20 mai 2010

Tiago Agostini’s Jukebox (Portal Vírgula, Rolling Stone)

Por Neto Rodrigues @15:54

Figurinha certa nas edições da Rolling Stone Brasil, Tiago Agostini (@tiagoagostini) ainda é editor de home do Portal Vírgula, toca o blog Balada do Louco e ainda arruma tempo pra fazer os entrevistões do mês, ao lado de Marcelo Costa, no Scream & Yell – além de outras intervenções ocasionais no próprio site, cujas festas também contam com Tiago mandando de tudo um pouco nas pickups. Vê aí o que ele acha do hype, bandas clássicas, guilty pleasures, músicas para dançar e shows inesquecíveis:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Rapaz, eu não acredito muito no hype. Às vezes demora semanas pra eu ouvir um disco novo que todo mundo tá falando no Twitter, sei lá por que. Mas aí eu tenho essas pequenas obsessões bizarras, tipo o EP novo do Boy Least Likely To, que é uma belezinha, e, obviamente, o Teenage Fanclub, cujo disco novo eu vou ouvir assim que vazar. No campo nacional a coisa é um pouco diferente: tenho me empolgado bastante com as novidades. O último disco que me bateu forte foi a estreia da Tulipa Ruiz, que tem uns arranjos fodas. Forte candidato a disco do ano, com pelo menos quatro músicas ótimas: “Às Vezes”, “Do Amor”, “Efêmera” e “Brocal Dourado”.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Talvez Legião Urbana. Eu fui muito, muito fã, de comprar tudo que saía sobre a banda, saber a história de cor, e isso era um traço marcante na minha adolescência, eu era conhecido no colégio como o fã de Legião Urbana. Com o tempo eu fui largando um pouco o fanatismo, ouvindo outras coisas e Legião foi ficando cada vez mais no passado. Mesmo assim, toda vez que eu começo a ouvir fico parado nisso umas 3 ou 4 horas. Até hoje não me perdoo por não ter ido ao Porão do Rock no ano passado, eu tinha acabado de voltar de férias, estava de plantão e soube que ia rolar a reunião do Bonfá e do Dado e meio que dei de ombros, pensando “ah, vou ter que trocar plantão, gastar uma grana”. Quando eu li os relatos, me arrependi na hora. Teria chorado litros no show. Fácil, fácil.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Esse rockinho dançante dos anos 2000, uma pitadinha de samba também, bons pop pegajosos, tipo Weezer ou “Nanana”, do Wonkavision. Mas o que não falha é música de negão: um baixão pulsante num belo soul da Motown é tiro e queda – Michael Jackson que o diga.

E aquele show inesquecível? Qual foi?
Os dois do R.E.M. em 2008 foram especiais, de tirar o fôlego. E ver o Franz esse ano, pulando como se não houvesse amanhã na beira do palco foi foda. Mas um que eu me lembro com bastante carinho foi o Raimundos em 2000, na Festa do Pinhão, tradicional festa anual, dessas agropecuárias, que acontece em Lages, uma cidade perto de onde eu me criei, que se chama Curitibanos, no interior de SC. Era turnê do Só No Forévis, os caras no auge, fazendo sucesso como nunca. Eu estava hospedado na casa de um amigo de Lages e lembro que choveu o dia inteiro, era um sábado. Chovia pra caralho, e o parque onde rolava a festa e os shows era aberto. Eu estava andando com esse meu amigo e os amigos dele quando vi que o show ia começar, me desgarrei, corri pra frente do palco e (parece mentira e piegas) no primeiro acorde a chuva parou. E não caiu uma gota o resto do show. Duas horas e meia só de hits, eu lá cantando tudo, batendo cabeça naquele lamaçal. Voltei pra casa com as calças totalmente detonadas de barro, mas valeu a pena pra caralho.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ah, eu assumo os guilty pleasures. Roxette, por exemplo, tem várias baladas fodas. Uma que pode soar como guilty pleasure é o Kid Abelha, mas eu ei de fazer a defesa deles. O pop que eles criaram naqueles dois primeiros discos é tão inocente e poderoso que pouca gente conseguiu fazer igual no Brasil. Leoni estava afiadíssimo como compositor – “A Fórmula do Amor” e “Educação Sentimental II” são duas pepitas raras.

17 mar 2010

Mirian Bottan’s Jukebox (Substantivolátil)

Por Neto Rodrigues @17:23

Seus textos no ótimo Substantivolátil despertam a curiosidade até do mais cético fuçador de blogs. Sempre com interessantes crônicas, curiosidades e causos, Mirian Bottan (@mbottan) alcançou certa notoriedade entre blogueiros e tuiteiros deste Brasilzão afora. Por essas e outras, convidamos Mirian para participar de nossa coluna semanal. O convite foi aceito e Bottan, muita simpática na troca de emails, nos contou um pouquinho sobre suas bandas e shows favoritos – e claro, sobre aquele sempre temido guilty pleasure:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
A melhor novidade dos últimos meses pra mim foi FUN, a nova banda do Nate, ex-vocal do The Format. É o primeiro álbum dos caras, Aim and Ignite.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Bom, por mais clichê que seja, Legião Urbana. Conheci aos 11, através de uns vinis de um tio. Tem música pra todo momento da vida, um absurdo. Tá sempre na cabeça.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
The Fratellis, mais especificamente o primeiro álbum, Costello Music.

