Arquivo para 'Holger'

Feb 23 2010

Fonografando #2: calor, frescor e a nova música b(r)azuca

Olá. Esta é a Fonografando, o independente nacional em destaque no Move that Jukebox.

Black Drawing Chalks + Chuck Hipolito = Love Bazucas – Você já deve ter notado alguma semelhança entre o que hoje fazem os goianos do Black Drawing Chalks e o que no final dos anos 90 faziam os Forgotten Boys.  A forma como esses dois grupos trabalharam, explodiram e até se promoveram como banda se correspondem. Acontece que Chuck Hipolitho (vocalista dos Forgotten) sempre foi um grande parceiro do quarteto goiano e a sua vontade de fazer música em conjunto com eles nunca foi segredo para ninguém. Essa relação parece ter amadurecido quando, no final do ano passado, Chuck Hipolitho começou a fazer participações especiais em alguns shows do Black Drawing Chalks – pude presenciar o encontro durante o Goiânia Noise Festival em dezembro de 2009 e posso garantir que é de tirar o ar. Agora, para o bem do rock nacional, Chuck Hipolitho e Black Drawing Chalks investem oficialmente na parceria e começam a fazer (ainda mais) barulho como Love Bazucas.

No blog do Estúdio Costella, de Chuck Hipolitho, você pode conferir um relato técnico e algumas fotos das gravações. Pelo tom das expectativas gerais, o Love Bazucas deve ser tudo isso mesmo: sincero, quente e cru. Como BDC e Forgotten Boys soaram (soam?) em suas respectivas épocas.

E falando em Nagulha… – Diz o teaser que o primeiro registro fonográfico oficial do Love Bazucas sai dia 1º de março pelo portal Nagulha.com.br. Mas o Nagulha nasceu hoje, às 14h, como um projeto que “quer ser referência para a informação e discussão sobre a nova música jovem produzida no Brasil” – palavras deles próprios. Uma iniciativa de Alex Antunes (Bizz, Rolling Stone, General, Folha Ilustrada, Veja), Anderson Foca (DoSol) e Bruno Nogueira (Pop! Up), o portal já traz, em menos de 24 horas de atividades, resenhas musicais, textos analíticos e matérias de cobertura que só confirmam o nível de profissionalismo da história toda – as impressões de Alex sobre o circuito nacional de festivais independentes é a minha recomendação inicial de leitura.

Continue se esbaldando aí: www.nagulha.com.br

Transmissor, Eu & Você – O pop-rock mais refinado do país vem de Belo Horizonte. Outro tesouro musical da capital mineira, o Transmissor faz um som suave e soa como fonte de verdadeiro frescor para o pop nacional. Depois da idéia de exibir ao vivo as gravações de seu próximo disco via site oficial (o criativo transmissor.tv), a novidade da vez é o clipe de Eu & Você, certamente a melhor música do álbum Sociedade do Crivo Mútuo (inteirinho no Trama Virtual, baixa que compensa).

Os tons amarelos, a leveza da voz de Jeninha e a obsessão por televisores fazem desse clipe uma síntese bem justa do que é o Transmissor. Só assistindo pra entender:

O Holger vem aí – Depois de inúmeras demos, um bom videoclipe (logo abaixo) e da deliciosa Caribean Nights, o Holger entra em estúdio para gravar o seu primeiro disco. Apontados por muita gente grande como uma das apostas musicais mais certas para 2010, os paulistas estão experimentando e registrando tudo num home studio, orientados pelo produtor Roger Paul Manson (uma indicação do baterista do Dirty Projectors). O trabalho, que vai ter um título “que soe bem em qualquer língua”, pode ser lançado a qualquer momento entre maio e junho desse ano.  As gravações estão sendo documentadas por Guilherme Passos, membro do Bossa Nova Filmes e diretor de “The Auction”. Tudo pode mudar, mas o setlist do primeiro disco do Holger até o momento é esse aqui:

- Toothless turtles
- Beaver
- She dances
- No brakes
- Caribean nights
- Eagle
- Undesirable Regrets
- Who Knows
- Axé
- Transfinite
- Geneçambique

Você viu, nada de The Auction. Uma injustiça com o maior hit da banda?

