Arquivo para 'Kraftwerk'

Dec 21 2009

A gente não postou, mas você precisa saber

Led Zeppelin’s Jimmy Page Plans Return to stage in 2010Rolling Stone US, 18 de dezembro

FADER editada pelo Animal Collective - rraurl, 18 de dezembro

Rapper Kid Cudi bate em fã durante show e cancela participação em turnê de Lady GagaMTV Brasil, 18 de dezembro / Rolling Stone BR, 20 de dezembro

E esse cover acústico de “My Girls”, do Animal Collective?Twitter, 18 de dezembro

New indie rock christimas MP3 for 2009Stereogum, 17 de dezembro

Confirmado: Beyoncé vem ao BrasilRolling Stone BR, 17 de dezembro

Humaitá Pra Peixe será todo reformulado pra 2010O Globo, 17 de dezembro

Peter, Bjorn & John Cover “Summer Breeze”Stereogum, 17 de dezembro

The Horrors, MGMT, Vampire Weekend, Zach Condon, Mika e Adam Green em ensaio fotográfico da Vogueohnotheydidn’t, 16 de dezembro

Stone Temple Pilots Almost Finished With New Album - Rolling Stone US, 16 de dezembro

Kings of Leon vai tirar seis meses de fériasNoize, 15 de dezembro

Kraftwerk tem planos para novo discoRolling Stone BR, 13 de dezembro

Feist Covers Skip Spence for Beck’s Record Club - Pitchfork, 11 de dezembro

Nenhum Comentário. Comente!

Dec 17 2009

Qual foi o melhor festival musical do ano?

O ano praticamente acabou mas as listas de melhores do ano não param. Em um futuro muito próximo, inclusive, o Move vai soltar alguns rankings de melhores discos de 2009 – mas, enquanto eles não aparecem, a gente quer saber de vocês: Qual foi o melhor festival musical do ano? Antes de linkar pra enquete, fazemos uma rápida retrospectiva do que aconteceu de melhor nas terras tupiniquins. Olha aí:

Just a Fest na Praça da Apoteose e na Chácara do Jockey: Radiohead, Kraftwerk e Los Hermanos – 20 (RJ) e 22 (SP) de março.

Just a Fest

Planeta Terra Festival no Playcenter, São Paulo: Iggy Pop, The Ting Tings, Sonic Youth, Primal Scream, Patrick Wolf, Maxïmo Park, Metronomy,  Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Copacabana Club, EX!, N.A.S.A., Anthony Rother e Etienne de Crécy – 7 de novembro.

Festival Planeta Terra

Maquinária Festival na Chácara do Jockey: Faith No More, Evanescence, Panic at the Disco, Deftones, Jane’s Addiction, Sepultura, Dir En Grey, Danko Jones, Nação Zumbi, Duff McKagan, Maldita, Silicon Fly, Terceira Edição, Comodoro e Volantes – 7 e 8 de novembro.

Maquinária Festival

Festival Indie Rock no Via Funchal e na Fundição Progresso: Gogol Bordello, Super Furry Animals, El Mató a un Policía Motorizado e Holger (os dois últimos tocaram apenas no Rio de Janeiro) – 10 (SP) e 13 (RJ) de novembro.

Festival Indie Rock

Goiânia Noise Festival: Dirty Projectors, Móveis Coloniais de Acaju, MQN, Hermeto Pascoal, Violins, Black Drawing Chalks, Walverdes, Volver, Vivendo do Ócio, Devotos, The Name, Jorge Mautner, Porcas Borboletas, Siba + Roberto Corrêa e Mugo – de 25 a 29 de novembro.

Goiânia Noise Festival

Agora sim! Lembrou dos melhores do ano? Então dá um pulo na enquete pra dizer qual foi seu preferido – e, se o seu favorito não foi listado, não hesite em deixar um comentário na outra página para computarmos o seu voto. O resultado sai no final de janeiro.

17 Comentários. Comente!

Oct 19 2009

Mix That Jukebox #4

mix that jukebox #4

(Download) Lado A:

1. Lenny Kravitz – Let Love Rule (Justice Remix)
Single – Nova York/Paris

2. Sea Wolf – The Violet Hour
New Moon Soundtrack – California

3. Numismata e Kassin – O Inferno e um Pouco Mais
Chorume – São Paulo, SP

4. Florence and the Machine vs. The XX – You’ve Got The Love
Single – Londres

5. Asobi Seksu – Transparence
Transparence EP – Nova York

6. Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta – Aquela Dança
Frascos, Comprimidos, Compressas – Salvador, Bahia

7. Joe Lean and the Jing Jang Jong – One Women
Single – Londres

(Download) Lado B - Raridades, b-sides e live tracks de bandas que serviram (e servirão, possivelmente) de influência para gerações seguintes:

1. Klaxons – Hall of Records (2006)
Criando o termo  “new rave” (que mais tarde foi recusado pelos próprios), a banda estimulou uma série de novos artistas que seguiram suas mesmas vertentes. “Hall of Records” é b-side do single Magick.

