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Feb 25 2010

Nada é perfeito, muito menos o NME Awards 2010

Na noite dessa quarta-feira, dia 24, a Brixton Academy londrina foi a casa de mais uma edição do Shockwaves NME Awards, promovido anualmente pelo mais importante semanário britânico: O New Music Express – ou, como a maioria de nós conhecemos, NME. Como costuma acontecer todo o ano, a revista deu prêmios para quem não deveria dar, o que significa que deixou de premiar quem realmente merecia, mas nada que supere a tradicional porcentagem de erros que uma premiação pode cometer. As contradições, já muito íntimas das premiações da NME (que parece achar isso tudo muito engraçadinho), também não deixaram de aparecer.

The Specials, um dos homenageados da noite

É claro que não dá pra condenar tudo que aconteceu na noite passada: O Muse, por exemplo, levou o prêmio de Melhor Banda Britânica (e, mais tarde, Matt Bellamy foi nomeado o Homem Mais Sexy do Ano), Bombay Bicycle Club saiu como Melhor Nova Banda (derrubando de vez o The XX, que não ganhou nada) e o West Ryder Pauper Lunatic Asylum, do Kasabian, foi nomeado Álbum do Ano, além de ter levado o título de Melhor Capa (categoria que apareceu com indicações fracas, acho). Também é louvável o fato do Big Pink, que teve pouco destaque em 2009, sair na frente de “Crying Lightning” (Arctic Monkeys), “Rabbit Heart (Raise Up) ” (Florence and the Machine), “Sticks n’ Stones” (Jamie T) e “My Girls” (Animal Collective, minha favorita) e arrebatar a estatueta de Melhor Música com “Dominos”. O Bify Clyro também passou por situação parecida, desbancando todos os favoritos ao levar o Melhor Vídeo com “The Captain”.

As surpresas negativas começaram com o Arctic Monkeys saindo vencedor na categoria de Melhor Banda ao Vivo. A banda é boa, de fato, mas beira a apatia em suas apresentações. E meus argumentos ficam ainda mais bem sustentados quando reparamos que também concorriam Kasabian, que estarreceu o público do Planeta Terra 2007, Them Crooked Vultures, que reune três das bandas mais impactantes que já existiram, Muse – faltam palavras para descrever o que foi a passagem do grupo pelo Brasil – e, choquem, Radiohead.

Também parece ter faltado critério para a galera que decidiu que o site do Muse é melhor que páginas como YouTube, Facebook e Twitter. Passando para as categorias desnecessárias, Lady Gaga levou os títulos de Melhor e Pior Roupa – piadinha que achei idiota, na verdade. A NME poderia ter passado sem essa e outras contradições, que não fazem muito sentido. Na categoria de Pior Banda concorriam Oasis, Green Day e Paramore, todos indicados também como Melhor Banda – o Paramore, inclusive, venceu na categoria internacional. O Arctic Monkeys passou pela mesma experência, tendo o Humbug indicado como Melhor e Pior Álbum. Pelo menos, foram os Jonas Brothers que sairam vencedores (se é que pode-se chamar assim) na Pior Banda E no Pior Álbum.

Os garotos do The Drums foram lembrados como a maior novidade do ano

As apresentações, pelo menos, parecem ter compensado as gafes: Lily Allen tocou com o Big Pink, Marina and the Diamonds participou do show do Biffy Clyro e o Hole voltou. Mas, como o evento só foi transmitido pela rádio, não temos vídeos no YouTube para conferir tudo isso. Opa, parece que achei uma outra gafe.

Melhor Banda Britânica
Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian
Muse
Oasis

Melhor Festival
Download
Glastonbury
Reading & Leeds Festivals
T In The Park
V Festival

Melhor Nova Banda

The Big Pink
Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux

Prêmio de Contribuição à Música:
The Specials

Melhor “Enchedor” de Pistas
Dizzee Rascal & Armand Van Helden – ‘Bonkers’
Florence And The Machine – ‘You’ve Got The Love’
La Roux – ‘In For The Kill’ (Skream remix)
Lady Gaga – ‘Poker Face’
Yeah Yeah Yeahs – ‘Zero’

Prêmio de Retribuição ao Fã
Kasabian and Noel Fielding for free ‘Vlad The Impaler’ video
Danger Mouse for leaking ‘Dark Night Of The Soul’
Lily Allen for her Twitter ticket treasure hunt
Arctic Monkeys for their Oxfam Golden Tickets
Vampire Weekend for giving away ‘Horchata’ from new album ‘Contra’

Melhor Banda ao Vivo
Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures

Philip Hall Radar Award:
The Drums

Melhor Evento
Blur at Hyde Park
Jay-Z at Alexandra Palace
Muse at Teignmouth
Oasis at Heaton Park
The Dead Weather at Shoreditch Church

Melhor Programa de TV
The Inbetweeners
Never Mind The Buzzcocks
Peep Show
Skins
True Blood

Melhor Banda Internacional
Green Day
Kings Of Leon
Paramore
Vampire Weekend
Yeah Yeah Yeahs

Melhor Faixa
Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’
The Big Pink – ‘Dominos’

Melhor Artista Solo
Dizzee Rascal
Florence And The Machine
Jamie T
Julian Casablancas
Lady Gaga

Melhor DVD
Kings Of Leon – Live At The O2, London, England
Flight Of The Conchords – Complete HBO Second Season
The Killers – Live From The Royal Albert Hall
The Mighty Boosh Live – Future Sailors Tour
Nirvana – Live At Reading

Melhor Vídeo
Arctic Monkeys – ‘Cornerstone’
Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’

Melhor Álbum
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’

Godlike Genius Award:
Paul Weller

Melhor Filme:
(500) Days Of Summer
In The Loop
Inglorious Basterds
The Twilight Saga: New Moon
Where The Wild Things Are

Herói do Ano
Beyonce Knowles
Noel Gallagher
Rage Against The Machine
Matt Bellamy
Alex Turner

Vilão do Ano
Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell
Kanye West
Lady GaGa

Melhor Roupa
Lady GaGa
Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O

Pior Roupa
Lady GaGa

Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux

Pior Álbum
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady GaGa – ‘The Fame’
The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’
U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’

Pior Banda
Green Day
Oasis
Jonas Brothers
Paramore
JLS

Melhor Site
Muse.mu
YouTube
Facebook
Twitter
Greenday.com

Melhor Capa
Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘

Melhor Blog de Banda
Muse (Muse.mu and Twitter.com/muse)
Radiohead (Radiohead.com/deadairspace)
Noel Gallagher (Oasisinet.com)
Los Campesinos! (Loscampesinos.com)
Paramore (Paramore.net)

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Feb 21 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

EMI afirma que não venderá Abbey Road – Terra, 21 de fevereiro

‘Virei o bonzinho’, diz líder do Coldplay - Veja, 20 de fevereiro

Cantor do Kasabian diz que internet “matou” estrelas do rock - Terra, 20 de fevereiro

The Who want Liam Gallagher for Teenage Cancer Trust showsNME, 20 de fevereiro

Beck to Guest on New Tobacco AlbumPitchfork, 19 de fevereiro

Animal Collective cria projeto multimidia para museuRock’n'Beats, 19 de fevereiro

Noel Gallagher cotado para substituir Simon no American IdolOasis News, 19 de fevereiro

As 10 melhores versões de grandes hits dos BeatlesVeja, 19 de fevereiro

Pixies admite estar mais preocupado com cachê do que com arte - Terra, 19 de fevereiro

The Fall Releasing ‘Your Future – Our Clutter’ in AprilPrefix, 18 de fevereiro

Deftones Announce New Album DetailsSpin, 18 de fevereiro

Thurston Moore, blogueiroTrabalho Sujo, 18 de fevereiro

Making of: Ecos Falsos – Verão de 69 - YouTube, 18 de fevereiro

New Girls Track – Exclusive MP3 DownloadNME, 18 de fevereiro

Exclusive: Courtney Love on Hole Album & DaughterSpin, 17 de fevereiro

Los Hermanos não-oficialTrabalho Sujo, 17 de fevereiro

Novo disco do Limp Bizkit terá um toque de Daft PunkNoize, 17 de fevereiro

Paul McCartney diz ter plano para salvar Abbey Road - O Globo, 17 de fevereiro

Britânicos querem transformar Abbey Road em patrimônio nacionalG1, 17 de fevereiro