Para fechar:

  • Não importa onde você está na América do Sul, é fevereiro e o Grito Rock continua.
  • Nevilton e seu Pressuposto continuam insinuantes, tentadores e disponíveis para download lá no Compacto.rec.

A Fonografando promete cumprir os prazos e está de volta na próxima sexta-feira.

Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o website Fiesta Intruders. Viaja pelo país cobrindo os principais festivais de música independente e é responsável por um blog totalmente dedicado à música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio

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Jan 12 2010

Mix That Jukebox #8: As melhores músicas de 2009

A oitava edição da Mix That Jukebox veio gorda: Pela primeira vez, fugimos do formato de 14 faixas (7 no Lado A e outras 7 no Lado B) para expandir – dessa vez, nossa mixtape vem com 10 músicas de cada lado. A causa é nobre: Compilamos as composições que, em nossa opinião, fizeram parte da elite musical de 2009. Selecionamos dez músicas internacionais para o Lado A e dez nacionais para o B, com o objetivo de traduzir o que houve de melhor no cenário alternativo/independente do ano passado.

A novidade é que tentamos evitar a repetição: Fazem parte da mixtape apenas músicas de álbuns que não foram rankeados por aqui anteriormente, o que significa que “Crying Lightning”, dos Monkeys, “Crystalised”, do XX, ou “1901″, do Phoenix, foram automaticamente excluídas da lista, assim como qualquer outra faixa que conste nesses, nesses ou nesses discos. Também vale notar que a tracklist não constitue um ranking, ou seja, as músicas não foram organizadas por sua qualidade – o que, tecnicamente, as põe em pé de igualdade. É isso. Agora é hora de baixar:

Lado A – As Melhores Músicas Internacionais de 2009:

1. Tommy Sparks – I’m a Rope

A blogosfera brasileira mal teve notícias, mas Tommy Sparks passou a maior parte de 2009 viajando por casas de show de todo o Reino Unido pra cantar frases como “So maybe words can’t represent us, so we can put them all together” enquanto o público dançava como se não houvesse amanhã. Foi mais ou menos o que aconteceu na decaDance, inclusive. Alex Correa

2. N.A.S.A. – Gifted (feat. Kanye West, Santigold & Lykke Li)

O N.A.S.A. pode ficar orgulhoso por ter feito uma das melhores – se não a melhor – músicas pop do ano. Sem a pretensão de uma Lady Gaga e a previsibilidade de uma Britney, a faixa tem um refrão pra te manter chacoalhando na pista a noite inteira. Obs: Alguns consideram o N.A.S.A. um duo nacional, outros o põe no patamar internacional. Na dúvida, ficamos com a segunda opção. Neto Rodrigues

3. Julian Casablancas – 11th Dimension

Julian goes 80’s! Porque pelo menos uma das oito faixas do insosso Phrazes For The Young tinha que ser digna do vocalista do disco da década. Neto Rodrigues

4. Matt & Kim – Daylight

A dupla vinda do fértil solo do Brooklyn fez um dos discos mais divertidos e descompromissados do ano – e até fizeram show em nossas terras. “Daylight” é só um aperitivo do potencial do disco, que deve ser ouvido por quem não deu ainda uma chance para o duo americano. Neto Rodrigues

5. Muse – Uprising

Apesar do Muse ter tentado atingir patamares desnecessários para uma banda de rock no último trabalho, Matt Bellamy e cia. ainda conseguiram fazer boas músicas que entrariam em praticamente qualquer um de seus discos anteriores – e “Uprising” é uma delas. Neto Rodrigues

6. Grizzly Bear – Two Weeks

Melhor que os coros de “Two Weeks”, só o teclado de “Two Weeks” – e, melhor que essas duas coisas, só o conjunto da obra. Menos experimental que os trabalhos mais antigos do grupo, a faixa exala romantismo em forma da maior chill-out-melody de 2009. Congrats. Alex Correa

