Arquivo para 'Justice'

Jan 27 2010

Justice com música nova, “Beginning Of The End”

Por Neto

Quanto tempo, hein, Justice? Calma, galera. Nada de datas, tracklists ou capas do segundo e esperadíssimo disco da dupla francesa. Por enquanto, “só” foi divulgada essa música nova, que é bem…Justice.

Bem, enquanto detalhes de um possível sucessor de Cross, de 2007, não chegam, fiquem com o novo – e bem bom – single do Justice, chamado “Beginning Of The End”:

Pra baixar.

[UPDATE] Gente, tá rolando boatos de que a faixa pode ser fake. Cheque os comentários que o leitor Fulano deu alguns esclarecimentos sobre isso. [/UPDATE]

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Jan 11 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Tiësto remixa Resistance, do MuseMuse BR, 9 de janeiro

Ingressos para cadeiras do show do Metallica já estão à vendaTerra Música, 9 de janeiro

Janeiro com Kassin, Del Rey, Vanguart, Céu e Wado no RioBloodypop, 9 de janeiro

Elvis, 75 anos depoisRolling Stone BR, 8 de janeiro

Radiohead’s Thom Yorke, TV On The Radio remix new Liars album - NME, 8 de janeiro

O Phoenix vai passar pelo México em fevereiro e tá com um buraco na agenda. E aí, Brasil?Twitter, 8 de janeiro

Dead Weather to release new singlePitchfork, 7 de janeiro

Pearl Jam oferece música grátis no TwitterLink Estadão, 7 de janeiro

“Fuck Twitter! That’s the biggest waste of time”Dave Grohl, 7 de janeiro

Santigold Producing Devo - Pitchfork, 6 de janeiro

Gravadora pede para fãs adivinharem lista de faixas de coletânea do PavementG1 Música, 5 de janeiro

Thom Yorke participa de trilha de documentário sobre o TibeteG1 Música, 5 de janeiro

Paul McCartney está em disco solo do líder do TravisRolling Stone BR, 5 de janeiro

Two Door Cinema Club announce debut album plansNME, 5 de janeiro

Red Hot Chili Peppers já tem novo guitarristaRolling Stone BR, 4 de janeiro

Reznor, Hot Chip, Justice remix U2Pitchfork, 4 de janeiro

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Nov 04 2009

Victor’s Jukebox (Black Drawing Chalks)

Por Neto

Vocalista de uma das bandas preferidas aqui da casa, Victor Rocha (flickr.com/victorjam) é o frontman do Black Drawing Chalks (@blackdrawing) – banda goiana que…bem, você já os conhece, certo? Dispensa apresentações.

Para os pecadores que ainda não são familiarizados com a mistura de stoner com rock n’ roll do quarteto, basta ir no Trama Virtual e baixar o primeiro disco da banda completo. Já no Myspace dos caras é possível escutar o segundo trabalho, o excelente Life is a big holiday for us.

Foto: @hickduarte

Foto: @hickduarte

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E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
O novo CD do Arctic Monkeys, Humbug (“Crying Lightning” é uma das músicas mais lindas que ouvi recentemente);
The Dead Weather (banda do Jack White com a linda vocalista do The Kills), só timbres fodas!!!
O último CD do Eagles of Death Metal, Heart On (“Anything ‘Cept The Truth”, essa música é pra ouvir na estrada), só letras safadinhas!!!!
PJ Harvey – pra mim a melhor cantora do universo, seu último disco solo, White Chalks, é bem lento, mas é maravilhoso.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Queens of the Stone Age! Músicas como “Autopilot” e “Long slow goodbye”, são ótimas para momentos mais relax! Mas, ao mesmo tempo, eles possuem as melhores canções pra quebrar tudo!!!! “Millionaire”, “Quick at the Pointless”, “Six Shooter”…e por aí vai! Uma das bandas com discografia mais invejável, não deu uma fora!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Ixe, tem coisa boa demais – o próprio Justice fez um remix de MGMT, da música “Electric Feel”, que eu choquei! Entrou pra minha discotecagem. Hahahha!
DVNO” do Justice, também – que música foda, viu. Vale conferir o clipe, aula de design!
E um Cansei de Ser Sexy não faz mal a ninguém! Hehehe.

Toca Raul – não importa a hora nem o lugar, clássico é classico (e vice-versa).
Led Zeppelin – When The Levee Breaks. Dá mais onda que qualquer droga. Hahaha!

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem absolutamente NINGUÉM por perto e, por garantia, só com fones de ouvido.
Duran Duran, apesar de que não rola vergonha da minha parte, mas sempre rolam piadinhas dos amigos! Ah, os caras tem altos hits, vai!!!

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Oct 19 2009

Mix That Jukebox #4

mix that jukebox #4

(Download) Lado A:

1. Lenny Kravitz – Let Love Rule (Justice Remix)
Single – Nova York/Paris

2. Sea Wolf – The Violet Hour
New Moon Soundtrack – California

3. Numismata e Kassin – O Inferno e um Pouco Mais
Chorume – São Paulo, SP

4. Florence and the Machine vs. The XX – You’ve Got The Love
Single – Londres

5. Asobi Seksu – Transparence
Transparence EP – Nova York

6. Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta – Aquela Dança
Frascos, Comprimidos, Compressas – Salvador, Bahia

7. Joe Lean and the Jing Jang Jong – One Women
Single – Londres

(Download) Lado B - Raridades, b-sides e live tracks de bandas que serviram (e servirão, possivelmente) de influência para gerações seguintes:

1. Klaxons – Hall of Records (2006)
Criando o termo  “new rave” (que mais tarde foi recusado pelos próprios), a banda estimulou uma série de novos artistas que seguiram suas mesmas vertentes. “Hall of Records” é b-side do single Magick.

