21 out 2010

Dani Hasse’s Jukebox

Por Neto Rodrigues @17:09

Provavelmente você já deve ter visto os posteres de Dani Hasse por aí. Não? Certeza? Então já usou alguma das marcas pra qual ela já desenhou estampas (Coca-Cola, Hering, Colcci…). Negativo? Então sossega e dá uma olhada no Flickr da ilustradora/designer/ex-professora. Além de um talento que salta aos olhos, ela escolhe com extremo bom gosto os trabalhos dos quais quer fazer parte. Sobre isso, música e gatos, Dani Hasse bateu um papo rapidinho com a gente. Chegaê:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Olha, vou te contar que nunca fui tão nostálgica na minha vida. Tô ouvindo muita, muita coisa “velha” da minha adolescência. Deve ser a idade chegando. Mas dei uma cavucada aqui e tem algumas coisas novas sim: curti “Sunshine” aquela música das Rye Rye com a M.I.A.. Tô amando CEO do Eric Berglund, uma das metades do Tough Alliance (que amo também). Pop At Summer, Neverever e o novo do Math and Physics Club também entram na lista, porque tweepop NUNCA é demais :) – E de um modo geral, tô curtindo muito os lançamentos da Slumberland Records, mas a maioria disso é hype só pra mim e mais uns 10 – eu acho…

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Definitivamente The Cure. O The Head on the Door foi o primeiro vinil que tive (roubado, mas vale né?) e posso dizer com toda a certeza desse mundo que eu poderia encaixar uma música deles em cada trecho esquisito, feliz, hilário, angustiante, inlove, nublado, colorido, doente, adolescente, empolgante, óbvio ou sem explicação da minha vida. E acho que isso vai ser até o fim. Amém.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Não, não, nada de soltar a franga na pista por aqui. Em publico, só bato o pézinho e me faço de tímida. Em casa, pego a Ramona (minha gata) no colo e saímos pulando pelo sofá escutando qualquer coisa empolgante que esteja tocando no momento da possessão. Ramona gosta especialmente de Le Tigre para esses momentos.

Você é muito requisitada pra fazer artes de shows e festas. De qual banda você sonha em fazer um cartaz? Aproveitando, consegue escolher seu Top 3 de flyers favoritos?
Nossa, um dos meus objetivos de VIDA é fazer um pôster pro Wilco. Por favor, Jesus, me escute e me ajude a ser feliz! :P
E caramba, só 3? Desculpa, não quero parecer egocêntrica ou algo assim, mas amo meus posters que nem filho (ó o exageeeero): são poucos os que a gente ama menos – hahahaha – mas com certeza amo mais que 3. Então joguei os envelopes pra cima e os contemplados do meu favoritismo são: Rainbow Arábia, Invasão Sueca e Mark Lanegan.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Ai juuuura? – suspiro – E a minha imagem como fica??? Tá, vamos lá. Tenho uns guiltys assumidos que falo mesmo, tipo A-HA e Ace of Base. Mas aí tem uma banda que, er, realmente, não sei como explicar. Juro, NÃO SEI PORQUE DIABOS eu gosto, porque eu sei que é fake, e pobre e AINDA POR CIMA PARECE COM U2 (O GRANDE HORROR DA HUMANIDADE). E eu tenho que falar mesmo? Ta, er, hummm… é… Killers. #prontofalei (mas em minha defesa, digo que acho que já estou superando esse equívoco). Agora vou sumir de vergonha. Tchau.

