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Feb 18 2010

BRITs 2010: Os vencedores e o balanço da noite

Nessa semana, mais exatamente na terça-feira, o Reino Unido recebeu a 30ª edição de sua mais relevante premiação musical: O Brit Awards – ou, como é mais conhecido, simplesmente BRITs. A transmissão foi feita ao vivo, mas contando com um curto atraso para que imprevistos, como palavrões, pudessem ser cortados. A noite foi quente – principalmente pro Kasabian (com Tom Meighan de cabelo cortado, finalmente), que surpreendeu tocando “Fire”, de seu último disco, sobre um palco em chamas. Mais empolgante que a apresentação, só ver o grupo desbancando Muse, Arctic Monkeys, Dove s e JLS no prêmio de Melhor Banda Britânica. Merecido, achei:

Embora nada supere a apresentação tripla de Mark Ronson com Daniel Merriweather, Adele e Amy Winehouse no ano passado, os palcos do BRITs 2010 agradaram, com destaque para o estilo de musical da Broadway que soterrou “The Fear”, da Lily Allen. A cantora, que trocou de cabelo no mínimo três vezes (1, 2, 3) durante a noite (nenhum deles ficou realmente bom) e não esperava ganhar nenhum prêmio, ainda teve a honra de desbancar a provável vencedora Leona Lewis na categoria de Melhor Cantora Britânica – e falou que vai comemorar bebendo, como de costume.

Florence and the Machine, uma das minhas queridinhas do BRITs 2010, não saiu de mãos abanando: Indicada em três categorias, Florence, de surpresa, ganhou o prêmio de Melhor Álbum Britânico – e quase chorou nos agradecimentos. Lungs era o único álbum de estréia do grupo de indicados, que também carregava Kasabian, Paolo Nutini (blergh), Lily Allen e Dizzee Rascal. Esse último, vale notar,  brilhou MUITO com Florence em “You’ve Got The Dirtee Love”, um mash-up ao vivo de “You’ve Got The Love”, da garota, com “Dirtee Cash”, do rapper. O palco da dupla, constituído por uma série de harpas, um globo espelhado gigante e uma iluminação perfeita, foi uma das coisas mais bonitas da noite:

Apesar disso, a moça de maior destaque na premiação não foi Lily, Florence e muito menos uma britânica. Lady Gaga, atual super star do mundo pop, provou que merece ser valorizada – mesmo se estiver parecendo uma tortinha de chantilly (compare) – saindo vitoriosa nas TRÊS categorias em que concorria (Melhor Álbum Internacional, por The Fame, Melhor Cantora Internacional e Revelação Internacional). A apresentação da cantora também surpreendeu: Principalmente se você, assim como eu, não dava a mínima pra ela. Homenageando Alexander McQueen, estilista que se suicidou no início de fevereiro, Gaga apareceu com uma belíssima e inédita versão de “Telephone” – que, ao lado de “Dance In The Dark”, integrou um medley perfeito.

Quem sentiu falta do The XX tocando com a Florence no live mash-up supracitado, não deixou de reparar a ausência da criançada na premiação. Apesar de ser considerado o maior hype inglês de 2009, o grupo não teve uma indicação sequer. Mas nem tudo está perdido: É provável que a banda seja citada na próxima edição do evento, da mesma forma que aconteceu com o Friendly Fires nesse ano. E, por falar em FF, os críticos também ficaram devendo alguma coisa para o Franz Ferdinand, que passaram 2010 sem qualquer indicação nos BRITs.

E essa não foi a única decepção do dia. A JLS, nova boyband britânica de dar nos nervos, arrematou duas estatuetas e desqualificou um bocado de gente boa. Mais vergonhoso que isso, só Liam Gallagher recebendo o prêmio de Melhor Álbum dos Últimos 30 Anos por (What’s The Story) Morning Glory? em nome Oasis, e lembrando de agradecer a todos os integrantes da banda – menos ao irmão, Noel, em forma de provocação. Ainda parecendo um adolescente retardado de 15 anos, o cara simplesmente jogou o microfone E O TROFÉU para o público, sem dar a mínima.

