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Sep 01 2010

Holger faz session animada e com inéditas na Oi Novo Som

Às vesperas de um dos lançamentos nacionais mais aguardados dos últimos tempos, os caras do Holger invadiram os estúdios da Oi Novo Som para dar uma prévia de como será Sunga, debut do quinteto paulistano a ser lançado na memorável data de 11 de setembro.

Caribbean Nights

Com a percussão sempre marcante e vocais alternados, os caras não fizeram o revezamento já usual nos instrumentos – Pedro, um dos integrantes, se atrasou e faltou durante boa parte da session. Mas os que marcaram presença conseguiram levar a apresentação a um nível bem digno. E na ótima “Beaver”, o apresentador do programa se juntou ao grupo e também mandou bem no baixo. SE LIGA pra não perder a vaga, hein, Pedro:

Beaver

Ainda dá pra assistir à banda tocando a já clássica “Let’em Shine Below“, “No Brakes” e “She Dances“, que também já são conhecidas do pessoal.

E só pra não fugir do clima e me chamarem de chato, vou aderir à campanha lançada pelo Alex e que já foi seguida até pelo Hick: MOSTRA ESSA SUNGA, HOLGER!

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Aug 27 2010

Festival Planeta Terra fecha line-up com quatro bandas nacionais

Com milhares de ingressos já vendidos, o Festival Planeta Terra anuncia sua programação final hoje, com mais quatro bandas – dessa vez, todas nacionais – sendo acrescentadas em seu line-up. Agora, as bandas Hurtmold (grupo instrumental que acompanha as turnês de Marcelo Camelo), Mombojó (lançando seu último disco, Amigo do Tempo), Novos Paulistas (formado por Thiago Pethit, Dudu Tsuda, Tiê e Tulipa Ruiz) e Holger, dono do melhor show que vi nos últimos meses. Tem como não gostar?

Mombojó

Segundo a nota publicada no Terra, nesse ano o festival “faz uma parceria com o Studio SP para reunir as atrações nacionais”. Como assim?

De qualquer forma, corre pra garantir seu ingresso pro Terra que o quarto e ÚLTIMO LOTE já está sendo vendido. Ver esses quatro grupos brasileiros com dez grandes nomes gringos (recapitulando: Smashing Pumpkins, Pavement, Passion Pit, Yeasayer, Phoenix, Hot Chip, Mika, Empire of the Sun, Girl Talk e Of Montreal) não é todo dia. Mas o Belle & Sebastian…

Ah, e o SWU confirmou ontem o Queens of the Stone Age.

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Aug 25 2010

Junior Passini’s Jukebox (Rock ‘n’ Beats)

O cara é fundador e editor do blog que dá nome a uma das baladas roqueiras (?) mais divertidas e antenadas deste Brasilzão. Junior Passini (@juniorpassini) está à frente do Rock ‘n’ Beats há quase dois anos e, com ele, já produziu festas nas quais já rolaram até topless em show do Holger (!). No próximo sábado, por exemplo, os nova-iorquinos do Lemonade desembarcam no Bar do Zé para mais uma edição da naite campineira. Apesar de produzir outras 3 festas e também trabalhar no meio jornalístico, Junior arrumou um tempinho e conversou um pouco com a gente sobre, claro, suas preferências musicais – e mandou um recado pro Alex Correa: “você me deve um almoço.”

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Olha, eu tenho uma relação complicada com “hype”. Das bandas nacionais, acompanho tudo muito de perto. Então posso citar as que mais escuto, como Venus Volts, Holger, The Name, Wannabe Jalva, Nevilton e Homemade Blockbuster. Já internacionalmente, eu começo a gostar com um pouco de atraso, como aconteceu com Lemonade, Two Door Cinema Club, Janelle Monáe, Jamaica e The xx. Mas o melhor lançamento do ano é o “The Suburbs”, do Arcade Fire.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Acho que todo mundo tem suas pieguices com música, né? Os meus artistas favoritos são Neil Young e Wilco. Se você der shuffle no meu iTunes, a chance de cair uma música dessas bandas – e a faixa lembrar algo -, é enorme! Mas também não largo coisas como Radiohead, Sonic Youth e Afghan Whigs.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Que é isso, Neto? Tem que ver isso direito, hein? Hahaha. As músicas do Phoenix e Two Door Cinema Club, atualmente, foram feitas com esse objetivo. Até um tempo atrás, “Kids”, do MGMT, e o axé-rock do Killers também tinham esse tipo de efeito. Mas bom mesmo pra dançar é Scatman e MC Hammer.

A festa do Rock n’ Beats sempre leva as grandes bandas nacionais do rock independente pra tocar. Sendo assim, é hora de falar pra gente qual é o melhor show nacional do momento? E tem algum que você suspeite que seja de botar a casa abaixo, mas que ainda não se apresentou na noite de vocês?
O Copacabana Club é muito melhor ao vivo do que nas gravações, por exemplo. A Caca V nasceu pra isso. Outros monstros ao vivo são Nevilton, Pública e Volver. Mas acho que os melhores shows nacionais da atualidade são Holger e The Name. Da última vez que tocaram na festa do Rock ‘n’ Beats, até série de topless eles causaram. Quanto aos que eu suspeito que colocariam a casa abaixo, fico com o Do Amor e uma volta do Ludovic. Mas adoraria um show da Céu e da Tiê (com franja) juntas, viu?

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Confesso que gosto dos primeiros álbuns do Iron Maiden até hoje. Me processa.

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Aug 25 2010

Noize #36: Supercordas, Holger, Hélio Flanders, Damn Laser Vampires

E, como sempre, a Noize tá recheadíssima. Fica a dica e o embed abaixo:

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Aug 24 2010

Clipe: Holger – Let’em Shine Below

O Holger não pára de destilar pistas sobre o seu primeiro álbum completo, Sunga, que será lançado oficialmente em setembro pelo projeto Álbum Virtual, da Trama.

