13 mai 2010

Diego Maia’s Jukebox (R7)

Por  @18:11

Ele é editor de blogs e mídias sociais do portal R7. Pra você que não conhece Diego Maia (@diegomaia), tá perdendo um dos melhores perfis de twitter pra quem curte música, cinema, notícias e cultura pop em geral. O cara já foi repórter da Editora Abril e ainda colabora com as revistas Rolling Stone Brasil e Movie. Com tanta bagagem, ele se dispôs a bater um papo com o Move e falou sobre as bandas que rondaram sua adolescência, seus hypes favoritos e aquela música que ele sempre escuta, mas até hoje não tinha contado pra ninguém:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Descobri Local Natives há pouco. Boa banda! Lançaram um belo disco no fim de 2009/começo de 2010, o Gorilla Manor. Surfer Blood é outra nova favorita, “Swim” é das grandes pequenas músicas do ano. Também tem Beach House (Teen Dream é meu disco favorito de 2010, até agora), jj, Titus Andronicus… Enfim, a escalação toda do Pitchfork Festival, haha. Podem me chamar de hipster, ligo não.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Foo Fighters meio que norteou minha adolescência. Ouço incansavelmente desde os 12 anos. Tenho todos os CDs em casa, apesar de, hoje, só ouvir o The Colour and The Shape. Mesma coisa com Queens of The Stone Age. O Rated R foi o primeiro disco que importei na vida, teve um impacto absurdo. Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden e toda a patota grunge também foram muito presentes (era isso que a gente conseguia ouvir no interior de São Paulo nos anos 90 – descontando uma até hoje inexplicável invasão de metal melódico que rolou no fim da década). E Elliott Smith também teve – e ainda tem muita – importância pra mim. O “Figure 8″ é álbum pra vida toda (Roger Waters discordaria!).

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
As boas do Michael Jackson, do Prince, da Madonna. Franz Ferdinand animou muitas festas de faculdade, sempre funciona. LCD Soundsystem é favorita do coração, me faz soltar a franga mesmo com “New York I Love You But You’re Bringing Me Down”, então não conta. Paulista/sulista emulando funk carioca também é divertido. Ah! Não vou citar Lady Gaga (que é legal, nada contra) porque, sejamos sinceros, alguém ainda aguenta “Poker Face”, “Bad Romance” ou “Telephone”?

E aquele show inesquecível? Qual foi?
O do Franz Ferdinand, no Circo Voador, em fevereiro de 2006, o primeiro show deles no Brasil. Todo mundo que esteve lá diz que o show foi histórico, marcante, inigualável e, bem, foi mesmo. Banda e público admirados um com o outro, calor absurdo, som do Circo bem calibrado, boa companhia. Não tem como um show de rock ser melhor do que aquilo. Espero tirar esse show do topo da lista este ano, no entanto. :)

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Roxette: “It Must Have Been Love” (e, quando quero disfarçar, digo que o Per Gessle é um puta guitarrista!)

31 mar 2010

Bia Granja’s Jukebox (Pix)

Por  @16:38

Você nunca achou que fosse precisar da Pix um dia, mas, uma vez visitado, o site da revista vai começar a aparecer no histórico do seu navegador com muita frequência. Sempre com muito bom humor, Bia Granja (@BiaGranja), editora da Pix, conduz um arsenal de links prontos pra quebrar aquela tensão do trabalho no meio da tarde – ou em qualquer hora do dia – e fazer você passar maus bocados segurando a risada pro seu chefe não escutar. E entre uma tuitada e outra, Bia arrumou um tempinho pra conversar com a gente sobre música:

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Puuuuuts. Não tenho nenhuma marcante, mas sou fã de heavy metal (ou era) e sempre escuto as velharias boas de cantar junto: Sepultura, Metallica, Iron Maiden, etc. E também Madonna, hahaha. Como ela sempre lança musica nova e boa, tá sempre na minha playlist.