2. Kraftwerk – Numbers (Live Remix at San Francisco) (2005)
Os alemães inauguraram os sintetizadores e espalharam a cultura de electro por todos os continentes. A música faz parte do live album Minimum-Maximum.

3. CSS e Supla – Fuck of Rock (2005)
Consagrando-se no exterior antes mesmo de se eternizar no Brasil, o CSS mostrou aos artistas brasileiros que é possível buscar uma nova forma de atingir o sucesso. Deu certo, afinal. “Fuck Off Rock” está no EP CSS SUXXX.

4. Radiohead – Gagging Order (2004)
Em 2007, com o In Rainbows, o Radiohead divulgou uma nova forma de distribuir música – o sistema pay-what-you-want. Além do mais, não é todo o dia que se encontra um Ok Computer por aí. A faixa escolhida é do COM LAG.

5. Chico Science e Nação Zumbi – Cidade (1994)
Em 1994 surgiu o Da Lama ao Caos, álbum que marcou o início do movimento manguebeat. “Cidade”, a única música não-rara da nossa mixtape, estava lá.

6. Los Hermanos – Lisbela (?)
Nossos hermanos mudaram a forma de se ouvir música no Brasil ao misturar MPB com pop-rock, samba com jazz, democratizando todos esses gêneros. Fenomenal, como a maioria de vocês já sabe. “Lisbela” foi originalmente escrita por Caetano Veloso e nunca foi lançada oficialmente.

7. The Beatles – Komm, Gib Mir Deine Hand (1964)
E precisa explicar o motivo do fab-four estar nessa mixtape? “Komm, Gib Mir Deine Hand” é a versão em alemão de “I Want To Hold Your Hand”, relançada em 2009 na coletânea Past Masters.

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Oct 16 2009

Activision libera trailers e introdução do DJ Hero

Essas são as faixas do DJ Hero e, abaixo, você assiste às propagandas do game da década, com Daft Punk e Justice:

E, por último, o vídeo introdutório do jogo:

Surrupiei do Link.

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Oct 06 2009

Justice remixa Lenny Kravitz e ganha clipe

justice remix krevitz

O último trabalho que ouvimos do Justice foi em cima de uma música do U2, e agora o duo francês foi convidado para dar uma melhorada em “Let Love Rule”, lançada por Lenny Krevitz em, adivinhe só, MIL NOVECENTOS E OITENTA E NOVE. “LLR” foi o segundo single da carreira de Lenny e, agora, além de ganhar uma releitura de uma das duplas mais legais do electro mundial (pelo senso comum, só perde para o Daft Punk), também foi lançado como videoclipe em formato de créditos finais de filme. A música é ok, o clipe é chatíssimo: Baixe aqui e assista aqui.

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Apr 19 2009

Noize #22 no ar

noize

A vigésima segunda edição da revista Noize já está na web. A edição física, porém, só chega aos pontos de distribuição na semana que vem. Na página do Move That Jukebox! tem Franz Ferdinand, The Kooks, Teenagers, Danananakroyd, Justice vs. U2 e os resultados da última enquete (aquela das melhores representantes da nova geração, lembra?), tudo escrito por mim e pelo novo integrante da turma, Neto Rodrigues.

Na Noize ainda tem entrevista com Júpiter Maçã, Móveis Coloniais de Acaju e Autoramas, além de ótimas reportagens – com destaque para a matéria sobre o Brooklyn. Enquanto esta edição não sai em formato físico, confira aqui.

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Jan 25 2009

Justice: A Cross The Universe

Américas, Europa e o mundo Oriental; Depois de deixar sua marca ao redor do mundo (ou do universo, como sugere o título de seu mais novo lançamento), o duo francês Justice lança seu primeiro documentário.


Em dezembro, a dupla mais hypada dos últimos dois anos lançou seu tão esperado documentário, ‘A Cross The Universe’, título que parodia o musical ‘Across The Universe’, mas que pára por aí nas semelhanças.

Diferente das histórias de amor que têm como tema de fundo músicas dos Beatles, o filme dos franceses se passa durante a turnê americana do duo, que aconteceu em março de 2008, e mostra os bastidores dos shows e das viagens, focando bem nos dois homens que todos estão acostumados a ver apenas atrás da grande cruz reluzente. O DVD vem acompanhado de um CD ao vivo, que não se diferencia muito dos lives apresentados em solo brasileiro, o que não é pouca coisa. Mas voltemos ao documentário.