7. Why? – January Twenty Something

Pra uma banda que já recebeu tags de hip hop, o Why? se desvirtuou bastante. “January Twenty Something”, ápice de Eskimo Snow, é filha de um folk rock upbeat e prima próxima do Grizzly Bear, que aparece logo acima. Californianos nunca soaram tão Made In Brooklyn. Alex Correa

8. One For The Team – Ha Ha

Com menos de dois minutos de duração, “Ha Ha” é das músicas mais eficientes feitas em 2009. A banda, que é de Minnessota, mostra ótimo senso de criatividade com apenas 2 (ou 3) violões e sobreposição de vocais, culminando numa descontraída música que te faz apertar o repeat e só perceber depois de muito tempo. Neto Rodrigues

9. Pete Yorn & Scarlett Johansson – Relator

Só mesmo com um talentoso músico pra Scarlett dar um novo gás à carreira de cantora – que não havia colhido muitos elogios em sua primeira tentativa de incursão no meio fonógrafico. Neto Rodrigues

10. Wilco – You and I

É impossível não se sensibilizar com essa linda balada conduzida pelo preciso violão de Jeff Tweedy e que conta ainda com a brilhante participação de Feist, dando contornos vocais femininos que deixam a música irresistível. Neto Rodrigues

Lado B – As Melhores Músicas Nacionais de 2009:

1. Rockz – Paramédicos

Queridinhos do Kassin, os cariocas do Rockz sabem fazer rock como [quase] ninguém da região. A Tão Sonhada Bicicleta carrega músicas que priorizam o peso da bateria combinado a notas de guitarra que beiram o stoner, mas soam – por pouco – mais tranquilas. Alex Correa

2. The Outs of Outland – Long Sweet Lullaby

Liam e Noel Gallagher fizeram escola no Brasil e a banda, que já foi entrevistada por nós, suga boas qualidades do grupo de Manchester e imprimem características próprias para criar um dos bons EPs de 2009. E ficamos a espera de um disco completo para 2010. Neto Rodrigues

3. Cachorro Grande – Dance Agora

Cinema não agradou tanta gente. O disco partiu para um lado mais folk-rock-psicodélico e, com isso, “Dance Agora” não só virou o primeiro – e único, até agora – single do disco como também uma das únicas que lembram o estilo roqueiro e dançante que a banda consolidou com o Pista Livre, de 2005. Neto Rodrigues

4. Júpiter Maçã – Modern Kid

Se o Glam ainda existe, Júpiter Maçã assumiu o posto de guardião do gênero no Brasil. Em “Modern Kid”, o músico brinca feito criança com os elementos que fizeram a alegria de Bowie nos anos 70, com um respeitável quê de vanguarda. Tudo junto e misturado. Alex Correa

5. Holger – The Auction

A música, que é trilha de um dos clipes nacionais mais divertidos do ano, faz parte do único EP lançado por esta banda que é uma promessa e tanto para 2010. A baladinha com traços de The Cure privilegia muito bem as guitarras e os vocais sincronizados do grupo. Neto Rodrigues

6. The Name – Can You Dance, Boy?

Perguntar “Can you dance, boy?” no refrão de um jam tão grudento como o dessa música é um baita desperdício de palavras. Quem consegue não se deixar levar pelo som groovy dos paulistas, afinal? Alex Correa

7. Mickey Gang – I Was Born In The 90’s

O Mickey Gang pode ter acabado, mas o seu legado ficou guardado em nossos HDs. Parte dessa história é representada por “I Was Born In The 90’s”, música que, celebrando a juventude – estampada em suas letras – não deixa uma alma viva sem dançar. Alex Correa

8. Arnaldo Antunes – Invejoso

Minha simpatia pelo Arnaldo Antunes sempre foi grande mas, quando Iê Iê Iê saiu, no segundo semetre de 2009, mal dei bola. Até “Invejoso” cair nos meus headphones. Com a participação de Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, a faixa agrega um instrumental pop-rock-meio-nordestino a uma letra com cara de crítica social. Viciante. Alex Correa