29 set 2010

Fernanda Popsonic’s Jukebox (Lucy And The Popsonics)

Por Neto Rodrigues @13:49

Com disco novo na praça, lançado antes aqui no Move, a banda Lucy And The Popsonics virou um trio e está em pleno pique não só para divulgar o segundo trabalho, como também já para pensar em futuros lançamentos. Isso quem contou pra gente foi a própria Fernanda Popsonic, baixista e vocalista do grupo. Em uma rápida e agradável conversa, ela também deixou escapar que planeja ir à Filadélfia para subir uma certa escadaria. Saiba mais sobre essa ideia maluca logo abaixo:

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Bandas escandinavas como Little Dragon, Oh No Ono e musicais.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
R.E.M, Radiohead e Bjork.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Se não tiver meu microfone e o meu baixo por perto, tem que ter um DJ pelo menos criativo e com conhecimento musical, o que é difícil de se ver hoje. Se for para eu sair de casa, não quero ouvir o mais do mesmo, tipo The Ting Tings e aqueles “maximal” que nego bêbado coloca no talo se esquecendo que o som distorce depois de um certo volume. Por mais que eu goste da banda, se eu posso ouvir em casa não preciso sair dela.

E os planos para o novo disco da banda? Já decidiram possíveis singles, clipes, etc? E shows na gringa? Já rolou convite pra mais um SXSW?
Estamos pensando já no terceiro disco. A entrada do Beto está abrindo possibilidades antes nunca imaginadas pela gente. Estamos muito pilhados para produzir com ele. Provavelmente vamos ao SXSW e fazer uma pequena turnê pelo exterior, uns shows no Brasil e logo um disco novo, com certeza.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Rocky Balboa – The Best of Rocky. Depois que eu entrei no Boxe, esta tem sido a trilha sonora para eu acordar com vontade de fazer exercícios físicos, além disso pretendo sinceramente ir à Filadélfia ano que vem para subir aquelas escadas correndo e pular no final. Hahaha. Ai, que vegonha…Vou mandar logo este email sem relê-lo para não ter de mudar isso, ok? Haha.

15 set 2010

Alan’s Jukebox (Rock Rocket)

Por Neto Rodrigues @14:21

Por um rock n’ roll mais alcoólatra e inconsequente (me desculpe pela introdução previsível), o baterista de uma das bandas com maior espírito roqueiro desse Brasilzão conversou com a gente. Alan, dono das baquetas do Rock Rocket, fez piadinha (e bem boa, aliás) com o melhor lançamento de 2010 e deu muita explicação pra falar sobre seu guilty pleasure. TEM QUE VER ISSAÍ, ALAN!

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Eu me considero o oposto do hype. Tenho ouvido Toots & The Maytals, Cock Sparrer, Public Enemy e Eric Burdon Declares WAR. Nada de novo. Se me perguntarem sobre o melhor lançamento de 2010, eu digo que foi esse http://www.youtube.com/watch?v=ks0OMF0rL4Q.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Banda da vida talvez seja Beatles. Ou Ramones. Mas se for dizer “goodtimesbadtimes”, no “8 ou 80″, com certeza Tom Waits. Ouço quando estou feliz, para me deleitar mais ainda. E ouço na depressão, pra me afundar mais ainda.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Frangotten Boys (ah, vai, a piada já tava pronta na pergunta).