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Eu escuto várias novidades diárias no lugar número 1 pra quem curte ouvir novidades (e acha que é o único): HYPE MACHINE! :)

Midnight Show – Você costuma ir em shows? Se sim, qual foi o que mais te marcou?
Já fui mais. Hoje em dia tem muito show de banda de 1 música só, daí não me empolgo muito pra ir. Mas os que mais me marcaram foram os do Hollywood Rock. Fui em todos os dias de todos os anos e era INCRÍVEL!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Musica boa, amigos e um alcoolzinho. :)

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Hahahaha. Olha, eu gosto de alguns axés. Fazer o quê? Ah, e Viper também, hahaha.

10 mar 2010

Igor Filus’ Jukebox (Charme Chulo)

Por  @16:12

Algumas semanas atrás, tive o prazer de presenciar o show dos paranaenses do Charme Chulo (@charmechulo). A banda, famosa por misturar estilos tão díspares como o rock e o sertanejo, fez uma apresentação bem digna, divulgando seu segundo disco, Nova Onda Caipira. Pouco antes da performance, bati um papo com o simpático vocalista Igor Filus, que me contou um pouco sobre seu background musical:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Gosto muito de um pessoal de Curitiba que anda fazendo um som por lá e despontando, como Bonde do Rolê (apesar de não ser mais novidade), Copacabana Club, Sabonetes. Tô sempre apoiando toda essa galera de lá. Já de fora, cara…eu sou muito eclético – por exemplo, acabei de baixar um disco do Serge Gainsbourg, mas não é nada novo, entendeu?

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Pra mim é sagrado: Leonard Cohen. Nunca deixo de ouvir. É quase religioso.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
New Order. Dos anos 80, dentre essa galera de Manchester aí, é o que eu mais gosto.

Esta deve ser a pergunta que você mais responde, provavelmente, mas que não poderia faltar por aqui: de onde veio essa ideia inusitada de misturar rock independente com música caipira?
Tem mais a ver com a cidade. É tipo uma busca pelas suas raízes. O principal, a essência da banda é a seguinte: Curitiba tem fama de ser européia, sabe? Mas isso é uma grande farsa, é uma coisa mais política. É algo que foi divulgado mais na mídia. E a gente gosta de zoar com isso, entendeu? A gente quer mostrar que isso é uma farsa. Por exemplo, Copacabana Club combina muito com esse estereótipo da cidade, de ser cult e tal. Eu gosto, acho que deu certo e eles estão aproveitando. E é bem por aí o motivo pelo qual a gente resolveu flertar com a música caipira: porque no Paraná tem muita gente que curte isso, muita gente que veio do interior. E as pessoas não sabem que essa é a essência da banda: zoar, mas de uma maneira séria. E também é uma busca de identidade, por uma coisa mais regional. E o que mais rola no Paraná é o sertanejo e o caipira. Então é isso, é flertar com o caipira de um jeito legal, explorando as raízes do estilo, lá dos anos 50 e com uma pegada folk também.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Pet Shop Boys e Madonna, por exemplo, são coisas que não dá pra ouvir junto com a banda.

8 jan 2010

Dani Arrais’ Jukebox (don’t touch my moleskine)

Por  @13:23

Na primeira edição de 2010 da nossa coluna Jukebox Weekly, temos o prazer de receber Daniela Arrais (@daniarrais). Dani (/íntimo), no auge de seus 26 aninhos, é jornalista da Folha Online e mantem o ótimo e recomendadíssimo blog don’t touch my moleskine – um dos melhores blogs para dara aquela desestressada e apreciar belas imagens, textos e vídeos que a autora oferece a seus fiéis leitores.

Foto roubada do site da Pix

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Música pra dançar! Por mais óbvio que isso seja, não é o que a gente costuma ouvir quando vai pra determinadas festas. A galera adora soltar a novidade que saiu na noite passada, menos porque ela é dançante, mais porque ela diz o quanto você é “antenado”. Tenho preguiça. Um set bom, pra mim, tem de ESG a Beyoncé, passando por Hot Chip, Madonna, Roxy Music e até Zizi Possi.