EMI Thinking About Selling Abbey Road Studios - Prefix, 16 de fevereiro

Rivers Cuomo Digs Female Tribute Band, SheezerSpinner, 16 de fevereiro

Fiona Apple participa de projeto beneficenteRolling Stone, 16 de fevereiro

Music Journalism is the New PiracyElectronic Frontier Foundation, 16 de fevereiro

Florence And The Machine singer reveals she’d ‘like to work with Thom Yorke’NME, 15 de fevereiro

Peter Morén of Peter Bjorn and John to Release Swedish Language Album - Pitchfork, 15 de fevereiro

Bonnie ‘Prince’ Billy announces new album for MarchYou Ain’t No Picasso, 15 de fevereiro

Goldfrapp Talk “Jubilant” New Album, Van Halen, Pink Spandex - Pitchfork, 15 de fevereiro

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Feb 18 2010

BRITs 2010: Os vencedores e o balanço da noite

Nessa semana, mais exatamente na terça-feira, o Reino Unido recebeu a 30ª edição de sua mais relevante premiação musical: O Brit Awards – ou, como é mais conhecido, simplesmente BRITs. A transmissão foi feita ao vivo, mas contando com um curto atraso para que imprevistos, como palavrões, pudessem ser cortados. A noite foi quente – principalmente pro Kasabian (com Tom Meighan de cabelo cortado, finalmente), que surpreendeu tocando “Fire”, de seu último disco, sobre um palco em chamas. Mais empolgante que a apresentação, só ver o grupo desbancando Muse, Arctic Monkeys, Dove s e JLS no prêmio de Melhor Banda Britânica. Merecido, achei:

Embora nada supere a apresentação tripla de Mark Ronson com Daniel Merriweather, Adele e Amy Winehouse no ano passado, os palcos do BRITs 2010 agradaram, com destaque para o estilo de musical da Broadway que soterrou “The Fear”, da Lily Allen. A cantora, que trocou de cabelo no mínimo três vezes (1, 2, 3) durante a noite (nenhum deles ficou realmente bom) e não esperava ganhar nenhum prêmio, ainda teve a honra de desbancar a provável vencedora Leona Lewis na categoria de Melhor Cantora Britânica – e falou que vai comemorar bebendo, como de costume.

Florence and the Machine, uma das minhas queridinhas do BRITs 2010, não saiu de mãos abanando: Indicada em três categorias, Florence, de surpresa, ganhou o prêmio de Melhor Álbum Britânico – e quase chorou nos agradecimentos. Lungs era o único álbum de estréia do grupo de indicados, que também carregava Kasabian, Paolo Nutini (blergh), Lily Allen e Dizzee Rascal. Esse último, vale notar,  brilhou MUITO com Florence em “You’ve Got The Dirtee Love”, um mash-up ao vivo de “You’ve Got The Love”, da garota, com “Dirtee Cash”, do rapper. O palco da dupla, constituído por uma série de harpas, um globo espelhado gigante e uma iluminação perfeita, foi uma das coisas mais bonitas da noite:

Apesar disso, a moça de maior destaque na premiação não foi Lily, Florence e muito menos uma britânica. Lady Gaga, atual super star do mundo pop, provou que merece ser valorizada – mesmo se estiver parecendo uma tortinha de chantilly (compare) – saindo vitoriosa nas TRÊS categorias em que concorria (Melhor Álbum Internacional, por The Fame, Melhor Cantora Internacional e Revelação Internacional). A apresentação da cantora também surpreendeu: Principalmente se você, assim como eu, não dava a mínima pra ela. Homenageando Alexander McQueen, estilista que se suicidou no início de fevereiro, Gaga apareceu com uma belíssima e inédita versão de “Telephone” – que, ao lado de “Dance In The Dark”, integrou um medley perfeito.

Quem sentiu falta do The XX tocando com a Florence no live mash-up supracitado, não deixou de reparar a ausência da criançada na premiação. Apesar de ser considerado o maior hype inglês de 2009, o grupo não teve uma indicação sequer. Mas nem tudo está perdido: É provável que a banda seja citada na próxima edição do evento, da mesma forma que aconteceu com o Friendly Fires nesse ano. E, por falar em FF, os críticos também ficaram devendo alguma coisa para o Franz Ferdinand, que passaram 2010 sem qualquer indicação nos BRITs.

E essa não foi a única decepção do dia. A JLS, nova boyband britânica de dar nos nervos, arrematou duas estatuetas e desqualificou um bocado de gente boa. Mais vergonhoso que isso, só Liam Gallagher recebendo o prêmio de Melhor Álbum dos Últimos 30 Anos por (What’s The Story) Morning Glory? em nome Oasis, e lembrando de agradecer a todos os integrantes da banda – menos ao irmão, Noel, em forma de provocação. Ainda parecendo um adolescente retardado de 15 anos, o cara simplesmente jogou o microfone E O TROFÉU para o público, sem dar a mínima.

Vale comentar, ainda, sobre a patética seleção dos supostos “melhores álbuns dos últimos 30 anos”. Nomes como Duffy e Dido aparecem enquanto grandes clássicos britânicos, como os discos do Radiohead (sempre ignorados pelos BRITs), Muse ou Blur, passam despercebidos. A escolha final, pelo menos, não foi tão injusta.

Poupando comentários sobre a sonolenta apresentação de Robbie Williams, o homenageado da noite, boto, na sequência, a lista completa de indicados e ganhadores:

Melhor Cantor Britânico
Calvin Harris
Dizzee Rascal
Mika
Paolo Nutini
Robbie Williams

Melhor Cantora Britânica
Bat for Lashes
Florence And The Machine
Leona Lewis
Lily Allen
Pixie Lott

Revelação Britânica
Florence And The Machine
Friendly Fires
JLS
La Roux
Pixie Lott

Melhor Grupo Britânico
Doves
Friendly Fires
JLS
Kasabian
Muse

Melhor Álbum Britânico
Dizzee Rascal – “Tongue ‘n’ Cheek”
Florence And The Machine – “Lungs”
Kasabian – “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”
Lily Allen – “It’s Not Me, It’s You”
Paolo Nutini – “Sunny Side Up”

Melhor Single Britânico
Alesha Dixon, “Breathe”
Alexandra Burke featuring Flo Rida, “Bad Boys”
Cheryl Cole, “Fight For This Love”
Joe McElderry, “The Climb”
JLS, “Beat Again”
La Roux, “In For The Kill”
Lily Allen, “The Fear”
Pixie Lott, “Mama Do”
Taio Cruz, “Break Your Heart”
Tinchy Stryder featuring N-Dubz, “Number 1″

Melhor Cantor Internacional
Bruce Springsteen
Eminem
Jay-Z
Michael Bublé
Seasick Steve

Melhor Cantora Internacional
Lady Gaga
Ladyhawke
Norah Jones
Rihanna
Shakira

Revelação Internacional
Animal Collective
Daniel Merriweather
Empire of the Sun
Lady Gaga
Taylor Swift

Melhor Álbum Internacional
Animal Collective, Merriweather Post Pavilion
Black Eyed Peas, The E.N.D.
Empire of the Sun, Walking on a Dream
Jay-Z, The Blueprint 3
Lady Gaga, The Fame

Escolha dos Críticos
Ellie Goulding
Delphic
Marina and the Diamonds

Melhor Álbum Britânico dos Últimos 30 Anos
Coldplay – “A Rush of Blood to the Head”
Dido – “No Angel”
Dire Straits – “Brothers in Arms”
Duffy – “Rockferry”
Keane – “Hopes & Fears”
Oasis – “(What’s the Story) Morning Glory?”
Phil Collins – “No Jacket Required”
Sade – “Diamond Life”
The Verve – “Urban Hymns”
Travis – “The Man Who”