E aquele show inesquecível? Qual foi?
Keane, em março de 2009, no Credicard Hall, em Sampa. Incrível, o Tom é demais, tem uma presença imensa, tentou falar um português o tempo todo e, além de parecer que eu estava ouvindo o álbum, de tão redondinho que estava o som, ainda mandaram “Under Pressure“! \o/

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Ãin, sério? Umas emices, tipo Panic! at the Disco e Fall Out Boy! =P

3 mar 2010

Rafa Losso’s Jukebox (MTV)

Por Neto Rodrigues @15:36

Descoberto pela MTV através um concurso de VJs anos atrás, Rafael Losso (@rafaellosso) é um curitibano formado em Direito e, atualmente, é coordenador de conteúdo online para o site da emissora. Também escreve seus “pensamentos, histórias, notícias, e idéias” no Blog do Rafa. Por essas e outras, Losso foi o escolhido da semana para a Jukebox Weekly:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Eu ainda estou em uma fase “melhores de 2009″, ouvindo muito Noisettes, Why?, Hey Rosetta, Elvis Perkins, Lonely Dear, Soulsavers. Também estou me preparando para o que devo encontrar no SXSW (se tudo der certo, hehe). Até agora os violões da Amber Rubarth e da Amelia Curran me chamaram a atenção na lista imensa de shows. Ah! O disco novo do Otto também tem circulado pela minha sala.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
São 3: Pearl Jam, Smashing Pumpkins e Legião Urbana. São bandas que formataram meu ouvido musical no começo da década passada, e que me servem, desde os 13 anos, como referência e comparação a tudo que faz vibrar meus tímpanos.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Nossa, faz tempo que não faço isso, mas “Never Forget You”, do Noisettes, tocou muito enquanto atravessava as estrada do país nesse começo do ano e serve muito bem para os dois fins. A nova do Weezer, “(If You’re Wondering If I Want You To) I Want You To”, também. Na sequência, uma mais antiguinha, “The Pretender”, do Foo Fighters. Melhor parar antes de montar uma playlist inteira, hehe.

No seu perfil no site da MTV, você diz que já foi ao estúdio dos Beastie Boys. Libere a inveja que existe dentro de cada um dos nossos leitores e conte-nos mais um pouco sobre essa experiência.
Meu, foi absolutamente foda. Pra não repetir, a convite do blog Coletivo contei essa história com detalhes, com direito aos próprios vídeos da saga. Segue o link.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Pô, vou confessar então que, nesse verão, os hits da Lady Gaga rodaram bem no meu som – apesar da maior parte do disco dela ser absolutamente inaudível. O excesso de camadas de sintetizadores escondem as belas canções pop que a Stefani Germanotta consegue criar com talento. Duvida? Busque o nome real dela no Youtube e leve um susto. Sem falar que já era hora de pintar um artista para trazer nova vida ao videoclipe, até então abandonada por gravadoras e desacreditada pelo mainstream.

17 nov 2009

Esdras and Beto’s Jukebox (Móveis Coloniais de Acaju)

Por Neto Rodrigues @15:55

Jukebox Weekly dessa semana não só conta com a participação da banda com um dos melhores shows do Brasil como também conta com respostas de dois membros do Móveis Coloniais de Acaju (@moveis) para as nossas perguntinhas usuais.

São eles: Esdras Nogueira, um dos saxofonistas da super-banda, e Beto Mejía – responsável pela flauta transversal nas músicas do grupo brasiliense.

móveis coloniais de acaju

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao lado de vocês, como trilha sonora de suas vidas, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Beto – Beatles ; Beach Boys; Tom jobim.

Esdras – Pixinguinha e Hermeto.

E o hype? – o que vocês tem escutado de novidade?

BetoHarlem Shakes – ótima banda americana; O novo disco do Phoenix; Uma banda canadense chamada Gentleman Reg; O novo do Animal Collective; Danger Mouse and the Sparklehouse; The Asteroids Galaxy Tour; O novo da Céu; O novo do Ronei Jorge e os Ladrões de Bicicleta e Maia Hirasawa.

EsdrasPomplamoose. Conheci há pouco tempo. Músicas e vídeos bem legais.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Beto – Putz, coisas dos balcãs são bem legais. Tem umas coisas boas do Balkan Beat Box. Tava meio na moda isso, né? Curto a vibe dos mashups, tem coisas bacanas, também. Ah, claro, Michael Jackson talvez seja a resposta na lata!

Esdras – Tecnobrega é a vibe da franga louca total. Tem o FIRME, versão de “Beat It dos” Karinha, de Belém. À disposição no nosso site. Recomendo.

Quais são os ingredientes ideais para uma deliciosa feijoada búlgara?
Beto – Música de qualquer lugar do mundo temperada com música de qualquer lugar do mundo. Sem frescura mesmo, o que soar bem aos ouvidos tá valendo!

Esdras – Eu gosto com muita pimenta e todas as sobras.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem absolutamente NINGUÉM por perto e, por garantia, só com fones de ouvido.
Beto – Rapaz, não tenho isso, não. Legião Urbana, talvez!

Esdras – Laura Pausini é bom pra treinar o italiano e emociona.

21 set 2009

André Gonzales, do Móveis, participa de revival do Legião Urbana no Porão do Rock

Por Alex Correa @18:22

Já haviam circulado pela web muitas especulações sobre um possível show surpresa do Legião Urbana no Porão do Rock e, para a alegria dos presentes, a apresentação realmente aconteceu. De bico no festival brasiliense, Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos subiram ao palco do Porão nesse domingo contando com um grande time de convidados especiais, já que a carência de um vocalista era clara. Quem apareceu para comandar o revival logo na primeira música do setlist foi André Gonzales, o frontman do Móveis Coloniais de Acaju, que levou o público ao delírio em “Tempo Perdido”. A gravação é podre, mas o áudio tá ok:

Juan Casanova, Sebastián Teysera, Herbert Vianna, Toni Platão e Felipe Seabra também homenageram o Legião nas oito músicas tocadas. Ouvi dizer que o chão ficou escorregadio de tanto que o povo chorou. Não é pra menos, né?