Vale comentar, ainda, sobre a patética seleção dos supostos “melhores álbuns dos últimos 30 anos”. Nomes como Duffy e Dido aparecem enquanto grandes clássicos britânicos, como os discos do Radiohead (sempre ignorados pelos BRITs), Muse ou Blur, passam despercebidos. A escolha final, pelo menos, não foi tão injusta.

Poupando comentários sobre a sonolenta apresentação de Robbie Williams, o homenageado da noite, boto, na sequência, a lista completa de indicados e ganhadores:

Melhor Cantor Britânico
Calvin Harris
Dizzee Rascal
Mika
Paolo Nutini
Robbie Williams

Melhor Cantora Britânica
Bat for Lashes
Florence And The Machine
Leona Lewis
Lily Allen
Pixie Lott

Revelação Britânica
Florence And The Machine
Friendly Fires
JLS
La Roux
Pixie Lott

Melhor Grupo Britânico
Doves
Friendly Fires
JLS
Kasabian
Muse

Melhor Álbum Britânico
Dizzee Rascal – “Tongue ‘n’ Cheek”
Florence And The Machine – “Lungs”
Kasabian – “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”
Lily Allen – “It’s Not Me, It’s You”
Paolo Nutini – “Sunny Side Up”

Melhor Single Britânico
Alesha Dixon, “Breathe”
Alexandra Burke featuring Flo Rida, “Bad Boys”
Cheryl Cole, “Fight For This Love”
Joe McElderry, “The Climb”
JLS, “Beat Again”
La Roux, “In For The Kill”
Lily Allen, “The Fear”
Pixie Lott, “Mama Do”
Taio Cruz, “Break Your Heart”
Tinchy Stryder featuring N-Dubz, “Number 1″

Melhor Cantor Internacional
Bruce Springsteen
Eminem
Jay-Z
Michael Bublé
Seasick Steve

Melhor Cantora Internacional
Lady Gaga
Ladyhawke
Norah Jones
Rihanna
Shakira

Revelação Internacional
Animal Collective
Daniel Merriweather
Empire of the Sun
Lady Gaga
Taylor Swift

Melhor Álbum Internacional
Animal Collective, Merriweather Post Pavilion
Black Eyed Peas, The E.N.D.
Empire of the Sun, Walking on a Dream
Jay-Z, The Blueprint 3
Lady Gaga, The Fame

Escolha dos Críticos
Ellie Goulding
Delphic
Marina and the Diamonds

Melhor Álbum Britânico dos Últimos 30 Anos
Coldplay – “A Rush of Blood to the Head”
Dido – “No Angel”
Dire Straits – “Brothers in Arms”
Duffy – “Rockferry”
Keane – “Hopes & Fears”
Oasis – “(What’s the Story) Morning Glory?”
Phil Collins – “No Jacket Required”
Sade – “Diamond Life”
The Verve – “Urban Hymns”
Travis – “The Man Who”

Melhor Performance Britânica dos Últimos 30 anos
Bee Gees – “Stayin’ Alive/How Deep is Your Love”
Bros. – “I Owe you Nothing”
Coldplay – “Clocks”
Eurythmics & Stevie Wonder – “Angel”
Girls Aloud – “The Promise”
Kanye West – “Gold Digger”
Kylie Minogue – “Can’t Get You Out of my Head”
Michael Jackson – “Earth Song”
Paul McCartney – “Live & Let Die”
Pet Shop Boys – “Go West”
Robbie Williams & Tom Jones – “The Full Monty Medley”
Scissor Sisters – “Take Your Mama”
Spice Girls – “Wannabe/Who Do You Think You Are”
Take That – “Beatles Medley”
The Who – “Who Are You”

Prêmio de Contribuição à Música
Robbie Williams

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Feb 16 2010

Friendly Fires e Holy Ghost! lançarão single em parceria [Update: Ouça!]