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
The XX, um hype que vale à pena! Fico com preguiça de acompanhar absolutamente tudo que é lançado, então baixo pouca novidade. Mas resolvi prestar atenção a essa banda e me surpreendi – o disco deles acabou sendo um dos mais tocados por aqui. Acho que 2009 foi um ano de lançamentos maravilhosos. Ouvi muito os novos discos de Cidadão Instigado, Céu, Arnaldo Antunes, Lucas Santtana, Lulina, Yo La Tengo, Bill Callahan, Sonic Youth, Passion Pit. E as velharias de sempre que eu amo, claro.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Olha, são muitos, viu? Neil Young, Velvet Underground, Cat Power, Bob Marley, David Bowie, João Gilberto, Lulu Santos, Miles Davis, Reginaldo Rossi, Patsy Cline, Nick Drake, Zezé di Camargo e Luciano, Rita Lee, Beatles, Rolling Stones, Silver Jews, Tim Maia, Tindersticks, Vinícius de Moraes, Yo La Tengo, Pulp, Belle and Sebastian, Chico e Caetano, Maria Bethânia, Luiz Melodia, John Coltrane, Hole. E com certeza esqueci de alguns…

Se você enchesse seu moleskine de letras de músicas (ou pedaços de letras), qual iria pra capa?
Nossa, muito difícil! Mas acho que fico com um trecho de “Powderfinger”, de Neil Young: Just think of me as one you’d never figure.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Hahaha. Olha meu Last.fm pra ver que eu não deleto nada! Ouço de tudo. Mas o que alguém poderia chamar de guilty pleasure é Zezé di Camargo e Luciano, que eu amo. Aliás, tô vendo agorinha “2 Filhos de Francisco”, pela sexta, sétima vez. E me acabo de chorar em todas… E olha que Mival ainda nem morreu!

25 nov 2009

Mario Bross’ Jukebox (Wry)

Por  @16:25

Com mais de uma década de existência, o Wry se destaca na cena alternativa brasileira (e gringa também) com músicas que misturam bem shoegaze com pop e noise rock. O vocalista da banda (@wry), o simpático Mario Bross, falou um pouco com o Move e citou algumas de suas influências e seus gostos musicais:

mário bross - wry

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Tenho escutado muito o Exploding Head, do A Place to Bury Strangers, e o Primary Colours, do The Horrors.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida?
My Bloody Valentine

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Não pode faltar The Cure, não pode faltar Interpol, Madonna e nem TV on the Radio.

E aquela banda clássica que não sai do seu mp3 player?
Meu clássico é U2, sem dúvidas. Minha irmã me “ensinou” a gostar dos irlandes quando eu era criancinha, em 85, e até hoje acompanho e já os vi algumas vezes.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Adoro Sugababes, tenho CD delas e também adoro umas power ballads de filmes americanos dos anos 90, que às vezes aos domingos coloco pra dar um clima de feriado e nostalgia.

5 nov 2009

No Rio, show de McCartney muda de estádio – e Brasília quer trocá-lo por Madonna ou Beyoncé

Por  @18:10

Você já deve ter ouvido ou lido sobre os rumores de que Paul McCartney seria uma das grandes atrações que abririam a agenda de shows internacionais em 2010. Nós mesmos já comentamos sobre a novela por aqui. A princípio, o músico faria três shows no Brasil: Um no Rio de Janeiro, supostamente no Maracanã, outro em São Paulo e mais um em Brasília, no aniversário de 50 anos da cidade. As últimas novas que ouvimos sobre as negociações diziam que o governo da capital do país estaria disposto a abrir mão de uma apresentação do eterno beatle para receber Madonna, que já passou por terras tupiniquins no ano passado.

paul mccartney

No entanto, segundo o Estadão, McCartney ainda está em negociação: “Estamos tentando reduzir o valor (equivalente a R$10,3 milhões). Se der certo, ele vem”, declarou o vice-governador de Brasília. Ainda de acordo com o jornal, Madonna estaria na mesa de propostas junto com Beyoncé, o que seria um erro apocalíptico da organização do evento. A novidade é que, além dos fãs brasileiros de Macca, o Rio de Janeiro já começa a contar com a vinda do músico ao Brasil. O Globo Esporte (via La Cumbuca) apurou que o estádio Engenho de Dentro, popularmente conhecido como Engenhão, estaria pretendendo incluir McCartney em seu novo projeto de gestão e publicidade – “Paul McCartney, o eterno ex-baixista e vocalista dos Beatles, deve se apresentar no estádio em março”, aponta o site.