Melhor Performance Britânica dos Últimos 30 anos
Bee Gees – “Stayin’ Alive/How Deep is Your Love”
Bros. – “I Owe you Nothing”
Coldplay – “Clocks”
Eurythmics & Stevie Wonder – “Angel”
Girls Aloud – “The Promise”
Kanye West – “Gold Digger”
Kylie Minogue – “Can’t Get You Out of my Head”
Michael Jackson – “Earth Song”
Paul McCartney – “Live & Let Die”
Pet Shop Boys – “Go West”
Robbie Williams & Tom Jones – “The Full Monty Medley”
Scissor Sisters – “Take Your Mama”
Spice Girls – “Wannabe/Who Do You Think You Are”
Take That – “Beatles Medley”
The Who – “Who Are You”

Prêmio de Contribuição à Música
Robbie Williams

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Jan 31 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Os filhos dos Beatles são idênticos aos paisTwitter, 30 de janeiro

“Viva La Vida”, do Coldplay, por um coral infantilTwitter, 30 de janeiro

Apparatjik announce debut album release date - NME, 29 de janeiro

Spoon performing “Written In Reverse” on KCRWTrabalho Sujo, 29 de janeiro

National’s Matt Berninger Talks New LPPitchfork, 29 de janeiro

Panda Bear Set to Release ‘Tomboy’ in SeptemberPrefixmag, 29 de janeiro

Pete Doherty to be quizzed over Libertines filmmaker’s deathNME, 29 de janeiro

Kasabian’s Tom Meighan Says Liam Gallagher Should Go SoloSpinner, 28 de janeiro

New Yeasayer: “O.N.E”Pitchfork, 27 de janeiro

Produção do ‘BBB 10′ negocia show com Coldplay - Terra Música, 27 de janeiro

The best Scottish bands of the NoughtiesScotsman, 27 de janeiro

Passion Pit remix Lady GagaStereogum, 26 de janeiro

The Who vai tocar medley de sucessos durante apresentação no Super BowlG1, 26 de janeiro

New Joanna Newsom Song!Pitchfork, 26 de janeiro

Ingressos para shows do Gossip no Brasil estão à venda nesta quarta-feiraEsquina da Música, 26 de janeiro

Wilco Offers Concert Downloads to Benefit HaitiSpin, 26 de janeiro

Trailer do filme do Animal CollectiveBloody Pop, 26 de janeiro

Jack White and Raconteurs record with Wanda JacksonNME, 26 de janeiro

Matt Bellamy e Lily Allen tomando um solzinhoTwitter, 25 de janeiro

That New Daft Punk Tron Track Is Not a New Daft Punk Tron TrackPitchfork, 25 de janeiro

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Jan 26 2010

Premiação da NME divulga seus indicados

Por Neto

Mais uma premiação divulga sua lista de indicados. Dessa vez é a Shockwaves NME Awards 2010, premiação da publicação britânica NME, obviamente.

Com 6 indicações cada – incluindo Melhor Banda, Melhor Álbum e Melhor Banda Ao Vivo -, Kasabian e Arctic Monkeys lideram a briga entre os concorrentes. Muse, Lily Allen e Oasis, entre outros, também estão em destaque nas categorias do evento – que são tantas que eu escolhi somente algumas para postar:

Best British Band (sponsored by Shockwaves)
Arctic Monkeys
Biffy Clyro
Kasabian
Muse
Oasis

Best New Band (sponsored by USC)
The Big Pink
Bombay Bicycle Club
Mumford & Sons
The xx
La Roux

Best Live Band (sponsored by Tuborg)
Arctic Monkeys
Kasabian
Muse
Radiohead
Them Crooked Vultures

Best Album (sponsored by HMV)
Arctic Monkeys – ‘Humbug’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
Muse – ‘The Resistance’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
The Horrors – ‘Primary Colours’

Best Track (sponsored by NME Radio)
Animal Collective – ‘My Girls’
Arctic Monkeys – ‘Crying Lightning’
Florence And The Machine – ‘Rabbit Heart (Raise It Up)’
Jamie T – ‘Sticks N’ Stones’
The Big Pink – ‘Dominos’

Best Video (sponsored by NME TV)
Arctic Monkeys – ‘Cornerstone ‘
Biffy Clyro – ‘The Captain’
Kasabian – ‘Fire’
The Maccabees – ‘Can You Give It’
Oasis – ‘Falling Down’

Hero Of The Year
Beyoncé Knowles
Noel Gallagher
Rage Against The Machine
Matt Bellamy
Alex Turner

Villain Of The Year
Noel Gallagher
Liam Gallagher
Simon Cowell
Kanye West
Lady Gaga

Best Dressed
Lady Gaga
Liam Gallagher
Noel Fielding
Florence Welch
Karen O

Worst Dressed
Lady Gaga
Matt Bellamy
Katy Perry
Liam Gallagher
Elly Jackson, La Roux

Worst Album
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Lady Gaga – ‘The Fame’
The Jonas Brothers – ‘Lines Vines Trying Times’
U2 – ‘No Line On The Horizon’
Arctic Monkeys – ‘Humbug’

Worst Band
Green Day
Oasis
Jonas Brothers
Paramore
JLS

Best Album Artwork
Muse – ‘The Resistance’
Green Day – ’21st Century Breakdown’
Kasabian – ‘West Ryder Pauper Lunatic Asylum’
The Cribs – ‘Ignore The Ignorant’
Manic Street Preachers – ‘Journal For Plague Lovers ‘

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Pra ver toooooda a lista, é só ir direto na página da NME. E ah, eu vou respeitar muito a pessoa que conseguir ganhar da Lady Gaga na categoria Worst Dressed.

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Dec 22 2009

Os 15 melhores discos internacionais de 2009, por Alex Correa

O Neto começou o trabalho de listar álbuns e mais álbuns ontem, então continuo hoje. Segue:

15. Yeah Yeah Yeahs – It’s Blitz!

Três anos depois do lançamento-estouro de Fever To Tell, o Yeah Yeah Yeahs surpreendeu ao aparecer com um disco marcado pela presença de sintetizadores e com muito pouco da essência garage que, até então, havia marcado a carreira do grupo de Karen O. Com It’s Blitz, o som dosnova-iorquinos continuou delicioso, mas perdeu as origens que sempre deram destaque ao trio.

Escute: “Zero” e “Heads Will Roll”.

14. Juliette and the New Romantiques – Terra Incognita

Com nova banda, a atriz Juliette Lewis radicalizou ainda mais ao lançar Terra Incognita, disco com uma pegada progressiva que os Licks jamais a deixaram experimentar. Com a produção de Omar Rodríguez-Lopez, um dos fundadores do The Mars Volta, Lewis conseguiu alcançar um público que, por muito tempo, não acreditou no potencial musical de rostinhos conhecidos de Hollywood.

Escute: “Terra Incognita” e “All Is For Good”.

13. The Big Pink – A Brief History of Love

Apontado como um dos hypes de 2009 no ano passado, The Big Pink acabou não conquistando muitos fãs – pelo menos no Brasil – quando A Brief History of Love caiu na internet. Mesmo assim, o shoegaze moderno e convidativo (mas pouco inovador) da dupla serve como uma luva em dias chuvosos, noites obscuras e momentos introspectivos em geral.

Escute: “Too Young To Love” e “Dominos”.

12. The Gossip – Music For Men

Foi um barbudo estranho o contratado para cuidar da produção de Music For Men, com a proposta de sair da semi-mesmice que o Gossip provocou ao lançar três discos com poucas diferenças entre si. O barbudo em questão é ninguém menos que Rick Rubin, que teve a idéia de masterizar o disco em um volume acima dos padrões, gerando algumas distorções. Mesmo assim, as tendências punk do grupo conseguiram assumir uma forma mais digerível ao longo do disco – ou, se assim preferirem, mais pop. Aprovado.

