Arquivo para 'Mickey Gang'

Jan 12 2010

Mix That Jukebox #8: As melhores músicas de 2009

A oitava edição da Mix That Jukebox veio gorda: Pela primeira vez, fugimos do formato de 14 faixas (7 no Lado A e outras 7 no Lado B) para expandir – dessa vez, nossa mixtape vem com 10 músicas de cada lado. A causa é nobre: Compilamos as composições que, em nossa opinião, fizeram parte da elite musical de 2009. Selecionamos dez músicas internacionais para o Lado A e dez nacionais para o B, com o objetivo de traduzir o que houve de melhor no cenário alternativo/independente do ano passado.

A novidade é que tentamos evitar a repetição: Fazem parte da mixtape apenas músicas de álbuns que não foram rankeados por aqui anteriormente, o que significa que “Crying Lightning”, dos Monkeys, “Crystalised”, do XX, ou “1901″, do Phoenix, foram automaticamente excluídas da lista, assim como qualquer outra faixa que conste nesses, nesses ou nesses discos. Também vale notar que a tracklist não constitue um ranking, ou seja, as músicas não foram organizadas por sua qualidade – o que, tecnicamente, as põe em pé de igualdade. É isso. Agora é hora de baixar:

Lado A – As Melhores Músicas Internacionais de 2009:

1. Tommy Sparks – I’m a Rope

A blogosfera brasileira mal teve notícias, mas Tommy Sparks passou a maior parte de 2009 viajando por casas de show de todo o Reino Unido pra cantar frases como “So maybe words can’t represent us, so we can put them all together” enquanto o público dançava como se não houvesse amanhã. Foi mais ou menos o que aconteceu na decaDance, inclusive. Alex Correa

2. N.A.S.A. – Gifted (feat. Kanye West, Santigold & Lykke Li)

O N.A.S.A. pode ficar orgulhoso por ter feito uma das melhores – se não a melhor – músicas pop do ano. Sem a pretensão de uma Lady Gaga e a previsibilidade de uma Britney, a faixa tem um refrão pra te manter chacoalhando na pista a noite inteira. Obs: Alguns consideram o N.A.S.A. um duo nacional, outros o põe no patamar internacional. Na dúvida, ficamos com a segunda opção. Neto Rodrigues

3. Julian Casablancas – 11th Dimension

Julian goes 80’s! Porque pelo menos uma das oito faixas do insosso Phrazes For The Young tinha que ser digna do vocalista do disco da década. Neto Rodrigues

4. Matt & Kim – Daylight

A dupla vinda do fértil solo do Brooklyn fez um dos discos mais divertidos e descompromissados do ano – e até fizeram show em nossas terras. “Daylight” é só um aperitivo do potencial do disco, que deve ser ouvido por quem não deu ainda uma chance para o duo americano. Neto Rodrigues

5. Muse – Uprising

Apesar do Muse ter tentado atingir patamares desnecessários para uma banda de rock no último trabalho, Matt Bellamy e cia. ainda conseguiram fazer boas músicas que entrariam em praticamente qualquer um de seus discos anteriores – e “Uprising” é uma delas. Neto Rodrigues

6. Grizzly Bear – Two Weeks

Melhor que os coros de “Two Weeks”, só o teclado de “Two Weeks” – e, melhor que essas duas coisas, só o conjunto da obra. Menos experimental que os trabalhos mais antigos do grupo, a faixa exala romantismo em forma da maior chill-out-melody de 2009. Congrats. Alex Correa

7. Why? – January Twenty Something

Pra uma banda que já recebeu tags de hip hop, o Why? se desvirtuou bastante. “January Twenty Something”, ápice de Eskimo Snow, é filha de um folk rock upbeat e prima próxima do Grizzly Bear, que aparece logo acima. Californianos nunca soaram tão Made In Brooklyn. Alex Correa

8. One For The Team – Ha Ha

Com menos de dois minutos de duração, “Ha Ha” é das músicas mais eficientes feitas em 2009. A banda, que é de Minnessota, mostra ótimo senso de criatividade com apenas 2 (ou 3) violões e sobreposição de vocais, culminando numa descontraída música que te faz apertar o repeat e só perceber depois de muito tempo. Neto Rodrigues