E aquele show inesquecível? Qual foi? (tanto pra você, como telespectador, quanto aquele show foda do Rock Rocket que você nunca vai se esquecer)
Já dividi palcos gigantes pra até 30.000 pessoas, com bandas famosas tipo Guns n’ Roses, Sepultura, Sebastian Bicha, Mudhoney e sei lá mais o quê. Mas não botaria nada disso na minha lápide. Me orgulho mesmo é de ter dividido o palco com o Restos de Nada, Lixomania e Zefirina Bomba num show pra 300 cabeças, intitulado “Fresh Fruit For Rotten Vegetables”. Agora, sobre shows que fui como mero apreciador de música, eu tenho uma coleção grande de momentos incríveis: Beastie Boys, Vibrators(3), Pixies, Addicts, Cockney Rejects, Circle Jerks, Chico Buarque, Os Mutantes, Big Bad Voodoo Daddy, Chaos UK no CBGBs, Flaming Lips(2), Sparklehorse (RIP), MC5, New York Dolls, FuzzFaces, Cólera, Sonic Youth(2), Toy Dolls(2), Motorhead(3), Alice Cooper, Riistetyt, Rattus, Rezillos, Extreme Noise Terror…puts, um monte. Mas inesquecível mesmo foi subir no palco dos Stooges e ficar lado a lado com o Iggy Pop e Scotch Asheton durante “Shake Appeal”.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Get Up Kids. Aliás, eu não ouvi isso nos útimos 9 anos, mas resolvi perder um tempo agora pra saber o que eu acho deles hoje em dia, afinal, depois de muito pensar, a pergunta me levou a essa banda. Ouvi e… é, não compraria um disco, mas teve um momento da minha vida em que o Get Up Kids era presente, tocava nas festas dos meus amigos. Imagino que muitos da minha geração, e até aqueles um pouco mais velhos, sintam isso. E muita gente que hoje usa camiseta do Motorhead, ouvia o som deles 9 anos atrás. Era tipo febre. Era uma época em que ainda não existia isso que chamam hoje de emo. Pra mim, era mais indie mesmo, tipo Rentals. E eu tinha 17 anos, né? Dá um desconto. Então bateu uma nostalgia. Mas também nunca mais ouvi muito a banda. Era mais por tabela dos amigos. É uma questão de ouvir uma melodia confortante, nada demais. Bom, vou parar de desculpas antes que alguém parafraseie o Emicida e diga: “Irmão, você não acha que se explica de mais pra quem tem razão?”

8 set 2010

Thadeu Meneghini’s Jukebox (Vespas Mandarinas, Conjunto Vazio e Banzé)

Por Neto Rodrigues @16:37

Depois de uma semana cheia de novidades, correria e alguns probleminhas, voltamos com nossa coluna semanal, a Jukebox Weekly. E como convidado, pegamos uma das pessoas mais inquietas e influentes do rock nacional independente: Thadeu Meneghini (@prendaothadeu). Líder do Banzé, ele já emplacou um projeto, Conjunto Vazio, que teve participações de nomes como Tatá Aeroplano, Vanessa Krongold e Ronei Jorge, entre outros. Hoje, seu foco maior é na banda Vespas Mandarinas. E foi sobre todos esses projetos e sobre algumas cositas más que Thadeu conversou com a gente. O papo tá na sequência:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Sinceramente eu estou um tanto quanto avesso a qualquer tipo de hype. Acho uma PUTA DE UMA MERDA que cada vez mais e mais o jornalismo cultural coloque a música em segundo plano. O artista é maior do que o que ele cria? Hoje, no que se crê? Não se cria? Das últimas coisas novas que ouvi, as que eu realmente gostei e me passaram VERDADE foram: Songs For Elisabeth, do Seasick Steve; Calavera, do Guizado; o último álbum do Field Music e as músicas no Myspace do Duane Martins, que estão ótimas.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
As bandas que conheci na adolescência e fizeram a minha cabeça: Ira!, Smack, Voluntarios da Pátria, Titãs, Legião Urbana, Ramones, R.E.M., Guns n’ Roses, Deep Purple e The Who.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Rock, rock e rock. Guitarra, guitarra e guitarra. Mulher, mulher e mulher (bonita com estilo)

