19 out 2010

Juliette Lewis fala sobre seu novo disco

Por  @17:53

Pode colocar mais um disco na conta de 2011, que nem chegou mas já é esperado por fãs de Strokes, Radiohead, Wilco, Red Hot e mais uma lista considerável de nomes que devem vir com coisa nova pra gente daqui alguns meses. Dessa vez, quem disse estar trabalhando em um novo projeto é Juliette Lewis.

“Meu próximo álbum será muito mais catchy: refrões catchy, riffs simples”, declara a cantora, em entrevista para a Spinner. Ela também revelou dois nomes de faixas que estarão em seu novo trabalho: “Rockaway” e “Kick Drum Song”, na qual Juliette toca bumbo – daí o nome. A atriz de Natural Born Killers, no entanto, não deu detalhes sobre a produção do sucessor do ótimo Terra Incognita, que ficou a cargo do malucão Omar Rodriguez-Lopes, um dos cabeças do Mars Volta. E nem se recrutará uma nova banda para acompanhá-la na estrada.

Mas pelo jeito, teremos mais de The Licks e menos de The New Romantiques à vista – o que é empolgante mesmo assim, ou você não se lembra de “Hot Kiss”?

7 out 2010

Clipe: Juliette Lewis And The New Romantiques – Terra Incognita

Por  @17:34

Juliette Lewis ia bem com seu The Licks – chegaram até a se apresentar no Tim Festival de 2007 -, mas aí a cantora/atriz resolveu mudar um pouco seu som e chamou, pra realizar tal serviço, ninguém menos que Omar Rodriguez-Lopez. Daí, surgiu o subestimado Terra Incognita, no qual Juliette apresenta The New Romantiques, seus novos companheiros de palco e estúdio. Essa introduçãozinha foi só pra lembrar de onde diabos saiu o novo clipe da cantora, que mostra imagens de apresentações ao vivo e até uma história, na qual, sinceramente, nem prestei atenção. Mas a música é bem boa. Vai na fé:

[via]

15 mar 2010

Clipe: Juliette Lewis – Uh Huh

Por  @14:26

Enquanto clipe de “Fantasy Bar” flertava com o clima dark de Terra Incognita, “Uh Huh” compensa com uma atmosfera alegre, com cara de girl band. Se a gente fizer de conta que não viu a animação tosca com neon rosa no início do vídeo, o clipe fica bem legal:

22 dez 2009

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Alex Correa

Por  @13:26

O Neto começou o trabalho de listar álbuns e mais álbuns ontem, então continuo hoje. Segue:

15. Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz!

Três anos depois do lançamento-estouro de Fever To Tell, o Yeah Yeah Yeahs surpreendeu ao aparecer com um disco marcado pela presença de sintetizadores e com muito pouco da essência garage que, até então, havia marcado a carreira do grupo de Karen O. Com It’s Blitz, o som dosnova-iorquinos continuou delicioso, mas perdeu as origens que sempre deram destaque ao trio.

Escute: “Zero” e “Heads Will Roll”.

14. Juliette and the New Romantiques – Terra Incognita

Com nova banda, a atriz Juliette Lewis radicalizou ainda mais ao lançar Terra Incognita, disco com uma pegada progressiva que os Licks jamais a deixaram experimentar. Com a produção de Omar Rodríguez-Lopez, um dos fundadores do The Mars Volta, Lewis conseguiu alcançar um público que, por muito tempo, não acreditou no potencial musical de rostinhos conhecidos de Hollywood.

Escute: “Terra Incognita” e “All Is For Good”.

13. The Big Pink – A Brief History of Love

Apontado como um dos hypes de 2009 no ano passado, The Big Pink acabou não conquistando muitos fãs – pelo menos no Brasil – quando A Brief History of Love caiu na internet. Mesmo assim, o shoegaze moderno e convidativo (mas pouco inovador) da dupla serve como uma luva em dias chuvosos, noites obscuras e momentos introspectivos em geral.

Escute: “Too Young To Love” e “Dominos”.

12. The Gossip – Music For Men

Foi um barbudo estranho o contratado para cuidar da produção de Music For Men, com a proposta de sair da semi-mesmice que o Gossip provocou ao lançar três discos com poucas diferenças entre si. O barbudo em questão é ninguém menos que Rick Rubin, que teve a idéia de masterizar o disco em um volume acima dos padrões, gerando algumas distorções. Mesmo assim, as tendências punk do grupo conseguiram assumir uma forma mais digerível ao longo do disco – ou, se assim preferirem, mais pop. Aprovado.

