Bloc Party – Intimacy
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Em 2005, quando estourou com o Silent Alarm, o Bloc Party conquistou muitos fãs de bandas de “indie-rock convencional” como Kaiser Chiefs e The Killers, sendo por diversas vezes surdamente comparado com tais bandas.
Dois anos depois, foi lançado o polêmico A Weekend In The City, que foi considerado por muitos admiradores do debut do grupo como o pior disco de 2007. On the other hand, ouvintes que preferiam bandas do tal electro-rock passaram a ter um interesse especial pela gangue do briguento Kele Okereke.
Agora no mês passado, virou praticamente oficial: O Bloc Party quer sim invadir cada vez mais as pistas de dança. A velhaguarda bloc partiana parece não ter gostado, mas eu adoro me mexer com um bom electro-rock.
Intimacy, que por enquanto só teve lançamento digital, estabeleceu um gênero que dificilmente pode ser definido sem causar discórdia entre os leitores desse blog – mas, como eu venho aqui para expor o meu ponto de vista, lá vai. Intimacy, para mim, é praticamente um segundo nome para o A Weekend In The City, mantendo a mesma proporção de canções agitadas para melodias mais… amorosas. Para conferir isso com seus próprios ouvidos, basta observar que Ares é uma versão mais electro-experimental (se esse termo não existia, passa a existir agora) de The Prayer, primeira e quarta faixas do Intimacy e do AWITC, respectivamente. Dando continuidade as comparações, não é difícil perceber semelhanças entre as essências de Ion Square e Waiting For The 7.18, músicas que se dividem entre calmaria e êxtase profundo – uma puxando para o electro (o negrito é pela intensidade do termo) e a outra para o rock, principal [e talvez único] contraste entre os últimos dois álbuns do Bloc.
Para dar fim ao momento das comparações, poderiamos usar Hunting For Witches e Mercury, as melhores músicas dos dois álbuns citados nesse artigo – que é mais um post sobre semelhanças do que uma digna resenha de um único trabalho. Mercury usa e abusa das novas tendências psicodélicas da banda que a compôs, enquanto Hunting ultrapassa os limites do final de semana na cidade para dar um rápido “Olá!” a boate mais próxima.
Finalizando o álbum mais baladeiro da história do grupo (que deve marcar mais presença nas boates a partir dessa segunda metade de 2008), temos Zepherus, canção que teve seu nome grego certamente inspirado no vibrante Cavalo de Tróia que a antecede – Trojan Horse. Ao menos Zepherus escapou das comparações com SXRT, por deixar um gostinho de “quero [dançar] mais” – enquanto SXRT só deixa uma vontade de procurar o travesseiro mais próximo.
Num resumo matemático e apressado, Intimacy foi a incógnita solucionada através de uma equação que tem um pouco de CSS (somado com virilidade), uma parte de Does It Offend You, Yeah? (obtida da subtração de diversos elementos da banda) e, quem sabe, um toque do bom e velho indie rock dividido por dois. O resultado é um álbum que só o Bloc Party poderia fazer.
Autor: Alex Correa












