
Texto #1
O melhor show da noite (empatado com Foals), sem mais nem menos. A alegria e efusividade de Ricky era tão grande que não deu pra ficar desanimado um só segundo. Eles emendavam uma música na outra, pausando de vez em quando para conversar com a platéia, ou enaltecer Peanut por ter tocado aquela noite (Íle í un hirói , lembram?). Tocaram as mais conhecidas (Ruby , I Predict a Riot , Na Na Na Na Naa ) e algumas do disco novos deles, o Off With Their Heads (Never Miss a Beat , Half The Truth ). Foi uma experiência realmente inspiradora, deu uma aula no Bloc Party, mas a minha decepção foi ver que Ricky não encontrou nenhum pilar no palco para escalar. E assim terminou a epopéia, posso dizer que valeu muito a pena.
Por Cédric Fanti
Texto #2
A última banda do Main Stage foram os rapazes ingleses do Kaiser Chiefs. Eles conseguiram uma arena lotada de fãs eufóricos, cantando e dançando loucamente até os últimos segundos de show. Ricky Wilson tem uma presença de palco incrível e mostrava-se muito animado com a receptividade brasileira. Oh My God fechou o show com chave de ouro e gostinho de quero muito mais. Afirmo, sem dúvida alguma, que a melhor apresentação de todo o festival foi a do Kaiser Chiefs.
Por Marina França
Texto #3
Estes estavam inspirados, principalmente o vocalista, Ricky Wilson. Ele corria pelo palco, ia até a grade, pulava, subia nas caixas de retorno, totalmente enérgico. O show foi um retrato disto. Muita energia, somada à músicas boas e bem tocadas, conquistando boa parte do público. Só boa parte, pois muitas pessoas já cansadas da maratona de shows não correspondiam à toda a festividade de Wilson, o que deixava a platéia dividida, entre quem estava assistindo o show, e quem estava curtindo o show. Quem resolveu curtir pôde aproveitar bem mais, levantando as mãos quando Ricky pedia, gritando “yeahs” no ritmo do vocalista, e principalmente, cantando as músicas, que ecoavam por todo o Main Stage. ‘Ruby’, ‘Everyday I Love You Less And Less’ e ‘I Predict a Riot’ foram os picos de um show formado só por grandes montanhas, ou melhor dizendo, os pontos mais altos de um show sem pontos baixos.
Por Marçal Righi