24 jan 2012

Clipe: Mallu Magalhães – Velha e Louca

Por Neto Rodrigues @18:29

Mallu tá em todas com seu novo disco. Pitanga conseguiu louváveis colocações em inúmeras listas de Melhores de 2011 – e pegando carona na aprovação quase geral, a cantora chamou banda e seu namorado hermano pra tocarem no alto de um prédio. Produção de primeira pra uma bela música:

Com o perdão da frase pronta e do clichê, mas essa Mallu cresceu, hein?

16 out 2011

Coluna Miojo Indie #5: Mallu Magalhães, High Places e Emika

Por Move That Jukebox @23:40

E que tal irmos pra quinta edição da coluna de um dos blogs mais legais e antenados das interwebs aqui do Brasil? No “programa” de hoje, o Miojo Indie sugere os lançamentos da Mallu Magalhães, do duo High Places (tem clipe novo da banda aqui) e da cantora Emika. Façam bom proveito:

Mallu Magalhães

Pitanga (2011, Sony/BMG)

Esqueça a adolescente excêntrica com voz irritante que há pouco mais de três anos chamou as atenções da imprensa por conta de seu bom desempenho na internet. Longe da sonoridade “folk” de outrora, Mallu Magalhães mostra que em seu terceiro registro é a busca por um som maduro e versos adultos que a acompanham. Aplicando os ensinamentos repassados por seu atual parceiro e amante, Marcelo Camelo, a jovem faz de Pitanga um trabalho doce, carregado de melodias suculentas e um sabor forte de romantismo que se intensifica em cada apreciação da obra. Seja ao se comportar como uma “Velha e Louca” na abertura do álbum, brincando com os ritmos brasileiros em “Sambinha Bom” ou mesmo entregando seu coração em “Olha Só, Moreno”, cada mínimo espaço do disco parece feito com o maior esmero, resultando em um projeto envolvente e capaz de encantar o espectador sem o mínimo esforço.

Ouça: Velha e Louca

10 out 2010

Primeiro dia de SWU: Estrada de terra, bucolismo e a fúria do Rage Against The Machine

Por Alex Correa @14:42

9 de outubro, primeiro dia de SWU, também pode ficar marcado como a primeira oportunidade que as gerações mais recentes tiveram de presenciar um festival “de verdade”, daqueles dos grandes – dizem, não posso afirmar por ter nascido tarde demais, que o Starts With You (lembra que esse é o nome original?) só se equipara ao Rock In Rio em questão de tamanho no Brasil.

É fácil perceber que o SWU é realmente um monstro, como já dava pra dizer assistindo ao preview da visão área do lugar. A Fazenda Maeda (Arena Maeda, Pousada Maeda ou Pesqueiro Maeda são os mesmos lugares, vale dizer) é, provavelmente, o maior campo aberto que eu já vi na vida. A estradinha de terra de 3km que conecta a rodovia principal ao lugar é genial: não facilita a locomoção, verdade, mas serve pra dar um baita choque de ambiente, principalmente pra quem tinha São Paulo como ponto de partida – de repente, a poluição do dia-a-dia e a correria da Avenida Paulista viraram plantações de eucalipto (logo na entrada você dá de cara com a Eucatex, do Maluf), gramados infinitos e árvores que vão até sabe-se-lá-onde.

Se todo esse verde deixa o evento com a mesma cara do Woodstock? Não, não deixa. Mais uma vez, não posso usar a minha memória para descrever as diferenças, mas os registros falam por mim: pra entender a vibe, vale pegar um Aconteceu em Woodstock ou o próprio Woodstock e sacar o abismo que existe entre a geração paz e amor e os tempos atuais. Quem ficava tentando travar uma competição entre o SWU e o Planeta Terra também saiu perdendo: a pegada aqui é mais abrangente, popular e bem mais intensa, enquanto o Terra aposta em mais conforto e “tendência”, com o perdão da palavra. No final das contas, todo mundo sai ganhando.

Na recepção, a organização não falhou só uma vez. O staff terceirizado, que erra quase em todos os eventos, não sabia orientar bem quais entradas as pessoas deveriam pegar para entrar nas diferentes áreas. Péssima qualidade na hora de informar, mas a educação dos funcionários funcionava bem – eu, pelo menos, fui super bem tratado e só ouvi relatos de pessoas que também receberam tratamentos bem simpáticos. Ponto positivo.

O climão de festival ficava estampado na cara de todo mundo logo na primeira tour pela Maeda. Os dois palcos principais, Ar e Água, ficam mais próximos da entrada, o Oi Novo Som fica quase no final do espaço e a tendona verde da Heineken é ponto obrigatório, bem no meio do caminho. Se você pretende passar por lá nos próximos dias (ou voltar no ano que vem, de repente), é bom botar na cabeça de uma vez que não se anda pouco, principalmente quem tem que recorrer aos estacionamentos ou ao camping no final da noite. O passeio fica mais leve com os passatempos que aparecem no caminho, mesmo não sendo tão acessíveis – a roda gigante e o paredão de escalada, as coisas mais legais de lá depois dos palcos, tinham filas enormes.

