16 jun 2010

Fonografando #5: Holger, Dead Lover’s Twisted Heart, Homemade Blockbuster

Por  @17:24

Fonografando: o retorno do retorno. Mas agora é sério mesmo.

Doses semanais de música independente nacional voltarão a dar as caras no Move That Jukebox a partir de agora. Começando pelo Holger.

Sunga, do Holger – “Com muito orgulho, anunciamos que o Sunga está pronto, gravado, mixado e finalmente masterizado, e com a arte mais linda do mundo pronta!”, disse o Holger pelo twitter, no início dessa semana. Muita gente está esperando o álbum de estreia da banda que, sem muito material gravado mas com um show enérgico e muito caroloso como cartão de visita, aproveitou o hype ao seu redor, conquistou sinceramente um bocado de fãs pelo país e está além das promessas do ano para a música brasileira.


Holger, ao vivo em Florianopólis – Foto por Yuri Gama

A primeira faixa do álbum a aparecer na Internet, “Let’em Shine Below”, evidencia porque o Holger se destaca entre as outras bandas com apelo indie semelhante que, de uns anos para cá, começaram a pipocar em território nacional. É que, apesar das letras em inglês, a banda não esconde que vem do coração do Brasil e sabe balancear bem suas influências nacionais (“nós queremos soar como o luiz caldas!”) e internacionais (eles respiram Vampire Weekend nessa música nova). Por isso, tudo indica que “Sunga” estará recheado de composições autênticas e, na história da banda, mais tropicais do que nunca.

Ouve aí (via Bloody Pop) e diz se o Holger não está de parabéns.

Fica esperto: o álbum deve dar as caras na internet a qualquer momento.

Com vocês, o Dead Lover’s Twisted Heart – Não que seja uma banda nova, mas só agora saiu o primeiro disco da banda que, ao lado do Transmissor e do Graveola, figura entre as mais bacanas de Belo Horizonte.

É folk, é country, é indie, é pop: é muito rico esse primeiro trabalho dos mineiros mais estilosos da nossa música. A não ser que você já tenha visto o show, que denuncia toda essa agradável bagunça sonora, a próxima faixa é imprevisível. Da festiva e muderna “Rock Hurts and Heart Beats” às campestres “Line 5012″ e “Isabelle” (meu Deus, isso foi feito no Brasil?), o Dead Lover’s Twisted Heart surpreende do começo ao fim do disco. Com (claras) influências que vão de Eagles of Death Metal a Roberto Carlos, o grupo está pronto para ganhar o Brasil – e eu aposto forte neles.

Ah, claro! Para nossa alegria, dá pra ouvir e baixar todas as faixas do álbum aqui.

Mini Box Lunar no Música de Bolso – O La Blogotheque brasileiro traz novidades! Passando por São Paulo, o Mini Box Lunar, ícone psicodélico da música que vem do Amapá, apresentou duas músicas para as câmeras do Música de Bolso, uma delas nas escadas do Estúdio Lamparinas (onde também funciona o escritório do Fora do Eixo). Conheça “Despertador 7:45″ e aprecie a beleza das duas vocalistas mais delicadas e charmosinhas da nova música brasileira assistindo ao vídeo abaixo:

Recomendamos também os vídeos do Nevilton para o Música de Bolso, disponíveis aqui.

Quem é Homemade Blockbuster? – O hype brasileiro de 2010? O novo fruto do sempre efervescente e promissor meio indie de Curitiba? A revelação nacional do importante Popload Gig? Tudo isso e mais: é a banda responsável pela deliciosa “Sweet Boys, Sweet Girls”, que você ouve (só ouve) a seguir:

Esse e o outro hit (“Dance Moves”) estão disponíveis para download no Trama Virtual dos caras.

O Homemade Blockbuster faz parte do cast do Vigilantes, selo de que falamos na última atualização desta coluna. O Move conversou recentemente com o Rafael Ramos, o produtor à frente do projeto – vale conferir aqui.

Antes de partir, algumas rapidinhas:

  • Quem também está lançando disco novo é o Mombojó. E o que é melhor, no ritmo do download gratuito. Clique aqui e faça a festa.
  • Junto com o Homemade Blockbuster, quem também tá com tudo nessa onda de novidades do indie nacional é o Wannabe Jalva. Eles vêm de Porto Alegre. Toma três músicas de presente!
  • Depois de fazer barulho com o Love Bazucas, a nova aventura de Chuck Hipolitho é a banda Vespas Mandarinas, que ele formou com membros de grupos como Forgotten Boys, Ludov, Banzé e outros. Rola uma entrevista bacana com todos eles no Nagulha (e o download do primeiro EP, também).

