, em janeiro , então não faltou tempo para que todos nós ouvíssemos músicas como “Ulysses” e “No You Girls” centenas de vezes, sem enjoar. Em Tonight, o Franz Ferdinand teve a manha de compilar músicas que soam muito diferentes entre si, passando pelo indie rock de “Turn It On” até o momento psicodélico de “Lucid Dreams”. Um disco pra vida toda.

Escute: “No You Girls” e “Ulysses”.

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Oct 28 2009

Clipe: Florence and the Machine vs. The XX – You’ve Got The Love

Você já deve conhecer o remix do XX pra “You’ve Got The Love”, da Florence Welsh, que eu fiz questão de incluir na última mixtape do Move. A edição dos jovenzitos ficou espacial, relaxante e, como podia-se esperar, maravilhosamente memorável. O clipe, divulgado hoje no canal da Island Records no YouTube, seguiu a mesma vibe, com o PLUS de um clima de filme erótico:

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Oct 19 2009

Mix That Jukebox #4

mix that jukebox #4

(Download) Lado A:

1. Lenny Kravitz – Let Love Rule (Justice Remix)
Single – Nova York/Paris

2. Sea Wolf – The Violet Hour
New Moon Soundtrack – California

3. Numismata e Kassin – O Inferno e um Pouco Mais
Chorume – São Paulo, SP

4. Florence and the Machine vs. The XX – You’ve Got The Love
Single – Londres

5. Asobi Seksu – Transparence
Transparence EP – Nova York

6. Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta – Aquela Dança
Frascos, Comprimidos, Compressas – Salvador, Bahia

7. Joe Lean and the Jing Jang Jong – One Women
Single – Londres

(Download) Lado B - Raridades, b-sides e live tracks de bandas que serviram (e servirão, possivelmente) de influência para gerações seguintes:

1. Klaxons – Hall of Records (2006)
Criando o termo  “new rave” (que mais tarde foi recusado pelos próprios), a banda estimulou uma série de novos artistas que seguiram suas mesmas vertentes. “Hall of Records” é b-side do single Magick.

2. Kraftwerk – Numbers (Live Remix at San Francisco) (2005)
Os alemães inauguraram os sintetizadores e espalharam a cultura de electro por todos os continentes. A música faz parte do live album Minimum-Maximum.

3. CSS e Supla – Fuck of Rock (2005)
Consagrando-se no exterior antes mesmo de se eternizar no Brasil, o CSS mostrou aos artistas brasileiros que é possível buscar uma nova forma de atingir o sucesso. Deu certo, afinal. “Fuck Off Rock” está no EP CSS SUXXX.

4. Radiohead – Gagging Order (2004)
Em 2007, com o In Rainbows, o Radiohead divulgou uma nova forma de distribuir música – o sistema pay-what-you-want. Além do mais, não é todo o dia que se encontra um Ok Computer por aí. A faixa escolhida é do COM LAG.

5. Chico Science e Nação Zumbi – Cidade (1994)
Em 1994 surgiu o Da Lama ao Caos, álbum que marcou o início do movimento manguebeat. “Cidade”, a única música não-rara da nossa mixtape, estava lá.

6. Los Hermanos – Lisbela (?)
Nossos hermanos mudaram a forma de se ouvir música no Brasil ao misturar MPB com pop-rock, samba com jazz, democratizando todos esses gêneros. Fenomenal, como a maioria de vocês já sabe. “Lisbela” foi originalmente escrita por Caetano Veloso e nunca foi lançada oficialmente.

7. The Beatles – Komm, Gib Mir Deine Hand (1964)
E precisa explicar o motivo do fab-four estar nessa mixtape? “Komm, Gib Mir Deine Hand” é a versão em alemão de “I Want To Hold Your Hand”, relançada em 2009 na coletânea Past Masters.

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Sep 18 2009

Oasis recebe duas indicações no Q Awards; Arctic Monkeys aparece em 4 categorias

Por algum motivo, eu alimento uma doce simpatia pelo Q Awards. Algo me faz acreditar que a revista produz a melhor premiação do Reino Unido, mas todo mundo sabe que isso não é verdade: Temos o NME Awards, o Mercury Prize, o Ivor Novello e, acima de tudo e todos, o grande e terno BRIT. A maioria desses acontece bem antes do final do ano, deixando todo mundo perdido na linha do tempo e fazendo com que, por exemplo, álbuns de 2008 apareçam em categorias como “Disco do Ano” em premiações de 2009. Talvez por isso o Q me pareça tão justo: Ele respeita meu transtorno obsessivo compulsivo.