Depois de cantarolarem em um boteco e apresentar um divertido mashup assinado por André Paste, chegou a hora de conhecer o vídeo oficial de “Let’em Shine Below”, nitidamente o carro-chefe do debut da banda. Em pouco mais de quatro minutos, o que vemos é o Holger de sunga na piscina, curtindo uma praia ensolarada, tomando suco de melancia e viajando sobre o mar à luz do dia. Todas essas aventuras são alegremente relatadas por imagens que não páram de se sobrepor, banhadas a muitas cores, referências caribenhas e bom humor. Assista e sinta que o verão já chegou para o Holger:

Recém-escalados para integrar o poderoso line-up do festival Planeta Terra (como a Popload adiantou ontem) e com mais uma promissora turnê internacional agendada para setembro, a banda parece estar vivendo a sua melhor fase. Quanto ao debut que se aproxima, fica cada vez mais difícil conter a curiosidade: MOSTRA ESSA SUNGA, HOLGER!

[via]

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Aug 19 2010

Holger numa mesa de bar, ao vivo e improvisado

Passando por Floripa, o Holger parou no Hause, bar simpático de lá, e fez os acessórios do lugar ganharem novas funções. As caixas de guardanapos e as mesas viraram instrumentos de percussão, uma garrafa de cerveja vazia conseguiu cobrir o buraco de um prato de bateria. A rodinha de violão ganhou um puta espírito, foi gravada e está no YouTube:

O Holger lança Sunga em 11 de setembro com show no Estúdio Emme, em São Paulo, e participação do Lemonade. Antes disso, os caras tocam em Uberlândia (28 de agosto, Goma) e, mais tarde, em meados de setembro, decola em uma turnê na América do Norte.

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Aug 08 2010

A capa de Sunga, do Holger

No dia 11 de setembro (essa data te lembra alguma coisa?), o primeiro disco do Holger, Sunga, chega na internet via Álbum Virtual. A ansiedade pelo álbum vai crescendo conforme o material inédito vai aparecendo na web, pouco a pouco, tipo esse mashup do André Paste ou a fodona “Let’em Shine Below”. Daí o Lívio fez aquele post esperto na coluna Vem Aí (que se chamava “Os Discos Brasileiros Mais Esperados de 2010″ até pouco tempo) com várias informações extras PLUS a capa do disco, que ficou bonitona:

Repito: MOSTRA ESSA SUNGA, HOLGER!

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Jul 27 2010

Mashup de “Let’em Shine Below”, do Holger, por André Paste

O Holger tá vindo com tudo, preparem-se. Regado a muito álcool, os garotos fizeram um show matador na primeira edição da Blogwars, do Move + Dominódromo + IM//UR em São Paulo, com direito a stage invasion da Ana Bernardino, do Bonde do Rolê, e do Péricles, vulgo Boss In Drama. Quem não foi, perdeu um preview incrível do Sunga, disco de estréia dos caras que já está EM PONTO DE BALA para cair na internet – mas o lançamento oficial mesmo, por enquanto, vai ser só em 4 de setembro.

Ainda não ouvi (nem vi, heh) a Sunga inteira, pra falar a verdade, mas a expectativa tá gritando desde que “Let’em Shine Below” e a nova versão de “No Brakes” apareceram por aí (e, diga-se de passagem, dando um banho em tudo o que a gente tinha ouvido no EP Green Valley). De quebra, o “mashupeiro” genialíssimo André Paste aprontou um mix FODÃO de “Let’em Shine Below” com um funk carioca maroto, que você ouve em primeira mão aqui. Essa galera sabe o que faz:

MOSTRA ESSA SUNGA, HOLGER!

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Jul 19 2010

Move That Jukebox estreia programa hoje na Rádio Levi’s!

Além de blog, festa, confrareiro e senhor da guerra, o Move That Jukebox também vai ser programa de rádio muito em breve. A convite da Levi’s, vamos dividir o espaço na programação da rádio com três bróders: Urbanaque, Scream & Yell e MyCool.

O programa vai ao ar quinzenalmente a partir de hoje, segunda-feira, sempre às 15h com reprise às 23h. Na primeira edição, bati muito papo com a Gaía, do rraurl, sobre uma porrada de coisa. Foi bem divertido – e tomara que você também ache, haha. De quebra, ainda lançamos a nova versão de “No Brakes”, do Holger, que vai estar no próximo álbum dos caras, o Sunga. Mas atenção: só consegue ouvir a música quem pegar o programa no ar em radiolevis.com.br. Todo o programa vai ser disponibilizado para download como podcast logo depois, mas com “Let’em Shine Below” no lugar da inédita. Pra saber o que mais vai rolar, é só ouvir.

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Jul 13 2010

Holger mostra músicas inéditas em São Paulo na sexta-feira (16) com IM//UR, Dominódromo e MTJ

Casa nova, festa nova: o Estúdio Emme, lugar novíssimo e mega cool em São Paulo, vai receber uma festa inédita na sexta-feira, dia 16. O Move That Jukebox, o Dominódromo e o IM//UR se reúnem nos decks pra tocar o que anda aparecendo nas editorias de cada um. E NÃO É SÓ ISSO: o Holger, atração principal da noite, ainda vai fazer um preview bem saboroso de Sunga, primeiro álbum da banda. Uma das inéditas que você vai ouvir é “Let’em Shine Below”, que não é tão inédita assim. Vamo lá? UPDATE: Comemorando a indicação no VMB, o Boss In Drama também vai soltar um DJ set na festa. Histórico!

Sunga só sai em setembro, então essa vai ser uma das únicas oportunidades de ouvir o material novo dos caras antes de (quase) todo o mundo. O trabalho tem direito até a produtor gringo, Roger Paul Manson, que o baterista do Dirty Projectors recomendou aos paulistanos num papo rápido. Promissor é pouco.

Quer ver tudo isso na faixa? É só tuitar a seguinte frase e seguir todos os envolvidos:

Quero VIP na #blogwars, com @myholger, @movethatjukebox, @imyouare e @dominodromo, sexta, no @estudio_emme! http://bit.ly/cE5VIx

O resultado sai na quinta. Boa sorte :)

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Jul 08 2010

we.music – Como a web revoluciona a música?

Ok, você certamente já ouviu essa discussão sobre a influência da internet na forma como se produz, distribui e se divulga música em algum lugar.

Mas o pessoal do we.music, projeto que junta um monte de artista bacana pra compôr junto e trocar idéia sobre o futuro da música, acaba de lançar um documentário que merece atenção. Com uma fotografia linda e um roteiro que faz um vídeo de meia hora descer como se fossem cinco minutos, we.music – como a web revoluciona a música põe na roda idéias interessantes sobre criação artística, parcerias musicais, a cidade de São Paulo e especula os próximos passos desse mercado mutante movido por música.

