12 dez 2011

Clipe: Trent Reznor ft. Karen O – Immigrant Song

Por  @16:02

Um dos melhores covers do ano acaba de ganhar um clipe sombrio e enigmático. A estonteante versão de “Immigrant Song”, clássico do Led Zeppelin, ganhou bateria eletrônica furiosa e uma roupagem moderna na voz de Karen O e na produção impecável de Trent Reznor:

Pra quem não sabe, essa surpreendente versão tá na trilha do novo filme de David Fincher The Girl With The Dragon Tattoo.

(via)

9 nov 2011

40 anos de Led Zeppelin IV (parte dois)

Por  @13:20

O antológico quarto álbum do Led Zeppelin completou 40 anos de vida ontem, e está recebendo as merecidas homenagens aqui no blog. Dando continuidade ao especial, vamos conhecer um pouco mais sobre as faixas do lado b do disco, além da épica “Stairway to Heaven”, claro.

Stairway to Heaven

Uma das canções mais famosas de todos os tempos, com um dos solos de guitarra mais famosos de todos os tempos, e por aí vai. Um clássico que, apesar de ser um dos hits radiofônicos mais tocados de todos os tempos, oficialmente nunca saiu como single. Algumas estações de rádio possuíam apenas um compacto de divulgação da música, hoje verdadeiros tesouros para colecionadores. Em 13 de novembro de 2007, quando todo o catálogo do Led Zeppelin foi relançado no formato digital, “Stairway to Heaven” alcançou a 37ª posição das paradas britânica. Apesar de seus mais de oito minutos de duração, até hoje é uma das faixas mais tocadas das FMs dos Estados Unidos. No final da década de 1990, a Monday Morning Replay anunciou que a canção já havia tocado 4.203 vezes (lá eles medem as execuções seguindo os padrões AOR), ou seja, a faixa foi tocada 5 vezes por dia durante seus primeiros 3 meses de existência, duas vezes por dia durante os próximos nove meses, uma vez por dia durante os quatro anos seguintes, e de 2 a 3 vezes por semana nos próximos 15 anos. Lá nos EUA, existem mais ou menos 600 estações de AOR e Classic Rock, o que significa que, lá, “Stairway To Heaven” foi tocada no mínimo 2.874 vezes. Ao oitavo minuto de cada execução, somam-se aproximadamente 23 milhões de minutos. São quase 44 anos dedicados à música. Até agora. A ASCAP (American Society of Composers, Authors and Publishers) não costuma divulgar números, mas diante desse monstro do rock, não pensaram duas vezes em compartilhar todos esses dados. Além de TUDO ISSO, “Stairway” é também a única música cuja letra aparece no encarte do LP.

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Misty Mountain Hop

Atenção, fãs de J.R.R. Tolkien e “Senhor dos Anéis”. As tais “montanhas sombrias” citadas na música ficam no País de Gales, e sim, são uma referência a “O Retorno do Rei”, terceiro volume da série. Mas legal mesmo é o piano elétrico introduzido por John Paul Jones.

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Four Sticks

Essa aqui foi composta por Page e Plant em 1970, durante uma viagem à India. A origem do nome é bem simples. John Bonham toca com quatro baquetas – duas em cada mão. A banda tocou “Four Sticks” apenas uma vez em sua história, e foi na Dinamarca, durante a turnê européia de 1970 (quando voltaram a tocar e excursionar juntos, na década de 1990, Page & Plant tocaram a música um milhão de vezes, mas aí não conta). Os vocais receberam alguns efeitos eletrônicos na produção final. “Supostamente, era pra soar abstrato” – palavras de Robert Plant.

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Going To California

A letra dessa aqui veio de um poema escrito por Jimmy Page em seu caderno de anotações. O guitarrista encontrou os rabiscos mais tarde e resolveu criar a base poética da canção a partir daquilo. Já o instrumental foi inspirado em “California”, de Joni Mitchell. A poetisa era tão admirada por Page e Plant que quando a banda tocava a música ao vivo, o vocalista costumava dizer “Joni” após a frase “To find the queen without a king they say she plays guitar and cries and sings”.

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When The Levee Breaks

Originalmente gravada pelos blueseiros Kansas Joe McCoy e Memphis Minnie, a letra da última música de Led Zeppelin IV tem como base o grande dilúvio ocorrido em 1927 no Mississippi (Great Mississippi Flood of 1927), que devastou o Estado e algumas áreas vizinhas, além de destruir casas e destruir a economia agrícola da Bacia do Mississippi. A consequência dessa “catástrofe natural” foi a “grande migração” de negros e africanos que acabaram ficando sem trabalho na região. A partir daí, velhas e novas cantigas do delta blues começaram a se popularizar por diversas regiões do país, incluindo “When The Levee Breaks” – que, nas mãos do Led Zeppelin, recebeu um tratamento de peso.

