Stevie Wonder emociona no quarto dia de Rock in Rio
Fora da primeira programação do Rock in Rio, o dia 29 talvez só tenha ocorrido com o sucesso imediato da venda de ingressos. Um dia a mais, fora do final de semana, para quem quisesse curtir o festival. E acabou sendo o dia com maiores acertos nas atrações — tá, nem tanto, tirando a Ke$ha. Jamiroquai, Janelle Monaè, e, principalmente, Stevie Wonder criaram expectativa em gente que ignorava o festival.
A atração nacional de maior peso era um combo rock Brasil com a Orquestra Sinfônica Brasileira em um tributo a Legião Urbana. É preciso ter um cuidado com esses tributos: qual é o real objetivo dele? Mais do que reviver as memórias da Legião, a banda foi montada para reviver as memórias dos fãs. São duas ambições diferentes, não há uma certa ou errada. Ver os remanescentes vivos da Legião com seus contemporâneos de cena, auxiliados por uma grande orquestra, e tocando os principais hits no repertório é de chorar para quem ama a banda de Renato Russo.
As leis que regem o mundo não permitem mais um retorno da Legião. A experiência em um festival com milhares de pessoas cantando junto com uma super banda é satisfatória para quem não conta mais com essa possibilidade. E mesmo tendo no palco gente chata como Dinho Ouro Preto e Rogério Flausino, tudo parecia lindo e maravilhoso para o público emocionado. Um sucesso, embora tenha tirado a expressividade de algumas canções (que entraram um alto astral incoerente com a letra) e até um deboche feito por Dinho no final — “O Toni [Platão, outro convidado] vai tocar Faroeste Caboclo à capella pra vocês!”.

Lembra 