Escute: “Heavy Cross” e “Spare Me From The Mold“.

11. Weezer – Raditude

Rivers Cuomo errou ao tentar, em 2007 e 2008, surpreender o público com dois discos solo. Mas, pra nossa sorte, algumas das músicas de pouco efeito de Cuomo acabaram por se tornar hits em potencial quando regravadas por todo o Weezer em Raditude, mais bem sucedido que o também recente Red Album. As canções são tão cativantes que até mamãe já canta junto.

Escute: “(If You’re Wondering if I Want You To) I Want You To” e “The Girl Got Hot”.

10. Sonic Youth – The Eternal

Quem ainda não se apaixonou pelo Sonic Youth só pode ter perdido todas as apresentações do grupo em terras tupiniquins (em 2000, 2005 e em 2009, no Planeta Terra Festival). Ver Kim Gordon exalando energia ao lado de seus quatro parceiros ao vivo é a prova real de que cada minuto de The Eternal precisa ser ouvido com atenção. A terceira idade já pode estar chegando pra eles, mas The Eternal não poderia soar mais juvenil e experimental.

Escute: “Sacred Trickster” e “Antenna”.

9. Kid CuDi – Man On The Moon: The End of The Day

Existem poucos artistas que, assim como Kanye West, tentam salvar o hip-hop de músicas fúteis e videoclipes com mulheres suadas e carros possantes – e Kid CuDi, com certeza, é um deles. Em seu primeiro disco, a aposta da BBC mesclou o ritmo das ruas, o electro das boates e o som dos adolescentes descolados. Destaque para os arranjos instrumentais do Ratatat, que deveriam ser mais frequentes.

Escute: “Pursuit of Happiness (feat. Ratatat and MGMT)” e “Make Her Say (feat. Kanye West and Common)”.

8. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum

É provável que o Kasabian seja uma das melhores bandas de rock da atualidade, título que, depois de Kasabian e Empire, ficou ainda mais consistente como lançamento de The West Rider Pauper Lunatic Asylum. Misturando suas vozes com menos frequência do que no último trabalho, Tom Meighan e Sergio Pizzorno ficaram mais obscuros, sentimentais e cativantes nesse novo registro.

Escute: “Fire” e “Vlad The Impaler”.

7. Dirty Projectors – Bitte Orca

No Brasil, pelo menos, o Dirty Projectors nunca recebeu tanto destaque quanto em Bitte Orca – e não é pra menos. O oitavo disco capitaneado por Dave Longstreth flerta mais com o pop do que seus antecessores, fazendo com que guitarras desafinadas e vozes não muito potentes sejam aceitas com mais facilidade pelo público. A produção é fina e limpa, enquanto as fofíssimas Angel Deradoorian e Amber Coffman dão o clima cute das composições.

Escute: “Cannibal Resource” e “Stillness Is The Move”.

6. The XX – The XX

Uma das melhores coisas que aprendemos em 2009 foi que um grupo de adolescentes recém-saídos do colégio não só pode fazer música, mas também consegue atingir uma maturidade sonora surpreendente e inspiradora logo em seu primeiro disco. Em pouco tempo de carreira, o The XX pode ter perdido um membro, mas ganhou o respeito de meio mundo. Introspecção e talento são com eles mesmos.

Escute: “Crystalised” e “Heart Skipped Beat”.

5. Arctic Monkeys – Humbug

Três anos e dois álbuns depois de seu debut, os Monkeys atingiram um nível de reconhecimento que garotos de Sheffield jamais imaginariam. Humbug prova que todas as fichas creditadas ao indie rock moleque da turma de Turner valeram a pena e que, hoje, refletem na criação de rock de gente grande. Uma salva de palmas para Josh Homme, que produziu o trabalho.

Escute: “Crying Lightning” e “Pretty Visitors”.

4. Florence and the Machine – Lungs

É verdade que a cena indie européia já está saturada de mocinhas com vozeirão de cantoras históricas, mas Florence Welsh conseguiu – e honrou – o espaço que conseguiu com seu álbum de estréia. Sua voz, ao invés de ficar em evidência, compartilha o plano de um apoteótico instrumental com piano, rock e orquestrações, já que egocentrismo feminino é muito last week.

Escute: “You’ve Got The Love” e “Kiss With a Fist”.

3. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix

A referência à música clássica pára em seu título, já que Wolfgang Amadeus Phoenix é, basicamente, uma das melhores crias da mistura de rock e sintetizadores da atualidade. Soando como garotos de escola, os caras do Phoenix (que já somam dez anos de carreira) fabricaram dez hits que descem bem em qualquer balada, pré-balada, pós-balada ou até mesmo quando você não tem planos para o final de semana.