Ao invés de passar mais sobre suas personalidades através de entrevistas ou algo do tipo, o filme mostra o cotidiano das turnês e como agem Gaspard e Xavier antes, durante e depois das apresentações, em sua estadia pelas cidades e nos trajetos entre elas no ônibus da dupla, o qual é cenário de diversas situações da fita. Além dos dois personagens principais, o filme também foca nos outros componentes do grupo, que participam da turnê fora dos palcos. E neles se encontram alguns dos pontos interessantes, como o gerente de turnê que se torna cada vez mais obcecado por armas e acaba com problemas por conta disso, ou o motorista do ônibus, típico cidadão do interior americano, que ocupa boa parte dos 64 minutos do filme com as histórias sobre seu dom de cantar notas graves ou sua mania de tirar fotos da paisagem para mostrar à família.

Apesar dos coadjuvantes ganharem uma parcela significativa no documentário, as melhores cenas são protagonizadas pelos grandes nomes, cada um com sua personalidade marcante. Xavier é mais bagunceiro e extrovertido, mas em contrapartida se exalta facilmente. O barbudo Gaspard é calmo e mais calado, e enquanto o parceiro aproveita a fama pra se jogar na multidão, ele a usa para levar mais mulheres para a cama. São estas diferenças que os tornam tão produtivos, cada um suprindo as faltas do outro. Entre os momentos mais interessantes estão o hilário casamento de Gaspard em Las Vegas, as várias garotas bêbadas nos camarins e a violenta garrafada que Xavier dá em um fanático, além das belas cenas dos shows, perfeitamente editadas no ritmo pesado das músicas, passando ao espectador o clima único que tem um live do Justice.

Após assistir ao documentário, dirigido por Romain Gravas (Stress) e So Me (D.A.N.C.E. e DVNO), se tira apenas uma conclusão: eles são verdadeiros rockstars. Pose de rockstar, cotidiano de rockstar, fama de rockstar. A diferença é que ao invés de guitarra, baixo e bateria, seus instrumentos são dezenas de equipamentos eletrônicos. Exemplos como este nos mostram a força que tem a música eletrônica atualmente, com inúmeras vertentes e milhões de fãs, gerando um mercado comparável ao do bom e velho rock. Esta dimensão só aumenta com a Internet e o fácil acesso a sintetizadores e programas de produção como Ableton Live e Acid Pro, tornando crescente o número de produtores caseiros, que ameaçam competir em número com as tradicionais bandas de garagem.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=SixFxNTVbmk]

Ao vivo: Justice remixa Master of Puppets, do Metallica, em show no Circo Voador

Nomes como Justice, Digitalism e Simian Mobile Disco põem à mesa diversas discussões sobre o que é considerado música, e se o eletrônico é digno de ser ouvido atentamente e estudado, deixando de ser apenas o “putz-putz” que só toca em festa. Enquanto o rock perde tempo com bordões como “não tem mais jeito” ou “não fazem mais bandas como antigamente”, a música eletrônica cresce com seu enorme leque de possibilidades, se infiltrando nas culturas e se misturando com tudo, inclusive com o rock, dizendo em alto e bom som: a festa está apenas começando.

Por Marçal Righi

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Sep 29 2008

Skol Beats 2008: Choque de culturas prejudicou o festival

E quem estava lá no Anhembi sabe que o que o título está dizendo é real. O Skol Beats deste ano trouxe atrações bem variadas, o que fez com que pessoas de culturas e estilos diferentes se aglomerassem no mesmo local. A princípio, isto parece bom. Culturas variadas podem se integrar, compartilhando entre si o melhor de cada uma. Porém o que aconteceu neste sábado/domingo foi diferente. A junção de bombados, patricinhas, piriguetes e fashionistas acabou atrapalhando quem foi lá para apenas curtir uma boa música eletrônica. O maior exemplo disto aconteceu no show do Digitalism. Mas vamos começar pelo início. Como apenas um representante do MTJ! pôde estar presente no festival, a resenha tratará apenas das atrações do palco principal.

Às 19h em ponto, os paulistanos do Killer On The Dancefloor abriram o Skol Beats para uma pista praticamente vazia. Mas como já esperavam isso, não se deixaram abater, e os poucos presentes puderam curtir um ótimo Live com cara de DJ Set. Com Fatu cuidando mais das mixagens e Phillip A. fazendo barulho com a bateria eletrônica, eles tocaram um set bem variado, viajando por hits do pop como Rihanna e Gwen Stefani, sucessos do indie e discopunk como MGMT e Does It Offend You, Yeah?, batidas de funk carioca e clássicos do rock. Talvez o ponto mais alto tenha sido o remix de ‘Killing In The Name’, do Rage Against The Machine, entoado pelo público que ia aumentando cada vez mais rápido.

Após eles, vieram os cearenses do Montage, que têm como atração principal o performático vocalista Daniel Peixoto, que vestido em um traje inteiramente prateado e brilhante fazia poses, se esfregava no chão, no microfone, na caixa de retorno. Um tanto forçado. Mas ele conseguiu animar bem o público, ainda mais quando foi para trás do palco e voltou vestindo apenas uma camiseta de smile e um chapéu de oncinha. O loiro ainda desceu do palco e correu pelos mais de 5 metros de distância desnecessários, até encostar nas pessoas que ali estavam lhe prestigiando. Quanto à parte musical, o DJ Leco Jucá e o guitarrista Maurício Fleury deram conta do recado, diferenciando um pouco da sonoridade convencional da banda e fazendo um som mais influenciado pelo maximal francês.