9. Volantes – Um Pouco Disso

O sintetizador começa gritando, esbanjando alegria, até guitarras, voz, bateria e baixo entrarem em sincronia com um clima soturno, misterioso e quase tenso, tipo o The Cure. Tente não se identificar com a letra. Ou parte dela. Alex Correa

10. Hotel Avenida – Eu Não Sou Um Bom Lugar

Giancarlo Rufatto, o nome por trás do Hotel Avenida, é um dos workaholics mais discretos da cena indie brasileira. O cara tem dezenas de trabalhos lançados com pseudônimos diferentes e, em meio a tantas composições, “Eu Não Sou um Bom Lugar” se destacou. Melancolia de primeira. Alex Correa

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Dec 17 2009

Qual foi o melhor festival musical do ano?

O ano praticamente acabou mas as listas de melhores do ano não param. Em um futuro muito próximo, inclusive, o Move vai soltar alguns rankings de melhores discos de 2009 – mas, enquanto eles não aparecem, a gente quer saber de vocês: Qual foi o melhor festival musical do ano? Antes de linkar pra enquete, fazemos uma rápida retrospectiva do que aconteceu de melhor nas terras tupiniquins. Olha aí:

Just a Fest na Praça da Apoteose e na Chácara do Jockey: Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos – 20 (RJ) e 22 (SP) de março.

Just a Fest

Planeta Terra Festival no Playcenter, São Paulo: Iggy Pop, The Ting Tings, Sonic Youth, Primal Scream, Patrick Wolf, Maxïmo Park, Metronomy,  Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Copacabana Club, EX!, N.A.S.A., Anthony Rother e Etienne de Crécy – 7 de novembro.

Festival Planeta Terra

Maquinária Festival na Chácara do Jockey: Faith No More, Evanescence, Panic at the Disco, Deftones, Jane’s Addiction, Sepultura, Dir En Grey, Danko Jones, Nação Zumbi, Duff McKagan, Maldita, Silicon Fly, Terceira Edição, Comodoro e Volantes – 7 e 8 de novembro.

Maquinária Festival

Festival Indie Rock no Via Funchal e na Fundição Progresso: Gogol Bordello, Super Furry Animals, El Mató a un Policía Motorizado e Holger (os dois últimos tocaram apenas no Rio de Janeiro) – 10 (SP) e 13 (RJ) de novembro.

Festival Indie Rock

Goiânia Noise Festival: Dirty Projectors, Móveis Coloniais de Acaju, MQN, Hermeto Pascoal, Violins, Black Drawing Chalks, Walverdes, Volver, Vivendo do Ócio, Devotos, The Name, Jorge Mautner, Porcas Borboletas, Siba + Roberto Corrêa e Mugo – de 25 a 29 de novembro.

Goiânia Noise Festival

Agora sim! Lembrou dos melhores do ano? Então dá um pulo na enquete pra dizer qual foi seu preferido – e, se o seu favorito não foi listado, não hesite em deixar um comentário na outra página para computarmos o seu voto. O resultado sai no final de janeiro.

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Dec 04 2009

Dirty Projectors no Clash Club, SP – 02.12.09

Em uma Clash calorosa e semi-vazia, o espetáculo começa. A competente banda Holger abre a noite com entusiasmo, se divertindo bastante e trançando pelo palco. Esforços ignorados pela apática plateia, que se encostava pelas paredes da casa, demonstrando nada além da expressão blasé característica dos seguidores do hype, negando até mesmo os insistentes pedidos da banda por palmas. Mas nada abateu o quinteto, que seguia bailando entre os instrumentos, encenando coreografias e criando um ambiente que poderia muito bem ser visto em um videoclipe de Born Ruffians ou Vampire Weekend.