Já faz tempo que o Friendly Fires não aparece com material novo: A última vez foi em julho do ano passado, com “Kiss of Life” – mas, graças a uma conversa regada por muitas cervejas no Calvi On The Rocks, em 2009, vamos matar nossa sede de electro-rock-com-batucada em breve. Foi no Calvi em que o pessoal do FF encontrou com o duo Holy Ghost!, de Nova York, e combinou de lançar um single duplo: Um lado viria com Friendly Fires tocando Holy Ghost! e, no outro, Holy Ghost! tocando Friendly Fires. Uma puta festa.

O tempo foi passando, o HG! encarou uma série de problemas – desde eventuais problemas no estúdio até a morte do amigo e baterista Jerry Fuchs (sim, o cara do !!!) – e o lançamento do single acabou sendo adiado. Mas, quase um ano depois, parece que o trabalho realmente vai sair: Friendly Fires vs Holy Ghost teve seu lançamento agendado para 8 de março e traz o FF tocando “Hold On”, enquanto o HG! solta um cover de “On Board”. O registro ainda conta com versões instrumentais dos dois covers – e, na versão digital, uma edição dub de “On Board”, também feita pelo Holy Ghost!, vem de brinde.

O single deve marcar a volta do Friendly Fires para as paradas, já que o grupo pretende lançar seu segundo álbum ainda no primeiro semestre. Será?

UPDATE: As músicas já podem ser ouvidas e baixadas, graças ao IM//UR. Pra fazer o download, é só dar um pulo no site.

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Nov 03 2009

Mix That Jukebox #5

Por Neto

mix

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Lado A – What’s new?

01 – Norah Jones – Chasing pirates
Deixando o jazz um pouco de lado, a cantora volta numa linha mais parecida com Regina Spektor.

02 – Weezer – I’m your daddy
Apesar de Rivers Cuomo estar transformando, deliberadamente, o Weezer numa piada, o novo disco ainda tem alguns momentos divertidos.

03 – Port O’Brien – Sour milk salt water
Duo californiano que faz uma maravilhosa mistura de folk com indie rock e que acabou de lançar o segundo disco da carreira – Threadbare.

04 – Sabonetes – Quando ela tira o vestido
Sério, fazia tempo que eu não botava no repeat uma música de indie rock brazuca tão cheia de vitalidade como essa.

05 – Tegan and Sara – The cure
As gêmeas mais famosas da música (não, não são Pepê & Nenem) voltam com um eficiente disco novo, chamado Sainthood – o sexto da carreira.

06 – Phoenix – Fences (Friendly Fires Remix)
O Remix Collection do disco Wolfgang Amadeus Phoenix ficou sensacional! Nessa faixa, o Friendly Fires leva toda sua ginga percursiva e transforma a música em um hit para as pistas.

07 – Wolfmother – 10000 feet
Pra quem curte um guitar rock sem firulas, pesado e com referências clássicas, ouça o novo álbum Wolfmother porque está sensacional!

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Lado B – 90’s One Hit Wonder (Sabe aquelas músicas que já foram tocadas à exaustão e que todos conhecem, mesmo não sabendo os nomes envolvidos? Resolvi separar algumas que foram os únicos (ou quase únicos) sucessos das bandas que as lançaram.)

01 – Semisonic – Closing time
Que refrão clássico: “I know who I want to take me home”

02 – Sixpence None The Richer – Kiss me
Essa música tem cara de comédia romântica fofa, né? Não é surpresa que ela faz parte da OST do filme Ela é demais, de 99.

03 – Smash Mouth – All star
Falando em filmes, o Smash Mouth tem que agradecer eternamente ao Shrek por ter iniciado seu primeiro filme com essa música.

04 – Eagle Eye Cherry – Save tonight
Minha mãe, sem saber inglês, repete o refrão dessa música com uma perfeição absurda.