2. Kraftwerk – Numbers (Live Remix at San Francisco) (2005)
Os alemães inauguraram os sintetizadores e espalharam a cultura de electro por todos os continentes. A música faz parte do live album Minimum-Maximum.

3. CSS e Supla – Fuck of Rock (2005)
Consagrando-se no exterior antes mesmo de se eternizar no Brasil, o CSS mostrou aos artistas brasileiros que é possível buscar uma nova forma de atingir o sucesso. Deu certo, afinal. “Fuck Off Rock” está no EP CSS SUXXX.

4. Radiohead – Gagging Order (2004)
Em 2007, com o In Rainbows, o Radiohead divulgou uma nova forma de distribuir música – o sistema pay-what-you-want. Além do mais, não é todo o dia que se encontra um Ok Computer por aí. A faixa escolhida é do COM LAG.

5. Chico Science e Nação Zumbi – Cidade (1994)
Em 1994 surgiu o Da Lama ao Caos, álbum que marcou o início do movimento manguebeat. “Cidade”, a única música não-rara da nossa mixtape, estava lá.

6. Los Hermanos – Lisbela (?)
Nossos hermanos mudaram a forma de se ouvir música no Brasil ao misturar MPB com pop-rock, samba com jazz, democratizando todos esses gêneros. Fenomenal, como a maioria de vocês já sabe. “Lisbela” foi originalmente escrita por Caetano Veloso e nunca foi lançada oficialmente.

7. The Beatles – Komm, Gib Mir Deine Hand (1964)
E precisa explicar o motivo do fab-four estar nessa mixtape? “Komm, Gib Mir Deine Hand” é a versão em alemão de “I Want To Hold Your Hand”, relançada em 2009 na coletânea Past Masters.

12 Comentários. Comente!

Apr 12 2009

Dark Disko Republik – Düsseldorf EP

albumart1Você já deve ter lido em diversos blogs – inclusive nesse aqui – muita gente achando que o Kraftwerk, pai do electro, precisa dar uma repaginada em sua forma de fazer música. Talvez você concorde, talvez não, mas isso pra mim já virou fato – embora ainda ache o som dos caras genuíno.

No Brasil, a revolução do Kraftwerk parece ter chegado com outro nome: Dark Disko Republik. Cheio de influências claríssimas dos papais alemães, os paulistas do DDR (não confundir com Dance Dance Revolution) usam a Alemanha como referência na hora de escolher sua maior inspiração, quando vão definir seu gênero musical (german pop, dizem eles) e, mais uma vez, na hora de intitular seus dois registros já lançados, 1984/Hey, Kids, Berlin Was Once Divided By a Wall!, de 2008, e Düsseldorf EP, lançado nesse mês.  A arte da capa de Düsseldorf, diga-se de passagem, parece retratar o ponto onde The Man-Machine, do Kraft, esbarra na modernidade dos dias atuais. Para dar uma folga ao germanismo, a língua escolhida para as composições foi o inglês, como tantos outros artistas brasileiros resolvem trabalhar.

O disco é bem introduzido com ‘Archers’, que começa com ar de trilha de filme de suspense e vai evoluindo até chegar em seu apogeu nos momentos finais, quando fica mais intensa e vibrante, como se tivessem lhe dado uma injeção de adrenalina. ‘Simple Harmonic Wave’ tem uma vibe Joy Division, usando toda a obscuridade que era usual para o grupo sessentista misturada a fase pós-Ian Curtis, incorporada pelo New Order. Eu diria, inclusive, que essa seria uma boa explicação para o nome da banda, que faz um mix de ‘Dark’ e ‘Disko’.

En contraste, as próximas duas músicas não têm nada de carrancudas. ‘Dance Performed Without Music’ e a longa ‘Contact’, que fecham o mini-álbum muitíssimo bem, têm o espírito mais up de Düsseldorf, que se mostra bastante energético em sua segunda metade.

Düsseldorf EP foi disponibilizado para download gratuito pela banda, no Rapidshare. De quebra, ainda dá para baixar o outro extended play do Dark Disko Republik nesse link. Se quiser testar antes de fazer o download, todas as oito músicas já lançadas pelo trio estão em streaming pelo MySpace. Você não pode ficar sem isso.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rr4b7y4Np4A]

Alex Correa

2 Comentários. Comente!

Mar 25 2009

Just…as they play your favourite song

(Desculpem o atraso de dois dias da resenha, mas sabem como é, né? Moro bem longe de São Paulo e só tive condições de escrever agora…)

Acabei de dar play no bootleg que eu achei do show do Radiohead no último domingo, em São Paulo. Vamos ver se ele me traz a inspiração suficiente pra eu conseguir demonstrar no mínimo 10% do que foi realmente esse acontecimento histórico na vida de muita gente e… pootz!! Thom Yorke acabou de começar a cantar “15 step” e me deu uma arrepiada foda aqui agora (a música, veja bem). Vou tentar não me alongar muito porque todos já estão cansados de ler por ai sobre o show, certo?

