3 out 2011

Mais do que parte do festival, Coldplay faz show intenso no penúltimo dia de Rock In Rio

Por  @8:38

Chris Martin no Rock in Rio

Dia de calor absurdo e noite de ventos fortes na Barra da Tijuca. Primeiro de outubro fora alcunhado, em algum passado pouco distante, de “dia do alternativo”, sabe-se bem que isso não aconteceu. Mesmo com a glamourização do conceito “alternativo”, ele ainda figura longe de um evento para massa como o Rock in Rio. Ser genérico só é bom para quem abraça mais pessoas, foi o objetivo alcançado pela pelo festival.

Caricatura disso é o grupo liderado por Dinho Ouro Preto como símbolo de “roqueiros brasileiros”, extensivo ao falso polêmico Tico Santa Cruz. Gente posta em destaque apenas para reforçar o imaginário de um público que, em maioria, acompanhou de longe a cena nacional. Frejat foi um dos selecionados, abriu a noite seguindo a constante dos seus contemporâneos: sucessos, reações do tipo “eu sei cantar isso!”, e a memória sobressaindo a novidade.

Simultaneamente, o Palco Sunset contava com Erasmo Carlos. Mais velho, Erasmo tenta a todo tempo renovar a sua imagem. Lançou discos chamados “Rock’n Roll” e “Sexo”; sua banda de apoio é a carioca Filhos de Judith. Junto com músicas dos álbuns novos, adapta a Jovem Guarda da sua juventude a um formato rock e dialoga com um público muito mais jovem que ele. Empolgou a boa quantidade de pessoas que estavam lá com clássicos “É proibido fumar”, “Quero que vá tudo pro inferno” e “Festa de Arromba”. A apresentação começou com show de Arnaldo Antunes, que retornou na última música para encerrar.

Até o show do Coldplay faltava música interessante para se ouvir. Quem ainda não tinha andado na roda gigante ou montanha russa, a hora era aquela. Skank seguiu a base das outras apresentações de bandas dos 80′s no festival: mandou os sucessos, gostou de tocar para cem mil e “tirou o pé do chão” dos que estavam mais no clima. Convidou Negra Li para cantar “Ainda Gosto Dela” e lembrou de Erasmo no cover frequente de “É Proibido Fumar”. Palmas.

Encaixado antes das principais atrações da noite, o Maná não tinha mais que uma música de novela como trunfo. A banda pop rock mexicana atraiu atenção, mas o clima era o de apreensão para ver quem conseguiria os melhores lugares para os shows seguintes. “Viver Sin Aire”, o ápice do show, teve coro e respostas positivas ao estimulos feitos pelo vocalista, mas poucos foram para a Cidade do Rock ansiando o Maná. As pessoas começaram a se apertar de vez no final do show.

9 jun 2010

Thiago Klein’s Jukebox (Quarto Negro)

Por  @17:11

Thiago Klein é alto, branquelo, ruivo e poderia ser facilmente confundido com um alemão – a começar pela origem de seu sobrenome. Mas, na verdade, o cara chama mais atenção quando, de cima de um palco, comanda a melodia das músicas do Quarto Negro (principal atração da quarta edição da nossa festa) em um piano vermelho. Ao lado de Fábio Brazil e Eduardo Praça, Thiago é um dos grandes responsáveis por “Bom Dia, Lua”, EP lançado pela banda no início do ano e que carrega duas músicas extremamente classudas. Você pode fazer o download do trabalho aqui, mas não saia desse post. Logo abaixo, Thiago fala sobre clássicos, hypes e guilty pleasures que, de uma forma ou de outra, podem ter respingado sobre as influências da banda.

Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?

É uma pergunta bem díficil pela quantidade infinita de bandas, sons e estilos diferentes que uma pessoa escuta durante a vida, mas é inegável dizer que Beatles realmente não importa o momento nem onde ouço, sempre traz recordações e sempre cai bem. Posso até ficar meses sem ouvir, mas assim que começa a tocar é imbátivel. Mas creio que Chemical Brothers seria um bom lado B.

E o hype? O que você tem ouvido de novidade?

Eu realmente sou uma pessoa que demora um pouco pra descobrir as novidades, por achar que ouvir uma banda atrás de outra numa busca sem fim acaba dificultando a absorção dos sons, e, às vezes, até por ignorância minha mesmo! Tanto que Jeff Buckley é uma novidade para mim – e realmente estou viciado, apesar de não ser hype. Mas tenho ouvido muito The XX, Big Echoes, do Morning Benders, Phoenix, Cat Power e Andrew Bird, também.

Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?

Com certeza um ambiente que não esteja muito cheio nem com muitas pessoas trombando em mim. Além disso, Stevie Wonder, Michael Jackson e qualquer música que tenha gabarito para tocar em uma rádio de Miami nos anos 80.

Falando como banda e como público, o que você acha que não pode faltar em um show?

O mais importante em um show é a energia da banda, seja para 10 ou para 1000 pessoas. Ela contagia e transforma o show. Mas, com certeza, um bom equipamento, um bom técnico de som e um local de bom gosto e agrádavel de se tocar interfere bastante no desempenho do show.

Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que, quando começa a tocar no computador, você desabilita o last.fm o mais rápido que pode.

Realmente. Alguns artistas, por mais que você goste e não se importe em dizer que gosta, causam certa reação negativa nas pessoas. No meu caso, citaria Cazuza, ABBA, Titãs, e até algumas músicas de Kid Abelha e Maroon 5, mas não tenho nenhum problema em admitir – ou até defendê-los.

21 out 2009

Slash e seus convidados

Por  @13:24

slash!Slash, eterno ex-guitarrista do Guns n’ Roses e atual Velvet Revolver, está trabalhando intensamente em seu disco solo, a ser lançado no começo do próximo ano e com produção de Eric Valentine.

Dentre as várias participações presentes no trabalho do guitarrista estão os roqueiros Dave Grohl (claro, sempre ele), Flea (Red Hot e atual  (?) Thom Yorke), Iggy Pop, Nick Oliveri (ex-baixista do QOTSA), Duff McKagan (eterno companheiro de Slash), Ron Wood (dispensa apresentações), Jason Bonham (filho do John) e, mais recentemente, Andrew Stockdale também teve seu nome confirmado. Pra quem não sabe, Andrew é guitarrista e líder do Wolfmother.

Mas calma, nem só figurões do rock participação. Infelizmente, acrescentadas a este quase panteão estarão as inexplicáveis presenças de Adam Levine (vocalista do Maroon 5 e sósia do Jack Shepard, de Lost, nas horas vagas) e, adivinhem só, Fergie (!!!!).

Imagino como seria uma música com Dave Grohl destruindo na bateria, Slash solando como se não houvesse amanhã e Fergie, deslocada, cantando com vozinha de auto-tune. Mentira, nem imagino como seria isso…

25 set 2009

Ouça música de Binki Shapiro com integrantes do Maroon 5, Rilo Kiley e Mystic Valley Band

Por  @17:03

binki shapiro

Muito antes de rodar o mundo com Rodrigo Amarante e Fabrizio Moretti pelo Little Joy, Binki Shapiro já investia numa carreira artística. Foi justamente nessa época que, para homenagear seu filho (!), a cantora reuniu dois amigos e gravou “Kids Song”, que tem cheiro de folk rock apaixonado. Acontece que seus comparsas eram, simplesmente, Jason Boesel (Rilo Kiley/Mystic Valley Band) e James Valentine (Maroon 5), o que garantiu que um bom trabalho fosse feito. Pra baixar, clica aqui.