coldplay

Em 2008, o Coldplay levou dois prêmios no Q Awards: Melhor Grupo da Atualidade e Melhor Álbum

Nesse ano, quem sai na frente de todos os indicados é o Arctic Monkeys. Os homens de Sheffield (porque o rótulo de “garotos” é ultrapassado) são candidatos fortes para ganhar o prêmio de Melhor Faixa (“Crying Lightning”), Melhor Álbum (Humbug), Melhor Grupo Ao Vivo e Melhor Grupo da Atualidade. O falecido Oasis disputa com os macacos nessas duas últimas categorias, mas, se eu tivesse direito a veto, não deixaria nenhum dos dois com o título de melhor show, ainda mais quando o Kasabian está no páreo. A votação é aberta ao público, então passa lá e dá uma força para os seus favoritos.

A lista de todos os indicados, com meus favoritos sublinhados, é essa:

Melhor Grupo Estreante:
White Lies
Friendly Fires
Empire Of The Sun
Passion Pit
The Dead Weather

Artista revelação:
Florence & The Machine
Lady GaGa
La Roux
Mr Hudson
Pixie Lott

Melhor música:
Kasabian – Fire
Muse – Uprising
Arctic Monkeys – Crying Lightning
Dizzee Rascal – Bonkers
Noisettes – Never Forget You
Lily Allen – The Fear

Melhor vídeo
The Dead Weather – Treat Me Like Your Mother
Dizzee Rascal – Holiday
Florence & The Machine – Drumming Song
Mika – We Are Golden
Lady GaGa – Just Dance

Melhor grupo ao vivo:
The Prodigy
U2
Oasis
Kasabian
Arctic Monkeys
Blur
Take That
(Oi, Radiohead?!)

Melhor álbum:
Arctic Monkeys – Humbug
U2 – No Line On The Horizon
Florence & The Machine – Lungs
The Prodigy – Invaders Must Die
Kasabian – West Ryder Pauper Lunatic Asylum

Melhor Grupo da Atualidade:
Kings Of Leon
Arctic Monkeys
Oasis (Eles ainda podem participar dessa categoria?)
Coldplay
Muse
(Oi, Radiohead?!)

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Jul 21 2009

Mercury Prize 2009: Conheça os indicados

Na foto: Elbow, que ganhou o Mercury Prize de 2008

O meu motivo para acordar cedo durante essa semana era descobrir os indicados para o Mercury Prize antes de todo mundo, mas o plano não rolou. Hoje, 21 de julho, saiu – finalmente – a lista de quem concorre ao prêmio mais concorrido da música britânica. Ó só:

Florence and the Machine, com Lungs: A cantora é talentosíssima, tem uma voz muito característica e, em meio a tanto blues, R&B e electro-pop surgindo de artistas semelhantes, resolveu fazer rock. Merece o prêmio por sair do óbvio. Tem resenha aqui.

Kasabian, com West Ryder Pauper Lunatic Asylum: Banda preciosa que atingiu um ótimo resultado em seu terceiro álbum, lançado há alguns meses e que chegou em primeiro no ranking britânico. Com as faixas fortes ‘Fire’ e ‘Vlad the Impaler’, o disco te pega de jeito (ui) nas primeiras execuções, mas a sensação de quero mais não dura muito. O maior erro aqui foi do vocalista Tom Meighan, que deixou o cabelo crescer, mas isso não vem ao caso. Resenha aqui.

Friendly Fires, com o álbum homônimo: Na primeira vez, achei morno. Só em janeiro de 2009 comecei a dar valor ao trio inglês, que precisava de um pouco mais de atenção – e nada mais. O electro-rock já tinha um ar de samba antes mesmo de ‘Kiss of Life’ aparecer (pra tirar a prova, a batida de ‘In The Hospital‘ é perfeita – já reparou a semelhança com ‘É Bom Para o Moral‘?). Lá no fundo, todas as suas músicas têm uma vibe brasileira escondida na percussão. Já se faz vitorioso antes mesmo de uma indicação ao Mercury.

La Roux, de La Roux: Ok, vou falar a verdade: Não dá pra imaginar qual foi o critério que fez esse disco parar no Mercury Prize. Assim, não vou dizer que o álbum é ruim – nesse exato minuto, estou ouvindo ‘In For The Kill’, inclusive -  mas essa brincadeira de tentar imitar a Madonna já chegou longe demais.

Bat for Lashes, com Two Suns: Bat For Lashes é, na verdade, uma cantora solo. “Solo”, porque ao vivo Natasha Khan tem toda uma banda de apoio. Seu segundo disco, lançado em abril, foi supervalorizado pela imprensa, acho eu, mas isso significa que Khan tem – mais uma vez – boas chances de ganhar. Em 2007, o debut Fur and Gold também chegou ao Mercury, mas não deu o troféu à cantora. No ano seguinte, Natasha perdeu dois Brits. Já tá na hora de sair por cima, né?