Agora era a vez do Mixhell. Uma bandeira com o logo do duo foi estendida e uma bateria colocada no palco. Iggor e Laima entraram e o ex-Sepultura foi direto para sua bateria meio eletrônica, meio acústica. O live contou mais com bases e batidas pesadas do que com músicas conhecidas, diferenciando-se do set do Killer On The Dancefloor. Iggor se revezava entre mixers e bateria, fazendo todo mundo dançar com o peso de suas baquetas. Mehdi Pinson, vocalista da banda Scenario Rock, que gravou os vocais de DVNO, entrou no meio da apresentação e começou a cantar sobre as mixagens, agitando mais ainda a multidão. Foi um ótimo preparativo para o peso que estava por vir.

Arena Skol lotada, expectativa a mil e a próxima atração eram eles, Justice. Depois de um tempo de espera, todas as luzes do palco se apagaram, a cortina se abriu, e a primeira nota de ‘Genesis’ pôde ser ouvida, ao mesmo tempo em que a cruz se acendeu para milhares de olhos. Finalmente tinha começado. O peso das seis colunas de caixas de som era exatamente o que a dupla precisava para fazer o Anhembi tremer. Falo das caixas fora do palco, pois os 18 amplificadores Marshall presentes no palco são só de enfeite. Mais um elemento da superprodução que é o show deles. Os surpreendentes jogos de luz estavam totalmente alinhados com a música, assim como a cruz, que piscava constantemente no centro do palco.

D.A.N.C.E. foi cantada por todos os presentes e em seguida veio DVNO. Para minha surpresa, quem aparece ao meu lado? Mehdi Pinson, que teve que posar para fotos no meio do show, e compartilhou sua bebida com quem estava em volta. Foi bem interessante cantar DVNO junto com o próprio DVNO. E após mais algumas faixas, veio um dos melhores momentos do show, quando o piano final de ‘Stress’ foi juntado ao sample de Klaxons, fazendo base para o refrão mais cantado do show: “We are your friends, you’ll never be alone again, come on!”. A música veio para deixar a multidão ainda mais enlouquecida e aumentar a atmosfera de festa que estava criada.

Porém tudo isso não foi o suficiente para fazer do show uma unanimidade. O conceito de live não foi levado muito à risca, e a apresentação foi mais para um DJ Set só com músicas deles. O álbum de estréia, ‘Cross’, foi quase inteiramente tocado, e as músicas eram mixadas a samples e entre elas, formando bons mash ups. Mas já era de se esperar isso, já que todo mundo sabia que eles não cantariam nem tocariam piano no meio do live. O que sinto que faltou foi um pouco de inovação, pois quem tem em casa áudios de lives anteriores, praticamente já sabia de cor como ia ser. Apenas acho que eles poderiam ter reservado alguma surpresa para o último show da turnê. No entanto, não dá pra reclamar, o show foi excelente e deixou todo mundo querendo mais. Eu mesmo só acreditei que havia acabado quando os equipamentos da próxima atração começaram a ser montados. A espera valeu a pena.

[youtube=http://br.youtube.com/watch?v=nJLX8DvCMGU]

Fica aqui meu pedido de desculpas para os fãs de Marky, pois eu realmente precisava sentar e comer alguma coisa, e a hora que eu escolhi para isto foi durante a apresentação dele. Voltando para o palco principal, estava começando o show do Pendulum, banda australiana que mistura rock com drum ‘n’ bass, fazendo um som bem pesado. Contando com instrumentos reais e bases eletrônicas, eles fizeram um show recheado de batidas fortes e que colocou grande parte da pista para dançar. O vocalista Rob Swire se comunicava bastante com o público, mesmo seu inglês sendo um tanto incompreensível. Com certeza os pontos mais altos do show foram o remix para a música ‘Voodoo People’, do Prodigy, e ‘Blood Sugar’, presente no álbum ‘Hold Your Color’, que fez a Arena Skol tremer com um ótimo riff de sintetizador.

Enfim era a hora do Digitalism, que chegou no Brasil meio escondido atrás do hype do Justice e por isso não despertou a atenção que merecia. Um grande erro de quem foi embora após a apresentação dos franceses, quando se notou que o Anhembi esvaziou bastante. E nesta hora apareceu com mais força o problema que eu citei no título. O choque de culturas, que vinha acontecendo em pequena escala durante todo o festival, seja com piadas e pequenos insultos, agora havia tomado mais força, pois após os alemães seria o DJ mais esperado pelos trancers, Armin Van Buuren. E grande parte desta turma, ao invés de aproveitar as atrações do festival e curtir o show que estava acontecendo, preferiu desrespeitar o Digitalism e seus fãs, gritando coisas como “ARMIIIN!!”, “ACABA LOGOO”, “TOCA TRANCIII”. A platéia ficou fria, não correspondendo ao grande show que os alemães estavam fazendo. Mas mesmo assim eles conseguiram se sair bem, e é sobre isto que eu vou falar agora.

