A poucos dias do SWU Music & Arts Festival dar o pontapé no fim de semana mais esperado do ano por muita gente, conversamos com Marcelo Machado, guitarrista do Mombojó, para saber como andam as expectativas da banda para a apresentação no festival.
“Vamos ter a oportunidade de tocar para o nosso público de São Paulo e também para um enorme público que não conhece a banda, acho isso bem interessante”, explica o guitarrista. Sobre outros show que acontecerão no evento, Marcelo citou a apresentação do Rage Against the Machine, no primeiro dia de SWU, como imperdível.
O conceito e as propostas sobre sustentabilidade também foram algo que motivou ainda mais o Mombojó a aceitar o convite dos organizadores.
Eu acho muito válida qualquer ação que tenha por razão a sustentabilidade. Vivemos em um tempo que precisamos levantar essa bandeira. Quando se trata de um festival de música dessa dimensão, fico feliz por estar contribuindo como músico. O Mombojó sempre vai estar engajado em ações que visam à sustentabilidade do planeta.
O Mombojó manda seu som a partir das 15h50, no Palco Oi Novo Som, no último dia de festival. Então, já vá aquecendo o gogó:
Nosso lindo e querido Planeta Terra Festival, que acontece no dia 20 de novembro em meio a montanhas russas e a monga, no Playcenter, divulgou hoje a informação que causa mais medo a quem vai comparecer: os horários das atrações em cada palco.
Mika divide atenção dos presentes com o Yeasayer
Bandas como Phoenix, Smashing Pumpkins, Pavement e Passion Pit se dividem entre o Sonora Main Stage e o Gillette Hands Up Indie Stage. Com tanta coisa boa junta, dá aquele friozinho na barriga de que duas atrações esperadas toquem no mesmo horário, e você tenha que abrir mão de uma delas. Vamos à lista para conferir logo quem toca onde e quando:
Gillette Hands Up o/ Indie Stage:
16:00 / 16:40 – República
17:00 / 18:00 – Hurtmold
18:30 / 19:30 – Holger
20:00 / 21:00 – Yeasayer
21:30 / 22:30 – Passion Pit
23:00 / 00:00 – Hot Chip
00:40 / 01:40 – Empire of the Sun
02:00 / 03:30 – Girl Talk 3rd band
Agora é só montar sua programação e decidir quando você vai estar no Main Stage, quando vai estar no Indie Stage, e quando vai deixar os shows de lado para se divertir no Barco Viking. Alguns brinquedos funcionarão até as 21h, mas os mais legais, como o Evolution e o Boomerang, fecham só as 5h da matina.
Conhecido como um dos festivais de rock mais tradicionais do país, o Porão do Rock vai realizar sua próxima edição nesse sábado, dia 11 de setembro, no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O evento começa cedo, às 17h, para conseguir comportar 33 atrações diferentes nos três palcos instalados – um para os metaleiros, outro para os roqueiros e o terceiro, batizado como “Palco Chilli Beans”, para “outros estilos”. É justamente pelo palco patrocinado que passam as atrações mais legais: Mombojó, que parece estar com um show novo incrível, Zémaria, Pato Fu e o gringo She Wants Revenge, que também toca em São Paulo na quinta-feira.
Pato Fu vai ao festival com o projeto Música de Brinquedo
Com milhares de ingressos já vendidos, o Festival Planeta Terra anuncia sua programação final hoje, com mais quatro bandas – dessa vez, todas nacionais – sendo acrescentadas em seu line-up. Agora, as bandas Hurtmold (grupo instrumental que acompanha as turnês de Marcelo Camelo), Mombojó (lançando seu último disco, Amigo do Tempo), Novos Paulistas (formado por Thiago Pethit, Dudu Tsuda, Tiê e Tulipa Ruiz) e Holger, dono do melhor show que vi nos últimos meses. Tem como não gostar?
Mombojó
Segundo a nota publicada no Terra, nesse ano o festival “faz uma parceria com o Studio SP para reunir as atrações nacionais”. Como assim?
De qualquer forma, corre pra garantir seu ingresso pro Terra que o quarto e ÚLTIMO LOTE já está sendo vendido. Ver esses quatro grupos brasileiros com dez grandes nomes gringos (recapitulando: Smashing Pumpkins, Pavement, Passion Pit, Yeasayer, Phoenix, Hot Chip, Mika, Empire of the Sun, Girl Talk e Of Montreal) não é todo dia. Mas o Belle & Sebastian…
O que se poderia esperar de um disco em que os recifenses do Mombojó resolvem falar sobre o tempo? Um acerto de contas? Uma rendição?