05 – Chumbawamba – Tubthumping
Levanta a mão quem conhece essa música mas não fazia idéia do nome dela. Levanta outra vez se você achava que o refrão era “I get no doubt!”. Fiquei revoltado quando descobri que era “I get knocked down”.

06 – Spin Doctors – Two princess
Pra mim, anos 90 tem a cara dessa música! Muito clássica!

07 – New Radicals – You get what you give
E claro, dessa também! Lembro de ver o vídeo dela no Fantástico – aquele clipe icônico do shopping com scooters, cachorros soltos e tudo mais.

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Oct 30 2009

“O álbum estará pronto em maio”, diz vocalista do Friendly Fires

Em entrevista recente à BBC 6, Ed MacFarlane, vocalista hiperativo do Friendly Fires, contou que o próximo disco da banda deve sair no primeiro semestre de 2010. Segundo Ed, o grupo já está compondo novas músicas há meses e, se a agenda for favorável, todo o material já deve estar pronto para ser gravado no final do ano. O músico ainda complementou que “o álbum estará pronto para ser lançado em maio”, caso não haja nenhum problema com a gravadora (como o que aconteceu com o Klaxons, que ainda não conseguiu lançar seu segundo disco).

friendly fires

“Já temos quatro faixas prontas, o que é muito bom (…), então estamos muito felizes pelo modo como as coisas estão indo”, falou Ed, que não confirmou a presença do single “Kiss of Life” no novo disco. De qualquer forma, acho que já temos o primeiro indicado pro Mercury do ano que vem, né?

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Oct 01 2009

Phoenix lançará versão remixada de seu último disco

Por Neto

phoenix

Geralmente não dou muita atenção para discos de remixes. Quase sempre prefiro as versões originais das músicas. Mas quando se trata de um dos melhores discos do ano, a curiosidade fica maior, definitivamente.

Me refiro ao Wolfgang Amadeus Phoenix. Sua versão remixada se chamará Remix Collection (quanta criatividade) e terá lançamento digital no próximo dia 13.

Artistas como Animal Collective, Passion Pit, Friendly Fires, além de Devendra Banhart, já citado aqui, participarão da empreitada. Confira o tracklist completo:

01 – Lisztomania (Alex Metric Remix)
02 – Fences (The Soft Pack Remix)
03 – 1901 Bo Flex’d (Passion Pit Remix)
04 – Lasso (2 Door Cinema Club Remix)
05 – Fences (25 Hrs a Day Remix)
06 – 1901 (L’aiglon Remix)
07 – Love Like a Sunset (Turzi Remix)
08 – Fences (Boombass Remix)
09 – Lisztomania (A Fight For Love – 25 Hrs a Day Remix)
10 – Fences (Friendly Fires Remix)
11 – Armistice (YACHT Remix)
12 – Girlfriend (Young Fathers Remix)
13 – Fences (Chairlift Remix)
14 – Rome (Neighbours with Devendra Banhart Remix)
15 – Love Like a Sunset (Animal Collective Remix – Deakin’s Jam)

Para baixar (via Pitchfork) o remix feito pelo Animall Collective, basta dar um clique aqui.

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Aug 19 2009

Popload Gig 2 @ Studio SP, 17/08/09

A segunda edição do mini-festival do Lucio Ribeiro mostrou que ele e sua equipe estão aprendendo bem como fazer isso. A princípio a grande maioria ficou com um pé atrás, pelo fato da edição paulista ser realizada no Studio SP e terem sido colocados à venda apenas 400 ingressos, a preços bem altos, que se esgotaram rapidamente. Outra questão foi a tal banda surpresa, que ficou um bom tempo para ser anunciada e acabou sendo a mesma que já havia sido divulgada há tempos no Rio, o Brollies & Apples. Mas a banda de Chernobyl (aquele mesmo do Rockgol) chamou a responsabilidade e fez dançar todo mundo que chegava ao Studio SP, que ia se enchendo aos poucos.