Como você concilia tantos projetos? No momento, o Conjunto Vazio e o Banzé estão em segundo plano por causa dos planos com o Vespas Mandarinas?
Para conciliar, eu escolho o que é prioridade no momento. Agora é mesmo tempo de Vespas Mandarinas. Tempo de sonhar e viver libidinosamente. Em 2008 me dediquei ao lançamento do Antes da Queda, último álbum do Banzé!, que se estendeu até o meio de 2009. No segundo semestre de 2009 gravei o EP do Conjunto Vazio, que foi uma puta satisfação. Eu lancei esse EP no início de 2010, no formato de vinil 10″. Foi incrível, pois teve 25 participações, como Genival Lacerda e Jards Macalé. É um trabalho um pouco inviável para viajar e levar pras pessoas ao vivo, mas o show de lançamento no SESC Pompéia foi DEZ, e teve partipacões de Lobão, Tulipa Ruiz, Numismata, Chuck e Tatá Aeroplano. As Vespas já está com várias datas de shows agendadas e músicas novas sendo gravadas. Aliás tem aqui uma novidade quente que acabamos de lançar, “O INIMIGO” – que é uma ideia que tem um pouco do espírito do Conjunto Vazio.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Olha eu tento trabalhar isso, mas muita gente me julga mal. “Pra ser sincero como não se pode ser”, eu curto os 3 primeiros discos dos Engenheiros do Hawaii. Não queria ter vergonha disso não. Acho o Humberto Gessinger um artista genuíno. Ouvi coisas do Pouca Vogal recentemente que também gostei. Pra terminar, deixo o refrão de “Uma Questão de Gosto”, uma música do Adalberto Rabelo Filho, parceiro na maioria das minhas composições: “Certo ou errado, reto ou torto/ É tudo relativo, vivo ou morto/ O que hoje é bonito amanhã é o oposto/ Tudo vira simplesmente uma questão de gosto

25 ago 2010

Junior Passini’s Jukebox (Rock ‘n’ Beats)

Por Neto Rodrigues @17:44

O cara é fundador e editor do blog que dá nome a uma das baladas roqueiras (?) mais divertidas e antenadas deste Brasilzão. Junior Passini (@juniorpassini) está à frente do Rock ‘n’ Beats há quase dois anos e, com ele, já produziu festas nas quais já rolaram até topless em show do Holger (!). No próximo sábado, por exemplo, os nova-iorquinos do Lemonade desembarcam no Bar do Zé para mais uma edição da naite campineira. Apesar de produzir outras 3 festas e também trabalhar no meio jornalístico, Junior arrumou um tempinho e conversou um pouco com a gente sobre, claro, suas preferências musicais – e mandou um recado pro Alex Correa: “você me deve um almoço.”

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Olha, eu tenho uma relação complicada com “hype”. Das bandas nacionais, acompanho tudo muito de perto. Então posso citar as que mais escuto, como Venus Volts, Holger, The Name, Wannabe Jalva, Nevilton e Homemade Blockbuster. Já internacionalmente, eu começo a gostar com um pouco de atraso, como aconteceu com Lemonade, Two Door Cinema Club, Janelle Monáe, Jamaica e The xx. Mas o melhor lançamento do ano é o “The Suburbs”, do Arcade Fire.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Acho que todo mundo tem suas pieguices com música, né? Os meus artistas favoritos são Neil Young e Wilco. Se você der shuffle no meu iTunes, a chance de cair uma música dessas bandas – e a faixa lembrar algo -, é enorme! Mas também não largo coisas como Radiohead, Sonic Youth e Afghan Whigs.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Que é isso, Neto? Tem que ver isso direito, hein? Hahaha. As músicas do Phoenix e Two Door Cinema Club, atualmente, foram feitas com esse objetivo. Até um tempo atrás, “Kids”, do MGMT, e o axé-rock do Killers também tinham esse tipo de efeito. Mas bom mesmo pra dançar é Scatman e MC Hammer.

A festa do Rock n’ Beats sempre leva as grandes bandas nacionais do rock independente pra tocar. Sendo assim, é hora de falar pra gente qual é o melhor show nacional do momento? E tem algum que você suspeite que seja de botar a casa abaixo, mas que ainda não se apresentou na noite de vocês?
O Copacabana Club é muito melhor ao vivo do que nas gravações, por exemplo. A Caca V nasceu pra isso. Outros monstros ao vivo são Nevilton, Pública e Volver. Mas acho que os melhores shows nacionais da atualidade são Holger e The Name. Da última vez que tocaram na festa do Rock ‘n’ Beats, até série de topless eles causaram. Quanto aos que eu suspeito que colocariam a casa abaixo, fico com o Do Amor e uma volta do Ludovic. Mas adoraria um show da Céu e da Tiê (com franja) juntas, viu?

