13 mai 2010

Diego Maia’s Jukebox (R7)

Por Neto Rodrigues @18:11

Ele é editor de blogs e mídias sociais do portal R7. Pra você que não conhece Diego Maia (@diegomaia), tá perdendo um dos melhores perfis de twitter pra quem curte música, cinema, notícias e cultura pop em geral. O cara já foi repórter da Editora Abril e ainda colabora com as revistas Rolling Stone Brasil e Movie. Com tanta bagagem, ele se dispôs a bater um papo com o Move e falou sobre as bandas que rondaram sua adolescência, seus hypes favoritos e aquela música que ele sempre escuta, mas até hoje não tinha contado pra ninguém:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Descobri Local Natives há pouco. Boa banda! Lançaram um belo disco no fim de 2009/começo de 2010, o Gorilla Manor. Surfer Blood é outra nova favorita, “Swim” é das grandes pequenas músicas do ano. Também tem Beach House (Teen Dream é meu disco favorito de 2010, até agora), jj, Titus Andronicus… Enfim, a escalação toda do Pitchfork Festival, haha. Podem me chamar de hipster, ligo não.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Foo Fighters meio que norteou minha adolescência. Ouço incansavelmente desde os 12 anos. Tenho todos os CDs em casa, apesar de, hoje, só ouvir o The Colour and The Shape. Mesma coisa com Queens of The Stone Age. O Rated R foi o primeiro disco que importei na vida, teve um impacto absurdo. Pearl Jam, Nirvana, Soundgarden e toda a patota grunge também foram muito presentes (era isso que a gente conseguia ouvir no interior de São Paulo nos anos 90 – descontando uma até hoje inexplicável invasão de metal melódico que rolou no fim da década). E Elliott Smith também teve – e ainda tem muita – importância pra mim. O “Figure 8″ é álbum pra vida toda (Roger Waters discordaria!).

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
As boas do Michael Jackson, do Prince, da Madonna. Franz Ferdinand animou muitas festas de faculdade, sempre funciona. LCD Soundsystem é favorita do coração, me faz soltar a franga mesmo com “New York I Love You But You’re Bringing Me Down”, então não conta. Paulista/sulista emulando funk carioca também é divertido. Ah! Não vou citar Lady Gaga (que é legal, nada contra) porque, sejamos sinceros, alguém ainda aguenta “Poker Face”, “Bad Romance” ou “Telephone”?

E aquele show inesquecível? Qual foi?
O do Franz Ferdinand, no Circo Voador, em fevereiro de 2006, o primeiro show deles no Brasil. Todo mundo que esteve lá diz que o show foi histórico, marcante, inigualável e, bem, foi mesmo. Banda e público admirados um com o outro, calor absurdo, som do Circo bem calibrado, boa companhia. Não tem como um show de rock ser melhor do que aquilo. Espero tirar esse show do topo da lista este ano, no entanto. :)

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Roxette: “It Must Have Been Love” (e, quando quero disfarçar, digo que o Per Gessle é um puta guitarrista!)

31 mar 2010

Bia Granja’s Jukebox (Pix)

Por Neto Rodrigues @16:38

Você nunca achou que fosse precisar da Pix um dia, mas, uma vez visitado, o site da revista vai começar a aparecer no histórico do seu navegador com muita frequência. Sempre com muito bom humor, Bia Granja (@BiaGranja), editora da Pix, conduz um arsenal de links prontos pra quebrar aquela tensão do trabalho no meio da tarde – ou em qualquer hora do dia – e fazer você passar maus bocados segurando a risada pro seu chefe não escutar. E entre uma tuitada e outra, Bia arrumou um tempinho pra conversar com a gente sobre música:

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida, tanto nos momentos ruins quanto nos bons?
Puuuuuts. Não tenho nenhuma marcante, mas sou fã de heavy metal (ou era) e sempre escuto as velharias boas de cantar junto: Sepultura, Metallica, Iron Maiden, etc. E também Madonna, hahaha. Como ela sempre lança musica nova e boa, tá sempre na minha playlist.

E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Eu escuto várias novidades diárias no lugar número 1 pra quem curte ouvir novidades (e acha que é o único): HYPE MACHINE! :)

Midnight Show – Você costuma ir em shows? Se sim, qual foi o que mais te marcou?
Já fui mais. Hoje em dia tem muito show de banda de 1 música só, daí não me empolgo muito pra ir. Mas os que mais me marcaram foram os do Hollywood Rock. Fui em todos os dias de todos os anos e era INCRÍVEL!

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Musica boa, amigos e um alcoolzinho. :)

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Hahahaha. Olha, eu gosto de alguns axés. Fazer o quê? Ah, e Viper também, hahaha.

