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Jun 26 2009

Coca-Cola reúne adolescentes e enrugados em festival de Porto Alegre

Texto: Fernando Corrêa e Ana Luiza Bazerque

Foto: Coca-Cola PARC

cocacola

Coca-Cola Parc

Porto Alegre, 5 a 7 de Junho

O Coca-Cola PARC reuniu, ao longo de três dias, programação para todos que tivessem um mínimo de curiosidade por música pop, de pré-adolescentes a velhos fãs de rock, de gente que só queria curtir o embalo hype do electro a pensadores do mercado independente. Além de shows muito bacanas, um ciclo de palestras sobre música levou produtores e envolvidos com o mercado fonográfico ao auditório do Museu Iberê Camargo, de frete para o Lago Guaíba, cartão postal de Porto Alegre. A produção trouxe gente de peso como o músico e produtor Benjamin Taubkin, o presidente da MTV Brasil, Zé Wilson, e o produtor Carlos Eduardo Miranda. Cada sessão relacionava música a outros temas, como tecnologia, economia, sociedade e internet. Ao contrário do que se poderia temer, cada um dos participantes soube trazer, dentro de seus conhecimentos, propostas para o novo mercado em transição da música. Como é o caso do Espaço Cubo, criado na cidade de Cuiabá, que desenvolveu uma série de estratégias visando o desenvolvimento do mercado cultural no Mato Grosso, onde a cena independente era inexistente na década de 1980. Após os debates, a melhor coisa a se fazer era curtir os shows que rolaram no Circuito Noturno: o californiano No Age, o nova-iorquino Matt and Kim, o cuiabano Vanguart e o curitibano Copacabana Club foram alguns dos grupos que, na sexta feira à noite, ocuparam diversos bares da cidade.

O som do No Age é rápido, tosco e direto. Randy Randall toca guitarra como um adolescente, Dean Spunt canta com um ar niilista, um tanto geek, enquanto espanca sua bateria. O som transita entre o Descendents, o Black Flag e o indie rock. Por pouco tempo, já que o show explosivo dos caras não durou muito mais que meia hora.

Donos de músicas bacanas, de veia punk pulsante por trás da estética eletrônica dos teclados, não é a veia musical, no entanto, que impulsiona a performance dos nova-iorquinos Matt and Kim. É a alegria, tão intensa nos sorrisos constantes da dupla, que faz do show deles uma experiência tão empolgante. Ao fim dos curtos 40 minutos em que enfileiram canções como o hit “Yeah Yeah” e a contagiante “Daylight”, ainda sobrou muita energia. No melhor estilo “free hugs”, a paz e amor cool do Brooklyn acolhe a todos em abraços calorosos. Antes do fim com gosto de prematuro, Kim surfou em cima do público ao som do riff clássico de Sweet child o mine.

Foram seguidos pelo Copacabana Club. Enquanto fãs do CSS podem implicar com a performance inspirada em Lovefoxxx da vocalista Caca V, basta tomar isso como uma característica positiva e o show se torna uma surpressa muito boa. O que falta no CSS e sobra no Copacabana? Uma pegada brasileira escondida por trás do som super contemporâneo do quinteto. Por vezes lembra mais Jorge Ben, noutras, mais soul, e muita gente nem deve se dar conta disso. Intencional ou não, a caracterísitca torna o som dançante mais acessível aos ouvidos menos habituados ao electro rock.

O Vanguart, representante folk do festival, fez uma apresentação grandiosa num palco diminuto. Cada vez que uma canção era executada, era entoada como fosse um hino. Se destacaram “Cachaça” e “Robert”, que tiveram a participação de Arthur de Faria na gaita, “O Mar”, obra prima de Dorival Caymmi e, como jamais poderia faltar, a fina ironia de “Semáforo”. Sem contar o encerramento primoroso com um cover de “Dig a Pony”, dos Beatles. Talvez a estrela do PARC tenha sido o palco Underage, voltado para o público de 12 a 18 anos. A galera de espinha na cara pôde conferir bandas de renome daqui e de fora, como Pitty, Cachorro Grande, os franceses The Teenagers e os ingleses The View. Foi música demais.

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May 04 2009

the hype & expectations

Por Neto

O hype realmente muda seu “foco” de tempos em tempos. No começo da década, toda a atenção era voltada pras bandas de moleques bêbados que salvariam o rock: The Strokes em NY e, do outro lado do Atlântico, The Libertines. Os Strokes ainda tão por aí, prometendo álbum novo ainda este ano. Já o The Libertines (piadinha nova: tão dando um tempo na carreira. FAIL!) sucumbiu a loucura de Pete(r) Doherty e ensaia uma volta pra nem-Deus-sabe-quando.