Também vale preparar um mantra pra encarar filas com bom humor. A Ana observou bem, inclusive: “Ir no banheiro, comprar bebida, comida… Não se gasta menos de 40 minutos pra fazer qualquer coisa aqui”. A dinâmica tradicional dos 1001 caixas não funcionou, como sempre – quem quisesse comprar cerveja tinha que passar por três: o das fichas, o para conseguir uma pulseirinha de maior de 18 anos e o terceiro para pegar a bebida, finalmente.

O barulho sobre sustentabilidade não foi tão grande quanto na web. Pela primeira vez, não senti que estavam tentando empurrar um papo sobre ecologia pela garganta de todo o mundo – quem quisesse ter informação sobre reciclagem, energia e tudo o mais, poderia procurar uma das tendas ecologicamente corretas e se informar melhor, por livre e espontânea vontade.

A agendinha de “Shows Que Eu Quero Ver” só funciona pra quem tem muita disciplina. Ao mesmo tempo em que é bom saber que você tem várias opções de shows para assistir (Los Hermanos, Apples In Stereo e MSTRKRFT tocaram ao mesmo tempo em palcos diferentes), também é legal poder contar com um relevo confortável no meio do gramado pra descansar. Dos 13 shows que eu pretendia ver, nem que fosse por um tempinho, só consegui pegar cinco – e com um puta frio no nariz:

* Um pedacinho do The Twelves, que recebeu gritinhos durante um remix de Phoenix;

* Mallu Magalhães, muito mais articulada do que era há dois anos, trocando frases com os fãs, fazendo piadinhas e complementando o setlist (boa parte formado pelas músicas do segundo disco) com um cover de Billie Holliday;

* Mutantes, com Sérgio Dias já na flor da idade e mostrando a nova vocalista, Mara Maravilha Bia Mendes;

* Los Hermanos, emocionando, sendo recebidos com calor pelo público e mais bem humorados do que no último show que fizeram, em 2009;

* E, fechando a noite, o COMPLETAMENTE INSANO Rage Against the Machine, que deixou todo mundo de queixo caído com o poder de controle sobre o público, mesmo com várias dificuldades técnicas. O som da banda foi desligado duas vezes por um bom intervalo de tempo, mas Zach de la Rocha e cia. não deixaram nenhuma música pela metade. Depois da segunda falha, quando muita gente achou que eles desistiriam do show, a banda voltou ao palco e improvisaram uma jam para testar o som. Incitadas pelo próprio Tom Morello a invadir a pista premium, as pessoas da pista comum tentavam entrar na área mais cara várias vezes – e, inclusive, vi dois caras conseguindo o que queriam. A confusão foi tanta que a barricada do fosso dos fotógrafos quase cedeu. Foi nessa altura que o show parou mais uma vez, agora com a produção pedindo para todo mundo dar três passos pra trás – “Ou isso ou não tem mais show”, disse uma voz no microfone que tentava impedir que a barricada fosse abaixo. A banda manteve a postura e ainda voltou pro bis, fechado com o mega supreme hit “Killing In The Name”, que a Globo comeu na transmissão pela TV.

Daí ainda teve o show do Brothers of Brazil, logo no início, que eu vi porque eu era muito fã do Supla na pré-adolescência por inércia. Os caras até mandaram bem num cover de “Folsom Prison Blues”, do Johnny Cash (e aí teve a parte vergonha alheia, com uma versão de Lady Gaga, e a etapa nostalgia com “Japa Girl” e “Garota de Berlim”). HEH

Já estamos na Maeda pro segundo dia de festival, com Kings of Leon, Sublime with Rome, Joss Stone, Regina Spektor e os brasileiros Otto, Tulipa Ruiz e Volver, além de uma porrada de outros. Pra acompanhar isso e todo o resto, na medida do possível, cola no @movethatjukebox e fica de olho.

13 mai 2010

“Vamos fazer dois shows no segundo semestre”, diz Marcelo Camelo sobre Los Hermanos

Por Alex Correa @15:57

Eu sei que você ficou meio tonto com o título desse post. Eu também fiquei.