10 mar 2010

Igor Filus’ Jukebox (Charme Chulo)

Por Neto Rodrigues @16:12

Algumas semanas atrás, tive o prazer de presenciar o show dos paranaenses do Charme Chulo (@charmechulo). A banda, famosa por misturar estilos tão díspares como o rock e o sertanejo, fez uma apresentação bem digna, divulgando seu segundo disco, Nova Onda Caipira. Pouco antes da performance, bati um papo com o simpático vocalista Igor Filus, que me contou um pouco sobre seu background musical:

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Gosto muito de um pessoal de Curitiba que anda fazendo um som por lá e despontando, como Bonde do Rolê (apesar de não ser mais novidade), Copacabana Club, Sabonetes. Tô sempre apoiando toda essa galera de lá. Já de fora, cara…eu sou muito eclético – por exemplo, acabei de baixar um disco do Serge Gainsbourg, mas não é nada novo, entendeu?

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Pra mim é sagrado: Leonard Cohen. Nunca deixo de ouvir. É quase religioso.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
New Order. Dos anos 80, dentre essa galera de Manchester aí, é o que eu mais gosto.

Esta deve ser a pergunta que você mais responde, provavelmente, mas que não poderia faltar por aqui: de onde veio essa ideia inusitada de misturar rock independente com música caipira?
Tem mais a ver com a cidade. É tipo uma busca pelas suas raízes. O principal, a essência da banda é a seguinte: Curitiba tem fama de ser européia, sabe? Mas isso é uma grande farsa, é uma coisa mais política. É algo que foi divulgado mais na mídia. E a gente gosta de zoar com isso, entendeu? A gente quer mostrar que isso é uma farsa. Por exemplo, Copacabana Club combina muito com esse estereótipo da cidade, de ser cult e tal. Eu gosto, acho que deu certo e eles estão aproveitando. E é bem por aí o motivo pelo qual a gente resolveu flertar com a música caipira: porque no Paraná tem muita gente que curte isso, muita gente que veio do interior. E as pessoas não sabem que essa é a essência da banda: zoar, mas de uma maneira séria. E também é uma busca de identidade, por uma coisa mais regional. E o que mais rola no Paraná é o sertanejo e o caipira. Então é isso, é flertar com o caipira de um jeito legal, explorando as raízes do estilo, lá dos anos 50 e com uma pegada folk também.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Pet Shop Boys e Madonna, por exemplo, são coisas que não dá pra ouvir junto com a banda.

8 jan 2010

Dani Arrais’ Jukebox (don’t touch my moleskine)

Por Neto Rodrigues @13:23

Na primeira edição de 2010 da nossa coluna Jukebox Weekly, temos o prazer de receber Daniela Arrais (@daniarrais). Dani (/íntimo), no auge de seus 26 aninhos, é jornalista da Folha Online e mantem o ótimo e recomendadíssimo blog don’t touch my moleskine – um dos melhores blogs para dara aquela desestressada e apreciar belas imagens, textos e vídeos que a autora oferece a seus fiéis leitores.

Foto roubada do site da Pix

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Música pra dançar! Por mais óbvio que isso seja, não é o que a gente costuma ouvir quando vai pra determinadas festas. A galera adora soltar a novidade que saiu na noite passada, menos porque ela é dançante, mais porque ela diz o quanto você é “antenado”. Tenho preguiça. Um set bom, pra mim, tem de ESG a Beyoncé, passando por Hot Chip, Madonna, Roxy Music e até Zizi Possi.

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
The XX, um hype que vale à pena! Fico com preguiça de acompanhar absolutamente tudo que é lançado, então baixo pouca novidade. Mas resolvi prestar atenção a essa banda e me surpreendi – o disco deles acabou sendo um dos mais tocados por aqui. Acho que 2009 foi um ano de lançamentos maravilhosos. Ouvi muito os novos discos de Cidadão Instigado, Céu, Arnaldo Antunes, Lucas Santtana, Lulina, Yo La Tengo, Bill Callahan, Sonic Youth, Passion Pit. E as velharias de sempre que eu amo, claro.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
Olha, são muitos, viu? Neil Young, Velvet Underground, Cat Power, Bob Marley, David Bowie, João Gilberto, Lulu Santos, Miles Davis, Reginaldo Rossi, Patsy Cline, Nick Drake, Zezé di Camargo e Luciano, Rita Lee, Beatles, Rolling Stones, Silver Jews, Tim Maia, Tindersticks, Vinícius de Moraes, Yo La Tengo, Pulp, Belle and Sebastian, Chico e Caetano, Maria Bethânia, Luiz Melodia, John Coltrane, Hole. E com certeza esqueci de alguns…

Se você enchesse seu moleskine de letras de músicas (ou pedaços de letras), qual iria pra capa?
Nossa, muito difícil! Mas acho que fico com um trecho de “Powderfinger”, de Neil Young: Just think of me as one you’d never figure.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Hahaha. Olha meu Last.fm pra ver que eu não deleto nada! Ouço de tudo. Mas o que alguém poderia chamar de guilty pleasure é Zezé di Camargo e Luciano, que eu amo. Aliás, tô vendo agorinha “2 Filhos de Francisco”, pela sexta, sétima vez. E me acabo de chorar em todas… E olha que Mival ainda nem morreu!

