O “Konk” só será lançado em abril, mas já vazou na internet (como o novo do We Are Scientists, do Tokyo Police Club…enfim, álbuns sempre vazam por culpa do Mário, é claro).
O nome do álbum veio do estúdio em que a banda o gravou, “Kooks – Konk soa bem”, disse Luke Pritchard – vocalista – sobre o batismo do novo trabalho.
‘Konk’ não é nada inovador, não quando já se ouviu o primeiro CD do grupo inglês. Trata-se de um ‘Inside In/Inside Out’ com um pouco menos de rock e doses extras de reggae, não que isso seja ruim.
A primeira faixa é ‘See The Sun’, que em seus primeiros segundos conta apenas com uma guitarra leve – essa guitarra “leve” volta a aparecer em outras músicas – e com a voz de Luke, o que me fez lembrar de ‘Seaside’, que abre o primeiro álbum.
Tradicional sim. Chato nunca. O ‘Konk’ é, na falta de um adjetivo melhor, gostoso de ouvir. Logo em na primeira música – ‘See The Sun’, como já falei acima – você pega certa simpatia pelo CD. Mas eu esperava mais, pra falar a verdade, eu acho que esperava demais dos Kooks, que entraram pro hype inglês a pouquíssimo tempo. Pensei em botar a culpa na saída de Max Rafferty – fundador e ex-baixista – do grupo, mas não é justo, o rapaz esteve presente na maior parte do período de gravação e produção. Portanto, acho que vou deixar a culpa da quebra de expectativa nas minhas costas mesmo.

‘Always Where I Need To Be’, ‘Mr. Maker’, ‘Do You Wanna’ e ‘Gap’ são, na minha opinião, as melhores músicas do novo trabalho (‘Always Where I Need to Be’ principalmente) e são [quase] tão boas quanto os hits ‘Sofa Song’, ‘Eddie’s Gun’, ‘Ooh La’ e ‘Naive’, que marcaram o álbum de estréia da banda. Faixas equivalentes sim, mas por que não tunes novos melhores do que os antigos? Isso também tem. ‘Shine On’ contou com uma letra positiva, uma melodia doce e superou ‘Seaside’ no quesito “cuteness” (ou fofura, como preferirem). A “faixa escondida” ‘All Over Town’ também tem uma melodia bonita no violão e divide o lugar de “faixa mais fofa” com ‘Shine On’.
A primeira faixa citada no parágrafo acima é dos tempos de Glastonbury, dos tempos de T In The Park e dos tempos do Rock am Ring (foi nesse que eu conheci o hit), ou seja, é dos tempos do primeiro CD. E é a melhor do novo.
Luke e seu grupo gostariam de reproduzir o espírito do ‘Inside In/Inside Out’ no ‘Konk’. Acho que não conseguiram, mas passaram perto, realmente chegaram bem perto. (Se discordar de mim, sinta-se livre para criticar minha opinião comentando nesse mesmo artigo)

Tracklisting
- See the Sun
- Always Where I Need to Be
- Mr. Maker
- Do You Wanna
- Gap
- Love It All
- Stormy Weather
- Sway
- Shine On
- Down to the Market
- One Last Time
- Tick of Time (+ Hidden Track ‘All Over Town’)
Destaque para: Always Where I Need To Be, Mr. Maker, Do You Wanna, Gap, One Last Time, Tick of Time e All Over Town.
Autor: Alex Correa