É fato que motivos não faltariam para Felipe S., Marcelo, Samuel, Vicente e Chiquinho chegarem até aqui carregados de mágoas e marcas de cansaço provocadas pelas desventuras que o tempo lhes reservou nos últimos anos. Do falecimento precoce, em 2007, do flautista Rafael Torres (vítima de enfarte aos 24 anos) à saída do violonista Marcelo Campello, em 2008. Da adaptação à vida em São Paulo (para onde todos migraram em 2008) à saída da gravadora Trama e os consequentes percalços para a realização de um trabalho 100% independente. Nada parecia contribuir para dissipar a nuvem de incertezas que foi se formando sobre uma, até então, ensolarada trajetória.
Mas se, por tudo isso, este terceiro disco demorou a sair, a dissolução das dúvidas chega logo em seus primeiros minutos. “Triste quando alguém desiste e não insiste em acertar / Mesmo quando eu fico triste, tento sorrir”, cantam os versos de “Entre a União e a Saudade”, indicando que não há aqui nenhum sinal de rancor ou derrotismo. Na verdade, o aviso já é dado antes, logo no título do álbum: Amigo do Tempo é, antes de tudo, uma tentativa de reconciliação.
O Mombojó aponta sua música para o futuro, como num reconhecimento do valor dos dias que estão por vir. E se o sopro de consciência que vem já na primeira faixa ainda não afasta definitivamente o nevoeiro, ele ao menos abre espaço para que alguma claridade volte a incidir sobre o som da banda. O título e levada surf music da faixa seguinte, “Antimonotonia”, comprovam isso. Assim como a saideira “Papapa”, modelo do manuseio preciso dos limites entre o pop e o rock – e desfecho de um disco ainda emocionado, mas resistente à autocomiseração.
Aqui acaba… e aqui começa. Pois como dizem os versos de “Passarinho Colorido”, o Mombojó está apenas em um “processo que precede a vida”, uma cuidadosa gestação. O que está por vir, torcemos, é o (re)nascimento de uma grande banda. E, desta vez, o tempo há de tratá-la bem.
2010 tá sendo um baita ano pro Mombojó (@mombojo). Não só os caras estão sendo elogiados pelo novo disco, Amigo do Tempo, como lançaram um dos clipes nacionais mais divertidos do ano. Se você ainda não viu, corre lá então. Quer mais? O tal vídeo, da música “Papapa”, tá rendendo tanto que a banda foi indicado, com ele, à categoria “Clipe do Ano” no VMB 2010. Marcelo Machado, dono dos riffs de guitarra da banda recifense, falou um pouquinho com a gente sobre “Papapa”, guilty pleasures, Stevie Wonder e por aí vai:
E o hype? O que você tem escutado de novidade?
Cara, o que eu tenho escutado muito e que é novidade pra mim é Stevie Wonder e alguns discos do High Llamas que eu não tinha baixado ainda.
Good Times Bad Times – qual banda/artista sempre esteve ao seu lado, fazendo, por mais piegas que isso possa soar, a “trilha sonora de sua vida”?
O Stereolab me “acompanha” há um bom tempo já.
Do the D.A.N.C.E. – o que não pode faltar na hora de soltar a franga na pista?
Uma música legal no som. Mas soltar a franga, sei não, hein. (risos)
O clipe recém-lançado pela banda, “Papapa”, é um dos mais divertidos do ano. Como surgiu e quem teve a ideia de misturar Power Rangers com geladeiras e todas as outras ideias malucas do vídeo?
As referências que lembram o Jaspion ou até os Changeman é uma idéia nossa antiga. Na verdade, a gente nunca imaginou que alguém “compraria” nossa idéia, mas Fernando Sanches, diretor do clipe, viajou nessa temática e incluiu o seu toque de criatividade com as Geladeiras-Robôs, por exemplo, que foi idéia dele.
Você não vale nada mas eu gosto de você – todo mundo tem um guilty pleasure, vai. Aquela banda que você só escuta quando não tem ninguém por perto e, por garantia, com fones de ouvido.
Rapaz, eu curto muito o Tecnobrega paraense e Recifense também. Mas esses eu não boto só no fone não….
Podia muito bem ser o novo vídeo do OK Go, mas, diferentemente das produções inovadoras e eficientes da banda americana cuja sonoridade fica em segundo plano, o clipe de “Papapa” não ofusca nem tira a atenção do expectador do mais importante: a música. Os dois elementos, áudio e vídeo, caminham muito bem juntos – e o resultado é uma trilha mais do que agradável rolando enquanto Power Rangers, sapos e geladeiras-robôs desfilam dancinhas proposital e toscamente ensaiadas. Diversão garantida:
“Papapa” é a música que encerra o terceiro disco dos recifenses do Mombojó, que lançaram Amigo do Tempo há pouco. No site da banda, você pode baixar o álbum completo for free. Chega mais.
Fonografando: o retorno do retorno. Mas agora é sério mesmo.
Doses semanais de música independente nacional voltarão a dar as caras no Move That Jukebox a partir de agora. Começando pelo Holger.