É isso.

8 nov 2011

40 anos de Led Zeppelin IV

Por  @13:40

O quarto álbum do Led Zeppelin, conhecido como Led Zeppelin IV, foi lançado em oito de novembro de 1971 pela Atlantic Records. As gravações foram feitas entre dezembro de 1970 e março de 1971, em diversas localidades. Os apelidos do LP são os mais variados, e os mais conhecidos são: The Fourth AlbumFour Symbols, Untitled, The Runes, The Hermit e ZoSo. Até hoje é o maior sucesso comercial da banda, vendendo aproximadamente 32 milhões de cópias (23 milhões só nos Estados Unidos, se tornando o terceiro disco mais vendido da história do país).

As gravações tiveram início no então recém inaugurado Basing Street Studios, da Island Records, em Londres (ao mesmo tempo em que o Jethro Tull trabalhava em seu futuro clássico Aqualung). Por sugestão dos integrantes do Fleetwood Mac, o Led Zeppelin mudou suas instalações para a lendária Headley Grange, em East Hampshire, fazendo novas gravações utilizando o estúdio móvel da melhor banda de rock do mundo, os Rolling Stones.

A idéia de não nomear o LP, mas sim usar símbolos feitos a mão (cada integrante teria o seu próprio design) partiu de Jimmy Page, que também não quis adicionar informações no encarte. Tudo isso era uma vingança contra as críticas negativas que os três álbuns anteriores sofreram por parte de jornalistas e revistas especializadas em música.

A imagem frontal é uma pintura a óleo do século dezenove comprada por Robert Plant em uma loja de antiguidades de Berkshire, sudeste da Inglaterra. A pintura foi fixada na parede interna de uma casa demolida e assim saiu a fotografia da capa. A idéia de Plant era fazer um balanço do que já vinha ocorrendo na década de 1970: a devastação da natureza em meio ao caos urbano e a expansão das grandes cidades.

A ilustração interna da capa, intitulada The Hermit (também conhecida como View in Half ou Varying Light) é creditada a Barrington Colby e foi influenciada por uma das cartas do tarô. Curiosidade: se você colocar a imagem de frente com um espelho, poderá ver um rosto entre as rochas, abaixo do Eremita (alguns conseguem ver a face de um cão negro, daí a teoria de que seria o “Black Dog” da música).

13 out 2011

In Concert: Foo Fighters Live at Wembley Stadium

Por  @15:23

Nosso show completo de hoje é o badalado Live at Wembley Stadium, do Foo Fighters, gravado em junho de 2008. Além das sonzeiras básicas da banda de Dave Grohl, o espetáculo contou com participação especial de Jimmy Page e John Paul Jones, nas faixas “Rock and Roll” e “Ramble On”. Bom show.

Fonte: Degenerando Neuronios

11 jul 2011

[Especial mês do Rock] “Robert Plant: By Myself”, o documentário

Por  @14:31

Robert Plant discute sua jornada musical, desde quando partiu de Stourbridge e vivenciou o “boom” do blues britânico, passando pelos anos de glória com o Led Zeppelin na década de 70, até o álbum com o grupo Band of Joy. Projetos e parcerias com grupos e artistas como The Honeydrippers e músicos da África do Norte, seu reencontro com Jimmy Page, e a elogiada parceria com Alison Krauss também são analisadas no filme.

12 set 2010

Mix That Jukebox #18

Por  @21:36

Quase um mês depois da última mixtape, a 18ª seleção do Move chega com 17 músicas pra você escutar quando der na telha – mas a indicação, pelo menos pro Lado B e suas 10 faixas, é clara: músicas pra escutar na estrada, com vidro aberto, braço apoiado na porta, óculos escuros, boa companhia do lado (ou não) e, claro, volume lá em cima. Já o Lado A, as usual, traz algumas boas novidades que surgiram por aí e que valem um pouco do seu precioso tempo de ócio virtual.