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Confesso que gosto dos primeiros álbuns do Iron Maiden até hoje. Me processa.

18 ago 2010

Cirilo Dias’ Jukebox (Urbanaque, Rolling Stone Brasil)

Por Neto Rodrigues @17:36

Membro do clã “Dias Brothers”, Cirilo Dias (@cirilodias) é uma das mãos que comanda o Urbanaque, site amigo-parceiro aqui da casa. Além de já ter passado por revistas como a Trip e a Superinteressante, Cirilo é colaborador habitual da Rolling Stone. Infelizmente, é mais um corintiano presente aqui na Jukebox Weekly. Fazer o que, né? Apesar deste fato, o papo foi bem legal e você pode lê-lo na sequência:

.

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Não tenho nada contra o hype, o problema é a ejaculação precoce da moçada deslumbrada com ele. Tem que chamar pra sair, servir um drink, conquistar, fazer um chamego nêgo. Eu tenho ouvido bastante o The Suburbs do Arcade Fire. Nada de novo isso ou novo aquilo, é mais um disco bom e consistente dos caras.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Beatles. Já gravei muita fita K-7com Beatles, depois muito CD-R com Beatles e agora no iPod rola aquele rodízio de bandas, mas os Beatles estão sempre ali.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Ui! O melhor mash-up do mundo: “Get Pet” do João Brasil.

E aquele show inesquecível? Qual foi?
Pearl Jam, no estádio do Pacaembu em 2005; Flaming Lips, NIN e Fantomas no Claro que é Rock, também em 2005. E o Radiohead no ano passado. Todos inesquecíveis!

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ozzy Osbourne e Tears For Fears. Ninguém é perfeito, né?

12 ago 2010

Andy’s Jukebox (The Name)

Por Neto Rodrigues @16:48

No próximo sábado, dia 14, você tem compromisso com o The Name (@thenamemusic), na edição de agosto da nossa Delicious Jukebox. Mas antes de entrar em cena para o bombante show do trio paulista, o guitarrista e vocalista Andy deu um tempinho nos compromissos com a banda para responder nossas perguntinhas de praxe da Jukebox Weekly. O resultado, que vai de Lady Gaga à produção do excelente clipe de “Let the Things Go“, você lê na sequência:

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Na verdade, eu não tenho muito esse lance de hype. Lady Gaga ainda vale? Haha! A última coisa que ouvi mais nova foi o novo do !!! (Chk Chk Chk), que é fantástico, por sinal!

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Putz! Acho que A-ha é a banda que eu mais ouvi ao longo da minha vida. Acho demais!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Vontade de se divertir! Good vibrations, sabe? Mistura com cara de pau, som legal, um pouco de álcool e gente animada. Vai até o dia seguinte!

Vocês devem ter se divertido muito gravando o clipe de “Let the Things Go”, né? Como a ideia da interação com a “mão que comanda tudo do lado de fora” surgiu?
Pior que foi engraçado mesmo! A gente tinha a idéia de ter algo nos atrapalhando no clipe, coisas acontecendo que não nos deixasse tocar. Aí o Caetano (diretor do clipe, da Geral Filmes) veio com o roteiro que tinha ovos, soco, vento, água, etc. Na hora a gente já se animou. No dia seguinte, estávamos gravando!

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Me pegou de novo! Normalmente, por mais brega que seja, eu sempre declaro abertamente o que eu ouço (tipo o A-ha, lá em cima). Haha! Não sei se é um guilty pleasure, mas de vez em quando eu ouço (e gosto de) Tears for Fears. E confesso que sempre me empolgo quando ouço aquelas dance-music anos noventa, tipo Corona, Whigfield e afins.