O decreto oficial ainda não foi feito, mas Damon Albarn deu a entender que o fim do Gorillaz está próximo. Mas não por isso, o melhor grupo de desenho animado da nossa geração soltou uma mixtape muito interessante, com músicas de artistas como Cody Chestnutt, Dirty Ghosts, Little Brother, Aretha Franklin entre outros.
Spring In Your Step Mix pode ser ouvida logo abaixo, dessa vez sem player automático. Divirtam-se:
Tudo bem que ela ainda não morreu e a ideia de um tributo pode parecer estranha, mas Lauryn Hill sempre foi uma das minhas cantoras favoritas do hip hop, desde os tempos de Fugees, então essa mixtape organizada por DJ Mpenzi vem muito bem a calhar. O tracklist se encontra logo na sequência e o download gratuito também esté disponível. Bom dia!
Part I
Intro
When It Hurts So Bad
Sweetest Thing
Tell Him
Superstar
Vocab (Refugees Hip-Hop Mix)-Fugees
To Zion
Can’t Take My Eyes Off Of You
I Used To Love Him
Ready Or Not-Fugees
Fu-Gee-La-Fugees
All My Time
Part 2
Interlude
Killing Me Softly-Roberta Flack
Killing Me Soflty-Fugees
This They Say- Method Man Feat. Lauryn Hill
Don’t Cry Dry Your Eyes- Fugees
If I Ruled The World-Nas Feat. Lauryn Hill
All That I Can Say-Mary J. Blige Feat. Lauryn Hill
Ex-Factor(Simple Mix)
Every Ghetto Every City
Nappy Heads(Remix)-Fugees
Boof Baf-Fugees
The Sweetest Thing(Remix)
Doo Woop (That Thing)
Forgive Them Father
Outro
Hiroshi Fujiwara continua explorando seu catálogo e moldando a série LOST MIX, apresentando pérolas gravadas nas últimas duas décadas. Agora o DJ japonês voltou para o ano de 2001 e nos brinda com mais uma bela mixtape que mostra um pouco das raízes do famoso compositor.
DJ Mane One sempre nos surpreendeu com as pérolas da sua série de mixtapes intitulada The 30 Minute Mix. A dica da vez é essa bela seleção com alguns clássicos de Marvin Gaye – tudo muito bem elaborado, com alguns toques pessoais do produtor que deixarão os fãs muito satisfeitos. Enjoy.
Mick Boogie mais uma vez lançando uma mixtape de arrepiar! Desta vez os escolhidos foram o rap de Nova Iorque do Naz e o grupo de rap mais classe que existe, The Roots. Com raridades e lados B e participações de “grande peso” (foi sem querer essa rs) como o Cee Lo Green, remixes de 9th Wonder, Q-Tip e outros, confira!
01 Mick Boogie – Illadelph/matic
02 Nas – No Idea’s Original
03 The Roots – Distortion To Static (Black Thought Mix)
04 Nas & Questlove – Secret Agent Man
05 The Roots – Obey Your Thirst
06 Nas – Don-t Hate Me Now (Showoff Remix)
07 The Roots – Lockdown
08 Nas & Az – Hope (The Are Mick Boogie Remix)
09 The Roots – The Professional
10 Nas – I Can (9th Wonder Remix)
11 The Roots & Roy Ayers – Proceed Ii
12 Nas – Silent Murder
13 Nas & The Roots – It Ain’t Hard To Tell (Live)
14 The Roots – You Got Me (Me Tienes Remix)
15 Nas – Doo Rags
16 Nas & Slick Rick – Me And Nas
17 The Roots – The Show
18 Nas – Understanding
19 The Roots – Silent Treatment (Beatminerz Remix)
20 Nas – Purple
21 The Roots – The Good, The Bad & The Desolate
22 Nas & The Roots – Nas Is Like (Live)
23 The Roots – Hardware
24 Nas & Cee-lo – Less Than An Hour
25 The Roots – Y’all Know Who
26 Nas – Where Y’all At
27 The Roots – Web
28 Nas – Where Are They Now
29 The Roots – Thought At Work (Beatles Mix)
30 Nas & The Roots – Hip Hop Is Dead (Live)
31 Nas – The World Is Yours (Q-Tip Remix)
32 The Roots – Listen To This
33 Nas – Tick Tock
34 The Roots – Silent Treatment (You & Yours Mix)
35 Nas – Time
36 The Roots – Break You Off (D’angelo Version)
Aproveitando o lançamento da mixtape Nowhere, aproveitei pra trocar uma ideia com o DJ Rogerio Real sobre o futuro da série de mixtapes Trip Hop Sessions, além de resgatar um pouco das origens do DJ, falando sobre antigas festas, cinema e, claro, Trip Hop.
