Mais do que parte do festival, Coldplay faz show intenso no penúltimo dia de Rock In Rio
Dia de calor absurdo e noite de ventos fortes na Barra da Tijuca. Primeiro de outubro fora alcunhado, em algum passado pouco distante, de “dia do alternativo”, sabe-se bem que isso não aconteceu. Mesmo com a glamourização do conceito “alternativo”, ele ainda figura longe de um evento para massa como o Rock in Rio. Ser genérico só é bom para quem abraça mais pessoas, foi o objetivo alcançado pela pelo festival.
Caricatura disso é o grupo liderado por Dinho Ouro Preto como símbolo de “roqueiros brasileiros”, extensivo ao falso polêmico Tico Santa Cruz. Gente posta em destaque apenas para reforçar o imaginário de um público que, em maioria, acompanhou de longe a cena nacional. Frejat foi um dos selecionados, abriu a noite seguindo a constante dos seus contemporâneos: sucessos, reações do tipo “eu sei cantar isso!”, e a memória sobressaindo a novidade.
Simultaneamente, o Palco Sunset contava com Erasmo Carlos. Mais velho, Erasmo tenta a todo tempo renovar a sua imagem. Lançou discos chamados “Rock’n Roll” e “Sexo”; sua banda de apoio é a carioca Filhos de Judith. Junto com músicas dos álbuns novos, adapta a Jovem Guarda da sua juventude a um formato rock e dialoga com um público muito mais jovem que ele. Empolgou a boa quantidade de pessoas que estavam lá com clássicos “É proibido fumar”, “Quero que vá tudo pro inferno” e “Festa de Arromba”. A apresentação começou com show de Arnaldo Antunes, que retornou na última música para encerrar.
Até o show do Coldplay faltava música interessante para se ouvir. Quem ainda não tinha andado na roda gigante ou montanha russa, a hora era aquela. Skank seguiu a base das outras apresentações de bandas dos 80′s no festival: mandou os sucessos, gostou de tocar para cem mil e “tirou o pé do chão” dos que estavam mais no clima. Convidou Negra Li para cantar “Ainda Gosto Dela” e lembrou de Erasmo no cover frequente de “É Proibido Fumar”. Palmas.
Encaixado antes das principais atrações da noite, o Maná não tinha mais que uma música de novela como trunfo. A banda pop rock mexicana atraiu atenção, mas o clima era o de apreensão para ver quem conseguiria os melhores lugares para os shows seguintes. “Viver Sin Aire”, o ápice do show, teve coro e respostas positivas ao estimulos feitos pelo vocalista, mas poucos foram para a Cidade do Rock ansiando o Maná. As pessoas começaram a se apertar de vez no final do show.


Slash, eterno ex-guitarrista do Guns n’ Roses e atual Velvet Revolver, está trabalhando intensamente em seu disco solo, a ser lançado no começo do próximo ano e com produção de Eric Valentine.