Glasvegas, também com um álbum de mesmo nome: Fazia tempo que eu não via uma banda estreando e indo parar tão rápido em um pré-mainstream. É claro que isso acontece com frequência, vide Marina and the Diamonds, mas o Glasvegas entrou com tudo depois de ganhar um 9 da NME. O sucesso com os críticos denuncia a possível vitória, mesmo sendo um álbum meio passado – quando a cerimônia de premiação acontecer, o disco já terá um ano de idade.

The Invisible, que, adivinha, também tem um álbum homônimo: The Invisible é o nome da banda. E do disco. Sabe aquela banda que se esforça muito para conseguir chegar em um determinado tipo de som? Então, isso é The Invisible. O esforço parece ser tão grande que as músicas ficam mornas, sintéticas demais, mesmo sendo tão comparada ao Intimacy do Bloc Party.

The Horrors, com Primary Colours: Parece que Primary Colours é o álbum do ano. Ou quase isso. É um post-punk para indies que, até onde eu sei (e isso é bem pouco), tem belas influências de Echo & The Bunnymen. Acho que eles chegaram a cair nesse negócio de Joy Division do século XXI, mas não se abateram muito. Se o White Lies não vingou, The Horrors pode fazer o trabalho para os dois.

Lisa Hannigan, com Sea Sew: Lisa fez sua carreira, basicamente, pegando carona na música dos outros. Desde 2001, foram covers, backing vocals, participações em tributos e muitas parcerias com Damien Rice que levaram o som da moça para frente, até que, no ano passado, saiu seu primeiro disco solo: Sea Sew. A história é boa, mas o folk soa despretensioso demais para merecer um Mercury – a menos que o júri mude seus critérios de avaliação.

Sweet Billy Pilgrim, com Twice Born Men: Que coisa linda é ‘Kalypso‘, música do segundo disco do trio Sweet Billy Pilgrim, que faz um esboço do que seria o Iron & Wine se apostasse num diferencial. A faixa começa calma, com cordas, até chegar num refrão explosivo, mesmo sendo muito discreto. Não é meu preferido, mas a vitória deles em um Mercury Prize da vida seria compreensível.

Led Bib, com Sensible Shoes: Led Bib é tão indie, mas tão indie, que não tem nem uma página no Wikipédia. Poucos shows marcados na agenda do MySpace, muita modéstia em sua descrição: “Algumas pessoas gostam da gente, talvez você também goste”. Calhou dos jurados do Mercury amarem o som do quinteto de jazz, que não tem vocais. Já faz dez anos que um artista instrumental não ganha o prêmio: O último foi Talvin Singh, um músico de “Asian Underground”. Se os caras ganharem, vão ter que mandar a ver num discurso improvisado – e improviso está longe de ser um problema pra quem ganha a vida com jazz.

Speech Debelle, com Speeche Therapy: Debelle ainda é adolescente e virou dona de um hip-hop juvenil, cru e – acredite – doce. Se Dizzie Rascal já saiu vencedor do Mercury, não é impossível a menina ser motivo de orgulho para a mãe. Mas é improvável.

O vencedor do Mercury Prize 2009 será escolhido pelo júri no dia 8 de setembro, em Londres, durante a cerimônia. E aí, quem é seu favorito?

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Jul 21 2009

Coluna PopMata: Julian Plenti, Rockz e Florence And The Machine

Julian Plenti - Julian Plenti Is... Skyscraper

Julian Plenti – Julian Plenti Is… Skyscraper (2009)
Há algo na voz de Julian Plenti que é só dele, ou melhor, dele e de Paul Banks, vocalista do Interpol, já que são a mesma pessoa. Mas, a melancolia expressada com violência e displicência, tão milimetricamente inserida na canção, é algo que só Paul Banks tem. Julian Plenti, o Paul Banks sem seus três amigos nova-iorquinos, é mais sorrateiro. Chega, por vezes, na base do sussurro. Extrapola o nível da canção para se tornar o principal elemento dela. Usa experimentação para se diferenciar daquele vocalista de uma das principais bandas da década. E acerta, diretamente, sua mente.

Não sei te dizer se você gostará de “…Skycraper” por gostar de Interpol. Tanto quanto não sei se você pode se impressionar por não gostar do quarteto. É diferente, essencialmente. Há algo mais adulto na postura solo do cantor, algo mais introspectivo e uma disposição maior para sonoridades diferentes também.