Aparentemente, o show no Maracanã foi inviabilizado pelas obras que estarão sendo feitas no estádio enquanto Paul estiver em turnê.

4 nov 2009

Música do Mika está entre as preferidas da comunidade gay

Por  @10:20

Alguns de vocês, caros leitores, me criticaram (via twitter, principalmente) quando eu falei sobre o exagero de “cores, gritinhos e purpurina” nos shows do Mika, mas parece que eu não fui o único que reparou em toda essa extravagância. Segundo um colunista do MSN, a pesquisadora belga Katarin Valgeren procurou descobrir, em cerca de um ano, quais seriam as músicas preferidas da comunidade gay atualmente – e, BINGO, “Relax, Take It Easy”, do Mika, apareceu em sexto lugar na lista.

mika

Na tela da TV, no meio desse povo, a gente vai se ver na Globo

Segundo Valgeren, não é apenas a opção sexual do músico que agrada o público gay (Madonna, por exemplo, aparece com “Hung-Up” logo no início do ranking): “Há também outras qualidades que são apreciadas pelos homossexuais”, explica a pesquisadora, que cita o uso de cores, lantejoulas e cristais como um ponto positivo. Parece que minha teoria acaba de ser comprovada. O ranking geral ficou assim:

1) Soldiers of love (Liliane Saint-Pierre)

2) Dancing Queen (ABBA)

3) Hung-up (Madonna)

4) Je t’adore (Kate Ryan)

5) Diva (Dana International)

6) Relax, Take it easy (Mika)

7) Take my love (Good Shape)

8) Believe (Cher)

9) Diep (Get Ready!)

10) I Will Survive (Gloria Gaynor)

1 out 2009

Amy Winehouse, Ting Tings, Prodigy e muito mais: Multishow HD estréia hoje

Por  @18:29

Já faz tempo que essa onda de High Definition começou a absorver tudo o que pode do mundo da música. O processo começou pela internet, com a hospedagem de videoclipes no Vimeo e em HD pelo tradicional YouTube, e, hoje, o Multishow HD estréia como o primeiro canal do ramo a ter conteúdo em alta definição.

A programação especial começa hoje (01), as 21 horas, com a transmissão da passagem da Sticky & Sweet Tour, de Madonna, por Buenos Aires, que aconteceu em dezembro do ano passado. Na noite de sexta-feira, dia 2, é um dos maiores festivais britânicos da atualidade que abre o final de semana: O Isle of Wight Festival, realizado em junho desse ano, chega à TV brasileira em alta definição com a transmissão de shows de The Ting Tings, The Prodigy, Basement Jaxx, Stereophonics e Neil Young, além de mais uma penca de artistas. Na sequência, a nossa querida e drogada Amy Winehouse estrela o documentário de sua própria vida, bem a meia-noite.

isleofwight (2)

No dia 3, sábado, tem mais documentário: Rip! A Remix Manifesto, produção canadense que discute a distribuição e a pirataria de músicas e filmes na atualidade, será exibido no final da tarde (às 17 horas, mais precisamente), com os depoimentos de Girl Talk, Gilberto Gil e até Lawrence Lessig, criador das restrições de copyright e trademark. E, indo da reflexão a trip hop, o Multishow segue a noite com Demon Days: Live In Harlem, do Gorillaz, o maior grupo virtual do planeta (btw, existe algum outro?).

Bem, por enquanto é isso. Vou avisando as novidades aqui.

17 mar 2009

O que Sid Vicious e Britney Spears têm em comum?

Por  @0:56

Fichado!

Fichado!

O site Orange fez uma pesquisa entre seus leitores para eleger o rockstar mais controverso da história. E deu Sid Vicious na cabeça!

O ex-baixista do Sex Pistols morreu por overdose de heroína, em 1979. Ele faleceu durante uma festa na casa da sua mãe, onde comemoravam a libertação do músico após 55 dias preso por agressão. Era um momento complicado na vida do roqueiro, que era acusado de ter assassinado a própria namorada, Nancy.