25 nov 2009

Mario Bross’ Jukebox (Wry)

Por Neto Rodrigues @16:25

Com mais de uma década de existência, o Wry se destaca na cena alternativa brasileira (e gringa também) com músicas que misturam bem shoegaze com pop e noise rock. O vocalista da banda (@wry), o simpático Mario Bross, falou um pouco com o Move e citou algumas de suas influências e seus gostos musicais:

mário bross - wry

E o hype? – o que você tem escutado de novidade?
Tenho escutado muito o Exploding Head, do A Place to Bury Strangers, e o Primary Colours, do The Horrors.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, como trilha sonora de sua vida?
My Bloody Valentine

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Não pode faltar The Cure, não pode faltar Interpol, Madonna e nem TV on the Radio.

E aquela banda clássica que não sai do seu mp3 player?
Meu clássico é U2, sem dúvidas. Minha irmã me “ensinou” a gostar dos irlandes quando eu era criancinha, em 85, e até hoje acompanho e já os vi algumas vezes.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.
Adoro Sugababes, tenho CD delas e também adoro umas power ballads de filmes americanos dos anos 90, que às vezes aos domingos coloco pra dar um clima de feriado e nostalgia.

5 nov 2009

No Rio, show de McCartney muda de estádio – e Brasília quer trocá-lo por Madonna ou Beyoncé

Por Alex Correa @18:10

Você já deve ter ouvido ou lido sobre os rumores de que Paul McCartney seria uma das grandes atrações que abririam a agenda de shows internacionais em 2010. Nós mesmos já comentamos sobre a novela por aqui. A princípio, o músico faria três shows no Brasil: Um no Rio de Janeiro, supostamente no Maracanã, outro em São Paulo e mais um em Brasília, no aniversário de 50 anos da cidade. As últimas novas que ouvimos sobre as negociações diziam que o governo da capital do país estaria disposto a abrir mão de uma apresentação do eterno beatle para receber Madonna, que já passou por terras tupiniquins no ano passado.

paul mccartney

No entanto, segundo o Estadão, McCartney ainda está em negociação: “Estamos tentando reduzir o valor (equivalente a R$10,3 milhões). Se der certo, ele vem”, declarou o vice-governador de Brasília. Ainda de acordo com o jornal, Madonna estaria na mesa de propostas junto com Beyoncé, o que seria um erro apocalíptico da organização do evento. A novidade é que, além dos fãs brasileiros de Macca, o Rio de Janeiro já começa a contar com a vinda do músico ao Brasil. O Globo Esporte (via La Cumbuca) apurou que o estádio Engenho de Dentro, popularmente conhecido como Engenhão, estaria pretendendo incluir McCartney em seu novo projeto de gestão e publicidade – “Paul McCartney, o eterno ex-baixista e vocalista dos Beatles, deve se apresentar no estádio em março”, aponta o site.

Aparentemente, o show no Maracanã foi inviabilizado pelas obras que estarão sendo feitas no estádio enquanto Paul estiver em turnê.

4 nov 2009

Música do Mika está entre as preferidas da comunidade gay

Por Alex Correa @10:20

Alguns de vocês, caros leitores, me criticaram (via twitter, principalmente) quando eu falei sobre o exagero de “cores, gritinhos e purpurina” nos shows do Mika, mas parece que eu não fui o único que reparou em toda essa extravagância. Segundo um colunista do MSN, a pesquisadora belga Katarin Valgeren procurou descobrir, em cerca de um ano, quais seriam as músicas preferidas da comunidade gay atualmente – e, BINGO, “Relax, Take It Easy”, do Mika, apareceu em sexto lugar na lista.

mika

Na tela da TV, no meio desse povo, a gente vai se ver na Globo

Segundo Valgeren, não é apenas a opção sexual do músico que agrada o público gay (Madonna, por exemplo, aparece com “Hung-Up” logo no início do ranking): “Há também outras qualidades que são apreciadas pelos homossexuais”, explica a pesquisadora, que cita o uso de cores, lantejoulas e cristais como um ponto positivo. Parece que minha teoria acaba de ser comprovada. O ranking geral ficou assim:

1) Soldiers of love (Liliane Saint-Pierre)

2) Dancing Queen (ABBA)

3) Hung-up (Madonna)

4) Je t’adore (Kate Ryan)

5) Diva (Dana International)

6) Relax, Take it easy (Mika)

7) Take my love (Good Shape)

8) Believe (Cher)

9) Diep (Get Ready!)

10) I Will Survive (Gloria Gaynor)