Escute: “1901″ e “Lasso”.

2. Animal Collective – Merriweather Post Pavillion

Pode-se dizer que, depois do Radiohead e dos Strokes, o Animal Collective foi um dos grupos que mais influenciaram a criação de uma nova geração de músicos nessa década. Merriweather Post Pavillion veio para fechar com chave de ouro os anos 2000, inundado pelo experimentalismo rápido e inteligente que dominou toda a carreira dos caras. Ame-o ou odeie-o.

Escute: “My Girls” e “Brother Sport”.

1. Franz Ferdinand – Tonight: Franz Ferdinand

Um dos lançamentos mais esperados do ano veio cedo, em janeiro , então não faltou tempo para que todos nós ouvíssemos músicas como “Ulysses” e “No You Girls” centenas de vezes, sem enjoar. Em Tonight, o Franz Ferdinand teve a manha de compilar músicas que soam muito diferentes entre si, passando pelo indie rock de “Turn It On” até o momento psicodélico de “Lucid Dreams”. Um disco pra vida toda.

Escute: “No You Girls” e “Ulysses”.

6 set 2009

Juliette And The New Romantiques – Terra Incognita

Por  @18:20

Hugh Grant em About a Boy; Drew Barrymore em Letra e Música; Michael Cera e Ellen Page em Juno; Johnny Depp e Helena Bonham Carter em Sweeney Todd: O globo está repleto de atores que soltam a voz no cinema. Não são todos, porém, que querem – ou podem – conseguir uma carreira sólida no universo da música.

Nas grandes telas, Juliette Lewis raramente conseguia o destaque que, na minha opinião, era merecido. Filmou com Brad Pitt supostamente por ser noiva do ator na época. Em Cold Creek Manor, assim como em muitas outras produções (como a comédia de Sessão da Tarde Starsky e Hutch), lidou com pequenos papéis e com pouco reconhecimento, que se contrastaram com os interessantes The Other Sister, Aurora Boreallis, From Dusk Till Dawn e, claro, com o filme que a fez atingir o auge: Natural Born Killers ou, em português, Assassinos por Natureza.

Quentin Tarantino, além de descobrir uma serial killer em potencial, revelou a voz de Juliette na perversa “Born Bad”, assinada pela personagem Mallory Knox. Além de ter uma cena no filme só pra ela, a cantoria despretenciosa se transformou em uma das faixas da trila de NBK, ao lado de Jane’s Addiction, Nine Inch Nails e Leonard Cohen. Quase uma década depois, Lewis tinha o aval para tirar férias do cinema e entrar em um novo e estonteante projeto, o Juliette and the Licks. Depois de três discos lançados, apresentações no brasileiro Tim Festival e seis anos de carreira, a banda foi pro saco em meados de 2009.

terra incognita

Capa brega

O recesso, pra nossa sorte, não foi longo. Com a separação da banda, veio a confirmação de um segundo projeto musical de Lewis. Batizado de Juliette and The New Romantiques (e adaptado para Romantics pelos americanos preguiçosos), o grupo recebeu novos integrantes e teve seu primeiro disco produzido por Omar Rodriguez-Lopez, que encabeça o The Mars Volta. Omar trouxe para o grupo guitarras marcianas, que a todo tempo nos remetem à essência de sua banda. No entanto, a sonoridade só parece completa com a mesma voz rouca e potente que interpretou as músicas de PJ Harvey em Strange Days.

Se Four On The Floor aparecia com um apelo pop em ‘Get Up’ e ‘Hot Kiss’, Terra Incognita relembra as bases do mais roqueiro You’re Speaking My Language, adicionando a ele um pouco das tendências progressivas e psicodélicas do Mars. Uma pegada de Jazz também aparece ora ou outra, mesmo que ofuscada pelas distorções e disfarçada nas entranhas de “Romeo”, “Uh Huh” e “Hard Lovin’ Woman”, em que Juliette entoa com segurança o refrão, dizendo ser “uma mulher difícil de amar, sem lugar na sociedade”. De qualquer forma, quem reina no álbum não é nenhum desses elementos, mas sim o bom e puro rock, soando como uma versão atualizada e crua disso aí:

Todo o álbum merece destaque. Até as músicas que parecem um pouco apagadas nas primeiras execuções ganham vida própria em pouco tempo, como “All Is For Good” e “Female Persecution”. Pra começar a sentir a vibe do disco, a soturna “Romeo”, a lindamente dramática “Suicide Dive Bombers” e “Fantasy Bar” funcionam bem. Reposto aqui o clipe dessa última, que é prima próxima da antiga “Mindful of Daggers”:

5 set 2009

Clipe: Juliette and the New Romantiques – Fantasy Bar

Por  @21:03

CORRÃO! A Juliette Lewis tá bizarra:

Daqui a pouco tem resenha…

6 jun 2009

Pretenders + Cat Power + Juliette Lewis

Por  @4:45

pretenders

Em agosto e no começo de setembro deste ano, a veterana banda de rock The Pretenders, ainda divulgando seu último trabalho, Break up the concrete, fará uma turnê nos EUA com, ninguém mais, ninguém menos que Juliette Lewis e Cat Power como artistas de abertura. Demais, hein?!

cat power

Cat Power, cujo último trabalho foi o excelente Jukebox, do ano passado, disse à revista Spin que já trabalha em novas músicas para um próximo LP. Já Juliette Lewis está de banda nova e disco saindo do forno. Juliette and The New Romantiques tem seu primeiro disco marcado para ser lançado em setembro, se chamará Terra Incognita e foi produzido pelo guitarrista Omar Rodrigues Lopez, uma das cabeças geniais por trás do The Mars Volta.

juliette

Os shows começarão no dia 4 de agosto, em Rama, no estádo de Ontário e se seguirão até 4 de setembro, com uma performance em Rancho Mirage, na Califórnia, finalizando essa promissora turnê, que poderia muito bem passar por terras brasileiras, né? (Haha, que perigo!). Quem quiser saber mais detalhes sobre datas e localidades, é só clicar neste link da revista Spin.

6 out 2008

As Listas da Jukebox

Por  @19:34

Textbook

Uma seleção de reportagens que não foram ao ar no Move That Jukebox!, mas que você tem que ler de qualquer forma.

#1. Festivais em Movimento (Set/08)

Adriana Alves, para a Rolling Stone BR

Folheando a vigésima quarta edição da Rolling Stone brasileira – aquela que tem a Amy Winehouse na capa… -, esbarrei com um ótimo artigo que tende a revelar a suspeita e criticada “panelinha” de festivais nacionais que se mantêm fora do circuito cultural Rio-São Paulo. Produtores, bandas independentes e atpe o presidente da Associação Brasileira dos Festivais Independentes comentam sobre a corrente que inclui o natalense Madan, o pernambucano Abril Pro Rock e o Porão do Rock, de Brasília. Para conferir, basta comprar a sua cópia na banca mais próxima ou acessar o arquivo do site da revista, clicando aqui. Ainda dá para ler sobre The Killers, Portishead, Mallu Magalhães e, é claro, sobre a estrela da capa.

#2. Does The World Need Another Indie Rock Band? (Jul/08)

Tim Walker, para o The Independent

Que o artigo é antigo eu sei, mas ainda não chegou nos monitores de muita gente. Usando as palavras certas e sem muitas papas na língua, Tim Walker escreve sobre algo que já estava mais do que na hora de ser comentado: A queda do indie rock. Glastonbury, a velha-guarda e as bandas recém-formadas que não prestam – Tim não abafa na-da. O jornalista ainda usa as citações de um “fã de música indie dos anos 80″, que não deixa de falar sobre a falta de originalidade dos grupos que têm surgido ultimamente. Também é muito questionado o real significado da palavra “indie”, que de uns tempos para cá deixou de ser usado para definir bandas independentes e agora é um adjetivo para as “bandas que usam gravatas skinny, calças skinny e suéteres skinny”. O texto é longo e em inglês, mas você não pode deixar de lê-lo. Só te custa um clique.

#3. Amy Winehouse Pregnant? (Set/08)

Castina, para o Pop Crunch

A matéria não passa de um boato mal fundamentado, que me faz lembrar de uma brincadeira óbvia que fizemos no último dia 1º de abril. Entretanto, o que mais interessa no artigo é uma fotomontagem que fizeram, tentando adivinhar como nasceria um filho de Amy Winehouse com Blake Fielder-Civil. O resultado é interessante.

Por Alex Correa

Music (for a film, a TV series, a soap opera…)

Músicas de Trilhas Sonoras que você não pode deixar passar. Séries, filmes, programas de TV… Não importa – basta ser de qualidade.