Em primeiro lugar, por que o nome “Nowhere” e não Trip Hop Sessions III? É uma maneira de expressar algum tipo de desligamento com as mixtapes anteriores?
O nome Nowhere é uma homenagem ao UNKLE, que abriria essa mixtape com a faixa de mesmo nome. Mas como uma outra faixa do grupo abre a TripHopSessions e eu não consegui encaixar nenhum outro som deles, aproveitei o nome. E desisti do título TripHopSessionsIII porque um belo dia eu estava assistindo a um filme e me passou pela cabeça que a maioria dos filmes que marcaram a minha infância (que eu gosto) e que tiveram uma parte três, o terceiro nunca era bom. Aí desencanei de nomeá-la como TripHopSessionsIII e meio que segui a ideia de “O Silêncio dos Inocentes”. E é sério!
Fale um pouco sobre a escolha das principais faixas do set pra gente. Como ela é feita? As canções refletem o seu estado emocional? Como você elabora a sequência da mixtape?
Toda vez que vou fazer alguma coisa com música, antes de qualquer coisa eu preciso ter um certo apego, ou seja, tem que ter amor porque senão não rola! Aí depois disso escolho alguns discos, aleatoriamente, pra ouvir durante um tempo, aí separo os que eu me apaixonei, gravo uma sequência, masterizo, produzo a capa e subo tudo na minha página do Soundcloud para depois divulgar nas redes sociais. Nomes como Massive Attack, Portishead e Tricky dificilmente faltarão em alguma mixtape que eu faça, seja pela importância de ambos para o trip-hop como também por considerá-los indispensáveis em qualquer ocasião, independentemente do estilo musical. O Gui Boratto por exemplo, no disco Renaissance, tem uma faixa do Tricky, “Past Mistake”, que ficou muito classe! Nessa mixtape também priorizei artistas que ainda não tinham aparecido nas edições anteriores (Cibo Matto, Smoke City, DJ Krush, Gus Gus, Cirkus), e que tiveram a ver com alguma coisa do momento atual (como foi o caso do A Tribe Called Quest - lembrando que, recentemente, Q-Tip veio fazer show no Brasil) e criei alguns interludes (misturar pedaços de músicas como “Fuga número 3″ dos Mutantes com DJ Cam e Wax Poetic [o vocal feminino é da Goldie com a faixa "Inner City Life"]).
Sobre a capa da mixtape… De onde veio a ideia?
Tem um filme da década de 1990 chamado “Nowhere”, dirigido pelo diretor Gregg Araki (que também produziu “Doom Generation” e que com certeza deve ser fã da crew Odd Future), cuja trilha sonora é muito boa. (tem Catherine Wheel, Curve, 311, Suede, Massive Attack, entre outros). Aí eu fiz a mesma capa mantendo inclusive, se você reparar, o conceito original de cada foto: a Betty Gibons (Portishead), a Nina Moteiro (Smoke City), Daddy D e 3D (Massive Attack), as meninas do Cibbo Matto e o Tricky, todos de alguma forma seguem o conceito da arte original. E eu tirei o verde porque sou corinthiano!
Arte original do filme “Nowhere”
Um dos recentes assuntos mais comentados da internet e da imprensa em geral é a proteção de direitos autorais sobre músicas, filmes e literatura. Como um DJ lida com esse assunto em pleno 2012? Existe comercialização ou algum tipo de licença em torno das faixas executadas por vocês?
Em 2009 eu fiz um set de House em que comprei todas as músicas. Essa foi a única vez até hoje. Mas se tiver que comprar o disco em mp3 eu compro numa boa, mesmo preferindo vinil. Hoje em dia alguns artistas e gravadoras que lançam discos no formato vinil costumam incluir um código no produto para você baixá-lo de graça em mp3. Caribou e Autolux são alguns dos exemplos. Eu gostaria muito de colocar um link direto pra cada artista que esta na mixtape lá no meu Soundcloud, assim qualquer um poderia adquirir as músicas – porém o meu tipo de conta não permite isso. Gostei muito do fato do Radiohead ter disponibilizado as músicas de seu último disco para download gratuito, com a ideia de que você pudesse escolher a quantia que achasse justa a ser paga. Isso abriu o olho de muita gente pra esse novo mercado: a compra de MP3.
Você é um dos organizadores da bem-sucedida Protection (festa dedica ao trip hop que rola mensalmente em São Paulo no Caos Club Augusta). Existe alguma razão para o sucesso desse tipo de evento na cidade, levando em conta o Downtempo e as batidas pouco convencionais para uma balada paulistana? Você começou tocando Indie-Rock, certo?