Até hoje, 30 anos depois, não se sabe quem desferiu a facada no abdomen da moça. Como ambos usavam drogas, versões apontam para a culpa de Sid, bem como de um traficante, que teria roubado cerca de 24 mil dólares do casal. 

Em fevereiro foi lançado o documentário “Who killed Nancy?”, pergunta que aparentemente ficará sem resposta.

Britney Spears já apareceu sem calcinha, raspou a cabeça, prendeu o filho no closet e bateu em fotógrafos, mas ainda não tem nenhuma acusação de assassinato sob a cabeça. Mesmo assim, ela ficou em oitavo lugar na mesma lista encabeçada por Sid. 

A nona colocada, porém, já foi acusada de homicídio por defensores de uma certa teoria da conspiração. Alguns juram que Courtney Love causou a morte do então marido, Kurt Cobain.

Segue a lista:

1. Sid Vicious
2. Ozzy Osbourne 
3. Keith Richards 
4. Amy Winehouse
5. Michael Jackson 
6. Marilyn Manson 
7. Pete Doherty
8. Britney Spears 
9. Courtney Love 
10. Madonna

Nádia Lapa

22 jan 2009

Madonna no Maracanã

Por  @13:07

Da série “Coisas que deveriam ter ido ao ar na revista e agora parecem atrasadas”

Quinze anos depois de sua última passagem pelo Brasil, Madonna aterrissa no Rio de Janeiro para um par de shows no Maracanã. E aquela foi a diva do pop, sem tirar nem pôr.

Não foi a chuva que impediu as 70 mil pessoas de irem ao Maracanã no domingo, dia 14, parar conferir o início da Sticky & Sweet Tour brasileira, turnê do último álbum da Madonna, Hard Candy, lançado esse ano. Com a abertura dos portões marcada para Os portões, que tinham abertura prevista para as 17hrs, só foram abertos as 17:40 para o público de pista e arquibancada. A pista VIP foi aberta um pouco depois. Na segunda-feira, dia 15, não foi diferente: os portões também atrasaram. Perdoável até, já que não estava ameaçando chuva como no domingo.

Paul Oakenfold, o DJ que acompanhou Madonna na Confessions Tour, foi escalado para a abertura dessa nova turnê também. No domingo, enquanto as pessoas entravam no Maracanã, Paul já discotecava em sua pick-up, montada num palco ainda coberto. O set passava por Rihanna, White Stripes e Nelly Furtado. Na segunda-feira, o set não foi muito diferente: apenas uma ou outra música que não tinha sido tocada no dia anterior apareceu. A única diferença foi o atraso: Paul entrou ás 19:40h, quase no horário do show principal, marcado para as 20h. Apesar disso, ele conseguiu animar o público nos dois dias com seus remixes e seus pedidos de palmas e animação.

paul

Após a apresentação do DJ, o palco começa a ser montado, e aí se começa a ter uma leve idéia do que ele é capaz. Técnicos arrumam o palco, descobrem os telões, os homens da iluminação sobem. Tudo isso demora certo tempo, claro, e no domingo houve um atraso de apenas 30min. Já na segunda, quase 2h, o que fez com que o público vaiasse e gritasse “Madonna, piranha.”

As luzes se apagam e o show finalmente começa. No telão, é projetada a “Candy Factory”, a introdução do show e do bloco Pimp. Os dançarinos surgem nas pontas do palco, enquanto ela, a diva, a rainha do pop, surge sentada no seu trono com encosto em forma de M. Começa então “Candy Shop”, que ela dança com seus bailarinos. Na segunda noite ela parece bem mais empolgada e receptiva.

Depois de “Candy Shop”, é a vez de “Beat Goes On”, que conta com o Kanye West no telão. Como se não bastasse, sai de trás do palco um carro antigo branco, com um dançarino parecido com o Kanye West. Madonna põe a sua cartola branca enquanto dança no carro com seus dançarinos. Madonna faz a primeira interação com o público nessa música, gritando “All right, Rio de Janeiro” e “Hello, Brazil.” No domingo, quando chovia forte, já se via a equipe bem preocupada secando o palco com toalhas e rodo.