Jence e Isi realmente sabem como fazer um live. Neste quesito, digo sem dúvidas que eles deram uma lição ao Justice. Várias músicas foram tocadas na hora, as bases eram também feitas por Isi lá mesmo, com uma bateria eletrônica, e quem achava que os vocais seriam apenas mixados junto com as músicas se enganou. Todas as faixas não-instrumentais foram cantadas ao vivo por Jence, que nao se cansava de gritar “São Paulo!”. Isi tentou diversas vezes animar o público, mas sem muito sucesso, o máximo que conseguiu foi braços levantados e alguns gritos. Sinto por aqueles que deixaram de aproveitar a ótima apresentação apenas por ter a cabeça fechada para novidades. Mas pra quem soube curtir, o show foi memorável. Eles tocaram todas as músicas do álbum ‘Idealism’, além do remix ZDRLT (Rewind). Fecharam com ‘Pogo’, em que eu enlouqueci e comecei a tocar junto com eles, batendo na grade de proteção. Grande live!

Após eles ainda tocaram no Live Stage o holandês Armin Van Buuren, eleito pela revista DJ Mag o melhor Dj do mundo, que fez os sedentos trancers dançarem enquanto o dia dava as caras no Anhembi, e após ele o brasileiro Gui Boratto, que diferenciou-se um pouco de seus sets convencionais e se apresentou com banda, dando uma pegada mais roqueira para seu minimal.

Após 14 horas de música eletrônica, o Skol Beats 2008 chegou ao seu final com sucesso e deixando algumas considerações. A segurança deveria ser mais reforçada, já que dezenas de pessoas tiveram celulares e outros pertences roubados. Porém, elogios à produção, que colocando menos ingressos à venda, evitou superlotação, o que ocasionou em poucas filas nos bares e banheiros, os quais estavam sempre limpos. Quanto ao Justice e ao Digitalism, tenho certeza de que suas apresentações seriam bem melhores se fossem em um festival só deles, e em um lugar menor e fechado. A interação com o público seria maior, já que quem vai em uma apresentação deles não vai apenas pra dançar. Vai para assistir, para cantar, para pular, para não esquecer nunca desta data.

Autor: Marçal Righi

Fotos por Marcelo Elídio, retiradas do Rraurl

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Sep 28 2008

E a noite foi de electro no Rio de Janeiro

Por Neto

Rio de Janeiro, sexta-feira 26 – Circo Voador. O show do duo francês Justice, atração principal da noite, só foi começar efetivamente na primeira hora do dia 27. Mas vamos começar pelas bordas.

A noite de música – que não demorou muito para se tornar madrugada – começou com o Mixhell. Nome desconhecido para muitos, mas que conta com um dos mais famosos músicos brasileiros: Iggor Cavalera. Iggor, por sua vez, conta com a sua esposa e excelente DJ/produtora Laima Leyton e, juntos, fazem uma mistura da dançante música eletrônica com o som quente e pesado da bateria. Mixhell… um show para se guardar na memória e conferir de perto sempre que possível. A apresentação surpreendeu a maior parte do público, inclusive a esse moribundo que lhes escreve nesse exato momento.

Proporcionalmente à troca de Cavalera entre bateria e sintetizadores, a sonoridade do DJ set de abertura esquentava e esfriava. Enquanto a bateria esteve ativa, o Mixhell mostrou à seu [novo] público um electro-metal pouco comum mas demasiadamente conveniente. Já quando os laços matrimoniais uniam o sorridente casal na mesa de som, o resultado era extremamente variado. Até o funk carioca e o hype MGMT chegou ao duo, que incluiu Kids em seu set.

A tenda – que é como a de um circo de verdade – começou a encher depois da meia-noite, conforme os equipamentos do Justice apareciam no palco. O público, que até então estava muito disperso, deu início a um tumulto enquanto as vinte e quatro caixas de som iam sendo armazenadas ao lado da incandescente cruz justiceira, símbolo que virou a logomarca do álbum Cross, único do grupo.

Gaspard Augé e Xavier de Rosnay (vulgos Justice) só deram o ar de sua graça quando a madrugada já havia começado, repetindo o que disse no início desse texto. Quem estava com a cara no palco (expressão que aqui também vale no sentido literal, já que o Circo Voador não tem o corredor de divisão entre o palco e a pista) mal pôde reparar a chegada dos rapazes por trás de suas altas parafernálias, e logo tratou de arrumar um espaço um pouco mais atrás, onde se tinha uma melhor visão do palco.

Era previsível que Genesis abriria o setlist, mas a sensação que se tem quando isso de fato acontece não é nada óbvia. Euforia, insanidade e muito, mas muito prazer. Entretanto, um dos momentos de pico do show só viria mais tarde, sucedendo Phantom, quando pode-se ouvir a primeira ordem que mandava, expressamente, que todos fizessem A dança. Em uma versão prolongada, remixada e não-inédita pra quem já consultava o YouTube ou sites de Torrent para amenizar a ansiedade pré-show, D.A.N.C.E. deu início a uma sequência fenomenal que se manteria até os últimos minutos do pré-bis, passando por DVNO, Stress, Waters of Nazareth, remixes de remexer o esqueleto (como os de The Fallen e Skitzo Dancer, originalmente do Franz Ferdinand e Scenario Rock) e fazendo as pessoas menos animadas e de mais idade do mezanino deixarem o espírito da electromusic dominar seus corpos.