Participam do documentário: Xis, Emicida, DJ Chernobyl, Thiago Pethit, Killer on the Dancefloor, Holger, Database, Pristine Blusters e Firefriend. Vale a pena assistir:

As músicas que saíram da parceria entre os artistas do we.music podem ser ouvidas e baixadas gratuitamente no SoundCloud. Uma melhor que a outra.

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Jun 16 2010

Fonografando #5: Holger, Dead Lover’s Twisted Heart, Homemade Blockbuster

Fonografando: o retorno do retorno. Mas agora é sério mesmo.

Doses semanais de música independente nacional voltarão a dar as caras no Move That Jukebox a partir de agora. Começando pelo Holger.

Sunga, do Holger – “Com muito orgulho, anunciamos que o Sunga está pronto, gravado, mixado e finalmente masterizado, e com a arte mais linda do mundo pronta!”, disse o Holger pelo twitter, no início dessa semana. Muita gente está esperando o álbum de estreia da banda que, sem muito material gravado mas com um show enérgico e muito caroloso como cartão de visita, aproveitou o hype ao seu redor, conquistou sinceramente um bocado de fãs pelo país e está além das promessas do ano para a música brasileira.


Holger, ao vivo em Florianopólis – Foto por Yuri Gama

A primeira faixa do álbum a aparecer na Internet, “Let’em Shine Below”, evidencia porque o Holger se destaca entre as outras bandas com apelo indie semelhante que, de uns anos para cá, começaram a pipocar em território nacional. É que, apesar das letras em inglês, a banda não esconde que vem do coração do Brasil e sabe balancear bem suas influências nacionais (“nós queremos soar como o luiz caldas!”) e internacionais (eles respiram Vampire Weekend nessa música nova). Por isso, tudo indica que “Sunga” estará recheado de composições autênticas e, na história da banda, mais tropicais do que nunca.

Ouve aí (via Bloody Pop) e diz se o Holger não está de parabéns.

Fica esperto: o álbum deve dar as caras na internet a qualquer momento.

Com vocês, o Dead Lover’s Twisted Heart – Não que seja uma banda nova, mas só agora saiu o primeiro disco da banda que, ao lado do Transmissor e do Graveola, figura entre as mais bacanas de Belo Horizonte.

É folk, é country, é indie, é pop: é muito rico esse primeiro trabalho dos mineiros mais estilosos da nossa música. A não ser que você já tenha visto o show, que denuncia toda essa agradável bagunça sonora, a próxima faixa é imprevisível. Da festiva e muderna “Rock Hurts and Heart Beats” às campestres “Line 5012″ e “Isabelle” (meu Deus, isso foi feito no Brasil?), o Dead Lover’s Twisted Heart surpreende do começo ao fim do disco. Com (claras) influências que vão de Eagles of Death Metal a Roberto Carlos, o grupo está pronto para ganhar o Brasil – e eu aposto forte neles.

Ah, claro! Para nossa alegria, dá pra ouvir e baixar todas as faixas do álbum aqui.

Mini Box Lunar no Música de Bolso – O La Blogotheque brasileiro traz novidades! Passando por São Paulo, o Mini Box Lunar, ícone psicodélico da música que vem do Amapá, apresentou duas músicas para as câmeras do Música de Bolso, uma delas nas escadas do Estúdio Lamparinas (onde também funciona o escritório do Fora do Eixo). Conheça “Despertador 7:45″ e aprecie a beleza das duas vocalistas mais delicadas e charmosinhas da nova música brasileira assistindo ao vídeo abaixo:

Recomendamos também os vídeos do Nevilton para o Música de Bolso, disponíveis aqui.

Quem é Homemade Blockbuster? – O hype brasileiro de 2010? O novo fruto do sempre efervescente e promissor meio indie de Curitiba? A revelação nacional do importante Popload Gig? Tudo isso e mais: é a banda responsável pela deliciosa “Sweet Boys, Sweet Girls”, que você ouve (só ouve) a seguir:

Esse e o outro hit (“Dance Moves”) estão disponíveis para download no Trama Virtual dos caras.

O Homemade Blockbuster faz parte do cast do Vigilantes, selo de que falamos na última atualização desta coluna. O Move conversou recentemente com o Rafael Ramos, o produtor à frente do projeto – vale conferir aqui.

Antes de partir, algumas rapidinhas:

  • Quem também está lançando disco novo é o Mombojó. E o que é melhor, no ritmo do download gratuito. Clique aqui e faça a festa.
  • Junto com o Homemade Blockbuster, quem também tá com tudo nessa onda de novidades do indie nacional é o Wannabe Jalva. Eles vêm de Porto Alegre. Toma três músicas de presente!
  • Depois de fazer barulho com o Love Bazucas, a nova aventura de Chuck Hipolitho é a banda Vespas Mandarinas, que ele formou com membros de grupos como Forgotten Boys, Ludov, Banzé e outros. Rola uma entrevista bacana com todos eles no Nagulha (e o download do primeiro EP, também).

A Fonografando volta na semana que vem! Até lá, boa música, boa Copa and save the Galvão birds!

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Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o portal Fiesta Intruders. Viaja pelo cobrindo os principais festivais do país e é responsável por um blog dedicado a música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.

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Jun 10 2010

youPIX: Hoje tem doc sobre futuro da música e sabatina com criador do Hype Machine

O youPIX, promovido pela revista PIX para reunir profissionais e simpatizantes da cultura web, já está rolando em São Paulo desde o dia 8, terça-feira, e não deixou a peteca cair em nenhum momento. Hoje (1o) não vai ser diferente: a partir das 19h30, no Museu de Imagem e Som, o futuro da música vai ser debatido com o projeto we.music, que estréia um documentário na mesma noite, nos telões do MIS. Na sequência, rola um bate-papo com as bandas e artistas que participam da ação: Thiago Pethit, Database, Killer On The Dancefloor, Holger, Firefriend, DJ Chernobyl, Xis e Pristine Blusters, mediados por @Lalai e @djmulher. Presta atenção no teaser do documentário:

Logo depois, às 21h30, os presentes vão ter a oportunidade de bombardear Anthony Volodkin de perguntas. O cara é o idealizador do Hype Machine, ferramenta indispensável pra quem gosta de saber as novidades na música gringa e DESCOLADA. Durante aproximadamente uma hora, Anthony será sabatinado por Junior Camargo (89FM) e Daniel Tambarotti (Multishow) com mediação de Thiago Ney (Ilustrada). O papo ainda conta com a participação em segundo plano dos “agitadores”, que servem de ponte entre os usuários do twitter e o evento. A convite da PIX, eu serei um desses :)

Não está em São Paulo mas quer assistir ao evento? Fica de olho no site que vai ser tudo transmitido online. Pra ver tudo acontecendo ao vivo, cara-a-cara, é só voar aqui e preencher os campos na aba “Inscrição”. É de graça!