Escute: “Heavy Cross” e “Spare Me From The Mold“.

11. Weezer – Raditude

Rivers Cuomo errou ao tentar, em 2007 e 2008, surpreender o público com dois discos solo. Mas, pra nossa sorte, algumas das músicas de pouco efeito de Cuomo acabaram por se tornar hits em potencial quando regravadas por todo o Weezer em Raditude, mais bem sucedido que o também recente Red Album. As canções são tão cativantes que até mamãe já canta junto.

Escute: “(If You’re Wondering if I Want You To) I Want You To” e “The Girl Got Hot”.

10. Sonic Youth – The Eternal

Quem ainda não se apaixonou pelo Sonic Youth só pode ter perdido todas as apresentações do grupo em terras tupiniquins (em 2000, 2005 e em 2009, no Planeta Terra Festival). Ver Kim Gordon exalando energia ao lado de seus quatro parceiros ao vivo é a prova real de que cada minuto de The Eternal precisa ser ouvido com atenção. A terceira idade já pode estar chegando pra eles, mas The Eternal não poderia soar mais juvenil e experimental.

Escute: “Sacred Trickster” e “Antenna”.

9. Kid CuDi – Man On The Moon: The End of The Day

Existem poucos artistas que, assim como Kanye West, tentam salvar o hip-hop de músicas fúteis e videoclipes com mulheres suadas e carros possantes – e Kid CuDi, com certeza, é um deles. Em seu primeiro disco, a aposta da BBC mesclou o ritmo das ruas, o electro das boates e o som dos adolescentes descolados. Destaque para os arranjos instrumentais do Ratatat, que deveriam ser mais frequentes.

Escute: “Pursuit of Happiness (feat. Ratatat and MGMT)” e “Make Her Say (feat. Kanye West and Common)”.

8. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum

É provável que o Kasabian seja uma das melhores bandas de rock da atualidade, título que, depois de Kasabian e Empire, ficou ainda mais consistente como lançamento de The West Rider Pauper Lunatic Asylum. Misturando suas vozes com menos frequência do que no último trabalho, Tom Meighan e Sergio Pizzorno ficaram mais obscuros, sentimentais e cativantes nesse novo registro.

Escute: “Fire” e “Vlad The Impaler”.

7. Dirty Projectors – Bitte Orca

No Brasil, pelo menos, o Dirty Projectors nunca recebeu tanto destaque quanto em Bitte Orca – e não é pra menos. O oitavo disco capitaneado por Dave Longstreth flerta mais com o pop do que seus antecessores, fazendo com que guitarras desafinadas e vozes não muito potentes sejam aceitas com mais facilidade pelo público. A produção é fina e limpa, enquanto as fofíssimas Angel Deradoorian e Amber Coffman dão o clima cute das composições.

Escute: “Cannibal Resource” e “Stillness Is The Move”.

6. The XX – The XX

Uma das melhores coisas que aprendemos em 2009 foi que um grupo de adolescentes recém-saídos do colégio não só pode fazer música, mas também consegue atingir uma maturidade sonora surpreendente e inspiradora logo em seu primeiro disco. Em pouco tempo de carreira, o The XX pode ter perdido um membro, mas ganhou o respeito de meio mundo. Introspecção e talento são com eles mesmos.

Escute: “Crystalised” e “Heart Skipped Beat”.

5. Arctic Monkeys – Humbug

Três anos e dois álbuns depois de seu debut, os Monkeys atingiram um nível de reconhecimento que garotos de Sheffield jamais imaginariam. Humbug prova que todas as fichas creditadas ao indie rock moleque da turma de Turner valeram a pena e que, hoje, refletem na criação de rock de gente grande. Uma salva de palmas para Josh Homme, que produziu o trabalho.

Escute: “Crying Lightning” e “Pretty Visitors”.

4. Florence and the Machine – Lungs

É verdade que a cena indie européia já está saturada de mocinhas com vozeirão de cantoras históricas, mas Florence Welsh conseguiu – e honrou – o espaço que conseguiu com seu álbum de estréia. Sua voz, ao invés de ficar em evidência, compartilha o plano de um apoteótico instrumental com piano, rock e orquestrações, já que egocentrismo feminino é muito last week.

Escute: “You’ve Got The Love” e “Kiss With a Fist”.

3. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix

A referência à música clássica pára em seu título, já que Wolfgang Amadeus Phoenix é, basicamente, uma das melhores crias da mistura de rock e sintetizadores da atualidade. Soando como garotos de escola, os caras do Phoenix (que já somam dez anos de carreira) fabricaram dez hits que descem bem em qualquer balada, pré-balada, pós-balada ou até mesmo quando você não tem planos para o final de semana.

Escute: “1901″ e “Lasso”.

2. Animal Collective – Merriweather Post Pavillion

Pode-se dizer que, depois do Radiohead e dos Strokes, o Animal Collective foi um dos grupos que mais influenciaram a criação de uma nova geração de músicos nessa década. Merriweather Post Pavillion veio para fechar com chave de ouro os anos 2000, inundado pelo experimentalismo rápido e inteligente que dominou toda a carreira dos caras. Ame-o ou odeie-o.

Escute: “My Girls” e “Brother Sport”.

1. Franz Ferdinand – Tonight: Franz Ferdinand

Um dos lançamentos mais esperados do ano veio cedo, em janeiro , então não faltou tempo para que todos nós ouvíssemos músicas como “Ulysses” e “No You Girls” centenas de vezes, sem enjoar. Em Tonight, o Franz Ferdinand teve a manha de compilar músicas que soam muito diferentes entre si, passando pelo indie rock de “Turn It On” até o momento psicodélico de “Lucid Dreams”. Um disco pra vida toda.

Escute: “No You Girls” e “Ulysses”.

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Dec 21 2009

Os 15 melhores álbuns internacionais de 2009, por Neto Rodrigues

Por Neto

Eu sei que todos já devem estar cansados dos zilhõõões de listas que apareceram por aí nos últimos dias, né? Muitas em virtude do fim da década, elegendo os melhores discos, os piores, as melhores músicas, as pessoas que arruinaram os últimos dez anos, os melhores clipes e por aí vai. E a contagem só aumenta quando você pensa que todos os exemplos, ou a grande maioria deles, podem ser feitos de forma “nacional” e “internacional”. Enfim, o que interessa é que, com a lista abaixo, procurei citar meus discos internacionais preferidos de 2009 – o que é sempre complicado porque é impossível agradar a todos e nem sempre as justificativas propostas são convincentes para alguns, que não aceitam que o disco X ou Y não tenha entrado na seleção final. Então, quando você se deparar com a listagem abaixo e não enxergar nada do Grizzly Bear ou do Animal Collective, lembre-se do seguinte comentário, postado pelo Eduardo Martinez num ótimo texto do Marcelo Costa: “E quem espera concordar com uma lista de cabo a rabo certamente acredita em Papai Noel e Coelhinho da Páscoa”.