O show, recheado de sintetizadores e vocais femininos, não durou mais de 40 minutos, e então veio o Copacabana Club, velho conhecido dos leitores deste blog. Como sempre, fizeram um ótimo show, comprovando mais uma vez que justificam a fama que ganham a cada dia. Caca V, ainda com o pé quebrado, se divertia com pulinhos desajeitados, enquanto a banda mostrava que está cada vez mais experiente no palco. Após fecharem com ‘Sex Sex Sex’, veio a hora do Friendly Fires mostrar se sabem repetir no palco o que fazem muito bem no estúdio.

Quando os quase 30 minutos de atraso estavam começando a incomodar, a banda entrou e trouxe uma energia diferente ao palco, que começou a ser trocada com o público assim que o show se iniciou, com ‘Lovesick’. O vocalista Ed Mac logo se mostrou hiperativo, dançando e se mexendo o quanto fosse possível. Logo no início o povo já se mostrava bem solto, e o clima intimista do Studio SP somado ao palco baixo fizeram o show virar uma festona quando começou ‘Jump In The Pool’. Não era possível ficar parado diante do show de batidas que acontecia no palco, e todo mundo pulava, dançava, cantava. Quando terminou ‘Paris’, a banda se despediu e Ed prometeu que voltariam o mais breve possível. E voltaram. O bis veio com ‘Ex Lover’, que apesar de calma no álbum, foi mais uma completamente dançante ao vivo. O guitarrista Edd Gibson, que no início parecia meio tímido, se soltou por inteiro. Se jogou no meio do povo, saiu correndo com sua guitarra, subiu no mezzanino, voltou ao palco, mostrou o que toda a banda e o público sentiam, uma grande alegria. O show terminou com um longo tempo de aplausos e a certeza de que todos ali haviam se divertido muito. Agora é aguardar a terceira edição, que dizem por aí que já está sendo organizada. Corre aí Lucio, que o povo tá ansioso.

Por Marçal Righi

Vídeo por Paulo Terron

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Aug 14 2009

Eu ainda não tinha visto a capa de Kiss of Life…

… e acabo de descobrir que eu viveria muito melhor sem ela.

Friendly-Fires2

Sente a vibe brasileira?

A música, vale lembrar, já circula na internet há um bom tempo e deve ser um dos pontos altos da apresentação do grupo no Popload Gig 2, que acontece amanhã no Rio de Janeiro e segunda-feira em São Paulo. Mas todo mundo já sabe disso, não é verdade?

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Aug 07 2009

Camiseta do Friendly Fires – dá tempo pra usar no show!

People, a Reverbcity lançou hoje, há algumas horinhas, a camiseta do Friendly Fires. A t-shirt ficou bem bonita, mas tem que ser pro pra achar as referências à banda (o que é bom, acho eu): A estampa faz uma alusão à música ‘Skeleton Boy’, com o desenho de um esqueleto e, claro, com um trechinho da faixa: “I close my eyes on the dancefloor, forget about you. I lose myself in flashing colors…”. Ficou bem legal e ainda brilha no escuro:

Aproveita pra comprar porque, por enquanto, o frete é grátis. Lembrando que o Popload Gig 2 acontece nos dias 15 (Circo Voador, RJ) e 17 (Studio SP) de agosto. Além do Friendly Fires, o Copacabana Club e o Brollies & Apples farão parte do mini-fest.

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Aug 03 2009

Queria ver o Friendly Fires em São Paulo?

Tarde demais. Os 400 ingressos que foram à venda para a edição paulista do Popload Gig 2 acabaram hoje, segunda-feira. O jeito é correr e assistir Brollies & Apples, Copacabana Club e Friendly Fires no carioca Circo Voador, que tem capacidade para 3.000 pessoas. Os tickets custavam R$70 (150 primeiros) e R$90 (250 restantes) e acabaram em apenas dez dias.

O show acontece no Rio de Janeiro em 15 de agosto e dois dias depois em São Paulo. Os cariocas, fluminenses e afins pagam 50 reais nos ingressos antecipados. Lúcio Ribeiro adverte: “No Rio está vendendo bem, mas é supertranquilo”. Se quiser garantir o seu de uma vez, é só passar no ingresso.com.br.