Los Hermanos:
Como tinha de ser. Catarse para os xiitas (e cooooooomo tinha fã xiita por lá, meldels!), ótimo para os simpatizantes dos barbudos (tô incluso aí) e legal/ok para o resto. Gostei muito da sintonia que a banda apresentou depois de tanto tempo separada. E a barba do Camelo fica assustadora naquele telão gigante! A Mallu Magalhães deve ter um puta trabalho pra achar a boca daquele maluco.

Kraftwerk:
Antes das pedras, já vou avisando: eu sei de toda a importância histórica que a banda tem, já li algumas coisas sobre os “pais da música eletrônica” e tudo mais. Respeito, mas EU não gostei. No meu caso eu lembrei de uma ótima analogia: Apocalype Now – filme premiadíssimo e endeusado por todos mas que eu acho um pooooorre. Foi assim o show do Kraftwerk. Elogiado por todos, visualmente impecável (nesse aspecto eu concordo, claro), mas eu achei um show muito chato e não via a hora de acabar. “Gosto é igual nariz”, já dizia o outro.

Radiohead:
Eu esperava um show fantástico e inesquecível. Acho que todos presentes também, certo? Então, citando o Samuca L. Jackson em Pulp Fiction:
“I dare you, I double dare you, motherfucker!”
Eu desafio qualquer um que lá esteve a falar que o show não superou EM MUITO o esperado.

A abertura previsível de “15 Step” serviu para gritar à plenos pulmões:
“C************RALHO! ELES EXISTEM, MESMO! E EU TÔ AQUI!”
Logo em sequência veio uma das mais esperadas por mim: “There There”. Com Ed O’Brien e Jonny Greenwood tocando tambores, a música foi se estendendo lindamente até chegar no seu ápice, com Jonny, já munido de sua Telecaster, solando freneticamente enquanto a iluminação do palco mudava de um azul calmo pra um vermelho intenso. Surreal.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=9CC3MxbKKQ8]

“The National Anthem”, terceira do set, ganhou força e peso impressionantes ao vivo e botou a multidão pra se agitar com a pesada e marcante linha de baixo de Colin Greenwood e o voz inquieta de Thom. Depois veio “All I Need” e eu desafio novamente alguém a falar que não ficou emocionado com a perfeição e entrega da banda em sua performance. “Pyramid Song” teve a curiosa participação de um arco pra tocar violoncelo nas mãos de Jonny, à la Sigur Rós, tocando guitarra.

“Karma Police” (com seus acordes iniciais fazendo muita gente chorar de emoção), “Nude”, “Weird Fishes/Arpeggi”, “The Gloaming”, “Talk Show Host”  e “Optimistic” foram maravilhosas como deveriam ser. Na sequência Thom e Jonny subiram com seus violões e começaram o dedilhado da linda “Faust Arp”. Quer saber como é a sensação de estar diante de 30000 indievíduos pessoas cantarolando baixinho, quase em silêncio, a letra e você ainda ser capaz de escutar cada nota dedilhada no violão? Chega a ser assustador!

Foto - G1

O relato das duas próximas músicas é altamente questionável pois eu entrei em transe absoluto e só “acordei” 8 minutos depois com um sorriso bobo no rosto e o pensamento: “Morreria feliz agora, fácil…”.
“Jigsaw Falling Into Place” e “Idioteque”. Sim, em sequência. Minhas duas músicas favoritas da banda tocadas em sequência. “Jigsaw…” foi eleita por mim e por mais alguns amigos como a melhor do show. That’s it. “Idioteque” fez até o mais velho dos tiozões presentes (o Álvaro Pereira Júnior tava praticamente do meu lado. Não que ele fosse o mais velho, mas só citando a presença de alguém famoso, mesmo. Haha) sair do chão e/ou rir da crise epiléptica que Thom apresentava no palco enquanto milhares gritavam a letra meio nonsense dessa música que eu acredito ser uma das poucas unanimidades entre todos os fãs. Surreal [2]

“Climbing Up The Walls”, “Exit Music (For a Film)” e “Bodysnatchers” fecharam a primeira parte do show de forma incontestável. Vale mencionar a intensidade absurda que o clima soturno de “Climbing” provocou na Chácara do Jockey.