holger

A ansiedade agora tomava conta. O show já estava atrasado em meia hora e os técnicos aparentemente ainda tentavam regularizar o sistema de som. Mas a imprevisibilidade é intrínseca aos Dirty Projectors e, sutilmente, dois integrantes sobem ao palco. Enquanto Dave Longstreth dedilhava em sua guitarra os primeiros acordes da serena “Two Doves”, Angel sentava-se em uma banqueta e preparava-se para entoar com sua voz, deveras, angelical, os belíssimos versos da canção. A plateia já não era a mesma, se outrora se mostrava indiferente, agora se desmanchava com a beleza da composição e em ovação recebia o restante da banda e seus primeiros sorrisos. A festa continuou com as harmoniosas “Cannibal Resource” e “Remade Horizon”, destacando a impressionante capacidade vocal do trio feminino.

Após piadas e trocadilhos de um Dave bem humorado e esbanjando simpatia, segue-se um jam pesado e cheio de barulho. Distorções, vozes ecoando, ressonando, melodias orgânicas, batidas fortes e cruas criam uma sobreposição de camadas e texturas inconcebíveis e inacreditavelmente harmoniosas. Amber, Angel e Haley enchem o local, suas vozes já não são simples fonemas, mas instrumentos complexos e inspirados.

dirty projectors

Os mais atentos observaram as caretas bizarras do baterista

Carismático e modesto, Longstreth ainda encontra fôlego para acanhar os presentes: “We feel a little bit awkward playing here in Brazil.. I mean, you guys can do anything! Brazil is the most musical country in the world! That’s what we can do and we feel very grateful to be playing here.”
(ai, para, vai! hihi)
Realmente é muito fácil orquestrar uma guitarra como ele. not.

O show continua com um combo matador: “No Intention”, a famosa “Stillness is the Move” e “Usueful Chamber”, esta última com direito a um toque esquizofrênico que fez todos chacoalharem ao coro de Bitte orca, orca bitte! Nem o mais blasé resistiu. Uma verdadeira catarse.

O maestro da noite agradeceu o público, a banda e quase mata alguns do coração dizendo que este seria o último show deles… (pausa interminável)… em 2009. (ufa!)

Eles deixam o palco, mas o reverberar da mágica guitarra branca entregava um encore, e assim foi. Voltaram para explodir a Clash com “Temecula Sunrise” e recolher os cacos com a linda “Knotty Pine” da coletânea “Dark Was The Night”. Aposto que David Byrne daria tudo para poder acompanhá-los nesse show. Emocionada, a banda agradece novamente e diz que espera poder tocar novamente no Brasil em breve. Nós também.

dirty projectors

PS: Interessante destacar que, avessa aos péssimos costumes tupiniquins de separar a banda do público por gorilas alfabetizados, a Clash trouxe a grade para junto do palco, permitindo aquela intimidade maior, como deve ter mesmo um show deste porte.

Texto: Gustavo Bresler
Fotos: Diego Maia

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Nov 25 2009

Ingressos aqui: Holger e Dirty Projectors tocam em São Paulo em 2/12

[UPDATE] Promo encerrada, pessoal. Desculpem o atraso! A ganhadora do par de ingressos foi a sortuda Juliana Alves, que poderá levar um acompanhante para o incrível show do Dirty Projectors, amanhã, no Clash Club, em SP. Cheque seu email, ok, Juliana? Parabéns e bom show! [/UPDATE]

Se tem uma banda que me surpreendeu em 2009, foi o Dirty Projectors. Bitte Orca é uma das maiores maravilhas que saíram dos Estados Unidos no ano e não há dúvidas de que ouví-lo ao vivo é uma puta sensação.