9. Pete Yorn & Scarlett Johansson – Relator

Só mesmo com um talentoso músico pra Scarlett dar um novo gás à carreira de cantora – que não havia colhido muitos elogios em sua primeira tentativa de incursão no meio fonógrafico. Neto Rodrigues

10. Wilco – You and I

É impossível não se sensibilizar com essa linda balada conduzida pelo preciso violão de Jeff Tweedy e que conta ainda com a brilhante participação de Feist, dando contornos vocais femininos que deixam a música irresistível. Neto Rodrigues

Lado B – As Melhores Músicas Nacionais de 2009:

1. Rockz – Paramédicos

Queridinhos do Kassin, os cariocas do Rockz sabem fazer rock como [quase] ninguém da região. A Tão Sonhada Bicicleta carrega músicas que priorizam o peso da bateria combinado a notas de guitarra que beiram o stoner, mas soam – por pouco – mais tranquilas. Alex Correa

2. The Outs of Outland – Long Sweet Lullaby

Liam e Noel Gallagher fizeram escola no Brasil e a banda, que já foi entrevistada por nós, suga boas qualidades do grupo de Manchester e imprimem características próprias para criar um dos bons EPs de 2009. E ficamos a espera de um disco completo para 2010. Neto Rodrigues

3. Cachorro Grande – Dance Agora

Cinema não agradou tanta gente. O disco partiu para um lado mais folk-rock-psicodélico e, com isso, “Dance Agora” não só virou o primeiro – e único, até agora – single do disco como também uma das únicas que lembram o estilo roqueiro e dançante que a banda consolidou com o Pista Livre, de 2005. Neto Rodrigues

4. Júpiter Maçã – Modern Kid

Se o Glam ainda existe, Júpiter Maçã assumiu o posto de guardião do gênero no Brasil. Em “Modern Kid”, o músico brinca feito criança com os elementos que fizeram a alegria de Bowie nos anos 70, com um respeitável quê de vanguarda. Tudo junto e misturado. Alex Correa

5. Holger – The Auction

A música, que é trilha de um dos clipes nacionais mais divertidos do ano, faz parte do único EP lançado por esta banda que é uma promessa e tanto para 2010. A baladinha com traços de The Cure privilegia muito bem as guitarras e os vocais sincronizados do grupo. Neto Rodrigues

6. The Name – Can You Dance, Boy?

Perguntar “Can you dance, boy?” no refrão de um jam tão grudento como o dessa música é um baita desperdício de palavras. Quem consegue não se deixar levar pelo som groovy dos paulistas, afinal? Alex Correa

7. Mickey Gang – I Was Born In The 90’s

O Mickey Gang pode ter acabado, mas o seu legado ficou guardado em nossos HDs. Parte dessa história é representada por “I Was Born In The 90’s”, música que, celebrando a juventude – estampada em suas letras – não deixa uma alma viva sem dançar. Alex Correa

8. Arnaldo Antunes – Invejoso

Minha simpatia pelo Arnaldo Antunes sempre foi grande mas, quando Iê Iê Iê saiu, no segundo semetre de 2009, mal dei bola. Até “Invejoso” cair nos meus headphones. Com a participação de Fernando Catatau, do Cidadão Instigado, a faixa agrega um instrumental pop-rock-meio-nordestino a uma letra com cara de crítica social. Viciante. Alex Correa

9. Volantes – Um Pouco Disso

O sintetizador começa gritando, esbanjando alegria, até guitarras, voz, bateria e baixo entrarem em sincronia com um clima soturno, misterioso e quase tenso, tipo o The Cure. Tente não se identificar com a letra. Ou parte dela. Alex Correa

10. Hotel Avenida – Eu Não Sou Um Bom Lugar

Giancarlo Rufatto, o nome por trás do Hotel Avenida, é um dos workaholics mais discretos da cena indie brasileira. O cara tem dezenas de trabalhos lançados com pseudônimos diferentes e, em meio a tantas composições, “Eu Não Sou um Bom Lugar” se destacou. Melancolia de primeira. Alex Correa

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Jan 07 2010

“Alguns planos saíram do trilho”, diz Mickey Gang sobre fim da banda

Enquanto milhões de pessoas ao redor do mundo botam “evoluir profissionalmente” nas resoluções de final de ano, o Mickey Gang parece querer andar pra trás. Os quatro meninos capixabas decidiram abandonar a música para “voltar a estudar”, conforme explicaram (ou tentaram explicar, quase monossilabicamente) em entrevista recente à MTV Brasil.