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15: Lily Allen – It’s Not Me, It’s You
Muita gente não curtiu a mudada de rumo que Lily deu em seu segundo CD. Depois do “pop-ska” de Alright, Still, Lily trocou o ritmo jamaicano por batidinhas eletrônicas e se deu muito bem. Se não teve todo o impacto de seu debut, pelo menos a cantora-que-não-sabe-a-hora-de-ficar-calada mostrou que pode transitar bem por várias vertentes do pop e que deveria repensar sua decisão de se afastar da música por um tempo.
Escute: “Who’d Have Known” e “Not Fair“.

fever ray

14: Fever Ray – Fever Ray
Sombrio, sexy e instigante – são alguns dos adjetivos que podemos dar ao projeto solo da vocalista do The Knife, a sueca Karin Dreijer Andersson. Com uma sonoridade que nos remete desde Portishead até o som de sua banda principal, o disco do Fever Ray se consolida como um dos melhores debuts do ano, contanto com paredes de sintetizadores e climatizações muito bem arranjadas.
Escute: “Seven” e “Triangle Walks“.

passion pit

13: Passion Pit – Manners
Depois de um celebrado EP – Chunk of change – o Passion Pit lançou seu primeiro LP, intitulado Manners, e mostrou que o hype às vezes acerta. A voz fina de Michael Angelakos é um dos trunfos do grupo, que aposta muito em arranjos e ritmos comandados principalmente por sintetizadores e pianos, com eficientes guitarras ocasionais.
Escute: “Sleepyhead” e “Little Secrets“.

tmv

12: The Mars Volta – Octahedron
Com “apenas” 50 minutos – o que é pouco para os padrões da banda -, o The Mars Volta concebeu o que os próprios integrantes chamaram de “o mais próximo de um álbum acústico que podemos fazer”. Os resultados foram músicas com uma calmaria que impressionou muitos fãs xiitas das guitarras e percussões poderosas que Cedric e Omar normalmente costumam disparar contra os ouvidos alheios. Mas, obviamente, Octahedron também tem seus momentos mais pesados e característicos da banda.
Escute: “Cotopaxi” e “Since We’ve Been Wrong“.

the-xx

11: The XX – XX
O quarteto londrino – que virou um trio recentemente – foi, provavelmente, a banda mais hypada de 2009. Fato que não é injusto, visto que o grupo fez um dos discos mais redondos do ano – é muito improvável alguém gostar de uma música específica do debut e não gostar do trabalho por inteiro. A leveza dos sintetizadores de xx somada aos discretos riffs de guitarras e aos vocais femininos e masculinos se intercalando fizeram o primeiro disco do trio inglês ganhar o 11° lugar da lista.
Escute: “Heart Skipped a Beat” e “Crystalised“.

the-pains-of-being-pure-at-heart

10: The Pains Of Being Pure At Heart – The Pains Of Being Pure At Heart
A melhor (e única, talvez??) mistura de dream pop com shoegaze surgida nos últimos anos! A banda nova-iorquina formada dois anos atrás lançou seu debut em 2009 e conquistou vários fãs com uma sonoridade que pega influências desde The Cure até My Bloody Valentine e Jesus & Mary Chain. Alguns meses depois de ter lançado seu debut, o quarteto americano ainda teve fôlego pra lançar um EP, o ótimo Higher Than The Stars.
Escute: “Stay Alive” e “Young Adult Friction“.

gossip

09. Gossip – Music For Men
O trio que ficou conhecido pelos discos crus e energéticos resolveu lançar mão do pop nesse novo trabalho – e o fez com muita competência, diga-se de passagem! Beth Ditto, a cantora mais huuuuuuuge de que se tem notícia, teve a ideia de acalmar um pouco a sonoridade da banda e surgiu com um CD redondinho que mistura rock, pop, garage e uma atmosfera dance bem surpreendente e agradável.
Escute: “Heavy Cross” e “Four Letter Word“.

wolfmother

08. Wolfmother – Cosmic Egg
Apesar do título horrendo, Cosmic Egg é um dos melhores lançamentos do ano para quem é fã de hard rock misturado com muitas, mas muitas guitarras pesadas jimmypagianas. Mas, no meio de tanto barulho, ainda podem ser encontradas baladas interessantes. Enfim, um disco de rock basicamente completo, com instrumental bem executado e a voz de Andrew Stockdale soando mais impressionante do que nunca.
Escute: “New Moon Rising” e “10.000 Feet“.

koc

07. Kings of Convenience – Declaration of Dependence
Aqui a tranquilidade e a calmaria reinam de forma absoluta. O duo norueguês de indie folk crava 100% de acerto em sua carreira que conta com 3 maravilhosos discos. Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe se declaram dependentes (sacaram?) um do outro produzindo lindas melodias que soariam vazias e até mesmo sem sentido caso um não existisse na vida do outro. Que bonito, não?
Escute: “Boat Behind” e “Me In You“.

sy

06. Sonic Youth – The Eternal
Não dá pra fugir muito do clichê no caso do Sonic: décimo sexto disco na carreira dos cinquentões (a maioria da banda) e soa como se estivessem fazendo seu primeiro álbum, na longíqua década de 80, tentando experimentações não usuais e afinando suas guitarras da forma mais inusitada possível – isso tudo culminando em um dos melhores shows que o Brasil viu em 2009.
Escute: “No Way” e “What We Know“.

tcv

05. Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures
Reunir John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme não poderia dar em outra, né? Discão pesado e consistente, como há tempos não se via. Mais de uma hora de muita porrada com as guitarras stoner de Homme, que canta em todas as 13 faixas. A cozinha do trio é de dispensar comentários – Grohl voltando aos seus áureos tempos de Nirvana e Paul Jones empunhando seu baixo que tanto barulho fez na década de 70.
Escute: “Mind Eraser, No Chaser” e “Gunman“.

phoenix

04. Phoenix – Wolfgang Amadeus Phoenix
Um CD que começa com o trio de músicas “Lisztomania”, “1901″ e “Fences” deveria estar, automaticamente, em qualquer lista de melhores de 2009 que se preze. Em seu quarto trabalho, o Phoenix conquistou os ouvintes não familiarizados com sua música, foi em todos os talk-shows possíveis, gravaram para o Blogotheque e lotaram apresentações em todo o mundo – menos no Brasil, que esqueceu de trazer o grupo em seu melhor ano.
Escute: “1901” e “Lisztomania“.

Kasabian

03. Kasabian – The West Rider Pauper Lunatic Asylum
Depois de um razoável segundo disco, o Kasabian surpreendeu muita gente (eu, inclusive) com uma mistura muito convincente de britpop, psicodelia, Beatles, Stones e outros marcos da música inglesa. A faixa “Fast fuse” entrou até para a trilha sonora do game Fifa 09′, enquanto “Underdog” foi tema de uma propaganda da Sony que teve a participação de Kaká.
Escute: “Fire” e “Underdog“.

ff

02. Franz Ferdinand – Tonight
Um CD que começa com Alex Kapranos dizendo que está entediado e te chamando pra ficar chapado não tem como ser ruim. Aí vem uma dezena de músicas que mostram que o quarteto inglês quer te levar para a pista de dança a qualquer custo. Ou você acha que toda aquela viagem psicodélica de “Lucid Dreams” está ali à toa? E que venha março de 2010!
Escute: “Turn it on” e “Ulysses“.

AM

01. Arctic Monkeys – Humbug
Muita gente achou que Josh Homme foi o culpado pela “seriedade” que os Monkeys apresentaram em seu terceiro disco. Já eu prefiro dizer que ele foi UM dos responsáveis pela incrível evolução dos moleques de Sheffield. Humbug é visivelmente mais pensado e trabalhado do que os álbuns anteriores e mostrou que o quarteto conta com pelo menos dois grandes instrumentistas: o batera Matt Helders e, é claro, Alex Turner, que não só canta e toca com precisão exemplar, como também se mostra um dos bons letristas dos anos 00′.
Escute: “Crying lightning” e “Cornerstone“.

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Dec 14 2009

Novo disco do Kasabian pode ter sonoridade à la Pink Floyd

Por Neto

tom-meighan

Dono de um dos melhores discos de 2009, o pessoal do Kasabian já dá indícios de que anda pensando no sucessor de The West Ryder Pauper Lunatic Asylum.

Em declaração recente para uma rádio online, o vocalista da banda, Tom Meighan, disse que o guitarrista Sergio Pizzorno já tem alguns trabalhos prontos e que tudo soa bem Dark side of the moon, do Pink Floyd.

O frontman do grupo inglês também disse que as bases que a banda teria para um novo disco soam, até o momento, bem essenciais e bonitas, com lindas canções baseadas em piano. Mas calma, pois os compromissos que a banda tem com sua cria de 2009 ainda vão manter o quarteto na estrada por um bom tempo e as sessões de estúdio para o quarto disco podem ficar para mais tarde.