Dave Longstreth, frontman do grupo, traz sua trupe (que, ao todo, conta com sete integrantes) ao Brasil no final do mês para três shows que, já adianto, vão ser memoráveis: O primeiro no Goiânia Noise Festival, nesse sábado (28), um outro no Rio de Janeiro logo em seguida e, fechando a turnê, uma apresentação dupla no Clash Club, em São Paulo, com os garotos do Holger, em 2 de dezembro.

dirty projectors + holger

Here’s the thing: O Clash liberou um par de ingressos pra noite de quarta-feira e a gente vai sortear pra vocês. Vai funcionar assim, ó, no esquema que sempre usamos: Vocês deixam seus nomezinhos completos aqui no post até às 13:30 dessa terça-feira, 1/12, e vamos pegar algum dos participantes de forma randômica e presentá-lo com dois tickets pro Dirty Projectors + Holger. DVNO, como diria o Justice.

Valendo!

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Nov 11 2009

Promo Relâmpago: Ingressos para o Indie Rock Festival do Rio de Janeiro

- Promoção Encerrada: O vencedor foi o participante de número 5, Heitor Leal Machado, que vai levar Juliana Magalhães Mendes pra Fundição Progresso nessa sexta -

A gente já tá [quase] cansado de falar pra você sobre o Indie Rock Festival – e imagino que você, caro leitor, já tenha todas as informações necessárias para ir a edição carioca do festival, que acontece nessa sexta-feira na Fundição Progresso. Ontem, em São Paulo, Super Furry Animals e Gogol Bordello não conseguiram uma boa lotação no Via Funchal (a assessoria afirmou que 4 mil pessoas foram ao show, mas o público confirma que menos de 1,5 mil cabeças passaram por lá), MAS A GENTE VAI MUDAR ISSO NO RIO DE JANEIRO, NÃO É?! Na cidade maravilhosa, além de duas das minhas bandas preferidas, o Indie Rock vai receber o Holger (SP) e o El Mato a Un Policia Motorizado (Arg), o que deve arrastar mais algumas dezenas (ou centenas) de pessoas à Lapa no dia 13, exatamente quando esse blog que vos escreve completa dois anos de vida.

gogol bordello
Gogol Bordello em São Paulo ontem, tocando à base de geradores, enquanto diversos Estados do país sofriam com o apagão – foto de Diego Maia

Mais uma vez, temos um par de ingressos quentinhos pra você levar um querido amigo ao evento na sexta. Pra participar, as usual, deixe o seu nome completo (junto com o de seu acompanhante) no campo de comentários desse post. Você tem até as 17 horas de hoje pra participar, fechado? Boa sorte!

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Oct 26 2009

Com duas bandas a menos e ingressos mais caros, edição paulista do Indie Rock Festival já vende tickets

indierock

Pobres paulistanos: Além de terem que desembolsar uma gana extra para assistir ao Indie Rock Festival, vão ficar com duas atrações a menos do que os cariocas. Enquanto o Rio de Janeiro, que recebe o festival na Fundição Progresso em 13 de novembro, verá Holger, El Mató a Um Polizia Motorizado, Gogol Bordello e Super Furry Animals, a Via Funchal ficará apenas com as apresentações dos dois últimos. O Rio também pode contar vantagem em relação aos tickets do evento: Na cidade, as entradas são vendidas por R$80 (inteira), enquanto Sampa dividiu seus ingressos em três – Pista (R$120), Mezanino (R$150) e Camarote (R$200). Os paulistanos também sofrem com a data do evento, 10/11, que cai justamente em uma terça-feira.

Para mais informações ou comprar seus ingressos, é só dar um pulo no site da Via Funchal ou no da Fundição. Mas, antes de você sair se redirecionando pra uma outra página, me explica: Quão irônico é o Holger não tocar em São Paulo?

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Oct 19 2009

Vendas do Festival Indie Rock já começaram; Banda argentina completa line-up

festival indie rockO povo do indie old school não vai gostar, mas realmente não vai rolar Cake no Festival Indie Rock: como já reportamos aqui, a banda foi substituída pelos galeses do Super Furry Animals. O Mombojó também ficou fora do evento e, para tapar o buraco, vem aí é o grupo de rock argentino El Mato a Un Policia Motorizado (que já se apresentou no Brasil nesse ano) e, completando o line-up, os meninos do Holger e o show estonteante do Gogol Bordello.