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Feb 23 2010

Fonografando #2: calor, frescor e a nova música b(r)azuca

Olá. Esta é a Fonografando, o independente nacional em destaque no Move that Jukebox.

Black Drawing Chalks + Chuck Hipolito = Love Bazucas – Você já deve ter notado alguma semelhança entre o que hoje fazem os goianos do Black Drawing Chalks e o que no final dos anos 90 faziam os Forgotten Boys.  A forma como esses dois grupos trabalharam, explodiram e até se promoveram como banda se correspondem. Acontece que Chuck Hipolitho (vocalista dos Forgotten) sempre foi um grande parceiro do quarteto goiano e a sua vontade de fazer música em conjunto com eles nunca foi segredo para ninguém. Essa relação parece ter amadurecido quando, no final do ano passado, Chuck Hipolitho começou a fazer participações especiais em alguns shows do Black Drawing Chalks – pude presenciar o encontro durante o Goiânia Noise Festival em dezembro de 2009 e posso garantir que é de tirar o ar. Agora, para o bem do rock nacional, Chuck Hipolitho e Black Drawing Chalks investem oficialmente na parceria e começam a fazer (ainda mais) barulho como Love Bazucas.

No blog do Estúdio Costella, de Chuck Hipolitho, você pode conferir um relato técnico e algumas fotos das gravações. Pelo tom das expectativas gerais, o Love Bazucas deve ser tudo isso mesmo: sincero, quente e cru. Como BDC e Forgotten Boys soaram (soam?) em suas respectivas épocas.

E falando em Nagulha… – Diz o teaser que o primeiro registro fonográfico oficial do Love Bazucas sai dia 1º de março pelo portal Nagulha.com.br. Mas o Nagulha nasceu hoje, às 14h, como um projeto que “quer ser referência para a informação e discussão sobre a nova música jovem produzida no Brasil” – palavras deles próprios. Uma iniciativa de Alex Antunes (Bizz, Rolling Stone, General, Folha Ilustrada, Veja), Anderson Foca (DoSol) e Bruno Nogueira (Pop! Up), o portal já traz, em menos de 24 horas de atividades, resenhas musicais, textos analíticos e matérias de cobertura que só confirmam o nível de profissionalismo da história toda – as impressões de Alex sobre o circuito nacional de festivais independentes é a minha recomendação inicial de leitura.

Continue se esbaldando aí: www.nagulha.com.br

Transmissor, Eu & Você – O pop-rock mais refinado do país vem de Belo Horizonte. Outro tesouro musical da capital mineira, o Transmissor faz um som suave e soa como fonte de verdadeiro frescor para o pop nacional. Depois da idéia de exibir ao vivo as gravações de seu próximo disco via site oficial (o criativo transmissor.tv), a novidade da vez é o clipe de Eu & Você, certamente a melhor música do álbum Sociedade do Crivo Mútuo (inteirinho no Trama Virtual, baixa que compensa).

Os tons amarelos, a leveza da voz de Jeninha e a obsessão por televisores fazem desse clipe uma síntese bem justa do que é o Transmissor. Só assistindo pra entender:

O Holger vem aí – Depois de inúmeras demos, um bom videoclipe (logo abaixo) e da deliciosa Caribean Nights, o Holger entra em estúdio para gravar o seu primeiro disco. Apontados por muita gente grande como uma das apostas musicais mais certas para 2010, os paulistas estão experimentando e registrando tudo num home studio, orientados pelo produtor Roger Paul Manson (uma indicação do baterista do Dirty Projectors). O trabalho, que vai ter um título “que soe bem em qualquer língua”, pode ser lançado a qualquer momento entre maio e junho desse ano.  As gravações estão sendo documentadas por Guilherme Passos, membro do Bossa Nova Filmes e diretor de “The Auction”. Tudo pode mudar, mas o setlist do primeiro disco do Holger até o momento é esse aqui:

- Toothless turtles
- Beaver
- She dances
- No brakes
- Caribean nights
- Eagle
- Undesirable Regrets
- Who Knows
- Axé
- Transfinite
- Geneçambique

Você viu, nada de The Auction. Uma injustiça com o maior hit da banda?

Para fechar:

  • Não importa onde você está na América do Sul, é fevereiro e o Grito Rock continua.
  • Nevilton e seu Pressuposto continuam insinuantes, tentadores e disponíveis para download lá no Compacto.rec.

A Fonografando promete cumprir os prazos e está de volta na próxima sexta-feira.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio

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Jan 12 2010

Mix That Jukebox #8: As melhores músicas de 2009

A oitava edição da Mix That Jukebox veio gorda: Pela primeira vez, fugimos do formato de 14 faixas (7 no Lado A e outras 7 no Lado B) para expandir – dessa vez, nossa mixtape vem com 10 músicas de cada lado. A causa é nobre: Compilamos as composições que, em nossa opinião, fizeram parte da elite musical de 2009. Selecionamos dez músicas internacionais para o Lado A e dez nacionais para o B, com o objetivo de traduzir o que houve de melhor no cenário alternativo/independente do ano passado.