Mesmo sem planos de voltar a compor em um futuro próximo, Arthur Marques, vocalista do grupo, fala sobre lançar o material inédito que ficou enterrado nos HDs: “Nosso primeiro álbum estava praticamente todo composto, a maioria das músicas eram inéditas. Eu não sei se vamos chegar a lançar, acho que se algum dia a gente tiver a oportunidade de terminar, gravar e tudo mais, colocaremos na internet”, explica.

Em pouco mais de dois anos de estrada, o Mickey Gang ganhou indicações no VMB 2009, da MTV, e no Prêmio Omelete Marginal, divisor de águas da cena independente capixaba. A banda também tocou com o Matt & Kim no Popload Gig, do Lúcio, e chegou a lançar material internacionalmente, tudo isso graças a aprovação geral do EP We Have Feelings Too. Por ora, tudo que os garotos parecem querer é “que nossa música sirva de inspiração pra alguém”, além de voltar a dar as caras na escola. Pretensão nunca foi com eles.

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Nov 15 2009

Mickey Gang – We Have Feelings Too

mickey gang - we have feelings tooMúsicas fáceis, dançantes e pouco cansativas: São elas que compõem We Have Feelings Too, primeiro EP do Mickey Gang, grupo formado por quatro adolescentes que só queriam fugir do tédio de Colatina, interior do Espírito Santo. “I Was Born In The 90s” e “Horses Can’t Dance”, duas das cinco faixas do registro, estão entre as gravações mais redondas do ano. Seja quando celebra a juventude (“All we think is about fuck”) ou desprezando-a (“Why did I came so late?”), o electro-rock despretensioso e mal produzido da gangue pede múltiplas execuções. O destaque fica para o “Naji Nahas Footloose Remix” de “I Was Born In The 90s”, um ótimo combustível pré-balada”.

Escrita por mim para a edição de setembro da revista Noize

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Oct 18 2009

A gente não postou, mas você precisa saber

- Flaming Lips vai lançar sua versão de The Dark Side of the MoonRolling Stone BR, 17 de outubro

- Vem aí a festa FERA no Vegas Club, com André Paste, Mickey Gang, Popscene e Gente BonitaTwitter, 17 de outubro

- The Magic Numbers libera música novaTwitter, 17 de outubro

- Vaza novo álbum do Tegan and SaraTwitter, 16 de outubro

- Baterista do Bloc Party fala sobre hiato, jornalistas exageram e dizem que a banda vai acabarBBC, 16 de outubro

- Do Amor apresenta novas músicas no Ronca RoncaBloody Pop, 16 de outubro

- Vaza Cosmic Egg, novo do WolfmotherTwitter, 16 de outubro

- White Stripes vai lançar disco de raridadesNME, 15 de outubro

- Rivers Cuomo vai trabalhar com Katy PerryPitchfork, 14 de outubro

- Charles Cadé entrevista Alex Correa, do Move That JukeboxCharles Cadé, 8 de outubro

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Feb 17 2008

Mickey Gang: Com 3 teclas quebradas é que se faz música!

Ou melhor, SEM elas. Você vai entender o titulo melhor quando ler a entrevista. Vamos ao que interessa:

Falando de forma bem resumida, Mickey Gang é um grupo de 4 jovens que tocam uma mistura de Rock ‘n Roll com o gênero agora chamado de New Rave.

Arthur, Ricardo, Bruno e João compõe suas próprias músicas e também fazem remixes de outras bandas e artistas. No MySpace do Mickey Gang você confere os dois demos do conjunto – ‘We Are Wolves’ e ‘Thunderwave’ – além de poder curtir os remixes de ‘Ce Jeu’, da francesa Yelle e também de ‘Fear and Fluoride’, do Dead Kids.