Dando um tempo na carreira. (pegaram a piadinha nova? FAIL)

De meados dos anos 00′ até o ano passado, o hype mirava quase que exclusivamente as bandas que foram influenciadas principalmente pelas duas já citadas (Arctic Monkeys, The Pigeon Detectives, The Rifles, Kaiser Chiefs, The Kooks, The View, etc…) e as bandas de um novo estilo surgido nas noites inglesas, o new-rave (cadê o Klaxons, meu Deus?).

Já 2008 foi centrado em molecadas barulhentas que faziam rock misturado com muita música eletrônica (Cut Copy, Friendly Fires, Does It Offend You, Yeah) e em vários revivals. Não só de bandas mas de estilos musicais também. O mais hypado foi, com certeza, o folk. Isso fica evidente quando se olha artistas que despontaram no Brasil (Vanguart, Mallu Magalhães, e por aí vai…) e as listas de melhores discos do ano passado: ocupando os primeiros lugares da maioria delas estavam Fleet Foxes e Bon Iver.

Little Boots

2009, pelo menos até o presente momento, mostra o poderoso e temido hype apontando na direção do indiepop com várias influências eletrônicas (oi?!). Nomes como Matt & Kim, Little Boots, La Roux, Calvin Harris e Passion Pit são recebidos com tremendo entusiasmo nas comunidades musicais e blogs quando um álbum de algum dos citados cai na rede. E não falo isso num sentido ruim. Pelo contrário. Como o Alex deve falar aqui depois sobre o Passion Pit, vou me limitar a dizer que é um dos discos mais divertidos, empolgantes e dançantes (não “disco-style”, mas sim “balançar-a-cabeça-style”) que eu escutei ultimamente.

Fui apresentado ao novo do Matt & Kim há pouco tempo e também só tenho elogios. Parece uma inusitada reunião de dois amigos que resolveram brincar de bateria e teclado da forma mais descompromissada possível em algum estúdio e ver no que dava. Sobre Little Boots e La Roux, os vídeos que já saíram me deixaram empolgados pra escutar um disco inteiro de ambos (ou ambas?).

Passion Pit

Agora é sentar e esperar pra ver quanto tempo essa nova “safra” do hype irá durar. Pelo que se constata nos últimos anos, a visibilidade e notoriedade das bandas estão durando tempo suficiente pra lançarem um disco e logo depois elas caem no esquecimento. Não por serem ruins, mas pela quantidade absurda de novos artistas que surgem e ocupam o cargo de “The next big thing” quase diariamente.

Por isso é sempre bom “ter na manga” alguns artistas preferidos e imunes a máquina do hype. Por exemplo, pra 2009 ainda, minha ansiedade reside na espera dos novos discos do Interpol, Muse, Cachorro Grande e Kings of Convenience. E claro, The Strokes e Arctic Monkeys também estão na lista, já que é sempre bom salvar o rock de tempos em tempos.

Pra quem AINDA não conhece:
La Roux – In for the kill
Passion Pit – Sleepyhead
Matt & Kim – Lessons learned
Calvin Harris – I’m not alone
Little Boots – New in town

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Apr 25 2009

Vai, Brasil!

Preparem-se, uma bomba de shows internacionais vem por aí. O The Kooks vem em junho, e isso você já sabe. Mas o Teenagers, que toca no PARC Fest (em Porto Alegre) acaba de ganhar companhia.

O line-up do festival patrocinado pela Coca-Cola também conta com Matt and Kim, duo que foi do Brooklyn para o mundo em 2006, com um debut homônimo. A informação saiu no próprio MySpace dos americanos, que mudou o local do evento de ‘PARC Fest’ para ‘TBA’ (to be announced). A apresentação porto-alegrense acontece em 6 de junho, um dia antes da dos Teenagers.

mattkim

Matt and Kim ainda tocam no Clash Club, em São Paulo, no dia 5 do mesmo mês. Dizem as más línguas que No Age e The View também estão prestes a confirmar sua participação no PARC.

Quem também desce o mapa é Jens Lekman, cantor sueco que tem dois excelentes álbuns em seu histórico e toca em quatro cidades brasileiras também em junho, deixando o Rio de Janeiro de fora do circuito: São Paulo (13, Studio SP), Poro Alegre (14, Santander Cultural), Recife (16, UK Pub) e Curitiba (17, Era Só o Que Faltava).

Manifestem-se, produtores cariocas.

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