A novidade é que tentamos evitar a repetição: Fazem parte da mixtape apenas músicas de álbuns que não foram rankeados por aqui anteriormente, o que significa que “Crying Lightning”, dos Monkeys, “Crystalised”, do XX, ou “1901″, do Phoenix, foram automaticamente excluídas da lista, assim como qualquer outra faixa que conste nesses, nesses ou nesses discos. Também vale notar que a tracklist não constitue um ranking, ou seja, as músicas não foram organizadas por sua qualidade – o que, tecnicamente, as põe em pé de igualdade. É isso. Agora é hora de baixar:

Lado A – As Melhores Músicas Internacionais de 2009:

1. Tommy Sparks – I’m a Rope

A blogosfera brasileira mal teve notícias, mas Tommy Sparks passou a maior parte de 2009 viajando por casas de show de todo o Reino Unido pra cantar frases como “So maybe words can’t represent us, so we can put them all together” enquanto o público dançava como se não houvesse amanhã. Foi mais ou menos o que aconteceu na decaDance, inclusive. Alex Correa

2. N.A.S.A. – Gifted (feat. Kanye West, Santigold & Lykke Li)

O N.A.S.A. pode ficar orgulhoso por ter feito uma das melhores – se não a melhor – músicas pop do ano. Sem a pretensão de uma Lady Gaga e a previsibilidade de uma Britney, a faixa tem um refrão pra te manter chacoalhando na pista a noite inteira. Obs: Alguns consideram o N.A.S.A. um duo nacional, outros o põe no patamar internacional. Na dúvida, ficamos com a segunda opção. Neto Rodrigues

3. Julian Casablancas – 11th Dimension

Julian goes 80′s! Porque pelo menos uma das oito faixas do insosso Phrazes For The Young tinha que ser digna do vocalista do disco da década. Neto Rodrigues

4. Matt & Kim – Daylight

A dupla vinda do fértil solo do Brooklyn fez um dos discos mais divertidos e descompromissados do ano – e até fizeram show em nossas terras. “Daylight” é só um aperitivo do potencial do disco, que deve ser ouvido por quem não deu ainda uma chance para o duo americano. Neto Rodrigues

5. Muse – Uprising

Apesar do Muse ter tentado atingir patamares desnecessários para uma banda de rock no último trabalho, Matt Bellamy e cia. ainda conseguiram fazer boas músicas que entrariam em praticamente qualquer um de seus discos anteriores – e “Uprising” é uma delas. Neto Rodrigues

6. Grizzly Bear – Two Weeks

Melhor que os coros de “Two Weeks”, só o teclado de “Two Weeks” – e, melhor que essas duas coisas, só o conjunto da obra. Menos experimental que os trabalhos mais antigos do grupo, a faixa exala romantismo em forma da maior chill-out-melody de 2009. Congrats. Alex Correa

7. Why? – January Twenty Something

Pra uma banda que já recebeu tags de hip hop, o Why? se desvirtuou bastante. “January Twenty Something”, ápice de Eskimo Snow, é filha de um folk rock upbeat e prima próxima do Grizzly Bear, que aparece logo acima. Californianos nunca soaram tão Made In Brooklyn. Alex Correa

8. One For The Team – Ha Ha

Com menos de dois minutos de duração, “Ha Ha” é das músicas mais eficientes feitas em 2009. A banda, que é de Minnessota, mostra ótimo senso de criatividade com apenas 2 (ou 3) violões e sobreposição de vocais, culminando numa descontraída música que te faz apertar o repeat e só perceber depois de muito tempo. Neto Rodrigues

9. Pete Yorn & Scarlett Johansson – Relator

Só mesmo com um talentoso músico pra Scarlett dar um novo gás à carreira de cantora – que não havia colhido muitos elogios em sua primeira tentativa de incursão no meio fonógrafico. Neto Rodrigues

10. Wilco – You and I

É impossível não se sensibilizar com essa linda balada conduzida pelo preciso violão de Jeff Tweedy e que conta ainda com a brilhante participação de Feist, dando contornos vocais femininos que deixam a música irresistível. Neto Rodrigues

Lado B – As Melhores Músicas Nacionais de 2009:

1. Rockz – Paramédicos

Queridinhos do Kassin, os cariocas do Rockz sabem fazer rock como [quase] ninguém da região. A Tão Sonhada Bicicleta carrega músicas que priorizam o peso da bateria combinado a notas de guitarra que beiram o stoner, mas soam – por pouco – mais tranquilas. Alex Correa

2. The Outs of Outland – Long Sweet Lullaby

Liam e Noel Gallagher fizeram escola no Brasil e a banda, que já foi entrevistada por nós, suga boas qualidades do grupo de Manchester e imprimem características próprias para criar um dos bons EPs de 2009. E ficamos a espera de um disco completo para 2010. Neto Rodrigues

3. Cachorro Grande – Dance Agora

Cinema não agradou tanta gente. O disco partiu para um lado mais folk-rock-psicodélico e, com isso, “Dance Agora” não só virou o primeiro – e único, até agora – single do disco como também uma das únicas que lembram o estilo roqueiro e dançante que a banda consolidou com o Pista Livre, de 2005. Neto Rodrigues

4. Júpiter Maçã – Modern Kid

Se o Glam ainda existe, Júpiter Maçã assumiu o posto de guardião do gênero no Brasil. Em “Modern Kid”, o músico brinca feito criança com os elementos que fizeram a alegria de Bowie nos anos 70, com um respeitável quê de vanguarda. Tudo junto e misturado. Alex Correa

5. Holger – The Auction

A música, que é trilha de um dos clipes nacionais mais divertidos do ano, faz parte do único EP lançado por esta banda que é uma promessa e tanto para 2010. A baladinha com traços de The Cure privilegia muito bem as guitarras e os vocais sincronizados do grupo. Neto Rodrigues

6. The Name – Can You Dance, Boy?

Perguntar “Can you dance, boy?” no refrão de um jam tão grudento como o dessa música é um baita desperdício de palavras. Quem consegue não se deixar levar pelo som groovy dos paulistas, afinal? Alex Correa

7. Mickey Gang – I Was Born In The 90′s

O Mickey Gang pode ter acabado, mas o seu legado ficou guardado em nossos HDs. Parte dessa história é representada por “I Was Born In The 90′s”, música que, celebrando a juventude – estampada em suas letras – não deixa uma alma viva sem dançar. Alex Correa

8. Arnaldo Antunes – Invejoso

Minha simpatia pelo Arnaldo Antunes sempre foi grande mas, quando Iê Iê Iê saiu, no segundo semetre de 2009, mal dei bola. Até “Invejoso” cair nos meus headphones. Com a participação de Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, a faixa agrega um instrumental pop-rock-meio-nordestino a uma letra com cara de crítica social. Viciante. Alex Correa

9. Volantes – Um Pouco Disso

O sintetizador começa gritando, esbanjando alegria, até guitarras, voz, bateria e baixo entrarem em sincronia com um clima soturno, misterioso e quase tenso, tipo o The Cure. Tente não se identificar com a letra. Ou parte dela. Alex Correa

10. Hotel Avenida – Eu Não Sou Um Bom Lugar

Giancarlo Rufatto, o nome por trás do Hotel Avenida, é um dos workaholics mais discretos da cena indie brasileira. O cara tem dezenas de trabalhos lançados com pseudônimos diferentes e, em meio a tantas composições, “Eu Não Sou um Bom Lugar” se destacou. Melancolia de primeira. Alex Correa

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Dec 17 2009

Qual foi o melhor festival musical do ano?