Sunga, do Holger – “Com muito orgulho, anunciamos que o Sunga está pronto, gravado, mixado e finalmente masterizado, e com a arte mais linda do mundo pronta!”, disse o Holger pelo twitter, no início dessa semana. Muita gente está esperando o álbum de estreia da banda que, sem muito material gravado mas com um show enérgico e muito caroloso como cartão de visita, aproveitou o hype ao seu redor, conquistou sinceramente um bocado de fãs pelo país e está além das promessas do ano para a música brasileira.
Holger, ao vivo em Florianopólis – Foto por Yuri Gama
A primeira faixa do álbum a aparecer na Internet, “Let’em Shine Below”, evidencia porque o Holger se destaca entre as outras bandas com apelo indie semelhante que, de uns anos para cá, começaram a pipocar em território nacional. É que, apesar das letras em inglês, a banda não esconde que vem do coração do Brasil e sabe balancear bem suas influências nacionais (“nós queremos soar como o luiz caldas!”) e internacionais (eles respiram Vampire Weekend nessa música nova). Por isso, tudo indica que “Sunga” estará recheado de composições autênticas e, na história da banda, mais tropicais do que nunca.
Ouve aí (via Bloody Pop) e diz se o Holger não está de parabéns.
Fica esperto: o álbum deve dar as caras na internet a qualquer momento.
Com vocês, o Dead Lover’s Twisted Heart – Não que seja uma banda nova, mas só agora saiu o primeiro disco da banda que, ao lado do Transmissor e do Graveola, figura entre as mais bacanas de Belo Horizonte.
É folk, é country, é indie, é pop: é muito rico esse primeiro trabalho dos mineiros mais estilosos da nossa música. A não ser que você já tenha visto o show, que denuncia toda essa agradável bagunça sonora, a próxima faixa é imprevisível. Da festiva e muderna “Rock Hurts and Heart Beats” às campestres “Line 5012″ e “Isabelle” (meu Deus, isso foi feito no Brasil?), o Dead Lover’s Twisted Heart surpreende do começo ao fim do disco. Com (claras) influências que vão de Eagles of Death Metal a Roberto Carlos, o grupo está pronto para ganhar o Brasil – e eu aposto forte neles.
Ah, claro! Para nossa alegria, dá pra ouvir e baixar todas as faixas do álbum aqui.
Mini Box Lunar no Música de Bolso – O La Blogotheque brasileiro traz novidades! Passando por São Paulo, o Mini Box Lunar, ícone psicodélico da música que vem do Amapá, apresentou duas músicas para as câmeras do Música de Bolso, uma delas nas escadas do Estúdio Lamparinas (onde também funciona o escritório do Fora do Eixo). Conheça “Despertador 7:45″ e aprecie a beleza das duas vocalistas mais delicadas e charmosinhas da nova música brasileira assistindo ao vídeo abaixo:
Recomendamos também os vídeos do Nevilton para o Música de Bolso, disponíveis aqui.
Quem é Homemade Blockbuster? – O hype brasileiro de 2010? O novo fruto do sempre efervescente e promissor meio indie de Curitiba? A revelação nacional do importante Popload Gig? Tudo isso e mais: é a banda responsável pela deliciosa “Sweet Boys, Sweet Girls”, que você ouve (só ouve) a seguir:
Esse e o outro hit (“Dance Moves”) estão disponíveis para download no Trama Virtual dos caras.
O Homemade Blockbuster faz parte do cast do Vigilantes, selo de que falamos na última atualização desta coluna. O Move conversou recentemente com o Rafael Ramos, o produtor à frente do projeto – vale conferir aqui.
Antes de partir, algumas rapidinhas:
Quem também está lançando disco novo é o Mombojó. E o que é melhor, no ritmo do download gratuito. Clique aqui e faça a festa.
Junto com o Homemade Blockbuster, quem também tá com tudo nessa onda de novidades do indie nacional é o Wannabe Jalva. Eles vêm de Porto Alegre. Toma três músicas de presente!
Depois de fazer barulho com o Love Bazucas, a nova aventura de Chuck Hipolitho é a banda Vespas Mandarinas, que ele formou com membros de grupos como Forgotten Boys, Ludov, Banzé e outros. Rola uma entrevista bacana com todos eles no Nagulha (e o download do primeiro EP, também).
A Fonografando volta na semana que vem! Até lá, boa música, boa Copa and save the Galvão birds!
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Hick Duarte é fotógrafo e estudante de Jornalismo em Uberlândia, Minas Gerais. Por lá integra o núcleo de comunicação do Coletivo Goma – Cultura em Movimento e mantém o portal Fiesta Intruders. Viaja pelo cobrindo os principais festivais do país e é responsável por um blog dedicado a música independente nacional no Portal MTV, o Indiescópio.