Lado A – What’s new?
Download

01 – Kids of 88 – Downtown
02 – Belle & Sebastian – Write About Love
03 - Garotas Suecas – Você Não É Tudo Isso Meu Bem
04 – Weezer – Hang On
05 – Chromeo – I’m Not Contagious
06 – Klaxons – Valley of the Calm Trees
07 – Miami Horror – Holidays

Lado B – Road Trip
Download

01 – The Black Crowes – Jealous Again
02 – Rolling Stones – Loving Cup
03 – The Hooks – 10000 Ft. High and Rising
04 – The Black Keys – All Hands Against His Own
05 – ZZ Top – Gimme All Your Lovin’
06 – The Clash – Train In Vain
07 – Led Zeppelin – Boogie With Stu
08 – The Dandy Warhols – Bohemian Like You
09 – Motorhead – Going To Brazil
10 – AC/DC – Highway to Hell

21 mar 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Por  @16:55

Mallu Magalhães inicia nova turnêRolling Stone, 19 de março

Broken Social Scene Stage Triumphant Return to SXSWSpinner, 19 de março

In-Edit tem filmes musicais para todos os gostosVírgula, 18 de março

Plateia surpresa no SxSWLOL, 18 de março

Killers Tunes Cause Security Alert on Train - Spinner, 18 de março

Jack White records new song with Jay-Z - NME, 17 de março

Gravação rara do Led Zeppelin é vendida por menos de R$ 10Rolling Stone, 17 de março

Lady Gaga Asked Boy George To Autograph Her VaginaGigwise, 17 de março

Spin de graçaTrabalho Sujo, 17 de março

Coldplay e Brian Adams vetam suas músicas na série ‘Glee’Terra, 16 de março

Superguidis: Lucas Pocamacha destrincha terceiro discoUrbanaque, 16 de março

EMI may soon be history - Consequence of Sound, 16 de março

Julian Casablancas Participa de Vídeo com Banda Humorística do Saturday Night Live - Rock ‘n’ Beats, 16 de março

Björk and Michel Gondry Working on “Scientific Musical”, Pitchfork, 16 de março

[new] Holy Fuck – Latin AmericaWe All Want Someone To Shout For, 15 de março

21 dez 2009

A gente não postou, mas você precisa saber

Por  @1:14

Led Zeppelin’s Jimmy Page Plans Return to stage in 2010Rolling Stone US, 18 de dezembro

FADER editada pelo Animal Collective - rraurl, 18 de dezembro

Rapper Kid Cudi bate em fã durante show e cancela participação em turnê de Lady GagaMTV Brasil, 18 de dezembro / Rolling Stone BR, 20 de dezembro

E esse cover acústico de “My Girls”, do Animal Collective?Twitter, 18 de dezembro

New indie rock christimas MP3 for 2009Stereogum, 17 de dezembro

Confirmado: Beyoncé vem ao BrasilRolling Stone BR, 17 de dezembro

Humaitá Pra Peixe será todo reformulado pra 2010O Globo, 17 de dezembro

Peter, Bjorn & John Cover “Summer Breeze”Stereogum, 17 de dezembro

The Horrors, MGMT, Vampire Weekend, Zach Condon, Mika e Adam Green em ensaio fotográfico da Vogueohnotheydidn’t, 16 de dezembro

Stone Temple Pilots Almost Finished With New Album - Rolling Stone US, 16 de dezembro

Kings of Leon vai tirar seis meses de fériasNoize, 15 de dezembro

Kraftwerk tem planos para novo discoRolling Stone BR, 13 de dezembro

Feist Covers Skip Spence for Beck’s Record Club - Pitchfork, 11 de dezembro

3 dez 2009

Não sabe o que dar de Natal para a pessoa amada? Compra um livro, poxa

Por  @21:47

Se você, assim como eu, nunca sabe o que dar de presente aos amigos e parentes quando o fim do ano chega, uma boa dica podem ser livros – autobiográficos ou não – sobre a banda favorita do receptor do agrado.

stones

As boas opções das livrarias do país vão desde uma coletânea incrível de imagens do começo da carreira dos Rolling Stones até um tributo destrinchando a vida de Michael Jackson.

Há também, obviamente, uma obra literária sobre os Beatles. Mas calma, nada da velha biografia que todos estão cansados de saber (caso você não saiba, vá procurar na Wikipedia, meu caro) – ao invés disso, o autor de Can’t buy me love, Jonathan Gould, resolveu traçar paralelos sobre acontecimentos culturais ao longo da carreira do FabFour e criar uma fundamentada análise de como os quatro garotos de Liverpool alcançaram o status que nenhum outro grupo pop sequer chegará perto.

led

Para os metaleiros de plantão há também algumas interessantes opções de presentes: Led Zeppelin: Quando os gigantes caminhavam sobre a terra – biografia de uma das maiores bandas de rock que já existiu, contada pelo competente jornalista musical britânico Mick Wall – e A história da banda AC/DC: Let there be rock – uma linha do tempo traçada na carreira dos australianos desde a origem do grupo até os dias atuais.