O ano praticamente acabou mas as listas de melhores do ano não param. Em um futuro muito próximo, inclusive, o Move vai soltar alguns rankings de melhores discos de 2009 – mas, enquanto eles não aparecem, a gente quer saber de vocês: Qual foi o melhor festival musical do ano? Antes de linkar pra enquete, fazemos uma rápida retrospectiva do que aconteceu de melhor nas terras tupiniquins. Olha aí:

Just a Fest na Praça da Apoteose e na Chácara do Jockey: Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos – 20 (RJ) e 22 (SP) de março.

Just a Fest

Planeta Terra Festival no Playcenter, São Paulo: Iggy Pop, The Ting Tings, Sonic Youth, Primal Scream, Patrick Wolf, Maxïmo Park, Metronomy,  Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Copacabana Club, EX!, N.A.S.A., Anthony Rother e Etienne de Crécy – 7 de novembro.

Festival Planeta Terra

Maquinária Festival na Chácara do Jockey: Faith No More, Evanescence, Panic at the Disco, Deftones, Jane’s Addiction, Sepultura, Dir En Grey, Danko Jones, Nação Zumbi, Duff McKagan, Maldita, Silicon Fly, Terceira Edição, Comodoro e Volantes – 7 e 8 de novembro.

Maquinária Festival

Festival Indie Rock no Via Funchal e na Fundição Progresso: Gogol Bordello, Super Furry Animals, El Mató a un Policía Motorizado e Holger (os dois últimos tocaram apenas no Rio de Janeiro) – 10 (SP) e 13 (RJ) de novembro.

Festival Indie Rock

Goiânia Noise Festival: Dirty Projectors, Móveis Coloniais de Acaju, MQN, Hermeto Pascoal, Violins, Black Drawing Chalks, Walverdes, Volver, Vivendo do Ócio, Devotos, The Name, Jorge Mautner, Porcas Borboletas, Siba + Roberto Corrêa e Mugo – de 25 a 29 de novembro.

Goiânia Noise Festival

Agora sim! Lembrou dos melhores do ano? Então dá um pulo na enquete pra dizer qual foi seu preferido – e, se o seu favorito não foi listado, não hesite em deixar um comentário na outra página para computarmos o seu voto. O resultado sai no final de janeiro.

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Dec 04 2009

Dirty Projectors no Clash Club, SP – 02.12.09

Em uma Clash calorosa e semi-vazia, o espetáculo começa. A competente banda Holger abre a noite com entusiasmo, se divertindo bastante e trançando pelo palco. Esforços ignorados pela apática plateia, que se encostava pelas paredes da casa, demonstrando nada além da expressão blasé característica dos seguidores do hype, negando até mesmo os insistentes pedidos da banda por palmas. Mas nada abateu o quinteto, que seguia bailando entre os instrumentos, encenando coreografias e criando um ambiente que poderia muito bem ser visto em um videoclipe de Born Ruffians ou Vampire Weekend.

holger

A ansiedade agora tomava conta. O show já estava atrasado em meia hora e os técnicos aparentemente ainda tentavam regularizar o sistema de som. Mas a imprevisibilidade é intrínseca aos Dirty Projectors e, sutilmente, dois integrantes sobem ao palco. Enquanto Dave Longstreth dedilhava em sua guitarra os primeiros acordes da serena “Two Doves”, Angel sentava-se em uma banqueta e preparava-se para entoar com sua voz, deveras, angelical, os belíssimos versos da canção. A plateia já não era a mesma, se outrora se mostrava indiferente, agora se desmanchava com a beleza da composição e em ovação recebia o restante da banda e seus primeiros sorrisos. A festa continuou com as harmoniosas “Cannibal Resource” e “Remade Horizon”, destacando a impressionante capacidade vocal do trio feminino.

Após piadas e trocadilhos de um Dave bem humorado e esbanjando simpatia, segue-se um jam pesado e cheio de barulho. Distorções, vozes ecoando, ressonando, melodias orgânicas, batidas fortes e cruas criam uma sobreposição de camadas e texturas inconcebíveis e inacreditavelmente harmoniosas. Amber, Angel e Haley enchem o local, suas vozes já não são simples fonemas, mas instrumentos complexos e inspirados.

dirty projectors

Os mais atentos observaram as caretas bizarras do baterista

Carismático e modesto, Longstreth ainda encontra fôlego para acanhar os presentes: “We feel a little bit awkward playing here in Brazil.. I mean, you guys can do anything! Brazil is the most musical country in the world! That’s what we can do and we feel very grateful to be playing here.”
(ai, para, vai! hihi)
Realmente é muito fácil orquestrar uma guitarra como ele. not.

O show continua com um combo matador: “No Intention”, a famosa “Stillness is the Move” e “Usueful Chamber”, esta última com direito a um toque esquizofrênico que fez todos chacoalharem ao coro de Bitte orca, orca bitte! Nem o mais blasé resistiu. Uma verdadeira catarse.

O maestro da noite agradeceu o público, a banda e quase mata alguns do coração dizendo que este seria o último show deles… (pausa interminável)… em 2009. (ufa!)