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Jul 25 2009

Corre! Os ingressos para o Popload Gig 2 já estão a venda

Ontem, sexta-feira 24, os ingressos para a segunda edição do Popload Gig começaram a ser vendidos. O mini-festival do Lúcio Ribeiro trás ao Rio e a São Paulo o povo do Friendly Fires (UK), Copacabana Club (PR) e Brollies & Apples (SP), como já cansei de falar por aqui, nos dias 15 e 17 de agosto, respectivamente. Os cariocas vão assistir às apresentações no excelente Circo Voador, na Lapa, enquanto o Studio SP fica incumbido de receber os paulistanos, que vão correr para conseguir os 400 ingressos disponíveis.

Com 50 mangos você já garante o seu ticket para assistir os incêndios amigáveis (rs) no Circo, pelo ingresso.com.br. Em Sampa, com valores mais salgados (R$70 para os 150 primeiros, R$90 para os restantes), os ingressos estarão disponíveis na American Apparel de Jardins e na Japonique da Vila Madalena. Nos encontramos lá?

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Jul 24 2009

Clipe: Friendly Fires – Kiss of Life

Se ‘Jump in the Pool’ já tinha um ar de samba brasileiro, ‘Kiss of Life’ declara de vez o amor do Friendly Fires pelo nosso ritmo. A música, que já tinha versões ao vivo espalhadas pela internet há semanas, ganhou um clipe oficial gravado com o apoio de um grupo londrino de percussão, o Rythms of the Life, em Ibiza. Ed (MacFarlane, vocalista do FF) é o aparece em destaque no clipe, dançando com a mesma ginga que o acompanha nos shows. Acho engraçado.

O Friendly Fires toca no Brasil em agosto, vale lembrar. E aí, você vai?

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Jul 21 2009

Mercury Prize 2009: Conheça os indicados

Na foto: Elbow, que ganhou o Mercury Prize de 2008

O meu motivo para acordar cedo durante essa semana era descobrir os indicados para o Mercury Prize antes de todo mundo, mas o plano não rolou. Hoje, 21 de julho, saiu – finalmente – a lista de quem concorre ao prêmio mais concorrido da música britânica. Ó só:

Florence and the Machine, com Lungs: A cantora é talentosíssima, tem uma voz muito característica e, em meio a tanto blues, R&B e electro-pop surgindo de artistas semelhantes, resolveu fazer rock. Merece o prêmio por sair do óbvio. Tem resenha aqui.

Kasabian, com West Ryder Pauper Lunatic Asylum: Banda preciosa que atingiu um ótimo resultado em seu terceiro álbum, lançado há alguns meses e que chegou em primeiro no ranking britânico. Com as faixas fortes ‘Fire’ e ‘Vlad the Impaler’, o disco te pega de jeito (ui) nas primeiras execuções, mas a sensação de quero mais não dura muito. O maior erro aqui foi do vocalista Tom Meighan, que deixou o cabelo crescer, mas isso não vem ao caso. Resenha aqui.

Friendly Fires, com o álbum homônimo: Na primeira vez, achei morno. Só em janeiro de 2009 comecei a dar valor ao trio inglês, que precisava de um pouco mais de atenção – e nada mais. O electro-rock já tinha um ar de samba antes mesmo de ‘Kiss of Life’ aparecer (pra tirar a prova, a batida de ‘In The Hospital‘ é perfeita – já reparou a semelhança com ‘É Bom Para o Moral‘?). Lá no fundo, todas as suas músicas têm uma vibe brasileira escondida na percussão. Já se faz vitorioso antes mesmo de uma indicação ao Mercury.

La Roux, de La Roux: Ok, vou falar a verdade: Não dá pra imaginar qual foi o critério que fez esse disco parar no Mercury Prize. Assim, não vou dizer que o álbum é ruim – nesse exato minuto, estou ouvindo ‘In For The Kill’, inclusive -  mas essa brincadeira de tentar imitar a Madonna já chegou longe demais.