Os livros citados servem até para aquele amigo-secreto da “firma” que você não conhece ninguém mas viu que seu “amigo”, numa certa “Sexta-feira casual”, foi trabalhar com uma camiseta preta e surrada do Led Zepellin. Bem melhor do que dar as manjadas gravatas e as previsíveis caixas de bombom, não?

Para saber mais sobre os produtos acima e dicas de onde comprá-los, é só clicar neste link do MSN Estilo de vida.

21 nov 2009

Them Crooked Vultures – Them Crooked Vultures

Por  @18:03

TCV

Os primeiros segundos da primeira música do esperado disco do Them Crooked Vultures já dizem muita coisa sobre o trabalho dessa banda que foi reunida e divulgada com o status – meio renegado pelos membros, aliás – de supergrupo. “No one loves me, neither do I” começa com 10 segundos de uma promissora levada de bateria de Dave Grohl – como se o frontman do Foo Fighters dissesse: “Ladies and gentleman, aqui está a banda que reuni: John “Led Zeppelin” Paul Jones no baixo e Josh “Um montão de bandas” Homme tomando conta das guitarras, vocais e basicamente de todo o conceito e atmosfera criados no álbum. Enjoy!”.

E é bem isso que o ouvinte tem que fazer a partir dos primeiros acordes e sussuros de Josh: curtir a “vaibe”. Os mais perceptivos podem até sentir certa alegria e descontração durante o debut – afinal, deve ser o sonho de qualquer músico que se preze tocar com um membro do lendário grupo Led Zeppelin. E de fato, pelo menos para Grohl, é realmente a realização de um sonho, já que o músico nunca escondeu a admiração que tem pela banda.

I know you’ve got me confused

A estreia auto-intitulada do Them Crooked Vultures pode ser dividida sutilmente em duas partes – uma soando exatamente como imaginaríamos que tal parceria dos sonhos soasse, com a trinca inicial de músicas sustentando a tese. Destaque para “Mind eraser, no chaser”, cujo refrão, com as vozes intercaladas de Grohl e Josh, é uma das melhores passagens feitas no rock ultimamente. A segunda parte já resvala nos timbres e experimentações usados à exaustão por Homme no Queens of the Stone Age e em seu projeto Desert Sessions. Mas, ao contrário da conclusão óbvia neste caso, aqui não há a temida sensação de “mais do mesmo”. Pelo contrário, tudo soa fresco e renovado, mesmo contando com alguns timbres e viradas de tempo que se encaixariam perfeitamente em discos do QOTSA.

them-crooked-vultures

O debut do power trio só peca em um quesito: a duração excessiva e desnecessária de algumas músicas, o que deixou o disco com cansativos 67 minutos de duração. Me pergunto como músicas chatérrimas como “Interlude with ludes” e “Warsaw…” (uma “Burn the witch” que não deu certo) entraram na edição final do trabalho. Sem elas já seriam 10 minutos a menos na soma total. Inclua aí alguns minutos – ou mesmo segundos – cortados das faixas “Spinning in Daffodills”, “Caligulove”, “Bandoliers” e “Elephants” e teríamos, possivelmente, o melhor disco de 2009! Mas não é um problema tão grave a ponto de tirar Them Crooked Vultures das polêmicas listinhas de fim de ano.

Como noticiamos aqui, o trio planeja lançar um segundo CD já em breve. A torcida para que isso aconteça é grande – e que o projeto não passe só de um álbum de estreia, pois não é sempre que se vê John Paul Jones tocando baixo como na zeppeliana “Scumbag blues”, Josh Homme mudando de entonação várias vezes enquanto canta, como na “estranhamente-deliciosa” “Reptiles” e, claro, Dave Grohl voltando às baquetas que o consagraram no Nirvana. Ah, também vale uma torcida para a vinda de uma apresentação dos “Urubus Deformados” em terras tupiniquins (que quase se concretizou, sabiam?), porque por um show desses vale a pena vender os rins e tudo mais.

P.S: Alguém me explica o que é aquele riff de guitarra de “Gunman”? É pra botar no repeat e escutar por vezes e mais vezes seguidas!