Na volta pro que seria o primeiro dos 3 bis (bises?), Thom tocou com competência “Videotape”. Mas nem me empolguei porque nem sou muito fã da dita cuja. A seguir, copiarei um relato da resenha que o Marcelo Costa escreveu sobre “Paranoid Android”, porque ninguém descreveu tão bem tal momento único:
…então os céus se abriram para “Paranoid Android”, um dos pontos altos de toda carreira do Radiohead. Ao final da canção, porém, o inusitado aconteceu. O público continuou fazendo a segunda voz (que na música é de Ed O’Brien) mesmo com a canção terminada, e Thom Yorke entrou no clima: pegou o violão e voltou a fazer a primeira voz entrelaçando-se com a platéia num daqueles momentos raros que valem uma vida. Emendou “Fake Plastic Trees” e todas as dúvidas se dissiparam antes mesmo do fim do primeiro bis: São Paulo estava assistindo à provável melhor apresentação do Radiohead nos últimos anos.“. Surreal [3]

Foto - G1

“Lucky” e “Reckoner” finalizaram de forma brilhante o primeiro bis. “House of Cards” abriu o segundo bis e em seguida veio “You and Whose Army?”, com uma curiosa câmera que parecia penetrar o olho de Thom Yorke enquanto esse “dava moral” pra brincadeira e começava a mexer de forma bem estranha engraçada a sobrancelha e o olho. E depois de surpreendentes versos de “True love waits”, “Everything in its right place” veio pra fechar o segundo bis, o set e, consequentemente, de acordo com os últimos shows da banda, aquele que já seria o melhor show da vida de muita gente, senão de todos ali presentes, certo?

Pois é, a banda saiu. Eu já tava me preparando pra encarar a multidão enfurecida na saída da Chácara com o sorriso mais largo que meu rosto já teve quando…
Colin, Phil, Ed, Thom e Jonny voltaram ao palco, pegaram seus instrumentos e Thom falou em alto e bom som: “Thanks, Brazil, for having us… (gritaria da multidão) …guess what this is… (mais gritaria)”
“When you were here before
Couldn’t look you in the eye
You’re just like an angel
Your skin makes me cry
You float like a feather
In a beautiful world
I wish I was special
So fucking special
But I’m a CREEP
I’m a weirdo
What the hell am I doing here?
I don’t belong here.”

Depois de 2 horas e 20 minutos de incredulidade, andar 1 hora pra uma direção escolhida aleatoreamente pra fora da Chácara, com os pés latejando e o estômago doendo só de ouvir falar em comida, parecia e era totalmente irrelevante, pois sabíamos que tinhamos acabado de presenciar algo histórico. Um show histórico. Um show que dificilmente o país verá igual. Um show que dificilmente a banda fará igual.

It WAS a glorious day…

Por Neto Rodrigues, que também publico esse texto no Why So Pop?

8 Comentários. Comente!

Mar 24 2009

Rapidinhas da tarde

O Radiohead se apresenta hoje em Buenos Aires, como parte do Quilmes Rock. O Kraftwerk novamente fará companhia aos ingleses. Iron Maiden e Kiss também tocarão no festival, que termina no dia 5.

***

marilyn_manson-three

Marilyn Manson disponibilizará em seu site nesta sexta, dia 27, uma nova música. Ela se chama “We’re from America” e fará parte do próximo álbum do cantor, “The High End of Low”.

***

O festival Ultra Music, em Miami, contará com dois DJ’s brasileiros. Os convidados são Ferris, de São Paulo, e Rodrigo Vieira, do Rio. Também se apresentarão no festival – que acontecerá nos dias 27 e 28 de março – Prodigy, Tiesto, Tiga, Infected Mushroom e Moby, entre outros.

***

A primeira “caixa” com músicas do Neil Young começa a ser vendida em 2 de junho. Neil Young Archives, Vol. 1: 1963-1972  cobrirá toda a carreira do músico neste período. Não é só música que os fãs terão acesso ao adquiria a caixa: são fotos, cartas, vídeos e muito mais, segundo a assessoria de imprensa da Warner.

***

Nick Hodgson, bateirista do Kaiser Chiefs, está colaborando com o novo álbum do Duran Duran. As gravações estão ocorrendo em Londres, e Hodgson ajudou na letra de três canções – duas das quais podem entrar na versão final do disco.

Nádia Lapa

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 22 2009

IT’S NOT Just a fest

Para os que queriam ver o Radiohead bem de perto, o dia começou cedo. Os primeiros a chegarem na Apoteose já estavam ali desde as 7 ou 8 da manhã, simplesmente para não ficarem como retardatários na fila que, mais tarde, dobraria esquinas e atravessaria ruas.

Os portões de entrada só foram abertos às 17:20, com mais de uma hora de atraso. Ali começava um processo de seleção natural onde os mais aptos sobreviveram – ou, neste caso, onde os mais rápidos conseguiriam os melhores lugares. A ordem estabelecida pela tradicional fila indiana foi ignorada, e aí a confusão já havia começado por completo.

Passados os guichês e atravessada a rua que cortava a Apoteose – e que não havia sido interditada sei lá porquê –, a Fórmula Indie, como foi apelidada pelos mais bem humorados, chegava a um fim. A maratona de shows, no entanto, ainda demoraria para começar.