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Imagem de exibição do Mickey Gang, no MySpace

Agora, não se surpreendam com a origem da banda: Colatina, Espírito Santo. Nunca ouviu falar? Pois é, eu também não, até visitar o MySpace dos caras. Enfim, Colatina fica no Noroeste Espirito-Santense (interessante, não?) e tem cerca de 110 mil habitantes, que são banhados pelo Rio Doce (e viva o Wikipedia!). Então, foda-se a Geografia. O que eu queria falar era que a gangue do rato da Disney já está se infiltrando em outras cidades do estado. Os 4 colatinenses já tem um show marcado pro início de Março, em Vitória.

Mickey Gang anda recebendo diversos elogios – que os parabenizam tanto pelas próprias quanto pelos remixes – na caixa de comentários do MySpace. Vai lá também! Confira as músicas e deixe a sua opinião.

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Esse post não termina aqui, abaixo você confere nossa conversa com o Arthur, vocalista da trupe:

MTJ: Como foi o início da banda e como ela foi formada?

Arthur: Sempre fomos amigos. A gente é do interiorrr, não tem muita coisa pra fazer, aí íamos todo final de semana pro VIPS [um bar da cidade]. Entre uma cerveja e outra alguém falou: “Ai, vamo montar uma banda?”. Acho que era mais uma desculpa pra beber. (risos)
MTJ: E no início, como foi?

Arthur: No primeiro ensaio veio o que seria o ‘We Are Wolves’. Era complicado por causa de equipamento. Eu queria deixar aquela vibe eletrônica e fazer tudo ao vivo, mas tudo que a gente tinha era um teclado Casio velho com 3 teclas quebradas. (risos)

A Fer e a Hannah ainda eram ganguetes, o João P. não tava dentro ainda. Nisso a gente fez umas sei lá, 5 ou 6 músicas, tiramos ‘Blue Monday’ do New Order e fizemos nosso primeiro show.

MTJ: Quem é o compositor da banda? Como rola esse processo?

Arthur: Geralmente eu começo a fazer a melodia, aí depois a gente trabalha em conjunto. Mas sempre rola outras coisas, Ricardo aparece com riff, Bruno e João idem e as letras são sempre piadinhas nossas. Nossas e de terceiros também. (risos)

MTJ: Qual é a melhor parte de ter uma banda? e a pior?

Arthur: A melhor eu acho que é viajar, beber de graça e ver que tem gente gostando do que você faz.

E a pior… aí eu não sei. A gente sofre quando tem que carregar equipamento. (risos)

MTJ: como foi o primeiro show de vocês?

Arthur: CATÁSTROFE!

Ai, tá. Foi divertido.

Foi no centenário, que é um dos lugares que rolam festinhas mais fever aqui em Vitória. Tinham várias bandas, de estilos diferentes, tinha de tudo. Aí aparece a Hannah montada berrando e aí, (risos) foi meio HAPPENING, como diz o APF (Alexandre P. Faustini. Mineiro, crítico musical nas horas vagas, tesão por minas do metal).

MTJ: Fora as próprias, que outras músicas vocês costumam tocar nos shows?

Arthur: A gente toca um mashup de Toni Brasil com Jay-Z, Bowie e Michael Jackson.

MTJ: No MySpace de vocês tem alguns remixes de outros artistas. Tem sempre alguma coisa que vocês gostariam de modificar nas músicas?

Arthur: Ai, nem sempre. Tem coisas que são intocáveis, né? Mas rola aquela coisa “nossa que baixo legal nessa música, tá apagadinho, daria pra fazer isso isso e isso” ou coisa de linha de vocais de música desfavorecidas, ouvindo aquele axé super alto astral com aquela melodia pop redondo de dar gosto. (risos)

MTJ: O que vocês têm ouvido bastante ultimamente?

Arthur: Eu ando ouvindo bastante disco 70s, o ‘X’ da Kylie Minogue, Greatest Hits do Ace of Base e ‘Someone Great’ do LCD Soundsystem.

MTJ: E quais são os planos para o futuro do Mickey Gang?

Arthur: A gente tá entrando em estúdio pra regravar as versões finais de umas demo e umas coisas novas também. Queremos viajar bastante e remixar bandas legais.

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Autor: Alex Correa

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