“Human Nature” é a terceira música. O público reage bem, com Britney Spears presa em um elevador. No telão, é claro. Madonna canta e toca guitarra nessa música na frente do palco, na passarela central. Para evitar que a musa levasse um choque, um segurança se coloca atrás dela segurando um guarda-chuva. “Vogue”, eleita uma das músicas mais gays por um site australiano, começa, levando o público ao grito. Ela está sampleada com “4 Minutes”, hit e primeiro single de Hard Candy. No domingo, é só aqui que ela começa a se soltar, já que estava apreensiva com a chuva. Na segunda-feira, não: ela já sorri e logo percebe-se que ela está se divertindo.

Começa então o intervalo, que leva ao segundo bloco do show, chamado Old School. A intro é uma versão de “Die Another Day”, onde dois dançarinos simulam uma luta de boxe. Com o término, é a vez de “Into the Groove”, que começa com uma pick-up e um DJ saindo do canto esquerdo do palco; ele usa o tão falado fone revestido por cristais Swarosvki. Madonna então surge pulando corda, e aproveita essa música para subir na pick-up e fazer uma pole dance conforme o carro percorre o palco até a ponta direita. Ela então desce e vai pular cordas com seus bailarinos, sem errar uma, apesar da chuva. No segundo dia, Madonna, já muito mais relaxada, exibe seus músculos e pede para o público fazer barulho, que não desaponta, inclusive na hora em que ela oferece o microfone para cantar junto. “Into the Groove” termina com ela no chão, puxando a próxima música, “Heartbeat.” Bailarinos trocam seus sapatos, enquanto no telão são exibidos sinais vitais.

1

A música seguinte é “Boderline”, hit dos anos 80, aqui apresentada em uma versão mais rock, onde Madonna canta e toca guitarra (com a devida proteção de um guarda-chuva, claro). O público canta junto: é uma das músicas mais queridas. Ela sorri com a reação. Já muito mais a vontade, na segunda noite, Madonna grita “motherfuckers”, o que faz o público delirar.

“She’s Not Me” é a seguinte, e Madonna canta usando óculos escuros em formato de coração, enquanto o telão exibe clipes antigos, mostrando suas várias fases. Na ponta do palco, surgem dançarinas vestidas de sósias da Madonna: Like a Virgin, Material Girl, Express Yourself e Vogue. Madonna caminha até elas e as destrói, uma a uma. A “Like a Virgin” ainda leva um beijo na boca e uma apertada na bunda, que leva o estádio ao delírio. Madonna aqui parece realmente solta, se divertindo. Está tão solta que no domingo dá uma escorregada, mas que disfarça bem. Na segunda-feira, nada de escorregão. A próxima música é “Music.” Confesso que a música ficou um pouco apagada, e que poderia ser substituída perfeitamente por outra. Na parte de “never gonna stop” Madonna grita “never gonna fucking stop”, enquanto olha para o alto, claramente se referindo à chuva. Na segunda-feira, o grito muda para “please, don’t stop.”

“Music” encerra o segundo bloco, dando agora a vez à intro do terceiro bloco, chamado Gypsy, que homenageia o povo cigano e latino. Uma bela animação é projetada no telão ao som de “Here Comes the Rain” enquanto dois dançarinos asiáticos fazem uma performance e a equipe seca o palco. Terminada a intro, Madonna surge dentro do telão circular em cima de um piano, usando um manto preto. “Devil Wouldn’t Recognize You” é um dos momentos mais bonitos do show, com imagens de chuva sendo projetadas no telão. O visual é incrível.

“Spanish Lesson” começa, com a tarefa de levantar o público, mais calmo e ainda espantado pela beleza da apresentação de “Devil.” Madonna, como sempre, pergunta se “hablamos español.” A resposta vem em um sonoro coro: “no!” A música é apresentada enquanto palavras em espanhol passam no telão.