A volta do Los Hermanos

los-hermanos

Algum tempo depois e sem atraso, entrava no palco o Los Hermanos, já sem pisar nos palcos desde abril 2007. Sem ‘Anna Júlia’ (ufa!), o show foi carregado de gritos de fãs que, por vezes, chegavam a abafar as vozes de Marcelo Camelo e Rodrigo Amarante, enquanto outros pediam “AUMENTA, AUMENTA!”.

Tão eufórico quanto o público estava Rodrigo Barba que, mesmo escondido no fundo do palco atrás de sua bateria, chamava a atenção pela energia que descarregava no instrumento. Bruno Medina, que rebolava por trás de seus teclados com discrição, também se mostrava animado voltando a ser músico, depois de passar os últimos meses dedicando-se ao Jornalismo e ao seu filho, que nasceu no início do ano passado. Camelo interagia frequentemente com Amarante, mas este, por sua vez – e se meu julgamento não erra -, distribuía sorrisos mais largos e verdadeiros em sua penúltima passagem pelos palcos cariocas, com o Little Joy.

O setlist foi aprovado pelo público, como se pôde notar pelas salvas que apareciam no início de cada música. A banda passou por faixas de seus três últimos álbuns, eliminando o homônimo de 1999 dos planos, mesmo havendo tantos pedidos por ‘Pierrot’. ‘Cher Antoine’ pegou todo mundo de surpresa ao ser anunciada por Rodrigo, que canta a única – e pouco freqüente – composição em língua estrangeira da banda. A performance terminou com ‘A Flor’, que deu seqüência à genial ‘Cadê Teu Suin?’ com seus versos emendados. O bis, muito pedido, não veio, mas as 18 músicas (!) do show já foram mais que suficientes para matar a saudade dos Hermanos.

Kraftwerk e seu novo integrante

kraft

Em seguida, o Kraftwerk (ovelha negra do Just a Fest aos olhos de muitos) tomou conta do palco com a ajuda do novato Stefan Pfaffe, substituto permanente de Florian Schneider. Aliás, pode-se dizer que, em pleno século XXI, Stefan é a única novidade que os alemães tiveram para oferecer ao público. Se, nos anos 70, Kraftwerk era sinônimo de “maior revolução da música” com o uso inédito (?) de sintetizadores, nos dias atuais o quarteto representa uma página da história que persiste em ser virada.

A verdade é que, ultrapassados ou não, o quarteto que subiu ao palco naquela noite viu muita gente chacoalhar ao som de suas melhores músicas, ‘The Man-Machine’, ‘Numbers’ e ‘Computer World’, tocadas logo no início da apresentação.

Enquanto uns dançavam com a música eletrônica de raiz, outros ficavam estáticos, boquiabertos, com a qualidade visual do show. Fazendo tudo ali, na hora, a Estação de Energia – como seria chamada em nossa língua – misturava cores e imagens, resgatando o material que já era exibido em seus telões desde antes do nascimento da maioria dos presentes. ‘The Robots’ deu início a um murmurinho sem fim de reclamações dos mais rabugentos. Isso porque, nela, os integrantes da banda são substituídos por manequins-robôs que imitam suas respectivas fisionomias e são providos de movimento – “ótimo, paguei pra ver boneco”, alguns diziam.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=t6wDhjEgfe0]

Depois de cantar e sintetizar sua voz em alemão, inglês e francês, Ralf Hütter – acompanhado de seus colegas – trocou sua jaqueta escura por um colã preto com linhas verdes cintilantes, que embelezaram a apresentação ainda mais. Os trajes foram usados em apenas duas músicas: ‘Aerodynamik’ e ‘Music Non Stop’ que, com chave de ouro, concluíram o espetáculo.

O único cumprimento ao público só veio depois, com um gesto corporal, quando os membros fizeram uma breve reverência à platéia. As palmas que vieram em seguida mais pediam pelo Radiohead do que saudavam os semi-inertes alemães.

Finalmente, Radiohead

radiohead2

Os vinte e tantos mil pagantes esperavam pelo show do Radiohead, um evento que ficaria marcado na história de shows internacionais no país. Eram pessoas de todas as idades (vi crianças que tinham, no máximo, 13 anos e, em contraste, o bem-vivido Caetano Veloso, quase aos 70) e de todas as regiões do Brasil. Alguns, inclusive, vinham até de outros países: Ora ou outra se ouvia diálogos em inglês, espanhol e até em francês.

Enquanto os preparativos finais para o grande show eram terminados, os telões pediam para os navegantes não utilizarem flashes ou dessem moshes, mas poucos pareceram dar atenção ao aviso.