The Party (ou TTHHEE PPAARRTTYY) não ficou de fora, obviamente, e ganhou mais glitter em sua sonoridade do que na sua versão de estúdio, aquela que foi lançada em 2007, no †. (Falando em glitter, alguém reparou no quão IN está o Glam? Não acharia estranho se o Ziggy Stardust brotasse no meio da platéia…) We Are Your Friends marcou o segundo ápice de todo o show, que teria atingido um estado de pico ainda mais alto se não fosse pelo desgaste do povo, que deu [quase] tudo de si nas músicas anteriores. A cruz, no centro do palco, apagava e acendia conforme o som mandava. O coro do público dedicado – e esgoelado – ficou ainda mais assustador quando nada mais do que o silêncio saia do palco do Justice, num período de forte integração entre os anônimos da pista e os ídolos franceses do palco. Esse, inclusive, foi o único momento da madrugada em que integração foi sinônimo de cantoria. Na maior parte do duradouro e proveitoso setlist francês, a comunicação banda-público foi feita exclusivamente com o uso de gestos (os da cruz, por exemplo) pelo mais solto e bigodudo Gaspard. Quem esperava pouco feedback da parte de Xavier, se surpreendeu – e muito. O show terminou com o mais novo dando sua cabeça para as pessoas mais adiantadas fizessem praticamente o que quisessem com ela – felizmente, elas se limitaram ao toque. Ainda mais cedo, o rapaz se deixou abraçar enquanto passava-se por uma estátua, e divertiu-se ajudando o segurança local a empurrar o público invasor para seu devido lugar.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=stRtm6l829o]

D.A.N.C.E.

No bis, que foi pedido com pouca animação, veio uma versão mais calma de We Are Your Friends, que dessa vez foi tocada apenas com o auxílio de um teclado – logo, sem aquele sample super legal de Klaxons. E, fechando com chave de ouro a passagem do duo pela cidade maravilhosa, vieram dois remixes imperdíveis: O primeiro, da menos conhecida NY Excuse (Soulwax), se rendeu ao low-fi com o plus de uma percussão dominante. Em seguida, o que veio foi Master Of Puppets, do Metallica, remixada com um conhecido “Let’s get this party started right”, que agradou os metaleiros e criou até uma daquelas rodas de socos e empurra-empurra, marca oficial de shows de heavy metal.

A banda havia ido embora sob uma grotesca ovação, e uma parte daqueles que pagaram merecidos 80 reais para conferir um pedacinho da França de perto já havia ido embora quando o The Twelves, que foi promovida de banda de abertura à banda de despedida, entrou no palco. Pouca luz, equipamento mais do que básico: Isso talvez importasse, se os rapazes de Niterói não fossem tão bons no que fazem. Logo nos primeiros minutos de sua apresentação, o Twelves conquistou um bom público, que acabou por adiar a volta para casa para conferir o que o terceiro duo da rodada tinha para oferecer à madrugada carioca de electro.

Logo no início do set saiu um remix de Reckoner, do Radiohead, das caixas de som do Circo. Não era nem o início. Quem achou que o Justice traiu o movimento [Daft] Punk por excluir o remix de Human After All de seu setlist, sentiu-se mais do que satisfeito ao ouvir Voyager, Around The World, Revolution 909 e Digital Love enquanto o 12s fechava a madrugada. A voz relaxada do Black Kid Owen Holmes não ficou de fora, e a batida remixada do hit I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You fez a galera exausta continuar de pé. Enquanto eu fazia uma visita ao mezanino, avistei um bocado de gente agradecendo e elogiando aos montes os talentosos niteroienses. Digno.

Autor: Alex Correa

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Sep 25 2008

Do The Dance! – Vol. 5

Estavam com saudade da animação das músicas de festa? Fiquei duas semanas sem escrever a coluna por falta de tempo, mas aqui estou novamente para as recomendações mais alegres deste blog. Já que os deixei carentes não vou me prolongar e partir direto para as recomendações, que hoje estão em maior número, como um pedido desculpas pelas duas semanas vazias.

Cut Copy – Nobody Lost, Nobody Found

Para mim um dos melhores álbuns do ano, ‘In Ghost Colours’, o mais recente deste trio de Melbourne, é cheio de hits, e um deles é ‘Nobody Lost, Nobody Found’. Base dançante, baixo marcante e refrão pop. SIJOGA!

Natalie Portman’s Shaved Head – Slow Motion Tag Team

Só pelo nome já da pra notar que eles querem mais é se divertir sem medo. E ouvindo ‘Slow Motion Tag Team’ se tem certeza disto. Música sem compromisso, apenas guitarras, sintetizadores, vozes agudas, e muita, muita diversão.

Justice – DVNO (Sunshine Brothers Mix)

Em ritmo de Skol Beats, vou recomendar uma música de cada uma das atrações que eu estou mais ansioso para ver. A primeira é Justice, que teve DVNO remixada pelos Sunshine Brothers, que tiraram o peso do maximal francês, colocaram batidas rápidas e dançantes e mudaram a melodia, inserindo vários recortes na voz. Ouça e verá do que estou falando.