A Fonografando volta na semana que vem! Até lá, boa música, boa Copa and save the Galvão birds!

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Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o portal Fiesta Intruders. Viaja pelo cobrindo os principais festivais do país e é responsável por um blog dedicado a música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.

12 mai 2010

Fonografando #4: “do it together”

Por  @1:17

Olá. Não sumiremos de novo.

Foi tanto tempo sem atualizações que a reapresentação torna-se necessária. Esta é a Fonografando, uma coluna sobre música independente no Move That Jukebox. Estamos ressurgindo das cinzas para contar o que o meio indie nacional têm aprontado de mais legal nos últimos dias. Bora?


Eu acredito no Vigilante
– Se eu fosse mencionar as dez novidades indies mais interessantes que surgiram no Brasil nos últimos dois anos, dois deles estariam no cast do Vigilante. Trata-se de um selo novo na praça, braço da gravadora Deckdisc, que vem repercutindo timidamente há alguns dias. O Vigilante parece estar passando ainda por sua fase embrionária, mas isso não impediu que gente como The Name, Volantes (os tais dois nomes ali do início) e o descolado Boss in Drama acreditassem na força do projeto e entrassem para o time.

Esse aqui é o vídeo do Volantes em estúdio, postado no já bem alimentado canal do selo no Youtube:

Com o perdão da metalinguística, aposto que vale acompanhar de perto cada movimento do Vigilante – e pra isso, nada melhor do que o nosso amigo twitter.

Falando neles… The Name voando alto – Deve ser impressionante para qualquer manager/produtor/empresário do show business brasileiro o fôlego do The Name, ainda mais quando o assunto é sair tocando por aí.

Há uma semana, a banda anunciou que, depois de uma turnê pelo sul do país com DEZESSETE SHOWS em VINTE DIAS (sem contar a passagem pelo SXSW, no Texas), se prepara para mais três meses de pé na estrada. E falamos de estrada que atravessa o país inteiro, já que o The Name é nome certo, por exemplo, no line-up de festivais como o PMW (em Tocantins) e Casarão (em Rondônia). Isso tudo aos embalos do lançamento de um novo single, que vem em vinil pelo selo Vigilante e será apresentado pela primeira vez em show no dia 26 de maio, Porto Alegre, com os Walverdes.

O MySpace destrincha a agenda e traz os detalhes de cada um dos shows da banda pelos próximos noventa dias. Até pela minha cidade (Uberlândia, interior de Minas Gerais) o The Name vai dar o ar da graça. Muito provavelmente na sua também. Vacila não e vai ver os caras ao vivo!

Aham, a TV Trama vive – Parece que toda a Trama resolveu dar uma atenção especial a seus projetos virtuais nos últimos meses. Para começar, o Trama Virtual, a rede social musical que um dia já funcionou bem para os músicos brasileiros e até ontem não passava de um reduto antiquado para a cena, sofreu uma reformulação técnica e agora começa a bombar de novo. Mas tudo indica que o melhor upgrade quem viveu foi a TV Trama.

Clicando aí em cima você confere o vídeo do The Name tirando um som nos estúdios da Trama.

O site foi reestruturado, a programação está muito mais condizente com o novo momento da nossa música independente e as transmissões ao vivo do projeto nunca tiveram um desempenho tão interessante. Entrando agora no site, você assiste a um ensaio do Nevilton, tocando a deliciosa “Pressuposto” nos estúdios, por onde passarão nos próximos dias, entre outras bandas, o Charme Chulo (17/05),  o Guizado (26/05), o Superguidis (27/05) e o próprio Pata de Elefante (31/05) – cujo novo disco foi lançado pelo Álbum Virtual, outra iniciativa da Trama. Coisa fina.

Vale lembrar que tudo o que o TV Trama já gravou está na página de acervo deles. Um capítulo significativo da história do nosso indie está registrado ali – e isso não é exagero.

“Do it together” – O meio independente nacional já está acostumado com a constante convergência de interesses que caracteriza a cena. De uma forma de outra, todos estão diariamente caminhando no mesmo sentido, superando os mesmos obstáculos, lutando pelas mesmas conquistas.