Quase onze horas: Thom Yorke, que já havia dado as caras no cantinho do palco durante o primeiro show, dessa vez aparece para ficar. Ed O’Brien, os irmãos Greenwood e Phil Selway estão logo atrás. Os gritos que os acompanham são de pessoas que, finalmente, começaram a entender que algo grandioso e inesquecível estava pra acontecer. A banda se anunciou em português, com Yorke como porta-voz: “Nós somos Radiohead”.

A sequência foi dada pela animada ’15 Step’, que também aber o último álbum do grupo, In Rainbows, de 2007. Thom dança com seu estilo único, totally weird, sem mover os pés. O público o acompanha nos vocais e Colin Greenwood pula como se não acreditasse na interação da platéia, o que se repete durante todo o show.

No fundo do palco, o telão mostra as imagens de cinco câmera diferentes, cada uma focada em um músico. No teto, cilindros luminosos de cumprimentos diferentes (alguns chegam a alcançar o chão) espalhados pelo palco completam a estética caríssima da apresentação.

In Rainbows vai conquistando seu espaço durante o set, e acaba encaixando todas as suas 10 faixas na apresentação, sem deixar a melancolia de ‘All I Need’, ‘Nude’, ‘Videotape’ e ‘House of Cards’ de lado.

O clássico Ok Computer ganhou representantes ilustres, cotadas como as mais esperadas da noite. A primeira delas foi ‘Airbag’, que veio logo depois de ’15 Step’, recebida aos prantos pelos mais fanáticos e cantada em coro por toda a praça. ‘Karma Police’ também entrou para os momentos iniciais do set e, mais uma vez, a iluminação em tons de azul se tornou coadjuvante por trás dos backing vocals de Ed, do violão de Thom e do belo refrão da música. ‘No Surprises’ também aparece para contar sua história, um outro megahit comemoradíssimo. Sem peso nas cordas ou na bateria, ela ajudou a estruturar o bloco das melodias lentas e penetrantes (ui) que ficou ainda mais sólido com ‘Street Spirit (Fade Out)’ e ‘How To Disappear Completely’. Mesmo com tantos sucessos, o maior destaque do Ok Computer foi mesmo de ‘Paranoid Android’, praticamente um hino britânico. De repente, a Apoteose se viu pulando ao som do solo mais pesado da apresentação e, de uma hora para outra, acompanhando a melodia assombrosa que veio em seguida.

Antes mesmo do primeiro bis, o show já parecia completo. Abrindo uma incógnita para todos os presentes, Johnny Greenwood misturou à ‘The National Anthem’ samples de uma narração em português, que admito não saber do que exatamente se tratava. Somada à combinação de luzes mais espalhafatosa do show, a música virou candidata forte a uma das mais satisfatórias da apresentação. Isso, claro, porque ainda não sabíamos o que viria pela frente.

‘Idioteque’ e ‘Everything In It’s Right Place’ ganharam versões mais aceleradas e dançantes ao vivo, levando o Kid A direto para as pistas de dança. Surpreendentes, além dos ótimos remixes, foram os tubos luminosos transformando-se, de repente, em um grande telão que exibia a letra de ‘Everything’enquanto Thom a cantava.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=HqP3gnBBiyc]

Na reta final do show, também vieram ‘Just’, uma das melhores do The Bends, ‘Reckoner’ e ‘You And Whose Army?’, que Thom cantou “por todas as vezes que a América do Norte tentou foder com vocês” focando seu olho tonto na câmera de seu piano, única exibida no telão naquele momento – e, finalmente ‘Creep’, que vive uma eterna relação de amor de ódio com o público. Indiscutivelmente a música mais cantada e aplaudida dos espetáculo, ‘Creep’ botou rédeas curtas nos que a renegam e que, por fim, cederam a sua beleza.

Com muitos agradecimentos (em português mesmo), o Radiohead não fez promessas de voltar ao Brasil em breve, como manda a etiqueta. De qualquer forma, todo mundo reconhece que os apoteosenses e a galera que acompanha a banda hoje (22), na Chácara do Jockey, fizeram parte de um momento que fará história. Até o taxista que me levou pra casa reconheceu que “essa banda deve ser boa mesmo”. Pelo visto, ela é muito mais que boa.

Fotos por O Globo, João Paulo Lages e BgKcram.

Texto por Alex Correa

19 Comentários. Comente!

Mar 18 2009

E o Radiohead ouve o quê?

O furor de ver Radiohead ao vivo ofusca qualquer coisa, eu sei. Mas se o RH é a sua banda do coração (ou uma das), qual seriam as bandas do coração deles? Não sei responder a essa pergunta – seria muita pretensão da minha parte – porém temos as bandas de abertura que eles escolhem como dicas. O Kraftwerk vai abrir os shows da América Latina, Liars e Grizzly Bear intercalaram os shows da turnê americana do ano passado.

