Coachella 2008 Parte 3
Começa o terceiro e último dia de festividades em Indio, que conta com atrações que vão desde Simian Mobile Disco até I’m From Barcelona, passando por Does It Offend You, Yeah? e Metric :
O último dia do Coachella quebrou tudo. Se faltou algo de intenso ou maluco em qualquer momento dos dois primeitos dias – a gente achou o púlbico americano calminho demais – tudo foi compensado no domingo, especialmente nos últimos shows da tenda eletrônica Sahara.
Quebrou tudo mesmo. Com direito até à manifestação política do ator Sean Penn. Penn subiu na tenda Gobi por volta das 14 horas para reunir pessoas que estariam interessadas em viajar até Nova Orleans para protestos contra o governo Bush. Ele lembrou o seguinte:
“Durante aquela maravilhosa celebração havia crianças sendo estupradas civis morrendo e populações assassinadas .Não deveríamos todos poder sentir as boas sensações de um show de rock?”.

Vamos às atrações:
Duffy
Veja o que o Rraurl disse sobre o show da Duffy, a nova revelação da música galesa (q):
Duffy fez um show fofo, nada mais. A voz dela realmente impressiona, mas, descontando a excelente Mercy” (executada com maestria tanto pela jovem cantora quanto por sua banda de apoio) a falta de presença de palco, o sotaque caipirão americano e a seqüência de baladinhas amenas no calor do deserto convenceram apenas os fãs mais afoitos e o público, digamos, mais velho.
Vendo alguns vídeos do show da Duffy, encontrei uma tenda Mojave relativamente vazia para o hype que a moça tem sofrido. Pouquíssimos vídeos do show foram disponibilizados no YouTube. Repare na falta de público bem no começo de um dos vídeos. Mas isso é o de menos, ela canta pra caralho e tem uma voz meio sessentista e nostálgica. Gostei dela. Mais do que a Adele diga-se de passagem. Deixo a seguir o vídeo do hit ‘Mercy’ com a melhor qualidade que achei (sim, os vídeos oficiais fazem falta).
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_9H9LAftLsE&hl=en]
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Gogol Bordello
Tá aí um dos shows que eu tenho MUITA vontade de ver, o do Gogol Bordello. Se apenas nos vídeos já me dá vontade de sair dançando a tarantella, imagine ao vivo. Conhecidos pelas performances explosivas, o GB é uma das atrações que supostamente desembarcariam por aqui no segundo semestre. Tomara que sim.
Grata mistura de punk rock com música, hmm, cigana, foi perfeito para a quantidade de freaks que enchia o gramado do Coachella Stage no fim da tarde – danças circulares, vinho tinto morno bebido no gargalo, etnias diversas e transes coletivos, em músicas poderosas. O vocalista Eugene Hutz dança, pula, grita e ocupa o palco todo como um Iggy Pop dos Balcãs.
Os links dos vídeos de Wonderlust King e Start Wearing Purple de 2008 e Think Locally, Fuck Globally de 2007.
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Roger Waters
Sim, o tiozão do rock também deu as caras no Coachella. Se apresentando no palco principal, o formador do Pink Floyd deu um show de psicodelia. Pirotecnia, telões gigantescos e até um porco inflável com as inscrições “Don’t Be Led To the Slaughter” (não seja conduzido ao abate de animais, em bom português). Classicão.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=N4urg65m5oc&hl=en]
Tentei achar o vídeo mais compacto do show (o mais popular tem 9 partes) e achei esse, que é razoável.
Aqui você encontra o vídeo do porco voador, que foi solto após o término do show e os organizadores do evento ofereceram 10.000 dólares para quem o devolvesse. Dizem por aí que o porco tem alguma relação com o candidato à presidência dos EUA Barack Obama. E ironicamente, o inflável levantou vôo bem na música ”Pigs On The Wing”.
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Justice
Para fechar com chave de ouro, a dupla mais falada da música eletrônica atual. Sim, os franceses do Justice, quem mais seriam?
O Rraurl disse o seguinte sobre o show de encerramento do festival:
A impressão, bem no meio da tenda, era de que umas 20 mil pessoas entraram numa mesma inimaginável apoteose de som e luz, uma onda de energia que fazia punhos serem erguidos como num show de metal pós-moderno para berrar “KILL, KILL, KILL, KILL”.
Admiro demaais o Gaspard Augé e o Xavier de Rosnay por criarem músicas ousadas, nos limites da modernidade atual em que a mistura de estilos confunde um pouco as coisas. Eles conseguem fazer com que o electro se misture com o rock de um jeito tão uniforme e disforme ao mesmo tempo que fica lindo. Posso até ser morto após dizer isso, mas prefiro eles ao Daft Punk, mesmo sabendo que o Justice foi completamente influenciado pelos conterrâneos.
Encerro aqui a jornada com o Justice tocando o famoso remix da música ‘We Are Your Friends’, do Simian, que no show foi mash-upado com Atlantis to Interzone do Klaxons.
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=7xnN_6Oj5xg&hl=en]
Até mais Cochella, até o ano que vem. E me espere que em breve eu estarei aí.