XV Goiânia Noise: a lógica do “do it together” cai como uma luva para os festivais

E, o que para muitos pode soar como um dramalhão mexicano, é na verdade um novo momento na nossa música, uma realidade cultural marcada pelo modo “do it together” de trabalhar que bandas, produtores, coletivos e agentes culturais têm vivido. Sim, o “do it together” é uma alusão ao “do it yourself”, lema do movimento anarco-punk nos anos 70 e que nos anos 2000 ainda faz sentido, mas evoluiu para um ideal mais conciso e colaborativo do que puramente individual.

Foi sobre toda essa história que Fabrício Nobre – a mente por trás da Abrafin, da Monstro Discos e do Festival Goiânia Noise – discorreu em um artigo impecável para o Portal Nagulha no final do mês passado. O texto provocou barulho, mas se passou despercebido por você, relaxa que continua atual, como ainda vai ser por um bom tempo. Corre lá pra ler.

Recado dado por hoje. Voltamos na semana que vem, sem nem pensar em abandonar o barco. A gente promete.

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Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o portal Fiesta Intruders. Viaja pelo cobrindo os principais festivais do país e é responsável por um blog dedicado a música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.

9 mar 2010

Fonografando #3: das bazucas ao SXSW

Por  @0:39

O post tá atrasado, mas tá com tudo! Fonografando #3 no Move That Jukebox.

Love Bazucas passou por aqui – O lançamento do Love Bazucas, união evidente do Black Drawing Chalks com Chuck Hipolitho (ex-Forgotten Boys), fez o barulho que a gente esperava. Só nas primeiras 24 horas, o portal Nagulha registrou mais de 500 downloads do EP – são 1667 neste momento (já fez o seu, né?).

Ninguém esperava menos. As músicas soam orgânicas, como se alinhassem o trabalho de bandas que já marcaram a história do chamado “novo rock nacional” e estão com absolutamente tudo – apelo hype, mídia e público – para marcarem ainda mais. O EP é redondinho, mas quatro músicas não parecem suficientes. “Destroy This Little Boy”, a faixa mais dançante, parece funcionar como um aquecimento para todo o resto da festa. “Down On Me” é 75% instrumental e claramente o retrato sonoro da união dos dois projetos. “Hug Me Once Again” é a faixa-videoclipe, o hit mais certo, do refrão grudento e da melodia hipnótica. Ouça “Little Crazy” e imagine-se apreciando o final de um show quente, no meio de uma platéia insana, suado até às meias, quase mudo pelos berros involuntários, quase surdo com a tempestade de riffs. Não tem erro: Love Bazucas está fervilhando e não veio para ficar, mas suas rápidas passagens pelo indie nacional sempre estarão acompanhadas de um rebuliço histórico, como o que vimos agora.

O fim do QUASE – A furiosos 320kbps, o novo (e cheio de firulas) álbum do Ecos Falsos está finalmente na íntegra para download. Tá certo que 10 das 15 músicas do álbum nós já conhecemos desde novembro do ano passado, mas o QUASE só está oficialmente lançado agora, em março/2010, quando sua quinta e última parte (“E”) chegou à internet. Baixe tudo aqui.

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1 – Ok. O South by Southwest é historicamente conhecido pelo apoio a apostas musicais do mundo todo e isso é muito legal, mas a gente precisa combinar que ter em mãos o passaporte para o festival texano não basta para coroar banda nacional alguma com o título de “the new brazilian music”. Toda semana reservo algum tópico mais analítico da Fonografando (como o que vem logo abaixo) para mostrar que o que caracteriza a “nova música brasileira” vai muito além de, por exemplo, tocar fora do país. De qualquer forma, essa compilação da BM&A, com músicas das bandas brasileiras que se apresentam no SXSW 2010, merece a sua atenção. Copacabana Club, The Name, Lucy and the Popsonics, Garotas Suecas, L.A.B., Érika Machado e outros dez promissores nomes compõem o disco – inteiramente disponível, veja só você, para download gratuito.