#1. New York I Love You But You’re Bringing Me Down

LCD Soudsystem

Lançada em 2007 em um álbum de nome mais curto, a música pode ser ouvida no nono episódio da segunda e curta temporada da série britânica Skins, enquanto a alienada Cassie admira Nova York pela janela de seu táxi, que não tem um destino exato. Uau.

#2. Born Bad

Juliette Lewis

Quando uma curta canção de filme vira uma música em todo o direito que a palavra lhe dá? Confesso que não sei, mas diria que Born Bad é uma música em toda a sua essência. Curioso é que Quentin Tarantino escalou Juliette para cantar esses versos em Assassinos por Natureza (1994), muito antes da atriz lançar seu primeiro trabalho como cantora, o que só veio a acontecer dez anos depois.

#3. Ottoman

Vampire Weekend

Não muito tempo depois de estrear no top 20 da Billboard, o Vampire Weekend já havia gravado Ottoman, que foi ao ar pela primeira vez nesse final de semana – e de um jeito não muito convencional para quem acabou de entrar no complexo mercado fonográfico. Desde o último dia 3, Ottoman vai ao ar nos grandes telões dos cinemas norte-americanos, ao passo que o rosto de Michael Cera fica gravada em um novo personagem: Nick O’Leary, do Nick and Norah’s Infinite Playlist.

#4. Rock of Ages

Ben Kweller

Essa é das antigas. Não que Natural Born Killers seja um lançamento da última semana, mas Rock of Ages é uma música antiga da nova geração, se é que vocês me entendem. Jamais se podê ouvi-la em The O.C., mas ela aparece entre as faixas da terceira coletânea do seriado californiano, The O.C. Mix 3: Have a Very Merry Chrismukkah. Essa, inclusive, foi a única forma de lançamento da faixa, que até hoje não é tão reconhecida como deveria. Está procurando uma boa melodia no violão, uma voz de um jovem cantor e uma música de Natal que não tem nada a ver com Natal para ouvir? Você achou Rock of Ages.

Por Alex Correa

Juicebox: Dicas Musicais Suculentas

Antes de começarmos, um conselho: o melhor e mais consistente disco de rock que eu ouvi em 2008 se chama Dig Out Your Soul e é de uma banda chamada Oasis. Faça um favor ao tédio dos seus dias e ouçam o disco.

Smoosh

É fácil falar do Smoosh especialmente porque é um som fácil de ouvir e de gostar. O Smoosh é um duo americano de duas menininhas que nasceram já nos anos 90. Com idades entre 12 e 14, Asy e Chloe tocam um indie-pop à là Lily Allen, mas com guitarrinhas invocadas que fazem ecos ao som do The Gossip e tem até uma pegada dançante. As menininhas já abriram para o Death Cab for Cutie e para o Pearl Jam (que eu nunca mencionei, mas é minha banda preferida de todos os tempos). Ouçam a pegada Bloc Party pop (no primeiro disco, pelo amor de deus) de Find a Way.

X-Wife

A sensação de achar uma banda muito boa é… muito boa. E quando acontece por acaso é mais eufórico ainda. Mas nenhuma banda apareceu tão do nada na minha frente quando a X-Wife. Eu fui abrir casualmente minha pasta de downloads do Firefox e lá estavam não um, mas DOIS discos dessa banda. Baixados. E mais ninguém usa minha máquina. Eu não me lembro de ter baixado. Na verdade, nunca tinha ouvido falar desse nome. Resolvi escutar e a surpresa foi boa – achei sensacional. Pesquisando, descobri que eles são de Portugal, apesar de cantarem em inglês. É pra quem já imaginou uma mistura de Strokes com Rapture. Um dos sons mais legais que descobri nos últimos tempos. A excelente On The Radio dá uma idéia.

Los Porongas

Nunca tinha escutado o Los Porongas porque o nome parecia ser de alguma daquelas bandas que misturam som brasileiro com rock. Tipo… Nação Zumbi. Nada contra Nação Zumbi, mas já existe o Nação Zumbi para fazer isso então eu não preciso de outras. Enfim, o nome me enganou. Apesar de rolar uma pegada de som brasileiro eventualmente, Los Porongas tá mais para rock alternativo, mesmo. Não consigo comparar com nada, desculpem. Talvez Hurtmold, mas é menos experimental e eles têm letras (excelentes, aliás). O Los Porongas entrou fácil para o meu TOP 5 de bandas brasileiras e fazem parte da (dizem efervescente) cena Acreana. Sim, porque o Acre não só existe, como produz bandas incriveis. Veja Espelho de Narciso, ao vivo.

Por Ana Freitas