Bat for Lashes, com Two Suns: Bat For Lashes é, na verdade, uma cantora solo. “Solo”, porque ao vivo Natasha Khan tem toda uma banda de apoio. Seu segundo disco, lançado em abril, foi supervalorizado pela imprensa, acho eu, mas isso significa que Khan tem – mais uma vez – boas chances de ganhar. Em 2007, o debut Fur and Gold também chegou ao Mercury, mas não deu o troféu à cantora. No ano seguinte, Natasha perdeu dois Brits. Já tá na hora de sair por cima, né?

Glasvegas, também com um álbum de mesmo nome: Fazia tempo que eu não via uma banda estreando e indo parar tão rápido em um pré-mainstream. É claro que isso acontece com frequência, vide Marina and the Diamonds, mas o Glasvegas entrou com tudo depois de ganhar um 9 da NME. O sucesso com os críticos denuncia a possível vitória, mesmo sendo um álbum meio passado – quando a cerimônia de premiação acontecer, o disco já terá um ano de idade.

The Invisible, que, adivinha, também tem um álbum homônimo: The Invisible é o nome da banda. E do disco. Sabe aquela banda que se esforça muito para conseguir chegar em um determinado tipo de som? Então, isso é The Invisible. O esforço parece ser tão grande que as músicas ficam mornas, sintéticas demais, mesmo sendo tão comparada ao Intimacy do Bloc Party.

The Horrors, com Primary Colours: Parece que Primary Colours é o álbum do ano. Ou quase isso. É um post-punk para indies que, até onde eu sei (e isso é bem pouco), tem belas influências de Echo & The Bunnymen. Acho que eles chegaram a cair nesse negócio de Joy Division do século XXI, mas não se abateram muito. Se o White Lies não vingou, The Horrors pode fazer o trabalho para os dois.

Lisa Hannigan, com Sea Sew: Lisa fez sua carreira, basicamente, pegando carona na música dos outros. Desde 2001, foram covers, backing vocals, participações em tributos e muitas parcerias com Damien Rice que levaram o som da moça para frente, até que, no ano passado, saiu seu primeiro disco solo: Sea Sew. A história é boa, mas o folk soa despretensioso demais para merecer um Mercury – a menos que o júri mude seus critérios de avaliação.

Sweet Billy Pilgrim, com Twice Born Men: Que coisa linda é ‘Kalypso‘, música do segundo disco do trio Sweet Billy Pilgrim, que faz um esboço do que seria o Iron & Wine se apostasse num diferencial. A faixa começa calma, com cordas, até chegar num refrão explosivo, mesmo sendo muito discreto. Não é meu preferido, mas a vitória deles em um Mercury Prize da vida seria compreensível.

Led Bib, com Sensible Shoes: Led Bib é tão indie, mas tão indie, que não tem nem uma página no Wikipédia. Poucos shows marcados na agenda do MySpace, muita modéstia em sua descrição: “Algumas pessoas gostam da gente, talvez você também goste”. Calhou dos jurados do Mercury amarem o som do quinteto de jazz, que não tem vocais. Já faz dez anos que um artista instrumental não ganha o prêmio: O último foi Talvin Singh, um músico de “Asian Underground”. Se os caras ganharem, vão ter que mandar a ver num discurso improvisado – e improviso está longe de ser um problema pra quem ganha a vida com jazz.

Speech Debelle, com Speeche Therapy: Debelle ainda é adolescente e virou dona de um hip-hop juvenil, cru e – acredite – doce. Se Dizzie Rascal já saiu vencedor do Mercury, não é impossível a menina ser motivo de orgulho para a mãe. Mas é improvável.

O vencedor do Mercury Prize 2009 será escolhido pelo júri no dia 8 de setembro, em Londres, durante a cerimônia. E aí, quem é seu favorito?