Muito obrigado pelo bem sucedida! E se ela é bem sucedida, acredito que um dos motivos é porque nunca houve pretensão de que ela fosse bem sucedida… É uma festa que nasceu de um insight e tudo o que eu faço é pelo completo apego que tenho a ela – tanto eu quanto o DJ Thiago Sabota, meu sócio na Protection. Posso garantir que nunca imaginávamos que alguém chegaria pra gente afim de conversar sobre o disco novo do DJ Shadow, ou pedir pra tocar Massive Attack, ou como estão ansiosas para a próxima edição. Os amigos também foram fundamentais, seja de forma direta, indo a festa, ajudando na divulgação ou de forma indireta, como foi o caso do mestre DJ Magal, que depois de soltar uma mixtape de trip-hop/downtempo/jazz trocou e-mails com a gente e nos ajudou muito! E sim, eu vim do rock, por vias da minha eterna madrinha Erica de Freitas, que me colocou de residente na festa SOUND em 2003. Mas de lá pra ca muita coisa aconteceu, até que em 2010 o disco Opera do duo Tosca caiu na minha mão e me empolguei. Tirei a poeiras dos discos do Portishead, do DJ Shadow, do Tricky e da clássica coletânea Kruder & Dorfmeister Sessions (vale ressaltar que foi daí que a ideai do nome TripHopSessions saiu daí) somados à ida ao show do Massive Attack para eu passar a acreditar que poderia tocar esse estilo porque eu já estava vivendo trip-hop naturalmente. A recompensa vem em momentos como quando saí correndo do palco do último show do Sonic Youth no SWU até chegar na tenda em que o Gui Boratto estava tocando e ser contemplado com um remix feito pelo próprio de “Unfinished Sympathy”. Ganhei um Oscar nessa!
Para terminar, fale um pouco sobre seus projetos futuros, seja na noite como agitador cultural e/ou nos sets, como DJ.
A última música da mixtape é “Murder Weapon” do Tricky. Essa faixa, além de ser uma versão moderna de um som do jamaicano Echo Minottlsso, de jeito algum se parece com as coisas que ele (Tricky) lançou até hoje, porque é uma musica bem rock e o que me inspirou a colocar uma faixa dessas numa mixtape que é inicialmente de trip-hop foi o espirito de inovação que há nela. E esse tipo de inspiração é o ponto de partida pra minha próxima mixtape, próxima discotecagem, próxima festa – ou seja, inovação. Também faço uma outra festa chamada Benzetacil, junto com o DJ Bezzi e o DJ Thiago Sabota (essa festa, inclusive, já contou com o nosso amigo Fael como convidado, tocando só com compactos de sete polegadas) e vamos investir nela. Às vezes sou o DJ do rapper Doncesão, também. Por fim, penso em produzir trilhas sonoras para lugares específicos, além de outros projetos próprios, para quem sabe um dia ter isso como minha principal fonte de renda.
Depois do papo, que tal ouvir a mixtape Nowhere? Caso goste, o download gratuito está à disposição. Enjoy.
O Panorama dos remixes da semana, edição de domingo, traz grandes feras reeditando nomes como Architecture In Helsinki, Lana Del Rey, Justice, Fugees e Miguel Migs feat. Capleton. As mixtapes da vez ficam por conta de Star Slinger e o belo tributo ao lendário Jam Master Jay. Aumenta e vamos pro som >>>
A edição de hoje da nossa coluna semanal dançante traz The Twins, Cults ft. Freddie Gibbs, Arcade Fire, David Bowie, Slum Village feat. KanYe West & John Legend, Florence + the Machine, Phil Collins, The Weeknd e Rakim. Vamos ao panorama dos remixes da semana >>>>>
Nacho Picasso é uma das grandes apostas da música em 2012. Depois de lançar sua bem sucedida mixtape de estreia (For The Glory) no final do ano passado, o artista tem andado muito ocupado trabalhando em seu novo lançamento Lord of the Fly. Em parceria com o duo Blue Sky Black Death, o resultado ficou muito interessante, variando por diferentes campos do Hip Hop. Você pode ouvir a mixtape logo abaixo e/ou fazer o download aqui. Enjoy.
Pra embalar a segunda-feira (no meu caso, pós-férias), nada melhor do que essa mixtape visual organizada pelo Fergadelic + Soulwax. Além das imagens que incrementam o mix, a escolha da trilha sonora também merece destaque, com algumas bandas essenciais para começar a entender o punk dos anos 1980, como Black Flag, Void, Dead Kennedys, Crass, Reagan Youth, Bad Brains, Negative Fx e por aí vai. Recomendo ouvir em alto e bom som. Enjoy.