Eles deixam o palco, mas o reverberar da mágica guitarra branca entregava um encore, e assim foi. Voltaram para explodir a Clash com “Temecula Sunrise” e recolher os cacos com a linda “Knotty Pine” da coletânea “Dark Was The Night”. Aposto que David Byrne daria tudo para poder acompanhá-los nesse show. Emocionada, a banda agradece novamente e diz que espera poder tocar novamente no Brasil em breve. Nós também.

dirty projectors

PS: Interessante destacar que, avessa aos péssimos costumes tupiniquins de separar a banda do público por gorilas alfabetizados, a Clash trouxe a grade para junto do palco, permitindo aquela intimidade maior, como deve ter mesmo um show deste porte.

Texto: Gustavo Bresler
Fotos: Diego Maia

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Nov 25 2009

Ingressos aqui: Holger e Dirty Projectors tocam em São Paulo em 2/12

[UPDATE] Promo encerrada, pessoal. Desculpem o atraso! A ganhadora do par de ingressos foi a sortuda Juliana Alves, que poderá levar um acompanhante para o incrível show do Dirty Projectors, amanhã, no Clash Club, em SP. Cheque seu email, ok, Juliana? Parabéns e bom show! [/UPDATE]

Se tem uma banda que me surpreendeu em 2009, foi o Dirty Projectors. Bitte Orca é uma das maiores maravilhas que saíram dos Estados Unidos no ano e não há dúvidas de que ouví-lo ao vivo é uma puta sensação.

Dave Longstreth, frontman do grupo, traz sua trupe (que, ao todo, conta com sete integrantes) ao Brasil no final do mês para três shows que, já adianto, vão ser memoráveis: O primeiro no Goiânia Noise Festival, nesse sábado (28), um outro no Rio de Janeiro logo em seguida e, fechando a turnê, uma apresentação dupla no Clash Club, em São Paulo, com os garotos do Holger, em 2 de dezembro.

dirty projectors + holger

Here’s the thing: O Clash liberou um par de ingressos pra noite de quarta-feira e a gente vai sortear pra vocês. Vai funcionar assim, ó, no esquema que sempre usamos: Vocês deixam seus nomezinhos completos aqui no post até às 13:30 dessa terça-feira, 1/12, e vamos pegar algum dos participantes de forma randômica e presentá-lo com dois tickets pro Dirty Projectors + Holger. DVNO, como diria o Justice.

Valendo!

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Nov 11 2009

Promo Relâmpago: Ingressos para o Indie Rock Festival do Rio de Janeiro

- Promoção Encerrada: O vencedor foi o participante de número 5, Heitor Leal Machado, que vai levar Juliana Magalhães Mendes pra Fundição Progresso nessa sexta -

A gente já tá [quase] cansado de falar pra você sobre o Indie Rock Festival – e imagino que você, caro leitor, já tenha todas as informações necessárias para ir a edição carioca do festival, que acontece nessa sexta-feira na Fundição Progresso. Ontem, em São Paulo, Super Furry Animals e Gogol Bordello não conseguiram uma boa lotação no Via Funchal (a assessoria afirmou que 4 mil pessoas foram ao show, mas o público confirma que menos de 1,5 mil cabeças passaram por lá), MAS A GENTE VAI MUDAR ISSO NO RIO DE JANEIRO, NÃO É?! Na cidade maravilhosa, além de duas das minhas bandas preferidas, o Indie Rock vai receber o Holger (SP) e o El Mato a Un Policia Motorizado (Arg), o que deve arrastar mais algumas dezenas (ou centenas) de pessoas à Lapa no dia 13, exatamente quando esse blog que vos escreve completa dois anos de vida.

gogol bordello
Gogol Bordello em São Paulo ontem, tocando à base de geradores, enquanto diversos Estados do país sofriam com o apagão – foto de Diego Maia

Mais uma vez, temos um par de ingressos quentinhos pra você levar um querido amigo ao evento na sexta. Pra participar, as usual, deixe o seu nome completo (junto com o de seu acompanhante) no campo de comentários desse post. Você tem até as 17 horas de hoje pra participar, fechado? Boa sorte!

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Oct 26 2009

Com duas bandas a menos e ingressos mais caros, edição paulista do Indie Rock Festival já vende tickets

indierock

Pobres paulistanos: Além de terem que desembolsar uma gana extra para assistir ao Indie Rock Festival, vão ficar com duas atrações a menos do que os cariocas. Enquanto o Rio de Janeiro, que recebe o festival na Fundição Progresso em 13 de novembro, verá Holger, El Mató a Um Polizia Motorizado, Gogol Bordello e Super Furry Animals, a Via Funchal ficará apenas com as apresentações dos dois últimos. O Rio também pode contar vantagem em relação aos tickets do evento: Na cidade, as entradas são vendidas por R$80 (inteira), enquanto Sampa dividiu seus ingressos em três – Pista (R$120), Mezanino (R$150) e Camarote (R$200). Os paulistanos também sofrem com a data do evento, 10/11, que cai justamente em uma terça-feira.

Para mais informações ou comprar seus ingressos, é só dar um pulo no site da Via Funchal ou no da Fundição. Mas, antes de você sair se redirecionando pra uma outra página, me explica: Quão irônico é o Holger não tocar em São Paulo?

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Oct 19 2009

Vendas do Festival Indie Rock já começaram; Banda argentina completa line-up

festival indie rockO povo do indie old school não vai gostar, mas realmente não vai rolar Cake no Festival Indie Rock: como já reportamos aqui, a banda foi substituída pelos galeses do Super Furry Animals. O Mombojó também ficou fora do evento e, para tapar o buraco, vem aí é o grupo de rock argentino El Mato a Un Policia Motorizado (que já se apresentou no Brasil nesse ano) e, completando o line-up, os meninos do Holger e o show estonteante do Gogol Bordello.

A edição carioca do festival acontece na Fundição Progresso, em 13 de novembro, e já é possível garantir seu ingresso pela Loja Virtual da casa. Os preços dos tickets ficaram em R$80 (inteira) e R$40 (meia). Enquanto isso, o paulistano Via Funchal ainda não confirmou as informações sobre o evento, possivelmente por causa de alguns conflitos nas datas. Boa sorte, São Paulo!

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Oct 15 2009

Holger e Dirty Projectors tocam no Clash Club em dezembro

A essa altura, você já deve ter ficado sabendo que o Dirty Projectors será uma das atrações do Goiânia Noise Festival, que acontece entre 25 e 28 de novembro e também tem Walverdes, MQN, Móveis Coloniais de Acaju e mais uma dúzia de bandas no line-up.