Digitalism – ZDRLT (Rewind)

A outra atração é o Digitalism. Com o hype do Justice nesse festival, o duo alemão acaba ficando meio esquecido. E aqui está uma outra versão da música ‘Zdarlight’ feita por eles mesmos, em que foram adicionados vocais e partes da música original tocando de trás pra frente, para demonstrar o quanto eles também têm a mostrar em seu live neste sábado. Viva o Skol Beats!

Kid Sister – Control

Bases eletrônicas, duo de homem e mulher fazendo rap a la gangsta, mas sem cara de 50 Cent ou outros ascendentes do gueto. O lance da Kid Sister é fazer hip hop para a pista de dança, para curtir sem precisar fazer cara de mau ou mostrar os anéis, correntes e grillz. Como eu sempre defendo, diversão sem conceitos.

Late Of The Pier – Broken (Fairy Lights Mix)

Estava faltando um pouco de rock por aqui. O remix para a ótima ‘Broken’ não tirou sua essência rock, pois a guitarra e o baixo continuam lá. Apenas adicionou batidas eletrônicas e aumentou sua velocidade, para deixar a música ainda melhor de se ouvir e perfeita para se dançar.

Bom, após uma coluna com o dobro de recomendações, fico por aqui, mas volto semana que vem com mais músicas para manter seu astral lá em cima. Hasta la vista!

Autor: Marçal Righi

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Jul 03 2008

Mais Justice

Por Neto

Você já sabe que, no dia 27 de setembro, o duo francês Justice tocará no festival Skol Beats, em São Paulo.

Também já anunciamos aqui que, um dia antes (26), os fluminenses poderão ouvir sucessos como ‘DVNO’, ‘Stress’ e ‘D.A.N.C.E.’ ao vivo no Rio de Janeiro.

As novidades que tenho para vocês são sobre esse segundo show. Falando na comunidade do Justice no Orkut, um representante do Circo Voador confirmou que os franceses se apresentarão no dia 26 (e não 29, conforme publicado no O Globo), no Circo.

Alexandre Rossi também disse que Iggor Cavallera, com seu projeto Mixhell (um duo que tem sua esposa como integrante), “vai despencar da sua turnê européia só para abrir o show”.

Em novembro do ano passado foi a vez do LCD Soundsystem se apresentar no Circo Voador – e o ingresso foi caro, R$200 para a pista. Se adiantando a possíveis críticas sobre o ingresso para o show dos franceses, Rossi falou que a produção do evento tentará manter o preço do ingresso abaixo dos cem reais. “Estamos tentando fechar um patrocínio para manter o preço da casa nos dois dígitos”, explicou.

Alexandre aproveitou para fazer comentários sobre o Skol Beats e falou sobre a venda dos ingressos:

Estamos dando uma opção pra quem não quiser enfrentar a muvuca do Skol Beats – lá é pra 65 mil [pessoas] aqui é pra no maximo 2600. Por isso vamos abrir as vendas cedo, tipo essa semana ou na outra, pra gente quem realmente curte poder comprar mais barato e eu aconselho que se compre.

Falando à Ilustrada da Folha de SP, os rapazes contaram que em São Paulo será feito o último show dessa turnê, e não se sabe quando o duo voltará aos palcos.

Autor: Alex Correa

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Jun 25 2008

Justice confirma mais uma data no Brasil

Por Neto

Macacos me mordam. Eu já me lamentava porque o Skol Beats acontece em São Paulo, enquanto eu moro no Rio. Eu já me lamentava porque a censura do Skol Beats é de 18 anos, enquanto eu tenho 15. Mas o DVNO (pegaram?) aconteceu: O electro-duo Justice confirmou em seu MySpace que, em setembro, eles também passarão pelo Rio de Janeiro.

A apresentação em solo carioca acontece em 26 de setembro, um dia antes da performance dos energéticos Xavier e Gaspard no festival paulista. Bem, por enquanto, essas são as únicas informações que se tem desse show que foi agendado agorinha: Data e cidade. O local exato do evento não foi revelado. Aguardemos.

Veja o line-up do Skol Beats

Autor: Alex Correa

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May 06 2008

Coachella 2008 Parte 3

Começa o terceiro e último dia de festividades em Indio, que conta com atrações que vão desde Simian Mobile Disco até I’m From Barcelona, passando por Does It Offend You, Yeah? e Metric :

O último dia do Coachella quebrou tudo. Se faltou algo de intenso ou maluco em qualquer momento dos dois primeitos dias – a gente achou o púlbico americano calminho demais – tudo foi compensado no domingo, especialmente nos últimos shows da tenda eletrônica Sahara.

Quebrou tudo mesmo. Com direito até à manifestação política do ator Sean Penn. Penn subiu na tenda Gobi por volta das 14 horas para reunir pessoas que estariam interessadas em viajar até Nova Orleans para protestos contra o governo Bush. Ele lembrou o seguinte:

“Durante aquela maravilhosa celebração havia crianças sendo estupradas civis morrendo e populações assassinadas .Não deveríamos todos poder sentir as boas sensações de um show de rock?”.

 

 

Vamos às atrações:

Duffy

Veja o que o Rraurl disse sobre o show da Duffy, a nova revelação da música galesa (q):

Duffy fez um show fofo, nada mais. A voz dela realmente impressiona, mas, descontando a excelente Mercy” (executada com maestria tanto pela jovem cantora quanto por sua banda de apoio) a falta de presença de palco, o sotaque caipirão americano e a seqüência de baladinhas amenas no calor do deserto convenceram apenas os fãs mais afoitos e o público, digamos, mais velho.