21 minutos dedicados à nova música brasileira… na Globo – É Globo News, mas tá valendo. Uma reportagem de 21 minutos e 38 segundos sobre os novos rumos da música brasileira foi exibida no canal exclusivo de jornalismo da Rede Globo na semana passada. A chamada (“Nova cena do rock brasileiro vai além do trio guitarra, baixo e bateria”) fez pensar que se trataria de uma discussão puramente estética, sobre instrumentos e inovações sonoras, mas os dois minutos iniciais já evidenciam que o foco da produção logo cairia para a revolução comportamental, o “do it together”, as ações coletivas e as relações políticas que caracterizam esse novo momento da música nacional. Os personagens? Macaco Bong, Móveis Coloniais de Acaju, Hurtmold, Cidadão Instigado.  A voz condutora? Pena Schmit, superintendente do Auditório Ibirapuera, que no início do ano sediou o encontro mais simbólico do indie nacional em tempos. Vamos lá, acredite uma única vez nas matérias musicais da Globo e assista logo ao vídeo.

E o Violins voltou – A gente tem muito a falar sobre isso, mas por hora você só precisa clicar na imagem abaixo e fazer um ou dois downloads para entender.

Só para esclarecer: a partir dessa semana, a Fonografando dá as caras no Move That Jukebox! toda segunda, religiosamente, antes da meia-noite, valeu?

Então até a próxima.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.

The New Brazilian Music 2010 Vol. 1

23 fev 2010

Fonografando #2: calor, frescor e a nova música b(r)azuca

Por  @1:27

Olá. Esta é a Fonografando, o independente nacional em destaque no Move that Jukebox.

Black Drawing Chalks + Chuck Hipolito = Love Bazucas – Você já deve ter notado alguma semelhança entre o que hoje fazem os goianos do Black Drawing Chalks e o que no final dos anos 90 faziam os Forgotten Boys.  A forma como esses dois grupos trabalharam, explodiram e até se promoveram como banda se correspondem. Acontece que Chuck Hipolitho (vocalista dos Forgotten) sempre foi um grande parceiro do quarteto goiano e a sua vontade de fazer música em conjunto com eles nunca foi segredo para ninguém. Essa relação parece ter amadurecido quando, no final do ano passado, Chuck Hipolitho começou a fazer participações especiais em alguns shows do Black Drawing Chalks – pude presenciar o encontro durante o Goiânia Noise Festival em dezembro de 2009 e posso garantir que é de tirar o ar. Agora, para o bem do rock nacional, Chuck Hipolitho e Black Drawing Chalks investem oficialmente na parceria e começam a fazer (ainda mais) barulho como Love Bazucas.

No blog do Estúdio Costella, de Chuck Hipolitho, você pode conferir um relato técnico e algumas fotos das gravações. Pelo tom das expectativas gerais, o Love Bazucas deve ser tudo isso mesmo: sincero, quente e cru. Como BDC e Forgotten Boys soaram (soam?) em suas respectivas épocas.

E falando em Nagulha… – Diz o teaser que o primeiro registro fonográfico oficial do Love Bazucas sai dia 1º de março pelo portal Nagulha.com.br. Mas o Nagulha nasceu hoje, às 14h, como um projeto que “quer ser referência para a informação e discussão sobre a nova música jovem produzida no Brasil” – palavras deles próprios. Uma iniciativa de Alex Antunes (Bizz, Rolling Stone, General, Folha Ilustrada, Veja), Anderson Foca (DoSol) e Bruno Nogueira (Pop! Up), o portal já traz, em menos de 24 horas de atividades, resenhas musicais, textos analíticos e matérias de cobertura que só confirmam o nível de profissionalismo da história toda – as impressões de Alex sobre o circuito nacional de festivais independentes é a minha recomendação inicial de leitura.

Continue se esbaldando aí: www.nagulha.com.br

Transmissor, Eu & Você – O pop-rock mais refinado do país vem de Belo Horizonte. Outro tesouro musical da capital mineira, o Transmissor faz um som suave e soa como fonte de verdadeiro frescor para o pop nacional. Depois da idéia de exibir ao vivo as gravações de seu próximo disco via site oficial (o criativo transmissor.tv), a novidade da vez é o clipe de Eu & Você, certamente a melhor música do álbum Sociedade do Crivo Mútuo (inteirinho no Trama Virtual, baixa que compensa).