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Dec 14 2009

Novo disco de Mark Ronson deve sair no ano que vem

A BBC sondou e a gente repassa a informação: O inglês Mark Ronson, que apareceu pouco em 2009, está refugiado em Nova York trabalhando em seu terceiro disco, que deve entrar pra lista de lançamentos do primeiro semestre de 2010.

mark ronson

Diferente de Version, lançado em 2007 com participações de Amy Winehouse, Kasabian, Lily Allen, Santigold e uma orquestra super legal, o terceiro disco do cara não terá covers. Mesmo sem saber quais artistas convidará para trabalhar em seu novo álbum, Ronson já está concentrado na produção de material inédito com Rose Elinor Dougall, aka Rosay, ex-integrante do The Pipettes: “Estou muito feliz com a evolução das gravações. Não posso falar muito porque não é um projeto meu, mas eu cantei em algumas músicas e escrevi umas coisas. Talvez eu nem apareça no trabalho final”, conta Rosay, pessimista.

A moça, mostrando-se bivalente, também está trabalhando em seu segundo disco solo, Without Why, que deve sair no ano que vem. Ganhar dinheiro em dobro, quem curte?

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Sep 22 2009

Calvin Harris toca Kasabian, que faz cover de Gwen Stefani

Muita informação?

(Que voz é essa, Jesus?)

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Sep 18 2009

Oasis recebe duas indicações no Q Awards; Arctic Monkeys aparece em 4 categorias

Por algum motivo, eu alimento uma doce simpatia pelo Q Awards. Algo me faz acreditar que a revista produz a melhor premiação do Reino Unido, mas todo mundo sabe que isso não é verdade: Temos o NME Awards, o Mercury Prize, o Ivor Novello e, acima de tudo e todos, o grande e terno BRIT. A maioria desses acontece bem antes do final do ano, deixando todo mundo perdido na linha do tempo e fazendo com que, por exemplo, álbuns de 2008 apareçam em categorias como “Disco do Ano” em premiações de 2009. Talvez por isso o Q me pareça tão justo: Ele respeita meu transtorno obsessivo compulsivo.

coldplay

Em 2008, o Coldplay levou dois prêmios no Q Awards: Melhor Grupo da Atualidade e Melhor Álbum

Nesse ano, quem sai na frente de todos os indicados é o Arctic Monkeys. Os homens de Sheffield (porque o rótulo de “garotos” é ultrapassado) são candidatos fortes para ganhar o prêmio de Melhor Faixa (“Crying Lightning”), Melhor Álbum (Humbug), Melhor Grupo Ao Vivo e Melhor Grupo da Atualidade. O falecido Oasis disputa com os macacos nessas duas últimas categorias, mas, se eu tivesse direito a veto, não deixaria nenhum dos dois com o título de melhor show, ainda mais quando o Kasabian está no páreo. A votação é aberta ao público, então passa lá e dá uma força para os seus favoritos.

A lista de todos os indicados, com meus favoritos sublinhados, é essa:

Melhor Grupo Estreante:
White Lies
Friendly Fires
Empire Of The Sun
Passion Pit
The Dead Weather

Artista revelação:
Florence & The Machine
Lady GaGa
La Roux
Mr Hudson
Pixie Lott

Melhor música:
Kasabian – Fire
Muse – Uprising
Arctic Monkeys – Crying Lightning
Dizzee Rascal – Bonkers
Noisettes – Never Forget You
Lily Allen – The Fear

Melhor vídeo
The Dead Weather – Treat Me Like Your Mother
Dizzee Rascal – Holiday
Florence & The Machine – Drumming Song
Mika – We Are Golden
Lady GaGa – Just Dance

Melhor grupo ao vivo:
The Prodigy
U2
Oasis
Kasabian
Arctic Monkeys
Blur
Take That
(Oi, Radiohead?!)

Melhor álbum:
Arctic Monkeys – Humbug
U2 – No Line On The Horizon
Florence & The Machine – Lungs
The Prodigy – Invaders Must Die
Kasabian – West Ryder Pauper Lunatic Asylum

Melhor Grupo da Atualidade:
Kings Of Leon
Arctic Monkeys
Oasis (Eles ainda podem participar dessa categoria?)
Coldplay
Muse
(Oi, Radiohead?!)

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Aug 13 2009

Kasabian e a gripe suína (ou gripe A)

Por Neto

Kasabian

E a gripe maldita não para de fazer vítimas. O azarado da vez foi o cantor do Kasabian, Tom Meighan. O cantor foi levado para um hospital em Sydney, onde a banda faria alguns shows, depois de terem se apresentado no Japão.

Mesmo em quarentena com o restante da banda num hotel, também em Sydney, o guitarrista Sergio Pizzorno falou ao jornal britânico The Sun:

Estamos todos doentes feito cães, cara. [...] O médico nos disse para ficarmos de repouso por alguns dias em nossos quartos, mas espero estar de novo na estrada o mais rápido possível.

Apesar de ter cancelado os shows em território australiano, a banda ainda espera poder tocar nos shows marcados pro próximo fim de semana, na Malásia.

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Jul 21 2009

Mercury Prize 2009: Conheça os indicados

Na foto: Elbow, que ganhou o Mercury Prize de 2008

O meu motivo para acordar cedo durante essa semana era descobrir os indicados para o Mercury Prize antes de todo mundo, mas o plano não rolou. Hoje, 21 de julho, saiu – finalmente – a lista de quem concorre ao prêmio mais concorrido da música britânica. Ó só:

Florence and the Machine, com Lungs: A cantora é talentosíssima, tem uma voz muito característica e, em meio a tanto blues, R&B e electro-pop surgindo de artistas semelhantes, resolveu fazer rock. Merece o prêmio por sair do óbvio. Tem resenha aqui.

Kasabian, com West Ryder Pauper Lunatic Asylum: Banda preciosa que atingiu um ótimo resultado em seu terceiro álbum, lançado há alguns meses e que chegou em primeiro no ranking britânico. Com as faixas fortes ‘Fire’ e ‘Vlad the Impaler’, o disco te pega de jeito (ui) nas primeiras execuções, mas a sensação de quero mais não dura muito. O maior erro aqui foi do vocalista Tom Meighan, que deixou o cabelo crescer, mas isso não vem ao caso. Resenha aqui.

Friendly Fires, com o álbum homônimo: Na primeira vez, achei morno. Só em janeiro de 2009 comecei a dar valor ao trio inglês, que precisava de um pouco mais de atenção – e nada mais. O electro-rock já tinha um ar de samba antes mesmo de ‘Kiss of Life’ aparecer (pra tirar a prova, a batida de ‘In The Hospital‘ é perfeita – já reparou a semelhança com ‘É Bom Para o Moral‘?). Lá no fundo, todas as suas músicas têm uma vibe brasileira escondida na percussão. Já se faz vitorioso antes mesmo de uma indicação ao Mercury.

La Roux, de La Roux: Ok, vou falar a verdade: Não dá pra imaginar qual foi o critério que fez esse disco parar no Mercury Prize. Assim, não vou dizer que o álbum é ruim – nesse exato minuto, estou ouvindo ‘In For The Kill’, inclusive -  mas essa brincadeira de tentar imitar a Madonna já chegou longe demais.

Bat for Lashes, com Two Suns: Bat For Lashes é, na verdade, uma cantora solo. “Solo”, porque ao vivo Natasha Khan tem toda uma banda de apoio. Seu segundo disco, lançado em abril, foi supervalorizado pela imprensa, acho eu, mas isso significa que Khan tem – mais uma vez – boas chances de ganhar. Em 2007, o debut Fur and Gold também chegou ao Mercury, mas não deu o troféu à cantora. No ano seguinte, Natasha perdeu dois Brits. Já tá na hora de sair por cima, né?