Björk & Dirty Projectors

Björk & Dirty Projectors

A novidade é que, conforme já apontavam os boatos, o Dirty Projectors vai esticar sua passagem pelo Brasil até São Paulo, onde toca no Clash Club em 2 de dezembro. A abertura do show fica por conta do paulistano Holger, que está no liro de ouro da crítica e de produtores brasileiros há meses. Os ingressos devem começar a ser vendidos nas próximas semanas no Ticket Brasil por R$60. Fiquem de olho porque a gente vai sortear uns tickets por aqui.

O Clash também recebe o americano Supersuckers, headliner do Goiânia Noise, em uma outra data.

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Oct 15 2009

Super Furry Animals assume lugar do Cake no Indie Rock Festival

É isso aí, galera: A produção do Indie Rock Festival quase vendeu a alma pra trazer o Cake ao Brasil em novembro, mas parece que não rolou. Quem assume o lugar dos americanos no line-up é o brilhante Super Furry Animals, do País de Gales, que lançou seu nono álbum nesse ano e já tem uma longa história tupiniquim: Em 2003, o grupo estrelou o até então magnânimo Tim Festival; Em 2005, parte do álbum Love Kraft foi gravada em nosso país e produzida por Mario Caldato Jr., brasileiro que trabalhou com os Beastie Boys*; Em 2007, o vocalista Gruff Rhys fez uma série de shows solo por aqui e, em 2008, Gruff apareceu mais uma vez no Tim, dessa vez com seu projeto paralelo Neon Neon (tirei uma foto com ele, até, com uma expressão facial inexplicável).

super furry animals

Com a escalação do Super Furry Animals, dá pra sentir que o Indie Rock Festival 2009 vai ser mais ou menos como um Tim Festival revival, já que o Gogol Bordello também passou pelo evento no ano passado. O festival acontece em 13 de novembro no Rio de Janeiro (Fundição Progresso) e no dia 16 do mesmo mês em São Paulo (Via Funchal). As bandas brasileiras Holger e Mombojó também foram escaladas.

P.S.: A informação foi confirmada pelo site da Fundição Progresso. Foi o @radiovinixhead quem nos avisou, valeu!

*Corrigido :)

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Oct 08 2009

Cake e Gogol Bordello tocam no Indie Rock Festival 2009

É provável que o cancelamento do Indie Rock Festival de 2008 tenha sido uma das frustrações da década pra indiezada brasileira já que, de uma hora pra outra, a oportunidade de assistir aos shows de Late of the Pier, The Futureheads, Broken Social Scene e The Dandy Warhols foram tiradas das nossas mãos (/drama).

Cake

CAKE. NO. BRASIL.

Agora, o Lúcio Ribeiro soltou no Popload que a esperada segunda edição do festival (a primeira foi em 2007, com os gringos do The Magic Numbers e The Rakes) está marcada para acontecer em novembro, nas semanas seguintes ao Planeta Terra. As atrações não tapam o buraco que o fail de 2008 deixou, mas quase chegam lá: Os americanos do Cake e o grupo multi-étnico Gogol Bordello, responsável pelo melhor show do Tim Festival do ano passado, tocam na Fundição Progresso (RJ) em 13/11, enquanto a paulistana Via Funchal os recebe no dia 16, uma segunda-feira. Os brasileiros Holger e Mombojó ficam com os shows de abertura.

Por ora, a ordem é esperar pela confirmação oficial, mas você já pode começar a comemorar.

UPDATE: Por email, o @mitsudiz entrou em contato com o manager do Cake em busca de uma confirmação das apresentações, mas recebeu isso como resposta: “O Cake não tem planos de voltar [a fazer shows] até 2010. Não tenho idéia de onde saiu o rumor de que o Cake estará no Rio e em São Paulo no mês que vem”. A versão do porta-voz, no entanto, é desmentida pelo MySpace da banda, que aponta para duas apresentações: Uma no dia 18 de outubro, em uma rádio, e outra no último dia do ano, em um show de reveillon. Será que o Cake vai dar bolo?

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Oct 06 2009

Festival Calango leva mais de quarenta atrações a Cuiabá no final do mês

Foi de Cuiabá que saíram os meninos de ouro do folk rock brasileiro: David Dafre, Reginaldo Lincoln, Luiz Lazarotto, Douglas Godoy e, claro, Hélio Flanders – ou, em outras palavras, o Vanguart. Mas não são eles que comandam o Festival Calango desse ano, maior evento musical de Mato Grosso – dessa vez, os headliners que representam o Estado na festa são Macaco Bong, banda instrumental mais querida do país, e Linha Dura, rapper pouco conhecido na cena nacional.

Calango 2009

Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, o Calango também leva para Cuiabá as bandas argentinas Norma e Proyecto Gomez, além dos ascendentes brasileiros Emicida, Black Drawing Chalks, Holger, Wander Wildner, Venus Volts e Nevilton. O line-up completo fica listado abaixo, via Meio Desligado:

SEXTA, 30 de outubro
Macaco Bong (MT)
Norma (Argentina)
Wander Wildner (RS)
Rhox (MT)
Emicida (SP)
Rinoceronte (RS)
Calistoga (RN)
Caldo de Piaba (AC)
O Garfo (CE)
Snorks (MT)
Venus Volts (SP)
Vinil Laranja (PA)
Herod Layne (SP)
Self-Help (MT)

SÁBADO, 31 de outubro
Devotos (PE)
Falsos Conejos (Argentina)
Venial (MT)
Mini Box Lunar (AP)
Holger (SP)
Veniversum (MT)
Black Drawing Chalks (GO)
Jonas Sá (RJ)
N3cr (MT)
Plastique Noir (CE)
Mugo (GO)
Proyecto Gomez (Argentina)
Raiva em Paz (MT)

DOMINGO, 1° de novembro
Linha Dura (MT)
Marku Ribas (MG)
Ebinho Cardoso (MT)
Toninho Horta (MG)
Paulo Monarco (MT)
Cassim & Barbaria (SC)
Nevilton (PR)
Facas Voadoras (MS)
Dom Capaz (MG)
Vitrolas Polifônicas (MT)
Somero (RR)
Black Sonora (MG)
Inimitáveis (MT)
O Melda (MG)
Sincera (PA)

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