Vendo alguns vídeos do show da Duffy, encontrei uma tenda Mojave relativamente vazia para o hype que a moça tem sofrido. Pouquíssimos vídeos do show foram disponibilizados no YouTube. Repare na falta de público bem no começo de um dos vídeos. Mas isso é o de menos, ela canta pra caralho e tem uma voz meio sessentista e nostálgica. Gostei dela. Mais do que a Adele diga-se de passagem. Deixo a seguir o vídeo do hit ‘Mercy’ com a melhor qualidade que achei (sim, os vídeos oficiais fazem falta).

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=_9H9LAftLsE&hl=en]

Gogol Bordello

Tá aí um dos shows que eu tenho MUITA vontade de ver, o do Gogol Bordello. Se apenas nos vídeos já me dá vontade de sair dançando a tarantella, imagine ao vivo. Conhecidos pelas performances explosivas, o GB é uma das atrações que supostamente desembarcariam por aqui no segundo semestre. Tomara que sim.

Grata mistura de punk rock com música, hmm, cigana, foi perfeito para a quantidade de freaks que enchia o gramado do Coachella Stage no fim da tarde – danças circulares, vinho tinto morno bebido no gargalo, etnias diversas e transes coletivos, em músicas poderosas. O vocalista Eugene Hutz dança, pula, grita e ocupa o palco todo como um Iggy Pop dos Balcãs.

Os links dos vídeos de Wonderlust King e Start Wearing Purple de 2008 e Think Locally, Fuck Globally de 2007.

Roger Waters

Sim, o tiozão do rock também deu as caras no Coachella. Se apresentando no palco principal, o formador do Pink Floyd deu um show de psicodelia. Pirotecnia, telões gigantescos e até um porco inflável com as inscrições “Don’t Be Led To the Slaughter” (não seja conduzido ao abate de animais, em bom português). Classicão.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=N4urg65m5oc&hl=en]

Tentei achar o vídeo mais compacto do show (o mais popular tem 9 partes) e achei esse, que é razoável.

Aqui você encontra o vídeo do porco voador, que foi solto após o término do show e os organizadores do evento ofereceram 10.000 dólares para quem o devolvesse. Dizem por aí que o porco tem alguma relação com o candidato à presidência dos EUA Barack Obama. E ironicamente, o inflável levantou vôo bem na música ”Pigs On The Wing”.

Justice

Para fechar com chave de ouro, a dupla mais falada da música eletrônica atual. Sim, os franceses do Justice, quem mais seriam?

O Rraurl disse o seguinte sobre o show de encerramento do festival:

A impressão, bem no meio da tenda, era de que umas 20 mil pessoas entraram numa mesma inimaginável apoteose de som e luz, uma onda de energia que fazia punhos serem erguidos como num show de metal pós-moderno para berrar “KILL, KILL, KILL, KILL”.

Admiro demaais o Gaspard Augé e o Xavier de Rosnay por criarem músicas ousadas, nos limites da modernidade atual em que a mistura de estilos confunde um pouco as coisas. Eles conseguem fazer com que o electro se misture com o rock de um jeito tão uniforme e disforme ao mesmo tempo que fica lindo. Posso até ser morto após dizer isso, mas prefiro eles ao Daft Punk, mesmo sabendo que o Justice foi completamente influenciado pelos conterrâneos.

Encerro aqui a jornada com o Justice tocando o famoso remix da música ‘We Are Your Friends’, do Simian, que no show foi mash-upado com Atlantis to Interzone do Klaxons.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=7xnN_6Oj5xg&hl=en]

 

Até mais Cochella, até o ano que vem. E me espere que em breve eu estarei aí.

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Jan 09 2008

Rolling Stone elege 25 melhores álbums de 2007

Por Gabriel

Na edição de janeiro desse ano, a revista Rolling Stone Brasil elegeu os 25 melhores álbuns internacionais. Não tem dinheiro para comprar a revista? Confira aqui a lista:

1- Sound of Silver – LCD Soundsystem
2- Back to Black – Amy Winehouse
3- Neon Bible – Arcade Fire
4- In Rainbows – Radiohead
5- Magic – Bruce Springsteen
6- Myths of the Near Future – Klaxons
7- Graduation – Kanye West
8- The Reminder – Feist
9- Favourite Worst Nightmare – Arctic Monkeys
10- Cross – Justice
11- Era Vulgaris – Queens of the Stone Age
12- Icky Thump – White Stripes
13- White Chalk – PJ Harvey
14- Raising Sand – Robert Plant e Alison Krauss
15- American Gangster – Jay-Z
16- Sky Blue Sky – Wilco
17- Memory Almost Full – Paul McCartney
18- Year Zero – Nine Inch Nails
19- The Mix-Up – Beastie Boys
20- A Weekend in the City – Bloc Party
21- Our Love to Admire – Interpol
22- Echoes, Silence, Patience & Grace – Foo Fighters
23- La Radiolina – Manu Chao
24- Infinity on High – Fall Out Boy
25- It Won’t Be Soon Before Long – Maroon 5

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