Como uma obra, em sua forma completa, a estreia solo de Paul Banks faz todo o sentido. Talvez você precise chegar na 4ª faixa para ouvir uma explosão vocal e reconhecê-lo mas, até lá, já estará entregue, novamente, aos caprichos sentimentais deste grande compositor e músico.

Rockz - A Tão Sonhada Bicicleta

Rockz – A Tão Sonhada Bicicleta (2009)
O Rockz ainda quer fazer você dançar e pular. Mesmo com um novo vocalista, sonoridade diferente e uma agressividade menos regulada, eles querem fazer você dançar e pular. Mesmo que agora você precise franzir o cenho para parecer uma pouco mais mau, eles ainda vão te fazer dançar e pular. Afinal, pra que outra coisa o rock serve?

Does It Offend You, Yeah?, Queens of The Stone Age, Bloc Party e Klaxons. Essa são as influências do novo álbum “A Tão Sonhada Bicicleta”, mas não seriam o suficiente se não houvesse uma banda tão competente por trás. Seja em composição ou em execução, o Rockz é um primor. Letras, riffs e ritmos se entrelaçam e criam a atmosfera perfeita para uma noite em um bar. É sexy e quente. Ficar parado pra quê?

Se agora você está sentado trabalhando, ou está em casa pensando em ler um livro, ou está indo fazer sua caminhada diária… Coloque este som nos seus ouvidos e deixe-se envolver. Dance, pule ou apenas bata o pé, para seu chefe não te achar um maluco. Ou não se importe com nada disso e apenas ouça. (E ainda não está ouvindo por quê?)

Florence And The Machine - Lungs

Florence And The Machine – Lungs (2009)
Florence Welch é exatamente o elemento indispensável para a proposta de “Lungs”. As canções são simplesmente saborosas, divertidas e lindas por Florence agir tão bem em uma canção. Não importa a harpa, os sintetizadores, a percussão ou a guitarra se ela não estiver tornando toda esta unidade possível. Mesmo sabendo disso, ela não quer que sua voz seja mais importante do que a canção. E quem ganha com isso são os ouvintes.

Florence And The Machine aproveita de influências soul, oitentistas e indie-hippie (?), e com uma esperteza absoluta, cria canções pop com riqueza indiscutível. Não basta uma grande cantora a frente da banda, é preciso mais. É preciso criar melodias e arranjos perfeitos, e isso não falta em Lungs.

Apesar das comparações (totalmente compreensíveis) com Lilly Allen, Winehouse e Kate Nash, Florence dá uma passo a frente. Quando não é o próprio ego que está em jogo, e quando a cantora não quer ser o único destaque em seu trabalho, o brilho cresce tanto e se espalha, que fica praticamente impossível separar a música do artista. Florence Welch ou Florence e sua banda (a “the Machine”), não importa, sabe que a música ainda é mais importante. E faz isso muito bem.

Coluna PopMata

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Apr 08 2009

La Roux anuncia debut

laroux4

La Roux é uma das primeiras da sua geração a confirmar o lançamento de um álbum, saindo na frente de Dan Black (na era solo),  Florence and the Machine e Passion Pit.

O debut de Elly Jackson, como foi batizada pelos pais, continua contando com a participação de Ben Langmaid, que fica por trás do La Roux (um duo ou um pseudônimo? mal dá pra saber…). O disco saí no dia 29 de junho, mês em que todo o mundo vai estar concentradíssimo em Hands, álbum de estréia da Little Boots, colega de electropop.

O tracklist do disco homônimo é esse aí:

1. ‘In For The Kill’
2. ‘Tigerlily’
3. ‘Quicksand’
4. ‘Bulletproof’
5. ‘Colourless Colour’
6. ‘I’m Not Your Toy’
7. ‘Cover My Eyes’
8. ‘As If By Magic’
9. ‘Fascination’
10. ‘Reflections Are Protections’
11. ‘Armour Love’

A edição britânica ainda vem com uma faixa bonus, ‘Growing Pains’. Se La Roux é um nome completamente novo pra você, lhe apresento o clipe de ‘In For The Kill’, primeiro single de “sucesso” do projeto:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=JZ1Mi77nogQ]

Alex Correa

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Apr 03 2009

A chance de ouro

florenceandthemachine

Florence and the Machine ainda nem lançou seu álbum de estréia e já está nas nuvens. O grande estrelato da menina Welsh começou logo no início do ano, quando foi homenageada com o título de “Escolha da Crítica” no Brit Awards, maior premiação da música britânica.