A edição carioca do festival acontece na Fundição Progresso, em 13 de novembro, e já é possível garantir seu ingresso pela Loja Virtual da casa. Os preços dos tickets ficaram em R$80 (inteira) e R$40 (meia). Enquanto isso, o paulistano Via Funchal ainda não confirmou as informações sobre o evento, possivelmente por causa de alguns conflitos nas datas. Boa sorte, São Paulo!

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Oct 15 2009

Holger e Dirty Projectors tocam no Clash Club em dezembro

A essa altura, você já deve ter ficado sabendo que o Dirty Projectors será uma das atrações do Goiânia Noise Festival, que acontece entre 25 e 28 de novembro e também tem Walverdes, MQN, Móveis Coloniais de Acaju e mais uma dúzia de bandas no line-up.

Björk & Dirty Projectors

Björk & Dirty Projectors

A novidade é que, conforme já apontavam os boatos, o Dirty Projectors vai esticar sua passagem pelo Brasil até São Paulo, onde toca no Clash Club em 2 de dezembro. A abertura do show fica por conta do paulistano Holger, que está no liro de ouro da crítica e de produtores brasileiros há meses. Os ingressos devem começar a ser vendidos nas próximas semanas no Ticket Brasil por R$60. Fiquem de olho porque a gente vai sortear uns tickets por aqui.

O Clash também recebe o americano Supersuckers, headliner do Goiânia Noise, em uma outra data.

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Oct 15 2009

Super Furry Animals assume lugar do Cake no Indie Rock Festival

É isso aí, galera: A produção do Indie Rock Festival quase vendeu a alma pra trazer o Cake ao Brasil em novembro, mas parece que não rolou. Quem assume o lugar dos americanos no line-up é o brilhante Super Furry Animals, do País de Gales, que lançou seu nono álbum nesse ano e já tem uma longa história tupiniquim: Em 2003, o grupo estrelou o até então magnânimo Tim Festival; Em 2005, parte do álbum Love Kraft foi gravada em nosso país e produzida por Mario Caldato Jr., brasileiro que trabalhou com os Beastie Boys*; Em 2007, o vocalista Gruff Rhys fez uma série de shows solo por aqui e, em 2008, Gruff apareceu mais uma vez no Tim, dessa vez com seu projeto paralelo Neon Neon (tirei uma foto com ele, até, com uma expressão facial inexplicável).

super furry animals

Com a escalação do Super Furry Animals, dá pra sentir que o Indie Rock Festival 2009 vai ser mais ou menos como um Tim Festival revival, já que o Gogol Bordello também passou pelo evento no ano passado. O festival acontece em 13 de novembro no Rio de Janeiro (Fundição Progresso) e no dia 16 do mesmo mês em São Paulo (Via Funchal). As bandas brasileiras Holger e Mombojó também foram escaladas.

P.S.: A informação foi confirmada pelo site da Fundição Progresso. Foi o @radiovinixhead quem nos avisou, valeu!

*Corrigido :)

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Oct 08 2009

Cake e Gogol Bordello tocam no Indie Rock Festival 2009

É provável que o cancelamento do Indie Rock Festival de 2008 tenha sido uma das frustrações da década pra indiezada brasileira já que, de uma hora pra outra, a oportunidade de assistir aos shows de Late of the Pier, The Futureheads, Broken Social Scene e The Dandy Warhols foram tiradas das nossas mãos (/drama).

Cake

CAKE. NO. BRASIL.

Agora, o Lúcio Ribeiro soltou no Popload que a esperada segunda edição do festival (a primeira foi em 2007, com os gringos do The Magic Numbers e The Rakes) está marcada para acontecer em novembro, nas semanas seguintes ao Planeta Terra. As atrações não tapam o buraco que o fail de 2008 deixou, mas quase chegam lá: Os americanos do Cake e o grupo multi-étnico Gogol Bordello, responsável pelo melhor show do Tim Festival do ano passado, tocam na Fundição Progresso (RJ) em 13/11, enquanto a paulistana Via Funchal os recebe no dia 16, uma segunda-feira. Os brasileiros Holger e Mombojó ficam com os shows de abertura.