Liars (myspace/site)

liars

O trio australiano começou naquela leva de bandas da disco-punk em 2002, mas logo cavou uma identidade que fica entre o pós-punk e um experimentalismo de estilos que varia de disco pra disco. Todos bem marcados com sintetizadores, percussão e letras sarcásticas. Cada disco tem uma história (bruxas em Nova Jersey, crise criativa, etc.), vale a pena pesquisar.

Curiosidade: O álbum da crise criativa é o “Drum’s not Dead”, que eles fizeram em Berlin, trancafiados numa casa-estúdio. Até Thom Yorke comentou sobre ele.

Pra ouvir se você gosta de: Sonic Youth, No Age, Animal Collective.

Grizzly Bear (myspace/site)

grizzlybear

A banda começou como um projeto solo que ganhou força e fãs. O Grizzly faz parte do sub-gênero indie ‘New Weird America’, por causa de sua complexa neo-psicodelia folk. Por mais que essa definição assuste, as melodias são intimistas, bem trabalhadas e com letras profundas. Eles lançam remixes das próprias músicas feitas por bandas amigas, como Band of Horses, CSS e Dntel.

Curiosidade: Jonny Greenwood (guitarrista principal do Radiohead) admitiu publicamente ser essa a sua banda favorita.

Pra ouvir se você gosta de: Fleet Foxes, Beach House, Beirut.

Kraftwerk (myspace/site)

kraftwerk

Alemães e minimalistas, são considerados os avôs do eletrônico por colocarem o gênero no mainstream, na década de 70. Começaram com o uso de sintetizadores e instrumentos elétricos na composição das músicas. Um clássico. Sem eles não existiriam raves, electro e nem o Kid A. Leia mais sobre o Kraftwerk aqui.

Pra ouvir se você gosta de: qualquer música eletrônica.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=MobpPTVobOk]

Footage da apresentação clássica de Pocket Calculator em 1981

Natalli Tami

Nenhum Comentário. Comente!

Mar 15 2009

Cabeza de Radio: A semana latina do Radiohead

Confusão no México

radiohead

Na última sexta-feira, exatamente uma semana antes do primeiro show do grupo no Brasil, Thom, Colin, Johnny, Ed e Phil chegaram ao aeroporto da Cidade do México com direito a uma insana recepção. Segundo o Diário Reforma, publicado no México, o grupo foi escoltado por mais de 20 seguranças até o hotel onde ficara hospedado, mas a barreira de brutamontes não foi suficiente para segurar os fãs que foram recebê-los no aeroporto.

Dá pra ter uma idéia do caos aqui:

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=2S_lS5gYh0o]

Yorke chegou a ser empurrado contra a parede e, a partir daí, passou o resto do dia dando passos rápidos até chegar ao Casa de La Condesa, onde se hospedara. O Radiohead abre sua turnê latino-americana hoje (15), no Foro Do Sol, na capital mexicana – e, o mais importante, com a casa lotada.

Fim de semana no Brasil

Mais de vinte anos de banda. Dezesseis contados desde o lançamento de seu primeiro CD, Pablo Honey. Mesmo com tanta história pra contar, o Radiohead pisará pela primeira vez em solos brasileiros nos próximos dias, quando fará duas apresentações no país: Praça da Apoteose (RJ), no dia 20, e na Chácara do Jockey (SP) dois dias depois. O Just a Fest, festival que foi organizado com foco na banda britânica, também ganha destaque por receber uma das primeiras performances do Kraftwerk depois da saída do fundador Florian Schneider e, no contexto nacional, pela volta dos Los Hermanos aos palcos, depois de dois anos de hiato. Os poucos tickets do Just a Fest que restam podem ser adquiridos em Ingresso.com.br. Logo após as apresentações brasileiras, o quinteto segue para Argentina e, em seguida, para o Chile, onde termina a turnê latina no dia 27.

TVhead

Hoje (15) o Fantástico transmite uma entrevista com o Radiohead, gravada no México com perguntas enviadas por fãs da banda. Mais tarde, no dia 22, o Multishow exibe meia hora do show do grupo em São Paulo, ao vivo, e mais meia hora de Kraftwerk.  Entretanto, os holofotes da emissora estarão voltados para a apresentação dos Hermanos, que vai ao ar na íntegra tanto pela televisão quanto pela internet a partir das 19:30.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=wCG3OwNH_cU]

Bodysnatchers ao vivo em maio de 2008, na Flórida

Alex Correa

3 Comentários. Comente!

May 06 2008

Coachella 2008 Parte 2

O segundo dia de festival veio com tudo. Atrações como Prince, Kraftwerk e Portishead atraíram o público ao palco principal, além dos iniciantes The Teenagers e MGMT nos palcos menores. 