Os tons amarelos, a leveza da voz de Jeninha e a obsessão por televisores fazem desse clipe uma síntese bem justa do que é o Transmissor. Só assistindo pra entender:

O Holger vem aí – Depois de inúmeras demos, um bom videoclipe (logo abaixo) e da deliciosa Caribean Nights, o Holger entra em estúdio para gravar o seu primeiro disco. Apontados por muita gente grande como uma das apostas musicais mais certas para 2010, os paulistas estão experimentando e registrando tudo num home studio, orientados pelo produtor Roger Paul Manson (uma indicação do baterista do Dirty Projectors). O trabalho, que vai ter um título “que soe bem em qualquer língua”, pode ser lançado a qualquer momento entre maio e junho desse ano.  As gravações estão sendo documentadas por Guilherme Passos, membro do Bossa Nova Filmes e diretor de “The Auction”. Tudo pode mudar, mas o setlist do primeiro disco do Holger até o momento é esse aqui:

- Toothless turtles
- Beaver
- She dances
- No brakes
- Caribean nights
- Eagle
- Undesirable Regrets
- Who Knows
- Axé
- Transfinite
- Geneçambique

Você viu, nada de The Auction. Uma injustiça com o maior hit da banda?

Para fechar:

  • Não importa onde você está na América do Sul, é fevereiro e o Grito Rock continua.
  • Nevilton e seu Pressuposto continuam insinuantes, tentadores e disponíveis para download lá no Compacto.rec.

A Fonografando promete cumprir os prazos e está de volta na próxima sexta-feira.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio

12 fev 2010

Fonografando #1: o indie nacional no centro das atenções

Por  @22:04

A música independente nacional pode estar vivendo o seu auge. A cada dia que passa, bandas brasileiras estão entendendo melhor a lógica da produção independente, sem contar que um circuito de coletivos e festivais têm favorecido a projeção de novidades musicais de todo canto do país a todo momento.

A coluna Fonografando promete trazer ao trazer ao leitor do Move that Jukebox! o que está rolando de mais novo e interessante nesse crescente universo do independente nacional.  As atualizações ficarão por minha conta e acontecerão semanalmente, toda sexta-feira.

Fim das apresentações, hora de fonografar.

O folião do Móveis Coloniais de Acaju – O seu carnaval acaba de ficar um pouco mais legal. Os Móveis divulgaram ontem eu seu site oficial uma versão carnavalesca para “Adeus”, música que introduz o C_mpl_te, aclamado segundo disco da banda. A ideia, que parece ter surgido de uma brincadeira no programa Lobão ao Mar, da MTV, ganhou até um vídeo promocional, gravado nos estúdios da Trama. Confere aí:

É claro que a divulgação do Adeus de Carnaval obedeceu à lei do download gratuito, que o Móveis Coloniais de Acaju sabiamente defende desde o seu primeiro lançamento – então clique aqui e baixe agora.

Nevilton é a banda da vez no Compacto.Rec – Falando em download gratuito, o Nevilton, power trio paranaense apontado por n blogs como uma das maiores promessas para o indie nacional em 2010, finalmente lançou o seu primeiro EP. E não podia ter começado melhor: Pressuposto vem com o selo Fora do Eixo Discos e é a bola da vez no Compacto.Rec, plataforma de lançamento do Circuito Fora do Eixo que já colocou oficialmente na rede produções de bandas como Madame Sattan, Porcas Borboletas e Johnnny Suxxx and the Fucking Boys. Pressuposto está recheado de cinco músicas que traduzem o que conhecemos como indie rock da forma mais brasileira possível.

Acesse o site do Compacto.Rec faça a festa.

O maior festival em rede da América Latina – No começo do post, falei que a música independente nacional pode estar vivendo o seu auge e isso deve estar acontecendo porque fevereiro é mês de Grito Rock. Mais de 70 cidades espalhadas pelo Brasil, Argentina, Uruguai e Bolívia organizam edições locais do festival, cuja idéia original vem do Espaço Cubo, de Cuiabá (MT). O site oficial do Grito Rock traz informações sobre o que rolou e ainda vai rolar em todo o país. De Rio Branco, no Acre, a Santa Maria, no Rio Grande do Sul, a música independente circula feito água – isso quer dizer que você não tem desculpa. Cheque a mega agenda do festival e vá pro rock.

Superguidis em alta – O Move já anunciou há umas duas semanas, mas esta coluna precisa reforçar. Não fosse o bom humor está entre o que de melhor o indie brazuca nos apresentou em 2010. Vindos do sul e com quase oito anos de estrada, o Superguidis tem tudo para explodir neste ano. São quatro caras loucos por Pavement e Sonic Youth mostrando que, em tempo de sintetizadores e firulas mais, o (indie) rock de garagem continuará nos proporcionando boas surpresas por um bom tempo.

O primeiro post do Fonografando termina aqui e sexta que vem tem mais. Aguardamos o seu feedback via comentários!

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio. Um pouco mais além disso está no www.hickduarte.net

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