Glasvegas, também com um álbum de mesmo nome: Fazia tempo que eu não via uma banda estreando e indo parar tão rápido em um pré-mainstream. É claro que isso acontece com frequência, vide Marina and the Diamonds, mas o Glasvegas entrou com tudo depois de ganhar um 9 da NME. O sucesso com os críticos denuncia a possível vitória, mesmo sendo um álbum meio passado – quando a cerimônia de premiação acontecer, o disco já terá um ano de idade.

The Invisible, que, adivinha, também tem um álbum homônimo: The Invisible é o nome da banda. E do disco. Sabe aquela banda que se esforça muito para conseguir chegar em um determinado tipo de som? Então, isso é The Invisible. O esforço parece ser tão grande que as músicas ficam mornas, sintéticas demais, mesmo sendo tão comparada ao Intimacy do Bloc Party.

The Horrors, com Primary Colours: Parece que Primary Colours é o álbum do ano. Ou quase isso. É um post-punk para indies que, até onde eu sei (e isso é bem pouco), tem belas influências de Echo & The Bunnymen. Acho que eles chegaram a cair nesse negócio de Joy Division do século XXI, mas não se abateram muito. Se o White Lies não vingou, The Horrors pode fazer o trabalho para os dois.

Lisa Hannigan, com Sea Sew: Lisa fez sua carreira, basicamente, pegando carona na música dos outros. Desde 2001, foram covers, backing vocals, participações em tributos e muitas parcerias com Damien Rice que levaram o som da moça para frente, até que, no ano passado, saiu seu primeiro disco solo: Sea Sew. A história é boa, mas o folk soa despretensioso demais para merecer um Mercury – a menos que o júri mude seus critérios de avaliação.

Sweet Billy Pilgrim, com Twice Born Men: Que coisa linda é ‘Kalypso‘, música do segundo disco do trio Sweet Billy Pilgrim, que faz um esboço do que seria o Iron & Wine se apostasse num diferencial. A faixa começa calma, com cordas, até chegar num refrão explosivo, mesmo sendo muito discreto. Não é meu preferido, mas a vitória deles em um Mercury Prize da vida seria compreensível.

Led Bib, com Sensible Shoes: Led Bib é tão indie, mas tão indie, que não tem nem uma página no Wikipédia. Poucos shows marcados na agenda do MySpace, muita modéstia em sua descrição: “Algumas pessoas gostam da gente, talvez você também goste”. Calhou dos jurados do Mercury amarem o som do quinteto de jazz, que não tem vocais. Já faz dez anos que um artista instrumental não ganha o prêmio: O último foi Talvin Singh, um músico de “Asian Underground”. Se os caras ganharem, vão ter que mandar a ver num discurso improvisado – e improviso está longe de ser um problema pra quem ganha a vida com jazz.

Speech Debelle, com Speeche Therapy: Debelle ainda é adolescente e virou dona de um hip-hop juvenil, cru e – acredite – doce. Se Dizzie Rascal já saiu vencedor do Mercury, não é impossível a menina ser motivo de orgulho para a mãe. Mas é improvável.

O vencedor do Mercury Prize 2009 será escolhido pelo júri no dia 8 de setembro, em Londres, durante a cerimônia. E aí, quem é seu favorito?

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Jun 23 2009

Kasabian ao vivo!

Por Neto

Se você, assim como eu, se apaixonou pelo novo disco do Kasabian e tem ele como “audição obrigatória” por pelo menos uma vez por dia, vai passar também um bom tempo diário assistindo a apresentação da banda num programa de tv francês (eu acho) na semana passada.

O quarteto (sexteto, ao vivo) inglês tocou 5 músicas novas (“Fire”, “Vlad the Impaler”, “Where did all the love go”, “Underdog” e “Fast fuse”) e “Shoot the runner”, do disco anterior.

Não tem como não se arrepiar com a banda tocando impecavelmente as músicas de The West Rider Pauper Lunatic Asylum e com o guitarrista Sergio Pizzorno segurando o grito do refrão de “Fire” por quase 10 segundos! Depois dessa performance, tive que adicionar mais um nome na minha lista de shows que eu “não morro sem antes ver…”.

É só clicar nos links abaixo pra ver os outros vídeos. (Quem achar o áudio da apresentação pra download, avise nos comentários, por favor!)

Vlad the Impaler
Where did all the love go
Fast fuse
Shoot the runner

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May 25 2009

Kasabian – West Ryder Pauper Lunatic Asylum

Por Neto

É ótimo quando você não espera muita coisa de um disco e então ele vem e te surpreende de tal forma que você chega a ficar envergonhado por, em algum momento, ter duvidado dele.

West Ryder Pauper Lunatic Asylum

Bem, o dito cujo é o The West Rider Pauper Lunatic Asylum, do Kasabian. Terceiro disco da banda que, no longíquo (hehe) 2004, lançou seu debut homônimo e que me viciou nas excelentes “L.S.F”, “Club Foot”, “Cutt Off” e “Processed Beats”. Em 2006 veio “Empire”, segundo álbum, e com ele minha decepção. Muita gente (inclusive o Alex) acha o “Empire” melhor que o debut da banda. Eu, por algum motivo, não conseguir “engolir” o disco e fiquei um bom tempo sem escutar o quinteto inglês. Aí, vem esse terceiro álbum com nome estranho e gigante e, com apenas 2 dias ouvindo-o, já me faz achá-lo um dos melhores de 2009, fácil (mas ainda perde pro Tonight, do Franz Ferdinand).

Escutar The West Rider Pauper Lunatic Asylum é um exercício divertido de caçar referências dos últimos 40 anos do rock inglês (!). Acredite, elas estão lá, fazendo uma mistureba sonora extremamente empolgante e surpreendente, até. A abertura fica por conta de “Underdog” e seu clima à la Primal Scream, seguida por “Where did all the love go?”, que poderia facilmente ter entrado no disco do The Last Shadow Puppets. “Swarfiga” é a terceira faixa e a única instrumental do disco. Gostei. Consigo encaixá-la perfeitamente na trilha sonora de “Trainspotting”.

Da quarta a sexta música, temos uma trinca impressionante de ótimas canções. “Fast fuse”, que já havia sido lançada num EP de 2007, é pesada, dançante e tem ótimas pitadas de psicodelismo que a transformam numa das melhores do disco. “Take aim” nos mostra o guitarrista da banda, Sergio Pizzorno, assumindo os vocais, misturado com um riff acústico meio, hã, oriental e várias camadas sonoras que são usadas de forma ousada, lembrando um pouco a genial “To be where there’s life”, do Oasis. Outro grande destaque do disco. “Thick as thieves” mostra que, como bons britânicos que são, os caras também curtem os FabFour e nos presenteam com um linda baladinha acústica (no bom sentido do termo) com um ótimo trabalho de vocais.

O ritmo cai um pouco com a monótona “West rider silver bullet” (apesar de eu ter lido por aí que ela está sendo uma das preferidas da galera…). Depois vem “Vlad, The Impaler”, conhecida dos fãs desde o lançamento de seu vídeo (com a metade da duração da faixa contida no CD), há pouco mais de um mês. Bem, confesso que quando a ouvi pela primeira vez, no clipe, não gostei muito. E é com muita satisfação que retiro minha primeira impressão e digo que é a faixa mais viciante do disco, com boas influências de Chemical Brothers (“Block rockin’ beats”).

Das 4 faixas restante, destacam-se “Fire”, com versos acústicos meio western e um refrão extremamente empolgante (como definiu bem meu amigo Saulo: “Os versos são bem lentos, mas no refrão a música “come” espinafre e fica ótima!”) e a maravilhosa faixa que,  num formato mezzo bucólico, mezzo stoniana, mezzo baladinha-ao-piano-com-palmas, encerra de forma brilhante o terceiro disco do Kasabian. Ah, o nome da última música? Bem simples, nada demais, mas totalmente adequado: “Happiness”.

Nota: 4.2/5.0

Download: Claro, lá na comunidade do MTJ!.