 

Prince

A presença do rei do funk e da soul music americana foi confirmada de última hora, e logo se tornou o grande headliner do festival. Prince, que é mais conhecido por seus hits ‘Kiss’ e ‘Purple Rain’ fez um grande show (de 4,8 milhões de dólares :O), com direito à covers de Radiohead e Beatles. Tá, não combinou nem um pouco, mas eu respeito o Prince porque ele é fodão. Opiniões do Rraurl:

Quase meia hora de atraso, uns dez músicos no palco e ele chega, nanico num salto de plástico, distorcendo suas guitarras e convidado o Coachella a participar de uma festa, pedido refeito a toda hora – “agora vocês estão no lugar mais legal do planeta!”. De fato, o clima é contagiante apesar da breguice latente – quem não gosta ou não entende a importância daquela fanfarra funk, ao menos estava com um sorriso no rosto, já que o carisma deste showman é indefectível.

Pra ter uma leve noção da grandeza de Prince, o cantor ganhou um cartaz especial, só dele. Clique aqui para ver.

Abaixo, o cover de ‘Come Together’, que não me convenceu muito, mas dá pro gasto. Adoro backing vocals animadas.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=tg4WlSK4Y0A&hl=en]

 

Kraftwerk

É, novamente os pais da música eletrônica não decepcionam, com seus show robóticos, quase industriais, e dessa vez não foi diferente. Os alemães do Kraftwerk usaram a habitual formação dos 4 integrantes em frente à computadores, com telões enormes atrás, levando o público ao delírio.

Kraftwerk fez em compactos 50 minutos o seu clássico show audiovisual que explicita bem seus dogmas – o quarteto de Dusseldorf, ao vivo, representa nada menos que a origem de tudo que conhecemos na eletrônica. Do sintético mundo de tags ”Man Machine” (robot – entertainment – human being – machine e afins) ao ego sutil de seus passos robóticos (“We teach you how to dance”), está tudo ali nos calmos blips dos tiozões alemães: em “Autobahn” tem a essência minimal tão fundida hoje, e Radioactivity mistura em breaks e espamos hipnóticos a raíz do que, por exemplo, o dubstep, outra sonoridade também bem comentada hoje.

Clique aqui para ver o Kraftwerk tocando ‘Tour de France’. É lindo.

M.I.A.

O show da inglesa nascida no Sri Lanka foi um dos mais disputados da noite e causou confusão. Usando uma peruca branca, M.I.A. abusou das cores fosforescentes, o que deixou claro a vertente Hip-Hop/New Wave que ela resolveu seguir no disco novo, ‘Kala’. E seu show foi quase que completamente focado nesse disco novo, passando por hits como Boyz e Paper Planes. Ah, esqueci de falar, teve até confusão generalizada durante a apresentação:

A rapper britânica causou tumulto ao chamar geral para dançar no palco: houve empurra-empurra e a grade da fila do gargarejo cedeu, causando tumulto e até alguns feridos entre os fotógrafos do fosso.

Selecionei um vídeo de M.I.A. cantando ‘World Town’, acompanhada do DJ Afrikan Boy.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=rUxv-XxNLo8&hl=en]

Portishead

Por útlimo, mas não menos importante, o melhor show da segunda noite, segundo o Rraurl, o da major band do trip-hop/downtempo, Portishead:

Beth Gibbons e sua trupe que expressam a beleza através da melancolia de sua música. O show foi ideal, misturou música dos três álbuns, com destaque para a versão acústica de “Wandering Stars” e a magnânima “Glory Box”, esticada no final em uma jam industrial e bizarra de tão grandiosa, mostrando que a nova fase experimental e barulheira do recente Third no fundo não é novidade alguma – no fundo a banda sempre foi subestimada pelo estigma trip hop da cadência e dos scratchs de suas músicas iniciais.

De fato, foi um show bonito, a voz de Gibbons pareceu acalmar os ânimos dos mais festeiros, e deu aos fãs tudo o que esperavam.

Veja aqui o vídeo de ‘Sour Times’, música que está no álbum ‘Dummy’.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=k4KdIsbu_dA&hl=en]

 

E assim terminou o segundo dia de festival. Além das atrações citadas, apresentaram-se neste dia o Hot Chip e o inglês Calvin Harris, além do Boyz Noise e a re-união do Bonde do Rolê, sem Marina.

Um Comentário. Comente!

Apr 02 2008

Fundador do Kraftwerk morre

Klaus Dinger fundou e tocou bateria em duas grandes bandas: Kraftwerk, que foi criada nos anos ‘70 e Neu!.

O coração do alemão parou de bater no último dia 20 e foi enterrado no mesmo dia. A cerimônia durou algumas horas e teve a participação apenas da família e dos amigos mais próximos. Os paparazzi só não apareceram porque a morte de Klaus foi mantida em segredo até essa semana.

Klaus Dinger tinha 61 anos e morreu apenas 4 dias antes de completar mais um ano de vida. Antes de morrer, o músico estava trabalhando no La! Neu?, seu quarto projeto.

Nenhum Comentário. Comente!