A 188º edição da Revista Trip tá muito legal, principalmente por causa de uma entrevista específica: a do Marcelo Camelo. O papo foi divinamente comandado pela Kátia e flui que é uma beleza. Pra quem gosta de romantismo, a matéria é o lugar certo. Mesmo que você não dê a mínima para a Mallu Magalhães, é de lacrimejar ver o hermano falando do relacionamento com a moça: “É como se, quando ela tocasse, virasse eterna. Ela sai do universo mais óbvio de percepção que se teria dela e vira uma coisa maior, um universo inteiro. (…) Foi uma ligação espiritual, imaterial.  (…) Quando você se apaixona, você se apaixona. O radical da palavra é o mesmo de passividade. Porque, quando acontece, tu fica meio passivo. Não tem questionamento.”

Mesmo assim, o maior boom da matéria fica por conta do Los Hermanos. De acordo com Camelo, o grupo volta aos palcos no segundo semestre para dois shows: um em Recife e outro em Salvador – e, dessa vez, sem o Radiohead: “Eu tô adorando. Pô, sinto mó saudade deles, outro dia fiquei vendo uns vídeos nossos em casa”, disse, saudoso. Como quem não quer nada, Marcelo ainda deixou no ar a possibilidade do grupo aparecer com um disco novo: “Sinto que só deveríamos voltar pra fazer um disco novo, com repertório novo, pra não ficar nessa coisa de só tocar coisas velhas. Mas por enquanto cada um está com seu trabalho solo, criando coisas novas. O Rodrigo [Amarante] tem uma frase interessante que é: ‘Tempo a gente tem o quanto a gente dá’”, conclui, citando um verso de “Evaporar”, composta por Rodrigo para o Little Joy.

A matéria foi disponibilizada na íntegra no site da Trip. Não dá pra não ler, sério.

27 mar 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Por Alex Correa @18:53

Belle & Sebastian to curate ATP festival in December – NME, 26 de março

The Magic Numbers anuncia data de lançamento de seu terceiro disco – Rock’n'Beats, 26 de março

New Beck Music in Scott Pilgrim Trailer – Pitchfork, 26 de março

Tokyo Police Club – “Breakneck Speed” – Stereogum, 26 de março

Black Lips give update on upcoming fifth album – NME, 26 de março

Hole Reveal New Album Art and Tracklist – Spin, 25 de março

These New Puritans – Attack Music (Video) – Prefix, 25 de março

Novo vídeo do Jamie Lidell – “The Ring” – Bloody Pop, 25 de março

Mallu Magalhães já é (um grande debate) – Trabalho Sujo, 24 de março

Stone Temple Pilots libera primeiro single do disco novo – Rolling Stone, 23 de março

Girls – No Surprises (Radiohead Cover) – Vinyl and Vodka, 23 de março

Iggy Pop pula do palco em show nos EUA mas plateia não o segura – Cifra Club, 23 de março

Hot Chip feat. Bonnie ‘Prince’ Billy – I Feel Bonnie (House Remix) – YouTube, 23 de março

Florence And The Machine planning ‘scientific’ new album – NME, 22 de março

Pete Doherty é preso para interrogatório em caso de overdose – G1, 22 de março

Novo do Wolf Parade a caminho – Bloody Pop, 21 de março

Carl Barat completes work on solo album – NME, 18 de março

http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/2010/03/24/mallu-magalhaes-ja-e.htm
21 mar 2010

A gente não postou, mas você precisa saber

Por Alex Correa @16:55

Mallu Magalhães inicia nova turnêRolling Stone, 19 de março

Broken Social Scene Stage Triumphant Return to SXSWSpinner, 19 de março

In-Edit tem filmes musicais para todos os gostosVírgula, 18 de março

Plateia surpresa no SxSWLOL, 18 de março

Killers Tunes Cause Security Alert on Train - Spinner, 18 de março

Jack White records new song with Jay-Z - NME, 17 de março

Gravação rara do Led Zeppelin é vendida por menos de R$ 10Rolling Stone, 17 de março

Lady Gaga Asked Boy George To Autograph Her VaginaGigwise, 17 de março

Spin de graçaTrabalho Sujo, 17 de março

Coldplay e Brian Adams vetam suas músicas na série ‘Glee’Terra, 16 de março

Superguidis: Lucas Pocamacha destrincha terceiro discoUrbanaque, 16 de março

EMI may soon be history - Consequence of Sound, 16 de março

Julian Casablancas Participa de Vídeo com Banda Humorística do Saturday Night Live - Rock ‘n’ Beats, 16 de março

Björk and Michel Gondry Working on “Scientific Musical”, Pitchfork, 16 de março

[new] Holy Fuck – Latin AmericaWe All Want Someone To Shout For, 15 de março

25 dez 2009

Is This Comic? #6

Por Alex Correa @22:18

Se liga que a 6º edição do Is This Comic? é uma continuação da . Já leu? Então segue:

Lembrando que Brandon Oak, que ilustra as tirinhas, é o criador de um blog homônimo de quadrinhos. Check it.