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May 12 2009

Preview e mais um vídeo do novo disco do Kasabian

Por Neto

O esperado terceiro disco do Kasabian já está “dando as caras” por aí, apesar de ainda não ter vazado por completo. Um suposto preview em forma de vídeo das 12 faixas de The West Ryder Pauper Lunatic Asylum (que nome!) já está rolando no Youtube e mostra que o disco pode não ser o desastre que eu estava prevendo.

Além de ter gostado bastante dos pedaços de músicas do vídeo acima, descobri que outro clipe da banda já está sendo visto por aí e a música escolhida dessa vez foi a ótima “Fire”, que é bem superior a esquisitona “Vlad, the impaler“, primeiro música do novo disco que a banda resolveu compartilhar com seus fãs.

Enfim, tudo o que nos resta agora é conter a ansiedade e aguardar o vazamento lançamento deste que pode ser um dos bons discos lançados em 2009. Ou não.

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Apr 22 2009

The West Ryder Pauper Lunatic Asylum

The West Ryder Pauper Lunatic Asylum é o nome estranhíssimo do novo álbum do Kasabian, que já parece bem ousado em suas três músicas lançadas/vazadas: ‘Fire’, ‘Vlad the Impaler’ e ‘Underdog’.

Com o início da pré-venda do disco em lojas virtuais internacionais, foram divulgados o tracklist e a capa do trabalho, que você confere logo abaixo:

  1. “Underdog” – 4:36 [Download com 'Fire']
  2. Fire” – 3:29 [Download com 'Underdog']
  3. “Ladies And Gentlemen (Roll The Dice)”
  4. “Secret Alphabets”
  5. “Take Aim”
  6. “Swarfiga”
  7. “West Rider/Silver Bullet”
  8. Vlad The Impaler” – 4:44 [Download]
  9. “Thick As Thieves” – 3:07
  10. “Where Did All The Love Go?”
  11. “Fast Fuse” – 4:06
  12. “Happiness”

O disco só ganha lançamento oficial em 7 de junho, então sejam pacientes.

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Apr 01 2009

Kasabian sombrio

Com o download gratuito do novo pseudo-single ‘Vlad The Impaler’ (o “pseudo” é porque o primeiro single oficial se chamará ‘Fire’), o Kasabian liberou o vídeo da música, que parece ter reunido trechos de um filme de terror de poucos recursos. Para atuar no meio da bizarrice, a escolha foi perfeita: O excêntrico Noel Fielding, célebre comediante britânico.

A música segue o ritmo das imagens, em um clima meio tenso. O resultado final agrada tanto que até Jay-Z e Kanye West resolveram manifestar sua vontade de trabalhar com a banda.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=TgB7f0XgoGg]

Se me pedissem um chute, eu diria que West Rider Pauper Lunatic Asylum será o álbum mais obscuro que o grupo lançará em sua carreira. Lembrando que o CD só ganha lançamento oficial em junho.

Alex Correa

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Mar 06 2009

Notinhas de sexta-feira

Cerca de três anos depois de lançar seu último álbum de estúdio – Modern Times, de 2006 -, o lendário Bob Dylan pegou a imprensa de surpresa ao anunciar o lançamento de um novo disco de inéditas, pela Rolling Stone americana. Produzido por Jack Frost, seu pseudônimo, o álbum ainda está sem nome, mas deve ficar pronto para os fãs do músico em abril.

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Talvez o clássico e futurista filme Tron, produzido pela Disney nos anos 80, não seja da sua época – não é da minha, pelo menos -, mas você terá a chance de assisti-lo numa versão bem moderna em 2011. Enquanto o longa teve sua trilha sonora escrita por Wendy Carlos (O Iluminado, Laranja Mecânica) em sua primeira edição, essa será a vez do francês Daft Punk compor o fundo musical do longa-metragem.

O duo já vem trabalhando em novo material desde 2006, e é possível que um outro disco esteja vindo por aí.

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Os punk-rockers do Razorlight não parecem ter sorte com bateristas. Depois de perderem Christian Smith-Pancorvo, formador do grupo, o ex-atual batera Andy Burrows anunciou oficialmente sua despedida dos Razors. Em nota à imprensa, Burrows afirmou que sua saída não se deve a nenhum tipo de discórdia com os demais integrantes da banda, culpando problemas particulares. Segundo o vocalista Johnny Borrell, o substituto David Sullivan-Kaplan (vulgo Skully, da banda Men, Women & Children) cuidará do drum set até o fim do ano.

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Em um programa de rádio da NME, Pete Doherty soltou que “os Libertines têm que voltar, já que não teve seu trabalho concluído”. De um outro lado, Carl Barât não parece concordar muito com a idéia…

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Em junho tem álbum novo do Kasabian, confirma a banda. Intitulado West Rider Pauper Lunatic Asylum, o terceiro trabalho da banda conta com um dueto de Tom Meighan com a atriz Rosario Dawson (Sete Vidas, Sin City, Santos & Demônios) em uma de suas faixas.

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Pra terminar, deixo Florence and the Machine e sua interpretação de ‘Postcards from Italy’, do Beirut. Confesso que não sei se acho bom ou ruim.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=2p5l6tRzpD8]

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Jul 08 2008

Kasabian também no segundo semestre

Por Neto

Tietes, não se empolguem: O Kasabian não tocará no Brasil pelo segundo ano consecutivo.

O título desse post se refere ao terceiro disco da banda que, segundo o vocalista Tom Meighan, será lançado ainda em 2008. Em entrevista à rádio XFM, Tom garantiu que mesmo se o álbum não sair nesse ano, alguns singles irão às lojas sem dúvida – “se tudo correr conforme os planos”. Essa será a primeira vez que Jay Mehler (que havia se juntado ao grupo em 2006 para substituir o ex-membro Chris Karloff nos palcos) fará parte da gravação de um disco do Kasabian.

Tom Meighan: Com sua banda, o músico fechou o Festival Planeta Terra 2007

Em entrevistas anteriores, Meighan também contou que “o disco está muito psicodélico e possui muitas características do álbum de estréia da banda, mas mesmo assim é um Kasabian mais distante”. Ele também falou que o título do álbum será uma espécie de trava-línguas.

“Ele [o novo CD] tem canções melhores do que as dos últimos dois álbuns, já que estamos sempre tentando melhorar o que fizemos em nosso último álbum. Temos duas ou três músicas para finalizar e estamos mixando outras músicas, então tudo está indo muito bem”.

Autor: Alex Correa
Fontes: XFM / Diversos

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Apr 06 2008

Kasabian em reta final

Por Gabriel

O próximo álbum dos ingleses do Kasabian, está quase pronto. De acordo com Chris Edwards, baixista do grupo, o disco encontra-se na fase final, cerca de 80% de todo o processo.

Ainda de acordo com ele, uma etapa definitiva para a conclusão será a apresentação do material para Noel Gallagher, guitarrista do Oasis.

“O tocaremos para Noel Gallagher dentro de algumas semanas. Ele nos dirá o que acha”

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Dec 29 2007

As Excentricidades de Tom Meighan

Por Gabriel

O vocalista do Kasabian, Tom Meighan, gastou 8.000 libras, o equivalente a um pouco mais de 28 mil reais, em réplicas de ‘Star Wars’.

O cantor, fanático por coleções, já possui a bicicleta BMX pilotada pelo Elliott do filme ‘ET’, e está próximo de aumentar sua coleção.

Recentemente, Tom encomendou réplicas em tamanho natural dos robôs R2-D2 e C-3PO, imortalizados pelo filme de ficção científica Star Wars.

Ele explicou: “Agora eles têm orgulho de estarem no apartamento dele, que está cheio de coisas legais de filmes cults”

“Tom gastou cerca de £10,000 ainda esse ano com a bicicleta usada em ‘ET’ – e ele também possui uma réplica em tamanho natural do ‘ET’.

“‘ET’ e ‘Star Wars’, juntamente com ‘Superman’, são seus filmes preferidos e ele está bem orgulhoso de suas últimas aquisições.”

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