Agora, mais uma bomba de louvor acaba de estourar nas mãos de Florence: A cantora foi convidada para abrir – vejam bem – um dos primeiros shows do Blur em seis anos, em Manchester. Extremamente lisonjeada e “sem acreditar que isto está acontecendo”, Florence ainda terá a companhia do Klaxons na abertura, que lança seu segundo disco ainda em 2009.

A agenda da moça também conta com participações e festivais e performances em clubes menores, que já deram ’sold out’. Se você ainda não conheceu o som que tem ecoado por toda a Europa, visite myspace.com/florenceandthemachinemusic.

Alex Correa

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Mar 06 2009

Notinhas de sexta-feira

Cerca de três anos depois de lançar seu último álbum de estúdio – Modern Times, de 2006 -, o lendário Bob Dylan pegou a imprensa de surpresa ao anunciar o lançamento de um novo disco de inéditas, pela Rolling Stone americana. Produzido por Jack Frost, seu pseudônimo, o álbum ainda está sem nome, mas deve ficar pronto para os fãs do músico em abril.

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Talvez o clássico e futurista filme Tron, produzido pela Disney nos anos 80, não seja da sua época – não é da minha, pelo menos -, mas você terá a chance de assisti-lo numa versão bem moderna em 2011. Enquanto o longa teve sua trilha sonora escrita por Wendy Carlos (O Iluminado, Laranja Mecânica) em sua primeira edição, essa será a vez do francês Daft Punk compor o fundo musical do longa-metragem.

O duo já vem trabalhando em novo material desde 2006, e é possível que um outro disco esteja vindo por aí.

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Os punk-rockers do Razorlight não parecem ter sorte com bateristas. Depois de perderem Christian Smith-Pancorvo, formador do grupo, o ex-atual batera Andy Burrows anunciou oficialmente sua despedida dos Razors. Em nota à imprensa, Burrows afirmou que sua saída não se deve a nenhum tipo de discórdia com os demais integrantes da banda, culpando problemas particulares. Segundo o vocalista Johnny Borrell, o substituto David Sullivan-Kaplan (vulgo Skully, da banda Men, Women & Children) cuidará do drum set até o fim do ano.

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Em um programa de rádio da NME, Pete Doherty soltou que “os Libertines têm que voltar, já que não teve seu trabalho concluído”. De um outro lado, Carl Barât não parece concordar muito com a idéia…

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Em junho tem álbum novo do Kasabian, confirma a banda. Intitulado West Rider Pauper Lunatic Asylum, o terceiro trabalho da banda conta com um dueto de Tom Meighan com a atriz Rosario Dawson (Sete Vidas, Sin City, Santos & Demônios) em uma de suas faixas.

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Pra terminar, deixo Florence and the Machine e sua interpretação de ‘Postcards from Italy’, do Beirut. Confesso que não sei se acho bom ou ruim.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=2p5l6tRzpD8]

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Jan 31 2009

Coisas para ler, ouvir, ver e baixar

Quando a semana foi chegando ao fim, começaram a sair vários vídeos, músicas e notícias extremamente relevantes. Uma delas não chega a ser de extrema relevância para os brasileiros, mas é algo que pessoas de todo o mundo esperavam: O line-up do Coachella 2009. Vocês ainda não devem saber, mas, nessa edição do festival, o Move That Jukebox! terá um representante de olhos bem abertos por lá. Quem não vai poder ir no evento chega a sentir uma dor no coração por perder uma seleção de artistas tão fenomenal, que não deixa pra trás suas edições anteriores. Olha aí:

(clique pra ampliar)

Nessa última sexta-feira, diversos sites anunciaram uma imagem estarrecedora: Morrissey pe-la-di-nho. O músico posou para a capa de seu próximo single, I’m Throwing My Arms Around Paris, somente com um vinil de sete polegadas tapando seu pintz. Pelo menos isso. Dá pra ver aqui, ó:

(clique pra ampliar)

Ainda tem o clipe novo do Final Fantasy, Horsetail Feathers;

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=6imuFUR26HI]

Bloc Party tocando Call the Shots, do Girls Aloud;

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=KW4WL8fotvI]

A menina Florence Welch (a.k.a. Florence and the Machine) tocando Flakes, do Mystery Jets – que você pode baixar aqui;

Begone Dull Care, álbum novo do Junior Boys, que vazou;

A música When Lenin Was Little, gravada pelo Arcade Fire para a coletânea Dark Was The Knight;

E, por último, a confirmação de dois shows do A-ha em território brasileiro, que saiu no próprio site do grupo:  No Credicard Hall paulista no dia 25 de março e, no Rio, na casa de shows do Citibank, no dia seguinte.

Por Alex Correa


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