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Jul 15 2009

O single novo do Friendly Fires que todo mundo queria ouvir

Ontem a BBC tocou pela primeira vez o novo single do Friendly Fires, que a banda já havia declarado ser extremamente inspirada pelo samba brasileiro. E o que a gente ouve em ‘Kiss of Fire’ é exatamente isso: Os sintetizadores do FF se encontrando com uma bateria carnavalesca. Mas quem imaginou que ficaria tão foda?

Pra baixar, MediaFire.

O Friendly Fires toca no Popload Gig 2 em agosto, no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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Jun 25 2009

Friendly Fires lança single de Samba

O vocalista Ed Macfarlane disse à NME que em agosto pretente lançar o single “Kiss of Life”, com gostinho de Brasil. Segundo ele,  o novo single, produzido por Paul Epworth, está recheado com o tradicional ritmo brasileiro. A banda tem se apresentado acompanhada da London School of Samba, com direto a mulatas, penas e gente semi nua, e desde então vem tendo algumas idéias.

O grupo sempre teve uma quedinha pelos ritmos do país-tropical-abeçoando-por-Deus-e-bonito-por-natureza, como já foi dito aqui.

Além disso, o frontman disse que está com dos dedos cruzados para a turnê na América do Sul, e que eles provavelmente irão tocar em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, em Santiago e mais algum outro lugar ainda não definido no Chile. As apresentações em SP e RJ acontecerão no Popload Gig 2, de Lúcio Ribeiro, em agosto.

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Jun 09 2009

Lúcio traz Friendly Fires em agosto

Lúcio Ribeiro está, pouco a pouco, conquistando quem já quis decaptá-lo ou apedrejá-lo em praça pública. Depois de juntar os gringos No Age, The View e Matt & Kim com Holger e Mickey Gang no Popload Gig desse final de semana, Lúcio está investindo na segunda edição do festival, dessa vez com o Friendly Fires.

Revelação de 2008 com ‘Jump In The Pool’, ‘Skeleton Boy’ e ‘Paris’ (vídeo acima), o FF ainda vai ter três colegas de palco: Um segundo grupo internacional e dois nacionais para abrir o mini-fest, nenhum confirmado até agora. Algo me faz apostar que Copacabana Club e/ou Jennifer Lo-Fi aparecerão entre os brazucas.

A parte mais legal (para cariocas e fluminenses como eu) é que o Popload Gig 2 também vai chegar ao Rio de Janeiro, que anda esquecido no circuito de shows internacionais. As datas são 15 de agosto no Rio e 17 em São Paulo.

No mesmo post em que confirma a segunda edição do Popload Gig, Mr. Ribeiro conta que Tricky e Simple Minds têm passagem certa pelo Brasil. Os Killers, que fizeram três apresentações divinas no Tim Festival de 2007, também voltam até o fim do ano, segundo ele. E, mais uma vez, o Coldplay aparece como proposta para 2009, com cinco shows supostamente confirmados no final de novembro. E aí, dessa vez rola?

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May 05 2009

Friendly Fires planeja álbum ‘brasileiro’

Por Nathália

friendly_fires_carnival

O quarto inglês Friendly Fires, conhecido por mesclar shoegaze, dance-punk e synth-pop, se mostra cada vez mais interessado em música brasileira. E isso não é de hoje.

Já faz um tempo que eles se apresentam com a participação de uma escola de samba na faixa Jump In The Pool. No festival de Reading rolou até confete para a platéia. 

 

 

Eles podem não saber sambar brazilian style (como mostra o vídeo acima), mas o vocalista Ed MacFarlane garantiu à BBC: eles gostaram tanto da empreitada que pretendem incluir ritmos brasileiros como o calypso e o próprio samba em seu próximo disco, sucessor do álbum de estréia, que chegou à 38ª posição das paradas no Reino Unido. Ele diz:

É aquela vibração do calypso e do samba levadas adiante. É algo com o que andamos experimentando e gostamos muito. É algo diferente de apenas fazer música tradicionalmente inspirada pela disco.

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