Por ora, a ordem é esperar pela confirmação oficial, mas você já pode começar a comemorar.

UPDATE: Por email, o @mitsudiz entrou em contato com o manager do Cake em busca de uma confirmação das apresentações, mas recebeu isso como resposta: “O Cake não tem planos de voltar [a fazer shows] até 2010. Não tenho idéia de onde saiu o rumor de que o Cake estará no Rio e em São Paulo no mês que vem”. A versão do porta-voz, no entanto, é desmentida pelo MySpace da banda, que aponta para duas apresentações: Uma no dia 18 de outubro, em uma rádio, e outra no último dia do ano, em um show de reveillon. Será que o Cake vai dar bolo?

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Oct 06 2009

Festival Calango leva mais de quarenta atrações a Cuiabá no final do mês

Foi de Cuiabá que saíram os meninos de ouro do folk rock brasileiro: David Dafre, Reginaldo Lincoln, Luiz Lazarotto, Douglas Godoy e, claro, Hélio Flanders – ou, em outras palavras, o Vanguart. Mas não são eles que comandam o Festival Calango desse ano, maior evento musical de Mato Grosso – dessa vez, os headliners que representam o Estado na festa são Macaco Bong, banda instrumental mais querida do país, e Linha Dura, rapper pouco conhecido na cena nacional.

Calango 2009

Entre os dias 30 de outubro e 1º de novembro, o Calango também leva para Cuiabá as bandas argentinas Norma e Proyecto Gomez, além dos ascendentes brasileiros Emicida, Black Drawing Chalks, Holger, Wander Wildner, Venus Volts e Nevilton. O line-up completo fica listado abaixo, via Meio Desligado:

SEXTA, 30 de outubro
Macaco Bong (MT)
Norma (Argentina)
Wander Wildner (RS)
Rhox (MT)
Emicida (SP)
Rinoceronte (RS)
Calistoga (RN)
Caldo de Piaba (AC)
O Garfo (CE)
Snorks (MT)
Venus Volts (SP)
Vinil Laranja (PA)
Herod Layne (SP)
Self-Help (MT)

SÁBADO, 31 de outubro
Devotos (PE)
Falsos Conejos (Argentina)
Venial (MT)
Mini Box Lunar (AP)
Holger (SP)
Veniversum (MT)
Black Drawing Chalks (GO)
Jonas Sá (RJ)
N3cr (MT)
Plastique Noir (CE)
Mugo (GO)
Proyecto Gomez (Argentina)
Raiva em Paz (MT)

DOMINGO, 1° de novembro
Linha Dura (MT)
Marku Ribas (MG)
Ebinho Cardoso (MT)
Toninho Horta (MG)
Paulo Monarco (MT)
Cassim & Barbaria (SC)
Nevilton (PR)
Facas Voadoras (MS)
Dom Capaz (MG)
Vitrolas Polifônicas (MT)
Somero (RR)
Black Sonora (MG)
Inimitáveis (MT)
O Melda (MG)
Sincera (PA)

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Sep 22 2009

Hoje é noite de Holger

Que tal? O Holger toca hoje na Augusta e embarca logo em seguida para o Quebec, onde abre para o Matt & Kim no dia 30. Depois? Um longo recesso, dizem eles. Parece que vão rolar umas surpresinhas no Tapas Club, fiquem ligados.

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Jun 16 2009

Noize #24

É isso aí, galera. A edição número 24 da Noize já tá no ar. Lá na página do Move tem Coldplay, Editors e Arctic Monkeys (em dobro), além da talentosíssima Anya Marina, que você ainda não conhece. Na Noize também dá pra aprender mais sobre Matt & Kim, Leste Europeu, Holger, etc, etc. Pra ficar por dentro de tudo isso, é só ir no Issuu ou passar no seu ponto de distribuição de sempre.

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