Com o fim de “Spanish Lesson”, começa “Miles Away.” No domingo, Madonna pergunta ao público se estão tendo um “good time”, enquanto na segunda-feira ela logo dedica a música ao Rio de Janeiro – e faz a mesma pergunta ao público. Quando vem a resposta, ela replica: “me too.” Aproveitando a animação, dá o microfone pro público cantar junto. Terminada a música, ela sai do palco, e volta para cantar “La Isla Bonita”, música que conta com um cenário cigano. Uma mesa sai do fundo do palco, junto com músicos e dançarinos. O público responde bem, batendo palma e, mais uma vez, cantando junto. Na segunda-feira, a performance é bem melhor que no domingo, já que agora o palco está seco. Em “Doli Doli”, canção romena apresentada pelos seus músicos, Madonna se senta para descansar. Ela aproveita o momento para interagir com o público, mandando caretas, beijinhos e piscadelas e até tomar a dose de uma bebida que ainda não se qual é. Eugene Hütz, do cigano Gogol Bordello, não se apresentou com ela em nenhum dos shows, diferentemente do que ele tinha dito quando foram anunciadas as datas da turnê.

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Ao fim da música e da apresentação da dançarina das sete saias, Madonna fala que era bom estar de volta depois de 14 anos. Perdoável, já que se passaram na verdade 15 anos. O público grita o nome dela, e ela pergunta “who?” Os gritos continuam e ela diz “I love you.” No segundo dia de apresentação, Madonna também aproveita o momento e pergunta se estão mais animados hoje. A resposta é positiva. O motivo? Não está chovendo, é claro. Madonna então canta “You Must Love Me” e desaparece no telão.

É a vez de “Get Stupid”, intro do quarto e último bloco, chamado de Rave. Imagens de dinheiro, pobreza e miséria são mostradas no telão, junto com celebridades como Bono, Michael Moore e é claro, Barack Obama, que leva o público às palmas. Ao fim de “Get Stupid”, é a vez do hit “4 Minutes”, que conta com a participação de Justin Timberlake em pequenos telões que se espalham no palco e que são movidos por dançarinos atrás deles. Madonna canta usando uma ombreira brilhosa, meio futurista, enquanto se pendura nos telões e interage com o Justin virtual. O público se anima, mas não tanto quanto na próxima música, “Like a Prayer”, que é sem dúvida o momento de melhor estética de todo o show. O estádio inteiro canta junto, enquanto a chuva não cansa de cair.

“Ray of Light” começa, e lasers são projetados no fundo no estádio, dando um visual incrível, enquanto luzes aleatórias são exibidas no telão. Uma apresentação simples e bonita – se formos comparar com o resto do show, claro – mas que fica também um pouco apagada. Aqui ela pede pra pular, e se o público não pula, ela diz que não mandou ninguém parar de pular.

Madonna então pára o show para seu momento de maior interação com o público. No domingo, ela cria uma espécie de mantra para mandar a música embora “fuck the rain, it has to go. Oleleo.” Ela canta junto com o público, que adora. É nessa parte que ela seleciona alguém para cantar uma música escolhida. Ela escolhe um rapaz, que pede “Everybody”, que ela não concorda em cantar, mas dá outra chance. O rapaz então pede “Express Yourself”, que é cantada em coro. Na segunda-feira, a música escolhida é “Dress You Up”, e a cantora aprova. Madonna se mostra muito mais a vontade na segunda noite, pedindo para que o público mostre à rainha que a ama e perguntando se estamos satisfeitos.

Após essa brincadeira, começa então “Hung Up” em uma versão mais rock, com Madonna na guitarra. Ela canta, toca e no final ainda faz o célebre símbolo do heavy metal. Vem então “Give It 2 Me”, o segundo single de Hard Candy e a escolha perfeita para o encerramento. Todo mundo se joga ao som da música, dançando sem parar. Madonna ainda desce do lado esquerdo do palco e fica bem próxima do público. Na segunda-feira, ela ainda dá o microfone para um rapaz cantar e é claramente possível ouvir a voz dele gritar “give it to me, yeah.” A primeira noite terminou com dois bailarinos agitando a bandeira do Brasil, enquanto na segunda a própria Madonna se enrolou na bandeira, além de apresentar a canção com a camisa da seleção brasileira, um singelo presente do atual governador do Rio, Sérgio Cabral. Ao fim da apresentação surge a mensagem no telão: “GAME OVER.” Não é preciso dizer mais nada. O jogo acabou, e que venha o próximo.

Por Heitor Machado